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Mais de 500 cidades sob risco de doenças transmitidas pelo Aedes; Fortaleza tem quadro satisfatório

Pelo menos 504 municípios brasileiros registram alto índice de infestação pelo Aedes aegypti e apresentam risco de surto para doenças transmitidas pelo vetor – incluindo dengue, zika e chikungunya. Dados divulgados hoje (12) pelo Ministério da Saúde revelam que, das 5.358 cidades que realizam algum tipo de monitoramento do mosquito, 1.881 estão em situação de alerta, enquanto 2.628 apresentam índices considerados satisfatórios.

O mapa da dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), mostra que, das 27 capitais em todo o país, Palmas (TO), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) estão em risco de surto não apenas de dengue, mas também de zika e chikungunya.

Outras 12 capitais, de acordo com o estudo, registram situação de alerta: Manaus (AM), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

Já Curitiba (PR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE) têm índices considerados satisfatórios. Natal (RN) e Porto Alegre (RS) fizeram a coleta de dados por armadilha – metodologia utilizada quando a infestação pelo mosquito é muito baixa ou inexistente.

Criadouros

Além de identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, o levantamento revela quais os principais tipos de criadouros por região. No Nordeste, por exemplo, o armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril e tina, foi o principal tipo identificado.

No Sudeste, o maior número de depósitos encontrados foi em domicílio, caracterizados por vasos e frascos com água e pratos e garrafas retornáveis. Já nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sul, predominou o lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção.

Dengue

Dados do ministério apontam que, até 3 de dezembro, foram notificados 241.664 casos de dengue em todo o país – um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017 (232.372 casos). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 115,9 casos para cada 100 mil habitantes.

Em relação ao número de óbitos causados pela doença, a queda é de 19,3% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, passando de 176 mortes em 2017 para 142 neste ano.

Chikungunya

No mesmo período, foram notificados 84.294 casos de chikungunya no Brasil – uma redução de 54% em relação ao mesmo período de 2017 (184.344 casos). A taxa de incidência da doença é de 40,4 casos para cada 100 mil habitantes.

Em relação ao número de óbitos, a queda é de 81,6% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, passando de 191 mortes em 2017 para 35 neste ano.

Zika

Os números mostram ainda que, até 3 de dezembro, foram notificados 8.024 casos de zika em todo o país – uma redução de 53% em relação ao mesmo período de 2017 (17.025 casos). A taxa de incidência é de 3,8 casos para cada 100 mil habitantes.

Este ano, foram registrados quatro óbitos causados pelo vírus Zika.

(Agência Brasil)

Zika pode causar infertilidade em homens, diz estudo

Um novo estudo, promovido pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, sugere que a infecção pelo vírus Zika também possa trazer complicações para os homens. Segundo a pesquisa, liderada pela infectologista Vivian Avelino-Silva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o zika pode causar infertilidade.

Quatorze homens infectados pelo vírus em 2016 participaram do estudo. Cinco deles fizeram o exame de espermograma e, em quatro, os resultados ficaram fora dos parâmetros de normalidade estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Observamos que, dentre os cinco homens em que fizemos a coleta de sêmen, quatro tinham o valor fora do normal, considerando a normalidade com referência da OMS. Isso sugere que pode existir um efeito de infecção por Zika que a gente ainda não conhecia, que é uma alteração prolongada, talvez até permanente, de infertilidade entre os homens”, disse Vivian em entrevista à Agência Brasil.

O estudo não é conclusivo e aponta a necessidade de que novas pesquisas sejam feitas. A pesquisadora destacou que a amostra era pequena e que a equipe não tinha exames desses cinco homens antes da infecção para comprovar que a alteração foi feita pelo zika.

“Não conseguimos provar, mas já existem estudos em animais que sugerem resultados semelhantes. Por isso achamos que o resultado é importante para que seja feito um estudo com um número maior de homens”, ressaltou a pesquisadora do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias.

(Agência Brasil)

Mais Médicos – Programa vai abrir inscrições para formados no Exterior

O Ministério da Saúde decidiu abrir as inscrições do Programa Mais Médicos aos profissionais brasileiros e estrangeiros formados no exterior (sem registro no Brasil). Os candidatos terão entre os dias 11 e 14 de dezembro para enviar documentação ao ministério e estarem aptos para validação da inscrição.

Hoje (7), às 23h59min, termina a inscrição de médicos com registro no Brasil.

De acordo com o ministério, são necessários 17 documentos para validar a inscrição, entre eles, o reconhecimento da instituição de ensino pela representação do país onde os profissionais obtiveram a formação.

Até ontem (6), o Mais Médicos havia registrado 35.716 inscrições, preenchendo 98,6% das 8.517 vagas disponibilizadas, ou seja, 8.402 profissionais alocados.. Desse total, 3.949 médicos já se apresentaram aos municípios selecionados. Os profissionais têm até o dia 14 deste mês para apresentação nos municípios.

(Agência Brasil)

MEC dá nota máxima ao curso de Medicina do UNINTA de Sobral

Klauber Roger e Oscar Rodrigues Junior.

O Ministério da Educação reconheceu, em publicação oficial, o Curso de Medicina do Centro Universitário Inta (UNINTA), em Sobral (Zona Norte), com o conceito máximo de avaliação, a Nota 5. Com a conquista, a medicina do UNINTA supera em seu Conceito de Curso instituições públicas de ensino superior no Estado do Ceará e se equipara aos maiores centros de ensino do Brasil, comemora o reitor Oscar Rodrigues Junior.

Ele atribuiu a conquista ao trabalho coletivo realizado. “O reconhecimento do MEC é o resultado da dedicação que nós, professores e colaboradores do UNINTA, temos com a qualidade da educação dos nossos futuros médicos. Os nossos esforços começaram há alguns anos, quando decidimos trazer para o interior do estado um curso de Medicina de excelência. Hoje, nos aproximando da colação de grau da primeira turma, temos a certeza de que estamos no caminho certo”, destaca.

O reconhecimento do MEC utiliza como eixos de avaliação a organização didático-pedagógica, o corpo docente e a infraestrutura do curso, onde são considerados diversos critérios individuais para composição de nota. Em todos estes critérios o UNINTA obteve nota máxima, compondo a nota final.

O coordenador do curso, professor e doutor Klauber Roger Carneiro, também comemorou a vitória. “Estamos vivenciando um momento de extrema felicidade. Não é tão somente uma nota 5, mas uma nota 5 em todas as dimensões da avaliação do MEC, extremamente rigorosa. Isto é um feito extraordinário que nos enche de orgulho e de muita alegria”, acentuou Klauber.

(Foto – Divulgação)

Caucaia atinge meta e mais de 65 mil cães e gatos são vacinados

Este é o Duque.

A cidade de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza) alcançou 88% de cães e gatos protegidos da raiva animal. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A meta estipulada pelo Ministério da Saúde era de 80%.

Segundo relatório da pasta, 45.537 cães e 19.647 gatos foram imunizados, totalizando 65.184 animais vacinados.

As vacinações permanecem até o dia 20 de dezembro na zona rural do município, especialmente na região dos Matões, e na sede de Caucaia, no posto fixo que funciona no Centro de Endemias.

(Colaboração – Matheus Nunes/Foto – Arquivo)

Mais Médicos – Termina nesta sexta-feira o prazo de inscrições

O prazo para inscrições no programa Mais Médicos se encerrará nesta sexta-feira, segundo o Ministério da Saúde. Pelo menos 115 vagas ainda não foram preenchidas e mais de 300 profissionais já desistiram. A informação é do Portal G1

Quem ainda quer disputar uma das vagas tem até 23h59 para escolher as cidades onde vão atuar. Segundo levantamento do Ministério da Saúde divulgado na quinta (6), 2.315 médicos já começaram a trabalhar. O número representa 27,5% dos que já escolheram as cidades para onde irão.

Ao todo, o edital ofereceu 8.517 vagas em todo o país. Dos 8.402 que já foram alocados, existem 1.634 que entregaram os documentos necessários, mas ainda não iniciaram as atividades.

Apesar de afirmar que espera que as vagas sejam preenchidas até esta sexta, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse que um novo edital do Mais Médicos será publicado na segunda-feira (17) abrindo vagas para médicos brasileiros formados no exterior e para estrangeiros formados no exterior.

Pesquisadores da UFC publicam artigo em periódico da Sociedade Americana de Fisiologia

Um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará ganhou destaque na edição deste mês do Advances in Physiology Education, um dos principais periódicos mundiais no ensino de fisiologia, publicado pela American Physiological Society (Sociedade Americana de Fisiologia).

O artigo “Helping students to understand physiological aspects of regional distribution of ventilation in humans: a experience from the electrical impedance tomography”, relata o uso do tomógrafo de impedância elétrica (aparelho usado na prática médica para o diagnóstico funcional de doenças respiratórias por meio de imagens) em atividade prática com estudantes, a fim de demonstrar as bases fisiológicas dos efeitos das mudanças posturais sobre a distribuição regional da ventilação pulmonar.

A atividade prática foi adotada pelos professores Armênio Aguiar e Rodrigo Siqueira, do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da Faculdade de Medicina (FAMED) da UFC. Ao assumirem o ensino de Fisiologia no módulo Sistema Respiratório, os docentes, junto com o professor Marcelo Holanda, do Departamento de Medicina Clínica da FAMED, identificaram o potencial do tomógrafo como ferramenta complementar às aulas teóricas.

No artigo, os pesquisadores avaliaram o conhecimento prévio de um grupo de estudantes de Medicina sobre as diferenças regionais na ventilação pulmonar. A pesquisa constata que os alunos tiveram um aproveitamento maior dos conhecimentos repassados pelos professores após a atividade prática com o uso do aparelho. “Esse tipo de interação entre disciplinas do ciclo básico e elementos da prática clínica é fundamental para fortalecer a aprendizagem dos alunos de graduação na área de saúde”, afirma o professor Rodrigo Siqueira.

Além dos professores Armênio Aguiar e Rodrigo Siqueira, do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFC, e do professor Marcelo Holanda, do Departamento de Medicina Clínica da mesma universidade, o trabalho contou com a colaboração do professor Luiz Troncon, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP).

Também são autores do artigo Nathalia de Sousa, Luana Melo, Liégina Marinho, Helder Veras Ribeiro Filho e Vasco Bastos, que desenvolveram trabalhos na área em suas pesquisas de pós-graduação na UFC.

SERVIÇO

*O trabalho está disponível em inglês no site do periódico (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30387699).

(Foto – Arquivo)

Mayra assumirá Secretaria no Ministério da Saúde

A médica pediatra Mayra Pinheiro será secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (STGES) do Ministério da Saúde.

Ela é da confiança do futuro ministro da Saúde do Governo Bolsonaro, o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS).

Mayra foi candidata ao Senado nas eleições passadas pelo PSDB e obteve 882.019 votos (11,37% dos votos válidos). Ficou em quarto lugar.

No final de outubro, Mayra foi desligada do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), onde trabalhava há 15 anos.

Ele avaliou que a motivação para o afastamento foram as denúncias sobre as más condições de atendimento no hospital.

(com informações do jornalista Jocélio Leal, do O POVO / Foto: Divulgação)

OMS: 37 milhões de pessoas vivem com HIV em todo o mundo

No dia em que se comemora os 30 anos de luta contra a aids, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que cerca de 1 milhão de pessoas morrem todos os anos por não saber que estavam contaminadas pelo HIV ou por começarem tarde demais o tratamento contra a doença.

Para o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o mundo percorreu um longo caminho nas últimas três décadas, mas a epidemia de infecções não terminou. A estimativa é que 37 milhões de pessoas vivam com o vírus em todo o planeta, sendo que apenas 75% sabe de sua condição e 60% recebem tratamento.

Os dados mostram que cerca de 75% das novas infecções por HIV registradas fora da África subsaariana ocorre entre profissionais do sexo; homens que fazem sexo com homens; pessoas que usam drogas injetáveis; transgêneros; e presidiários, além dos parceiros sexuais de todos que integram o grupo.

Ações com o tema Conheça seu status, promovidas pela OMS, as pessoas recebem orientação para o acesso aos exames laboratoriais, métodos de prevenção ao HIV, medicamentos antirretrovirais e serviços de saúde. A entidade pede ainda políticas públicas que promovam saúde para todos, com foco no combate à aids e a doenças relacionadas, como tuberculose e hepatite.

Em risco

De acordo com a organização, podem estar em risco as pessoas que estiveram nas seguintes condições: mantiveram relação sexual sem o uso de preservativo; receberam transfusões de sangue de forma insegura; foram expostas a algum tipo de equipamento injetável contaminado, como agulhas.

(Agência Brasil)

O buraco na saúde

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (1º), pelo jornalista Érico Firmo:

O preenchimento de vagas no Mais Médicos mostra que o problema da falta de profissionais em municípios do Interior não será resolvido tão facilmente. Comemorou-se a rápida ocupação das vagas. Daí, houve quem concluísse que nunca faltaram médicos e que o programa era uma empulhação para financiar a ditadura cubana. Infelizmente, o problema maior que as futricas ideológicas. O que fica claro é que muita gente está se inscrevendo no Mais Médicos e deixando o Saúde da Família. Como se diz lá em Maranguape, cobrem um santo e descobrem outro.

A situação expõe vários dos dilemas da saúde brasileira. Por que esses profissionais preferem o Mais Médicos? Por se tratar de programa federal, com dinheiro garantido. O Saúde da Família fica a cargo das prefeituras. Muitas vezes o pagamento atrasa. Além disso, o Mais Médicos garante férias, o que nem sempre está assegurado nos contratos de Saúde da Família. (Lembra do argumento de que o Mais Médicos “escravizaria” os cubanos?)

Todas essas situações são absurdas. Os profissionais precisam receber em dia e ter direito a férias. Há muitos problemas a serem atacados. O mais grave deles: a população dos menores e mais pobres municípios precisa de médicos.

Em resumo: as vagas preenchidas com o edital do Mais Médicos podem ser de profissionais que já atuam na atenção básica. Não representarão novos médicos, mas outra situação contratual para os mesmos profissionais. Culpa dos médicos? Não. Culpa de uma situação trabalhista que já era problemática na Saúde da Família.

O ponto é: como será resolvido o problema? E resolvido no longo prazo, porque a vinda dos cubanos sempre foi tratada como saída emergencial.

Quando as vagas no último edital começaram a ser preenchidas, houve quem defendesse que nunca faltaram médicos. Mas, o fato é que os cubanos só eram chamados quando sobravam vagas. O Mais Médicos funcionava assim: a) A prioridade sempre foi de formados no Brasil; b) se as vagas não eram preenchidas, eram convocados os formados no Exterior que tenham passado na prova do Revalida; c) Se ainda sobravam vagas, eram chamados brasileiros formados no Exterior e que não fizeram Revalida; d) se ainda havia vagas, eram chamados estrangeiros formados no Exterior e sem diploma validado no Brasil. Depois de tudo isso, se ainda havia lugares sem médicos, eram contratados cubanos, por intermédio do governo da Ilha. Ou seja, eles estavam em locais, realmente, para os quais não havia interessados, brasileiros ou de outras nacionalidades.

O Globo mostrou ontem que ainda há municípios na Amazônia e comunidades indígenas para as quais ainda não apareceram interessados. Quando se soma às centenas de médicos que estão saindo do Saúde da Família, há buraco considerável aberto. O perigo é se ficar numa futrica de Bolsonaro contra PT e não se atacar o problema central: como garantir médicos nesses lugares?

Entidades dizem que não faltam médicos. Pode ser, mas também não falta emprego. Ou vocês conhece algum que esteja sem ter um local sequer onde trabalhar? Então, os médicos que têm emprego nas capitais e grandes cidades haverão de ir por que para os rincões, para as florestas? Esse é o ponto. Como já comentei, a solução poderia ser, talvez, carreira pública nos moldes da magistratura, com promoção dos pequenos para os grandes municípios conforme o tempo e a competência. É uma das ideias. Outras existem. É preciso colocar em prática.

Esse problema, é importante ficar claro, não é causado pelos médicos. Se eles têm emprego em outro lugar, não se pode obrigá-los a ir aonde não querem. Pode-se construir política pública indutora, que crie condições para tal.

Por um lado, não se resolve problema da saúde apenas com médico. Por outro, não há solução sem eles. Nem eles nem enfermeiros, farmacêuticos, técnicos? Como também já escrevi ao apontar o que considero problema do Escola Sem Partido: não se resolve educação sem professor, nem tratando-os como problema. Como não se resolve problema da segurança sem policiais.

Há questões a corrigir? Com certeza, em todas as áreas. Há incompetência, desonestidades, desvios em todas essas áreas? Claro. Situações que devem ser atacadas. Entretanto, a solução passa necessariamente por eles. No caso da saúde, médicos são solução. Até por isso, é preciso garantir que estejam em toda parte.

ANS apresenta a senadores novo modelo de reajuste dos planos de saúde

Representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentaram, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, os cálculos para reajustar os planos de saúde. Segundo eles, a fórmula foi discutida com órgãos de defesa do consumidor, Ministério Público e organizações ligadas à saúde. A audiência foi acompanhada pelo diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Rogério Scarabel.

Após a avaliação, ANS informou que irá publicar uma nota normativa sobre os reajustes, que valerá a partir de maio de 2019. Se aprovada, a nova fórmula para reajuste dos planos levará em conta o índice do valor das despesas assistenciais (IVDA), que é formado por três elementos.

Os três elementos são a variação dos preços da despesa assistencial (VDA) considerados os gastos da carteira de planos individuais das operadoras. O segundo é o desconto da variação da Receita Faixa Etária (VFE), proveniente dos reajustes previstos toda vez em que o usuário muda de faixa etária. Desse valor tira-se 1.

O terceiro aspecto o fator denominado “ganhos de eficiência” (FGE). Isso porque a ANS pretende estimular as operadoras a atuarem como gestoras de assistência à saúde, estimulando a eficiência e evitando um modelo que transforme a operadora numa mera repassadora de custos assistenciais.

Atingido o índice de variação da despesa assistencial (IVDA = VDA/VFE-1-FGE), o percentual de reajuste é igual a 80% x IVDA + 20% x IPCA Expurgado (o que é eliminado do índice nacional de preços ao consumidor amplo são as contas referentes aos planos de saúde e às despesas médicas).

Análises

O coordenador da área que elaborou a fórmula de reajuste, Bruno Morestrello, afirmou que o que se faz “no expurgo é evitar que o reajuste do ano seguinte seja retroalimentado pelo reajuste do ano anterior”. Segundo ele, não é possível estimar um reajuste apenas com base na inflação do período.

“Além de a área de saúde ter um comportamento de preços diferente da média da economia, existe o efeito da frequência do uso dos serviços, a variação de eventos como consultas, exames, cirurgias”, afirmou o especialista.

Para os representantes da ANS, a nova fórmula de cálculo dos planos de saúde é vantajosa porque os dados que compõem o reajuste são públicos e auditáveis. Os técnicos da agência também apontam como benefício o fato de os dados serem retirados do próprio mercado de planos individuais e terem menor defasagem entre o período de cálculo e a aplicação do reajuste. Apontam ainda a correção das despesas não-assistenciais será feita por índice específico, expurgando as despesas assistenciais.

Despesas

O coordenador da área que elaborou a fórmula de reajuste, Bruno Morestrello, disse que o novo cálculo inclui as despesas assistenciais e não assistenciais. Segundo ele, aproximadamente 80% dos gastos de um plano de saúde são procedimentos, terapias, internações e exames — as despesas assistenciais.

Ainda de acordo com suas estimativas, Morestrello disse que os demais 20% são despesas não-assistenciais, ou seja, o que a operadora do plano de saúde gasta com pessoal, locomoção e manutenção, por exemplo.

(Agência Senado)

Temer edita MP que socorre Santas Casa e hospitais filantrópicos

Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza vive cobrando reajuste da tabela do SUS.

O Diário Oficial da União publicou hoje (27) o texto da Medida Provisória (MP) 859/2018 que socorre com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) as Santas Casas de Misericórdia e os hospitais filantrópicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na prática, a MP complementa uma outra, a 848/18, que cria linha de crédito de R$ 4,7 bilhões para o setor. O texto está na pauta de votações da Câmara.

Segundo a nova MP, as aplicações do FGTS nessa ajuda ocorrerão até o fim de 2022. O risco das operações de crédito ficará a cargo dos agentes financeiros – Caixa, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O Conselho Curador do FGTS poderá definir o percentual da taxa de risco, limitado a 3%, que ainda será acrescido à taxa de juros efetiva, que, por sua vez, não poderá ser maior que a cobrada na modalidade pró-cotista dos financiamentos habitacionais.

Histórico

A primeira MP de socorro às santas casas já havia passado pela Câmara e seguido para a apreciação dos senadores, mas como sofreu mudanças no Senado, precisou retornar à Câmara. Se aprovada, irá à sanção presidencial.

Pelo Projeto de Lei de Conversão da MP, 5% do programa anual de aplicações do FGTS serão destinados a essa linha de financiamento. Segundo dados do governo, as santas casas acumulam dívidas de R$ 21 bilhões.

(Agência Brasil)

Genéricos e similares já representam65% do mercado nacional, diz Anvisa

Medicamentos genéricos e similares foram os campeões de vendas de remédios no Brasil em 2017, segundo dados divulgados hoje (26) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os produtos, de acordo com o levantamento, alcançaram a marca de 2,9 bilhões de embalagens comercializadas no ano passado – 65% do total de caixas de medicamentos vendidas no país (4,4 bilhões).

Juntos, genéricos e similares, que custam no mínimo 35% menos em relação aos medicamentos de referência, foram responsáveis por 72,4% do total de produtos cadastrados pela indústria farmacêutica. Ambos os remédios também representaram um terço do faturamento global do setor, chegando a R$ 23,5 bilhões em produtos comercializados – 33,9% do total das vendas.

“Os dados confirmam um fato importante: a participação dos medicamentos genéricos e dos similares (que atendem às mesmas exigências regulatórias que os genéricos) no mercado nacional coloca o Brasil em nível próximo ao de países como os Estados Unidos e o Canadá”, avaliou a Anvisa.

Ainda de acordo com o levantamento, o percentual de comercialização de genéricos em 2017 foi maior que os de 2016 (32,4%) e de 2015 (30%). No ano passado, o volume de negócios envolveu 88 empresas produtoras de genéricos que, juntas, venderam um total de 2.450 produtos em 4.202 apresentações. Sozinhos, os genéricos renderam R$ 9,3 bilhões.

Outro dado interessante é que 63% do faturamento total dos genéricos foi composto por medicamentos com preço de fábrica inferior a R$ 25 por unidade. Apenas 9% ficaram acima da faixa de R$ 250.

Especificamente em relação aos medicamentos similares, 149 empresas produziram um total de 2.320 produtos, em 4.409 apresentações diferentes, com faturamento de R$ 14,1 bilhões.

(Agência Brasl)

Médicos cubanos começam a deixar o Brasil nesta quinta-feira

Profissionais cubanos que atuavam no programa Mais Médicos começarão a deixar o Brasil nesta quinta-feira (22). A informação foi divulgada hoje (21) pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), responsável pela intermediação do convênio entre Brasil e Cuba. A estimativa da organização é que o processo de saída dos mais de 8 mil médicos contratados no âmbito do convênio dure até o dia 12 de dezembro.

Nos próximos três dias, de quinta a sábado, cinco voos partirão com destino à capital cubana, Havana. Os profissionais já começaram a se deslocar dos municípios onde estavam alocados em direção às cidades de onde sairão só voos para Cuba.

O retorno ocorre por decisão do governo cubano, que chamou de volta os profissionais por desacordo com condições impostas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, para que os médicos permaneçam no programa, entre elas a realização do exame de revalidação de diplomas para reconhecimento no país (Revalida) e a não retenção de parte da remuneração dos médicos, que até então ficava com a administração cubana.

O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, por meio de uma rede social, defendeu os profissionais. Em nota, o Ministério da Saúde cubano afirmou que as exigências desrespeitam as condições acordadas no convênio com a Opas.

Dois dias após a decisão, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que as novas exigências foram definidas para proteger os médicos de más condições de trabalho, por razões que classificou como “humanitárias”.

(Com Agência Brasil)

Médico cubano não é rebolo

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Com o título “Médico cubano não é rebolo”, eis artigo de Márcia Alcântara, da Academia Cearense de Medicina. “Sem escrúpulos, os dois governos não se entendem e os cubanos estão voltando para seu país, como um rebolo, deixando à margem sua autoestima e milhões de brasileiros desvalidos da sua segurança quanto a saúde, agora desmontada”, diz a articulista. Confira:

Os médicos cubanos chegaram ao Brasil em 2014, pelo Programa Mais Médicos, criado durante o governo Dilma Rousseff (PT), por razões tidas como políticas eleitoreiras. O povo desvalido, dos confins do País, os recebeu na esperança de que pudessem ter um mínimo de assistência médica no âmbito da atenção básica.

Esses médicos submeteram-se, voluntariamente, a normas de dois mandantes governamentais: o governo de Cuba e do Brasil. Os contratos foram intermediados pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e aceitos pelos cubanos.

Por outro lado, a classe médica, através de suas entidades constituídas, rejeitaram os cubanos, “em atos de corporativismo”, na avaliação da socióloga e escritora americana Julie Feinsilver, autora do livro Healing Masses (Curando as massas). Feinsilver analisa o Sistema de Saúde de Cuba (SSC) e o monitora há quase 30 anos, apresentando resultados cientificamente comprovados, que o elevam à categoria de exitoso, tal qual o faz a Organização Mundial de Saúde, dizendo ser esse Sistema um dos melhores do mundo.

Cerca de 63 milhões de brasileiros já passaram pelos cuidados dos médicos cubanos e desses, vinte milhões estão sob tais cuidados no presente momento.

Um registro de grande valia foi feito pelo jornalista, escritor e fotografo Araquém Alcântara, no seu premiado livro “Mais médicos”, o qual apresenta documentos valiosos em que a população demonstra ter hoje os médicos cubanos como pessoas que geram segurança para a saúde.

Mal o novo governo se organiza e ordens surgem no sentido de modificar a filosofia do Programa, incutindo ideias próprias do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Sem escrúpulos, os dois governos não se entendem e os cubanos estão voltando para seu país, como um rebolo, deixando à margem sua autoestima e milhões de brasileiros desvalidos da sua segurança quanto a saúde, agora desmontada.

Atos dessa natureza impetrados contra os cubanos e nosso povo são, no mínimo, cruéis. Merecendo uma avaliação maior por parte de todos os brasileiros, especialmente dos que, não tendo conhecimento próprio, ficam a repassar mensagens, muitas vezes sem base científica ou credibilidade comprovada, sobre essa questão.

O imbróglio criado pelos governantes da hora, de Cuba e do Brasil, atinge sem compaixão os mais pobres entre os pobres brasileiros.

*Márcia Alcântara Holanda

pulmocentermar@gmail.com

Médica Pneumologista e membro da Academia Cearense de Medicina.

Bolsonaro confirma Mandetta para a Saúde

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou hoje (20), na sua conta do Twitter, que o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), de 53 anos, vai assumir o Ministério da Saúde a partir de janeiro de 2019. Ortopedista pediátrico, Mandetta não se candidatou à reeleição, portanto estará sem mandato no próximo ano.

“Com o apoio da grande maioria dos profissionais de saúde do Brasil, anuncio como futuro Ministro da Saúde, o doutor Luiz Henrique Mandetta”, postou Bolsonaro no Twiter.

Bolsonaro disse que Mandetta terá de “tapar ralos”, facilitando a vida das pessoas com pouco dinheiro em caixa. O futuro ministro chegou ao gabinete de transição no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) no início da tarde para se reunir com Bolsonaro.

Mandetta tentou evitar a imprensa. Com a ajuda do deputado federal Efraim Filho (DEM-PB), o futuro ministro entrou com um grupo de assessores parlamentares.

(Agência Brasil)

Times de futebol podem aderir campanha de prevenção ao câncer de próstata

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) amplia ações no sentido de vincular a campanha anual de conscientização dos homens à prevenção da doença junto aos órgãos públicos, de modo que eles autorizem a iluminação de todos os monumentos em alusão ao Novembro Azul, iniciado em 2004, na Austrália. Isso ocorreu com a Arquidiocese do Rio de Janeiro em relação ao Cristo Redentor.

De acordo com o secretário-geral da SBU, Alfredo Canalini, a instituição está levando também a campanha de conscientização sobre o câncer de próstata aos times de futebol. Além disso, a SBU disponibiliza equipes que podem ir às empresas dar palestra e instruções aos homens sobre as condutas que devem ser tomadas para evitar mortes por câncer de próstata, além de outros aspectos da saúde do homem.

É feita ainda divulgação aberta nas companhias para que elas permitam que os funcionários usem botons ou laços azuis em suas roupas, lembrando da campanha que continua ao longo de todo o mês de novembro.

Saúde do homem

Na terça-feira (20), representantes da SBU participam do 11º Fórum de Políticas Públicas e Saúde do Homem, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O Fórum acontece todos os anos por sugestão da entidade para discussão da saúde do homem. Este ano o tema é “A saúde do homem do campo”.

Alfredo Canalini informou que a SBU desenvolve ações com a Frente Parlamentar de Saúde do Homem. “Nossa ação é sempre no sentido de fazer que o programa de assistência médica à saúde do homem, que foi publicado em 2007 pelo governo federal, seja colocado em prática”.

A SBU já encaminhou ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, documento salientando a necessidade de ações em nível de saúde pública, “que não são caras, mas podem resgatar alguns pacientes de doenças, especialmente os mutilantes, entre eles o câncer de pênis, que existem em regiões mais pobres do Brasil, como o interior do Maranhão e do Piauí, e que são doenças que atrapalham muito a qualidade de vida do homem.

Conforme dados do Datasus, do Ministério da Saúde, 1.6 mil pênis são amputados por ano no Brasil.

Higiene

Canalini esclareceu que os homens podem evitar o câncer de pênis fazendo a higiene adequada na região genital e por meio da retirada do prepúcio, quando o paciente tem uma fimose e não consegue puxar a pele que recobre a ponta do pênis, de modo a fazer uma higiene correta no local e evitar infecções que acabem lesionando a pele e se transformando em câncer.

Em relação à próstata, a recomendação da SBU é que os homens devem procurar um urologista para fazer o primeiro exame aos 50 anos de idade, com o objetivo de detectar precocemente o câncer nesse órgão. Caso o homem seja do grupo de risco, a orientação é que o primeiro exame da próstata seja feito a partir dos 45 anos de idade.

Esse grupo de risco inclui pessoas do sexo masculino com histórico de câncer de próstata na família; homens obesos com índice de massa corporal acima de 35; e pacientes afrodescendentes, já que estudos mostram que o negro tem mais tendência de ter câncer de próstata.

(Agência Brasil)

Ministério da Saúde fecha com OPAS fim do acordo de cubanos no programa Mais Médicos

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O Ministério da Saúde divulgou, nesta manhã de sexta-feira, uma nota sobre a polêmica em torno da presença de profissionais cubanos no Programa Mais Médicos.

O governo desse País informou que está chamando de volta esse contingente, depois que o presidente eleito Jair Bolsonaro cobrou deles o Revalida e questionou valores pagos para médicos que ficam com 30% do salário, com restante indo para os cofres governamentais.

Confira:

Nota à Imprensa

Atualização sobre Mais Médicos

1 – Nesta sexta-feira (16), o Ministério da Saúde realizará reunião com a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) para a definição da saída dos médicos cubanos e entrada dos profissionais brasileiros que serão selecionados por edital.

2 – Será finalizada a proposta de edital para selecionar profissionais para as 8.332 vagas que serão deixadas pelos médicos cubanos.

3 – No início a da próxima semana, será dada coletiva de imprensa para esclarecer detalhes sobre o edital de seleção e chamada para inscrições.

4 – A seleção de profissionais brasileiros em primeira chamada do edital será realizada ainda no mês de novembro e o comparecimento aos municípios, imediatamente após a seleção.

Ministério da Saúde.

(Foto – Agência Brasil)