Blog do Eliomar

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MDR terá R$ 1,28 bi para Minha Casa, Minha Vida e continuidade de obras da Transposição

O Ministério do Desenvolvimento Regional recebeu hoje (12) um aporte federal de R$ 1,28 bilhão para garantir a continuidade das obras do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), do Projeto de Integração do Rio São Francisco e, também, de outros empreendimentos que vão reforçar a oferta hídrica em Alagoas, Ceará e Pernambuco. A portaria do Ministério da Economia, que abre Orçamento Fiscal para o crédito suplementar, foi publicada no Diário Oficial da União.

A maior parcela do recurso, R$ 1 bilhão, será destinada ao MCMV, possibilitando a retomada de obras paralisadas, a autorização de 17 mil unidades habitacionais contratadas em 2018 e, ainda, a contratação de 36 mil novas moradias. Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, o crédito será fundamental para geração de emprego e renda em diversas localidades do País. “Para cada R$ 1 milhão de investimentos no programa habitacional, são gerados cerca de 40 postos de trabalho diretos e indiretos. Ou seja, teremos em torno de 40 mil empregos”, destacou.

Segurança hídrica

Outros R$ 45 milhões serão utilizados na pré-operação do Eixo Leste Projeto de Integração do São Francisco. Desde 2017, o trecho tem assegurado o abastecimento regular de mais de um milhão de pessoas em Pernambuco e na Paraíba.

O empreendimento é composto por dois eixos de transferência de água. O outro eixo – o Norte – está em fase final de execução, com 97% de avanço físico. Os serviços deverão serão concluídos neste segundo semestre e, com isso, as águas do Velho Chico avançarão rumo aos estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Ramal do Agreste

Mais R$ 115 milhões serão aplicados pelo MDR no Ramal do Agreste, localizado no interior de Pernambuco. Em pleno andamento e com 2.600 profissionais contratados, o ramal permitirá que água do Eixo Leste chegue até mais de 2,2 milhões de pessoas na região pernambucana. Neste ano, o Governo Federal já destinou R$ 290 milhões ao empreendimento.

Obras executadas pelos governos estaduais com apoio financeiro do MDR, como o Canal do Sertão Alagoano e o Cinturão das Águas do Ceará, também serão contempladas. Elas vão receber R$ 60 milhões cada.

(Foto – Arquivo)

Senador cobra celeridade do MDR para projetos do interesse do Ceará

O senador Eduardo Girão (Pode) cobrou durante audiência com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, em Brasília, urgência nas demandas do interesse do Estado ali em tramitação.

Na pauta, a reconstrução da adutora na Chapada do Apodi, rompida no final de junho e que, restaurada, garantirá o atendimento a mais de 15 mil pessoas, além de gerar benefícios para o setor produtivo da região.

Eduardo Girão pediu também ao ministro a inclusão do Cinturão das Águas no plano de metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a abertura de programas da pasta para o custeio de obras e aquisições de equipamentos no Ceará. O Cinturão ds Águas é o projeto por onde entrará no Estado a água do rio São Francisco.

(Foto – Divulgação)

Camilo assina empréstimo com banco alemão para ações de convivência com a seca

O governador Camilo Santana (PT) assinou, nesta quarta-feira, em Brasília, empréstimo da ordem de 50 milhões de euros com o Banco Alemão de Desenvolvimento (KFW). A verba será aplicada na implementação do Programa Águas do Sertão. Com contrapartida de 12,5 milhões de euros do Governo do Estado, o programa receberá investimento total de 62,5 milhões de euros, informa a assessoria de imprensa do Palácio da Abolição.

“Esse projeto vai consolidar nossa posição pioneira em termos de políticas de saneamento rural. O financiamento ampliará a oferta de serviços de água, principalmente nas áreas mais afastadas do Ceará. Temos feito um esforço muito grande para não deixar faltar água aos cearenses e melhorar as condições de saneamento básico”, disse Camilo Santana.

Com o governador nesse ato estavam os secretários estaduais Zezinho Albuquerque (cidades), e Mauro Filho (Planejamento).

O Águas do Sertão deverá beneficiar cerca de 200 mil pessoas e chega como mais um ingrediente de convivência com a estiagem. Há investimentos previstos por meio de soluções de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

(Foto – Divulgação)

Uma preparação para o Água Innovation 2019

A evaporação ainda é um dos principais desafios para a administração de recursos hídricos no Ceará. E esse será um dos temas discutidos durante a preparação do hackathon “Água Innovation”, a ocorrer nesta terça-feira, às 16 horas, no auditório do Campus do IFCE, no bairro Benfica.

O ex-deputado Carlos Matos, coordenador do evento, em entrevista à coluna, diz que as universidades têm participação importante na busca de soluções.

“Há macrodesafios e desafios práticos e operacionais”, acrescenta. O hackathon será realizado nos dias 19 e 20 de agosto, com participação de pesquisadores da UFC, Unifor e IFCE.

DETALHE – O Água Innovation ocorrerá d 3 a 6 de julho próximo, no Centro de Eventos.

*Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele, no O POVO desta segunda-feira.

(Foto – Divulgação)

11 municípios cearenses aguardam poços profundos

Onze sedes municipais podem sofrer problemas de abastecimento de água já a partir do segundo semestre deste ano. É o que revela o titular da Superintendência de Obras Hidráulicas do Estado (Sohidra), Yuri Castro.

Ele afirma que, diante da quadra chuvosa 2019 que não beneficiou todas as regiões, já pediu apoio ao Governo para intensificar a perfuração de poços profundos e evitar o colapso.

Na lista estão as sedes de Mombaça, Pedra Branca e Boa Viagem, por exemplo. Castro revela que, em 32 anos de história da Sohidra, foram perfurados 13 mil poços – 7 mil desses só na primeira gestão de Camilo Santana. “Além de poços, pedimos apoio para intensificar também a implantação de adutoras”, informa.

Mesmo assim, alguns distritos continuarão sendo abastecidos pelo velho carro-pipa.

(Foto – Divulgação)

Governador Camilo e bancada têm audiência com ministro do Desenvolvimento Regional

O governador Camilo Santana (PT)e boa parte da bancada federal do Ceará se reuniu, nesta tarde de quarta-feira, em Brasília, com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

No encontro, Camilo entregou ao ministro uma lista de obras federais no Estado, com aval dos parlamentares coordenados por Domingos Neto (PSD), e solicitou apoio financeiro para uma serie de programas de importância para a área hídrica cearense.

Domingos Neto, após o encontro, disse que um dos principais focos é a segurança hídrica. Nesta semana, ficou acordado que o Governo Federal deve liberar recursos para as obras do Rio São Francisco e, dentro desse projeto, entra o Cinturão das Águas do Estado, por onde a água desse rio entrará no Ceará.

“O Cinturão das Águas é, sem dúvida, uma prioridade”, afirmou o parlamentar, enquanto o ministro Gustavo Canuto prometeu trabalhar para que o Ceará não tenha problemas de escassez de água.

“Diante disso, definimos que vamos marcar uma agenda com o ministro Paulo Guedes para que ele entenda a importância das nossas obras hídricas, de saneamento e demais áreas e, assim, possamos chegar a uma solução em conjunto”, informou o deputado Domingos Neto.

(Foto e Vídeo – Divulgações)

Dnocs tem mais da metade da verba de custeio contingenciada

O orçamento do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), em matéria de custeio, está 50,73% contingenciado. É o que revela o diretor-geral do órgão, Ângelo Guerra.

Ele adianta que no item relacionado às obras, o corte foi de 30,43%.

Por essas e outras, Ângelo tem peregrinado semanalmente pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, em Brasília, tentando reverter esse quadro de certo esvaziamento.

(Foto – Paulo MOska)

Editorial do O POVO – “Balanço hídrico: apreensão continua”

Com o título “Balanço hídrico: apreensão continua”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira. Aborda o fim do inverno e um cenário onde não houve recuperação dos açudes que abastecem a Grande Fortaleza Confira:

Terminada a quadra chuvosa (fevereiro, março, abril e maio), o Ceará finaliza o balanço hídrico para ter uma ideia das reservas existentes para enfrentar os tempos de escassez de água, até o próximo período chuvoso. As notícias não são tranquilizadoras, pois as chuvas caídas durante o período findo não trouxeram grandes aportes ao que estava armazenado. No todo, choveu apenas 12,6% acima da média normal (que é de 676,3 milímetros). E olhe-se que foi o melhor resultado dos últimos sete anos.

Como sempre, houve muita disparidade na oferta proporcionada por cada região do Estado. O que leva à necessidade de se manter um esquema rigoroso de acompanhamento para evitar surpresas desagradáveis. Sobretudo, porque que ainda não foi dessa vez (em maio último) que se concluiu o pequeno trecho final da transposição das águas do rio São Francisco, como estava prometido pelo governo federal. Deu bolo outra vez.

Em termos quantitativos, as chuvas trouxeram um aporte de 2,75 milhões m³ de água no sistema de abastecimento. Alcançando, com isso, 21,46% da capacidade de armazenamento. Não mudou o desequilíbrio de armazenagem…

*Confira a íntegra do Editorial do O POVO aqui.

(Foto – Fábio Lima)

Fim de Inverno – Açudes cearenses têm média de 21,2% do volume ocupado

A capacidade hídrica do Ceará já atingiu 21,2% do volume total durante a quadra chuvosa de 2019, que termina oficialmente no próximo dia 31. Em comparação com o fim da quadra do ano passado, quando o Estado acumulava 17% da capacidade dos açudes preenchida, a recarga dos reservatórios neste ano é, até agora, quatro pontos percentuais maior.

Essa é a maior capacidade registrada desde 2015. No entanto, os dados consolidados sobre a situação atual do abastecimento do Ceará ainda não foram gerados. O balanço dos meses chuvosos (fevereiro, março, abril e maio) será divulgado apenas no começo de junho pela Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH).

Maior reservatório do Estado, o Castanhão chega a estes últimos dias…

*Confira a íntegra da matéria da reporte Alexia Vieira no O POVO aqui.

Recarga de açudes neste 2019 já supera o registrado em todo o ano passado

Açude Araras foi quem pegou maior carga até agora.

O aporte nos açudes do Ceará em 2019 já soma 2,49 bilhões de metros cúbicos (m³). Neste último mês da quadra chuvosa, o número já ultrapassa a quantidade de recarga registrada nos reservatórios em todo o ano de 2018. De acordo com dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o volume é o maior dos últimos nove anos, não superando o valor de 2011 (7,84 bilhões de m³).

Abril foi o mês deste ano que mais gerou aporte para os açudes do Estado, com 1,36 bilhão de m³ contra 1,14 bilhão do mesmo período em 2018.

A resenha diária lançada pela companhia domingo, 5, mostrou também que a recarga recebida nos cinco primeiros dias de maio superou a marca do mesmo mês inteiro no ano passado.

Atualmente, existem 34 açudes sangrando e 40 com volume acima de 90%. No entanto, ainda são 73 os reservatórios com menos de 30% da capacidade preenchida.

Durante o período chuvoso, o açude Araras foi o que mais recebeu aporte, ficando com o total de água acumulada 157% maior. Isso representa um aumento de 353 milhões de m³. O Castanhão, maior reservatório do Estado, foi o segundo que mais recebeu recarga, com 150 milhões de m³.

Até segunda-feira, 6, os açudes do Ceará somam 3,865 hm³, o que representa 20% da capacidade total dos reservatórios hídricos. Em 31 de janeiro, antes dos meses mais chuvosos, esse valor era 1,965 hm³.

Previsão de chuvas

Os primeiros dias de maio estão sendo de poucas chuvas, apesar de ainda ser parte da quadra chuvosa. De domingo para esta segunda-feira, choveu em 25 municípios monitorados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A diminuição é atribuída ao afastamento do sistema indutor de precipitações da costa do Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Para os próximos dois dias, a previsão continua sendo de nebulosidade variável e eventos de chuvas no centro-norte.

(O POVO – Repórter Alexias Vieira)

Transposição do São Francisco – Supremo autoriza continuidade das obras

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, suspendeu uma decisão da segunda instância da Justiça Federal que impedia a continuidade das obras no último trecho do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco.

As obras do trecho estão 97% concluídas, segundo o site do Ministério do Desenvolvimento Regional. Em fevereiro, o ministro titular da pasta, Gustavo Canuto, disse em reunião com o governador do Ceará, Camilo Santana, que as águas alcançariam o trecho final no estado até o segundo semestre deste ano.

A decisão de 2016 do desembargador Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que interrompia as obras remanescentes para a conclusão do Eixo Norte, já havia sido derrubada em 2017 pela então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia.

Em novembro do ano passado, porém, o atual presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, tornou sem efeito a suspensão da decisão, por entender que caberia ao STJ, e não ao Supremo, deliberar sobre o assunto. Desde então, uma situação de insegurança jurídica passou vigorar sobre a execução das obras.

Ao recorrer ao STJ, a Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou haver risco de prejuízo milionário aos cofres públicos em caso de desmobilização da mão de obra, uma vez que já havia ocorrido o “início da execução do contrato, o qual vem atendendo aos marcos estabelecidos no cronograma” do governo.

A AGU afirmou que “caso a União seja obrigada por força de medida judicial a paralisar a obra, o planejamento do Governo Federal para a resolução do racionamento hídrico será afetado, prejudicando os cerca de 4,5 milhões de habitantes da região metropolitana de Fortaleza”.

Ao aceitar os argumentos da AGU, o ministro João Otávio de Noronha, presidente do STJ, considerou “a importância das obras do eixo norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, sob o prisma regional e nacional, para a mitigação de situações adversas experimentadas no Nordeste brasileiro”.

O ministro acrescentou que a interrupção das obras, a seu entender, “além dos elevados custos sociais e econômicos, afronta o interesse público e enseja grave lesão à ordem, à saúde e à economia públicas”.

(Agência Brasil)

Chuvas num canto sim; noutros, não!

Com o título “Chuva num canto sim; noutros, não!”, eis artigo de Fabrício Moreira, advogado, contista e ex-vice-prefeito de Icó. Ele alerta para a crise hídrica que reina nos açudes dos arredores de sua cidade. Confira:
Como de costume, acordei antes do sol, mesmo concordando com o poeta Natã Oliveira onde categoricamente afirma: “que ele renova-nos de impurezas todos os dias”. Então, nada melhor do que uma parceria com ele, o sol, andando a pé pelas ruas largas e becos estreitos do Icó pra conversar com o povo e exercitar excelente processo de higienização corporal.
Mas, nos últimos dias, São Pedro – colega de nosso Senhor do Bonfim, tem desenhado nos céus do Icó uma belíssima imagem de prenúncio de muitas chuvas, mas que não estão caindo de suas nuvens carregadas como desejamos. Salvo em alguns locais isolados. Por aqui, a situação hídrica é perversa e assusta a todos nós com o possível colapso d’água para o abastecimento humano.
No última segunda – no Dia da Mentira, a verdade nos chegou para refletirmos com enorme preocupação: Os açudes de Lima Campos e do Orós não conseguiram ainda os aportes necessários para levar água a quem tem sede e sustentar os nossos sertanejos que dela precisam para plantar e colher os frutos de suas produções agrícolas.
Essa problemática, tema muito importante e vital, está passando despercebida da população, que dispersa, ainda não entendeu que é preciso racionar a água doce disponível para consumo humano, principalmente.
Diante dessa situação, gostaria de convocar o povo icoense à união com consciência. Antes que seja tarde demais!
*Fabrício Moreira da Costa,
Advogado, contista e ex vice-prefeito de Icó.

Cogerh vai debater situação da barragem Caldeirões, em Saboeiro

O deputado estadual Acrísio Sena (PT), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, e lideranças políticas do município de Saboeiro vão se reunir, às 14 horas desta terça-feira, na sede da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). O assunto é um só: a situação da barragem Caldeirões.

“Os gestores municipais estão solicitando um plano de ação para recuperar a barragem, além da ampliação da barragem em pelo menos 40% ou construção de uma nova, informa o deputado Acrísio Sena (PT).

Técnicos da Cogerh realizam uma nova vistoria na barragem para expor resultados nessa reunião da Cogerh.

(Foto – ALCE)

Os governadores nordestinos se esqueceram também da Codevasf

O engenheiro Ângelo Guerra, diretor-geral do Dnocs, lamenta que os governadores do Nordeste tenham excluído o órgão de suas lutas junto ao Palácio do Planalto e citado apenas como prioritários a Sudene e o Banco do Nordeste.

Ele até reforça que, nessa carta, os chefes de executivos da região não deram bola para um outro órgão importante para os nordestinos: a Codevasf.

A propósito, se depender do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, o titular do Dnocs e demais diretores permaneceram nos cargos.

(Foto – Paulo MOska)

Chove chuva, mas açude Castanhão não reage

Mesmo com boas chuvas no Estado, ainda falta muito, muito mesmo, para o açude Castanhão sair do limbo. O nível das reservas ali é de 3,54% do volume total, que é da ordem de 6 bilhões de metros cúbicos.

De acordo com a Companhia de Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Estado (Cogerh), até agora, 11 açudes sangraram por conta das bocas chuvas.

Embora os números de sangria estejam crescendo, 99 reservatórios ainda se encontram com volume abaixo de 30%. Desses, 31 estão com volume considerado morto. Outros 10 estão secos. Sâo eles: Faé (Quixelô), Madeiro (Pereiro), Sousa (Canindé), Serafim Dias (Mombaça), Potiretama (Potiretama), Carão (Tamboril), Adauto Bezerra (Pereiro), Nova Floresta (Jaguaribe), Salão (Canindé) e Favelas (Tauá).

(Foto- Fabio Lima)

Leônidas Cristino aponta HUB da Tecnologia como diferencial para gerar riqueza no Ceará

Em pronunciamento nesta segunda-feira, 25, na Câmara, o deputado federal Leônidas Cristino (PDT) saudou o projeto do HUB de Dados e Telecomunicações do Ceará como um diferencial para fazer com que a passagem dos cabos submarinos pela costa cearense gere riqueza internamente. Fortaleza recebe a segunda maior concentração de cabos submarinos de fibra óptica no mundo que conectam o Brasil às Américas, sobretudo aos Estados Unidos, à Europa e África, por onde alcançam o continente asiático.

“De forma consistente e planejada, Fortaleza consolida-se como polo atrativo de grandes empresas globais da tecnologia”, disse Leônidas Cristino. Segundo ele, essa realidade deve-se à privilegiada localização geográfica da cidade e aos incentivos que oferece em uma política ativa de prospecção, vocacionada para conquistar novos negócios de tecnologia e comunicação.

Leônidas Cristino atribui a criação do projeto a “uma ação conjunta do governador Camilo Santana e do prefeito Roberto Cláudio para consolidar em Fortaleza um HUB de Dados e Telecomunicações. O passo inicial definitivo foi dado pelo ex-governador Cid Gomes quando lançou no Ceará o Cinturão Digital, a maior rede de conexão pública do País”, ele afirmou.

Conexão ampliada

O Cinturão Digital conta com mais de 3,5 mil km de fibra óptica, e conecta 116 dos 184 municípios do Ceará com cobertura de 90% da população urbana do estado. “Essa infraestrutura atende a mais de 1.500 unidades administrativas do estado ― escolas, postos de saúde, delegacias, postos da Secretaria da Fazenda e outros”, disse ele.

O deputado avalia que, com essa conexão digital, o Ceará terá a possibilidade de se transformar em importante centro de oportunidades, inclusive com a presença de grandes players internacionais. Para tanto, disse Leônidas, criou-se em Fortaleza o Programa de Apoio a Parques Tecnológicos e Criativos (ParqFor), voltado para atrair negócios a partir da vocação natural da cidade. A iniciativa oferece incentivos fiscais para empresas da área de tecnologia que se instalarem em áreas predeterminadas.

Com essas ações estratégicas – acrescenta Leônidas Cristino – o Ceará favorece a concentração de novos negócios no campo da inovação, estimula a abertura de espaço para a criatividade nos institutos de pesquisa e universidades, amplia a perspectiva de absorção de cérebros locais, expande a geração de emprego e renda e dinamiza o seu desenvolvimento econômico e social.

(Foto – Agência  Câmara)

À espera do rio São Francisco

Com o título “À espera do rio São Francisco”, eis artigo de Guilherme Landim, deputado estadual pelo PDT. “Ver essa água chegar é ver amenizada a sede do povo cearense e o aumento da nossa produção agrícola”, diz o parlamentar em seu texto. Confira:

A transposição do rio São Francisco é fundamental para o desenvolvimento do Ceará. A obra do governo federal, que já dura quase seis anos, tinha prazo inicial de 24 meses para ser finalizada, mas até então não recebemos suas águas. Como representante do povo, é meu dever buscar respostas, e por isso protocolei na Assembleia um requerimento para a criação da comissão de acompanhamento das obras.

Essa também foi uma luta de muitos anos do deputado Wellington Landim, meu falecido pai, que foi o primeiro a empunhar essa bandeira no Ceará, e um dos primeiros no Nordeste. O trecho pendente para que possamos, enfim, dar início à distribuição da água, se estende de Salgueiro até chegar em Jati, e está em fase de conclusão, mas sua entrega já foi adiada por cinco vezes.

Devemos cobrar da empresa licitada e dos órgãos responsáveis, o que está no planejamento, e o que o novo governo idealiza para o Nordeste. Quero, como parlamentar e como cidadão cearense, que o sonho se torne realidade.

Ver essa água chegar é ver amenizada a sede do povo cearense e o aumento da nossa produção agrícola. Além dessas questões, existem ainda várias obras menores que vêm junto, mas que são de igual importância, tais como as obras de abastecimento de todas as comunidades que margeiam o canal da transposição.

Tamanha construção impactou municípios do Ceará com danos que até agora não foram reparados, como barragens sem a estrutura adequada para receber as águas, situação que pode ser agravada com o período de chuvas, e até a necessidade de obras complementares, como a contenção do leito do riacho dos Porcos. Dessa forma, tornamos público para o povo e garantimos que nós parlamentares vamos estar lutando pela finalização desse trecho.

Afinal, como cearense, a pergunta que não me sai da cabeça é: quando finalmente poderemos usufruir das águas do Velho Chico? O sofrimento da seca é uma constante para o nosso povo, e ver chegar tanta água para um estado que há seis anos padece com as consequências da estiagem é reacender a esperança do sertanejo de um futuro melhor, mais farto e promissor.

*Guilherme Landim

Deputado estadual do PDT.

São Francisco – Canais do rio poderão ganhar placas solares

O governo federal estuda instalar placas solares ao longo dos canais de integração do Rio São Francisco para que a energia solar possa ser utilizada no bombeamento da água. A informação é do presidente Jair Bolsonaro, em postagem de hoje (24) na sua conta no Twitter.

O consumo de energia elétrica do sistema corresponde a cerca de 80% dos custos da operação do empreendimento. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, a demanda anual nas fases pré-operacional e operacional do Projeto gira em torno de 746 mil MW.

A instalação de placas sobre espelho d’água também possibilita que a evaporação seja bastante reduzida, já que os painéis solares montados em canais bloqueiam a radiação do sol. De acordo com estimativas, uma planta fotovoltaica (painéis) de um megawatt pode economizar nove milhões de litros de água por ano.

Os painéis solares ainda oferecem outra vantagem: com a ausência de luz solar, o crescimento de algas é minimizado, ajudando também na redução do custo de manutenção e aumentando a vida útil dos equipamentos.

Bolsonaro comentou também sobre a finalização das obras do projeto. “O Ministério de Desenvolvimento Regional divulga que, o Projeto de Integração do São Francisco está em fase conclusiva de obras, como visto em tweets anteriores. Complementamos que Eixo Norte está em reparação, e a expectativa é de que os trabalhos sejam finalizados até maio”, escreveu.

O Ministério do Desenvolvimento Regional informou que o Eixo Norte está com 97% de avanço. Os serviços estão concentrados no dique Negreiros, em Salgueiro (PE), e, em maio, as atividades serão concluídas, a estrutura voltará a pré-operar e “as águas do ‘Velho Chico’ voltarão a percorrer os canais em direção ao Ceará”.

Já o Eixo Leste, entregue em março de 2017, tem garantido o abastecimento regular de mais de um milhão de pessoas em 35 municípios da Paraíba e de Pernambuco. Nesta semana, o governo liberou R$ 82 milhões para as obras da Adutora do Agreste, localizada no sertão pernambucano, para expandir o abastecimento na região.

A adutora já leva as águas do Eixo Leste para sete cidades e, até junho, contemplará mais três municípios de Pernambuco. No total, a primeira fase da obra vai contemplar mais de um milhão de pessoas em 23 cidades.

(Agência Brasil)