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Estudante que salvou pacientes durante incêndio em hospital de Fortaleza será lembrado

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Já se passaram 22 anos da primeira homenagem dedicada à memória do estudante João Nogueira Jucá, considerado herói pelo Corpo de Bombeiro Militar do Ceará por ter ajudado a salvar pacientes de um incêndio ocorrido na então Casa de Saúde Dr. César Cals, em 4 de agosto de 1959, mas que não resistiu aos ferimentos, vindo a morrer em 11 de agosto do mesmo ano. Para marcar a data e celebrar a memória do jovem herói, serão realizadas, nesta sexta-feira, missa na Capela do Menino Jesus no Hospital César Cals (Centro), às 9 horas, e, em seguida, solenidade cívica na Praça da Lagoinha, ao lado do HGCC.

Os eventos contarão com a participação de funcionários do hospital, integrantes do Corpo de Bombeiros, familiares do homenageado, autoridades, integrantes da Academia Cearense de Medicina, dirigentes e representantes dos ex-alunos do Colégio São João, do Colégio Odilon Braveza/Farias Brito, do Colégio do Corpo de Bombeiros, e do Colégio Estadual João Nogueira Jucá. Haverá ainda apresentação da banda de Música do Corpo de Bombeiros.

Também serão lembrados os nomes do Sargento Manuel Pereira, corneteiro do Corpo de Bombeiros, que sofreu queimaduras nos trabalhos de salvamento das vítimas, das funcionárias do Hospital César Cals, Raimunda Gomes Parente e Maria Elizalda Abintes, que faleceram logo após o acidente, como também da religiosa irmã Afonsina Maria Farias, prima do estudante, que o acompanhou até o dia do falecimento. As informações são da assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde do Ceará.

 

Caso Colmeia – Família de empresário manda celebrar missa pelos 20 anos de saudade

Da Coluna Vertical, no O POVO desta sexta-feira (5):

A família do empresário Ronaldo Barbosa, dono da antiga Construtora Colmeia, manda celebrar missa nesta sexta-feira (5), às 19 horas, na Capela do Hospital Militar. Vai lembrar 20 anos de saudades do empresário que foi vítima da pistolagem no dia 6 de junho de 1995, em Fortaleza.

Entre os parentes, continua a dor e o sentimento de que a Justiça fez pouco ao condenar a 14 de anos de prisão o engenheiro Egberto Carneiro da Cunha Neto, acusado de coautoria intelectual pelo homicídio do executivo.

Ronaldo foi executado com dois disparos de pistola na cabeça, quando seguia para seu veículo, na rua Costa Barros, bairro Aldeota. À época, ele estava com 40 anos e era um empresário em franca ascensão no ramo imobiliário.

Demócrito, ano seis

Em artigo no O POVO deste sábado (26), o médico, antropólogo e professor universitário Antonio Mourão Cavalcante conversa com Demócrito em carta aberta. Confira:

Meu querido Demócrito, ainda se fala muito em você. Uma ausência que dói em todos nós. E, fui gradativamente descobrindo que você era amigo de muita gente. Quando se fala em você, todo mundo tem palavras de carinho, respeito e saudades… Você deixou um vazio enorme.

Cada vez que estamos numa dificuldade, impasse, sem alternativas mais claras e possibilidades de consenso mais consistente, sua imagem aparece. Ele aqui resolveria desse modo: primeiro, ia falar com cada uma das partes. Escutaria muito e, no final, a solução – com certeza. – seria um avanço. O Ceará ficou muito pobre em tolerância e diálogo. Tornamo-nos mais intransigentes e ríspidos. Cara, você faz muita falta.

Mas, para não ficar só em lamentos, que alegria poder te dizer que “os meninos” – os teus filhos -seguraram a barra. Eu nem sabia que a Lucianinha dominava o falar em público. Poxa, como ela articula bem os pensamentos. Ágil e direta. Sai espontâneo. Os outros, além de darem forças a ela, encontram saídas ao modo inventivo de cada um. Sempre acho engraçado o pragmatismo do Democrito.

Ah, rapaz! Dona Lúcia se foi. Você sabe, porque ela agora vive junto a você. Foi uma tristeza suave, pois o lugar dela sempre foi próximo ao filho querido.

Perdemos o Temístocles. Nem mais existem aqueles debates acalorados, na rádio. A Adísia ficou mais calma. Os tempos, meu caro, os tempos… Agora é que começo a entender a frase derradeira do romance Iracema, do José de Alencar: “tudo passa sobre a terra.”

Desse povo todo, em quem sempre te vejo, é no olhar da Vânia. Meu Deus, que viúva extraordinária. Ela tem se desdobrado em mil afazeres. Defende a causa dos índios, anda pela Fiec discutindo segurança, querendo compreender coisas e inventar soluções… Uma curiosidade constante. Uma vontade de ser útil. Amiga. Lembrança. Tenta fazer o que pode para andar no tempo, sem perder o tempo… Nela, eu te vejo por inteiro. Aquele abraço amigo, a disponibilidade, aquele sorriso gratuito: vá meu filho – ela diz aos que a procuram – vá que dá certo! Acho que foi ela quem mais herdou o teu eterno otimismo. E, muitas vezes – quantas vezes! – com o coração dilacerado, ela renova a promessa da esperança. Quando eu quero me lembrar de ti, logo penso naquele olhar da Vânia. Pô, que amor eterno!

Um abraço amigo, por aqui, está tudo legal. No possível. Tuas sementes estão crescendo. Teus netos estão enormes. E, do céu agora, cai uma chuvazinha de leve, açucarada. É tempo de semear…