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A persistência dos efeitos da seca

Editorial do O POVO deste domingo (3) atenta para a necessidade de se encontrar saídas contra as seca, que não sejam apenas esperar que a natureza resolva o problema da falta de água. Confira:

Dividida em três partes, a última publicada na edição de ontem, uma primorosa reportagem dos repórteres Cláudio Ribeiro (texto) e Julio Caesar (foto), “A peleja das águas”, mostrou uma nova face do Sertão. Os campos estão um pouco mais verdes e os açudes ostentam tímidas, porém esperançosas, lâminas de água, depois que a estiagem deu uma pequena trégua.

De 2012 a 2017 (seis anos) as chuvas ficaram muito abaixo da média para recarregar açudes, impossibilitando também safras comerciais e mesmo uma pequena colheita, com a qual o agricultor pudesse prover a sua família. Mesmo com a melhora, 2018 é considerado o sétimo ano de seca em muitas cidades do interior cearense, devido às graves consequências de tanto tempo de fracos períodos chuvosos.

Um dos casos relatados pelos repórteres mostra que a cidade de Pedra Branca (92 km de Fortaleza) foi obriga a adotar medidas de emergência nos três últimos anos. Uma dessas providências foi, literalmente, fechar as torneiras, que estão sem transportar água encanada desde 2015. A população viveu os três últimos anos à base de carros-pipa, e deveria voltar a ter o fornecimento nas torneiras no fim de maio. No entanto, as autoridades foram surpreendidas por outro problema: a greve dos caminhoneiros. Com tanto tempo sem funcionar, seriam necessários reparos no sistema, mas as peças ficaram parada nos bloqueios dos grevistas – e o serviço precisou ser adiado.

Em Tauá (347 km de Fortaleza) a irregularidade das chuvas fez alastrar-se, de modo incomum, uma larva que provoca um mal chamado de “papada inchada” pelo sertanejos, atingindo ovinos, caprinos e bovinos. Transmitida pelo verme Haemonchus contortus, a doença leva à morte do animal. O secretário municipal da Agricultura, Argentino Tomaz Filho, afirma que pelo menos 10% do rebanho foi dizimado pela doença.

De uma forma ou de outra, verifica-se que as consequências danosas persistem, mesmo quando encerra-se o ciclo da seca. Isso confirma a urgência de se encontrar saídas que não sejam apenas esperar que a natureza resolva o problema da falta de água.

Nordeste já conta com monitoramento piloto para as secas

A Região Nordeste conta com o Monitor de Secas para acompanhar o ciclo de estiagem e melhorar a política e a gestão dos problemas decorrentes da escassez de chuva. O objetivo do Monitor é integrar o conhecimento técnico e científico já existente em diferentes instituições estaduais e federais e estabelecer diferentes graus de severidades da estiagem, permitindo acompanhar a evolução temporal e espacial. As informações são atualizadas mensalmente. O modelo foi baseado no Monitor de Secas dos Estados Unidos, desenvolvido pelo Centro Nacional de Mitigação de Secas dos EUA (NDMC).

O modelo de acompanhamento facilita a tradução das informações em ferramentas e produtos para serem utilizados por instituições tomadoras de decisão e indivíduos, de modo a fortalecer os mecanismos de monitoramento, previsão e alerta precoce. Além disso, é uma maneira de consolidar em um mesmo lugar e com uma mesma linguagem as diferentes informações sobre seca na região, que sempre tiveram espalhadas em órgãos diferentes, usando indicadores diversos. “Não havia muita possibilidade de integração das informações e compartilhamento dos dados”, recorda Ana Paula Fiorezi, superintendente adjunta de Operações e Eventos Críticos da Agência Nacional de Águas (ANA).

Na verdade, o que o equipamento faz é sistematizar o processo com uma metodologia bastante simples: usar indicadores de secas que são consagradas em nível mundial e classificar a seca em classes de severidade. “Vai de situação sem seca ou de seca moderada até seca excepcional. Uma vez por mês são elaborados mapas que permitem uma comparação da evolução da seca na região”, explica a representante da agência.

Com o Monitor, é possível saber quais regiões estão sendo mais afetadas e conseguir traçar uma tendência de evolução dessa seca. “A resposta à seca não depende só da severidade do evento naquele determinado momento, mas de um acumulado de históricos porque uma coisa é você ter uma seca severa que persistia dois meses e outra que persistia há alguns anos”, complementa Ana Paula Fioreze.

Ela explica ainda que quando o cidadão entra nesse mapa consegue visualizar as informações não somente por estados. “Não é uma instituição só que faz isso e privilegia a participação de todas as instituições estaduais. São três estados que fazem o revezamento na autoria: Bahia, com o Inema – Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia; Pernambuco com a Apac – Agência Pernambucana de Águas e Clima e o Ceará com a Funceme – Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos”, ressalta. Eles usam dados que estão disponíveis em diferentes locais e consolidam as informações. Todos os estados participam de um processo de validação pegando os mapas e verificando com as pessoas que atuam no campo se aquilo corresponde a realidade ou não.

As informações sobre seca dificilmente são conseguidas em tempo real. A periodicidade que se consegue por enquanto é mensal. “Na verdade é um instrumento utilizado mais pelos órgãos gestores de recursos hídricos. Mas vários estados e o Ministério da Integração, também em algumas ações, usam para confirmar situação de emergência ou de calamidade e para se planejar para resposta, como por exemplo a carros-pipas ou outros socorros”, reforça a superintendente da ANA.

O sistema é um instrumento de monitoramento e não de prognóstico. Por enquanto, está centralizado no Nordeste. Desde janeiro de 2017, o equipamento passou a ser coordenado pela Agência Nacional de Águas e um dos objetivos é expandir esse monitoramento para todo o país em cinco anos.

Ana Paula Fioreze lembra que população pode acessar todos os mapas e os indicadores do Monitor, além dos resultados finais, que são sempre disponibilizados no 15º dia do mês subsequente. Há também o aplicativo, disponível para IOS e Android, onde podem ser baixados os indicadores que vêm sempre com uma narrativa do mês anterior. O endereço é: monitordesecas.ana.gov.br

(Agência Brasil)

Região dos Sertões tem pior situação hídrica no estado do Ceará

As bacias hidrográficas do Banabuiú e dos Sertões de Crateús, localizadas na Mesorregião dos Sertões Cearenses, têm a pior situação hídrica de todo o estado. Enquanto a reserva de água na Bacia do Banabuiú soma pouco mais de 2%, a dos Sertões de Crateús conta apenas com 0,24% de disponibilidade. O dado é do Portal Hidrológico do Ceará, que monitora a situação de 155 açudes do estado.

Segundo o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), João Lúcio Faria, a seca na região das bacias foi mais severa do que em outros pontos do Ceará. “Essas duas bacias enfrentam seca há oito anos, com chuvas abaixo da média histórica, o que gera impacto direto nos açudes. A maioria dos reservatórios dessas bacias está seca.”

Em 2017, o Ceará passou pelo sexto ano seguido de seca, com chuvas insuficientes para a recarga dos açudes. Ao todo, a reserva hídrica do estado é de 6,9% da capacidade total. Embora várias cidades já recebam chuvas neste mês, elas ainda não correspondem à chamada quadra invernosa, que dura de fevereiro a maio e é responsável pelo volume mais significativo de precipitações do ano.

A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos do Ceará (Funceme) ainda não divulgou o prognóstico do período para 2018.

(Agência Brasil)

Castanhão atinge volume morto

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O volume de água no Açude do Castanhão, no Ceará, responsável pelo abastecimento de água da Região Metropolitana de Fortaleza, onde vive quase metade da população do Estado, atingiu o seu volume morto, quando o nível da água fica abaixo da captação normal. O reservatório tem capacidade para acumular 6,7 bilhões de metros cúbicos de água

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Até bem pouco tempo, ajudava a abastecer a Grande Fortaleza.

De acordo com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), órgão responsável pela administração do açude, o volume morto foi alcançado no último dia 13. Nesse dia, “o Castanhão atingiu cota de 68,73, que corresponde ao volume de 228.599.505 metros cúbicos, abaixo da cota 71, que corresponde ao início de seu volume morto”, informou o Dnocs.

A redução do nível de água do Castanhão é consequência de seis anos de seca na região que fez com que diminuísse a vazão da Bacia Hidrográfica do Rio Jaguaribe. Este ciclo de estiagem atingiu também outros açudes do estado, entre eles, Orós e Banabuiú.

As águas do Castanhão abastecem também oito cidades ao longo de um trecho de 100 quilômetros do Jaguaribe, que foi perenizado pela obra do açude, além dos municípios que ficam ao longo do Eixão das Águas e do antigo Canal do Trabalhador.

Segundo dados do Ministério da Integração Nacional, o Castanhão é o maior reservatório público do país para múltiplos usos. Concluído em 2003, sua barragem fica localizada no município de Alto Santo e constitui importante reserva estratégica de água. É utilizado para irrigação, abastecimento urbano, piscicultura e regularização da vazão do Rio Jaguaribe.

(Agência Brasil)

Eunício anuncia ações do Governo Federal para abastecimento de água no Ceará

Representantes da União dos Vereadores do Ceará (UVC), que nesta semana participam na Marcha Nacional de Vereadores, em Brasília, se reuniram nessa terça-feira (25) com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB). No encontro, Eunício anunciou a abertura do programa para o cadastramento de municípios interessados em projetos de abastecimento de água, a ser executado pelo Ministério da Integração Nacional.

Apesar das chuvas este ano, o nível dos reservatórios no interior do Ceará ainda preocupa as lideranças políticas. Eunício ainda destacou projetos para a construção ou ampliação de açudes, implantação de adutoras, melhorias no sistema de abastecimento de água e perfuração de poços artesianos, diante da liberação de R$ 35 milhões para o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), por meio de emenda de bancada.

O presidente do Senado enumerou também todos os recursos liberados pelo Ministério da Integração para que o Governo do Ceará execute obras e ações de convivência com a seca. Foram cerca de R$ 104 milhões, nos últimos meses, para o Cinturão das Águas e o plano de abastecimento para Fortaleza e Região Metropolitana.

(Foto – Divulgação)

Bancada Federal do Ceará discute prioridade dos recursos destinados ao Dnocs

Deputados federais do Ceará discutiram nesta sexta-feira (17), no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), em Fortaleza, a destinação dos recursos de emenda da bancada, no valor de R$ 112 milhões, para atividades e custeio de ações de convivência com a seca, como perfuração de poços profundos e recuperação de barragens.

“Há um processo criminoso de esvaziamento do Dnocs. É chegada a hora da sua efetiva  reestruturação e hoje há condições favoráveis. Temos uma força política, há um consenso na bancada e ainda temos um cearense na presidência do Senado. Vamos nos reunir na próxima semana com o ministro da Integração, Helder Barbalho”, disse o coordenador adjunto da bancada do Ceará, deputado federal José Airton Cirilo (PT), durante a reunião que contou com a participação do diretor Geral Dnocs, Ângelo José de Negreiros Guerra.

Além de José Airton, a bancada do Ceará contou ainda com o coordenador Cabo Sabino (PR), e os deputados Chico Lopes (PCdoB), Vaidon Oliveira (PSDC), Gorete Pereira (PR),  Moses Rodrigues (PMDB), Ronaldo Martins (PRB) e Macedão (PP).

Apesar das últimas chuvas, situação em Icó é gravíssima, alerta advogado

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Uma crise hídrica regionalizada. Assim define o advogado Fabrício Moreira, leitor do Blog, sobre a situação no município de Icó, no Centro-Sul do Ceará, a 410 quilômetros de Fortaleza. Segundo o advogado, o açude Lima Campos, que até outubro de 2015 era reabastecido pelo açude Orós, se encontra praticamente seco.

De acordo ainda com Fabrício Moreira, a Comunidade Gama, que se localiza a cinco quilômetros da sede urbana de Icó, não possui água para beber.

“A preocupação é muito grande a situação é gravíssima”, lamentou.

Seca: 70% dos municípios do Ceará estão em estado de emergência

O Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em 130 dos 184 municípios do Ceará devido os efeitos da seca. O número corresponde a 70% de todo o território do estado. Este dado inclui as 25 cidades listadas nesta quinta-feira (19) no Diário Oficial da União.

O decreto de emergência cria um sistema jurídico diferenciado para ações de assistência, como atendimento com carros-pipa e montagem de adutoras de engate rápido. Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), a maior parte dos municípios cearenses em situação de emergência é atendida atualmente pela Operação Carro-Pipa executada pelo Exército Brasileiro, cujo atendimento abrange as zonas rurais. A Cedec mantém carros-pipa atendendo oito cidades. Em sete dessas, o serviço também inclui as zonas urbanas.

O Ceará passou em 2016 pelo quinto ano seguido de seca. O prognóstico de chuvas para parte da chamada quadra invernosa de 2017, período de fevereiro a maio em que são esperadas chuvas mais intensas no estado, indica probabilidade de 40% de que o volume das precipitações ficarão dentro da média histórica. O anúncio foi feito ontem (18) pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos.

A perspectiva traz certo alento, já que a quadra invernosa de 2016 teve chuvas 45% abaixo da média histórica, que é 600 milímetros (mm), e entrou para a lista dos 10 anos mais secos da história do Ceará. A possibilidade de chuvas dentro da média não desvia a atenção da situação dos reservatórios do estado, que estão com apenas 6,4% da capacidade útil. Dos 153 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos 34 chegaram a 0% da capacidade.

Além das 130 cidades reconhecidas pelo Governo Federal, 7 municípios da Região Metropolitana, incluindo a capital Fortaleza, estão em situação de emergência decretada pelo Governo do Ceará. Toda a região convive há mais de um ano com uma oferta reduzida de água e com metas de consumo para economizar. O açude Castanhão, um dos reservatórios que abastecem as 17 cidade da Região Metropolitana e o maior de usos múltiplos do Brasil acumula atualmente 5% do seu volume útil, que é 6,7 bilhões de metros cúbicos.

(Agência Brasil)

O milagre da transposição

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Em artigo no O POVO desta terça-feira (17), o diretor administrativo da Ceasa, José Maria Pimenta Lima, acredita que a transposição do São Francisco, “no máximo, irá regularizar o abastecimento de Fortaleza e a oferta de água para os projetos de irrigação do baixo Jaguaribano”. Confira:

As grandes intervenções hídricas em nosso Estado sempre vieram no bojo de grandes secas. Assim foi a construção do Cedro, do Orós, que, depois de pronto, aos quatro cantos do Estado foi propagado que nunca mais faltaria água para os cearenses. O mesmo aconteceu com a construção do Banabuiú e do Castanhão e na minha terra, Quixeramobim, as construções da barragem e do fogareiro espantaria de uma vez por todas o fantasma da sede de meus conterrâneos.

Depois de cinco anos de inverno abaixo da média, quase todos estão secos e o carro-pipa é o retrato mais cruel desta realidade. A grande pergunta do momento é se a transposição vai fazer o milagre que todas estas obras construídas ao longo dos últimos 100 anos não conseguiram fazer. Na minha visão míope de ver o futuro, acredito que a transposição, no máximo, irá regularizar o abastecimento de Fortaleza e a oferta de água para os projetos de irrigação do baixo Jaguaribano.

E o resto do Estado como fica? Sem querer ser ousado, chegou a hora de cada município ter seu plano estratégico de abastecimento de água. Para tanto, é preciso conhecimento da realidade hidrográfica, da série histórica de precipitações, dos lugares estratégicos para intervenções, ou seja, construção de açudes, adutoras, transposição, cisternas, poços profundos e desassoreamento dos reservatórios já construídos.

Só de posse destes conhecimentos, será possível se evitar a construção de obras que consumiram milhões de reais – como é o caso das duas transposições feitas em Quixeramobim, mas especificamente as transposições do açude Pirabibu para o Cedro e a do rio Quixeramobim para o riacho do Quinim, que, com um gasto de mais de R$ 30 milhões, se encontram paradas há mais de dez anos sem nunca terem feito a transposição de uma gota de água.

Indefinição de fatores no oceano Pacífico preocupa Funceme no prognóstico das chuvas

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Da Coluna Vertical, no O POVO desta segunda-feira (16):

Na quarta-feira (18), a partir das 9h30min, no Palácio da Abolição, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulgará o prognóstico para a quadra chuvosa de fevereiro/março/abril deste ano. Teremos “inverno” ou emendaremos o sexto ano seguido de seca?

Por enquanto, a Funceme está com dificuldades para cravar a previsão já que existe uma indefinição de fatores no oceano Pacífico, nosso principal guia. Nos bastidores, Eduardo Martins, presidente da Funceme, já estaria preocupado com 2018.

Uma outra combinação de variáveis meteorológicos indicaria a ocorrência do El Niño nos últimos meses de 2017. O que provocaria escassez de chuva no ano da eleição para governador.

Ainda é uma tendência e, em julho, talvez, se bata o martelo para afirmar que 2018 será atravessado por uma estiagem “braba” no Semiárido. Torçamos para que a natureza refaça as probabilidades.

Açude Pentecoste está praticamente seco

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Maior açude da bacia hidrográfica do rio Curu, o Açude Pereira de Miranda, conhecido como Açude Pentecoste, no Norte Cearense, a 89 quilômetros de Fortaleza, está praticamente seco.

Com vazão de 130 litros por segundo, o açude atualmente conta com apenas 0,13% de sua capacidade. Com 60 anos de construção, o Pentecoste é o quinto maior açude do Estado.

Diante da falta d’água, o município perdeu quase toda a produção de conqueiros, plantação que movia a economia de Pentecoste.

(Foto: Leitor do Blog)

Comitê da Seca apresenta nesta segunda-feira balanço e prognóstico para 2017

Dando continuidade às ações emergenciais e estruturantes do Plano Estadual de Convivência com a Seca, a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) promove nesta segunda-feira (19) mais uma Pauta Ordinária do Comitê da Seca, que terá os seguintes temas:

Informações de Ações que estão em curso;

– Ações Exército Brasileiro e Defesa Civil Carros Pipa;

– Apresentação diretor geral do DNOCS, engenheiro Ângelo Guerra, Ações em Curso deste Departamento;

– Apresentação do coordenador do Projeto São José III, Diagnóstico dos Sistema de – Abastecimento Implantados pelo Governo do Estado do Ceará – SIASAR (Sistema de Informação sobre Água e Saneamento Rural)

A reunião do comitê coordenada pelo secretário do Desenvolvimento Agrário Dedé Teixeira, é formado por representantes de várias entidades como Defesa Civil, Exército, SDA, Funceme, Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Cogerh (Companhia de Gestão e Recursos Hídricos), Sohidra (Superintendência de Obras Hidráulicas), Ematerce entre outros.

Perfuração de poços

Uma das importantes ações coordenadas pelo Comitê é a supervisão de perfuração de poços. Em agosto último, durante a reunião do comitê, foi apresentado o acordo fechado entre o Governo do Ceará, através da Sohidra (Superintendência de Obras Hidráulicas) e prefeituras municipais para perfuração de poços. Segundo o representante da SDA no comitê, Ademarzinho Ponte Holanda, a previsão é de que sejam perfurados 525 poços até o final do ano, totalizando 1.305 poços.

(SDA)

Temer tem agenda no Ceará na quinta-feira

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O presidente Michel Temer vem ao Ceará, na quinta-feira (8), para liberar recursos de combate aos efeitos da seca no Estado, além de assinar o programa da renegociação das dívidas dos produtores rurais que perderam suas safras com a seca.

A informação é do deputado federal Danilo Forte (PSB), que sugere que o momento é de união no combate aos efeitos da seca.

Carlos Matos : “A questão hídrica está acima dos partidos!”

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No evento Todos pela Água”, em que o governador Camilo Santana (PT), em clima de Palácio da Abolição, fez um balanço das ações que o Estado tocadas para amenizar a crise hídrica, havia alguém fora do ninho, segundo alguns convidados chegaram a comentar: o deputado estadual Carlos Matos (PSDB).

Ele, inclusive, votou nessa quinta-feira contra a reeleição de Zezinho Albuquerque (PDT) para presidente da Assembleia Legislativa.

Mas o parlamentar imediatamente lembrava, quando indagava por que se sentia surpreso com sua presença no Abolição: “Sou presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Transposição do São Francisco, que foi implantada na Assembleia.” E complementou: “A questão hídrica está acima dos partidos”.

(Foto – Paulo MOska)

Adversários políticos se unem para discutir crise hídrica no Ceará

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Os senadores Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB) se uniram nesta terça-feira (8), em Brasília, ao governador do Ceará, Camilo Santana (PT), para encontrar saídas estratégicas à grave crise hídrica no Estado.

Os dois senadores cearenses e o governador se reuniram com o presidente Michel Temer e com o ministro da Integração, Helder Barbalho, para avaliar as obras do Cinturão das Águas. A reunião foi acompanhada pelo deputado federal Danilo Forte (PSB-CE).

“Seguiremos mobilizados para encontrar soluções que revertam a situação e que minimizem os efeitos desta brutal seca junto à população, em especial o homem do campo”, comentou Eunício Oliveira, ao final do encontro.

Camilo Santana aproveitou a reunião para pedir o retorno das obras da transposição das águas do rio São Francisco.

(Foto: Divulgação)

Prefeitos cearenses de municípios em situação de calamidade pública debatem a seca em Brasília

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Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (5):

O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, confirma: haverá reunião dos prefeitos de cidades cearenses em situação de calamidade pública por causa da seca com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. O encontro, articulado pelo peemedebista, ocorrerá na próxima quinta-feira (10), em Brasília.

De acordo com Eunício, essa reunião foi marcada como forma de abrir para os prefeitos um canal de diálogo junto ao Governo Temer e será a oportunidade deles, independente de partido, também cobrarem verbas para sistemas de abastecimento d’água.

Eunício, que falou sobre o assunto, nessa sexta-feira (4), na Rádio O POVO/CBN, numa conversa com o jornalista Luiz Viana, claro que de olho em 2018, não dispensou também uma boa alfinetada no Governo do Estado: “Já que o governo estadual não cuida, eu vou cuidar!”

Seca assume contornos no Nordeste; Ceará tem a pior situação

Os cenários de seca extrema e seca excepcional cresceram no Nordeste, abrangendo partes de todos os nove estados. É o que mostra o mapa de setembro do Monitor de Secas do Nordeste do Brasil. O Ceará é um dos que apresentam maior avanço da estiagem. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), 75% do território do estado apresenta seca extrema ou seca excepcional.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o quadro se agravou de forma significativa na região. Em setembro de 2015, o Maranhão, por exemplo, possuía áreas de seca grave, moderada e fraca. O mapa de setembro deste ano mostra grande parte do território do estado com seca extrema.

“O avanço da intensidade de seca mais severa tem atingido até regiões litorâneas que, geralmente, são mais beneficiadas com chuvas. Por exemplo, o litoral do leste do Nordeste, desde o Rio Grande do Norte até parte da Bahia”, cita o meteorologista da Funceme, Raul Fritz.

No Ceará, o mapa do Monitor mostra a expansão da seca extrema em direção ao norte e o aumento da área com seca excepcional no Centro Sul. Os contornos de seca extrema em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza também ficam evidentes em setembro. Até agosto, a área apresentava seca grave.

“Essa situação já era esperada porque, de agosto para setembro, a ocorrência de chuvas é insignificante e o segundo semestre é considerado seco. Geralmente, tem um chuvisco ao longo do litoral. Sem chuva, a condição de seca tende a se agravar. As condições já vinham secas e pioraram ainda mais”, explica Fritz.

(Agência Brasil)

Nordeste perdeu 50% da sua produção em cinco anos de seca

Na data em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação, neste sábado (16), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) destaca que, com as mudanças climáticas, o desafio de alimentar uma crescente população mundial aumenta. Segundo o representante da entidade no Brasil, Alan Bojanic, a seca fez com que o Nordeste do Brasil perdesse 50% de sua produção nos últimos cinco anos, se comparado com os cinco anteriores.

Com o tema “O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também devem mudar” como destaque da data em 2016, a FAO estima que o número mundial de habitantes vai superar os 9 bilhões em 2050. Segundo o órgão internacional, a produção mundial de alimentos precisaria aumentar em 60% para assegurar o equilíbrio da segurança alimentar.

“Precisamos ver resposta para esse problema. Precisamos de uma agricultura mais adaptativa, diferente, que seja sustentável, ambientalmente amigável e essa agricultura precisa de muita pesquisa. Precisamos de mais variedades de alimentos que aguentem as variações de precipitação, de calor, de frio, problemas de enchente. Uma agricultura adaptativa a essas mudanças climáticas”, ressalta Bojanic.

Segundo a FAO, cultivar alimentos de forma sustentável significa adotar práticas que produzam mais com menos insumos na mesma área e usem recursos naturais com sabedoria. Significa, também, reduzir o desperdício, com melhor colheita, armazenagem, embalagem, transporte, infraestrutura e comércio.

(Agência Brasil)

José Airton diz que renegociação das dívidas rurais alivia o sofrimento com a seca

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Para o coordenador da Bancada do Ceará na Câmara Federal, deputado José Aírton Cirilo (PT), a renegociação das dívidas no setor rural alivia o sofrimento do agricultor, que este ano enfrenta o quinto período de seca.

“Conseguimos aliviar a grave situação do endividamento agrícola, graças a luta que travamos para a aprovação da Lei nº 13.340, publicada no último dia 28 de setembro, após o governo da presidente Dilma ter anteriormente baixado medida provisória para a renegociação das dívidas rurais”, comentou o deputado cearense, após participar da reunião da Bancada  do Nordeste que tratou da regulamentação da Lei.

O encontro, promovido pelo coordenador da Bancada do Nordeste, deputado federal Júlio Cesar (PSD-PI), teve como objetivo pressionar o Ministério da Fazenda para que haja celeridade na regulamentação. “Sem a regulamentação, não será possível a suspensão das cobranças aos agricultores”, observou José Airton.

A reunião teve a participação do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, além de representantes dos ministérios da Fazenda e da Agricultura e de dirigentes de Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Banco do Nordeste (BNB) e Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), entre outros órgãos.

José Airton defendeu ainda o fortalecimento e a revitalização de órgãos regionais como o Dnocs e a Sudene. “São órgãos estratégicos e que estão em uma situação de profundo isolamento, esvaziamento”, lamentou.