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Provas do Enem começam neste sábado para 5,7 milhões de candidatos

Pelo menos 5,7 milhões de pessoas acordaram neste sábado (3) com um objetivo em mente: conseguir o melhor resultado no primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcada para as 13h (horário de Brasília). Ao todo, a avaliação será aplicada em 1,6 mil municípios brasileiros. A maratona de provas segue neste domingo (4).

A prova deste sábado inclui 90 questões objetivas divididas entre as provas de ciências humanas e ciências da natureza. No domingo, serão aplicadas mais 90 questões objetivas das provas de linguagens e códigos e matemática, além da prova de redação que representa 50% da nota total do exame.

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no dia 7 de novembro e podem ser consultados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os participantes podem acessar os resultados individuais inserindo, em campos específicos, o número de inscrição e a senha ou o CPF e a senha.

(Agência Brasil)

Ivo diz no Facebook que Lúcio Alcântara é pé-frio

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O deputado estadual Ivo Gomes (PSB) comentou em seu Facebook que o ex-governador Lúcio Alcântara (PR) é pé-frio, em se tratando de disputas eleitorais. O ex-governador virou adversário político dos Ferreira Gomes, desde as disputas da eleição de 2006, quando Cid Gomes chegou ao Governo.

A declaração de Ivo Gomes põe mais lenha na fogueira para as disputas de 2014, que está com o quadro antecipado no Ceará.

Ideb 2012: falta educação de qualidade no Brasil

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Em artigo no O POVO deste sábado (3), a psicóloga, mestre em educação e professora da UFC, Vivina Rios Balbino, comenta sobre o pouco avanço nos índices da educação no país. Confira:

O Brasil é hoje a sexta potência mundial, mas na educação e qualidade de vida somos medianos. Dados do último Indicador do Analfabetismo Funcional mostram que apenas 26% da população são considerados plenamente alfabetizados e os analfabetos funcionais representam 27%. Segundo a Unesco, que avalia o cumprimento de metas educacionais, o Brasil ocupa a 88ª posição entre os 127 países avaliados. Dados de 2012 do Ideb mostram que o Brasil superou pouco as metas na educação propostas pelo MEC em 2011 nos dois ciclos do ensino fundamental e, apenas igualou a meta projetada para o ensino médio. Criado em 2007 o Ideb é um indicador geral da educação nas redes privada e pública e leva em conta dois fatores: rendimento escolar com taxas de aprovação, reprovação e abandono e médias de desempenho na Prova Brasil. 39% dos municípios e 44,2% das escolas estão abaixo da meta.

Se no ensino fundamental houve uma estagnação, no ensino médio foi pior, nove Estados tiveram redução das notas em áreas regionais distintas.

As metas até 2022 fazem parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), para alunos dos anos iniciais do ensino fundamental é chegar a 6 pontos; para alunos dos anos finais do ensino fundamental é de 5,5 pontos e para o ensino médio é de 5,2 pontos. A escala vai de 0 a 10. O mérito fica para algumas excelentes escolas: Colégio de Aplicação – Universidade Federal de Pernambuco, que conquistou pela terceira vez nota 8,1 nos anos finais do ensino fundamental; a Escola Ciep Glauber Rocha do RJ, em bairro violento, nota 8,5 e a Escola Bom Princípio, no interior do Piauí, teve nota 7,7. Minas Gerais é campeão nacional nas séries iniciais do ensino fundamental, nota 5,9 e o Ceará teve boa média geral, 4,9 superando muito a meta. Como educam essas excelentes escolas? Necessário um diagnóstico profundo dessas excelências escolares e traçar programas competentes com acompanhamento técnico do MEC. Alfabetização plena e educação de qualidade em todo o nosso Brasil.

A ONG Todos pela Educação lista itens importantes para o sucesso escolar: critérios técnicos para diretoria, qualificação e premiação de professores talentos e currículo único.

Trabalho doméstico no cálculo do PIB acaba com invisibilidade de certas atividades, dizem pesquisadores

Lavar, passar, fazer comida, cuidar da casa, levar as crianças para escola e todos os detalhes diários da manutenção de uma estrutura familiar valem, em média, R$ 1,5 mil por mês, segundo três pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF). Eles concluem também que, em média, as mulheres ocupam em afazeres domésticos o dobro do tempo que os homens gastam com as mesmas tarefas.

Com base no estudo de 2001 a 2010, os professores defendem que essas atividades classificadas de “trabalho não remunerado e de invisibilidade” sejam incluídas no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos na economia de uma nação.

A proposta dos professores do Departamento de Economia da UFF Hildete Pereira de Melo, Claudio Monteiro Considera e Alberto Di Sabbato esbarra, porém, em resistências da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo os pesquisadores, se os afazeres forem contabilizados, revelarão o tamanho dos serviços criados pela mão de obra não remunerada. Para chegar ao valor de R$ 1,5 mil, os professores consideraram o gasto médio com a remuneração da empregada doméstica.

A conclusão dos pesquisadores, que fazem o estudo desde 2001, é que no Brasil os afazeres domésticos correspondem a cerca de 12,76% do PIB. Em 2004, por exemplo, representaram R$ 225,4 bilhões. Desse total, 82% (cerca de R$ 185 bilhões) foram gerados pelas atividades desempenhadas por mulheres.

Os pesquisadores destacam também que, em vários países, inclusive o Brasil, mulheres optam por ficar em casa e não trabalhar devido à baixa remuneração oferecida no mercado de trabalho. Os professores acrescentam que, nos países desenvolvidos, o valor pago para afazeres domésticos é elevado e nem sempre acessível.

(Agência Brasil)

CPI do Tráfico de Pessoas recebe apoio do CNJ sobre caso de adoções irregulares

Deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Tráfico de Pessoas no Brasil foram recebidos pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Carlos Ayres, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF). Além dos parlamentares, participou da reunião o juiz da Vara Criminal do Fórum da Comarca de Monte Santo (BA), Luiz Roberto Cappio Guedes Pereira.

Os parlamentares levaram ao presidente do CNJ questões relativas ao caso das adoções de cinco crianças de uma mesma família do interior baiano por famílias paulista, em um processo de apenas 48 horas que gerou reportagens e consequente indignação nacional. Além disso, levantaram-se suspeitas de irregularidades sobre o trâmite processual que, por exemplo, não ouviu os avós ou os pais das crianças.

O caso começou a ser investigado pela CPI, que realizou nesta semana audiência pública, onde várias autoridades envolvidas foram ouvidas. Convidado para a audiência, o juiz Vitor Manoel Xavier Bizerra, que à época era titular da comarca que autorizou as adoções, não compareceu, nem justificou sua ausência.

Informado sobre o andamento das investigações da CPI, o ministro Carlos Ayres determinou ao corregedor-geral do órgão, ministro Francisco Falcão, que avoque o processo e solicite à Polícia Federal que garanta a segurança do juiz Luiz Roberto Guedes Pereira no seu retorno a Bahia.

Para o presidente da CPI, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), a necessidade de intervenção do CNJ no caso é imprescindível, “dado que as investigações apontam para a existência de uma quadrilha de tráfico de crianças, camuflada por adoções irregulares, e que pode estar atuando há mais de 10 anos, envolvendo autoridades das esferas legislativa, executiva e judiciária daquele Estado.” Para o parlamentar, o caso dos cinco irmãos seria apenas a “ponta do iceberg”.

(Agência Câmara de Notícias)

Conflituosa, mas necessária

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (3), pelo jornalista Érico Firmo:

Quando há alternância de poder, a transição é sempre conflituosa mesmo. Ainda mais quando a candidatura governista sai derrotada, denuncia fraude e anuncia que questionará o resultado na Justiça. Transição, aliás, só é necessária nesses casos. Se o vencedor fosse Elmano de Freitas, seria mera formalidade.

Nas passagens de Juraci Magalhães para Luizianne Lins e de Lúcio Alcântara para Cid Gomes, o rito de transferência de poder foi bem complicado, como agora será. Naquelas ocasiões, durante o processo, a reclamação era sobre falta de acesso a informações. Depois, queixa contra a situação precária encontrada da parte de quem assumia. E quem saía apontava manipulação política dos dados pela nova gestão.

Até janeiro próximo, são grandes as chances de ser reprisado o mesmo filme. A equipe indicada por Roberto Cláudio provavelmente irá se queixar de que não obteve acesso aos detalhes sobre o funcionamento da máquina. Ao tomar posse, o novo prefeito tende a denunciar a situação encontrada. E a prefeita Luizianne Lins irá defender seu legado. Isso é do jogo e será muito difícil saber quem tem razão. Talvez um pouco de cada.

O fundamental é que a transição ocorra da forma mais transparente possível e dê subsídios para que a futura gestão comece a funcionar, de fato, o quanto antes. Os atritos serão inevitáveis, mas os dois lados não estarão lá para casar, mas para trabalhar em prol da cidade. E quanto menos tempo o futuro prefeito passar se queixando da anterior, melhor será para Fortaleza e menos enfadonha será a discussão política.

Cid diz que “Lula não foi correto” e fala sobre futuro político na Época

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O governador Cid Gomes é o entrevistado na edição desta semana na revista Época e fala sobre sucessão em Fortaleza, a presença de Lula no palanque de Elmano de Freitas e do seu futuro político. Confira alguns trechos:

“Defendo o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. Apoiamos a Dilma em 2010, tivemos um papel importante na eleição dela, participamos de seu governo, e ela vem fazendo uma boa gestão. É natural que apoiemos sua reeleição. Nosso projeto de Presidência deve vir depois” (sobre a sucessão presidencial em 2014).

“É verdade que Eduardo (Campos) é um grande quadro, bem preparado e o governador mais popular do Brasil. Também é claro que o PSB foi o partido que mais saiu fortalecido das urnas. É o que mais tem prefeitos de capitais, e capital é muito importante. Governa quase metade da população do Estado. Agora, eleição municipal é uma questão local. Não enxergo seus efeitos no plano estadual, muito menos no nacional. O PSB deve apoiar a reeleição de Dilma e, em 2015, devolver os cargos que tem no governo federal. Sem isso, será difícil mostrar a diferença entre nossa forma de governar e a deles. Não faz sentido e não é correto participar do governo de outro partido e, depois, lançar candidatura contra esse mesmo partido” (ainda sobre a sucessão presidencial em 2014).

“Foi uma agressão e uma agressão injusta. Quem esteve com Lula nas horas decisivas fomos nós. Na eleição de 2002, (a prefeita de Fortaleza) Luizianne (Lins) e (o candidato petista) Elmano de Freitas vaiaram Lula em praça pública, porque ele escolheu o José Alencar para vice. No segundo turno daquela eleição, Ciro (que disputou o primeiro turno) não pestanejou e declarou apoio a Lula. Em 2005, no mensalão, parte do PT se escondeu. Outra falou em pós-Lula. Nós fomos à linha de frente defendê-lo. Os votos responsáveis pela reeleição dele vieram daqui. Fomos para a linha de frente na eleição de Dilma. Lula não foi correto conosco” (sobre a presença de Lula no palanque de Elmano).

“Não disputarei eleição em 2014. Depois, passarei mais tempo com minha família. Vou trabalhar no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington. Pedi ao presidente Luis Alberto Moreno: “Meu desejo é trabalhar com o senhor”. Ele respondeu: “Não se preocupe, meu filho”. Então, eu vou.Quando voltar ao Brasil, avaliarei se disputarei outra eleição. O melhor dos mundos é sair da política sem ser expulso. Sair como saiu o Pelé: por cima” (sobre futuro político).

Jornalismo, jornalistas e eleições

Em artigo no O POVO deste sábado (3), o professor do Instituto de Cultura e Arte da UFC, Jamil Marques, avalia o papel dos profissionais da imprensa em períodos eleitorais. Confira:

Campanha eleitoral não é fácil. A concorrência acirrada pelos cargos de representação torna a rotina dos candidatos e de seus assessores algo quase insuportável. Os eleitores também não têm descanso: os apelos por atenção invadem das calçadas ao ambiente doméstico.

Se o fim da campanha permite que candidatos, assessores e cidadãos constatem que a vida vai além da disputa pelo voto, ressalte-se o alívio que a volta ao caos cotidiano traz para quem trabalha na área do Jornalismo – por mais paradoxal que isso pareça.

Em poucas ocasiões, os métodos de trabalho dos profissionais da imprensa são tão problematizados quanto no período eleitoral. Queixas e reclamações sobre os enquadramentos adotados ou acerca da alegada rispidez das perguntas endereçadas a um candidato já viraram regra.

A seriedade do trabalho jornalístico é colocada em dúvida mesmo quando há cuidados a exemplo do tempo idêntico que se dedica a cada postulante durante entrevistas ou debates. É óbvio que espaços iguais (forma, grosso modo) não garantem tratamento equânime na cobertura (conteúdo). Mas negar que houve progressos no Jornalismo Político brasileiro ao longo dos últimos anos seria teimosia.

Não obstante admitir que favorecimentos deliberados ainda podem ter lugar (afinal, a complexidade do Jornalismo envolve profissionais e empresas com distintos objetivos e graus de independência), deve-se destacar que novas exigências passaram a ser feitas àqueles que têm a função de processar e de distribuir as informações de interesse público.

A cruzada empreendida por parte da imprensa nacional ao demandar de governos e instituições do Estado mais transparência e oportunidades de participação nos processos decisórios, acabou ensinando ao público que, o próprio Jornalismo também precisa aprender a aceitar críticas.

Isto é, a mesma imprensa que, de maneira acertada, reivindica plena liberdade de expressão para constranger com base legítima os representantes políticos é, agora, pressionada a prestar contas se quiser manter sua credibilidade. Representar o interesse público, enfim, pressupõe responsabilização.

Audiência pública sobre TV por assinatura é remarcada para fevereiro

O ministro Luiz Fux determinou o adiamento, para os dias 18 e 25 de fevereiro de 2013, da audiência pública sobre TV por assinatura. Inicialmente agendada para 19 e 26 de novembro próximos, a audiência precisou ser remarcada, pois, para essas datas, foram convocadas sessões extraordinárias do Plenário do Supremo Tribunal Federal. A lista de expositores credenciados para falar nos dois dias de audiência será mantida.

O ministro Fux é relator de três ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) que questionam dispositivos da Lei 12.485/2011, que regulamenta a comunicação audiovisual de acesso condicionado. As ADIs são de autoria do Partido Democratas (ADI 4679), da Associação NEO-TV, que reúne prestadores de serviço de TV por assinatura (ADI 4747), e pela Associação Brasileira de Radiodifusores (ADI 4756).

O objetivo das audiências públicas é ouvir especialistas, entidades reguladoras e representantes da sociedade civil para esclarecer questões técnicas, políticas, econômicas e culturais relativas ao funcionamento do mercado de TV por assinatura.

(STF)

Collor manifesta preocupação com equilíbrio entre os poderes

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O senador Fernando Collor (PTB-AL) disse que é preciso revigorar o Poder Legislativo e tantas outras instituições que perderam o respeito e a consideração da opinião pública. Collor chegou a falar em esfacelamento das instituições públicas no Brasil. O senador manifestou preocupação com o que chamou de ruptura do princípio da independência e da separação dos poderes. Segundo o senador, em alguns casos, a usurpação das atribuições vai além do tripé Executivo, Legislativo e Judiciário e atinge outras instituições como o Ministério Público e a imprensa.

Na visão de Fernando Collor, há uma espécie de crise se desenvolvendo de forma vagarosa e ao largo da sociedade: o agravamento do desequilíbrio entre os poderes da República, no exercício das suas competências e atribuições. O parlamentar disse que essa crise envolve todas as esferas do poder público e atinge também estados e municípios.

– O pacto federativo é assim quebrado e o princípio da descentralização fica maculado – declarou.

Para o senador, é preciso reformas de base na educação, na tributação, na administração pública, nas questões trabalhistas e no sistema político e eleitoral. Collor disse que essas são reformas essenciais para que o país continue no caminho da prosperidade. O parlamentar também lamentou a perda de valores morais e éticos na sociedade. Ao defender o parlamentarismo, Collor criticou o presidencialismo de coalizão, o grande número de partidos e a falta de compromisso ideológico.

– A democracia passa pela existência de partidos fortes, capazes de intermediar as aspirações dos diversos segmentos da sociedade – declarou.

(Agência Senado)

Estados recebem recurso para compra de medicamentos

O Ministério da Saúde aprovou novos repasses pela aquisição e distribuição de medicamentos a todos os estados brasileiros e Distrito Federal. Ao todo, serão repassados R$ 216 milhões (2,57 milhões para o Ceará) pela compra de medicamentos do componente especializado do Sistema Único de Saúde (SUS), que foram dispensados à população nos meses de junho, julho e agosto de 2012 e registrados no sistema de informações ambulatórias da rede pública de saúde.

Os recursos serão repassados em três momentos: R$ 72 milhões em outubro, R$ 72 milhões em novembro e R$ 72 milhões em dezembro. Esse montante de financiamento federal refere-se à dispensação efetiva dos medicamentos pelas unidades federadas e informada pelos estados. Ou seja, trata-se de um ressarcimento ao que já foi financiado pelas secretarias estaduais.

A portaria que autoriza os repasses foi publicada na última segunda-feira (29), no Diário Oficial da União. Os próximos repasses – a todos os estados – deverão ser realizados no primeiro trimestre de 2013.

(Agência Saúde)

Comissões debaterão problemas do setor de telecomunicações

Na próxima quinta-feira (9) quatro comissões temáticas do Senado debaterão, em audiência pública, as falhas apresentadas nos últimos meses pelas empresas de telecomunicações do país e possíveis soluções para garantir a qualidade dos serviços.

Uma das propostas em discussão é o PLS 293/2012, do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que estabelece normas gerais de política urbana associadas à instalação de redes de telecomunicações no país.

Segundo o autor do pedido de audiência, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), hoje estão em vigor aproximadamente 200 legislações municipais, que quase sempre diferem entre si, o que também resulta em dificuldades para as prestadoras dos serviços.

Foram convidados para o debate o presidente da Telebrasil, Antonio Carlos Valente da Silva; o secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão; o assessor parlamentar do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Jorge Vinhas; e o superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Bruno de Carvalho Ramos.

(Agência Senado)

Reaprender a ser oposição

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Da coluna Política, no O POVO desta sexta-feira (2), pelo jornalista Érico Firmo:

Ao anunciar a nova posição da legenda em Fortaleza, o presidente municipal petista, Raimundo Ângelo, fez discurso potencialmente ameaçador para grupo político que – como o PSB – acostumou-se a governar sem enfrentar oposição substancial. “Aí eles vão ver o que é realmente oposição”, avisou, ao prometer postura crítica e vigilante.

De fato, o PT tem know-how como nenhuma outra força da política brasileira para se contrapor ao poder estabelecido. Para quem não está nem um pouco acostumado, a nova realidade será desafiadora. Contudo, os petistas precisarão não apenas reaprender o métier, após oito anos de poder no Município, sem falar de 10 anos no Governo Federal e seis de participação na gestão estadual – os dois últimos ciclos ainda não conclusos. Necessitará adaptar o velho discurso à nova circunstância.

Os petistas não podem fazer de conta de que acordaram em 2013 como se tivessem ido dormir em 2004 e nada tivesse ocorrido nesse intervalo. O parâmetro do discurso oposicionista precisará ser a prática de oito anos de gestão Luizianne.

O velho figurino não cabe mais, a não ser que receba ajustes. Fica complicado cobrar o que não se fez ou exigir postura que não se teve. Por outro lado, quando a prática efetiva for referência, fortalecerá o discurso crítico. O fundamental é entender que não dá apenas para reproduzir a conversa de oito anos atrás.

Em Porto Alegre e São Paulo, por exemplo, o partido conheceu o desgaste de voltar à oposição após ter construído o telhado de vidro. O preço pode ser alto, a ser pago em credibilidade, caso não haja consciência sobre o discurso cabível na nova realidade.

Enem 2012 vai custar R$ 266 milhões ao governo

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012, que será aplicado neste sábado (3) e domingo (4) para mais de 5,7 milhões de estudantes, vai custar R$ 266,3 milhões ao governo. O custo por aluno nesta edição será R$ 46, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Em 2011, o custo chegou a R$ 45 por aluno, e o valor total investido para a prova foi de R$ 238,5 milhões.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse hoje (2) que o aumento do investimento se deve a melhorias na prova, desde o reforço da segurança para evitar fraudes a mudanças na correção, que este ano vai permitir aos estudantes acesso às redações corrigidas.

“É um custo muito pequeno para a oportunidade que estamos dando aos brasileiros de chegar à universidade pública. A igualdade de oportunidades é muito importante”, avaliou o ministro.

De acordo com o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, o custo por aluno do Enem ainda é menor que o de vestibulares individuais.

O exame será aplicado em 15.076 locais de prova distribuídos em 1.615 municípios em todas as regiões.

Segundo Mercadante, para a edição desse ano, o governo triplicou a atenção com a segurança do exame. Mais de 560 mil pessoas estarão mobilizadas durante o fim de semana para a realização das provas, entre elas, 19 mil policiais. Para reforçar o esquema de segurança, o Ministério da Educação vai usar lacres eletrônicos para o fechamento de 10 mil malotes de provas, cerca de 25% do total.

(Agência Brasil)

O pior já passou?

Em artigo no O POVO desta sexta-feira (2), o advogado Dalton Rosado comenta da tentativa da China em acalmar a economia capitalista mundial. Confira:

O Primeiro Ministro chinês Wen Jibao, diante da redução do crescimento do PIB chinês no terceiro trimestre de 2012 ao menor nível desde 2009, afirmou que em outubro a economia chinesa retomou os níveis anteriores e que “o pior já passou”.

Tal afirmação, longe de ser verdadeira, visa acalmar a economia capitalista mundial, pois a cada soluço chinês estremecem os alicerces do mundo mercantil e todo o sistema é acometido de taquicardia. É que a China, com seu corredor de exportação de mão única, e apesar disso, tornou-se o grande comprador de commodity (como o minério de ferro do Brasil) e a eventual redução das suas compras, representam um agravamento da já combalida economia mundial. A China e a Índia, entre outros países com forças de trabalho abundantes e baratas, deslocaram a produção de mercadorias dos centros produtores e promovem a dessubstancialização do valor, que ao invés de ser a salvação do sistema é a causa irreversível de sua derrocada. Será que o camarada Mao poderia imaginar isso?

Em todos os momentos e lugares e por todos os defensores do sistema produtor de mercadorias se ouvem expressões de esperança na retomada do crescimento econômico mundial e na volta ao status quo anterior à crise, como se aquela fosse um era auspiciosa para a vida humana. Esquecem-se esses saudosistas que o quadro mundial anterior à crise era de miséria absoluta, com estatísticas mundiais de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), publicadas por fontes oficiais, demonstrando um quadro de pobreza incompatível com o nível de saber adquirido pela humanidade. A crise ecológica é fruto do modelo mercantil e ora apenas se intensifica.

Na verdade estamos diante de uma crise diferenciada do sistema produtor de mercadorias que se evidenciou em 2008, e que ora se agrava. A terceira revolução industrial (da microeletrônica, da cibernética, e da comunicação via satélite) aumentou expressivamente o nível de produtividade de mercadorias tornando o trabalho abstrato – a substância do valor -, prescindível na sua maior parte, o que inviabiliza o sistema a partir de seus próprios fundamentos. Os que influenciam o chamado common sense tentam impor a impossível volta ao passado, sem compreenderem a natureza e a irreversibilidade do limite interno absoluto da forma valor e sem aceitarem a necessidade de sua transcendência.

Réveillon agendado sem Safadão

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Da coluna Vertical, no O POVO desta sexta-feira (2):

A Prefeitura garante: vai ter festa de Réveillon no aterro da Praia de Iracema. Outra certeza: dupla Ítalo e Reno e Wesley Safadão não constarão na lista das atrações. Aliás, eles fizeram a campanha pró-Roberto Cláudio.

Anistia Internacional vê crime de guerra em vídeo com execução de soldados sírios

O vídeo divulgado na internet com imagens de rebeldes sírios executando soldados do governo será analisado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para verificação da autenticidade. A Anistia Internacional condenou os atos e alertou para a existência de crime de guerra. A estimativa é que pelo menos 28 militares foram executados.

As imagens mostram um grupo de atiradores cantando e agredindo com chutes os prisioneiros, que aparecem jogados no chão. Pouco depois, o som de uma metralhadora é ouvido e em seguida cadáveres são revelados pela câmera. Os soldados de Bashar Al Assad teriam sido capturados no Norte da Síria, perto de Alepo, a segunda maior cidade do país.

Na ONU, o vídeo será analisado para se conferir sua veracidade. “Como outros vídeos, é difícil de verificar imediatamente, em termos de localização e das pessoas envolvidas. É necessário fazer uma análise com cuidado. Mas parece que as vítimas eram soldados”, disse o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, Rupert Colville.

A organização não governamental (ONG) Anistia Internacional criticou a execução dos prisioneiros exibida no vídeo. Segundo a ONG, as imagens foram feitas na região de Idlib, no Norte da Síria, próxima a Alepo. A vice-diretora da organização para o Oriente Médio e África, Ann Harrison, classificou as imagens de terríveis.

Segundo Ann, as imagens “demonstram desprezo pelo direito internacional humanitário” e confirmam a existência de crimes de guerra. “Mais uma vez apelamos a todas as partes para que respeitem as leis de guerra e abstenham-se dos maus-tratos, tortura e morte de presos”, disse ele.
 
O conflito na Síria completa 20 meses, registrando mais de 33 mil mortos e 2,5 milhões de pessoas que necessitam de ajuda humanitária. Mais de 250 mil sírios deixaram o país em busca de refúgio nos países vizinhos.

(Agência Brasil)