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Para internautas, Cid Gomes foi passear em Israel

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Apesar de estar em Israel para conhecer ações de convivência com a seca, após aceitar convite do governo israelense, o governador Cid Gomes não foi feliz em suas postagens no Facebook neste domingo (20). O Blog avaliou os primeiros 117 comentários dos internautas, após a primeira postagem. Somente um a cada quatro internautas entenderam a viagem do governador, enquanto a maioria aproveitou para cobrar ações na segurança pública e criticar o que acredita ser uma viagem de passeio.

Para esquentar as opiniões contrárias, Cid Gomes ainda postou uma foto de pratos árabes, o que acarretou em mais de 200 comentários em menos de duas horas. A segunda postagem do governador não foi avaliada em números pelo Blog.

Confira os dados da primeira postagem de Cid Gomes:

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Cid Gomes já está a caminho de Israel

O governador Cid Gomes já está caminho de Israel, no Oriente Médio (oeste da Ásia), onde terá reuniões com o ministro da Economia e de Assuntos Internacionais, além de assinar memorando de intenção para a instalação de uma fazenda modelo no Ceará (Quixeramobim), discutir a criação de vacinas e visitar centros de tratamento de saúde e usinas de dessalinização. O governador atendeu convite do governo israelense, feito em agosto último.

Após conhecer projetos em Israel, o governador do Ceará seguirá na sexta-feira (25) para a Itália, onde se reunirá com a empresa fornecedora de trens para o metrô de Fortaleza. O convite foi feito pela estatal Ansaldo Breda.

O retorno de Cid Gomes ao Brasil está previsto para o próximo sábado (27). O vice-governador Domingos Filho já assumiu o Governo do Ceará, quando em seu primeiro ato entregou a adutora emergencial em Quiterianópolis.

Cerca de 3 mil pessoas são esperadas no PMDB Itinerante

Comunidades do Centro-Sul do Estado, da região do Cariri, dos Inhamuns, do Vale do Salgado e do Sertão Central estarão reunidas na manhã deste sábado (19), no município de Iguatu, a 380 quilômetros de Fortaleza, para participar do PMDB Itinerante. O evento debaterá com a população os principais problemas da região, principalmente relacionados à seca e ao desenvolvimento socioeconômico do Ceará. De acordo com a organização do PMDB Itinerante, cerca de três mil pessoas deverão participar dos debates.

Segundo o senador Eunício Oliveira, que durante o evento dará posse a Agenor Neto na vice-presidência do PMDB Estadual, o PMDB Intinerante é aberto também a pessoas não filiadas ao partido.

Seca: ameaça de prolongamento exige mais planejamento

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A revelação de que 84 (58,3%) dos 144 açudes monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh) no Ceará estão com volume de água inferior a 30% e, dentre esses, 25 estão com abastecimento abaixo de 10% de sua capacidade impacta os cearenses. O quadro reforça a advertência da 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais (Conclima) de que a seca no semiárido brasileiro pode prolongar-se por tempo indefinido. O alerta não deve ser recebido com pânico, mas como uma sacudidela nos responsáveis pelo planejamento estratégico – e em toda a sociedade – para tomarem iniciativas criativas e imediatas.

Como bem expressou o Primeiro Relatório de Avaliação Nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), o fenômeno está inserido na mudança climática global que deverá se acentuar a partir da metade e até o fim do século 21, agravando a escassez de água, afetando, além da Caatinga, os biomas do Cerrado e da Amazônia.

Segundo os técnicos, é preciso antecipar para já as ações de adaptação e mitigação que antes estavam previstas para um prazo mais longo. Concluir as obras da Transposição do São Francisco o mais breve possível faz também parte dessas providências. Outra é ampliar a oferta de água por meio de uma ampla rede de poços artesianos com vistas a abranger as áreas não beneficiadas diretamente pela transposição e pelos carros-pipa e dar maior racionalidade e eficiência à gestão dos recursos hídricos. Simultaneamente, ampliar a rede de cisternas de placas para o consumo interno das famílias, além da construção de adutoras para as cidades, bem como garantir maior interconexão entre os reservatórios (açudes).

Na verdade, será preciso repensar os tipos de atividades econômicas mais indicadas para a região, diante da evidência de que a agricultura é mais vulnerável e menos sustentável, nessas condições. Isso significa diversificar as atividades produtivas na região. Aí entram as políticas de geração de energia mais sustentáveis, como a solar e a eólica, e o fomento de atividades como o artesanato e o turismo. Sem esquecer a realocação de água entre os setores econômicos que utilizam o recurso e a seleção de culturas agrícolas mais resistentes à escassez de água. É hora de mais ação.

(Editorial / O POVO)

Raimundo Gomes repercute na Câmara matéria do O POVO sobre estiagem

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O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, fez pronunciamento nesta quinta-feira. Ele repercutiu matéria do O POVO, edição do último dia 03, e que diz respeito a promessas não cumpridas com relação à seca. Confira:

“A presidente Dilma Rousseff esteve na Sudene dia 2 de abril passado anunciando 5 eixos das ações de combate à seca. Foi uma festa. Mas o que se vê é o descaso para com o povo nordestino. É triste. Nesses cinco eixos anunciados, praticamente nada foi feito. Um deles foi a reestruturação do Dnocs. Ainda hoje não chegou aqui (Congresso Nacional) a Medida Provisória para nós revitalizarmos o Dnocs que era o carro chefe dos recursos hídricos para o Nordeste”, criticou o deputado.

Raimundo Matos citou também matéria do jornal Agrovalor denunciando a corrupção que está ocorrendo com ONG – Organização Não Governamental que está assentando cisternas de polietileno no Ceará.

“O mais alarmante é o calote que o Governo está dando no pequeno agricultor. No Ceará (dia 12 de junho passado) chegou um navio cheio de milho. Foi uma festa. Só faltou contratarem a cantora Ivete Sangalo para animar. Disseram que não iria mais morrer nenhum animal por falta de segurança alimentar. 4.744 agricultores pagaram pelo milho há 3 meses e o calote está dado. Engraçado é que ninguém diz nada, o ministro esteve no Ceará e disse que o problema é de logística e quando a safra de soja for entregue no Centro Oeste haverá caminhões para transportar o milho”, disse Raimundo.

Segundo o deputado, é triste ouvir as reclamações dos pequenos agricultores dizendo que o governo recebeu o dinheiro do milho, quase R$ 10 milhões, e não entregou o produto. “Se fosse um comércio comum o Governo já estaria no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). A presidente Dilma precisa ir para o SPC. Porque anuncia ações e não entrega”, disse.

E continuou o parlamentar: “Deveria a presidente Dilma não ter feito o anúncio dos 5 eixos no dia 2 de abril mas no dia 1º de abril, o Dia da Mentira. A data seria mais apropriada. Está aqui no jornal o Povo, no caderno de Economia, registrando a insatisfação dos sindicatos. Os animais morrendo por falta de um compromisso do Governo para com o povo Nordestino que não pode viver só do Bolsa Família”.

“A bancada parlamentar do Nordeste precisa reagir para que não passemos mais uma crise como essa. Vejam a qualidade da água que está sendo entregue pelos carros-pipa. O governo está entregando água de má qualidade à população nordestina. Em Alagoas mais de 70 crianças já morreram por causa da água contaminada. Isso não pode ficar acontecendo”.

(Foto – Paulo MOska)

CDR vota ampliação de limite para perdão de dívida no Nordeste

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) examina na quarta-feira (28) projeto de lei que amplia o alcance da Lei 12.249/2010 – que trata da remissão e renegociação de dívidas dos agricultores do Nordeste – e aumenta o prazo para acesso ao benefício (PLS 622/2011).

A proposição determina que agricultores com dívidas de até R$ 30 mil poderão tê-las anistiadas – atualmente o limite é de R$ 10 mil. Já os agricultores com dívidas de até R$ 200 mil poderão obter mais descontos para efetuar a liquidação do saldo devedor.

Autora da proposta, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) considera o atual limite para enquadramento baixo, excluindo muitos produtores da possibilidade de renegociação e extinção das dívidas oferecida pelo governo.

O senador Benedito de Lira (PP-AL), relator da matéria na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e na CDR, determina que os agricultores nordestinos terão até dezembro de 2014, e não mais até dezembro de 2012, para solicitar os benefícios previstos na lei.

Benedito de Lira explica que a Lei 12.249/2010 foi resultante de uma medida provisória (MP 472/2009) e ressalva que os artigos que trataram das renegociações das dívidas em questão não foram adequadamente discutidos pelo Poder Legislativo naquela oportunidade. Em sua opinião, o PLS 622/2011 corrige o enquadramento dos mutuários que necessitam urgentemente renegociar suas dívidas.

O relator prevê que a medida “permitirá a reinserção de médios produtores no mercado de crédito rural, a redução do grau de endividamento do setor, a adequação do montante da dívida rural à capacidade de pagamento do produtor e a efetiva quitação de suas obrigações financeiras”.

(Agência Senado)

Estiagem afeta saúde no Interior

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Foi com um litro d’água, três punhados de açúcar e três pitadas de sal que dona Elza Vieira da Silva, 75, livrou a família do mal-estar no início do ano. Os Vieira tiveram dor de barriga, diarreia, febre. Não teve filho, neto ou sobrinho livre do problema. O soro caseiro e os chás preparados com esmero pela antiga agente de saúde da comunidade de São Gonçalo, em Choró (Sertão Central), foram a salvação.

No fim do ano passado, uma criança menor de um ano morreu por causa da diarreia em São Gonçalo. A família deixou a região. A causa dos problemas de saúde, defende a matriarca, é a quentura destes tempos sem chuva. “É esta seca verde”. Como seca não vê limites e já deixou 178 dos 184 municípios cearenses em situação de emergência, doenças relacionadas à estiagem são comuns.

Segundo nota da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), a estiagem é “relevante” na ocorrência de doenças diarreicas agudas (DDAs). No Ceará, até junho, foram confirmados 168.299 casos. Não há informação de óbitos, mas 14 municípios somaram 77 surtos. Ressalva-se que esses são os casos que chegaram à rede de assistência e foram oficialmente notificados. Porque muitos (como os Vieira) tratam a diarreia com medidas caseiras. Em todo 2012, tinham sido 115.014 confirmações de DDA no Ceará.

O documento da Sesa indica ainda que o quadro atual “contraria” a situação dos últimos 13 anos, quando o problema aparecia no período de chuva. Choró, na Região dos Inhamuns, teve surtos porque muitas famílias consumiram água sem qualquer tratamento, indica a coordenadora de vigilância epidemiológica da cidade, Juliana Nunes. Quando choveu, muitos consumiram a primeira água a entrar na cisterna – o que não é indicado, já que, com ela, vem a sujeira acumulada no telhado da casa. A situação repercutiu no hospital da cidade. Em uma semana, chegaram a ser registrados 75 casos de DDA. Foram 11 surtos no município.

Alguns cacimbões da comunidade de São Gonçalo ainda têm água, mas o nível baixo preocupa o filho de dona Elza, o agricultor Mauro Vieira, 54. “A água ta fazendo medo a gente. Se secar, da onde vai tirar?”. Apesar de escura e habitada por sapos, é do cacimbão que muitos moradores tiram a água de beber. “Tira e só faz coar”.

Coar também é o único cuidado que a agricultora Maria Isabel Moreira, 41, tem com a água que ela e os 12 filhos bebem. É tirar a água do rio Curu, que passa bem perto da comunidade Pantanal, em São Luís do Curu (Litoral Oeste), colocar um pano cobrindo a boca do pote e despejar a água. Com o pano, crê Maria Isabel, filtram-se “os micróbios” e pode-se beber. O pano, para ela, “tira” o que é deixado no rio pelas lavagens (de roupa a bicho).

“Minha filha de 6 anos é doente do rio, por causa dessa água”, reconhece Maria Isabel. Genice, ela comenta, tem 6 anos e 15 quilos – peso de crianças de cerca de dois anos. Mas destinar R$ 3,50 para comprar água mineral, como fazem alguns vizinhos, é impensável para a agricultora. E botar cloro na água do pote não é hábito por ali. “O gosto fica ruim”, cita a mãe.

A água que seria ideal para a artesã Francisca Pereira da Silva, 53, é a da chuva. Mas neste ano ela foi escassa no distrito de Holanda, em Tamboril. Com a “quentura” e a “trocação de água” (“bebe água da chuva num dia e em seguida outra água”, explica dona Francisca), deu dor de barriga em todos os moradores. “Foi uma epidemia”, define a agricultora Francisca Azevedo, 25. O sonho da Francisca artesã é, um dia, não depender mais de cacimbão ou pipa e garantir água boa. Seria o fim de micoses, dores de barriga, doenças. “Se tivesse… Como a gente queria!”, sorri.

(O POVO)

Agravamento da seca: seres humanos "não descartáveis"

Os cearenses acabam de se deparar com o levantamento realizado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) segundo o qual mais da metade (51,3%) dos açudes públicos do Ceará está com volume de água inferior a 30%. A constatação chega no momento em que o Estado está prestes a iniciar o período normal e mais agudo de escassez de chuvas.

Foi levada em conta para o cálculo a situação dos 144 açudes construídos pelos governos Estadual e Federal e monitorados diariamente pela Cogerh e pelo Dnocs. Pela checagem realizada, as bacias hidrográficas do Banabuiú e do Alto Jaguaribe são as mais afetadas. O déficit fica visível quando se compara o período de maior pluviosidade com o ocorrido no ano passado: a redução das precipitações foi de 36%.

O fato de Fortaleza não correr o risco de ter o abastecimento afetado, graças ao fornecimento de água pelo Castanhão (embora este esteja apenas com metade do armazenamento, cuja capacidade total é de três bilhões de metros cúbicos), não deveria produzir a tranquilidade que se observa na maioria dos representantes do povo cearense. A perspectiva é aterradora para as populações das áreas menos providas de recursos hídricos, que já vivem uma situação de quase desespero, muito antes do ingresso nos meses mais cáusticos, que vêm pela frente.

Diante disso, urge a mobilização de providências logísticas para enfrentar a quadra dificílima que se aproxima. Antes que cidades inteiras fiquem totalmente desprovidas de abastecimento – como já se prenuncia claramente – a palavra de ordem deveria ser a convocação de todos os recursos possíveis para tornar essa travessia o menos trágica possível.

A construção de adutoras (além de poços artesianos), por exemplo, para alguns desses centros urbanos que têm possibilidade de ter acesso a esse tipo de equipamento, torna-se imperativa, visto que a demanda de água não conseguirá ser realizada de forma mínima por meio de carros-pipa. Ou seja: esta deveria ser a prioridade das prioridades do governo do Estado, neste momento, pois se trata da vida de seres humanos “não descartáveis”, como diria o papa Francisco.

(O POVO / Editorial)

Eudes diz que Cid é omisso no combate à seca e na questão da segurança pública

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O deputado federal Eudes Xavier (PT) classificou, nesta terça-feira, o governador Cid Gomes (PSB) de “omisso” em dois setores: no apoio aos agricultores atingidos pela seca e na questão da segurança, que se agravou e que já está registrando padre assassinado.

Ele lamentou que Cid tenha se ausentado do Estado recentemente em viagem ao Exterior (Itália), quando poderia ter dedicado esse período para verificar uma série de problemas como a elevação dos índices de violência em Fortaleza.

“A população pede, urgentemente, segurança pública no Estado do Ceará”, acentuou Eudes Xavier, lamentando tantos investimentos em obras como ponte estaiada. O parlamentar deu essas declarações antes de seguir para Brasília, onde retoma atividades legislativas.

Rejeitada retirada de pauta da MP da Seca

O Plenário rejeitou na tarde desta quarta-feira (10), em votação simbólica, o requerimento do Psol que pedia a retirada de pauta da Medida Provisória (MP) 610/13, que institui ações emergenciais para socorrer municípios atingidos pela seca no Nordeste.

Antes também foi rejeitado requerimento do Psol que pedia a votação da retirada de pauta pelo processo nominal.

O Plenário analisa nesse momento o projeto de lei de conversão proposto pelo relator da MP 610/13, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

(Agência Câmara Notícias)

Seca e aplicação de recursos: burocracia atrapalha?

Parecer do Ministério Público de Contas do Ceará (MPC) com a conclusão de que o Governo do Estado gastou apenas 23% do previsto para combate aos efeitos da estiagem faz aumentar o desconforto dos cearenses com a seca. Apesar de servir apenas de subsídio para o juízo do pleno do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE) e de ter parte de sua avaliação contestada por órgãos específicos do governo estadual, no mínimo o documento suscita um olhar mais atencioso para o problema.

É claro que a movimentação de grandes volumes financeiros públicos difere daquela existente quando se trata de recursos privados. O dinheiro público tem que passar por uma série de mecanismos de controle para reduzir ao máximo as possibilidades de desvios ou mau uso. É certo, contudo, que em situações-limite, como a de um cataclismo, qualquer demora no socorro pode causar efeitos irreparáveis. Daí, a necessidade de já se ter à mão, nessas contingências, esquemas alternativos mais simplificados de controle, o que não deve significar abrir mão de uma rigorosa verificação a posteriori. O importante é que os recursos financeiros, técnicos e materiais cheguem o mais pronto possível aonde deles se necessita com urgência. A advertência aplica-se a todas as instâncias de governo (federal, estadual e municipal).

No caso do Estado do Ceará, o parecer do MPC mostra que, em 2012, o Governo do Estado gastou tão-somente 23% do previsto para combate aos efeitos da estiagem. Ou seja, dos R$ 874,9 milhões previstos no Orçamento, teriam sido executados R$ 199,9 milhões, configurando-se o menor índice de execução orçamentária verificado pelos técnicos do Tribunal de Contas do Ceará (TCE). Um dos itens mais destacados foi o da construção de cisternas de placa que teria atingido apenas 36,09% da meta.

A Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) acha que a leitura feita pelo relatório é equivocada. De qualquer forma, o documento suscita a oportunidade de se discutir o que está falhando no planejamento e na execução dos programas pretendidos pelo governo federal em relação à seca, para que sejam corrigidos. Isso é o mais importante.

(O POVO / Editorial)

Ministra Ideli Salvati cumprirá agenda no Ceará

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A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati, cumprirá agenda em Fortaleza na próxima sexta, às 10 horas. Atendendo a um convite do governador Cid Gomes (PSB), ela participará de reunião com os prefeitos, no Centro de Eventos, ocasião em que vai expor as ações do governo federal não somente no que diz respeito ao combate à seca, mas providências outras do interesse de gestores municipais em clima de pindaíba também por causa da queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios.

Ideli deverá mais ouvir do que falar, segundo a assessoria do Palácio da Abolição. Se depender da tal resolutividade em matéria de combate à seca, as orelhas de dona Ideli vão sair mais quentes do que as absurdas queimadas feitas no Interior como preparo ao plantio.

(Coluna Vertical, do O POVO)

Plenário deve votar criação de municípios e combate à seca

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O Plenário da Câmara deve votar nessa semana novas regras para a criação, o desmembramento e a fusão de municípios (PLP 416/08). O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, prometeu colocar em votação o texto em sessão extraordinária de terça-feira (21), antes de qualquer outra proposição.

Como regulamenta a Constituição, um projeto de lei complementar precisa ser aprovado por mais da metade dos deputados, 257 votos. Há emendas para modificar a proposta, e a votação pode não ser tranquila, apesar de a urgência da proposta ter sido aprovada por 399 deputados.

O PLP 416/08 também confirma a validade de 57 cidades criadas de 1996 até 2007, e atende a uma recomendação do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o texto da Constituição seja regulamentado. A criação de municípios foi questionada no STF e não tem sido feita desde 2000.

O texto exige estudo de viabilidade do município que se pretende criar, e submete sua criação à aprovação da população por meio de plebiscito, e à obediência de requisitos objetivos, como população e arrecadação mínimas.

Seca

Uma das propostas que poderá ser votada pelos deputados é o Projeto de Lei 2447/07, do Senado, que institui a Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. O projeto foi recomendado na comissão geral que debateu a seca no semiárido nordestino, e tem prioridade.

(Agência Câmara de Notícias)

Seca: detectado abastecimento com água contaminada

Relatório publicado pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) adverte que a água levada por carros-pipa às populações atingidas pela seca está contaminada. Diante disso, torna-se imperativa a intervenção do poder público para proteger a saúde dessas pessoas.

De acordo com o documento, “a Operação Carro Pipa não atende, de modo geral, os mecanismos efetivos para controle de qualidade da água ofertada à população”. Quais as consequências dessa contaminação? Gerar um efeito ainda mais grave do que a seca: o aumento da mortalidade infantil por doenças como a diarreia.

O alerta da Sesa merece ser aplaudido, pois significa que o órgão tem noção de suas responsabilidades e não pretende maquiar a realidade. A partir daí, impõe-se um controle mais rigoroso do processo de abastecimento e a tomada de medidas preventivas para impedir que as providências de socorro às vítimas da estiagem ampliem o desastre climático. Uma delas, de imediato, é a seleção mais criteriosa dos reservatórios de onde é retirado o líquido. Sabe-se que há displicência quanto a isso. É preciso verificar a razão dessa atitude e quais os interesses implicados nela. Seria importante que a própria comunidade participasse da fiscalização desses mecanismos de controle.

Dos 152 municípios que utilizam carro-pipa no Estado, apenas 28 contratam veículos cadastrados no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), órgão responsável por monitorar a qualidade da água para o uso humano, de acordo com o relatório. A investigação abrangeu 381 amostras de água colhidas para análise microbiológica nesses 28 municípios. O resultado detectou que, em 18% do total de 70 amostras, houve a identificação da bactéria Escherichia coli, responsável pela contaminação fecal na água que está sendo transportada pelos carros-pipa, além da presença do parasita Giárdia, que provoca infecções intestinais.

O Núcleo de Vigilância Ambiental da Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde, órgão vinculado à Sesa, constatou que está sendo destinada a consumo humano água de reservatórios superficiais, só adequada para o uso da indústria ou da pesca, mas jamais para consumo humano (a não ser que recebesse tratamento prévio). Eis uma questão que tem de ser resolvida com urgência.

(O POVO / Editorial)

Duas crises que desafiam Cid

Da coluna Política, no O POVO desta quarta-feira (15), pelo jornalista Érico Firmo:

Duas fraquezas hoje corroem a administração Cid Gomes (PSB) e, se não receberem respostas adequadas, comprometerão a avaliação dos oito anos do mandato que tem a ambição de demarcar seu lugar na história. São elas a criminalidade e a seca. O governo, justiça se faça, não está alheio aos problemas. Tampouco peca por omissão. Mas, resultado que é bom… O fato de muito dinheiro ter sido gasto sem efeito prático satisfatório só torna a situação pior. Os dois casos são espantosos.

A segurança já era prioridade do governador na campanha de 2006. Após eleito, buscou saídas criativas para o comando do setor, não economizou gastos – não é de todo exagero dizer mesmo que foi perdulário com o dinheiro alheio. Passados quatro anos, fez opção radicalmente oposta, em raro caso de troca relevante de secretário. E, a cada intervenção, a impressão que deixou foi de que mais se agravou o cenário.

A seca é de outra natureza – assim como deve ser a reação a ela. O fenômeno climático está configurado desde o ano passado. A rede de proteção federal e estadual evitou que as pessoas morressem de fome e sede, mas não amenizou a falência econômica que se abateu sobre o Interior. Não se foi além de arremedo emergencial à espera que chova o mais cedo possível. Até a presidente Dilma Rousseff (PT) visitou ao Ceará, há mais de mês, e deu ao Estado além do que foi pedido, conforme o governador. E, tal qual na segurança, o cenário se agrava a cada 15 minutos.

Enquanto isso, os dóceis deputados estaduais protagonizam espetáculo repetitivo de cobranças ao Governo Federal – justas, vale dizer – mas fazem de conta de que a administração estadual nada tem com isso. Jogam para as plateias interioranas que padecem com a falta de água sem se indispor com o governante que está mais próximo.

Não tem faltado dinheiro nem ação: a escassez tem sido de capacidade. Se não resolver esses dois desafios que se colocam de forma imediata, Cid pode até fazer o sucessor – o mais provável, aliás, é que o faça, em qualquer circunstância. Mas encerrará o mandato de forma melancólica.

Deputados podem votar Política Nacional de Combate à Seca

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O debate sobre a seca no semiárido nordestino é o destaque do Plenário na próxima quarta-feira (8). Durante as votações da semana, uma das propostas em pauta é o Projeto de Lei 2447/07, do Senado, que institui a Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.

A matéria depende da aprovação de um requerimento de urgência. O texto conta com um substitutivo da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de autoria do deputado Penna (PV-SP), no qual são especificados os objetivos, os princípios e as atribuições da política nacional contra a seca.

O projeto também cria a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), no âmbito do Ministério do Meio Ambiente, com natureza deliberativa e consultiva.

(Agência Câmara de Notícias)

Pimentel é contra a transferência do DNOCS para Brasília

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O líder do governo no Congresso Nacional, senador José Pimentel (PT), afirmou nessa segunda-feira (8) que é contra a transferência da sede do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) de Fortaleza para Brasília. Em pronunciamento no plenário do Senado sobre a seca e as medidas adotadas pelo governo, Pimentel disse que não permitirá a retirada do órgão do semiárido nordestino. “Não irei permitir, enquanto for político, que alguns tecnocratas, que em 1999 extinguiram o DNOCS, agora queiram tirá-lo do Nordeste”, disse.

O senador disse confiar na sensibilidade da Presidenta da República, Dilma Rousseff, para que a proposta não prospere. Depois do discurso, Pimentel informou que sua posição contrária já foi manifestada diretamente ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. O ministro respondeu que ainda não tem posição definida sobre a proposta, originada na área técnica.

De pacote em pacote o sertanejo começa a desacreditar

Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (31), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

A presidente Dilma Rousseff está anunciando para os próximos dias mais um pacotão de medidas em apoio aos agricultores da região Nordeste, que estão sendo castigados pela estiagem. O anúncio, em forma de grande evento, deverá contar com a presença de vários governadores, ministros e, como de praxe, com muita mídia. No pacote, principalmente, a garantia de verba para a compra de água e ração animal e distribuição de milho nos estados, com o objetivo de garantir alimentação do rebanho da região. A iniciativa do Governo Federal surge após a intensificação das queixas de prefeitos e de setores atingidos diretamente pelo problema, em muitas cidades que já enfrentam até mesmo a falta de água nas sedes municipais.

O pacote a ser anunciado, porém, não será o primeiro desde o ano passado, quando a região começou a enfrentar uma seca braba. Do que foi anunciado até então, porém, quase nada se concretizou, haja vista a condição de dificuldade enfrentada pelo sertanejo nos últimos meses. Há duas semanas, por exemplo, o próprio líder do PT e vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães, veio a público criticar o foco de atuação do governo. O parlamentar cearense não poupou a burocracia que dificulta a chegada dos recursos na ponta, afirmando ainda ser hora de acabar com o discurso e partir para a ação. O interessante é que a grita de Guimarães, que tem bases políticas entre as regiões mais sofridas do Ceará, só apareceu depois dele ter visto pessoalmente o quadro de dificuldade pelo qual estão passando determinados municípios, durante visita recente ao Interior do Estado.

Ora, o Nordeste está há mais de um ano sendo castigado pela seca e as informações sobre o colapso de água e a mortandade de animais têm sido veiculadas com insistência. Se, mesmo assim, só agora o deputado cearense foi se convencer da dura realidade, imagine como não deve ser a visão de gestores do Governo Federal, que nem conhecem direito a região. Infelizmente, o que transparece, até agora, é que o governo Dilma não tem conseguido, seja por negligência ou desconhecimento, lidar com a questão na medida necessária. O próprio Guimarães reconhece que, até o momento, o Governo Federal tem sido ineficiente nas ações relativas à estiagem. O grave é que o anúncio de pacotes já se tornou tão comum, que o homem sofrido do campo começa a perder a crença nesses anúncios.

Dilma recebe petistas, antes de tratar de seca m Fortaleza

Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (30):

A presidente Dilma Rousseff desembarcará nesta segunda-feira (1º) à noite, em Fortaleza, e ficará hospedada no Gran Marquise Hotel. Ali, deve receber a visita de petistas locais. Antes da agenda sobre seca com governadores.

Na comitiva da presidente Dilma estarão alguns ministros. Entre eles, Fernando Bezerra (Integração), Tereza Campelo (Promoção Social) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário).