Blog do Eliomar

Categorias para Sem categoria

OAB quer entrar com ação na Justiça contra reajuste da Cagece

506 1

A Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil, regional do Ceará, quer entrar com ação na Justiça contra o reajuste de 15,86% concedido pela Agência Reguladora do Ceará para a conta da água e esgoto da Cagece. Para o organismo, um percentual abusivo.

Nesta terça-feira, 12, a partir das 15 horas, na sede da Ordem, haverá uma audiência pública para tratar do assunto.

Foram convidados para esse encntro os representantes da Arce, Autarquia de Regulação, Fiscalização e Controle dos Serviços Públicos de Saneamento Ambiental (ACFOR), Cagece, Decon, Procon Fortaleza e do Procon Assembleia.

Reajuste

A Cagece protocolou junto a Arce dois pedidos administrativos para aumentos de tarifas. O primeiro, sobre serviços indiretos e outro em relação à revisão tarifária do serviço que presta. Segundo o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Thiago Fujita, o percentual de reajuste de 15,86% e o possível aumento da tabela dos serviços indiretos nas tarifas de água e esgoto que deve chegar a mais 100%, podem ser considerados abusivos.

Quando o Estado intriga o liberal

Com o título “Quando o Estado intriga um liberal”, eis artigo de Igor Macedo de Lucena, economista, empresário e professor do curso de Ciências Econômicas da UniFanor  e membre do Institut Français des Relations Internationales. Confira:

O título deste artigo pode parecer ambíguo à primeira vista, mas acredito que posso trazer um ponto de vista reflexivo e até mesmo do chamado “caminho do meio” como diriam nós, os budistas.

Tenho orgulho das teorias liberais euro-americanas, que na ânsia de defender os indivíduos contra o Estado gigante, tiveram por meio de seus autores as mais belas teorias que assentaram as democracias modernas. Quando falamos de Liberalismo, falamos de direitos individuais, de propriedade privada, de livre imprensa, da livre iniciativa empresarial, dos direitos civis, da democracia e do Estado de direito. O Liberalismo é a prática da “free will”.

Foram baseados nesses princípios que a Europa Ocidental, os Estados Unidos e o Japão criaram após 1945 o que intitulamos hoje de Ordem Liberal Internacional, que de maneira hegemônica evoca o que chamamos de qualidades de uma economia e de um país moderno. Essas nações se desenvolveram a tal ponto que se tornaram o G7, ou o grupo das nações mais industrializadas do planeta e ao mesmo tempo aquelas que conseguiram níveis de influência, qualidade de vida e tecnologias invejadas por todo o planeta.

Nos últimos 20 anos algo vem fundamentalmente alterando essa característica, e essa mudança que se apresenta dentro da economia de mercado liberal está sendo liderada justamente pelo Estado, uma grande ironia e um retorno ao poder do Estado gigante.

O setor bancário, que surgiu nas províncias italianas, hoje tem nas suas quatro primeiras posições mundiais quatro bancos estatais: Industrial and Commercial Bank of China, China Construction Bank Corporation, Agricultural Bank of China e o Bank of China, todos com mais de três trilhões de dólares em assets e acima dos famosos JP Morgan (norte americano), Mitsubishi UFJ (japonês) e do Deutsche Bank (alemão).

Quando os primeiros fundos de investimento foram criados nos Estados Unidos, vieram seguidos de uma importante revolução para o mercado financeiro, algo que está inclusive se tornando cada vez mais acessível para os brasileiros e tem sua origem na liberalização dos mercados financeiros. Entretanto o maior fundo do mundo hoje é o norueguês Statens pensjonsfond, administrado pelo governo e que possui mais de US$ 1 trilhão em ativos, incluindo 1,3% das ações e títulos mundiais, tornando-se o maior fundo do mundo.

No mercado das companhias aéreas, que outrora foram dominadas pelas empresas asiáticas e europeias por sua qualidade de serviços, pontualidade de horários e excelência administrativa, hoje são disputados em pé de igualdade pelas três gigantes árabes Emirates, Etihad e Qatar Airways, controladas pelos Emirados e instrumentos de divulgação e turismo de seus países.

Como é possível entender que países como Estados Unidos e o Reino Unido, que já foram os grandes motores da economia mundial por meio de suas teorias econômicas e liberalização dos mercados, perderam a primazia do desenvolvimento econômico do mundo? Como compreender que hoje essas duas nações preferem olhar para teorias como “America First” ou “Brexit” sem entender que se fecham para o mundo e vão contra todo um arcabouço de soft power desenvolvido por eles nos últimos 70 anos? Hoje encontramos a grande locomotiva mundial fundamentalmente na Belt and Road Initiative e nas decisões do governo de Xi Jiping.

Acredito que um desses motivos é a uma clara face cíclica e contraditória do capitalismo liberal em si. Salvo raríssimas exceções como a Austrália que está sem recessão há mais de 18 anos, o capitalismo liberal vive de ciclos de crescimento e ciclos recessivos. E uma das principais características dos ciclos recessivos é uma forte atuação do Estado, seja para reparar falhas de mercado, seja para salvar mercados em bailouts. O problema é que talvez o Estado esteja crescendo demais, e tornando mais difícil que as teorias liberais possam florescer novamente.

Atualmente nos encontramos em um momento aonde o Estado tenta mostrar mais uma vez a sua preponderância na sociedade, mas ao invés de combater as ideias do capitalismo liberal, ele encontra uma nova vertente, um “Capitalismo de Estado”, aonde consegue competir com as empresas e Estados liberais, muitas vezes com artifícios e subsídios que tornam a concorrência até desleal, mas se mantendo dentro do jogo do mercado, da oferta e da demanda.

Algo bastante comum nas aulas de graduação sobre política econômica são perguntas sobre quem estaria certo do ponto de vista teórico. Argumentos prós e contras Smith, Ricardo, Misses, Keynes, Krugman existem aos montes. Esse equilíbrio até onde o Estado deve atuar e até onde a livre iniciativa tem sua importância vai continuar sendo objeto de debates e disputa pelos próximos 100 anos. Por isso a resposta a essa pergunta é depende.

Depende de quando estamos falando, de onde estamos falando, em que circunstância estamos falando. Se falarmos em 1929 e em 2008 a teoria Keynesiana de forte atuação estatal como propulsor de demanda se encaixa como uma luva, entretanto se falarmos em 1970 e em 2019 nada mais correto do que a liberalização de mercado de Von Misses.

No mundo econômico real (fora do marxismo, socialismo, nova matriz e bobismos sem fundamento) as teorias são uteis a momentos históricos e sociais, o certo e errado, o preto e o branco não são claros e dependem das condições e aonde são alocados.

A economia não é uma ciência no preto e no branco e há hoje uma dificuldade de parcela da sociedade de entender isso. Em parte isso ocorre pois o mundo econômico é indissociável do mundo político, por isso chamamos esse campo de estudo de Política Econômica.

Acredito que existe um caminho do meio sim, no qual tanto o Estado quanto a livre iniciativa tem seu papel, em que um pode ser complementar ao outro, desde que estejam cada um no seu quadrado, respeitando regras e limites, que se apliquem a todos os agentes, nacionais e internacionais.

Entretanto não temos uma constituição universal e vivemos na chamada “Anarquia Internacional” aonde cada sociedade se articula da maneira que considera ser mais vantajosa para seus interesses no campo das disputas geoeconômicas.

Como vivemos durante muitas décadas no Brasil do Estado gigante, minha sugestão é que precisamos de uma boa dose de liberalismo nos próximos anos para achar o nosso caminho do meio.

*Igor Macedo de Lucena,

Economista, empresário e professor do curso de Ciências Econômicas da UniFanor  e membre do Institut Français des Relations Internationales.

Fundadora da Dudalina falará sobre Empreendedorismo em Fortaleza

O Grupo Mulheres do Brasil, núcleo de Fortaleza, está retomando atividades neste mês.

O primeiro encontro está marcado para a próxima sexta-feira, 15, a partir das 18 horas, e ocorrerá no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Na programação, Sonia Hess, fundadora da marca Dudalina, que abordará o tema Empreendedorismo.

(Foto – Divulgação)

Livro de cearenses quer mostrar radiografia do sistema prisional brasileiro

Nos bastidores do sistema prisional brasileiro.

Os agentes penitenciários cearenses Manoel Serafim e Adailson d Silva, também psicólogo, filósofo, teólogo e escritor de 10 livros, estão finalizando o livro “Encarceramento em massa no Brasil: um raio x do sistema prisional brasileiro.” Serafim conta que é agente há mais 11 anos e que foi candidato a presidente do Sindasp por três vezes, com formação em Letras pela UFC.

Ele diz que o livro é dedicado a todos os agentes penitenciários do Brasil, mas enfrenta dificuldade para concretizá-lo, em razão do custo: cerca de RS 9.000,00. “Este valor se refere a diagramação, registo catalográfico, editora, arte gráfica etc. Já investimos uma quantia e, embora a obra já esteja pronta, não chegamos a este montante para materializá-la” explica Serafim.

Os dois autores pedem o apoio da sociedade para concretizar a obra. “Qualquer valor será prestimoso para finalização do projeto. Aquele que porventura queira e possa doar RS 50,00 ou mais, no ato do lançamento, receberá o livro sem qualquer ônus”, acentua.

SERVIÇO

Doações

Manoel Serafim da Silva – Bradesco
AG. 693
C/C 16739-8.

(Foto – Mauri Melo)

Uma segunda-feira de poucas chuvas no Ceará

Choveu em 16 municípios cearenses nesta segunda-feira, de acordo com boletim divulgado pela Funceme. Mas para esta treçap-feira, o órgão prevê nebulosidade variável com eventos de chuva no Centro-Norte.

Nas demais regiões, céu parcialmente nublado.

Confira as 10 maiores chuvas

Morada Nova (Posto: Fazenda Lacraia) : 61.3 mm

Limoeiro Do Norte (Posto: Limoeiro Do Norte) : 47.0 mm

Limoeiro Do Norte (Posto: Sitio Malhada) : 46.7 mm

Jaguaruana (Posto: Borges) : 38.3 mm

Morada Nova (Posto: Roldao) : 34.0 mm

Russas (Posto: Peixe) : 22.2 mm

Russas (Posto: Sitio Timbauba Macore) : 20.3 mm

Ocara (Posto: Açude Batente) : 20.0 mm

Aracoiaba (Posto: Furnas) : 17.0 mm

Camocim (Posto: Camocim) : 16.0 mm

Heitor vai cobrar de Camilo o reajuste dos servidores

O deputado estadual Heitor Férrer (SD) vai insistir, nesta semana, da tribuna da Assembleia, por reajuste salarial para os servidores públicos estaduais. Isso, principalmente depois da divulgação da boa condição fiscal do Ceará, o que foi divulgado em coletiva, semana passada, pelo governador Camilo Santana.

Heitor avalia que o governo pode conceda não somente o reajuste da inflação, mas também um aumento efetivo que compense as perdas salariais dos últimos ano, que chegam a 17%.

Heitor Férrer lembrou que já estamos em fevereiro e a mensagem do governo ainda não foi encaminhada para os deputados. “Nós estamos em fevereiro e cadê o aumento dos servidores públicos? A data base é em janeiro”, lembra o parlamentar.

(Foto – ALCE)

Morre Aderson Maia, ex-presidente da APCDEC e do Sindicato dos Radialistas do Ceará

740 2

Morreu, nesta manhã de segunda-feira, o radialista Aderson Maia (82). Ele estava internado, há semanas, no Hospital Otoclínica e morreu vítima de complicações do diabetes.

Aderson Maia foi presidente do Sindicato dos Radialistas do Ceará e da Associação dos Profissionais da Crônica Desportiva do Estado (Apcdec), bem como dirigente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Estado.

Ele também presidiu a Associação Brasileira dos Cronistas Esportivos (Abrace) e ocupou a vice-presidência da Associação Internacional de Imprensa Esportiva.

O velório ocorrerá na Igreja Presbiteriana (Rua Visconde do Rio Branco – Centro), a partir das 12 horas. A família não informou ainda sobre o enterro.

(Foto – Divulgação)

Alexandre Frota emplaca na Secretaria do Audiovisual jornalista que fez seu livro biográfico

395 1

Saiu no Diário Oficial da União desta sexta-feira a nomeação do jornalista Pedro Henrique Maciel Peixoto como novo secretário do Audiovisual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania. A nomeação traz o aval do deputado federal e ator Alexandre Frota (PSL-SP).

Peixoto é autor do livro “Identidade Frota: A estrela e a escuridão” que trata da biografia do parlamentar. Nesta semana, Frota já havia conseguido a nomeação de seu personal trainer e padrinho de casamento, Jean Carlos Pereira Nunes, conhecido como Jean Personal, como secretário parlamentar.

 

document

 

(Foto – DCM)

TV Ceará sob nova direção

541 1

A TV Ceará não está mais sem presidente.

A jornalista Ana Cristina Cavalcante assumirá as rédeas da emissora oficial, deixando o cargo de coordenadora de Imprensa do Governo. Para o lugar dela, entra o jornalista Ciro Câmara.

Ana Cristina entra no lugar do jornalista Adriano Muniz, que decidiu se dedicar ao setor privado.

(Foto – Divulgação)

Projeto quer divulgação de crimes elucidados nos Estados

O deputado federal Roberto Pessoa (PSDB) deu entrada num projeto de lei que aponta para a implementação de medidas voltadas a elaboração e divulgação de estatísticas criminais. Uma lei recente, de 2018, criou no âmbito do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, o Sistema Único de Segurança Pública-SUSP, que deverá planejar e executar as ações de segurança pública em todo o Brasil, com o objetivo de garantir a eficiência das atividades policiais.

O projeto do Roberto Pessoa quer também a divulgação dos crimes elucidados e que estes dados sejam compartilhados com a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados e com a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal.

Segundo Roberto Pessoa, com a taxa de elucidação de crimes será possível aferir com clareza e objetividade a eficiência do Sistema de Segurança Pública.

Banco Central mantém taxa básico de juros no menor nível da história: 6,5%

271 1

Pela sétima vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano, na primeira reunião do órgão do ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros. Com a decisão de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.

Em comunicado, o Copom informou que a manutenção dos juros em níveis baixos depende do progresso de reformas estruturais da economia brasileira. Segundo o BC, a percepção de continuidade dessas medidas afeta as expectativas econômicas.

Em relação ao cenário externo, a nota indicou que diminuiu o risco de inflação provocada por instabilidades na economia internacional. Isso porque fatores como as disputas comerciais e o Brexit – saída do Reino Unido da União Europeia – podem fazer a economia global desacelerar neste ano.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2018, o indicador fechou em 3,75%, contra 2,95% em 2017. O índice de janeiro só será divulgado nesta sexta-feira (8).

Para 2019, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu meta de inflação de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Inflação
No Relatório de Inflação divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2019 em 4% e continuará baixo até 2021. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,94%.

Depois de fechar abaixo do piso da meta em 2017, a inflação subiu no ano passado afetada pela greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias e provocou desabastecimento de alguns produtos no mercado, e por causa da alta do dólar no período. Mesmo assim, o IPCA voltou a registrar níveis baixos nos últimos meses de 2018, tendo encerrado o ano abaixo de 4%.

Crédito mais barato
A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, o BC projetava expansão da economia de 2,4% para este ano. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos preveem crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2019.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

*Texto ampliado às 18h40

Michel Lins anuncia licitação para construção da Areninha do “Tigrão”

1323 1

O vereador Michel Lins (PPS) anunciou nesta quarta-feira, na Câmara Municipal, mais uma conquista para os moradores de Fortaleza, especialmente dos bairros Parque Araxá e Rodolfo Teófilo. Trata-se do processo de licitação para a construção da Areninha do Tigrão, que deve começar no mês de março.

Ele destacou a importância do equipamento para aquela área da Capital cearense, como o estímulo à prática de esportes, a valorização dos terrenos ao redor, crescimento do comércio e também para a segurança pública.

“Hoje ninguém tem coragem de passar pelo campo do Tigrão à noite, por causa da escuridão e da ausência de iniciativas que visem sua ocupação por parte da população”, disse Michel, destacando que a construção da areninha foi uma ação do seu mandato através de um projeto de indicação apresentado na Câmara e que contou com a aprovação do prefeito Roberto Cláudio (PDT).

(Foto – CMFor)

Tin Gomes perde espaço na nova mesa diretora da Assembleia, mas emplaca aliado em secretaria

456 1

O governador Camilo Santana (PT) nomeou Sandro Camilo para o cargo de secretário executivo de Planejamento e Gestão Interna da Secretaria de Proteção Social, Justiça, Mulheres e Direitos Humanos.

Sandro, que já foi adjunto da extinta Secretaria da Justiça – época do advogado Hélio Leitão, é da confiança do deputado estadual Tin Gomes, ex-primeiro vice-presidente do Poder Legislativo e que esteve com nome na disputa pela presidência dessa Casa.

(Foto – Arquivo)

Conselho Estadual do Meio Ambiente debaterá segurança das barragens do Ceará

Nesta quinta-feira, às 14 horas, o Conselho Estadual do Meio Ambiente vai debater, no auditório da Semace, a segurança das barragens do Ceará. Será a primeira reunião do ano do colegiado.

O tema será apresentado aos conselheiros por representantes da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), responsável pelo licenciamento de obras e da operação de reservatórios hídricos públicos e privados com diferentes capacidades de armazenamento. A autarquia também é responsável pela fiscalização do cumprimento da legislação ambiental por parte dos responsáveis.

Também falarão sobre a segurança das barragens representantes da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea). A pauta foi sugerida pela presidente do Coema e secretário do Meio Ambiente Artur Bruno, depois do desastre ambiental de Brumadinho.

Para Artur Bruno, é preciso averiguar se todos esses órgãos fiscalizam, monitoram e se a Semace tem licenciado da “melhor maneira possível” as barragens do Ceará. “É fundamental que a população sinta-se segura. No Ceará, nós não temos as barragens de rejeitos, mas temos estruturas físicas que represam água e, quando acontece um inverno com intensidade muito forte de chuvas, acaba deixando a população preocupada”, disse Bruno

“Temos certeza que os órgãos estão agindo bem, mas é preciso que todos digam efetivamente o que estão fazendo e o que está faltando para que o Conselho Estadual do Meio Ambiente possa tomar alguma medida, caso seja necessário”, encerra. Participarão da 267a reunião ordinária do Coema, como debatedores, os seguintes representantes: João Lúcio (Cogerh), Francisco Teixeira (SRH), Emanuel Maia (Crea) e Carlos Alberto Mendes (Semace).

(Foto – Paulo MOska)

Seminário debaterá Mídia e Direitos para a Infância e Juventude

Vem aí o Seminário Mídia e Direitos Humanos para a Infância e Juventude: Um olhar para a cultura de paz.  A realização é do Curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza e da ONG Terra des Hommes. Ocorrerá dia 13 próximo, a partir das 9 horas, no auditório da Biblioteca da Unifor.

Para esse encontro, foram convidadas as jornalistas Suzana Varjão, consultora da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), e Eulália Camurça, editora do Sistema Verdes Mares e também mestre em Direito.

SERVIÇO

*Mais Informações – (85) 3263 1142

*Também no www.tdhbrasil.org

(Foto – Uni7)

Irmã Anette ganha título de Doutor Honoris Causa da Urca

Irmã Annette Dumoulin, belga que dedica, há anos, sua vida ao trabalho social de apoio aos romeiros de Juazeiro do Norte, é a mais nova agraciada com o titulo de Doutor Honoris Causa da Universidade Regional do Cariri (Urca). Ela recebeu a homenagem em plena Romaria das Candeias, encerrada no último fim de semana.

A religiosa tem somadas importantes contribuições nas áreas da cultura, social, educacional, além de colaborar com estudos relacionados ao Padre Cícero e valorização da cultura romeira. São 40 anos de trabalho na Igreja de Nossa Senhora das Dores, sobretudo nas celebrações destinadas ao povo romeiro. No Círculo Operário São José, realiza um encontro com peregrinos desde 1976, denominado reunião das 15 horas.

Perfil

Anne Dumoulin, conhecida popularmente como Irmã Annette, nasceu no dia 14 de julho de 1935 na cidade de Liége, na Bélgica. Com cinco anos de idade teve que migrar juntamente com sua família para França, em consequência dos bombardeios provenientes da II Guerra Mundial. A religiosa ainda hoje conserva na lembrança os momentos de tensão e medo sofrido com esta experiência migratória. Retorna ao seu país sensibilizada com a lição que aprendera com o pai: “A felicidade consiste em ajudar os outros”, lembra ela, ao destacar que esse ensinamento transforou a sua vida.

Em 1955, a jovem Annette forma-se com Educação Física na Bélgica e em 1958, gradua-se em Ciência da Religião pela Universidade Católica de Louvain e, posteriormente, em Psicologia da Religião, obtendo os títulos de mestre e doutora em Ciência da Educação, com especialidade em Psicologia da Religião pela Universidade Católica de Louvain, entre 1964 e 1970.

Durante sua vida acadêmica, Irmã Annette ocupou o cargo de assistente no Centro de Psicologia da Religião da Universidade de Louvain (UCL) nos idos de 1964 – 1970 e, na mesma universidade, tornou-se professora de Ciências da Educação e Psicologia da Religião das Faculdades de Teologia e Ciências da Educação no período de 1970-1975. No ano de 1960, sagrou-se na Congregação de Nossa Senhora (ordem das Cônegas de Santo Agostinho).

Juntamente com a irmã Ana Teresa Guimarães chega ao Brasil par estudar e pesquisar as Comunidades Eclesiais de Base (Cebs), ambas decidindo morar na periferia de Recife, entre 1972 e 1973, sob os cuidados de Dom Hélder Câmara.

(Foto – Divulgação)

Espetáculo cearense que usa a LIBRAS inicia temporada pelo Nordeste

Os bailarinos Clarissa Costa e Jhon Morais apresentam o espetáculo “Felizes Para Sempre” em Fortaleza nesta quinta, 7, e no próximo dia 11, abrindo a agenda de temporada pelo Nordeste. O espetáculo lança mão de uma pesquisa que envolve dança e a Língua Brasileira de Sinais (Libras). As sessões na Capital cearense, segundo a assessoria de imprensa do espetáculo, acontecerão de forma gratuita respectivamente na Escola Municipal de Educação Bilíngue Francisco Suderland Bastos Mota (Itaperi) e no Instituto Cearense de Educação de Surdos (Aldeota), sempre às 9 horas. Além dessas duas sessões, o projeto vai passar por outra escola bilíngue em Fortaleza este mês e, em abril, entra em cartaz nas cidades de Natal (RN) e Recife (PE).

“Felizes Para Sempre” ironiza os picos de euforia comuns no começo das paixões e brinca com a efemeridade do sentimento de amor que nos inícios sempre parece eterno. O espetáculo, que estreou em 2016, é um leve e divertido melodrama com uma proposta cênica de dança integrada. No palco, os bailarinos vão construindo dramaturgia através de movimentos que alternam entre técnicas da dança de salão, referências do cinema mudo e gestos ou vocabulários da Língua Brasileira de Sinais.

Clarissa Costa, que está em cena e também assina a direção geral do trabalho, é graduada em Dança pela Universidade Federal do Ceará. Ela tem se dedicado há alguns anos a essa pesquisa, investigando possibilidades de criação coreográfica a partir da Libras, que foi, inclusive, tema do seu trabalho de conclusão de curso. “O movimento já é inerente à Libras”, explica, “é uma língua que envolve expressividade do corpo todo, nosso desafio com os trabalhos é transformar isso em um movimento dançado”.

Tanto Clarissa quanto o parceiro de cena, Jhon Morais, adotaram Libras como sua segunda língua e vêm se aprofundando nos caminhos dessa relação entre a dança e a língua de sinais. Juntos, eles já têm dois trabalhos nessa estética, o mais recente é Verdeouvir (2018), que envolve bailarinos surdos e ouvintes e se propõe a desconstruir estereótipos sobre a surdez e a relação de pessoas surdas com a música.

SERVIÇO

*Escola Municipal de Educação Bilíngue Francisco Suderland Bastos Mota
Av Bernardo Manuel, 9970-A (Itaperi)

*Instituto Cearense de Educação de Surdos – Avenida Rui Barbosa, 1970 (Aldeota).

(Foto – Divulgação)

Uece inscreve para curso de especialização em Ciência Forense

3595 14

A Universidade Estadual do Ceará abriu inscrições para um de seus mais novos cursos: Ciência Forense, uma pós-graduação lato sensu voltada para graduados nas áreas de Direito, Medicina, Enfermagem, Farmácia, Psicologia, Serviço Social e demais profissionais de nível superior que exerçam ou pretendam exercer atividades no campo da Ciência Forense.

Segundo a assessoria de imprensa da Uece, o curso objetiva formar especialistas interessados em desenvolver competências e habilidades que possibilitem o seu desempenho na elaboração de pareceres, interpretação e avaliação de provas técnico-científicas com vistas a atuarem na área de segurança pública e justiça. Isso, de acordo com as exigências do mercado de trabalho no contexto das práticas da Ciência Forense.

Entre as disciplinas da Especialização estão Criminologia: Tópicos em Direito aplicáveis à Perícia, Redação e Estruturação de Laudos Periciais, Medicina Legal, Políticas Públicas e Rede de Atendimento Social e Odontologia Forense.

Calendário

Com carga horária de 645 horas/aulas, o curso tem previsão para início no próximo mês de março. As aulas serão quinzenais, às sextas-feiras e aos sábados, durante um período de 20 meses, sendo elas realizadas na sede da Associação Brasileira de Enfermagem (Aben-CE), parceira da Uece na execução da pós-graduação.

SERVIÇO

*Inscrições até 23 de fevereiro, na Aben-CE – Rua Paula Rodrigues, nº 55 bairro de Fátima (ao lado da igreja Nossa Senhora de Fátima).

*Mais informações: 85 3272-4144 / 3077-3544.

(Foto – Arquivo)

A Universidade para quem?

473 1

Com o título “Universidade para quem?”, eis artigo de Wagner Pires, técnico-administrativo em Educação da Universidade Federal do Cariri (UFCA) e Mestre em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior. Ele comenta o cenário do ensino superior na Era Bolsonaro. Com certos temores. Confira:

Causou espanto alguns dias atrás, pelo menos para quem entende a universidade como espaço livre, plural e aberto à diversidade, a fala do atual ministro da Educação sobre a universidade não ser para todos e limitar-se a uma “elite intelectual”.

Durante quase toda a sua existência, a universidade brasileira foi um espaço das elites. Eram de classes ricas seus professores e alunos, e apenas estes se beneficiavam de suas atividades. Além disso, os campi concentravam-se no sudeste do país ou nas capitais dos estados, exigindo o deslocamento dos que moravam afastados destes locais para cursar um curso superior.

Nas últimas duas décadas, uma brisa suave veio dar um frescor e encher de vitalidade essas instituições por meio de sua expansão e criação de campi e novas universidades em regiões afastadas dos grandes centros, além da adoção de cotas. Foram essas medidas que permitiram o acesso das classes populares a uma universidade pública, gratuita e de qualidade, transformando assim o perfil dos estudantes universitários brasileiros.

A expansão contribuiu para combater a desigualdade regional ao oferecer oportunidade de formação superior na própria região, evitando não só o êxodo de pessoal qualificado, como também trazendo para a região novas fontes de renda e trabalho.

Essa expansão também permitiu que a universidade recebesse, por meio de concursos públicos, professores e servidores técnico-administrativos em Educação extremamente qualificados, contribuindo mais ainda para o aprimoramento das pesquisas realizadas nessas entidades.

Apesar de tudo, os números nos dizem que precisamos fazer ainda mais. Em 2016, no levantamento realizado, com mais de 40 países, pela Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 14% dos adultos brasileiros chegaram ao ensino superior, percentual baixo se comparado à média dos países da OCDE, que é de 35%. Ou seja, ainda precisamos avançar, abrir mais vagas, colocar mais pessoas nas universidades.

E, infelizmente, não é isso que deseja o atual governo. A equipe que está aí, deseja podar um processo positivo e que tem mostrado resultados inegáveis na melhoria da vida de todos os brasileiros. E, pior, o retrocesso não se limita apenas ao corte de verbas que tem precarizado as atividades universitárias, limita-se a ter uma concepção de universidade elitista e que não serve para povo.

O retrocesso se faz ainda impedindo a democracia e a autonomia universitária. Esta que é um dos pilares das Instituições de Ensino Superior, garantia dada à comunidade universitária de decidir os rumos do ensino, da pesquisa e da extensão de suas instituições.

A ampliação da democracia experimentada nos últimos anos em que diversas universidades optaram por abrir seus processos de eleição para reitor através de consulta à comunidade de forma paritária, em que os votos da comunidade têm o mesmo peso para ambas as categorias (docentes, discentes e técnicos), modificaram a forma como se faz universidade no Brasil. E é essa democracia que está sob ataque, quando o governo de cima para baixo ordena que as eleições para reitor sejam feitas com o voto dos professores tendo o peso maior,70%, do que o dos estudantes e técnicos, 15% e 15%.

Qual democracia sobrevive sem uma participação verdadeiramente paritária de todos os envolvidos no processo? Num momento em que a sociedade brasileira se coloca contra os privilégios, o que justifica dar vantagem a uma categoria em detrimento das demais? Tal resolução fere a autonomia universitária ao impedir que as universidades optem por usar a consulta paritária. Não é disso que precisamos.

Precisamos é ter mais investimentos nas universidades, ampliação das vagas e programas de assistência estudantil. Precisamos dar melhores condições de trabalho aos servidores técnico-administrativos para que possam desempenhar suas funções em benefício da sociedade, bem como dar condições para que estes possam se capacitar a fim de contribuírem ainda mais para o bom andamento do ensino, pesquisa e extensão. Precisamos que os professores possam ter fundos para suas pesquisas, beneficiando a população e contribuindo para o desenvolvimento brasileiro com mais inovação.

Enfim, precisamos que a universidade seja para todos como um direito universal, onde negros, pobres, LGBTs e todos os demais excluídos da sociedade brasileira tenham espaço, pois um grande país só pode ser construído combatendo o preconceito e a desigualdade, não elegendo elites.

Estamos no século XXI, queremos a universidade do século XXI, que é a que nós, servidores e estudantes, estamos construindo agora. Não podemos ficar calados diante do retrocesso. A autonomia universitária precisa ser respeitada. A democracia universitária precisa ser cada dia mais ampliada. E precisamos entender que as universidades brasileiras precisam ser defendidas e preservadas. Devem continuar a serviço de todos e para todos.

Wagner Pires

Técnico-administrativo em Educação da UFCA

Mestre em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior

Camila Albuquerque (camilajornalist@gmail.com)
valeu. Pode colaborar sempre.
Salva