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Brasil é segundo país mais desigual do G20, aponta estudo

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O Brasil é o segundo país com maior desigualdade do G20, segundo estudo realizado nos países que compõem o grupo. De acordo com a pesquisa Deixados para trás pelo G20?, realizada pela Oxfam – entidade de combate à pobreza e a injustiça social presente em 92 países -, apenas a África do Sul fica atrás do Brasil em termos de desigualdade.

Como base de comparação, a pesquisa também examina a participação na renda nacional dos 10% mais pobres da população de outro subgrupo de 12 países, de acordo com dados do Banco Mundial. Neste quesito, o Brasil apresenta o pior desempenho de todos, com a África do Sul logo acima.

A pesquisa afirma que os países mais desiguais do G20 são economias emergentes. Além de Brasil e África do Sul, México, Rússia, Argentina, China e Turquia têm os piores resultados.

Já as nações com maior igualdade, segundo a Oxfam, são economias desenvolvidas com uma renda maior, como França (país com melhor resultado geral), Alemanha, Canadá, Itália e Austrália.

Avanços

Mesmo estando nas últimas colocações, o Brasil é mencionado pela pesquisa como um dos países onde o combate à pobreza foi mais eficaz nos últimos anos.

O estudo cita dados que apontam a saída de 12 milhões de brasileiros da pobreza absoluta entre 1999 e 2009, além da queda da desigualdade medida pelo coeficiente de Gini, baixando de 0,52 para 0,47 no mesmo período (o coeficiente vai de zero, que significa o mínimo de desigualdade, a um, que é o máximo).

A pesquisa prevê que, se o Brasil crescer de acordo com as previsões do FMI (3,6% em 2012 e acima de 4% nos anos subsequentes) e mantiver a tendência de redução da desigualdade e de crescimento populacional, o número de pessoas pobres cairá em quase dois terços até 2020, com 5 milhões de pessoas a menos na linha da pobreza.

No entanto, a Oxfam diz que, se houver um aumento da desigualdade nos próximos anos, nem mesmo um forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) poderá retirar um número significativo de brasileiros da pobreza.

“Mesmo que o Brasil tenha avanços no combate da pobreza, ele é ainda um dos países mais desiguais do mundo, com uma agenda bem forte pendente nesta área”, disse à BBC Brasil o chefe do escritório da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst.

Para ele, é importante que o governo dê continuidade às políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e que o Estado intervenha para melhorar o sistema de distribuição.

“Os mercados podem criar empregos, mas não vão fazer uma redistribuição (de renda)”, afirma.

Outras questões

Ticehurst diz que, para reduzir a desigualdade, o Brasil também precisa atacar as questões da sustentabilidade e da resistência a choques externos.

“As pessoas mais pobres são as mais impactadas pela volatilidade do preço dos alimentos, do preço da energia, dos impactos da mudança climática. O modelo de desenvolvimento do Brasil precisa levar isso mais em conta.”

Para o representante da Oxfam, a reforma agrária e o estímulo à agricultura familiar também é importante para reduzir a desigualdade.

“Da parcela mais pobre da população brasileira, cerca de 47% vive no campo. Além disso, 75% dos alimentos que os brasileiros consomem são produzidos por pequenos produtores, que moram na pobreza”, afirma TiceHurst.

“É preciso fechar esse circuito para que os produtores que alimentam o país tenham condições menos vulneráveis e precárias.”

Segundo o estudo da Oxfam, a maioria dos países do G20 apresenta uma tendência “preocupante” no sentido do aumento na desigualdade.

A entidade afirma que algumas dessas nações foram “constrangidas” pelas reduções significativas da desigualdade registradas nos países de baixa renda nos últimos 15 anos.

“A experiência do Brasil, da Coreia do Sul e de vários países de renda baixa e média-baixa mostra que reduzir a desigualdade está ao alcance dos dirigentes do G20”, afirma o texto.

“Não existe escassez de potenciais alavancas para políticas (de redução da desigualdade). Em vez disso, talvez exista uma escassez de vontade política”, diz o estudo.

(BBC Brasil)

Inscrições para o ProUni terminam nesta quinta-feira

Terminam nesta quinta-feira (19), exatamente às 23h59min (horário de Brasília), as inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (ProUni) que vai distribuir 195 mil bolsas de estudo em instituição particulares de ensino superior para o primeiro semestre de 2012. Até as 18 horas desta quarta-feira (18), 918 mil candidatos haviam feito a inscrição.

Podem participar do ProUni estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou que estudaram em colégio particular com bolsa integral. Também é necessário ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 e alcançado pelo menos 400 pontos na média das provas objetivas e não ter zerado a redação.

Até o fim da tarde desta quarta-feira, o sistema recebeu 1, 7 milhão de inscrições – cada estudante pode escolher até duas opções de cursos, indicando sua prioridade. São Paulo é o estado com o maior número de inscrições: 335 mil. Em seguida, vêm Minas Gerais, com 208 mil; Bahia, com 123 mil; Rio Grande do Sul, com 118 mil; e Rio de Janeiro, com 117 mil.

Do total de bolsas oferecidas, 98 mil são integrais e 96 mil parciais, que custeiam 50% da mensalidade. O benefício integral é destinado àqueles com renda familiar per capita mensal de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais podem ser pleiteadas por quem tem renda familiar per capita de até três salários mínimos.

A lista dos aprovados em primeira chamada está prevista para 22 de janeiro. Os selecionados deverão comparecer à instituição de ensino onde conseguiram a bolsa no período de 23 de janeiro a 1° de fevereiro para apresentar a documentação necessária e providenciar a matrícula. Após esse processo de confirmação, será divulgada a segunda chamada no dia 7 de fevereiro. Ao fim das duas chamadas, o sistema vai gerar uma lista de espera para preencher as bolsas remanescentes. Os interessados em participar dessa lista deverão fazer o pedido no próprio site do ProUni entre 22 e 24 de fevereiro.

(Agência Brasil)

MEC vai recorrer da decisão de acesso à redação do Enem

O Ministério da Educação afirmou nesta quarta-feira (18) que vai recorrer da decisão da Justiça, pois não tem condições técnicas para liberar o acesso a prova de redação e o espelho de correção a todos os candidatos que fizeram o último Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Na terça-feira (17), a Justiça Federal do Ceará determinou o acesso a esse material para todos os alunos que prestaram o exame. No entanto, não cedeu liminar para outro pedido que liberava os pedidos de revisão administrativa para estudantes que considerassem necessário.

A decisão judicial é consequência de uma ação civil pública do Ministério Público Federal do Ceará. O MEC e o Inep, órgão responsável pelo Enem, devem apresentar hoje recurso no Tribunal Regional Federal da 5ª região, em Recife.

O MEC vai argumentar que já existe um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o Ministério Público Federal do Distrito Federal a respeito das vistas da prova. O acordo prevê que as vistas da prova não seriam disponibilizadas no último Enem por questões técnicas, mas todas as redações corrigidas serão disponibilizadas na internet no próximo exame.

O Ministério Público Federal do Ceará também informou que pretende entrar com um pedido para estabelecer uma multa diária, em caso de descumprimento da decisão judicial.

A Justiça Federal do Ceará não determinou um prazo e nem como o acesso às provas de redação deve ocorrer.

“A gente espera que eles cumpram a decisão em um tempo mínimo. Vamos aguardar a movimentação do Inep amanhã (quinta-feira, 19) e se não houver avanços, a gente vai lutar por ela e entraremos no fim do dia com uma combinação de multa diária”, disse à Folha.

O procurador afirma que a decisão judicial não terá muita influência no Sisu, sistema de seleção que usa o Enem como critério. As matrículas dos aprovados serão feitas nesta quinta e sexta-feira.

No entanto, Costa Filho afirma que é importante ter acesso às provas para garantir a lisura do processo e para verificar problemas, como os 129 casos em que o MEC reconheceu ter havido “erro material”.

(Folha)

Presidente de associação de juízes defende que só 0,1% das movimentações atípicas deveriam ser investigadas

Apenas 0,1% das movimentações atípicas apontadas no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) deveriam ser investigadas profundamente, segundo o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra. Nesta quarta-feira (18), ele esteve reunido com o presidente do Coaf, Antônio Gustavo Rodrigues, para tratar do relatório, no qual foram analisadas as movimentações de cerca de 216 mil pessoas ligadas ao Poder Judiciário, entre servidores e juízes.

O Coaf identificou o envolvimento 3,4 mil de magistrados e servidores do Judiciário em transações, com valores acima do esperado, entre 2000 e 2010. O levantamento foi concluído no ano passado, a pedido da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Porém, segundo Calandra, apenas 369 pessoas fizeram movimentações atípicas nos últimos dez anos.

“O relatório do Coaf mostra que não há tantas inconsistência no meio da magistratura”, disse Calandra. Segundo ele, há um mandado de segurança tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual a legalidade da deliberação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é questionada.

As investigações em torno das conclusões do Coaf estão suspensas desde a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que alegou supostas irregularidades na quebra de sigilo de juízes, servidores e parentes, por parte do CNJ.

Para a AMB, o CNJ quebrou a confidencialidade do relatório e o sigilo das pessoas investigadas. “Falamos sobre o relatório genérico de análise financeira feito pelo Coaf. Há uma liminar no STF para decidir quem é que vai investigar. Se é o Ministério Pública, a Justiça Federal ou a Polícia”.

De acordo com o presidente do Coaf, Antônio Gustavo Rodrigues, foram feitos 1,4 mil relatórios de inteligência financeira em 2011. Bancos, seguradoras, empresas de corretagem de valores, entre outros, são os órgãos responsáveis por comunicar operações suspeitas ao Coaf. Segundo Rodrigues, todos os dias, o conselho recebe várias comunicações, as quais são analisadas posteriormente para saber se é necessário uma investigação mais profunda.

“O relatório [divulgado] não é de inteligência financeira. É uma ferramenta de trabalho técnica que usamos internamente. Aquele relatório fez um cruzamento de todos os CPFs que nos foram fornecidos [pelo CNJ] com o nosso banco de dados”, explicou Rodrigues. De acordo com ele, apenas 20% das comunicações suspeitas de bancos são usadas em relatórios.

(Agência Brasil)

Brasil é líder em juros reais no mundo há 25 meses

A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de reduzir a taxa básica de juros do país, a Selic, em 0,5 p.p. (ponto percentual), para 10,50% ao ano, fez com que o Brasil completasse 25 meses na liderança do ranking dos países com maiores juros reais do planeta.

O país ocupa a primeira posição do ranking desde janeiro de 2010, quando ultrapassou o segundo colocado à época.

Com a alta, os juros reais foram a 4,9% ao ano. Na segunda posição aparece a Hungria, com taxa real de 2,8%.

O ranking é elaborado por Jason Vieira, analista internacional da Cruzeiro do Sul Corretora, com 40 das maiores economias do planeta. Da taxa básica, foi descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses.

Segundo levantamento da Cruzeiro do Sul, para que o Brasil deixasse a primeira colocação no ranking, seria necessário um corte de 2,75 p.p. na taxa Selic. Assim, o país chegaria a um juro real de 2,8%, ocupando a segunda posição, atrás da Hungria.

Enquanto o Brasil reforça sua liderança na lista, mais da metade dos países citados, 26 no total, registram juro real negativo. Tanto que a taxa média geral dos 40 países analisados ficou em -0,9%. Os últimos lugares do ranking são ocupados por Hong Kong (-4,9%), Cingapura (-5,4%) e Venezuela (-8,3%).

(Folha)

Planalto confirma saída de Haddad que será substituído por Mercadante no Ministério da Educação

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O ministro da Educação, Fernando Haddad, vai deixar o ministério na próxima semana e será substituído pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante. O lugar de Mercadante será ocupado pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp. As mudanças foram confirmadas nesta quarta-feira (18) pelo Palácio do Planalto.

Haddad deixa o governo para concorrer à prefeitura de São Paulo. Em nota, o ministro é elogiado pelo trabalho à frente do MEC, que comanda desde 2005, ainda no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A presidenta da República, Dilma Rousseff, agradece o empenho e a dedicação do ministro Haddad à frente de ações que estão transformando a educação brasileira e deseja a ele sucesso em seus projetos futuros. Da mesma forma, ressalta o trabalho de Mercadante e Raupp nas atuais funções, com a convicção de que terão o mesmo desempenho em suas novas funções”, diz a nota da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Haddad, Mercadante e Raupp estarão na primeira reunião ministerial de 2011, marcada para segunda-feira (23). No mesmo dia, Haddad ainda comandará a cerimônia que marcará a meta de 1 milhão de bolsistas atingida pelo Programa Universidade para Todos (ProUni).

As exonerações e nomeações serão publicadas no Diário Oficial da União de segunda-feira (23) ou terça-feira (24). A posse e transmissão dos cargos estão previstas para terça-feira.

(Agência Brasil)

Presidente de tribunal do Rio pede explicações ao Coaf e ataca OAB

A presidente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), no Rio, a desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry enviou ofício ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), do Ministério da Fazenda, pedindo informações sobre o possível servidor do tribunal que teria movimentado R$ 282,9 milhões no TRT em 2002.

Segundo a magistrada, não houve qualquer ofício ao TRT informando sobre qualquer funcionário: “Nunca, nunca o tribunal recebeu qualquer comunicação do Coaf, do Banco Central ou de movimentação financeira de qualquer servidor”.

Sallaberry ainda atacou o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous. Segundo ela, Damous foi “leviano” ao afirmar que o tribunal deveria identificar o servidor.

“Não temos a menor notícia de qualquer envolvimento de servidores ou magistrados. Ainda que o tribunal tivesse sido cientificado abriria uma sindicância sigilosa. Desculpe, fico emocionada. Nem sei se existiu, mas do jeito que foi feito até eu estou sob suspeita. É totalmente leviano afirmar que o tribunal tem de apurar”, desabafou Sallaberry.

O presidente da OAB, seccional Rio, Wadih Damous lamentou a declaração da presidente do TRT a quem considerou estar em um “momento infeliz”.

“A presidente do TRT errou o alvo. Sempre tivemos uma postura de colaboração entre as instituições e acredito que por conta de tudo isso, ela deve estar passando por um momento difícil. Generalizei para não individualizar. O Coaf que venha à público e esclareça logo isso para evitar várias informações e debates. Vou desconsiderar o que a presidente do TRT disse. É melhor”, afirmou Wadih Damous.

A discussão entre a presidente do TRT, no Rio, e o presidente da OAB-RJ, é mais um capítulo das discussões que envolvem as movimentações financeiras em contas bancárias de magistrados ou servidores da Justiça no país.

As informações foram descobertas pelo Coaf e passadas à ministra Eliana Calmon, corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A medida de Eliana foi pedir a apuração, mas foi impedida por uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal).

(Folha)

Déficit da Previdência de servidores atingiu R$ 56 bi

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O déficit da previdência social dos servidores públicos da União atingiu R$ 56 bilhões em 2011, segundo o ministro Garibaldi Alves Filho. Para esse ano, a expectativa é de que o rombo ultrapasse a marca dos R$ 60 bilhões. Em média, esse déficit cresce a 10% ao ano e, se mantido esse cenário, o valor atingirá R$ 61,6 bilhões.

Para o ministro, esse é um desafio que o governo enfrentará a partir da aprovação do fundo de previdência complementar, que aguarda aprovação no plenário da Câmara dos Deputados. A expectativa é de que, até março, o fundo, que atingirá os novos servidores públicos, seja aprovado. O efeito nas contas públicas, no entanto, começará a aparecer depois de 10 anos.

Na avaliação do secretário de Políticas de Previdência Complementar, Jaime Mariz, daqui a 35 anos, a economia será de R$ 26 bilhões, em valores de 2010.

2012

Na avaliação do secretário da Previdência Social, Leonardo Rolim, o déficit da Previdência em 2012 deve se manter no mesmo patamar de 2011, de R$ 36,5 bilhões. Segundo ele, a tendência para este ano é que a arrecadação continue crescendo, em um ritmo semelhante ao de 2011, de 8,9% em relação a 2010.

Em 2011, as despesas aumentaram 3,6% e a expectativa do secretário é que as despesas continuem crescendo neste ano, principalmente na área rural, devido ao aumento do salário mínimo.

(Agência Estado)

Países ricos deverão sofrer mais redução na sua economia, diz estudo do Banco Mundial

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A crise econômica internacional gerou impactos negativos em todos os países, sem exceção. Essa é a conclusão do estudo, divulgado hoje (18), pelo Banco Mundial. Para os países ricos, a previsão é de queda no crescimento econômico – a exemplo do que deve ocorrer com a América Latina e o Caribe. A projeção para 2012 é que a queda varie de 1,4% a -0,3% – o menor percentual se refere aos países da zona do euro que enfrentam os efeitos da crise de forma mais intensa.

Porém, o estudo mostra como aspecto positivo um crescimento no comércio mundial. O setor cresceu cerca de 6,6% em 2011 deve aumentar 4,7% em 2012. A recuperação, segundo o relatório, ocorrerá em 2013 quando o comércio mundial deve registrar crescimento de 6,8%.

Os efeitos da Primavera Árabe atingiram de maneira intensa a economia no Oriente Médio e Norte da África, segundo o Banco Mundial. A economia nesses países caiu aproximadamente 1,7% em 2011 e a previsão é que o crescimento permaneça em baixa ao longo deste ano, no patamar de 2,3%, subindo para 3,2%, em 2013.

O Leste da Ásia e do Pacífico tiveram suas economias afetadas pelas inúmeras inundações na Tailândia e também pelos impactos da crise econômica internacional. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) regional caiu para 8,2% em 2011 e deverá chegar a 7,8% em 2012 e 2013. O crescimento da China foi estimado em 9,1% em 2011 e 8,4% até dezembro.

No entanto, na Europa e Ásia Central a economia cresceu em torno de 5,3% no ano passado. Mas nem por isso a região sofreu menos com as pressões inflacionárias e a redução nos fluxos de capital. A previsão é que a economia na região também sofra uma desaceleração ao longo de 2012 chegando a 3,3%, embora com previsão de recuperação em 2013, quando pode atingir 4,3%.

Ao contrário da tendência mundial, a África Subsaariana registrou crescimento econômico intenso em 2011 com um percentual de 4,9%. Com exceção da África do Sul, a taxa do restante da região atingiu 5,9% no ano passado. A estimativa é de que haverá crescimento de 5,3% em 2012 e 5,6% em 2013.

(Agência Brasil)

Dilma: ‘Não tem reforma’

A presidente Dilma, na audiência com o vice Michel Temer, informou que as mudanças na equipe serão limitadas a quatro pastas. Os ministros Fernando Haddad (Educação) e Iriny Lopes (Mulheres) vão concorrer em São Paulo e Vitória. Para substituir Aloizio Mercadante, que vai para a Educação, a presidente quer um nome técnico na Ciência e Tecnologia.

Nesse perfil, os nomes mais fortes são o do deputado Newton Lima (PT-SP), ex-reitor da Universidade de São Carlos, e o do presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antonio Raupp, ex-presidente da SBPC. Na pasta do Trabalho, a experiência parlamentar favorece o nome do deputado Vieira da Cunha (PDT-RS).

(O Globo)

Londres investiga abusos de crianças afegãs por dois soldados

polícia militar abriu uma investigação contra dois soldados britânicos que supostamente abusaram de crianças no Afeganistão, anunciou o ministério da Defesa, confirmando informações publicadas nesta quarta-feira pelo jornal “The Sun”.

Segundo o jornal inglês, os dois soldados se encontram detidos por terem supostamente incentivado um menino e uma menina de dez anos a tocá-los através de seu uniforme, em dois incidentes em separado que aparentemente foram filmados e mostrados a seus colegas.

O ministério da Defesa disse estar “a par da acusação de suposta conduta desapropriada contra dois soldados no Afeganistão”.

“Nós levamos esta acusação muito a sério, mas é desapropriado fazer mais comentários enquanto houver uma investigação em curso”, acrescentou uma porta-voz.

As acusações contra os soldados britânicos acontecem poucos dias depois da polêmica desatada pela difusão de um vídeo na internet em que quatro marines americanos urinam sobre três corpos de afegãos.

(France Presse)

Mesmo com SUS, famílias arcam com 56,3% das despesas com saúde

Apesar de o Brasil contar com o SUS (Sistema Único de Saúde), que tem como princípio prestar atendimento gratuito e universal, as famílias brasileiras responderam por mais da metade dos gastos com saúde no país entre 2007 e 2009.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou nesta quarta-feira (18) a pesquisa “Conta-Satélite de Saúde”, as despesas das famílias com bens e serviços de saúde, como planos, consultas, internações e medicamentos, chegaram a 56,3% do total do país nesse período.

Em 2009, o gasto público médio com saúde foi de R$ 645,27 por pessoa. Já as despesas privadas foram de R$ 835,65 per capita em média.

Segundo o IBGE, porém, os gastos públicos cresceram proporcionalmente mais do que os privados. Em 2009, houve crescimento de 5,2% das despesas da administração pública com saúde –aí computadas as esferas muncipal, estadual e federal. Já as famílias aumentaram seus gastos com o setor em 3,5%.

No total, o valor dispensado com saúde chegou a R$ 283,6 bilhões, o equivalente a 8,8% do PIB de 2009. O consumo de serviços de saúde, como atendimento hospitalar e exames, respondeu por 5,6% do PIB, e o de medicamentos, a 1,9%.

O estudo foi feito com base em dados do PIB, também calculado pelo IBGE.

No caso das famílias, em 2009 a maior parte dos recursos (36,3%) foi destinada para consultas, exames e atendimento domiciliar (grupo que o IBGE chama de “outros serviços relacionados com atenção à saúde”). Em seguida vêm os gastos com medicamentos, com 35,8%.

Já os gastos do governo foram majoritariamente (66,4%) destinados para serviços públicos de saúde, como hospitais, postos de saúde, Programa de Saúde da Família, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e laboratórios da administração pública. Não entram, portanto, os serviços privados conveniados ao SUS. Em segundo lugar, com 13,7%, vêm os medicamentos.

Postos de trabalho

O setor de saúde respondeu em 2009 por 4,5% dos postos de trabalho no país. Naquele ano, o total de vagas no setor chegou a 4,3 milhões, 115 mil a mais do que em 2007. Isso não significa, porém, que o total de pessoas ocupadas seja esse, já que a mesma pessoa pode ocupar mais de uma vaga –fenômeno comum entre médicos com mais de uma ocupação, por exemplo.

Os dados consideram todos os postos de trabalho diretos gerados pelo setor. Portanto, não incluem apenas profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, mas também secretários, porteiros e pessoal de limpeza que trabalham em estabelecimentos de saúde, entre outros.

A pesquisa também mostrou que, apesar de responder por 4,5% dos postos de trabalho, a saúde concentrava 7,8% das remunerações pagas aos trabalhadores no país. Em média, as pessoas empregadas no setor ganharam R$ 22.395,00 no ano de 2009. O rendimento médio nacional no mesmo período foi de R$ 14.222,04.

Na saúde, os maiores salários estavam nas atividades relacionadas ao atendimento hospitalar (R$ 48.851,21 por ano).

(Folha)

‘Meu irmão deu a vida pelo PT’

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Depois de se exilar em Paris, Bruno Daniel, um dos irmãos de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André (SP) que foi assassinado brutalmente no dia 18 de janeiro de 2002, está de volta ao Brasil. E deu uma entrevista exclusiva à TV Bandeirantes, levada ao ar no jornal da Band. “Meu irmão deu a vida pelo PT”, disse Bruno Daniel.

Ele afirmou que o ex-prefeito comandava um esquema de arrecadação de propinas em Santo André, para financiar campanhas do PT – inclusive a disputa de 2002, que levou Luiz Inácio Lula da Silva ao poder. Bruno conta que a revelação foi feita pelo ex-secretário de Santo André e atual secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

“Ele nos contou que levou R$ 1,2 milhão em espécie para o PT no seu corsinha preto”, disse Bruno Daniel. O valor teria sido entregue ao então presidente nacional do partido, José Dirceu.

O assassinato de Celso Daniel completa dez anos nesta quarta-feira (18). O empresário e ex-assessor da prefeitura de Santo André, Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, deve ser julgado neste ano como mandante do crime.

De acordo com a reportagem exibida pela Band, Celso Daniel comandava o esquema de arrecadação de propinas, mas não concordava com a destinação de recursos para finalidades não partidárias. Por isso, teria sido assassinado, assim como várias pessoas que presenciaram o jantar entre Celso Daniel e Sérgio Gomes da Silva numa churrascaria de São Paulo, antes do sequestro do ex-prefeito.

Bruno Daniel conta que se exilou em Paris por medo de ser assassinado. Mas diz que decidiu voltar para resgatar a verdade e a memória do irmão. “Fatos como esse não podem se repetir”, disse ele.

Em 2002, Celso Daniel coordenava a campanha de Lula à presidência da República. Depois do assassinato, foi substituído por Antonio Palocci. Caso a tragédia não tivesse ocorrido, ele poderia estar hoje sentado na cadeira de presidente da República. Teria sido ministro da Fazenda de Lula e provavelmente seu candidato em 2010.

(Band)

Lula indica a Dilma senador do PT para a Igualdade Racial

O ex-presidente Lula sugeriu a Dilma Rousseff que nomeie o senador petista Paulo Paim (RS) para o Ministério da Igualdade Racial.

A indicação de Paim foi feita na semana passada, quando Lula e Dilma discutiram em São Paulo os detalhes da reforma no primeiro escalão.

A opção é vista com ressalvas, já que o senador foi motivo de dor de cabeça para o Planalto ao defender no passado reajustes maiores para o salário mínimo e para o benefício dos aposentados.

(Folha)

Júlio César sofre mais uma derrota em Maracanaú

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Após ver o governo do Estado acenar para a candidatura do deputado federal Edson Silva (PSB), à Prefeitura de Maracanaú, o ex-prefeito Júlio César Costa Lima sofreu uma nova derrota às suas pretensões de voltar a administrar o município de maior potencial industrial do Ceará.

É que o ex-prefeito ainda tentava viabilizar a sua candidatura por meio do PRB, que recentemente caiu no colo do professor Vasconcelos, uma liderança local. Restou a Júlio César o PSD, a terceira via do governador Cid Gomes para impedir a vitória do candidato que será apoiado pelo atual prefeito Roberto Pessoa (PR).

A matemática dos articuladores do Palácio da Abolição foi simples: caso Júlio César fosse o candidato, o atual prefeito Roberto Pessoa fortaleceria o seu discurso ao comparar seus oito anos de mandato com as três gestões do ex-prefeito. Além disso, Júlio César ainda luta para sair da lista dos “fichas sujas”, o que inviabilizou a sua candidatura à reeleição ao Legislativo Estadual, em 2010.

VAMOS NÓS (Atualização 12h10min de quinta-feira)– Há três dias o ex-deputado Julio César nos telefona informando que mandaria para o Blog sua versão sobre os fatos. Já repetimos o e-mail, ele disse que está inteirado, mas insiste em telefonar e quando vamos à caixa postal, nada de resposta dele. Fazemos o registro aqui para que ninguém pense que estamos com má vontade ou não queremos lhe dar o direito de resposta. O e-mail, inclusive, está no perfil do Blog.

Luizianne e o PT nacional

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A prefeita Luizianne Lins era aguardada em São Paulo na manhã de segunda-feira (17), para reunião com o presidente nacional do PT, Rui Falcão. No último sábado (14), contudo, telefonou para ele e informou que compromissos a impediriam de comparecer. Chegaram a trocar ideias sobre os rumos da sucessão em Fortaleza. Mas Rui Falcão teria ficado contrariado.

Na última reunião do diretório nacional do PT, no começo de dezembro, ele esperava Luizianne para tratar da eleição na capital cearense. Naquela oportunidade, ela também não pode comparecer.

Ainda timidamente, crescem no PT os temores em relação à ruptura da aliança em Fortaleza. O futuro da coalizão está condicionado ao entendimento ou não entre a prefeita Luizianne Lins e o governador Cid Gomes (PSB).

Para onde for o PSB, deverá ir o PMDB e a maior parte dos outros partidos. No caso peemedebista, há sinalizações nacionais para evitar o crescimento petista nas eleições de outubro. O jogo faz parte da batalha por espaços de poder no Governo Federal.

Impedir a vitória petista na maior cidade administrada pelos petistas no Brasil seria passo importante nessa direção. Com o PSB, a situação preocupa o PT nacional, e não só em Fortaleza. Ceará e Pernambuco são os dois principais eixos de poder do PSB, sob as administrações de Cid e Eduardo Campos. E as respectivas capitais são as duas maiores cidades administradas pelo PT no País. Em ambos os casos, a manutenção da aliança está bastante ameaçada.

(Coluna Política / O POVO)

Tráfico e falta de estrutura expulsam famílias

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Conjunto foi entregue sem saneamento básico

O rio de esgoto na porta de casa prejudicava os moradores idosos, que venderam o imóvel. O envolvimento do filho com as drogas fez com que o tráfico expulsasse a família, que abandonou a casa e foi para debaixo do viaduto.

São alguns dos casos vividos por pessoas que tem como morada as unidades habitacionais do Conjunto Maria Tomásia, o maior da cidade. Situações específicas que indicam a complexidade das relações que se estabelecem nos conjuntos recém entregues pela Prefeitura, mas que engatinham na formação de um local seguro e estruturado para os que foram retirados de áreas de risco.

Segundo a Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor), através de sua assessoria, as unidades habitacionais são concessões, passam por gerações, mas não podem ser vendidas ou abandonadas. Caso isso aconteça, a família não pode mais ser beneficiada pelos programas habitacionais da Prefeitura.

A família de Francisca das Chagas, 38, é uma das que carrega as cicatrizes causadas pelas drogas, que afetaram a segurança de ter um teto sobre as cabeças. Eles receberam uma casa no conjunto Maria Tomásia, mas, segundo Francisca, o filho de 16 anos se envolveu com drogas e um traficante os expulsou.

Como a situação era de emergência e vulnerabilidade, a família foi beneficiada pelo aluguel social. Este também não durou muito. As versões sobre o motivo da saída mudam, mas o destino foi a rua. Agora, moram debaixo de um viaduto da cidade. Os outros sete filhos dela estão em abrigos ou na casa de conhecidos. Ela raramente os vê. “Todo mundo tem problema e defeito”, comenta ao falar da tristeza do cotidiano nas ruas, onde vive há dois anos e do sonho de reunir a família.

Devolução

A Habitafor indicou que há uma regra básica para lidar com possíveis situações-problema nos conjuntos: devolver a unidade habitacional para a Fundação, podendo, assim, continuar no cadastro do benefício. Dessa forma, há a tentativa de encaixar a família em outro conjunto e aquela unidade será liberada para os que compõem uma fila de espera por uma moradia.

Sobre o caso específico da família de Francisca, a Habitafor informou que está tentando encaixá-la em outro local, por ser uma situação extrema.

A Fundação indicou que o conjunto Maria Tomásia realmente apresenta problemas com o tráfico, com disputas entre pessoas de lá e de uma ocupação próxima. Moradores que não quiseram se identificar relataram que é normal as pessoas perderem os pertences e as casas por não poderem pagar as dívidas com o tráfico. Ressaltaram, no entanto, que os problemas atingem quem se envolve com drogas e não os demais.

O delegado Marcelo Moura, titular do 30º Distrito Policial, no São Cristóvão, comentou que a região é muito extensa, mas o tráfico de drogas tem destaque pelo número de ocorrências. Já a delegada adjunta da Delegacia de Narcóticos (Denarc), Camila Lobo, comentou que foram feitas algumas apreensões na área do Jangurussu, mas denúncias sobre o Conjunto não foram recebidas.

(O POVO)

A dois anos da Copa, aeroportos estão acima da capacidade

No primeiro ano do governo Dilma, o investimento da Infraero foi recorde (R$ 1,145 bilhão), mas não foi suficiente para desafogar os aeroportos mais congestionados. Em seis dos 16 aeroportos tidos como prioritários para a Copa de 2014, a demanda ficou acima da capacidade: Campinas, Guarulhos, Congonhas, Santos Dumont, Brasília e Cuiabá.

Em julho, quando fez uma atualização de capacidade, incorporando novos investimentos e cálculos, a Infraero contava quatro aeroportos acima do limite. Entraram Santos Dumont e Campinas.

Juntos, esses seis aeroportos operam com um excesso de capacidade de 12 milhões de passageiros, equivalente à capacidade de Congonhas.

Para João Marcio Jordão, diretor de aeroportos da Infraero, o fato de que não houve caos aéreo no fim do ano é uma demonstração de que os investimentos foram adequados. “As estruturas modulares nos permitiram ampliar a capacidade mais rapidamente, enquanto as obras maiores e definitivas estão em execução”, diz ele.

(Folha)