Blog do Eliomar

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Jurema começa a ter coleta domiciliar normalizada, informa a Prefeitura de Caucaia

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Jurema, o segundo maior distrito de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza), começou a ter a coleta domiciliar regularizada nesta segunda-feira, informa a assessoria de imprensa da Prefeitura. As populações dos bairros São Miguel Novo, São Miguel Velho, Parque das Nações, Boa Vista, Parque Albano e Parque Guadalajara estão sendo cobertas pelo serviço três vezes por semana. Sempre às segundas, quartas e sextas-feiras.

Essas são as seis primeiras regiões do município com regularização da coleta após a Prefeitura informa ter constatado, em auditoria interna, irregularidades e cobranças indevidas por parte do Grupo Marquise durante todo o ano de 2017. A expectativa é de que até o fim desta semana a regularização do recolhimento do lixo domiciliar alcance 85% do território caucaiense.

“Nós vamos em breve ter nossa cidade novamente limpa, sem termos que desembolsar um absurdo por isso, como estavam nos cobrando”, disse, nesta segunda-feira, o prefeito Naumi Amorim.

A regularização da coleta na Grande Jurema foi possível através de um mutirão iniciado no último sábado (13/1) para retirar resíduos e entulhos de ruas e avenidas. Essa força-tarefa já chegou ao Conjunto Nova Metrópole e a boa parte do Arianópolis, onde a coleta domiciliar deverá ser normalizada à noite, informa a Secretaria Municipal de Patrimônio, Serviços Públicos e Transporte (SPSPTrans).

(Foto – Divulgação)

Arce, Fiocruz e pesquisadores ingleses discutem a relação de saneamento e casos de Zika vírus

A Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) reuniu-se, nesta manhã de segunda-feira, com representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O objetivo, segundo a assessoria de imprensa da agência, foi discutirem o quadro de saneamento básico na Região Metropolitana de Fortaleza e a correlação com os casos de Zika vírus. O encontro integra estudo que será desenvolvido em parceria com pesquisadores da universidade inglesa Conventry University, da Escola Nacional de Saúde e da Agência Cearense. Pela Arce, integra o grupo o analista de regulação, Alceu Galvão.

Chamado “Modelling and Mapping Statistical Probabilities; Correlation between Zika Virus Transmission, Sanitary and Drainage Conditions in the Metropolitan Areas of Fortaleza/Ceará (Brazil)”, o estudo será beneficiado com a experiência da Arce na regulação do setor de saneamento básico no Ceará. Na reunião, além do analista, participaram  o presidente do conselho diretor, Hélio Winston Leitão. A equipe de pesquisadores seguirá um intenso cronograma de atividades que se estenderá até esta terça-feira.

Antes da reunião técnica da Arce, o grupo iniciou as atividades com visita a duas comunidades do rio Maranguapinho, focando as atenções no que se refere à drenagem. Agora à tarde, os trabalhos estão sendo retomados com reunião na Fiocruz. Já nesta terça-feira, a agenda prosseguirá com visita à comunidade da Rosalina e, ainda, encontros na Cagece. A agenda prossegue com reunião na Secretaria de Saúde, envolvendo a equipe de vigilância sanitária do Estado.

Missão de Moçambique conhece modelo de saneamento rural do Ceará

Hélio Winston expõe estudos.

A Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) apresentou, nessa quarta-feira, durante encontro realizado pela Secretaria das Cidades (Scidades), um estudo sobre saneamento rural para uma delegação de Moçambique. Na ocasião, o grupo moçambicano conheceu o modelo de gestão do Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar) e, também, o Sistema de Informações sobre Água e Saneamento Rural (Siasar). O presidente da Arce, Hélio Winston, falou sobre as principais atividades da Agência aos participantes da missão de intercâmbio. Já o secretário adjunto das Cidades, Germano Fonteles, ressaltou a capacidade e o preparo do corpo técnico da Agência Cearense.

A experiência do Ceará em saneamento rural é considerada referência na América Latina. Apoiada pelo Banco Mundial, a missão tem o objetivo de oferecer conhecimento e troca de informações entre Brasil e Moçambique. A delegação cumpriu agenda de visitas aos municípios de Russas e Aracati, que possuem localidades abastecidas pelo modelo Sisar. Na delegação moçambicana estão Nilton Trindade, Alcino Nhacume, Valdemiro Matavela, Juelita Paulo, Valter Machantine e Humberto Guese. Representando o Banco Mundial, a especialista em recursos hídricos, Carmen Molejón Quintana, e a consultora Eri Watanabe.

(Foto – Divulgação)

Privatizar o saneamento, um discurso falacioso?

Com o título “Saneamento básico e privatização no governo Temer”, eis artigo do vereador Acrísio Sena (PT), que pode ser conferido no O POVO desta terça-feira. Para ele, há discurso falacioso de que, para sanear, é preciso privatizar. Confira:

Está em curso uma ampla agenda de privatizações da infraestrutura pública de saneamento. O Rio de Janeiro está privatizando a 2ª maior empresa do setor no Brasil: a Companhia Estadual de Água e Esgoto, que sempre gerou lucro ao governo fluminense. A privatização é condição para que o estado renegocie sua dívida junto à União.

O governo Temer, por meio do Projeto de Lei Complementar 343, que institui o Regime de Recuperação Fiscal dos Estados, quer que a renegociação de dívidas seja condicionada, por lei, à privatização do saneamento. É a retomada da agenda neoliberal, da “privataria tucana”, num país onde 95% desses serviços são operados por empresas ou autarquias públicas.

A situação do saneamento no Brasil é precária. Segundo o IBGE, em 2014, só 56% dos domicílios possuíam coleta de esgoto. No entanto, o discurso da privatização como saída é falacioso e não condiz com experiências internacionais, onde há um movimento inverso. Nos últimos 15 anos, houve pelo menos 180 reestatizações em 35 países, como Alemanha, EUA, Argentina, Hungria, Bolívia, Moçambique e França. As razões são: investimento insuficiente, descumprimento de metas contratuais, aumento nas tarifas, pouca transparência e exclusão dos mais pobres.

O Ceará é um dos alvos. Embora a Cagece esteja na lista do BNDES para diagnosticar a viabilidade de parcerias com a iniciativa privada, o governador Camilo Santana tem dito, de forma lúcida, que não há possibilidade de privatização da empresa.

Como vereador de Fortaleza, acho importante que o povo da Cidade participe da discussão. O município tem um contrato de concessão com a Cagece que vai até 2033 e que lhe confere a participação com 22% do capital acionário da Companhia e o recebimento de 1,5% do faturamento líquido dos serviços na Capital. O contrato também estabelece metas de universalização de 100% de água e 70% de esgoto até o fim desse período. Essa foi uma reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto do Estado (Sindiagua), que à época também defendeu a participação do município na gestão na Companhia

A Cagece atende a 149 dos 184 municípios cearenses. Fortaleza é responsável em média por 70% do seu faturamento. Portanto, tem peso na manutenção do sistema, o que deve ser considerado na tomada deste tipo de decisão.

*Acrísio Sena

acrisiosenapt@gmail.com

Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Fortaleza.

Câmara Municipal aprova requerimento contra a privatização da Cagece

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A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou o requerimento 651/2017, de autoria da vereadora Larissa Gaspar (PPL) pelo envio, à Presidência da República, de posicionamento da Casa contrário à privatização da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) no município de Fortaleza. O governo federal sinaliza com abertura de parceiras de investimentos nessa setor.

No texto aprovado pela Câmara Municipal, Larissa Gaspar  lembra que a Lei Orgânica do Município proíbe a privatização:

“Art. 211º – O Município deverá garantir progressivamente a toda população de Fortaleza, a prestação de serviços públicos de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.Parágrafo único – A prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário será exercida exclusivamente pelo Poder Público Municipal, podendo este autorizar sua concessão para os Poderes Públicos Estadual ou Federal, ficando proibida a privatização, concessão, subconcessão, permissão ou subpermissão privada desses serviços no âmbito do Município de Fortaleza.”SERVIÇO

*Acesse o Requerimento aqui .

Muito além da limpeza de bueiros, a necessidade de mudança de hábitos

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Da Coluna Vertical, no O POVO desta segunda-feira:

Meio a meio. Para que o sistema de drenagem de Fortaleza funcione, principalmente em tempos de chuva, a população tem de deixar de jogar lixo nas ruas, nos córregos e próximo às bocas de lobo. É uma questão de lógica e mudança de cultura. De desconstruir um hábito que só traz prejuízo para a qualidade de vida nos bairros.

Como cultura não se muda de um dia para o outro, a Prefeitura de Fortaleza e o Estado têm de investir em campanhas e incluir no currículo escolar – rede pública e particular – matéria específica sobre sustentabilidade, consumo e descarte de lixo.

É o jeito, infelizmente, de tornar isso cotidiano. Caso contrário continuará divulgando que gastou milhões em limpeza e desobstrução de galerias e mananciais. Milhões gastos para correr atrás de um prejuízo histórico. Não só na área da drenagem, mas no campo da saúde para combater “doenças do lixo”.

Segundo o prefeito Roberto Cláudio (PDT), nos últimos quatro anos, o Programa de Drenagem Urbana (Drenurb) já teria desembolsado R$ 200 milhões na implantação de novas galerias de drenagem, bocas de lobo, urbanização e pavimentação.

Além disso, afirma RC, o Drenurb abriu 22 vias e construiu oito pontes e bueiros sobre córregos, rios e canais. Até o fim da gestão, a previsão é de gastos de U$S 500 milhões em obras do gênero. É importante. Mas sem investimento na mudança de cultura, é jogar dinheiro público no bueiro.

Secretaria das Cidades e Banco Mundial discutem nova plataforma web

A Secretaria das Cidades está discutindo com uma missão de Capacitação em Tecnologias da Informação para ser aplicada no Sistema de Informação de Água e Saneamento Rural (Siasar). Um dos objetivos da missão é desenvolver uma nova plataforma web, para ampliar e qualificar o funcionamento do Siasar, além de realizar os primeiros relatórios específicos para a plataforma 2.0. A nova tecnologia tem previsão de ser implantada em 30 dias.

A capacitação está sendo ministrada pela empresa Oncase Soluções em Sistemas e por consultores do Banco Mundial. O curso tem como público os técnicos da área de tecnologia da informação da SCidades, além de profissionais da área de países como Espanha, Honduras, Costa Rica e Panamá.

Siasar

O Siasar recebe financiamento do Banco Mundial em vários países e começou a ser desenvolvido no Ceará em 2016. Uma das funções do sistema é o armazenamento de dados, para que se tenha um diagnóstico do saneamento nos municípios de zona rural, sendo útil para a tomada de decisões e o direcionamento dos investimentos.

(Site da SCidades)

Arce fiscalizará planos de saneamento de seis municípios

Com o objetivo de fiscalizar os Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB), a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará ( Arce) visitará mais seis municípios neste mês.

As fiscalizações acontecerão no período de 8 a 11 nos municípios de Mauriti, Barro, Ipaumirim, Granjeiro, Saboeiro e Ibicuitinga. A ordem é analisar a preparação e o cumprimento dos citados planos municipais, tendo em vista a obrigatoriedade dos municípios à adesão de medidas que visem a melhor gestão e universalização dos serviços de saneamento.

Na ocasião, os técnicos farão encontros com representantes do poder público municipal e da Cagece, na sede da prefeitura de cada localidade. O analista da coordenadoria de saneamento básico da Arce, Márcio Gomes, estará à frente das fiscalizações.

Semace lança revista científica

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Mapeamento dos principais impactos ambientais existentes e potenciais no Parque Ecológico do Cocó (Leonardo Almeida Borralho) é um dos artigos da Revista Científica da Semace – temáticas ambientais em foco, que será lançada na próxima terça-feira (25), às 15 horas, no auditório da autarquia (Rua Jaime Benévolo, 1400 – Fátima).

O número 1 da publicação, de 134 páginas, também aborda a Mobilidade urbana sustentável: convergência entre a educação de trânsito e a educação ambiental (Kátia Neide Costa Gomes e Sérgio Augusto Carvalhedo Mota). Traz ainda outros nove artigos sobre temas como o licenciamento ambiental, a carcinicultura e a preservação em áreas de conservação do Ceará.

Os artigos e as fotos foram produzidas por doutores, mestres e especialistas do quadro de servidores da Semace. A tiragem do número inaugural é de 1 mil exemplares e a distribuição será gratuita, para instituições de ensino, bibliotecas e órgãos públicos de meio ambiente.

SERVIÇO

*Semace – Rua Jaime Benévolo, 1400 – Fátima.

Lucro das empresas de saneamento cresceu 1,3 bilhões em um ano

“As 10 maiores empresas de saneamento do país vivem seu melhor momento financeiro dos últimos 30 meses. É o que mostra um estudo divulgado pela consultoria Economática nessa segunda (5).

De acordo com o levantamento, o lucro líquido do setor entre abril e junho chegou a 1,31 bilhões de reais, o melhor resultado dos últimos 30 meses. O pior momento do setor, por sua vez, aconteceu no terceiro trimestre de 2015, quando registrou-se prejuízo de R$ 456 milhões.

Responsável pelo saneamento do estado de São Paulo, Sabesp responde por 43,94% do total da receita das empresas do setor, com R$ 3,43 bilhões.”

(Veja Online)

DETALHE – A Companhia de Água e Esgoto do Cearáp (Cagece) entrou no estudo e aparece entre as que registraram lucro. E é porque estamos há cinco anos de seca.

Saneamento básico será debatido na Regional VI

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Nesta quarta-feira, a partir das 15 horas, o vereador Acrísio Sena (PT) estará coordenando uma audiência pública para debater a questão no saneamento básico na Regional VI. O evento ocorrerá no Seminário Seráfico Nossa Senhora do Brasil, em Messejana.

Estarão presentes representantes da Arquidiocese de Fortaleza, da Defesa Civil do Município e membros das secretarias de Infraestrutura do Município e do Estado e também da pasta das Cidades, além de técnicos da Cagece.

O foco da discussão passará pelo tema da Campanha da Fraternidade 2016: “Casa Comum, Nossa Responsabilidade”.

SERVIÇO

*Seminário Seráfico Nossa Senhora do Brasil – Avenida Frei Cirilo, 4454 -Messejana.

 

E por falar em limpeza pública…

Com o título O rumo certo para a limpeza pública”, eis artigo de Albert Gradvohl, professor de Gestão Econômica Ambiental. Ele pede espaços para fazer algumas considerações sobre artigo do jornalista Ítalo Coriolano, veiculado neste espaço no último sábado. Confira:

Como leitor de seu honroso BLOG, li atentamente o artigo deste sábado (4), do Jornalista Ítalo Cariolando, a quem devo explicação por me sentir partícipe da equipe técnica de limpeza urbana de Fortaleza .Segundo o autor, há um retrocesso na limpeza urbana da cidade. Sem desmerecer sua opinião, acredito que sua observação está certamente pautada “naquilo que os seus olhos veem e seu coração tem sentido”.

Refiro-me a quantidade de pontos de lixo ainda existentes em Fortaleza. Hoje são 1.316 quando herdamos 1.800. Contrariando o artigo, as mudanças na legislação deram o resultado esperado, pois seguramente posso afirmar que os números não mentem. Hoje, a coleta particular aumentou 467% em destino final regular e a coleta pública reduziu 36,4%, cujo indicador foi absorvido pela referida coleta particular diminuindo na mesma proporção a participação no erário público.

Apesar desse resultado, o indicador ainda é tímido em relação a sujeira deixada historicamente por gestões anteriores, que ao invés de tratar a doença de maneira cirúrgica, preferiram custear remédios multiplicadores da praga, fomentando um custo excedente de 87 milhões de reais por ano.

Esclareço, que as medidas adotadas não dependem somente do novo marco regulatório, mas de um conjunto de ferramentas devidamente implantadas, como: o sistema de monitoramento que auxilia na fiscalização de grandes geradores apontando seus reais índices antes viciados, instalação de 13 ecopontos, cuja meta de 25 será alcançada até agosto, mas o objetivo será um para cada bairro.

Outra ação implementada foi o Recicla Fortaleza, primeiro projeto oficial de coleta seletiva da cidade, que vem conseguindo transformar o comportamento pró-ativo da população em troca de “bônus” nas contas de energia, bilhete único e água.

Comungo da ansiedade do nobre jornalista em querer conhecer uma Fortaleza limpa, que apesar de bela sempre foi suja. No entanto, alguém tinha que começar, jamais prometendo a população alcançar índices europeus em um ano. Talvez, tenha sido mais fácil a promessa de JK em fazer 50 anos em 5. Entre as diferentes cidades do mundo que me debrucei a pesquisar seus indicadores e suas variáveis exógenas, a que atingiu maior ecoeficiência foi Bréscia, uma comuna italiana da região da Lombardia com 188.803 habitantes e que levou 10 anos para se tornar ambientalmente adequada.

Em condições “ceteris paribus”, devemos atingir o mesmo índice de excelência em até 5 anos. Por isso, agradeço seu alerta, e peço respeitosamente para complementar seu brilhante artigo, afirmando que alguém tinha que ter coragem de começar a mexer no arcaico, viciado e caro modelo de limpeza urbana que nunca deveria ter sido construído em Fortaleza.

*Albert Gradvohl,

Professor de Gestão Econômica Ambiental.

Fortaleza da mobilidade, mas sem saneamento

Com o título “Cidade e democracia”, eis artigo do professor e geógrafo José Borzacchiello, que pode ser conferido no O POVO desta quarta-feira. Ele continua sua pregação por uma Fortaleza justa e para todos. Confira:

Discutir a cidade, observando suas vicissitudes e potencialidades, pode para alguns parecer algo menor face aos humores da política nacional. Ledo engano. A relação é direta. Nossa cidade socialmente injusta e incompleta seria pior não fossem as políticas de transferência de renda e a mudança de postura dos governos de Lula e Dilma diante do dominante caos urbano. A criação do Ministério das Cidades e de diversos programas voltados à mobilidade urbana e ao saneamento básico melhorou a vida de milhões de brasileiros. Brasília é aqui. As decisões tomadas na capital têm repercussão direta nas cidades.

Fortaleza não é a cidade ideal. Hoje, entretanto, está bem melhor, com sensível redução de vários índices negativos como os de mortalidade infantil, os da taxa de analfabetismo, os de dificuldade de acesso à casa própria, dentre outros. Contudo, quando o tema é saneamento básico, a situação de precariedade da cidade salta aos olhos. Brasília cria uma expectativa de ação parlamentar positiva na regulação das cidades. O peso de verbas federais na instalação das grandes infraestruturas e equipamentos é fundamental.

Pensar a cidade do futuro pressupõe discutir a noção de direitos e de cidadania. Cidades justas e democráticas não podem ser percebidas como concessão. Tivéramos pensado a cidade inclusiva e ambientalmente habitável há mais tempo e já teríamos ultrapassado várias barreiras. Para um país com maioria de população urbana, é inadmissível a proliferação de favelas. Onde erramos e como deformamos nossa jovem democracia? Por que um país tão rico e diverso insiste em retomar ordens já ultrapassadas no seio das sociedades realmente democráticas? Por que sufocar políticas abrangentes de grande alcance social?

Brasília ressoa o Brasil e está aqui, ali, acolá nesse imenso território marcado pela desigualdade. O exemplo dado pelo País na articulação do golpe apelidado de impeachment revela, como identifica Raymundo Faoro, quais são os verdadeiros “donos do Poder”. Enquanto a política emperra, Fortaleza continua esperando seu VLT ligando o Mucuripe à Parangaba, a expansão do Aeroporto Pinto Martins, navios atracados na Estação de Passageiros do Porto do Mucuripe, o Metrofor operando como um verdadeiro sistema metroviário.

A Cidade seria bem melhor se os trabalhadores morassem próximo de seus empregos, se as crianças não precisassem de transporte escolar, se caminhassem de casa até a escola um modo de se apropriarem de seu bairro e conhecer melhor sua cidade, e se os postos de saúde de vizinhança prestassem atendimento digno e respeitoso.

O comércio deveria ser regulado de forma que o tamanho dos estabelecimentos guardasse relação com a densidade dos bairros. A disseminação do pequeno comércio permite a criação de postos de trabalho, a formação de um microempresariado local, além de animar as ruas. Tudo isso passa pela concepção de cidade proposta pelo poder central conforme o Estatuto da Cidade, ajustada às necessidades dos estados e dos municípios.

Cidade e política têm tudo a ver.

*José Borzacchiello da Silva

borza@secrel.com.br

Geógrafo e professor emérito da Universidade Federal do Ceará.

Seminário debaterá gestão e novas tecnologias na área do saneamento rural

A Câmara Temática de Saneamento Rural da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), realizará, na Unifor, O VIII Seminário Nacional e o III Encontro Latino-americano de Saneamento Rural. O tema é “Gestão como tecnologia social”. Os eventos, que contarão com palestrantes nacionais e internacionais, ocorrerão durante no período de  quarta a sexta-feira em paralelo ao VII Seminário de Gestão dos Sisar’s – Sistema Integrado de Saneamento Rural – e Centrais.

Entre os painéis apresentados estará a abordagem de experiências em saneamento rural na América Latina, tecnologias sobre o reuso da água e de kits sanitários. Haverá ainda a discussão sobre a organização da gestão do saneamento rural.

Case de sucesso

Durante o seminário, ficará exposta ao público a estação de tratamento Gutwasser (“água boa”, em alemão). O equipamento foi premiado pela Finep, órgão de incentivo à pesquisa e inovação ligado ao governo federal, pela sua originalidade, aplicabilidade e eficiência.
Trata-se de um produto dosador automático para aplicação de produtos sólidos (cloro ou cloro + flúor), através do fluxo da água que é deslocada para o reservatório através da rede proveniente do poço ou fonte.

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O modelo é recomendado para situações de tratamento final que dispõe de uma captação de água (poço artesiano, poço raso, fonte, lago, rio, etc,), que tenha necessidade de desinfecção e/ou fluoretação, e não requer uso de energia elétrica.

Assembleia debaterá quadro do saneamento básico do Ceará

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O Estado do Ceará gastou mais de R$ 3 milhões com internações por doenças diarreicas. Os dados são do DATASUS (Departamento de Informática do SUS), referentes ao ano de 2013. Sabe o que provoca isso, na maioria das vezes? Falta de saneamento básico.

Com o objetivo de discutir o diagnóstico atual do saneamento básico cearense e o planejamento do governo para a área, a Assembleia Legislativa vai realizar uma audiência pública nesta quarta-feira, na Sala das Comissões Técnicas da Casa. A iniciativa é do deputado Carlos Matos (PSDB).

Para o parlamentar, a falta de saneamento básico é a principal causa do aumento do número de casos de dengue, zika e chikungunya no Ceará. “Fortaleza tem 50% da cidade sem saneamento. Com esta audiência, nós queremos discutir as políticas públicas pensadas pelo governo, para que possamos cobrar e fiscalizar”.

O deputado convidou várias autoridades como  Henrique Javi (secretário de Saúde do Estado); Lúcio Ferreira Gomes (secretário das Cidades do Estado); Neurisangelo Freitas (diretor-presidente da Cagece); Geraldo Basílio (coordenador de saneamento básico da ARCE); Águeda Muniz (secretária Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza); Jurandir Frutuoso (secretário executivo do CONASS); Socorro Martins (secretária Municipal da Saúde); Isabel Maria Porto (Promotoria de Justiça de Defesa de Saúde Pública); Adolfo Marinho (ex-secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano); Carlile Lavor (ex-secretário de Saúde do Estado); e Expedito Nascimento (presidente da APRECE).

Faculdade Católica promove debate ecumênico sobre a Campanha da Fraternidade 2016

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A Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) promoverá, a partir das 8 horas da próxima quinta-feira, em seu auditório e em parceria com a Paulus Livraria, o Fórum Campanha da Fraternidade 2016. O encontro vai contar com palestras do padre Antônio Almir Magalhães de Oliveira, diretor-geral da faculdade, do pastor Glauco Barreira Magalhães Filho, da Igreja Batista Moriá, e de Alceu de Castro Galvão Junior, coordenador de Saneamento Básico da Secretaria das Cidades.

A iniciativa integra a programação do “Café & Debate”, da Paulus Livraria, e objetiva levar interessados a uma reflexão sobre a realidade do saneamento básico, a temática abordada pela Campanha Fraternidade que, neste ano, acontece sob inspiração ecumênica.

“O tema e o lema da Campanha da Fraternidade 2016, o cuidado com a criação e a luta pela justiça, mostram que é uma questão não só de justiça social mas também de justiça ambiental e como tal diz respeito à vida do cristão que não pode colocar ‘na lixeira’ o critério de justiça”, acentua padre Almir Magalhães, que presidirá mesa de discussões no encontro.

SERVIÇO

Auditório Central da FCF – Rua Tenente Benévolo,201,Centro.
Entrada – Gratuita.
Mais Informações – 3453.2150

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Ministério das Cidades divulgará diagnóstico do saneamento no Brasil

O Ministério das Cidades vai divulgar, nesta terça-feira, a 20ª edição do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos e a 13ª edição do Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos, ambos referentes ao ano de 2014.

Os documentos, que tem como base os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e fornecidos por prestadores de serviços, mostram os índices de evolução dos serviços de água e esgotamento sanitário, respectivamente em 5.114 municípios e em 4.030 cidades, que correspondem a 98% e 92,5% da população urbana do país.

O secretário nacional de Saneamento Ambiental, Paulo Ferreira apresentará os números do Diagnóstico a partir das 15 horas, no auditório do Ministério das Cidades. Logo após a apresentação, ele concederá entrevista coletiva.

DETALHE – Ao término do evento, os novos números do saneamento no país estarão disponíveis para consulta no site do SNIS – www.snis.gov.br.

Gestores pós-tassismo ficaram devendo na política do saneamento básico no Ceará

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Da Coluna Vertical, no O POVO desta segunda-feira (15):

O debate puxado pela Campanha da Fraternidade, da CNBB, sobre a política de saneamento básico no Brasil, desencadeou no Ceará uma análise acerca dos investimentos no setor.

O primeiro debate, na Assembleia, abordou as últimas ações implementadas no Estado e heranças dos governos Tasso Jereissati – com os projetos Sanear/BID e Prourb/Bird.

Dados apresentados por especialistas da área apontam que a Era Tassista foi a mais efetiva ação na área, pois ampliou o sistema de esgotamento sanitário de Fortaleza de 12% para 60% e também implantou sistemas de esgotamento nas 40 principais cidades do Estado.

De lá para cá, pouco foi feito, segundo especialistas que, na última semana, abordaram o tema no programa Debates do POVO, da Rádio O POVO/CBN, e concluíram: gestores pós-tassismo ficaram devendo.

Será que teria pesado o fato de obra enterrada não dar votos?

Prefeito vai entregar drenagem de vias da Regional VI

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O prefeito Roberto Cláudio (PDT) vai entregar, às 18 horas desta quinta-feira, o sistema de drenagem das ruas Newton Craveiro e Araújo Torreão no bairro Parque Iracema (Regional VI). A obra, no valor de R$ 2,2 milhões, garantiu a implantação de nova galeria de drenagem que permitirá o escoamento das águas pluviais da região, evitando alagamentos e o acúmulo de água.

A obra consistiu na implantação de 1.330 metros de drenagem com 27 bocas de lobo, terraplanagem, além de 10.800m² de pavimentação e nova iluminação para as ruas Araújo Torreão, Newton Craveiro, Leão Veloso, Celzídio Albuquerque, Gregório França e Rua SDO (Sem Denominação Oficial), assim como as Travessas João Medeiros e Barreto.

Ainda foi feito todo recapeamento asfáltico das ruas Elisiário Mendes, Farias Lemos e Joaquim Sabino, possibilitando melhor acessibilidade, segurança e qualidade viária para moradores e motoristas que utilizam estas e outras vias que dão acesso a BR-116 e Avenida Frei Cirilo.

(Foto – Arquivo)

Arcebispo lançará Campanha da Fraternidade nesta quinta-feira

O arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio de Aparecido Tosi, dará entrevista coletiva nesta quinta-feira, às 9 horas, no Centro Pastoral Maria Mãe da Igreja.

Hora de lançar a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, cujo tema é “Casa Comum, nossa responsabilidade”. O lema é “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.

O mote é cobrar das autoridades investimentos em saneamento básico, saúde e qualidade de vida.

DETALHE – Nesta Quarta-feira de Cinzas na Catedral Metropolitana, haverá missa, ao meio-dia, celebrada pelo padre Clairton Alexandrino. Às 18h30min, outra missa, só que presidida pelo arcebispo.