Blog do Eliomar

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Transposição vira sonho de Natal para os cearenses

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quinta-feira:

A água do rio São Francisco chegará mesmo ao Ceará, por Jati, na Região do Cariri, em dezembro próximo. A nova previsão é do secretário dos Recursos Hídricos do Estado, Francisco Teixeira, que bateu ontem à porta do Ministério da Integração Nacional cobrando faturas de um projeto por onde essa bênção franciscana vai entrar, no caso o Cinturão das Águas (Caic). Teixeira quer R$ 100 milhões prometidos pelo governo Temer e que emperraram, feito o projeto, na velha burocracia de Brasília.

Sobre o Caic, ele diz que só o quarto dos cinco lotes está parado. Ainda sobre a transposição, o secretário diz estar confiante no novo consórcio (Ferreira Guedes, Toniollo e Busnello), pois o ritmo do trabalho de 24 horas abre a perspectiva de que o cronograma não sofra mais obstruções.

Por aqui, todos ficamos com a caneca na mão aguardando essa santa água, certos de que em 2019 o bom São Pedro marcará presença.

(Foto – Arquivo)

Câmara dos Deputados aprova MP que altera a Política Nacional de Irrigação

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), a Medida Provisória que altera a Política Nacional de Irrigação. O novo texto evita a perda do lote de projeto público de irrigação para o Poder Público se estiver hipotecado junto a banco oficial em razão de financiamento ligado à plantação irrigada. A matéria será analisada pelo Senado.

Editada em março deste ano pelo presidente Michel Temer, a MP tem o objetivo de garantir segurança jurídica às instituições ligadas à agricultura irrigada e também fomentar a concessão de crédito e a realização de investimentos privados pelos agricultores nesses projetos.

O Brasil tem atualmente existem 110 Projetos Públicos em Irrigação (PPI), onde estão cerca de 26 mil agricultores irrigantes. Segundo a justificativa, o custo médio anual de culturas implantadas em PPIs é de R$22,4 mil por hectare.

“Em se tratando de culturas perenes, o início de produção não é imediato, implicando retorno financeiro após alguns anos. Desta forma, até que o produtor obtenha receita pela venda de seus produtos, ele terá que arcar com os custos de manutenção das culturas mediante recursos próprios ou por meio de financiamento em instituições financeiras”, afirmou o governo federal ao justificar a medida.

(Agência Brasil)

General Theophilo inclui segurança hídrica em seu plano de governo

Da Coluna de Sônia Pinheiro, no O POVO desta sexta-feira:

Pré-candidato ao Palácio da Abolição, o general Guilherme Theophilo avançou na discussão de suas propostas para a garantia de segurança hídrica do Ceará.

Em Fortaleza, reuniu-se com o ex-presidente da Agência Nacional de Água (ANA), Gerson Kelmann. No capítulo: a expectativa é que o Estado, protagonista nos anos 90 do modelito de gerenciamento dos recursos hídricos via criação da Cogerh – que serviu de base à implantação da ANA, possa retomar a condição de exemplo no setor, a partir de um novo figurino de gestão dos recursos hídricos.

No meeting, que também juntou especialistas em dessalinização, Theophilo discutiu uma nova proposta de segurança hídrica, em especial, pela não garantia da chegada em Fortaleza das águas da transposição do rio São Francisco.

(Foto – Divulgação)

É possível que em 2030 a obra da transposição tenha se transformado em ferro velho?

Com o título “O que esperar da gestão das águas em 2030?”, eis artigo do professor Jerson Kelman, da COPPE/UFRJ. Ele fala sobre novas energias que virão e coloca em xeque o futuro até da transposição das águas do rio São Francisco. Confira:

Hoje adotamos tecnologia de saneamento parecida com a empregada no início do século XX. Para afastar um pequeno volume de excrementos, utilizamos uma enorme quantidade de água, liberada pela descarga dos vasos sanitários. A carga poluidora, inicialmente concentrada, se dilui num volume muitas vezes maior e se transforma em esgoto. Gasta-se uma enorme quantidade de energia com as bombas que impulsionam o esgoto até uma estação de tratamento. Lá, mais energia é utilizada para concentrar novamente a carga poluidora num pequeno volume, na forma de lodo.

Há muita pesquisa sendo feita para descobrir uma maneira aceitável de neutralizar in situ a carga poluidora dos excrementos, o que resultaria em grande economia de água e energia. Porém, não há como prever se e quando ocorrerá a grande descoberta que mudará tudo.

Talvez a mudança mais significativa no setor de águas decorra da redução do custo de dessalinização da água do mar, por efeito da contínua diminuição do custo de produção de energia por fonte eólica e solar. Possivelmente em 2030 muitas cidades do litoral nordestino, inclusive Fortaleza, seguirão o exemplo de Israel, que atualmente abastece a maior parte de sua população com água captada no mar.

Isso não significa que se jogou dinheiro fora construindo a “transposição do São Francisco”. É verdade que a obra poderia ter sido menor se, antes de qualquer coisa, se dimensionasse a demanda de água com base em compromissos firmes de compartilhamento do custo de operação e manutenção.

Agora não adianta reclamar e sim achar um arranjo comercial e institucional que evite que a obra, que custou ao povo brasileiro cerca de 10 bilhões de reais, tenha vida efêmera por falta de correta operação e manutenção.

A história de nossa administração pública mostra que se a entidade responsável pela infraestrutura não tiver suficiente fonte própria de recursos financeiros e depender de repasses do Governo Federal, como é o caso da Codevasf, é possível que em 2030 a obra da transposição esteja inoperante, transformada em ferro velho.

*Jerson Kelman

jerson@kelman.com.br

Professor da COPPE-UFRJ

Seminário vai debater o futuro da água no Ceará

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

Tudo pronto para o II Água Innovation. Trata-se de um seminário que discutirá soluções e inovações para a segurança hídrica do Ceará, que acontecerá nas próximas quarta e quinta-feira, no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). Segundo o deputado estadual tucano Carlos Matos, presidente do Comitê Técnico do evento, o objetivo é avaliar a situação hídrica cearense, a partir de novas fontes hídricas e do uso racional da água.

Matos destaca que, nesse seminário, participarão especialistas nacionais e internacionais e, principalmente, dois temas: dessalinização e transposição das águas do rio São Francisco. Entre convidados, técnicos da Codevasf, pesquisadores das universidades cearenses e o ex-presidente da Agência Nacional de Águas, Jerson Kelman, também conhecido por ter modernizado a Sabesp, a companhia de águas do estado de São Paulo.

Vale destacar que eventos do gênero precisam ser fomentados. É que quando acaba a seca pós-inverno, todo mundo se esquece da cisterna vazia do passado.

Secretários de Camilo buscam verbas para obras hídricas com apoio de Eunício e Cabo Sabino

O secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado, De Assis Diniz, e o chefe da Casa Civil do Abolição, Nelson Martins, vão embarcar, nesta noite de terça-feira, na rota de Brasília.

A agenda deles envolve uma série de compromissos no Ministério da Integração Nacional, na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e o Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República (Sead), com o coordenador da bancada cearense, deputado Cabo Sabino (Avante), e com o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira. Hora de destravar emendas e recursos de alguns projetos da área hídrica.

“É que o período chuvoso já se encerrou e a pauta da agricultura familiar não pode parar”, avisa De Assis Diniz.

(Foto – Divulgação)

A Transposição do São Francisco e a culpa do Ministério da Integração

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Com o título “Transposição sem compromisso”, eis artigo do deputado federal Leônidas Cristino (PDT). Ele analisa o absurdo de tantos atrasos no projeto da transposição do São Francisco. Culpa o Ministério da Integração Nacional. Confira:

A execução do trecho que falta para concluir as obras do Eixo Norte da transposição do rio São Francisco, necessária para a água chegar ao Ceará, tem sido conduzida pelo governo Temer de modo trôpego, irresponsável e sem compromisso com o Nordeste. É um festival de desprezo o que acontece com essa obra.

Essa é a realidade depois de seis anos de seca e uma estação de chuvas até agora insuficiente para repor os estoques dos reservatórios de grandes cidades. É muito grave.

Não foi por falta de aviso que a situação marchou para o estado de caos em que se encontra. Em artigos publicados no O POVO e na tribuna da Câmara eu tenho alertado, insistentemente, sobre o tratamento negligente e vacilante do Governo Federal em relação a esse assunto estratégico e de alta prioridade.

Uma breve consulta nos anais da Câmara revela essa nossa luta obstinada pela retomada das obras do canal Eixo Norte e a conclusão da transposição do Rio São Francisco.

Apesar de todas as advertências e contribuições, o Ministério da Integração Nacional desprezou as sugestões para agilizar as obras, todas com o respaldo jurídico, e optou pelo caminho menos sensato; e o pior resultado não tardou a se apresentar, atrasando ainda mais a sua conclusão.

Recentemente, no 8º Fórum Mundial da Água e em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, o então ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, assegurou que a obra do Eixo Norte seria concluída ainda neste semestre.

Agora, em mais um atraso, o Ministério da Integração anunciou a substituição da empresa contratada até o próximo mês e garantiu a entrega das obras do Eixo Norte neste ano. Como acreditar em mais um juramento ante uma sequência vergonhosa de tantas promessas vãs por parte de um governo sem credibilidade?

Esse é o retrato da situação em que o Brasil se encontra, com um governo de costas para o povo. Essa é a imagem de um período de traição aos interesses populares, de ameaças à soberania nacional. A que ponto chegamos, à negação aos direitos fundamentais da pessoa humana, a negação do direito à água.

*Leônidas Cristino

dep.leonidascristino@camara.leg.br

Deputado federal (PDT/CE).

Relator quer mais verbas para revitalização do rio São Francisco

O relator do Projeto de Lei (PL) 9463/18, que trata da privatização da Eletrobras, deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), apresentou hoje (10) na comissão especial o texto final. Ele acatou a proposta do governo, de promover a privatização por meio de pulverização das ações da empresa pertencentes à União, com alterações. As principais alterações foram a ampliação dos valores para o projeto de revitalização do Rio São Francisco; a criação de uma fundação para revitalizar o São Francisco; o aumento do repasse para Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), como forma de reduzir tarifa; e a refundação do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel).

Aleluia propôs aumentar para R$ 500 milhões anuais os recursos para o projeto de revitalização da Bacia do Rio São Francisco, ao longo de 30 anos. A proposta do governo prevê o repasse de R$ 350 milhões nos primeiros 15 anos e R$ 250 milhões nos últimos 15 anos. Ao propor o aumento, Aleluia disse que os valores previstos no projeto eram insuficientes frente às necessidades para a revitalização do Rio São Francisco.

Para gerir esses recursos, o relatório propõe a criação de uma fundação privada, denominada Fundação de Revitalização do Rio São Francisco (Revita). O relatório inclui ainda, dentre as condições para desestatização da Eletrobras, a destinação, pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), da energia elétrica necessária para a operação da transposição do Rio São Francisco.

Sobre a destinação dos recursos do valor adicionado à concessão, o relator ampliou a parcela destinada à CDE para 40%, para fins de modicidade tarifária.

O deputado Aleluia propôs ainda mais recursos, provenientes da Eletrobras e de demais agentes do setor, para a manutenção do Cepel. Em seu parecer, o deputado disse que o projeto de lei não tratou de forma adequada o Cepel. Conforme a proposta, a Eletrobras tem como obrigação manter o Cepel por quatro anos, sem definir como seria essa manutenção e como se viabilizaria o centro após esse período.

Projeto

O projeto encaminhado pelo governo prevê que a privatização se dará pela pulverização das ações da empresa até que a União se torne sócia minoritária. O texto diz que concluída a referida oferta pública primária de ações, caso a União ainda detenha participação majoritária, será autorizada a realização de uma oferta pública secundária de ações de propriedade da União, a fim de garantir a desestatização da empresa.

O texto do governo propõe ainda a limitação do poder de voto de qualquer acionista ou grupo de acionistas a 10% do seu capital votante. “Entendemos adequada a proposta de reestruturação da Eletrobras por aumento de capital mediante subscrição pública de ações ordinárias e também a limitação do poder de voto a 10% do capital votante, de forma a termos na Eletrobras uma forte corporação nacional com alto nível de governança”, disse Aleluia.

Deputados contrários à privatização da Eletrobras criticaram a apresentação do parecer antes do encerramento das audiências públicas para debater o projeto. Ainda haviam debates marcados para ocorrer nesta quinta-feira e amanhã (11). “Nós fomos atropelados”, protestou a deputada Erika Kokay (PT-DF) durante audiência na quarta-feira (9), quando o relator anunciou a entrega do texto.

Agora, pelas regras regimentais, os deputados têm cinco sessões do plenário, a partir desta quinta-feira (10), para apresentar sugestões de emendas ao relatório. A expectativa do relator é que a votação da proposta deve ocorrer no fim de maio.

(Agência Brasil)

Transposição do São Francisco – São Camilo dá uma de São Tomé

O governador Camilo Santana (PT) quer visitar as obras do Eixo Norte, quando forem, de fato, retomadas. Eis o recado dele para o Ministério da Integração Nacional, que responde pelo vaivém do projeto da transposição das águas do rio São Francisco.

O objetivo é conferir de perto as máquinas retomando o trabalho que, no entanto, na previsão do Dnocs, que cuida da recuperação e manutenção de barragens, só deve começar em junho. O MIN estima que tudo ficará pronto até agosto.

Nesta semana, o MIN liberou R$ 14 milhões para as obras do Cinturão das Águas, em Jati (Região do Cariri), por onde deve entrar a água do São Francisco.

(Foto – Divulgação)

 

Ceará atinge 90,7% da média histórica a 22 dias do fim da quadra chuvosa

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Em Fortaleza, chove desde a noite dessa quarta-feira.

Nos nove primeiros dias de maio, o Ceará recebeu volume médio de 24,8 milímetros (mm) de chuvas, um desvio de 72,9% abaixo da média histórica (90,6 mm) para o mês, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
Faltando 22 dias para encerrar a quadra chuvosa no Estado, o valor médio acumulado é de 545,2 mm. Isso representa 90,7% do normal histórico (600,7 mm) para o período, uma diferença de 55,5 mm na proporção.

“Nesses dias tem tido proximidade da Zona de Convergência (Intertropical), o que tem causado chuvas isoladas na faixa litorânea”, explica David Ferran, meteorologista da Funceme. “Se continuar nesse ritmo que aconteceu até agora, (o acumulado de chuvas) fica na média. Se aumentar, fica acima”, completa. Entre as 7 horas de terça-feira e as 7 horas de ontem, a Funceme registrou precipitação em 28 cidades. Os maiores volumes foram observados em Fortaleza, no posto Messejana (55 mm) e no posto Água Fria (43 mm), seguidos pelos municípios de Miraíma (36 mm), Amontada (33,4 mm) e Beberibe (30 mm).

Entre os municípios cearenses, os cinco com maior volume médio de chuvas acumulado nesses nove primeiros dias de maio são Marco (114,2 mm), Senador Pompeu (109,3 mm), Paracuru (109,1 mm), Fortaleza (104,4 mm) e Beberibe (103 mm). Já as regiões onde mais choveu no mesmo período são Litoral de Fortaleza (64 mm) e Litoral Norte (56 mm), quando a média esperada para todo o mês é 149 mm e 121 mm, respectivamente. Já a região do Cariri é a com menor acumulado (13 mm), enquanto a média mensal é de 64 mm.

Com o período chuvoso, o volume atual dos reservatórios do Ceará está na marca de 3,16 bilhões m³, o que representa 16,94% da capacidade total de armazenamento do Estado. Segundo a resenha diária de monitoramento, divulgada ontem pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), dos 155 açudes cearenses, 17 estão sangrando, 24 estão com volume morto e 7 ainda estão secos.

Neste início de mês, conforme a Cogerh, os reservatórios monitorados no Ceará tiveram total de aporte de 0,09 bilhão m³. Em todo maio do ano passado, o Estado recebeu água na marca de 0,138 bilhões m³.

No acumulado de 2018, o aporte está em 2,23 bilhões m³, melhor índice desde 2011, quando o Ceará recebeu 7,84 bilhões m³ de água.

Para hoje, a Funceme prevê nebulosidade variável com eventos de chuva em todo o Estado. Para amanhã, a fundação também indica a possibilidade de chuva em todas as regiões cearenses.

 

(O POVO – Repórter Isaac de Oliveira)

Ministro da Integração Nacional vai receber título de cidadão cearense por cumprir a obrigação

Por iniciativa do deputado estadual Leonardo Araújo (MDB), o secretário nacional de Infraestrutura do Ministério da Integração Nacional, Antônio de Pádua de Deus Andrade, vai ser agraciado com o título de cidadão cearense. Ele é de Campo Maior, no Piauí.

Eis como o parlamentar justifica o porquê dessa homenagem: “Considera-se de extrema importância a atuação de Antônio de Pádua para o Ceará, uma vez que, junto à Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, vem trabalhando para o desenvolvimento de ações voltadas ao abastecimento e segurança hídrica em benefício do Estado.”

O projeto foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação. Agora, segue para Mesa Diretora colocar em pauta para votação em plenário.

Perfil

Antônio de Pádua destacou-se pelo Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional, a maior obra de infraestrutura hídrica do país, a qual beneficiará um total estimado de 12 milhões de pessoas nos Estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Além de água, a obra propiciará emprego e renda, promovendo a inclusão social das comunidades. Outra obra estruturante sob a gestão do Secretário Antônio de Pádua, que garantirá segurança hídrica é o Cinturão das Águas do Ceará (CAC).

(Foto – Divulgação)

 

Ministério da Integração libera R$ 14 milhões para o Cinturão das Águas

O Ministério da Integração Nacional informa ter liberado, nesta semana, mais de R$ 14 milhões para as obras do Cinturão das Águas do Ceará (CAC). A verba será aplicada na construção do trecho 1 do empreendimento, que levará as águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco a 4,5 milhões de pessoas nas regiões do Cariri e de Fortaleza. Com a retomada dos serviços do Eixo Norte do Projeto pelo Governo Federal, a expectativa é que o ‘Velho Chico’ chegue ao estado no mês de agosto. A informação é da assessoria de imprensa da pasta.

Esse repasse financeiro, segundo o ministro Antonio de Pádua, é parte do pacote de medidas prioritárias do MIN para o Nordeste. “É nosso compromisso levar as águas do Rio São Francisco a moradores desses estados que têm convivido com a maior seca dos últimos anos. O CAC será emblemático nesse processo, porque vai fazer com que o ‘Velho Chico’ abasteça as duas regiões mais populosas do Ceará”, afirma.

No último biênio (2016-2017), o Governo Federal destinou R$ 469,3 milhões ao Cinturão das Águas. O montante representa 83% a mais – quase o dobro – dos pagamentos realizados pela União no período anterior (2015-2014), que somaram R$ 256,2 milhões.

O Cinturão das Águas do Ceará está sendo executado pelo Governo do Estado com recursos federais. O trecho 1 do CAC possui 145 quilômetros de extensão e está dividido em cinco etapas. O empreendimento vai captar a água do Rio São Francisco na barragem Jati, do Eixo Norte do Projeto de Integração, conduzindo-a ao leito dos rios Salgado e Jaguaribe, até o reservatório Castanhão – maior açude do estado. O Castanhão é responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza.

Cinturão das Águas – Obras são retomadas

As obras do Cinturão das Águas, em Jati (Região do Cariri), por onde entrará a água do projeto da transposição do rio São Francisco, foram retomadas. É que a chuva ali diminuiu, no que deu o consórcio responsável voltar a mobilizações.

A informação é do secretário-adjunto da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado, Ramon Rodrigues, adiantando que há cerca de 800 homens na ativa.

Ramon está em Brasília onde, nesta quarta-feira, vai se inteirar melhor do cronograma de retomada as obras da transposição. Ele aproveita para cobrar repasses no Ministério da Integração Nacional relacionados ao projeto do Cinturão das Águas.

(Foto – Divulgação)

Funceme já recebe inscrições para concurso público

Estão abertas as inscrições para o concurso da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). De acordo com assessoria de imprensa do órgão, o período de inscrição vai se estender até as 23h59min do dia 6 de junho e somente pela internet por meio do site da organizadora do concurso, no caso a Uece.

Sao ofertadas 40 vagas de nível superior para os cargos de Pesquisador e de Analista de Suporte à Pesquisa, a serem lotados na sede da própria organização, em Fortaleza. A taxa de inscrição é de R$ 130 para ambos os cargos.

As vagas serão divididas nas seguintes especialidades: Recursos Ambientais, Recursos Hídricos, Meteorologia, Monitoramento e Informática, no caso de Pesquisador; e Ciências Contábeis e Administração para o cargo de Analista.

Para quem desejar isenção da taxa de inscrição, também deve solicitar por meio da página do concurso na internet até esta quinta-feira (10). Os documentos necessários também estão listados no edital.  O cetame tem validade de dois anos.

SERVIÇO

*Edital e inscrições aqui.

Transposição do São Francisco – Obras que beneficiam o Ceará só devem ser retomadas em junho

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta terça-feira:

As obra da transposição do rio São Francisco do Eixo Norte, que interessa ao Ceará, embora com novo consórcio assumindo o projeto, só serão retomadas a partir de junho. É o que estima o diretor-geral do Dnocs, Ângelo Guerra, acrescentando que esse prazo é concedido para a instalação de novos canteiros, contratação de mão de obra e outras providências burocráticas.

O grupo Ferreira Guedes é do Ceará e foi o quarto colocado no processo licitatório. Com o início dos trabalhos em junho, Ângelo, que está em Brasília em reuniões no Ministério da Integração Nacional, estima que tudo ficará concluído em outubro próximo, no que diz respeito a garantir a vinda da água do São Francisco de Salgueiro (PE) para Jati (Região do Cariri).

“A meta do Ministério da Integração, que responde diretamente pelo projeto, é fazer o caminho das águas para o Ceará”, acentua o titular do Dnocs.

Espera-se que essa novela do Velho Chico chegue ao seu capítulo final de fato, no caso ver o cearense beber a tão aguardada água franciscana.

(Foto – Arquivo)

Seca ameaça se estender por mais um ano em 30 cidades do Ceará

A depender dos próximos dias de maio, se serão ou não chuvosos, o chamado “miolo do Ceará”, a parte territorial mais central do Estado, poderá entrar pelo sétimo ano de estiagem em 2018. Nesta descrição, a região voltaria a registrar perdas significativas na safra de milho e feijão e baixo aporte nos reservatórios. Pelo menos 30 municípios estão na iminência desse cenário de resultados agrícolas e produção pecuária insuficientes e seca estendida, admite o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), Antônio Amorim.

“Ainda há municípios com risco de entrar para o sétimo ano (de seca). Tudo dependerá de como o ‘inverno’ acontece no mês de maio”, confirma Amorim. Reticente em usar o termo “seca”, ele reafirma que maio será definidor. Historicamente, o mês tem menores chuvas que abril e março. Pondera que, no Estado todo, “2018 já é muito diferente do ano anterior, muito melhor. Não podemos chamar este ano como mais um ano de seca. Pode até ser chamado de ano médio. É o começo de um novo ciclo, a meu ver”.

As 30 cidades cearenses estão num caminho que cruza “o (Vale do) Jaguaribe, Sertão Central, Inhamuns e Centro Sul”. A lista é construída por ele a partir da combinação de chuvas abaixo da média, mais o fator pouca água acumulada nos açudes e as perspectivas da produção agropecuária ainda sujeitas ao que maio confirmar. No coloquial, Amorim identifica geograficamente os municípios listados como “um espinhaço do Estado”.

O presidente da Ematerce usa o mapa na parede de seu gabinete para descrever o caminho da “chuva que afinou em abril, diminuiu bastante”. Aponta, no desenho do Estado, que o lote menos próspero deste ano fica aonde as nuvens acumuladas pela Zona de Convergência Intertropical (parte de cima) e as chuvas vindas de Pernambuco/Bahia (parte de baixo) não chegaram. “A falta de chuvas parou exatamente nesse meio”, diz Amorim. Acima e abaixo no mapa, Zona Norte e Cariri seguem apresentando os maiores índices pluviométricos de 2018.

Variável relevante, ele aponta, foi o veranico mais duradouro dentro de março. A interrupção das chuvas, segundo Amorim, “demorou mais do que se previa”. O presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Eduardo Sávio Martins, confirma. “O veranico de março foi muito longo. Durou mais de 15 dias. Na agricultura de sequeiro, deve ocasionar perda de rendimento das principais culturas. Este veranico também não favoreceu o aporte”, amplia Martins.

Março deveria ter sido justamente o mais chuvoso da quadra invernosa, medida de fevereiro a maio. O mês tem média histórica de 203,4 milímetros (mm), mas em 2018 choveu 120,1 mm. Foi 40,9% menor que o esperado. Fevereiro e abril, respectivamente o tempo do plantio e o do crescimento vegetativo, foram de chuvas acima de suas médias.

Quanto à recarga hídrica, segundo Martins, com exceção da Bacia Metropolitana, todas as demais estão com percentual maior que o do final da quadra chuvosa de 2017. “O Ceará, ao fim da quadra chuvosa do ano passado, estava com 12,5% da capacidade de armazenamento. Agora, está com 16,3%”, mapeia o presidente da Funceme.

No caso do milho, o período atual é o da floração. O sertanejo chama a flor da planta de “boneca”, de onde despontam as espigas. A colheita do milho é em julho. “Se chover nas próximas duas semanas, ajuda a sustentar bastante”. O POVO entrevistou Amorim na última quinta-feira, dia 3.

Jaguaribe, Iguatu, Mombaça, Pedra Branca, parte de Boa Viagem e Senador Pompeu apareceram entre as primeiras citadas por Amorim como preocupantes. “Tiveram ‘inverno’ menor. Podem ter perda de safra se não cair chuva agora”. No restante do Ceará, segundo ele, a safra do grão será quase completa.

O feijão já está sendo colhido no Cariri, toda Zona Norte, Sertões de Crateús, Sertão Central e área metropolitana da Capital. Nos respectivos municípios com as melhores chuvas dentro de cada dessas regiões, ressalta o presidente. Brejo Santo e Novo Oriente são os expoentes locais na produção. Ele acredita que a cultura também atingirá a colheita prevista, 187 mil toneladas no Estado.

“No todo, está chegando ao esperado, mas também depende de maio. É o mês decisivo para isso”, destaca.

A chuva não deixou de ser registrada nos municípios onde a estiagem poderá emendar sete anos. Mas só o suficiente para esverdear a paisagem e fazer crescer pastagens nativas. Os pequenos açudes ganharam alguma água. “Os pequenos reservatórios e essa mata nativa vão ajudar na sustentação do rebanho”, projeta Amorim. O Ceará tem, nos cadastros mais atualizados, perto de 2,5 milhões de animais bovinos, 2,6 milhões de ovinos e e 1,4 milhão de caprinos.

O presidente da Ematerce diz que “2018 está sendo um ano compensador. Esperança que os novos anos sejam menos duros do que foram os seis anos passados. Para a lavoura tá dentro da média, para o aporte merece mais”. Torce que maio seja “surpreendente”. Eduardo Sávio, da Funceme, reforça: “As chuvas de 2018 nos trouxeram algum alívio, mas ainda está longe de qualquer situação confortável”.

Aporte hírico

As bacias hidrográficas que mais se beneficiaram com as chuvas de 2018 no Ceará foram Coreaú e Acaraú, de acordo com o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins.

Safra 2018

A previsão é que o Ceará colha 570 mil toneladas de milho em 2018. É o maior plantio no solo do Estado. 187 mil toneladas de feijão devem ser colhidas.

(O POVO -Repórter Cláudio Ribeiro)

Ministério da Integração autoriza consórcio a concluir eixo da transposição que beneficia o Ceará

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O Ministério da Integração Nacional autorizou, nesta sexta-feira, o consórcio Ferreira Guedes – Toniolo, Busnello a assumir as obras remanescentes do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco. A ordem de serviço assinada hoje já garante o início dos trabalhos. Mais de 1.200 profissionais estarão em campo nas próximas semanas para garantir que as águas cheguem ao Ceará até o mês de agosto.

Para acelerar o cronograma, várias frentes de serviço serão abertas simultaneamente, inclusive em períodos de 24 horas. As informações foram dadas pelo ministro da Integração Nacional, Pádua Andrade, em reunião com representantes do Ministério Público do estado da Paraíba.

O Eixo Norte, já com 96% das obras finalizadas, irá garantir o abastecimento de mais de 7 milhões de pessoas em 223 municípios nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Do total de beneficiados, 4,5 milhões somente na Região Metropolitana de Fortaleza.

“Hoje, já temos cerca de 250 trabalhadores mobilizados no local. A construtora começará pelos pontos de obras mais complexos do trecho: a terceira estação de bombeamento (EBI-3) e o túnel Milagres. A EBI-3 é a maior estação elevatória de toda a Integração do São Francisco. São 90 metros de altura. É o equivalente a elevar o volume de água de uma piscina olímpica – a cada segundo – à altura de um prédio de 30 andares. Nossa expectativa é de acionar essa estrutura até o mês de junho”, afirmou o ministro Pádua Andrade.

Prazos

A substituição do Consórcio Emsa-Siton, que era responsável pela execução das obras na Meta 1N, foi uma medida para garantir o cumprimento dos prazos de entrega do Eixo Norte, já que a empresa não vinha apresentando ritmo de trabalho adequado ao cronograma. “Para não gerar prejuízos à população, preventivamente, rescindimos o contrato e vamos acelerar os serviços. É nossa prioridade entregar o Eixo Norte em 2018, assim como prometemos – e cumprimos – a entrega do Eixo Leste em 2017”, acrescentou o ministro.

No início de fevereiro, o Governo Federal acionou a segunda estação de bombeamento (EBI-2) do eixo, em Cabrobó (PE). O funcionamento permitiu que as águas do ‘Velho Chico’ continuassem avançando pelos canais. Inicialmente, será garantido um reforço no abastecimento para 9,2 mil pessoas no município de Terra Nova (PE) – 4,2 mil na área rural e 5 mil na urbana. Em novembro do ano passado, as águas do Eixo Norte já começaram a atender cerca de 3,2 mil moradores e produtores da região de Cabrobó, em 17 comunidades rurais.

A Meta 1N do Eixo Norte tem 140 quilômetros de extensão e passa pelos municípios pernambucanos de Cabrobó, Salgueiro, Terra Nova e Verdejante, até a cidade de Penaforte, no Ceará. As demais etapas (2N e 3N) estão em fase final de conclusão.

 

Secretário dos Recursos Hídricos garante: “Temos água pra mais um ano”

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 PARA O SECRETÁRIO, é preciso diversificar as fontes hídricas MAURI MELO
Para o secretário, é preciso diversificar as fontes hídricas.

O volume chuvoso no primeiro quadrimestre do ano já é o melhor dos últimos sete anos no Ceará. Este abril atingiu o recorde da década com volume de chuva. Secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira falou ao O POVO sobre o cenário atual período no Estado. Ele destaca que tivemos um importante aumento no abastecimento, mas que ainda não saímos da crise hídrica.

Ele explica que estamos com 16% da capacidade e que o ideal seria estarmos com mais de 30%. “Mas, de qualquer maneira, é uma quantidade que ameniza muito a situação crítica das cidades no Interior”, explica. E avisa que a tarifa de contingência na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) continuará. “Porque o sistema metropolitano deu uma recuperadinha, mas só temos água pra atravessar o ano, possivelmente”. (Isaac de oliveira)

O POVO: Como o Estado está avaliando esses três primeiros meses de quadra chuvosa?

Francisco Teixeira: A avaliação é que a gente conseguiu acumular uma reserva pra escapar mais um ano. Não tivemos aquele nível de armazenamento pra sair da crise totalmente. Dizer que o Castanhão encheu, o Orós, o Banabuiú, o sistema metropolitano e temos água pra cinco anos, não temos. Temos água pra mais um ano. Ano passado, por essa época, a gente estaria com 12% (da capacidade de reserva). Hoje estamos passando de 16%. Mas qualquer coisa abaixo de 30% a gente considera crítico. O ideal é ter 60% pra cima que dê uma zona confortável. De 30% pra baixo, a gente considera crítico, de 50% pra baixo, alerta. E aí nós não conseguimos sair dessa faixa crítica. Mas, de qualquer maneira, é uma quantidade que ameniza muito a situação crítica das cidades no Interior. A gente chegou a ter risco de colapso em 60 cidades numa determinada época ao longo dessa grande seca. Conseguimos evitar esse colapso, construindo mais de cinco mil poços, construindo adutoras de montagem rápida.

OP: Qual o planejamento pra esse ano?

Francisco Teixeira: Continuar com a mesma política que nós temos trabalhado desde quando o governador Camilo Santana assumiu o governo de 2015 até hoje. O grupo de contingência se reúne toda sexta-feira. A tarifa de contingência na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) vai ter que continuar, porque o sistema metropolitano deu uma recuperadinha, mas só temos água pra atravessar o ano, possivelmente. Temos que ter ajuda do Castanhão que, por sua vez, também pegou uma recarga, melhorou, mas não saiu da situação mais critica. Então é uma quantidade de água onde nós temos que fazer a gestão eficiente e eficaz que temos feito nesses últimos três anos e meio. Temos que trabalhar ainda a tarifa de contingência e continuar com as ações de diversificar as fontes hídricas. Agora mesmo o governador já botou pra funcionar um segundo sistema de bombeamento do Maranguapinho. O açude Maranguapinho vai atender tanto Maranguape como Maracanaú. Tem o sistema do açude do Cauípe, mais poços na região do Pecém, Cumbuco e Taíba, reúso da água que nós estamos começando a botar pra frente com Cogerh e Cagece, a planta de dessalinização da água do mar que a Cagece deverá começar as obras ainda este ano.

OP: Está em fase de estudo?

Francisco Teixeira: O estudo já vai ser recebido agora em maio pela Cagece e deverá ser posto em licitação por todo o resto desse ano. Tudo isso vai continuar tendo que acontecer porque nós vamos continuar vivendo em um Estado que sempre viveu e vai continuar vivendo com atenção especial na questão hídrica. Nós temos que ter a consciência que estamos numa região onde a água é escassa. Então, temos que apelar pra tudo, sobretudo, trabalhar com a boa gestão da demanda do uso da água, uma boa gestão da oferta e diversificar as fontes hídricas, ampliando a nossa infraestrutura. A gente conseguiu acumular uma reserva pra escapar mais um ano. Não tivemos aquele nível de armazenamento pra sair da crise”

OP: Como essas medidas podem contribuir?

Francisco Teixeira: Todas contribuem. São três pilares. A gente tem que ter um uso cada vez mais eficiente da água da irrigação. Não podemos plantar as culturas tradicionais que usam muita água, como banana, arroz. Temos que plantar culturas como caju, a mandioca, a batata doce, a macaxeira, que consomem menos água. Aproveitar, sobretudo, a chuva. No saneamento, diminuir as perdas que chegam a 40% pra um padrão abaixo de 30%. Isso é gestão da demanda. Na gestão da oferta, conduzir a água com maior eficiência. Não podemos conduzir tanto a água em rio, onde se perde muita água. Temos que conduzir dentro de adutoras. Na diversificação das fontes hídricas, que é o terceiro pilar, usar água subterrânea cada vez mais de forma racional e monitorada, fazer reuso, dessalinização de água do mar e transferir água da chuva, como nós estamos fazendo hoje, transferindo água do rio Banabuiú e do rio Jaguaribe, sem abrir o Castanhão. Estamos transferindo 15 metros cúbicos por segundo pra Fortaleza pra guardar água da chuva do rio Jaguaribe e Banabuiú nos açudes da Região Metropolitana.

OP: Como lidar com a má distribuição das chuvas?

Francisco Teixeira: O instrumento pra poder equilibrar essa má distribuição é transferir a água de uma região pra outra. Por enquanto, a gente tem condição de transferir pelo Canal do Trabalhador e Eixão das Águas, da bacia do Jaguaribe pra Fortaleza. No futuro, a gente pode fazer também uma integração da zona norte do Estado com Fortaleza pra poder trazer mais água.

OP: Tem alguma obra mais importante que depende do Governo Federal?

Francisco Teixeira: Tem a barragem Fronteira que o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) começou a construir lá em Crateús. Cinturão das Águas nós estamos fazendo com o Governo Federal pra garantir melhor Fortaleza com água da transposição. E a própria transposição que está meio lenta, mas o Ministério da Integração prometeu acelerar, retirando o consórcio que não estava dando conta e botando novo pra poder concluir a obra ainda este ano.

OP: Quanto o Estado vai investir nesta área neste ano?

Francisco Teixeira: Nós temos garantidos, R$ 98 milhões da União pro Cinturão das Águas, mas tamos pedindo mais R milhões pra poder dar mais celeridade às obras . O Estado já investiu mais de R$ 1,3 bilhão nesses três anos, só na questão de água. A gente pode dizer que 60% é da União e 40% do Estado.

OP: Qual a esperança pra maio?

Francisco Teixeira: Vamos aguardar, acompanhar dia a dia, semana a semana, o comportamento das chuvas. Mas maio as chuvas sempre diminuem.

(O POVO – Repórter Isaac de Oliveira/Foto – Mauri Melo)

Na SDA, o PT já é de casa…

Francisco de Assis Diniz trocou a presidência regional do PT pelo cargo de secretário estadual do Desenvolvimento Agrário. A posse dele ocorrerá nesta sexta-feira, a partir das 9 horas, no auditório da SDA, e contará com as presenças do deputado federal José Nobre Guimarães, do deputado estadual Dedé Teixeira e da presidente do Instituto Agropolos, Ana Teresa.

De Assis Diniz já reuniu a equipe da SDA e até entregou sistemas de abastecimento d’água, ao lado do chefe da Casa Civil, Nelson Martins, em Amontada.

Nas próximas sexta-feira (27) e sábado (28), o secretário De Assis vai entrega sistemas de abastecimentos d’água em Capistrano, Baturité, Caririaçu e Porteiras.

(Foto – SDA)