Blog do Eliomar

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Sílvio Santos perde a calça em gravação e autoriza veiculação

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O apresentador Sílvio Santos pagou um mico durante a gravação do último “Programa Sílvio Santos”, que irá ao ar neste domingo (29), a partir das 20 horas. A calça do apresentador caiu e gerou um misto de constrangimento com gargalhadas do público.

Sílvio Santos foi levado de volta ao camarim, que providenciou a troca da roupa.

Para a surpresa da produção do programa, Sílvio Santos não quis regravar a cena e autorizou a veiculação do mico.

Em canal aberto, o SBT agora é transmitido em Fortaleza pela Nordestv, de Sobral (canal 20).

(com agências)

Os incomodados

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Da coluna Ombudsman, no O POVO deste domingo (29), pelo jornalista Paulo Rogério:

A imprensa livre ainda incomoda muita gente. Que bom!

A secretária regional do Centro, Luiza Perdigão, por exemplo, ficou indignada com matéria publicada quinta-feira, na editoria Fortaleza, que denuncia má conservação da Praça do Ferreira. A foto de moradores de rua dormindo nos bancos e da fonte cheia de água imunda comprovam a crítica. Ela não gostou. “É uma abordagem que não leva a nada. Não contribui para uma solução que é a falta de conscientização da população” lamentou.

Para a editora executiva do Núcleo de Cotidiano, Tânia Alves, o local é o cartão postal da cidade e “toda vez que algo do tipo ocorrer, nós temos o dever de mostrar”. Sobre pautas positivas, a editora relembrou que o jornal vem publicando várias matérias sobre a “Cidade das Delicadezas”, valorizando atitudes em prol de Fortaleza. “Nada impede que algo seja feito posteriormente”. Cabe ao gestor, principalmente o administrador público aprender a lidar com críticas e elogios e não dizer como a imprensa deve se portar. A cobrança será eterna. Quem não aguenta que não assuma cargo público.

Vamos nós – Depois de ir para cima da oposição na Câmara Municipal de Fortaleza, a Prefeitura lança o mesmo discurso para a imprensa: Não pode criticar (ou cobrar o cumprimento do dever), se não apresentar antes uma solução! Assim como não colou no Legislativo, o discurso também é visto na imprensa como negligente e pobre de argumentos. Fico curioso sobre a cobrança por solução em caso de desaprovação de contas pelo TCM.

Pesquisa sobre calçadas tem uma necessidade de revisão

Sobre a matéria “Será?] Pesquisa indica calçadas de Fortaleza como as melhores do País”, da repórter Angélica Feitosa (Editoria Fortaleza, página 8), na edição de sexta-feira passada, 27, do O POVO, o resultado assombrou muitas pessoas entrevistadas pela jornalista, incluindo cadeirante. O levantamento foi organizado pelo portal Mobilize Brasil, sendo divulgado na quinta-feira, dia 26. Apontou que os passeios da capital cearense são superiores aos de Porto Alegre, Curitiba e São Paulo.

Os que melhor receberam o resultado da pesquisa foram os encarregados do setor na Prefeitura de Fortaleza. Invocaram investimentos para o benefício do pedestre, desde 2008. Entretanto, o que o Município poderia providenciar era outra enquete, tanto de opinião pública quanto de vistoria, sobre a situação de fato das calçadas e se a utilização das mesmas está disciplinada. De acordo com o Mobilize Brasil, as avenidas Bezerra de Menezes e Domingos Olímpio receberam as melhores notas em termos de passeios. Entretanto, para duas vias tão longas, é possível se confirmar se as calçadas todas estão em bom estado?

A capital cearense é um reconhecido polo turístico, tanto nas temporadas oficiais de férias quanto nas épocas intermediárias. Daqui a dois anos, acontecerá o maior evento que pode mobilizar Fortaleza desde a visita do papa João Paulo II em 1980: a Copa do Mundo no Brasil em 2014. Além de projetos de transporte sobre rodas e trilhos, a Cidade também deve ser replanejada para o pedestre. O equivocado é se os trechos abordados pelo Mobilize Brasil serviram só de vitrine para os pesquisadores.

A preocupação poderia ser também com as calçadas históricas da cidade. A exemplo do piso de ferro por fora da edificação onde já funcionou a Alfândega, a Receita e a Caixa Econômica Federal (CEF), na avenida Pessoa Anta, 287. É necessário, portanto, que a Prefeitura de Fortaleza revisite o que foi indicado pela enquete, a fim de que o otimismo, de maneira nenhuma, passe por cima da realidade.

(O POVO/Editorial)

Um em cada quatro professores da educação básica não tem diploma de ensino superior

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Aproximadamente 25% dos professores que trabalham nas escolas de educação básica do país não têm diploma de ensino superior. Eles cursaram apenas até o ensino médio ou o antigo curso normal. Os dados são do Censo Escolar de 2011, divulgado este mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Apesar de ainda existir um enorme contingente de professores que não passaram pela universidade – eram mais de 530 mil em 2011 – o quadro apresenta melhora. Em 2007, os profissionais de nível médio eram mais de 30% do total, segundo mostra o censo. Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, os números são mais um indicativo de que o magistério não é uma carreira atraente.

“Isso mostra que as pessoas estão indo lecionar como última opção de carreira profissional. Poucos profissionais bem preparados se dedicam ao magistério por vocação, uma vez que a carreira não aponta para uma boa perspectiva de futuro. Os salários são baixos, e as condições de trabalho ruins”, explica.

A maior proporção de profissionais sem formação de nível superior está na educação infantil. Nas salas de aula da creche e pré-escola, eles são 43,1% do total. Nos primeiros anos do ensino fundamental (1º ao 5º ano), 31,8% não têm diploma universitário, percentual que cai para 15,8% nos anos finais (6° ao 9º ano). No ensino médio, os profissionais sem titulação são minoria: apenas 5,9%.

Para a presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho, é um “grande equívoco pedagógico” colocar os professores menos preparados para atender as crianças mais novas. “No mundo inteiro é exatamente o contrário, quem trabalha na primeira infância tem maior titulação. Quando o professor entra na rede vai para a educação infantil quase como que um ‘castigo’ porque ela não é considerada importante. Mas, na verdade, se a criança começa bem sua trajetória escolar, as coisas serão bem mais tranquilas lá na frente”, pondera.

(Agência Brasil)

Ex-perseguidos fazem manifestação para pedir rapidez na instalação da Comissão da Verdade

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Ativistas dos direitos humanos e ex-perseguidos políticos da ditadura militar agendaram para a próxima quarta-feira (3) uma manifestação para pedir rapidez na instalação da Comissão Verdade. O ato deverá ocorrer na Rua Tutóia, onde funcionou o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). O local é apontado como um dos principais centros de tortura durante o regime militar.

Nessa sexta-feira (27) os manifestantes realizaram uma passeata na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. Após a caminhada, eles entregaram uma carta no escritório da Presidência da República pedindo que a presidenta Dilma Rousseff nomeie rapidamente os sete membros que integrarão a Comissão da Verdade.

A lei que cria a comissão foi sancionada em novembro. Falta agora a nomeação dos membros que serão responsáveis por investigar as violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988. A comissão terá dois anos para tomar depoimentos e requisitar e analisar documentos que ajudem a esclarecer os abusos.

Membro do Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça, José Luiz Del Roio, disse que a urgência é importante por causa da idade avançada das pessoas que viveram o período ditatorial – entre 1964 e 1985. “Muitos de nós, que somos testemunhas, a idade começa a ser muito avançada. O tempo está levando muitos de nós. Nesse sentido, a presidenta precisa se apressar, caso contrário, não existirão testemunhas”, ressaltou.

Amelinha Teles, que faz parte da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, disse que a principal preocupação é que não sejam indicados militares para fazer parte da Comissão da Verdade. “Infelizmente, a representação, tanto do Exército como das Forças Armadas, neste momento não tem idoneidade, por não terem esclarecido os fatos, e por isso, não podem participar”, declarou.

(Agência Brasil)

Felicidade deve ser indicador de desenvolvimento, dizem especialistas

Indicadores de bem-estar que considerem o nível de felicidade da sociedade. Parece impossível? Não para os debatedores que participaram de audiência conjunta das subcomissões da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) dedicadas ao acompanhamento da conferência Rio+20, a ser realizada em junho, no Rio de Janeiro.

Eles defenderam a adoção e desenvolvimento de indicadores mais precisos para o bem-estar da sociedade, a exemplo do índice de desenvolvimento humano (IDH), mas salientando a importância da felicidade como objetivo de políticas públicas. A audiência foi presidida pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Khalid Malik, diretor do Escritório de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que é preciso ter outro olhar para o desenvolvimento humano, pois este é um conceito profundo, que nos leva a fazer perguntas básicas sobre a condição de vida das pessoas. Conforme sublinhou, a medição do IDH revela grandes disparidades, e a ONU tem trabalhado para aumentar a relevância do fator igualdade.

Malik admitiu que a 84ª posição do Brasil no ranking internacional de IDH causa “insatisfação” entre os brasileiros, mas afirma que a melhoria da educação e a melhoria da saúde são essenciais para a elevação do índice brasileiro. Ele tem esperança de que a Rio+20 favoreça uma série de questionamentos sobre os parâmetros de desenvolvimento humano e o respeito aos valores dos povos.

O professor Wesley Mendes da Silva, da Fundação Getúlio Vargas, notou que entre 2000 e 2009 o Brasil registrou um crescimento expressivo de pessoas satisfeitas com suas vidas, mas o nível do país nesse aspecto é considerado baixo em comparação com outros países da América Latina. Em sua opinião, é preciso estimular a pesquisa sobre a felicidade da população de modo a gerar números que reflitam parâmetros objetivos e tendo em vista padrões de demanda diferentes.

(Agência Senado)

Coitados dos pedestres

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (28), pelo jornalista Érico Firmo:

Se a qualidade das calçadas em Fortaleza é destaque, as condições para pedestres no Brasil afora estão mesmo a mais completa calamidade. Justiça se faça, onde o Transfor já passou, na Capital cearense, as condições melhoraram muito – embora mesmo ali ainda haja trechos péssimos.

Mas há mesmo calçadas muito boas, sobretudo na Bezerra de Menezes. A média, todavia, é lastimável.

Consignados para quem

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Em artigo no O POVO deste sábado (28), o médico, antropólogo e professor universitário, Antonio Mourão Cavalcante, critica a política dos consignados. Confira:

Acompanhei, com vivo interesse, a discussão e os desdobramentos do episódio dos empréstimos consignados pelo Governo do Estado aos seus funcionários. O servidor público tem uma precisão mais imediata, bate nas portas do Governo e esse intercede, apresentando uma firma que faz o empréstimo “na hora”. Não precisa de fiador, nem garantias. É ele, Governo do Estado, que diz “empresta que eu pago!” Mas de onde vem essa garantia? Do próprio salário do servidor público. Descontado na folha.

Aprendi no sertão que “de esmola grande, cego desconfia.” E, no caso, tinha zebra no caminho. Um intermediário muito do esperto – e provavelmente protegido pelos homens de cima – postou-se de intermediário na transação, para comer boa fatia do bolo. Não deu outra.

Esse consignado é um engodo para o servidor e um “negócio da China” para quem empresta. Ora, o único risco de quem empresta é não receber. Mas, se o Governo diz que paga, antes mesmo de chegar à boca do caixa, pode haver negócio mais bacana? Foi o que aconteceu.

Mais uma vez funcionou a lógica do povo “não sabe de nada” e é o Governo que deve orientar tudo. Acha-se no direito de intrometer na economia do funcionário, pode distribuir “gentilezas”, porque eles são otários, não sabem de nada. Nem administrar o pouco dinheiro ganho.

Essa lógica cínica termina na perversidade, como o Governo é bonzim! A administração pública não deveria se intrometer na gerência financeira dos seus funcionários. Quer fazer um empréstimo? Faça. Quer emprestar? Empreste. A única responsabilidade do governo seria a de, no final do mês, pagar o salário do servidor. O que ele vai fazer do dinheiro dele é problema dele. Isso não compete ao poder público. Acabou-se!

Como acreditar na bondade do governo? Prefiro imaginar os conchavos de bastidores, as falcatruas cobertas ou descobertas… Não precisamos de um Estado mãe, mas de um governo justo e democrático.

Projeto diminui à metade prazo para desocupação de imóvel

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) pode votar, na próxima quarta-feira (2), projeto que diminui de seis para três meses o prazo para desocupação de imóvel nas ações por descumprimento do previsto no contrato quanto ao término da locação.

Com a aprovação do PLS 63/2007, poderá ser concedida ao locador liminar em ação para desocupação de imóvel, o que obrigará o locatário a sair no prazo de 15 dias, como ocorre nas ações de despejo.

No relatório, favorável à aprovação, o senador Benedito de Lira (PP-AL) diz que o projeto tem como objetivo diminuir o desequilíbrio existente no âmbito da relação jurídica baseada em contrato de locação de imóvel, já que a Lei do Inquilinato (Lei 8245/91) oferece maior proteção e mais garantias em favor dos interesses do locatário.

O PLC 63/2007 tramita em conjunto com mais quatro projetos: PLS 199/2007, do ex-senador Paulo Duque; os PLS 284 e 289/2007, do senador Valdir Raupp (PMDB-RO); e o PLS 225/2008, do ex- senador Romeu Tuma.

(Agência Senado)

O TCU e a Copa

Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (28):

O ministro do Tribunal de Contas da União, Valmir Campelo, responsável pela fiscalização das obras da Copa 2014, passa este feriadão no Ceará. Mais precisamente entre Fortaleza e sua terra natal, Crateús.

Campelo diz que vem seguindo o cronograma de visita sem maiores problemas e que, no geral, o que está em dia são as obras dos estádios. Ele destaca que a reforma e modernização do Castelão é a mais célere de todas e que, na área de portos e aeroportos, o cronograma também vem sendo cumprido. Em maio, começam as intervenções no aeroporto de Fortaleza, de acordo com a Infraero.

Campelo, no entanto, lamenta: o que está bem atrasado são as obras de mobilidade urbana. Nesse item, ele inclui Fortaleza.

* Veja vídeo do ministro Campelo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=lNWbkz5eAdo&list=UU3PLF5T6g3ddE4BpeF0EhZg&index=3&feature=plcp[/youtube]

Fora de tempo: Após a inauguração, a publicidade

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Depois de inaugurar a Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental (Emeif) Professora Maria José Macário Coelho, no Passaré, quatro anos após a sua construção, a Prefeitura de Fortaleza agora, segundo a oposição, gasta dinheiro em publicidade do ato realizado pela prefeita Luizianne Lins, 12 dias depois.

De acordo com o cronograma da Prefeitura, a escola deveria ter sido inaugurada em 24 de março de 2008, mas o prédio não havia ficado pronto. Logo em seguida chegou o período eleitoral e a prefeita ficou impossibilidade da inauguração, pois na época disputa a sua reeleição.

Quatro anos depois, alguém lembrou que a escola deveria ser inaugurada, com direito a publicidade.

Sérgio Novais e o papel do PSB na Prefeitura

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (28), pelo jornalista Érico Firmo:

A coluna de quinta-feira (26) tratou da reunião entre dirigentes de PT e PSB. O texto informava que houve reclamações acerca do papel quase irrelevante desempenhado pelos socialistas na administração municipal, a despeito de ser o principal aliado. E falava das sequelas deixadas pelo racha interno com o presidente municipal destituído, Sérgio Novais, que detinha quase a exclusividade da interlocução com a Prefeitura e hegemonia nas nomeações.

A esse respeito, Novais escreveu à coluna. Considerou frágeis os argumentos, aqui reproduzidos, atribuídos por ele ao “grupo do ex-vereador Rogério Pinheiro” – tesoureiro da legenda.

O ex-presidente afirmou que, se há falta de diálogo com a administração, ela é decorrente das atitudes e decisões políticas equivocadas que o grupo tomou. “Para se ter credibilidade e ser interlocutor à altura dos desafios, é necessário firmeza e coerência”, afirmou.

Embora nem tenha sido citado na coluna, Rogério Pinheiro foi o foco principal das críticas. Segundo Novais, ele não foi candidato a vice de Luizianne Lins (PT) em 2004 porque não quis, perdeu a eleição para vereador e, ainda de acordo com Novais, apoiou Inácio Arruda (PCdoB) a prefeito, contra a posição oficial do PSB. “Em uma eleição, ele foi derrotado três vezes”, ironizou Novais, segundo quem a desconfiança dos petistas decorre das posições, segundo ele, mutáveis.

Por que ainda as medidas emergenciais?

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Em artigo no O POVO deste sábado (28), o editor adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, comenta que os planos emergenciais contra a seca “mais humilham do que ajudam o forte e bravo homem do campo”. Confira:

A presidente Dilma Rousseff lançou esta semana em Aracaju (SE) o plano nacional de enfrentamento à estiagem que assola diversos estados do País. Dentre as ações emergenciais propostas, constam a liberação de crédito aos atingidos pelo fator climático, a ampliação do programa de carros pipa no Nordeste e a antecipação da perfuração de poços artesianos antes previstos para os próximos dois anos. É bom lembrar ainda que o Bando do Nordeste do Brasil (BNB) já inicia semana que vem o repasse de R$ 1 bilhão destinado a atender às demandas apresentadas.

Não há dúvida de que o plano tem seu mérito no sentido de oferecer, pelo menos a curto prazo, nova perspectiva de vida aos produtores que ficarão sem ter o que fazer até o próximo inverno. Isso, porém, não deixa de ser mero paliativo dentro de um contexto que não é novo.

Atualmente, cerca de 300 municípios, só no Nordeste, encontram-se em estado de emergência por conta da estiagem. E em vista disso é inevitável a pergunta: será que as medidas não poderiam ter sido tomadas um pouco mais cedo para evitar o sofrimento de tantos que vivem nessas quase 300 cidades?

No Ceará, por exemplo, apesar de todo o esforço da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), por que não foram providenciadas ações anteriores, evitando o drama desses agricultores, como se tem visto na imprensa? Não se pode esquecer também em relação ao nosso Estado, com base no último relatório da Cogerh, que estamos hoje com mais de 69% da capacidade de acumulação de água nos grandes reservatórios. Índice considerado pela própria Cogerh, como confortável.

Ora, se em pleno período de chuvas irregulares, ainda podemos nos dar ao luxo de ter esse percentual de acúmulo de água, qual seria o motivo de termos que presenciar tantos cearenses sofrendo pela estiagem? O modelo hídrico do Ceará é referência no Brasil pela sua gestão. Por isso mesmo não se aceita mais, em épocas como a que estamos a vivenciar agora, que tenhamos de recorrer a saídas emergenciais, que mais humilham do que ajudam o forte e bravo homem do campo.

Situação de abrigos de usuários de drogas em debate na próxima semana

Para debater as condições dos locais de internação dos dependentes de drogas, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) promove audiência pública na próxima quinta-feira (3). O foco do encontro serão as informações sobre os abrigos especificadas no relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos apresentado pelo Conselho Federal de Psicologia.

Foram convidados para o evento o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o coordenador de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia, Pedro Bicalho; o coordenador da Câmara de Assessoramento Técnico Científico da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), Elisaldo Carlini; o coordenador do Laboratório de Saúde Mental do Instituto de Psicologia, Marcus Silva; o psicanalista Paulo Avelino; o professor do Conselho Distrital de Promoção dos Direitos Humanos do Distrito Federal Nilton Vaz.

(Agência Senado)

PMDB lamenta morte de seu filiado Barros Pinho

O presidente regional do PMDB, senador Eunício Oliveira, mandou nota para o Blog lamentando a morte do peemedebista Barros Pinho. Confira:

Perdemos hoje um grande nome da história política do nosso Estado e do PMDB no Ceará. É com profundo pesar que registro o falecimento do ilustre Barros Pinho, vereador pelo antigo MDB, deputado estadual e prefeito de Fortaleza, que obteve ainda reconhecimento como contista, escritor e poeta ao ocupar uma cadeira na Academia Cearense de Letras. Protagonista das lutas pela redemocratização do País, Barros Pinho deixa seu postulado de trabalho e dedicação ao povo cearense.

Eunício Oliveira – Senador da República e Presidente do PMDB do Ceará

Trânsito: 33% levam até uma hora

A maioria dos trabalhadores cearenses leva de seis a 30 minutos para chegar ao local de trabalho todos os dias. O dado é mais um dos divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nessa sexta-feira (27), como parte do Censo Demográfico 2010.

Segundo o levantamento, 45,2% dos trabalhadores de Fortaleza precisam desse tempo para chegar ao serviço. Em todo o Ceará, o percentual é de 55,7% – o que representa 1.326.863 de pessoas. A pesquisa indica ainda que 488.264 (33%) de trabalhadores levam meia hora no deslocamento.

Na avaliação do professor Manoel Castro Neto, do Departamento de Engenharia de Transportes da UFC, a oferta reduzida de malha viária, unida ao grande investimento em transporte motorizado, em Fortaleza, refletem no tempo que as pessoas levam para ir e vir. “Em 1996, em torno de 25% das viagens realizadas para o trabalho era por meios não motorizados. Esse índice reduziu muito”, aponta.

“Hoje o volume está tão congestionado que não há sistema de controle de tráfego no mundo que resolva o problema”, diz. Para o professor, viagens mais rápidas aconteceriam se houvesse investimento em transporte não motorizado. Por isso, confessa, ele prefere ir a pé. “Não porque é mais bonito ou saudável. Porque o tempo de viagem melhora”, conta.

(O POVO)

Seminário discute atraso em obras da Copa

Enquanto as obras da Arena Castelão seguem aceleradas, as de mobilidade urbana também focadas na Copa de 2014 ainda preocupam. A situação se repete nas outras 11 subsedes: apenas 5% dos R$ 12 bilhões destinados foram executados. “É um número catastrófico, já que são essas obras que vão deixar um legado para a população”, afirma o deputado Domingos Neto, presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados (CDU), que elaborou o relatório.

Para discutir estratégias de implementação das obras, foi realizado nessa sexta-feira (27), na Assembleia Legislativa, o “Seminário sobre mobilidade urbana: o desafio de nossas cidades”. Conforme Domingos Neto, o objetivo é fazer um balanço do que já foi executado e cobrar celeridade nas obras. Outra questão levantada pelo relatório é que nem Estado nem Prefeitura teriam recebido os recursos federais. “Queremos descobrir por que os recursos ainda não chegaram e conhecer quais problemas geram atrasos”.

A partir do seminário, será feita a intermediação entre governos federal, estadual e municipal, para garantir as obras: “Queremos fiscalizar e garantir os recursos para dar agilidade”.

(O POVO)

Ministério amplia rede de assistência à pessoa com deficiência

O Ministério da Saúde vai melhorar a vida de cerca de 45 milhões de brasileiros – 23,9% da população – que possuem algum tipo de deficiência no País. Enquanto a primeira institui a rede de cuidados à pessoa com deficiência a segunda cria incentivos financeiros de investimento e de custeio para o componente de atenção especializada à mesma rede.

Criada ano passado, em parceria com outros 15 ministérios, o Viver Sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência vai investir nos próximos três anos R$ 7,6 bilhões. Deste montante, R$ 1,4 bilhão será destinado ao eixo da saúde.

Ainda este ano, o Ministério pretende investir aproximadamente R$ 250 milhões a mais que ano passado, quando foram investidos R$ 641 milhões na Saúde da Pessoa Com Deficiência. A verba extra, possível graças ao Viver Sem Limite, promoverá, ainda segundo a portaria desta quinta-feira, a construção, reforma ou ampliação dos Centros Especializados em Reabilitação (CER) e do serviço de oficina ortopédica e aquisição de equipamentos e outros materiais permanentes. Com ela também será possível custear o funcionamentos dos novos CERs, com valores que variam R$ 140 mil a R$ 345 mil por mês.

Até o fim 2014 está prevista a criação de 45 CER (sendo 22 qualificados). Para facilitar o acesso e a frequência da pessoa com deficiência aos locais de reabilitação, os CERs garantirão o transporte. A meta inicial é adquirir até 2014, 88 veículos adaptados para transportar pessoas com deficiência.

(Agência Saúde)