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Bom jornalismo fascina e vende

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Em artigo publicado nesta segunda-feira (20), no Estadão, o Doutor em Comunicação e professor de Ética, Carlos Alberto Di Franco, fala sobre a credibilidade dos jornais. Confira:

As virtudes e as fraquezas dos jornais não são recatadas. Registram-nas fielmente os sensíveis radares dos leitores. Precisamos, por isso, derrubar inúmeros desvios que conspiram contra a credibilidade dos jornais.

Um deles, talvez o mais resistente, é o dogma da objetividade absoluta. Transmite, num pomposo tom de verdade, a falsa certeza da neutralidade jornalística. Só que essa separação radical entre fatos e interpretações simplesmente não existe. É uma bobagem.

Jornalismo não é ciência exata e jornalistas não são autômatos. Além disso, não se faz bom jornalismo sem emoção. A frieza é anti-humana e, portanto, antijornalística. A neutralidade é uma mentira, mas a isenção é uma meta a ser perseguida. Todos os dias. A imprensa honesta e desengajada tem um compromisso com a verdade. E é isso que conta.

Mas a busca da isenção enfrenta a sabotagem da manipulação deliberada, a falta de rigor e o excesso de declarações entre aspas.

O jornalista engajado é sempre um mau repórter. Militância e jornalismo não combinam. Trata-se de uma mescla, talvez compreensível e legítima nos anos sombrios da ditadura, mas que, agora, tem a marca do atraso e o vestígio do sectarismo. O militante não sabe que o importante é saber escutar. Esquece, ofuscado pela arrogância ideológica ou pela névoa do partidarismo, que as respostas são sempre mais importantes que as perguntas.

A grande surpresa no jornalismo é descobrir que quase nunca uma história corresponde àquilo que imaginávamos. O bom repórter é um curioso essencial, um profissional que é pago para se surpreender. Pode haver algo mais fascinante? O jornalista ético esquadrinha a realidade, o profissional preconceituoso constrói a história.

Todos os manuais de redação consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto. Trata-se de um esforço de isenção mínimo e incontornável. Alguns desvios, porém, transformam um princípio irretocável num jogo de cena.

Matérias previamente decididas em guetos engajados buscam a cumplicidade da imparcialidade aparente. A decisão de ouvir o outro lado não é sincera, não se fundamenta na busca da verdade. É uma estratégia.

O assalto à verdade culmina com uma tática exemplar: a repercussão seletiva. O pluralismo de fachada convoca, então, pretensos especialistas para declararem o que o repórter quer ouvir. Personalidades entrevistadas avalizam a “seriedade” da reportagem. Mata-se o jornalismo. Cria-se a ideologia.

É preciso cobrir os fatos com uma perspectiva mais profunda. Convém fugir das armadilhas do politicamente correto e do contrabando opinativo semeado pelos arautos das ideologias.

A precipitação e a falta de rigor são outros vírus que ameaçam a qualidade da informação. A manchete de impacto, oposta ao fato ou fora do contexto da matéria, transmite ao leitor a sensação de uma fraude.

Autor do mais famoso livro sobre a história do The New York Times, Gay Talese vê importantes problemas que castigam a imprensa de qualidade: “Não fazemos matéria direito porque a reportagem se tornou muito tática, confiando em e-mails, telefones, gravações. Não é cara a cara. Quando eu era repórter, nunca usava o telefone. Queria ver o rosto das pessoas”.

“Não se anda na rua, não se pega o metrô ou um ônibus, um avião, não se vê, cara a cara, a pessoa com quem se está conversando”, conclui Talese. E o leitor, não duvidemos, capta tudo isso.

Boa parte do noticiário de política, por exemplo, não tem informação. Está dominado pela fofoca e pelo declaratório. Não tem o menor interesse para os leitores. O uso de grampos como material jornalístico virou ferramenta de trabalho. A velha e boa reportagem foi sendo substituída por dossiês. De uns tempos para cá, o leitor passou a receber dossiês que muitas vezes não se sustentam em pé por mais de três dias. Curiosamente, quem os publica não se sente obrigado a dar nenhuma satisfação ao leitor. Entramos na era do jornalismo sem jornalistas, nos tempos da reportagem sem repórteres. Ficamos, todos, fechados no ambiente rarefeito das redações. Enquanto esperamos o próximo dossiê, tratamos de reproduzir declarações entre aspas, de repercutir frases vazias de políticos experientes na arte de manipular a imprensa.

Mesmo assim, os jornais têm prestado um magnífico serviço no combate à corrupção. Alguém imagina que a cascata de demissões no governo teria ocorrido sem uma imprensa independente? Jornais de credibilidade oxigenam a democracia. As tentativas de controle da mídia, abertas ou disfarçadas, são sempre uma tentativa de asfixiar a liberdade.

O leitor que precisamos conquistar não quer o que pode conseguir na TV ou na internet. Ele quer algo mais. Quer o texto elegante, a matéria aprofundada, a análise que o ajude, efetivamente, a tomar decisões. Conquistar leitores é um desafio formidável. Reclama realismo, ética e qualidade.

A autocrítica, justa e necessária, deve ser acompanhada por um firme propósito de transparência e de retificação dos nossos equívocos. Uma imprensa ética sabe reconhecer os seus erros. As palavras podem informar corretamente, denunciar situações injustas, cobrar soluções. Mas podem também esquartejar reputações, desinformar.

Confessar um erro de português ou uma troca de legendas é fácil. Mas admitir a prática de atitudes de prejulgamento, preconceitos informativos ou leviandade noticiosa exige coragem ética. Reconhecer o erro, limpa e abertamente, é o pré-requisito da qualidade.

O jornalismo tropeça em armadilhas. Nossa profissão enfrenta desafios, dificuldades e riscos sem fim.

E é aí que mora o desafio.

Lentidão do MEC poupa de corte cursos mal avaliados

A demora do Ministério da Educação para concluir o processo da avaliação de ensino superior fará com que os cursos de ciências contábeis e administração mal avaliados pelo MEC escapem do corte no número de vagas neste semestre.

Em novembro, o governo anunciou que seriam cortadas cerca de 50 mil vagas nesses cursos e nos dez cursos da área de saúde. As medidas deveriam entrar em vigor neste semestre, mas só os cortes de saúde (31,5 mil vagas) foram realizados. Os resultados das avaliações dos cursos deveriam ter saído em outubro, mas só foram divulgados na segunda quinzena de novembro.

O ministério, que admite o atraso no processo, priorizou a definição de cortes na área de saúde. As punições das demais carreiras devem ser divulgadas nos próximos meses, para entrar em vigor no segundo semestre. Há no Brasil 1.052 cursos de ciências contábeis e 2.369 de administração –20% podem ser afetados pelos cortes, estima o MEC.

Leia mais em http://www1.folha.uol.com.br/saber/1051191-lentidao-do-mec-poupa-de-corte-cursos-mal-avaliados.shtml

(Folha)

Autor da Lei Seca é contrário à censura na internet

Em entrevista ao blog Repórter de Crime, na Feijoada do Amaral, no sábado de carnaval, o deputado federal Hugo Leal (PSC-RJ), autor da Lei Seca — que proíbe a ingestão de álcool para motoristas — se manifestou contrário à censura de perfis das redes sociais que informam os usuários sobre locais das blitze da Lei Seca, como o twitter do LeiSecaRJ, que é alvo de críticas deste blog. Em Goiás, há uma disputa entre o Ministério Público e a Procuradoria do Estado, que conseguiu na Justiça a proibição de um perfil que informava os locais das blitze. No início do mês, a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal em Goiás para bloquear perfis do Twitter que divulguem informações sobre horário e local das blitze no microblog

— Ninguém pode incentivar informação de blitze de Lei Seca. Agora informar sobre o trânsito é natural e não se pode bloquear isso nas redes sociais. O próprio criador do Lei SecaRJ já disse que o nome do twitter seria outro. Ele se transformou muito mais num twitter de trânsito — afirmou Hugo Leal.

Em dois anos e meio, a Operação Lei Seca abordou quase meio milhão de motoristas, dos quais apenas 1.211 foram presos alcoolizados. O Rio de Janeiro é o estado da federação onde a lei mais deu certo, salvando milhares de vidas no trânsito. Polêmica, a lei alterou bastante o comportamento dos motoristas, criando uma consciência de respeito à vida acima de tudo.

Com o crescimento das operações, os motoristas que bebem passaram a se recusar a soprar o bafômetro, acenando com o amplo direito de defesa, garantido pela Constituição, em que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. Por isso, o deputado Hugo Leal disse que entrou em discussão no Congresso a proposta de se produzir outras provas da embriaguez de um motorista, sem necessidade de ele usar o bafômetro.

Hugo Leal criticou o episódio recente, no qual um delegado de polícia foi flagrado desacatando um policial militar que atuava numa blitz da Lei Seca, no Rio.

— Lei vale pra todo mundo. Não tem pior nem melhor. A lei tem que valer pra todos. No trânsito somos todos iguais. Por isso não há condição de ter tratamento diferenciado. Na hora de provocar um atropelamento pode ser de qualquer classe e na hora de morrer também. Seja ele delegado, juiz e até os jornalistas — disse.

(O Globo)

Balanço parcial aponta sete mortes nas estradas estaduais

Sete pessoas morreram e 34 ficaram feridas nas estradas do Ceará, entre a noite da última sexta-feira (17) e o início da manhã desta segunda-feira (20). Os dados foram apresentados pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE-CE), que apontaram ainda 45 flagrantes por embriaguez.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) somente divulgará seus dados na quarta-feira (22), o mesmo devendo ocorrer com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), em relação aos homicídios e afogamentos.

Em 2011 e 2010, cerca de 90 pessoas morreram durante o Carnaval, entre acidentes de trânsito, homicídios e outras causas.

30 acidentes são registrados de ontem para hoje nas rodovias que cortam o Ceará

Pelo menos 30 acidentes foram registrados nas rodovias que cortam o Ceará somente durante este domingo, 19, e o início desta segunda-feira, 20, de Carnaval. O balanço é das polícias rodoviárias Federal e Estadual.

Nas CEs, das 7h de ontem às 7h de hoje, o número de acidentes chegou a 19, com 21 feridos e três mortos. De acordo com o soldado Falcão, a PRE já soma um total de 52 acidentes contabilizados desde as 14h da última sexta-feira, 17, quando foi iniciada a Operação Carnaval no Estado. O número total de feridos chegou a 34, além de seis mortos.

Na noite de ontem, Francisco Jackson Oliveira, de 23 anos, morreu após tombar a motocicleta que conduzia, no km 33 da CE-253, em Pacajus, Região Metropolitana de Fortaleza. A vítima, segunda a PRE, não possuía carteira de habilitação.

Já na no km 136 da CE-187, em Tianguá, a 335,8 km de Fortaleza, o pedestre Isaias Souza Amaral morreu após ser atropelado por um motociclista. Imediatamente após o atropelamento, às 4h20 da manhã, um outro motociclista não conseguiu desviar do acidente e acabou tombando a moto no mesmo trecho da via. A passageira da moto, Maria Ivonete Ferreira de Araújo, morreu no local, sem tempo de ser socorrida.

Já nas BRs, nove acidentes foram registrados de ontem para hoje. Duas pessoas ficaram feridas.

O POVO Online

Eduardo Paes exonera Carlos Lupi da Prefeitura do Rio

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O prefeito do Rio, Eduardo Paes, exonerou o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi do cargo de assessor especial da Prefeitura do Rio em Brasília. A decisão aconteceu um dia depois de Lupi ser anunciado como escolhido pelo cargo.

De acordo com nota divulgada pela assessoria do prefeito, a decisão aconteceu após Paes e Lupi “conversarem e entenderem por bem não ser adequado que ele assuma as funções de assessor no gabinete do prefeito”.

A nomeação de Carlos Lupi havia sido publicada na edição de sexta-feira (17) do Diário Oficial do município.

Na sexta-feira, Lupi chegou a demonstrar entusiasmo com a nomeação para o cargo. “Ele [o prefeito] quer que eu faça um trabalho pelos interesses do Rio, possíveis emendas, projetos. Fazer a ponte com Brasília. Como fui ministro e tenho boa relação com todo mundo, vou fazer esse meio de campo”, disse.

O salário do ex-ministro seria de R$ 8.500.

Presidente nacional do PDT, Lupi saiu do ministério após suspeitas de irregularidades em contratos com ONGs (organizações não governamentais).

Leia mais em http://www1.folha.uol.com.br/poder/1051222-eduardo-paes-exonera-carlos-lupi-da-prefeitura-do-rio.shtml

(Folha)

‘É a falta de rumo que assola o partido tucano há alguns anos’

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Um dos quadros tradicionais do PSDB, o ex-deputado Arnaldo Madeira, que foi líder do governo na Câmara no governo Fernando Henrique Cardoso e secretário da Casa Civil de Geraldo Alckmin (2003-2006), avalia que a polêmica sobre a prévia evidencia a “falta rumo no partido”.

“Deixar os caras sete meses trabalhando as prévias e agora fazer uma coisa desse tipo? É uma coisa inconcebível para mim. Aí é falta de rumo. O partido não sabe para aonde vai. Essa falta de rumo assola o PSDB há alguns anos, não é de agora. Esse é o fato mais notável. O partido está sem direção, perdido nacionalmente e em lugares como São Paulo, único lugar em que o partido existe para valer. Você tem toda uma militância que fica trabalhando oito, nove meses envolvida com candidaturas. Aí, de repente, um desavisado fala: ‘Vamos parar com tudo, não queremos prévia, fala para o Serra ser candidato’. Serra, tanto quanto eu sei, continua sem dizer que quer ser candidato. E, para ser candidato a prefeito, talvez mais do que para qualquer outro nível de governo, o cara precisa ter vontade”, disse.

O ex-deputado defende que uma nova geração assuma o partido. “Pessoalmente, acho que o partido tem uma figura nova que pode ser um candidato excepcional, que é o Andrea Matarazzo. Agora, tem que ter coragem. Vai ter 3% ou 4% nas pesquisas, é assim mesmo. Esse processo é desgastante para o partido”.

(Estadão)

Presidenta pede atenção aos motoristas na volta do feriado de carnaval

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (20) que os brasileiros que estão curtindo o carnaval devem ter cuidado ao pegar as estradas no retorno para casa. Em seu programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que a maioria dos acidentes de trânsito registrados nesta época do ano poderia ser evitada “com um pouco mais de atenção e responsabilidade”.

Segundo Dilma, no ano passado, mais de 27 mil motoristas foram multados apenas nas estradas federais porque estavam dirigindo alcoolizados. “Tem gente que ainda acha que pode beber e dirigir e que nada de ruim vai acontecer, mas não é assim, a gente sabe. É preciso mudar esse comportamento – álcool e volante não combinam mesmo”, disse.

Ela ressaltou que o motorista que bebe fica com os reflexos mais lentos para reagir a uma situação de perigo, além de perder a noção de distância, por exemplo, em relação a uma curva mais perigosa. “Se beber, é melhor pegar uma carona com o amigo, ir de táxi, de ônibus ou até adiar um pouco a viagem.”

De acordo com a presidenta, desde o dia 15 de dezembro até o próximo domingo (26), o governo realiza uma operação integrada em rodovias federais, estaduais e municipais. Na Operação RodoVida, a Polícia Rodoviária Federal, as polícias rodoviárias estaduais e os órgãos de segurança pública dos estados trabalham de forma articulada com o objetivo de reduzir os acidentes violentos no país.

“Agora, no carnaval, a Polícia Rodoviária Federal está com 9.200 policiais nas estradas para evitar, principalmente, o excesso de velocidade, a embriaguez e as ultrapassagens em local proibido. Além disso, os policiais contam com 1.800 bafômetros para evitar que as pessoas que consumiram bebidas alcoólicas continuem dirigindo e coloquem em risco a sua própria vida e a vida dos outros”, explicou.

(Agência Brasil)

Juiz propõe mudanças na lei de lavagem

O juiz federal Douglas Camarinha Gonzales recomenda a exclusão do artigo 1.º do projeto que altera a Lei de Lavagem de Dinheiro. A nova redação prevê como lavagem todo ato que oculte proveito econômico decorrente de infração criminal. “Um investidor que recebe aluguel e não declara ao Fisco tais rendimentos, vindo a reaplicar esse dinheiro na construção comercial, formalmente pode ser acusado de lavagem”, adverte Camarinha, da 6.ª Vara Criminal Federal de Lavagem de Capitais e Crimes Financeiros de São Paulo.

O projeto 3443/2008, aprovado pela Câmara, de volta ao Senado, divide juristas renomados, delegados federais e constitucionalistas. Qualquer delito poderá ser classificado crime antecedente para caracterizar lavagem – desde que a ação produza ativos ilícitos. A lei em vigor limita o rol dos crimes antecedentes.

Aos 37 anos, há 12 na magistratura federal e com mestrado em Direito do Estado pela USP, Camarinha avalia que o projeto impõe “necessária ampliação do rol de empresas e pessoas físicas obrigadas a prestar contas aos órgãos de fiscalização para a prevenção do delito”.

O juiz aprova “os pontos de prevenção da lavagem”, mediante a participação empresarial de entidades civis e da própria sociedade. “Busca-se menos processos e mais soluções eficientes.”

Alerta que o texto amplia o leque dos que terão de se enquadrar. “O projeto ressalta, de um lado, o setor financeiro e, de outro, setores que atraem investimento como de objetos de luxo, obras de arte, imóveis e feiras, de agenciamento de atletas profissionais e artistas. Arrola empresas de consultoria, assessoria e auditoria para a compra de imóveis e aplicações financeiras. O projeto alcança sim serviços de advocacia, salvo o setor criminal em razão do postulado constitucional do direito de defesa.”

O juiz anota sobre a responsabilidade das companhias. “Há um aprimoramento expressivo nacompliance, setor corporativo da empresa que cumpre exigências burocráticas para prover a correta informação às autoridades de movimentação suspeita. Tais entidades vão adotar política de controle de informação, cadastro e controle interno.”

(Estadão)

Grécia tem dia decisivo para tentar evitar calote financeiro

Os ministros das Finanças da zona do euro se reúnem nesta segunda-feira (20) para decidir se aceitam as contrapartidas da Grécia e se aprovam um pacote de resgate financeiro de 130 bilhões de euros (R$ 296 bilhões) para o país. Também será avaliada a redução, em bilhões de euros, da dívida grega perante bancos privados.

O pacote tem como objetivo evitar um calote de 14,5 bilhões de euros da Grécia, correspondentes aos títulos gregos que vencem em 20 de março.

Na semana passada, o Parlamento grego havia aprovado medidas de austeridade exigidas pela União Europeia, FMI e Banco Central Europeu como precondição para liberar o pacote de resgate.

A Grécia foi pressionada a aceitar cortes de gastos mais profundos, relativos a 1,5% do seu PIB, além de cortes previdenciários e de empregos, altamente impopulares entre os cidadãos gregos.

Se o plano fracassar, a Grécia não terá como pagar seus credores. Bancos e detentores dos títulos gregos perderiam não conseguiria mais obter dinheiro emprestado em lugar algum, ficando impossibilitada de pagar o que deve a seus próprios bancos. Isso poderia gerar pânico entre correntistas e possíveis quebras de bancos. O país também poderia ser forçado a deixar a zona do euro.

A Grécia tem gastado mais do que arrecada desde antes de entrar na zona do euro. Após a adoção da moeda comum, os gastos públicos cresceram ainda mais e os salários do funcionalismo praticamente dobraram.

(BBC Brasil)

Peritos da Aiea verificam o programa nuclear iraniano nesta segunda-feira

Uma equipe de peritos da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) desembarca nesta segunda-feira (20) em Teerã, no Irã, onde fica por dois dias para examinar o programa nuclear iraniano. É a segunda etapa de uma série de conversas retomadas no período de 29 a 31 de janeiro deste ano. “A agência está empenhada em intensificar o diálogo. Continua a ser essencial para avançar nas questões substantivas”, disse o diretor-geral da Aiea, Yukiya Amano.

Porém, na ocasião, os peritos não chegaram a examinar as centrais nucleares do país, apenas se limitaram a conversar com as autoridades iranianas. As reuniões desta segunda-feira e da terça-feira (21) foram confirmadas pela Aiea.

O programa nuclear iraniano é alvo de suspeitas por parte da comunidade internacional, que desconfia que há produção de armas atômicas. No entanto, as autoridades do Irã negam a produção de armas e dizem que as acusações são políticas. Mas em decorrência das suspeitas o país está sob uma rigorosa série de sanções econômicas, financeiras e militares desde 2010.

No final do ano passado, vazou parte do relatório de peritos da Aiea, informando que havia indícios sobre a produção de armas no país. Essas reuniões que serão retomadas amanhã são para esclarecer as dúvidas envolvem o assunto. Na semana passada, a Organização das Nações Unidas (ONU) apelou para que as autoridades iranianas cooperarem com a comunidade internacional.

(Agência Brasil)

Há 30 anos, mercado ansiava por produto revolucionário: o videocassete

“Dentro de mais alguns dias, as lojas de eletrodomésticos estarão oferecendo aos consumidores um novo produto: o videocassete, uma recente maravilha. Embora o preço exato seja ainda desconhecido, acredita-se que ficará em torno de 400 mil cruzeiros”.

A informação foi um dos destaques na edição do O POVO, no dia 19 de fevereiro de 1982. Também conhecido pela sua sigla inglesa VCR (Video Cassette Recorder), o mercado de videocassetes no Brasil começa no início da década de 1980.

Os primeiros aparelhos eram importados (legal ou ilegalmente) e por se tratarem de equipamentos feitos para o mercado americano funcionavam no padrão de cores NTSC, o que resultava no Brasil na gravação e reprodução de imagens apenas preto e branco. Assim para funcionarem corretamente com padrão de televisão em cores adotado localmente, o PAL-M, necessitavam de uma adaptação. Pensando nisto a SONY para atender o mercado que começava, passou então a importar do Panamá aparelhos no formato Betamax já adaptados para o sistema brasileiro.

Nesta época os VHS que chegavam ao país eram praticamente todos contrabandeados a um preço muito menor. Adaptados em oficinas de manutenção de equipamentos eletrônicos funcionavam bem, o que facilitou sua difusão.

Em outubro de 2008 a Distribution Video & Audio, a última grande distribuidora de fitas VHS dos Estados Unidos, anunciou que entregou o último lote do seu produto, diante do estouro em vendas dos DVDs. Conforme afirmou seu presidente, “ele está morto, é isso, este é o último Natal, sem dúvida. Eu fui o último a continuar comprando VHS e o último a continuar vendendo, e chega. Qualquer coisa que tenha sobrado no estoque, nós daremos ou jogaremos fora.”, acrescenta ainda ao final “é uma tecnologia morta (…) em três anos tudo será blu-ray” O último filme de Hollywood lançado em VHS foi “Uma história de violência”, em 2006.

(com O POVO / Há 30 anos e com Wikipédia)

EUA e Grã-Bretanha alertam governo de Israel para não atacar Irã

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha instaram Israel a não atacar o programa nuclear do Irã. O pedido feito neste domingo (19), quando o assessor de segurança nacional da Casa Branca chegou à região, reflete o crescente nervosismo internacional em relação à ameaça de um possível ataque israelense.  

Nos seus alertas, tanto o chefe adjunto de Estado-Maior americano, general Martin Dempsey, quanto o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, disseram que um ataque israelense ao Irã teria grave consequências para toda a região e exortaram Israel a dar mais uma chance às sanções internacionais contra aquele país. Dempsey afirmou que um ataque de Israel não seria “prudente”, enquanto Hague disse que não seria uma coisa “sábia”.  

Tanto Israel quanto o Ocidente acreditam que o Irã esteja tentando desenvolver uma bomba nuclear – uma acusação que o governo de Teerã nega. Mas as diferenças emergiram em relação a como responder a ameaça nuclear iraniana.   Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) impuseram severas sanções visando atingir o setor de petróleo do Irã, que é o esteio da economia iraniana. Com as sanções apenas começando a surtir efeito, americanos e europeus vêm expressando otimismo que o Irã possa ser persuadido a restringir suas ambições nucleares. 

Hoje, o ministro do Petróleo iraniano disse que o país interrompeu seus embarques de petróleo para a Grã-Bretanha e França numa represália preventiva contra a UE. A agência de notícias iraniana Mehr afirmou que a Companhia de Petróleo Nacional Iraniana enviou cartas para algumas refinarias europeias com um ultimato para assinar contratos de longo prazo, de dois ou cinco anos, ou ter o fornecimento imediatamente cortado. Os 27 países da UE respondem por 18% das exportações de petróleo do país. 

Já Israel recebeu bem a adoção das sanções, mas tem repetidamente recusado a descartar uma ação militar e nas últimas semanas tem dado sinais de que sua paciência está chegando ao fim. Israel acredita que um Irã armado com uma bomba nuclear seria uma ameaça a sua existência, citando o apoio iraniano a grupos militantes árabes, seu sofisticado arsenal de mísseis capazes de atingir Israel e as declarações de líderes iranianos pedindo a destruição do Estado judeu.

(Agência Estado)

Justiça do Rio concede habeas corpus para dez oficiais militares

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O Tribunal de Justiça do Rio concedeu habeas corpus para dez oficiais militares presos no Rio, acusados de incitarem a paralisação da categoria. Na madrugada deste domingo (19), dois bombeiros já haviam sido soltos pela Justiça.

Eles estavam presos no Grupamento Especial Prisional da corporação, na zona norte da cidade. Segundo a Constituição, nenhum militar pode fazer greve. O líder do movimento, o bombeiro Benevenuto Daciolo é um dos beneficiados da decisão impetrada pelo desembargador Adolpho Andrade.

Daciolo foi o primeiro a ser preso no dia 9, quando voltava de Salvador, acusado de orquestrar uma greve no Rio, por meio de conversas telefônicas gravadas pelo governo da Bahia. Ele foi um dos líderes do movimento grevista dos bombeiros fluminenses no ano passado e chegou a ser detido junto com 400 militares por motim.

Esses foram os últimos dos 17 policiais militares e dez bombeiros detidos há duas semanas. Antes de serem enviados às unidades prisionais de suas corporações, o grupo foi levado ao Complexo Penitenciário de Bangu. Na última quarta-feira (15) eles voltaram para a prisão da corporação, dois dias após a decisão dos grevistas de interromperem a paralisação.

(Agência Brasil)

Israel tomará sozinho decisão de atacar Irã, diz chefe do Estado-Maior

Israel tomará sozinho a decisão de atacar o Irã, declarou na noite de sábado o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses, o general Benny Gantz, antes do início de uma visita do conselheiro de segurança nacional do presidente americano Barack Obama.

“Israel é o fiador central de sua própria segurança. É nosso papel como Exército. O Estado de Israel deve se defender”, argumentou ele em uma entrevista à rede de televisão pública.

Gantz aceitou neste final de semana dar uma série de entrevistas aos principais canais de televisão, dedicadas essencialmente à crise iraniana.

As entrevistas coincidem com a chegada a Israel do conselheiro de segurança nacional americano, Tom Donilon, para realizar “consultas com funcionários de alto escalão israelenses sobre diversos temas, entre eles os de Irã, Síria e questões relativas à segurança da região”.

Segundo Gantz, o Irã não apenas é um “problema israelense”, mas também “um problema regional e mundial”.

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, convocou neste sábado a comunidade internacional para aumentar o regime de sanções contra o Irã antes que este país ingresse em uma “zona de imunidade” que o tornaria invulnerável aos ataques contra seu programa nuclear.

Há algumas semanas, persiste o rumor de que Israel poderia bombardear o Irã para paralisar seu programa nuclear.

Leia mais em http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1050998-israel-tomara-sozinho-decisao-de-atacar-ira-diz-chefe-do-estado-maior.shtml

(France Presse com Folha)

Caminhos tortuosos da mobilidade

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Em artigo publicado neste domingo (19) nas páginas de Política do O POVO, a professora doutora da UFC/Psicologia/Sobral, Gislene Maia de Macêdo, questiona a validade do estudo do Transfor para Fortaleza, diante do projeto ter sido elaborado há cerca de 10 anos. Para a professora doutora “falta coragem de agir na linha da ruptura das lógicas individuais e privadas e sustentar uma posição de respeito e luta pela dignidade humana em todos os sentidos”. Confira:

Ao revisitar informações sobre o Transfor, cujo contrato foi assinado em 2006, mas desde 1998 a proposta existe, vejo as louvações ao projeto como se dependesse somente dele a solução de todos os problemas de trânsito em Fortaleza.

Ora, uma análise mais apurada pode lançar luz sobre as rotas espessas e amplas da complexa rede de (ou da falta de) mobilidade, reforço, humana na cidade. Porque é das pessoas que devemos cuidar. Dados do DETRAN-CE mostram a distribuição da frota de veículos no interior e na capital até dezembro de 2011. Os automóveis representam 37,6% da frota total, onde 57,6% estão em Fortaleza. Motocicletas já somam 43,1% da frota no Ceará, dos quais 23,8% são da capital. No caso de ônibus e microônibus apenas 0,39% e 0,75%, respectivamente, representam a frota desses veículos na cidade de Fortaleza.

Dados do Anuário do Transporte 2010 da ETTUFOR informam que a frota circulante de ônibus em dias úteis é de 1.745 veículos, aos sábados 68,6% e aos domingos 48,3% dessa frota atendem à população. Diante desses dados e de algumas mudanças propostas e em andamento pelo Transfor é possível termos noções claras sobre a situação de trânsito e transporte de Fortaleza.

Será mesmo que o alargamento de vias, corredores exclusivos de ônibus, mais 30 km de novas ciclovias e uma maior integração do sistema de transporte coletivo é uma saída ousada e suficiente para o que enfrentamos nos deslocamentos diários na capital nos dias de hoje?

Passados quase 10 anos, do projeto à sua finalização, as necessidades identificadas no estudo balizador do Transfor valem para a Fortaleza de hoje?

Penso que nos estudos de demanda para o uso do transporte coletivo é necessário também políticas e ações de geração de novas demandas e mais usuários. É preciso ampliar para que mais e mais pessoas se sintam instigadas a deixar os seus veículos em casa e passem a usar o transporte público e os não motorizados, além de viagens a pé, para que possamos de fato ver acontecer no cotidiano a mobilidade viva, humana e sustentável para as pessoas e não apenas aos bolsos dos que lucram com a precariedade do transporte público.

O Estatuto das Cidades prevê a obrigatoriedade de plano de mobilidade urbana para cidades com mais de 500 mil habitantes. O Plano Diretor de Fortaleza, Lei Complementar Nº 062, de 02/02/2009, prevê no Capítulo VI, Da política de Mobilidade Urbana, Art. 35., uma série de diretrizes desde melhorias no transporte público até cuidados com os passeios, os espaços para pedestres, pessoas com deficiência e/ou com mobilidade reduzida, além dos ciclistas. Prevê ainda que até 2011 fosse elaborado e executado Plano Diretor de Mobilidade de Fortaleza, onde houvesse a participação efetiva da população. Além disso, o Ministério das Cidades, em sua Secretaria de Mobilidade, publicou Guia de elaboração e execução de plano de mobilidade sustentável para cidades de médio e grande porte, PlanMob, em que orienta passo a passo os caminhos para que a mobilidade urbana possa de fato caminhar a passos largos em direção à cidades saudáveis, voltadas para as pessoas.

Quando se pergunta o que fazer diante das idiossincrasias existentes hoje na mobilidade urbana de Fortaleza, o que tenho a dizer é: coragem, falta coragem de agir na linha da ruptura das lógicas individuais e privadas e sustentar uma posição de respeito e luta pela dignidade humana em todos os sentidos. Mobilidade é uma forma explícita, um termômetro das desigualdades sociais e econômicas existentes na cidade.

Enquanto nossas calçadas, ruas e espaços públicos não forem lugares onde toda e qualquer pessoa se sinta respeitada ao utilizar, enquanto nossos transportes públicos não forem bons o suficientes para cada governante ou legislador utilizar em seu cotidiano, também não será para as pessoas, os trabalhadores, estudantes, idosos, pessoas com deficiência, na verdade, todos nós. O que fazer? Fazer! Estatuto das Cidades (2001), Plano Diretor Participativo do Município de Fortaleza (2009), Lei do Sistema Cicloviário de Fortaleza (2011), PlanMob (2007) e Política Nacional de Mobilidade Urbana (2012) são alguns dos referenciais marcantes que apontam saídas, modos de fazer das cidades espaços comuns, lugares bons de estar e também de se deslocar, sair de um lugar e ir a outros sem medo do que pode acontecer na esquina.

O Transfor é uma medida válida, mas não é a única e não pode ser colocado como referencia de plano de mobilidade de Fortaleza, uma vez que mobilidade é muito mais do que isso.

Mobilidade urbana é a pauta da vez

Com a redemocratização e a volta das eleições diretas para a escolha dos governantes nas três esferas de poder no País, temas recorrentes têm tomado a pauta das campanhas de forma quase absoluta. Nos últimos anos, de maneira cíclica, saúde, educação, emprego e segurança pública têm se alternado como mote de discussões, por vezes mais ideologizadas, do que propriamente no sentido de se avançar para a proposição de soluções factíveis. Mesmo assim, não há como negar que em algumas dessas áreas tivemos ganhos a partir desses debates, apesar de desvirtuações próprias do período eleitoral.

O crescimento econômico do País, todavia, principalmente durante o governo Lula, impõe para o próximo pleito um tema fundamental e novo nesse menu político eleitoral, que é a mobilidade urbana. Alçado em termos de preocupação da sociedade ao mesmo patamar de temas como saúde, segurança pública e educação ou o emprego, esse problema ganhou tal dimensão nas grandes e médias cidades, que é impossível tratá-lo hoje de forma isolada. O mais grave é que não se vê um debate franco e fora do mero diagnóstico, apontando para perspectivas de melhora a curto ou médio prazo.

Diante disso, penso que em termos de contribuir para a discussão, o primeiro passo são as gestões públicas reconhecerem que foram incapazes de lidar com o problema. E aqui não importa qual o viés ideológico de quem está gerindo no momento determinada cidade. O fato é que o País e o seu desenvolvimento na última década se geraram inegáveis ganhos à população, trouxeram a reboque essa questão que não pode mais ser ignorada. O pleito deste ano, portanto, até por serem as cidades o locus do problema, oferece uma ótima oportunidade para se pensar em planejamento na área de mobilidade urbana.

Um debate, todavia, que não sirva para escamotear o problema com propostas mirabolantes ou que tenham como pano de fundo o achismo como base fundamental. O enfrentamento da questão da mobilidade urbana exige que haja por parte dos pretensos gestores visão de futuro sobre o que nos espera. A tendência é que o País continue crescendo razoavelmente bem nos próximos, e em vista disso, os grandes aglomerados urbanos serão diretamente afetados e, caso isso não seja discutido agora, estaremos perdendo ótima oportunidade.

(O POVO / Menu Político / Luiz Henrique Campos)

Lei que pune suborno nos EUA assusta brasileiros

Uma lei americana que pune o suborno de políticos e premia delatores com mais de US$ 100 mil mudou a rotina de empresas brasileiras nos Estados Unidos.

Preocupadas com as multas milionárias da lei Dodd-Frank, em vigor desde 2011, companhias como a CPFL e Braskem, com ações na Bolsa americana, e multinacionais como Qualicorp e Kimberly-Clark criaram normas internas para se prevenir, até mesmo com canais internos para denunciar colegas.

O fundo para delatores é de US$ 450 milhões. Até casos de suborno a políticos de fora dos EUA podem render punição.

Um dos reflexos da lei é o aumento de auditorias no Brasil. Metade da receita das investigações da PricewaterhouseCoopers no país já é resultado dessa lei.

Na Ernst & Young Terco houve aumento de 100% nas investigações encomendadas por estrangeiros para saber o risco de fechar negócios no Brasil.

Leia mais em http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1050926-lei-que-pune-suborno-nos-eua-assusta-brasileiros.shtml

(Folha)

Motivações

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Falta conhecer os motivos verdadeiros da insatisfação dos que discordam da manutenção da atual aliança partidária com o PT municipal. Supõe-se que se a questão fosse apenas de eficiência administrativa, não haveria razões para ruptura, pois falhas poderiam ser corrigidas por um novo administrador provindo do mesmo segmento político e ideológico da prefeita.

Mais sincero é dizer que o xis da questão se encontra nas opções político-administrativas. Por exemplo: priorizar o desenvolvimento sustentável e as aspirações sociais, ao invés de interesses de segmentos econômicos restritos é inaceitável para alguns críticos.

(O POVO / Coluna Concidadania / Valdemar Menezes)