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Mais Médicos para o Brasil – Governo divulga lista de convocados e locais de trabalho

A lista com os nomes e registros de médicos intercambistas do Projeto Mais Médicos para o Brasil está publicada na edição desta terça-feira (8) do Diário Oficial da União.

De acordo com a Portaria nº 28, de 7 de outubro de 2019, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, fica concedido registro único para o exercício da medicina, no âmbito do Projeto Mais Médicos para o Brasil, aos médicos intercambistas.

A portaria determina também a expedição das carteiras de identificação de todos que atenderam os requisitos legais para as atividades do projeto previstas no projeto. O documento informa ainda o local onde o médico vai trabalhar.

De acordo com o Ministério da Saúde, o projeto é parte do esforço do governo federal, com apoio de estados e municípios, para “a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais, o programa prevê, ainda, mais investimentos para construção, reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS), além de novas vagas de graduação, e residência médica para qualificar a formação desses profissionais”.

Segundo a pasta, o Mais Médicos para o Brasil se soma a um conjunto de ações e iniciativas do governo objetivando o fortalecimento da Atenção Básica do país.

SERVIÇO

*Acesse aqui a portaria com os nomes e locais.

Desigualdades impactam diagnóstico precoce do câncer de mama no país

O Brasil deve registrar quase 60 mil novos casos de câncer de mama em 2019, e a prevenção a consequências mais graves dessa doença com o diagnóstico precoce esbarra em desigualdades regionais e de escolaridade. Ao participar, hoje (7), do lançamento da campanha Outubro Rosa, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do instituto, Liz Almeida, pediu atenção a essa disparidade e apresentou dados.

A última Pesquisa Nacional de Saúde sobre o tema, de 2013, mostra que, entre as brasileiras de 50 a 69 anos, passa de 80% o percentual das que fizeram mamografia nos últimos dois anos, se forem levadas em conta apenas as que têm nível superior. Entre as mulheres sem instrução ou com nível fundamental incompleto, esse percentual cai para cerca de 50%, e chega a menos de 30% na Região Norte.

“Em cada região precisamos dar uma atenção diferenciada a questões como grau de informação, qual é a possibilidade de acessar os exames preventivos e o tratamento. Temos que olhar de forma desigual para uma situação de desigualdade e tratar essa situação de forma desigual”, explicou a pesquisadora.

Mesmo entre as capitais há grande desigualdade na busca pela mamografia. Dados de 2018 da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que em Boa Vista, Rio Branco, Fortaleza e Macapá, menos de 70% das mulheres de 50 a 69 anos fizeram mamografia nos últimos dois anos. Já em Salvador, esse percentual chega a 86%, e também superam os 80% Curitiba, Porto Velho, Palmas, São Paulo Porto Alegre e Vitória.

“O mais importante é prestar atenção e estudar em cada região quais são os pontos mais críticos, e trazer essa população para também discutir soluções muito particulares”, disse a pesquisadora. “Não é tirar uma ideia mirabolante da carteira. É ver com a população quais são as mais prováveis soluções”, acrescentou.

Diagnóstico

Quando diagnosticado em seu estágio inicial, o câncer de mama pode ter mais de 90% de chances de cura, além de permitir tratamentos menos agressivos e maior possibilidade de preservação da mama. No ano 2000, 17,3% dos casos eram diagnosticados nos estágios iniciais, e, em 2015, o percentual subiu para 27,6%.

Apesar dos avanços, permanece um cenário desigual. Enquanto no Sul e no Sudeste diagnosticam cerca de 30% dos casos em estágio inicial, no Nordeste somente 12,7% dos casos eram descobertos precocemente. A campanha lançada hoje pelo Inca destaca que toda mulher precisa estar atenta à prevenção do câncer. A ação será veiculada em diversas mídias para reforçar a necessidade do diagnóstico precoce, e todo o material pode ser consultado no site do instituto.

Diagnosticada com câncer de mama em 2015, Valquíria dos Reis, 51 anos, participou do lançamento e destacou a importância de tentar manter a autoestima e buscar apoio em outras mulheres que enfrentam o câncer. Depois da remissão da doença, ela disse que mudou de profissão de secretária para DJ, adotou um estilo de vida mais saudável e manteve a participação nos grupos de apoio e redes de solidariedade.

“A alimentação foi a primeira coisa que eu tive que mudar. Tive que passar a descascar mais e desembalar menos”, disse, sobre o consumo de produtos industrializados. A DJ aconselhou: “Confie nos médicos. Esqueça pesquisas na internet”.

Prevenção

O Ministério da Saúde recomenda que mulheres com 50 a 69 anos realizem a mamografia de rotina, uma vez a cada dois anos. Dois terços dos casos são diagnosticados em mulheres com mais de 50 anos, e um terço em mulheres mais jovens, que também devem ficar atentas a qualquer alteração em seus corpos. É mais difícil detectar o câncer de mama em mulheres abaixo dos 40 anos por meio de mamografia, já que a densidade dos seios dificulta a precisão do exame. Diante disso, a recomendação é se familiarizar com a aparência dos seios e relatar quaisquer alterações ao médico.

Segundo o Inca, os principais sinais e sintomas da doença são caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo); saída espontânea de líquido de um dos mamilos; e pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

Homens

O câncer de mama em homens representa 1% dos casos, mas eles costumam ser mais agressivos. Segundo o Inca, em 2017, a doença matou 16,7 mil mulheres e 203 homens no Brasil. Em 2019, a estimativa do instituto é que 600 novos casos de câncer de mama sejam diagnosticados em homens.

Uma série de fatores ligados ao estilo de vida urbano e contemporâneo contribui para que a incidência da doença esteja em alta no mundo. Se exercitar de três a quatro horas por semana, evitar a obesidade e moderar o consumo de álcool estão entre os comportamentos que podem reduzir o risco.

O sedentarismo e a obesidade, somados ao maior envelhecimento populacional do país, estão entre as razões para o Rio de Janeiro ser o estado com a maior incidência e também a maior mortalidade por câncer de mama no Brasil. Segundo Liz, esses problemas de saúde são mais frequentes na população fluminense.

“O Rio de Janeiro é o campeão de inatividade física, de obesidade nas mulheres e de, nos momentos livres, ficar no computador, tablet, celular. Então, não estamos fazendo o dever de casa”.

Por ano, mais de 2 milhões de casos são descobertos no mundo, e 627 mil mulheres morrem vítimas da doença. Se os países forem divididos em cinco grupos, de acordo com a incidência de câncer de mama, o Brasil está no segundo grupo mais afetado pela doença, que é mais incidente nos países desenvolvidos. Já em relação à mortalidade, o Brasil está no segundo melhor grupo, com 13 casos de óbito para cada 100 mil mulheres, índice que é melhor que o de países desenvolvidos como a França e o Reino Unido. “Nosso sistema de saúde, apesar de todos os problemas, está salvando muitas vidas”, disse a pesquisadora do Inca.

(Agência Brasil)

Campanha de vacinação contra o sarampo começa nesta segunda-feira

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo começa hoje (7) em todos os postos de saúde do país. Dois grupos de pessoas estão no alvo da nova campanha. O primeiro grupo é formado por crianças de seis meses até menores de 5 anos, cuja a vacinação vai desta segunda-feira até 25 de outubro, com o Dia D no dia 19.

O segundo grupo, com faixa etária de 20 a 29 anos e que não estão com a caderneta de imunização em dia, a vacinação está prevista para iniciar no dia 18 de novembro. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 2,6 milhões de crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões adultos. Para isso, a pasta garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos. Ao todo, 60,2 milhões de doses da tríplice viral foram adquiridas para garantir o combate à doença nos municípios.

“Vacina é um direito da criança. Ela não consegue ir sozinha a uma unidade de saúde para se vacinar. Pais, responsáveis, avós chequem a carteira de vacinação como ato de respeito e de amor”, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Se estiver incompleta, leve a criança para tomar a segunda dose. Se a criança não tiver tomado nenhuma, ela deve tomar a primeira dose e, na sequência, a segunda”, explicou o ministro.

Para incentivar a vacinação de crianças, o ministério disponibilizará R$ 206 milhões destinados aos municípios que cumprirem duas metas estabelecidas pelo ministério. “Para receber esse recurso adicional, os gestores terão que informar mensalmente o estoque das vacinas poliomielite, tríplice viral e pentavalente e atingir 95% de cobertura vacinal contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos de idade com a primeira dose da vacina tríplice viral”.

Desde o início do ano, a pasta distribuiu 25,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para garantir a todos os estados a vacinação de rotina, as ações de interrupção da transmissão do vírus e a dose extra chamada de dose zero a todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias.

Vacinar contra o sarampo é importante para evitar complicações como cegueira e infecções generalizadas que podem levar a óbito. Por isso, o governo federal em parceria com os estados e municípios estão unindo esforços para vacinar 39,9 milhões de brasileiros, 20% da população, que hoje estão suscetíveis ao vírus do sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde. Apesar da faixa etária de 20 a 29 anos concentrar a maior parte desses brasileiros (35%), são os menores de 5 anos o grupo mais suscetível para complicações do sarampo.

(Agência Brasil)

Vacinação contra o sarampo – Novas etapas começam nesta segunda-feira no Ceará

Começam, na próxima semana, mais duas etapas da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. A primeira etapa atenderá a criançada de 6 meses a menores de 5 anos, não vacinadas ou com esquema de vacinação incompleto. Esse grupo já começa a receber a vina nesta segunda-feira, 7, e segue até 25 de outubro.

A segunda etapa de vacinação é para jovens de 20 a 29 anos e acontecerá em novembro, no período de 18 a 30, informa a Secretaria da Saúde do Ceará.

De acordo com o Ministério da Saúde, a priorização do grupo das crianças menores de cinco anos, na primeira etapa, deve-se à elevada incidência da doença nesta faixa etária, considerando os surtos registrados em 2019. As crianças menores de 5 anos de idade apresentam maior risco de desenvolver complicações, tais como cegueira, encefalite, diarreia grave, infecções no ouvido, pneumonias e óbitos pelo sarampo.

A vacina no SUS é segura e estará disponível em todos os postos de saúde dos 184 municípios. A meta desta campanha é vacinar, no mínimo, 95% das crianças ainda não vacinadas.

Casos

Neste ano, até 21 de setembro, foram notificados 152 casos da doença no Ceará. Destes, 111 descartados, cinco confirmados e 36 em investigação.

(Foto – Divulgação)

Vereador Dr. Eron quer o aproveitamento de servidores na nova gestão do Hospital N.S. da Conceição

O Hospital Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará, passará a ser administrado por uma Organização Social (OS) até o fim deste ano. Quarenta e quatro servidores, incluindo a direção do hospital, estão de aviso prévio. O vereador Dr. Eron (PP) defende o aproveitamento desses servidores, por parte da Organização Social, diante do compromisso deles com a unidade de saúde há mais de 10 anos.

O assunto foi tema de debate na noite dessa quinta-feira (3), na Comissão de Saúde da OAB-CE, que, além da situação do hospital atendimento materno infantil do Conjunto Ceará, abordou ainda os vínculos precários de trabalho que persistem no sistema público de saúde.

A audiência contou com o presidente da Comissão de Saúde da OAB-CE, o médico e advogado Ricardo Madeiro; do integrante da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Fortaleza, o médico Eron Moreira; e a coordenadora-geral da Rede MPSus, procuradora de Justiça Isabel Porto.

(Foto: Divulgação)

Saúde mental pode ganhar fundo estadual para incentivar empresas parceiras

A Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental e Combate à Depressão e ao Suicídio, grupo da Assembleia Legislativa, deu entrada em dois projetos na Casa.

O primeiro cria um fundo destinado à causa e institui um conselho estadual e o outro prevê a concessão de um selo a empresas que desenvolverem ou participarem de iniciativas e ações que contribuam para promoção da saúde mental e para inclusão social das pessoas com transtornos mentais.

“Este é um dos resultados práticos do trabalho que a frente parlamentar tem desenvolvido no Parlamento Estadual. Além de pautar o tema para quebrar tabus em torno do assunto, estamos produzindo leis para frear o avanço desse problema no Ceará”, afirma o presidente da frente, Evandro Leitão.

Quem endossa

Os projetos são assinados pelos deputados que integram a frente parlamentar: Evandro Leitão (PDT), Nezinho Farias (PDT), Elmano Freitas (PT), Patrícia Aguiar (PSD), Érika Amorim (PSD), Leonardo Pinheiro (PP), Romeu Aldigueri (PDT), Renato Roseno (Psol), Jeová Mota (PDT) e Fernando Santana (PT). As iniciativas foram tratadas em reuniões entre os membros da frente durante o Setembro Amarelo, mês em que a Assembleia realizou atividades para sensibilizar a população e estimular a produção legislativa sobre o combate à depressão e a prevenção do suicídio.

DETALHE – Em 2018, a cada 24 horas, em média quatro auxílios-doença foram concedidos no estado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em decorrência da depressão, um aumento de 38% em relação ao ano anterior. O Ceará é o primeiro no ranking do Norte e Nordeste em número de suicídios.

(Foto – ALCE)

Dr. Eron destaca política da saúde preventiva de Roberto Cláudio

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“Mais importante que tratar uma doença ou uma lesão é evitar que essas enfermidades se alastrem. Como médico, reconheço a política da saúde preventiva empregada pelo prefeito Roberto Cláudio, diante da melhoria da qualidade de vida da população. Como vereador, apoio essas iniciativas e colaboro com projetos, requerimentos e realização de audiências públicas. Como cidadão, parabenizo o prefeito e sua equipe de saúde”.

A declaração é do vereador Dr. Eron, nesta terça-feira (1º), ao destacar a nomeação de médico para uma segunda equipe do Programa Saúde da Família (PSF), no bairro Sítio São João. O parlamentar havia apontado a necessidade da segunda equipe do PSF e recebido a garantia da nomeação por parte da secretária Joana Maciel.

Ainda na Regional 6, além do Sítio São João, outras sete unidades de Atenção Primaria à Saúde (UAPS) também terão seus PSFs ampliados.

(Foto: Arquivo)

Camilo vai sancionar leis da Plataforma de Modernização da Saúde

A ordem, segundo Camilo, é modernizar e aprimorar o atendimento da saúde.

O governador Camilo Santana (PT) vai sancionar, às 9h20min desta segunda-feira, no Palácio da Abolição, as leis da Plataforma de Modernização da Saúde.. No conjunto, também a nova estrutura de organização da Secretaria da Saúde do Ceará.

Essas leis, segundo a assessoria de imprensa do Abolição,  fazem parte da Plataforma de Modernização da Saúde e tiveram suas propostas aprovadas na Assembleia Legislativa no último dia 5 de setembro.

A Plataforma de Modernização da Saúde foi lançada pelo governador Camilo Santana e o secretário da Saúde, Dr. Cabeto, em 19 de agosto deste ano, e tem investimento extra de R$ 600 milhões para sua implantação. A finalidade é facilitar o acesso da população aos serviços públicos do setor, transformando-o em um atendimento mais humanitário e eficiente.

Adequações

Uma delas dispõe sobre a integração, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), das ações e dos serviços públicos de saúde do Estado e dos 184 municípios, divididos em regiões de saúde. Há também a adequação da estrutura organizacional da Sesa, resultado do novo modelo de gestão da Saúde. O objetivo é planejar e formular as políticas públicas da Saúde.

(Foto Divulgação)

Senado acata sugestão popular e libera uso medicinal da cannabis; Eduardo Girão é contra

O senador cearense Eduardo Girão é contra a liberação.

A liberação da maconha para uso medicinal deu um pequeno, mas importante passo na última semana no Senado. Em meio a muita polêmica, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) acatou, na última quinta-feira (26), uma sugestão legislativa (SUG 6/2016) sobre uso da cannabis medicinal e do cânhamo industrial – variante da cannabis com menor concentração de tetraidrocanabinol e sem ação psicoativa relevante. A proposta vai tramitar como projeto de lei na Casa.

Uma espécie de marco regulatório para o uso medicinal dessas substâncias foi sugerido pela Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos (Reduc). O documento enviado pela entidade ao Senado detalhava, em 133 artigos, normas procedimentais e regulamentares sobre métodos de pesquisa, produção, registro, rotulagem, padronização, certificação, licenciamento, comercialização, circulação, tributação, publicidade, inspeção, controle e fiscalização da maconha medicinal e do cânhamo.

Apesar do voto favorável à sugestão, o relator, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), apresentou uma nova redação à proposta, muito mais sucinta. Segundo Vieira, o texto mais enxuto tornará mais fácil contornar problemas de inconstitucionalidade e injuridicidade da redação original, principalmente sobre competências e atribuições de órgãos do Poder Executivo, que não devem ser definidas pelo Congresso.

Com a nova redação, o projeto passa a ter apenas seis artigos que tratam dos produtos, dos processos e dos serviços relacionados à maconha medicinal e ao cânhamo industrial. Um deles submete a produção, a distribuição, o transporte e a comercialização da cannabis medicinal à vigilância sanitária, com monitoramento da cadeia produtiva e do mercado.

O texto prevê ainda que normas relacionadas ao plantio, à cultura e colheita do cânhamo industrial sejam de responsabilidade de uma autoridade agrícola do estado. Também devem ser fomentados pelo Poder Público o desenvolvimento científico e tecnológico sobre medicamentos derivados da cannabis e sobre a produção do cânhamo industrial. Segundo Vieira, a proposta não libera o plantio caseiro a famílias com pacientes de doenças nas quais está provada a ação terapêutica da cannabis.

A Mesa do Senado ainda vai numerar a proposta e definir por quais comissões o texto vai passar. Se avançar no Senado, ele terá de ser enviado à Câmara dos Deputados. Se, por um lado, a sugestão com uma proposta sobre uso medicinal avançou, outra sobre uso recreativo, apreciada há duas semanas pela comissão, foi arquivada pelos senadores.

Outro lado

Autor de um projeto de lei (PL 5.158/19) que prevê a distribuição do canabidiol (CBD) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas que não contempla outras substâncias medicinais produzidas a partir da maconha, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) defendeu que o assunto não pode ser tratado apenas com emoção, mas com responsabilidade. Girão destacou que a ciência tem demonstrado que, para algumas pessoas, a maconha medicinal causa a piora da saúde. O senador também apontou vícios de inconstitucionalidade e problemas de juridicidade para votar contra a SUG 6/2016, que, de acordo com ele, já está contemplada no ordenamento jurídico brasileiro.

Apioada por vários senadores, a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), usuária de um medicamento a base de cannabis, fez um apelo emocionado para que o senador não impedisse a votação da sugestão. Segundo ela, rejeitar a proposta seria virar as costas para as famílias que precisam da maconha medicinal e estão sofrendo. A parlamentar falou da própria situação.

“Se a gente aprovar um projeto permitindo só o canabidiol, o medicamento que eu tomo vai ser proibido. Isso vai fazer com que eu perca a minha força laboral. E, poxa, alguém aqui já me viu alucinando em algum canto do Congresso? Alguém aqui já me viu falando besteira? Alguém aqui tem algum senão quanto à minha dedicação, à minha seriedade no meu trabalho?”, questionou Mara.

(Agência Brasil)

Transplantados ganharão sessão especial do filme “Bate Coração”

Cerca de 100 pessoas, entre transplantados e doadores e seus familiares, vão assistir, com exclusividade, ao longa “Bate Coração”, que só chegará aos cinemas no dia 7 de novembro próximo.

A sessão especial ocorrerá a partir das 10 horas desta sexta-feira, no auditório da Livraria Cultura, no bairro Aldeota, e reunirá também representantes de Associações de Transplantados do Ceará. Marcará ainda o Dia Nacional de Doação de Órgãos.

DETALHE – “Bate Coração” é uma produção da cearense Estação Luz Filmes.

(Foto – Divulgação)

Justiça autoriza transfusão em paciente contrário ao procedimento por motivos religiosos

A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença de primeiro grau que autorizou que médicos façam transfusão de sangue em uma paciente contrária ao procedimento por motivos religiosos. A decisão foi por unanimidade, informa o site Consultor Jurídico.

O hospital ajuizou ação pedindo autorização para fazer a transfusão na paciente, que apresenta quadro clínico grave de hemorragia digestiva e se recusou a receber sangue por fazer parte de um grupo religioso contrário a esse tipo de procedimento. Os médicos afirmaram que a transfusão é necessária para proteger a vida da paciente.

O relator, desembargador Marrey Uint, afirmou que o direito à vida e à liberdade religiosa estão expressos na Constituição Federal, mas a vida deve prevalecer e estar acima de qualquer outro direito. “Em que pesem as referidas convicções religiosas da apelante que, não obstante lhe são asseguradas constitucionalmente, a verdade é que a vida deve prevalecer acima de qualquer liberdade de crença religiosa”, disse.

Ao manter a sentença de primeiro grau, o relator afirmou que, se há necessidade médica de fazer a transfusão de sangue, sob pena de risco de morte da paciente, “deve o profissional responsável deliberar sobre a efetiva necessidade de adotar ou não o procedimento”. O caso tramita sob segredo de Justiça.

Audiência pública alerta para prevenção ao câncer do aparelho digestivo

“Orientação e conscientização da população cearense acerca dos riscos, bem como das formas de prevenção e diagnóstico do câncer do aparelho digestivo” é o tema da audiência pública na Assembleia Legislativa do Ceará, na tarde desta quarta-feira (25), a partir das 14 horas, no Complexo de Comissões Técnicas Permanentes. O Requerimento é do deputado Walter Cavalcante (MDB).

“O câncer pode ocorrer em qualquer órgão do aparelho digestivo e é, na imensa maioria das vezes, de tratamento cirúrgico, que consiste na retirada do órgão no todo ou em parte, e na reconstrução ou substituição do órgão retirado para restabelecer a função perdida”, apontou Walter Cavalcante, que justificou a importância da audiência pública no esclarecimento à sociedade sobre sintomas, prevenção e tratamento do câncer do aparelho digestivo, além da necessidade de uma melhor qualificar dos profissionais de saúde que atuam na área.

O parlamentar lembra que alguns casos podem necessitar de tratamentos complementares com quimioterapia ou radioterapia.

“Os tumores mais comuns do aparelho digestório são os do estômago e do intestino grosso, mas podem ocorrer no fígado, pâncreas, esôfago, vesícula biliar, baço, ou seja, em qualquer órgão abdominal”, comentou.

(Foto: Arquivo)

Setembro Amarelo – Palestra orienta sobre depressão e prevenção ao suicídio

O Centro Universitário Farias Brito vai promover mais uma edição do evento Celebrar Saúde.

Nesta quinta-feira, dentro do Setembro Amarelo, reunirá, a partir das 19 horas, no Teatro Nadir Papi Saboya,  profissionais de saúde que abordarão temas como depressão e suicídio. O evento, idealizado pelo médico radiologista Dower Frota, é gratuito e objetiva aproximar as pessoas dos especialistas em clima de troca de aprendizado.

“No Estado do Ceará, do ano de 2010 a 2018, houve um crescimento de 31,8% nos casos oficiais de suicídio, fora aqueles que não foram notificados”, explica o coordenador do Vidas Preservadas, Hugo Mendonça.

“Todos os meses o Celebrar Saúde tem emocionado diversas pessoas com temas abordados, de forma clara, por médicos de diversas áreas”, explica Dower Frota. Mais de 3000 pessoas, segundo ele, já assistiram às palestras. Na lista dos palestrantes desta edição estão Joel Porfírio Pinto, Cintya Carvalho e Alexandre Câmara.

SERVIÇO

*As inscrições gratuitas e podem ser feitas pelo site: www.celebrarsaude.com.br

*Teatro Nadir Papi Saboya – Rua 8 de setembro, 1331 – Varjota.

(Foto – Divulgação)

Santa Casa de Fortaleza em clima de mutirão de cirurgias oftalmológicas

A Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza realiza, até dezembro próximo, um mutirão de cirurgias oftalmológicas (catarata, miopia, estrabismo, etc). Segundo o provedor Luiz Marques, a ordem é realizar 2.200 cirurgias.

De acordo com ele, a Prefeitura de Fortaleza, via SUS, liberou R$ 4,5 milhões para os procedimentos. Mais de 150 pessoas já foram atendidas e estão na fase de exame pré-operatório.

O mutirão ofereces exames de tonometria, fundoscopia, paquimetria e microscopia especular da córnea. Além dos exames, os pacientes recebem orientação para tratamentos em caso de diagnóstico positivo.

(Foto – Arquivo)

Prefeitura de Sobral abre seleção para profissionais da área de saúde

A Prefeitura de Sobral lançou o edital nº 11/2019 referente ao processo seletivo simplificado para contratação temporária de profissionais de nível superior para a Secretaria da Saúde. As inscrições devem ser feitas até quarta-feira, 25, e são realizadas apenas de forma presencial. São ofertadas 20 vagas, mais cadastro de reserva, para médicos e odontólogos.

Os interessados, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, devem se dirigir à Escola de Saúde Pública Visconde de Saboia,0 bairro Junco.

O candidato deve apresentar no ato da inscrição o comprovante de pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 100, ficha de inscrição com a indicação da função que deseja concorrer e respectivo código, cópias do RG e CPF, foto 3×4 e currículo.

Cronograma do processo seletivo

Até 25 de setembro – Inscrições

De 26 a 30 de setembro – Avaliação curricular

1º de outubro – Resultado preliminar

2 de outubro – Recursos

A partir de 4 de outubro – Resultado dos recursos e do resultado final do processo seletivo

SERVIÇO

*Escola de Saúde Pública Visconde de Saboia – Avenida John Sanford, 1320, Junco.

*Horário – Das 8 às 11 horas e das 14 às 17 horas.

*Confira o Edital (página 6) aqui.

Especialistas alertam para risco de pandemias globais

Estudo que aponta para o risco de pandemias globais de doenças graves como Ebola, influenza e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) será apresentado na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na terça-feira (24).

O relatório A World At Risk (Um mundo em risco) é o primeiro documento anual elaborado pelo órgão independente Global Preparedness Monitoring Board – GPMB (Conselho de Monitoramento da Preparação Global). O órgão foi lançado em maio de 2018, pelo Banco Mundial e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e é formado por 15 membros, entre líderes políticos, chefes de agências e especialistas de vários países.

Segundo o relatório, questões como conflitos prolongados, estados frágeis e migrações forçadas favorecem a rápida circulação de vírus letais em todo o mundo, bem como as mudanças climáticas, a crescente urbanização e a falta de água tratada e de saneamento básico.

De acordo com a co-presidente do GPMB, Gro Harlem Brundtland, os líderes mundiais têm respondido às emergências em saúde com ciclos de pânico e negligência.

Ações urgentes
“Está mais do que na hora de trabalhar em ações urgentes e continuadas. Isso deve incluir aumento do financiamento em níveis locais, nacionais e internacionais para evitar a propagação de surtos. Também exige que os líderes tomem medidas proativas para fortalecer os mecanismos de coordenação e de preparação entre os governos e a sociedade para responder rapidamente a uma emergência.”

Segundo o documento, se o mundo enfrentasse um surto como a pandemia de Influenza de 1918, o vírus poderia se espalhar globalmente em 36 horas e o número de vítimas fatais poderia chegar a 80 milhões de pessoas. Conhecida como Gripe Espanhola, estima-se que a pandemia de 1918 infectou 500 milhões de pessoas, um terço da população mundial na época, com 50 milhões de mortes, o equivalente a cerca de 3% da população.

O relatório alerta que uma pandemia nessas proporções na atualidade pode destruir 5% da economia global, além de colapsar muitos sistemas nacionais de saúde, atingindo as comunidades mais pobres. De acordo com o levantamento, entre 2011 e 2018 a OMS acompanhou 1.483 eventos epidêmicos em 172 países, de doenças como Ebola, Zika, SARS e febre amarela. No Brasil, foram detectadas no período epidemias de febre amarela, malária e Zika.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que os surtos mais graves de doenças como Ebola, cólera e sarampo geralmente ocorrem nos locais que possuem os sistemas de saúde mais fracos.

“Como líderes de nações, comunidades e agências internacionais, devemos assumir a responsabilidade pela preparação de emergências e prestar atenção às lições que esses surtos estão nos ensinando. Temos que tomar medidas preventivas antes que eles aconteçam.”

O texto destaca que algumas providências foram tomadas após o surto de Ebola de 2014 na África Ocidental, que infectou 28,6 mil pessoas e fez 11,3 mil vítimas fatais, principalmente em Serra Leoa, Guiné e Libéria. Segundo o relatório, o custo econômico e social da epidemia na região foi de 53 bilhões de dólares.

A OMS decretou o fim do surto em janeiro de 2016, porém, um novo foi detectado em agosto de 2018 na República Democrática do Congo e já registrou 2,6 mil casos, com 1,8 mil mortes, segundo dados da OMS.

O relatório A World At Risk diz que, em julho de 2019, 59 países desenvolveram um Plano de Ação Nacional para Segurança da Saúde, mas, até o momento, nenhum deles foi totalmente financiado.

Brasil

No Brasil, após a pandemia de influenza de 2009, o governo lançou, em 2010, a Estratégia Nacional de Vacinação Contra o Vírus da Influenza Pandêmica (H1N1). Na época, chamada de gripe suína, a pandemia de 2009 matou 18,5 mil pessoas no mundo todo. Porém, um estudo publicado pela revista médica The Lancet Infectious Diseases aponta que o número de mortes pode estar entre 151,7 mil e 575,4 mil entre os anos de 2009 e 2010.

O Brasil registrou 50.482 casos em 2009, com 2.060 mortes por influenza A/H1N1, segundo dados do Ministério da Saúde. Após o início da vacinação, em 2010 foram 973 casos da doença e 113 mortes. Em 2011, os números caíram para 181 casos e 21 mortes.

O diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan, Alexander Precioso, destaca a importância da estratégia brasileira de imunização para controlar os surtos de doenças infectocontagiosas transmitidas por vírus.

“O Instituto Butantan foi identificado como um produtor de vacinas de influenza estratégico e recebe apoio técnico e financeiro para produzir lotes de vacinas de determinadas cepas de vírus influenza que teriam o potencial de causar pandemia. Ocorreu no passado com o vírus Influenza H5N1, depois com o H1N1 e finalizamos este ano o estudo clínico de outro vírus influenza potencialmente pandêmico que é o H7N9”.

Segundo Precioso, o vírus H7N9 ainda não se disseminou de forma alarmante entre seres humanos, tendo ocorrido predominantemente entre animais. Porém, o monitoramento internacional da OMS identificou o H7N9 como tendo potencial para desenvolver um comportamento de rápida disseminação levando a uma potencial pandemia.

O diretor reitera que a vacinação é uma ação emergencial para ajudar a conter surtos, mas deve ser coordenada com outras medidas importantes para evitar uma epidemia.

“Não é só ter a capacidade de produzir vacinas, mas é ter todo um contexto de políticas de saúde que vão abordar as diversas áreas que possam contribuir para o controle de uma determinada pandemia. Exemplos: disponibilidade de ter a vacina, acesso aos serviços que podem imunizar, condições mais gerais que a população se encontra. É muito mais fácil você controlar uma pandemia em uma sociedade onde questões de saneamento e nutrição são adequados do que em regiões precárias.”

Atualmente, o Brasil tem enfrentado o aumento de casos de sarampo e de dengue, iinformou.

Recomendações

O relatório A World At Risk traz sete recomendações urgentes para os líderes mundiais se prepararem para enfrentar emergências em saúde. A primeira é se “comprometer com a prevenção, implementando integralmente o Regulamento Sanitário Internacional e aumentando o investimento em prevenção como parte integrante da segurança nacional e internacional.”

A segunda é o compromisso político de países e de organizações intergovernamentais regionais para cumprir o financiamento para prevenção e monitorar o progresso nas reuniões anuais. O relatório indica que todos os países construam “sistemas resistentes de prevenção”, com coordenadores de alto nível e prioridade para o envolvimento da comunidade.

Os países, doadores e instituições multilaterais “devem se preparar para o pior cenário de uma pandemia de vírus respiratório em rápida evolução”, promovendo pesquisas e o desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos, com compartilhamento rápido de informações. As organizações internacionais de financiamento devem integrar o tema a seus planejamentos e sistemas de incentivos, assim como os financiadores de assistência ao desenvolvimento de países mais pobres e vulneráveis.

O relatório recomenda que a ONU fortaleça a prevenção e a coordenação da resposta a epidemias internacionalmente.

(Agência Brasil)

Artigo – Setembro Amarelo e alguns equívocos

Com o título “Setembro Amarelo”, eis artigo de Antonio Mourão Cavalcante, professor universitário e antropólogo. Ele chama a atenção, pois também psiquiatra, para alguns equívocos nessa mobilização. Confira:

Claro que é louvável falar sobre saúde. Estamos em pleno Setembro Amarelo, campanha que, anualmente tenta sensibilizar a sociedade para os riscos do suicídio. Motivo ainda de mais forte pois, as estatísticas trazem números mais crescentes e evidências mais dolorosas sobre o assunto. Pela iniciativa, parabéns!

Entretanto, não é justo praticar alguns equívocos nessa mobilização. A mais grave estaria na própria insinuação, que a campanha destaca, querendo afirmar que o suicídio acontece por causa da depressão.

Isso não corresponde aos dados estatísticos mais confiáveis. Nem mesmo podemos afirmar que toda pessoa que se suicida tem, necessariamente, uma doença mental. Ou, muito menos, que a relação suicídio igual à depressão é sempre verificável. Existem outras morbidades psiquiátricas que são mesmo – estatisticamente demonstrado – mais vulneráveis ao suicídio. Por exemplo, o transtorno bipolar e alguns tipos de esquizofrenia. Doutra parte, a depressão possui muitos eixos a compreender. Hoje, parece uma tendência incontestável, afirmar que tudo é depressão. Há muito diagnóstico sendo atribuído de forma equivocada. Salvo se admitimos que depressão é moda. (E, penhorados, os laboratórios farmacêuticos, agradecem!)

O suicídio é algo bem mais complexo. Se puxarmos para o lado social, encontraremos muitas explicações igualmente consistentes: uma sociedade de competição (tem que passar no ENEM, tem que ficar no quadro de honra, tem que ser o melhor, o vencedor!) exaure as possibilidades de ser feliz. De um lado, a competição: você tem que ser um campeão! Vencedor! E, na outra ponta, o desespero de não poder juntar nada que construa uma esperança ou que alimente um sonho. Os jovens se matam, porque não podem viver… E isso, por favor, não tem muito a ver com Psiquiatria dos remédios… Isto é, não são remédios sofisticados que vão nos tirar da “fossa”.

De igual modo, os excluídos da sociedade. Atenção! Pobre se mata. E não dá manchete no jornal. Velho torna-se invisível, amofina e morre! São formas disfarçadas e dilaceradas de suicídio.

Quando o fato toma essa proporção, a explicação possível não pode ser buscada só na Psiquiatria, nem nos remédios! Torna-se um problema de sociedade. Isso não é novo. Emile Durkeïm, em 1897, escreveu um livro – O Suicídio – e já propunha esse olhar mais profundo e, por isso, mais humano.

*Antonio Mourão Cavalcante,

Professor universitário, médico e antropólogo.

Fortaleza é sede do 68º Congresso Brasileiro de Coloproctologia

Fortaleza é sede do 68º Congresso Brasileiro de Coloproctologia. Foi aberto, nesta manhã de quarta-feira, no auditório do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto do Mucuripe.

O encontro científico anual é uma realização da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e vai se estender até o próximo sábado.

Segundo a presidente do congresso, Sthela Murad Regadas, o evento conta com uma grade científica de alto nível, conjugada a uma programação social, que será de grande importância para o crescimento profissional dos especialistas, assim como dos médicos residentes e estudantes em geral. “O Congresso conta com a participação de 24 convidados internacionais, especialistas da Coloproctologia de vários países. Essa participação é importante porque é um reconhecimento do papel científico que a sociedade brasileira tem em âmbito mundial. Para nós, é um respaldo científico realizar esse evento”, diz.

Entre os temas que serão abordados estão: o câncer de colo retal, as doenças inflamatórias intestinais e as cirurgias através da laparoscopia e da robótica, atualmente já utilizadas em procedimentos na região do abdômen e do reto. “Também serão discutidas as novas ações, as novas drogas, os novos tratamentos e também as doenças do assoalho pélvico, que englobam a constipação, as doenças anorretais e a incontinência fecal, que acomete 20% da população, porém pouco falada, pois as pessoas têm vergonha de compartilhar o problema com os médicos”, adianta a presidente do SBCP.

(Foto – Divulgação)

Pesquisa mostra que limpeza em hospital não extermina bactérias

Uma pesquisa feita no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), da Universidade de São Paulo (USP), mostra que a limpeza regular das UTIs adulta e neonatal do hospital não são capazes de combater as bactérias presentes no local. O estudo foi publicado em artigo na revista especializada Frontiers in Public Health.

Segundo a pesquisa, a limpeza das UTIs resultou em uma ligeira diminuição na diversidade dos micróbios. No entanto, vários gêneros de bactérias foram resistentes à desinfecção, o que sugere que elas estão bem-adaptadas ao ambiente.

“Em geral, o procedimento de limpeza era inconsistente. Os fatores de influência potenciais da limpeza insatisfatória incluem baixa eficiência do biocida usado, bactérias bem adaptadas à limpeza diária, soluções desinfetantes e toalhetes contaminados e conformidade variável ao procedimento de higiene e limpeza das mãos”, diz o texto da conclusão da pesquisa.

A limpeza regular é um protocolo que guia a higienização dos leitos da UTI e da área em torno, feita pelos enfermeiros. A limpeza inclui colchão, bombas de infusão e respirador e tem como objetivo reduzir os micróbios no ambiente e prevenir transmissões entre os pacientes. O procedimento de limpeza seguido pela equipe do hospital é padronizado e feito de acordo com diretrizes internacionais.

“A maioria dos gêneros [de bactérias] encontrados em ambas as unidades [de UTI] está presente no microbioma humano saudável, sugerindo que os vetores mais prováveis de contaminação são funcionários e pacientes do hospital”. A pesquisa aponta telefones celulares, computadores e prontuários, “comumente usados, mas geralmente negligenciados”, como equipamentos que estão carregando os micróbios.

“É urgente o desenvolvimento de políticas robustas de vigilância microbiana para ajudar a orientar os procedimentos, melhorando o controle de infecções”, ressalta a conclusão do estudo.

Segundo a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), os resultados do estudo não permitem determinar se a quantidade de bactérias resistentes à limpeza regular é suficiente para que haja transmissão de doenças.

A pesquisa foi feita a partir de uma parceria da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do HCFMRP com pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.

(Agência Brasil)

IPM apresenta relatório de gestão na Câmara Municipal de Fortaleza

O Instituto de Previdência do Município (IPM) apresentou nesta terça-feira (17), na Comissão de Saúde e Seguridade Social da Câmara Municipal de Fortaleza, o relatório de gestão nesses últimos três anos, incluindo a situação financeira, resultados analíticos e comparativos dos exercícios contábeis e perspetivas contábeis para o exercício atual. A apresentação do histórico das ações administrativas do IPM atendeu a requerimento do vereador Dr. Eron.

“Sabemos que a saúde não é barata, exige investimentos pesados e precisamos de uma maneira de ter uma contrapartida, gestão compartilhada com os servidores, que são os principais interessados”, disse o parlamentar.

Responsável pela assistência à saúde e pela previdência do servidor municipal de Fortaleza, o Instituto completou 66 anos de existência e atualmente atende 78.160 usuários, sendo 41.497 titulares e 36.663 dependentes, e conta com mais de 500 credenciados, entre clínicas médicas, consultórios particulares, laboratórios e hospitais, reunindo mais de 50 especialidades médicas, inclusive na área odontológica.

(Foto: Divulgação)