Blog do Eliomar

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Blitze são necessárias, mas trânsito tem mais problemas

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A matéria “AMC: Blitze são retomadas e multas chegam a 52 em três dias”, do repórter Bruno de Castro (Editoria Fortaleza, página 3), na edição de sexta-feira passada (9) do O POVO, registra o recomeço de uma atividade que estava suspensa na capital cearense desde 2009. Agora, inclui a Guarda Municipal e a Polícia Militar. Em princípio, as blitze são fundamentais para o disciplinamento do tráfego de veículos, tanto em cidades quanto em rodovias.

Entretanto, pode haver omissão por parte dos responsáveis pelo setor com relação a problemas alheios aos que são priorizados nas blitze, desde habilitação irregular a consumo de bebidas alcoólicas pelo motorista. Em dias recentes, avenidas como a Aguanambi têm registrado em alguns horários congestionamentos no fluxo de veículos sem que sejam observados fiscais da AMC por perto. Em outras ocasiões, os mesmos “azuizinhos” já foram avistados multando veículos parados irregularmente nas vagas de zonas azuis, enquanto nas proximidades, na rua Torres Câmara, ocorria um engarrafamento de carros.

Apesar de os donos dos carros multados na ocasião estarem cometendo uma infração, o congestionamento na Torres Câmara era mais preocupante, sem que os fiscais tomassem alguma iniciativa. Foi atribuído a determinado dirigente do Detran, que tomou posse, a primeira de mais de uma vez no órgão há 32 anos, a expressão “indústria da multa”. Apesar de a punição monetária ser muito aplicada até hoje, de maneira nenhuma reduziu consideravelmente os problemas ainda existentes no trânsito.

Que a AMC e as instituições congêneres realizem blitze, mas que também gerenciem melhor o tráfego de veículos. E que, antes de tudo, planejem mais educação para o trânsito, primordialmente conscientizando o motorista de amanhã. Além disso, é preciso monitorar em Fortaleza onde são promovidos “pegas” por parte dos criminosos do asfalto, para serem punidos.

(Editorial / O POVO)

Presidente afegão culpa estrangeiros por corrupção no país

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, acusou neste domingo (11) os estrangeiros de alimentar a corrupção no país, ao conceder contratos a privilegiados e criar obstáculos à luta contra este tipo de irregularidades.

“Temos problemas tanto com afegãos como com estrangeiros. Nossos colegas estrangeiros não apenas não cooperam, como também criam obstáculos”, afirmou o presidente durante um discurso em Cabul por ocasião do dia internacional contra a corrupção. “Uma das formas de reduzir a corrupção é que os estrangeiros deixem de conceder contratos a pessoas próximas a altos funcionários governamentais. Devemos reformar o sistema de contratos”, declarou Karzai.

De acordo com Karzai, afegãos e estrangeiros perderam a confiança mútua, já que as duas partes pensam que a outra é corrupta.

Ataques contra xiitas

O líder também forneceu um balanço atualizado dos atentados contra os xiitas na terça-feira passada em Cabul, considerados os primeiros ataques entre confissões religiosas desta magnitude no Afeganistão em 10 anos. Os atentados deixaram 80 mortos, informou Karzai.

Os números anteriores dos atentados registravam 59 mortos e 150 feridos. Karzai acusou durante a semana os extremistas paquistaneses do grupo Lashkar-e-Jhangvi (LeJ) pelos atentados.

O primeiro ataque de terça-feira teve como alvo uma procissão xiita em Cabul por ocasião da festa da Ashura, uma das mais importantes do xiismo. O segundo aconteceu em Mazar-i-Sharif (norte do Afeganistão), onde uma bicicleta-bomba explodiu na passagem de um grupo de peregrinos xiitas.

(France Presse)

Em rota de colisão

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Quem conhece as nuances do petismo percebe uma leve mudança no discurso relacionado às conversas de 2012. Há sinais de que setores do partido começam a se preparar para a possibilidade de uma disputa em Fortaleza onde o candidato do PT poderá não ter o apoio do governador Cid Gomes.

O deputado federal José Nobre Guimarães (PT) foi ao Jogo Político (TV O POVO e TV Assembleia) da última segunda-feira e deu a senha. O petista disse em alto e bom som: “É normal que os partidos aliados lancem suas candidaturas a prefeito. É normal que o PCdoB avance no lançamento de Inácio Arruda. É até uma questão de sobrevivência”.

Antes, Guimarães (e qualquer outro petista) só falava acerca de 2012 ancorado na pregação para que a grande aliança se mantenha. A conversa mudou de tonalidade. Experiente, o deputado parece falar muito mais para o público interno que o externo. É como se ele estivesse preparando o partido para a possibilidade que, no fundo, não é a pretendida.

De fato, o primeiro turno existe para que o mercado político ofereça aos eleitores a maior quantidade possível de opções. Como foi em 2004, quando havia pelo menos cinco candidaturas fortes bastante representativas das circunstâncias políticas de então.

Naquela disputa, os dois candidatos que foram ao segundo turno (Moroni Torgan e Luizianne Lins) tiveram no primeiro uma votação total inferior a 50%. No segundo turno, as alianças se viabilizaram e o processo se deu de forma bastante representativa.

Caso a aliança entre o governador e a prefeita se mantenha em 2012, são grandes as chances da disputa se resolver em um só turno. Afinal, um candidato apoiado pelas duas maiores máquinas políticas do Ceará entra na campanha como favorito óbvio.

Mesmo assim, não há nenhuma garantia de que a coisa se resolverá em um só turno. Lembrem-se que, em 2008, mesmo montada na grande aliança, com o apoio do governador e o apoio do então presidente Lula, Luizianne foi vitoriosa no primeiro turno por uma diferença ínfima de votos.

Se a aliança não se mantiver, o segundo turno parece ser algo certo. Mas, se for assim, quem irá para o segundo turno? Bom, a lógica aponta que o candidato apoiado pela prefeita e o candidato apoiado pelo governador têm as maiores chances de seguir adiante para a segunda etapa.

Se essas duas forças se opuserem no segundo turno, fica a questão: a relação entre o PT e o PSB sobreviverá? Atentem que, historicamente, as disputas localizadas em Fortaleza costumam ser bastante agressivas. Além disso, as redes de apoios que naturalmente se formam em tais circunstâncias ajudam a provocar distanciamentos entre os lados.

Mas, não custa repetir: em política, o pragmatismo a favor da manutenção do status quo vigente determina as atitudes, as alianças e os compromissos. Portanto, a conveniência de manter a aliança (ou não) é que definirá o rumo dos acontecimentos.

(Coluna Fábio Campos / O POVO)

Europa "definitivamente" não sancionará petróleo, diz Irã

O Irã informou neste domingo que a União Europeia (UE) “definitivamente” não vai impor sanções às exportações de petróleo do país, já que a medida vai prejudicar o mercado global de óleo, disse o ministro do petróleo, Rostam Qasemi.

“Nossa política é de um fornecimento sustentável para a Europa… o Irã é um grande produtor de petróleo e qualquer sanção à nossa exportação de petróleo certamente prejudicará o mercado global”, disse Qasemi durante uma entrevista coletiva.

Os lideres da UE pediram, na sexta-feira, mais sanções contra o Irã até o final de janeiro, num esforço para aumentar a pressão sobre Teerã por causa do seu polêmico programa nuclear.

Na semana passada, chanceleres da UE concordaram em aplicar novas sanções aos setores de energia, transportes e bancário do país. Diplomatas disseram que a proibição das importações do petróleo iraniano para a Europa ainda estava em discussão.

Pressão

A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês), divulgou no mês passado novas evidências que comprovam o temor internacional que o Irã esteja preparando a bomba atômica. Teerã diz que seu programa nuclear é apenas para fins pacíficos.

As autoridades iranianas dizem que as sanções não tiveram nenhum impacto na economia do país e tem desafiado as exigências do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de parar as atividades nucleares do país.

O Irã é o segundo maior produtor de óleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), exportando 2,6 milhões de barris por dia.

“Não temos nenhum problema para encontrar um substituto para o mercado de petróleo da UE. Podemos facilmente substituir a UE,” disse Qasemi.

A França, apoiada pela Alemanha e pelo Reino Unido, tem liderado a campanha para banir o petróleo iraniano, mas alguns países, especialmente a Grécia, manifestaram reservas devido à sua dependência do combustível persa.

(Reuters)

Catanho é aposta de alto risco da prefeita

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A direção nacional do PT tem apregoado que a eleição de 2012 em Fortaleza é prioridade do partido. Para isso, não tem faltado afagos ao governador Cid Gomes na perspectiva da manutenção de aliança, que convenhamos, é bem mais vantajosa para o Partido dos Trabalhadores, do que propriamente para a gestão cidista. Prova disso, são os diversos desencontros de opinião e visões administrativas entre a prefeita Luizianne Lins e o governador. Mas como na política tudo é contornável em época eleitoral, é bem provável que os dois estejam no mesmo palanque no próximo ano.

Caso se confirme a manutenção da aliança com o governador, não há dúvida de que o PT já dá grande passo para manter-se à frente da prefeitura da Capital por mais quatro anos. Um grande passo em política, todavia, nunca foi garantia de vitória em eleição alguma. Mesmo porque, apesar dos conchaves partidários, há o elemento muitas vezes esquecido, mas que pesa bastante, que é o eleitor. E é nesse sentido que a prefeita Luizianne Lins pode estar fazendo aposta de risco ao tentar lançar goela abaixo o seu coordenador da ação governamental, Waldemir Catanho, como candidato.

De estrita confiança da atual prefeita, desde a época do movimento estudantil, Catanho construiu sua história política nos movimentos sociais de forma discreta. Com perfil de articulador, entrou na prefeitura para ser o homem forte da gestão, mas não conseguiu ter a visibilidade esperada. Como resultado, foi preterido na condição de vice do segundo governo Cid, e acabou sendo premiado com a suplência do senador Eunício Oliveira. Para além disso, pouco se pode acrescentar em ternos de passagem pela gestão atual sobre a figura de quem a prefeita quer oferecer ao eleitor em 2012.

De resto, Catanho é pessoa habilidosa politicamente e de convivência agradável, apesar de posições firmes. Características importantes no jogo político, mas que pouco acrescentam na disputa eleitoral. Pode-se alegar que Lula elegeu Dilma praticamente do nada. Mas querer comparar a gestão do presidente com a da prefeita é querer ir longe demais. Luizianne, mesmo com as obras previstas para serem entregues no decorrer de 2012, consolidou forte rejeição em setores importantes da Capital, e o reflexo disso, com certeza respingará em seu candidato. Principalmente se ele for apontado como braço, perna e cabeça da atual gestão. Com Catanho, porém, talvez a eleição fique mais animada, diante da falta de candidatos naturais da oposição.

(Menu Político / O POVO)

França rejeita injetar dinheiro em bancos e nega recessão

Em entrevista à TV, a ministra do Orçamento da França, Valérie Pécresse, disse neste domingo 11) que o governo confia na capacidade de os bancos franceses atingidos pela crise se recapitalizarem sozinhos, e que o Estado não injetará recursos nestas instituições. Ela manteve ainda a previsão de crescimento econômico de 1% para 2012 e negou que o país esteja em recessão, mas assinalou que Paris estabeleceu uma reserva de € 6 bilhões para enfrentar uma expansão de apenas 0,4%.

“Acreditamos que a necessidade de financiamento dos bancos não é tão grande como se não pudessem enfrentá-la”, declarou a ministra. “Os bancos franceses podem ser recapitalizados em até € 7 bilhões, aproximadamente, com seus próprios fundos e seus próprios benefícios. O Estado não colocará dinheiro nos bancos franceses”, disse.

Ela considera uma “boa notícia” que os bancos tenham esta capacidade.

As declarações chegam três dias após a Autoridade Bancária Europeia (EBA) ter revisado para baixo o valor de que os bancos franceses necessitam para se recuperarem da crise, de € 8,8 bilhões para € 7,3 bilhões.

Pouco depois, o diretor do Banco da França, Christian Noyer, também estimou que as instituições financeiras francesas poderão se recompor da turbulência “sem problemas”.

(das agências)

PT usou estelionatário para desencaminhar CPI dos Correios

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Escutas da PF revelam como deputados petistas encomendaram a Lista de Furnas para incriminar opositores, no auge do mensalão. Há dois anos, o mesmo falsificador tentou entregar documento forjado ao STF.

No começo de 2006, a chamada Lista de Furnas quase enterrou a CPI dos Correios, que investigava o mensalão, maior escândalo do petismo. O documento elencava doações irregulares de campanha, no valor de 40 milhões de reais, a adversários do governo Lula, e serviria para mostrar que práticas escusas de financiamento não eram adotadas apenas pelo partido do presidente, mas seriam comuns a todas a legendas.

Poucas semanas depois, porém, descobriu-se que a tal lista não passava de grosseira falsificação. A edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado (10) finalmente revela como o documento foi forjado por um notório estelionatário, por encomenda de dois deputados petistas de Minas Gerais, com incentivo e apoio da cúpula nacional do partido.

VEJA teve acesso a conversas gravadas pela Polícia Federal com autorização judicial, no primeiro semestre de 2006. Elas evidenciam que o estelionatário Nilton Monteiro – preso em outubro deste ano por forjar notas promissórias – agiu sob os auspícios dos deputados Rogério Correia e Agostinho Valente (hoje no PDT) com o objetivo de fabricar a lista.

Há diálogos seguidos entre Monteiro e Simeão de Oliveira, braço direito de Rogério Correia. Os dois discutem os padrões das assinaturas de figuras importantes da oposição naquele momento, como o líder da minoria na Câmara, José Carlos Aleluia, do DEM, e o então líder do PSDB, Antônio Carlos Pannunzio. Em troca das falsificações, Monteiro, além de receber pagamentos diretos, exigia a liberação de recursos em bancos públicos. É o que demonstram as gravações.

Embora a Lista de Furnas tenha sido desacreditada ainda em 2006, Nilton Monteiro esteve em Brasília, há dois anos, para tentar apensar ao processo do mensalão, que corre no Supremo Tribunal Federal, um recibo em que o ex-presidente do DEM, Rodrigo Maia, assumiria o recebimento de 200 000 reais do caixa da estatal de energia. Relator da causa no STF, o ministro Joaquim Barbosa rejeitou o documento – outro óbvio embuste.

Em sua visita à capital, Monteiro foi ciceroneado pelo advogado petista William dos Santos, próximo do deputado Correia e de José Dirceu, principal réu do mensalão. Na ocasião, os dois visitaram também o gabinete de Ideli Salvatti, hoje ministra de Relações Institucionais, então no exercício de seu mandato como senadora. Procurada pela revista, Ideli negou o encontro.

Leia abaixo um trecho das gravações obtidas por VEJA. O interlocutor é Simeão de Oliveira, assessor do deputado Rogério Correia:

Nilton: Vou acabar com eles tudinho. Agora, é o seguinte: você tem que me dar proteção, porque eu estou precisando. Não interessa só isso não. Eu quero aquele negócio que foi escrito no papel, que o Agostinho fez.

Simeão: Mas aí eu não vou discutir o negócio do Agostinho (ex-deputado federal petista Agostinho Valente) com você, não.

Nilton: Eu sei que você não vai discutir, mas pode saber que… é aquilo que eu preciso.

Simeão: Não, mas eu…

Nilton: São aqueles negócios que eu pedi da Caixa e do Banco do Brasil, pra liberar pra mim urgente no BNDES, lá.

Simeão: Não, isso eu não vou discutir, não.

(Blog do Noblat)

PT espera que Cid aceite nome que o partido indicar

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A discussão acerca de quem será o candidato do PT à Prefeitura de Fortaleza em 2012 está em ritmo acelerado e até o próximo dia 15 de janeiro a sigla já deve divulgar o nome do postulante ao cargo na Capital. Isso porque a orientação política do diretório nacional do partido é de que até esta data os nomes dos candidatos nas principais cidades brasileiras, como é o caso de Fortaleza, já estejam definidos.

“Nós queremos e estamos trabalhando para cumprir essa orientação”, frisou o presidente municipal do PT, Raimundo Ângelo, que participou, neste sábado (10), do penúltimo ciclo de debates que o partido vem realizando para discutir questões voltadas para a Capital.

Sem antecipar a decisão do partido, membros do PT afirmam que o candidato escolhido dentre os 13 prefeituráveis apresentados, não vai representar um possível impasse na aliança entre PT, dirigido no Estado pela prefeita Luizianne Lins, e PSB, comandado pelo governador Cid Gomes. “O nome que o PT levar para o governador, ele vai aceitar e apoiar. Isso já é tido como certo no partido”, explicou Joaquim Cartaxo, coordenador o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT.

Ao mesmo tempo, ainda que o nome escolhido não seja do agrado do governador e que ele porventura não entre na disputa ao lado do PT em Fortaleza, Ângelo alertou que “independente disso, o PT terá candidato na Capital”.

Risco zero

Ex-secretário das Cidades do Governo Cid Gomes, Cartaxo avaliou que o risco de quebra na aliança entre PT e PSB na Capital “é zero”.

Para ele, ambos os partidos têm participação igual nos governos municipal e estadual e “o único interessado que essa aliança se rompa é a oposição, que foi derrotada”.

“Ou, então, tá todo mundo mentindo para todo mundo. E eu sinceramente não vejo isso”, disparou.

Cartaxo assegurou, ainda, que vai procurar o PCdoB, um dos partidos que compõe a base aliada da prefeita e que já lançou a pré-candidatura do senador Inácio Arruda para a Prefeitura de Fortaleza, com o propósito de que a aliança seja mantida.

(O POVO)

Gestores de universidades federais são alvos de inquéritos

Centros de excelência em formação profissional e pesquisa científica, universidades federais têm construído, paralelamente, uma escola de impropriedades na gestão de recursos públicos. Reitores, pró-reitores e ex-dirigentes de, pelo menos, 16 instituições, em 13 estados, são alvos de processos administrativos, auditorias, inquéritos e ações na Justiça por deslizes que vão do favorecimento a parentes e amigos ao desvio de verbas.

Só o Ministério da Educação (MEC) apura 23 casos, envolvendo gestores de oito federais, que, se forem considerados culpados, podem perder seus cargos ou, se já afastados, ficar proibidos de voltar ao serviço público e ter as aposentadorias cassadas.

Na lista constam catedráticos que ganharam notoriedade recentemente, como o ex-reitor José Januário Amaral, que renunciou em meio a suspeitas de integrar um esquema de corrupção na federal de Rondônia (Unir). E outros que caíram em desgraça pública bem antes, casos de Timothy Mulholland, da Universidade de Brasília (UnB), envolvido em denúncias de irregularidades em fundações vinculadas à universidade; e de Ulysses Fagundes Neto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cujos gastos em viagens ao exterior foram o estopim de sua queda. Ambos saíram em 2008, mas ainda não receberam o veredicto do MEC, cujos processos disciplinares (PADs), não raro, são tão lentos que só acabam após os delitos prescreverem.

No Piauí, o reitor da UFPI, Luiz de Sousa Santos Júnior – campeão de PADs no MEC, com oito – acumula ações na Justiça por improbidade administrativa, além de inquéritos no Ministério Público Federal (MPF) e na Polícia Federal que apuram seu envolvimento numa coleção de irregularidades. Numa das ações, ele é acusado pelo MPF de favorecer com 16 contratos, firmados sem licitação, o empresário Cândido Gomes Neto, apontado como controlador de três empresas de publicidade. Em outra, é responsabilizado por gastos abusivos com cartão corporativo, cuja soma alcança R$ 405 mil.

Também estão sob investigação casos de irregularidade em licitações e malversação de verbas na federais de Rio, Amazonas, Pará, Minas, Sergipe, Acre e Pernambuco. No Rio Grande do Sul, o ex-reitor da Universidade de Santa Maria (UFSM) é réu da Operação Rodin, da Polícia Federal, que apurou o suposto desvio de R$ 44 milhões do Detran-RS, por meio de fundações ligadas à universidade. Ele também é um dos investigados no controle interno do MEC. Em Pernambuco (UFPE), um dos alvos são contratações reiteradas das mesmas empresas para fornecer materiais de construção.

(O Globo)

Em evento da juventude tucana, Serra repete que não será candidato

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O ex-governador José Serra voltou a dizer que não será o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo em 2012. “Não vou falar disso, já disse que não”, afirmou.

Serra esteve em Jundiaí (58 km de São Paulo) na tarde deste sábado (10) a convite da Juventude do PSDB para o primeiro seminário a jovens candidatos no Estado de São Paulo.

Questionado se algo ainda pode fazê-lo mudar de ideia e concorrer no próximo ano, Serra disse apenas que já deu a negativa e não falaria mais sobre isso. Ele também se negou a falar sobre os atuais pré-candidatos do partido.

O ex-governador disse que recomendava à Juventude do PSDB que tomasse como bandeira o voto distrital, em que o colégio eleitoral é dividido por regiões e o candidato com mais votos em cada uma delas é eleito.

“Numa cidade como São Paulo, [o voto distrital] diminuiria o custo de campanha do vereador de cinco a dez vezes”, afirmou Serra.

O presidente da Juventude do PSDB em Jundiaí, Marcio Ferrazzo, disse que a escolha por Serra como palestrante ocorreu devido à experiência que ele possui em eleições. “Ele é um grande quadro do partido e incentiva os candidatos a se posicionar como liderança política”, disse Ferrazzo.

(Folha)

População paraense deve rejeitar divisão do Estado em plebiscito neste domingo

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A população do Pará vai às urnas neste domingo (11) para decidir pela primeira vez no Brasil sobre a criação de novos Estados, num plebiscito marcado pela ampliação do ressentimento nas áreas que desejam se emancipar e que será decidido pela força do eleitorado da região de Belém.

Cerca de 4,8 milhões de eleitores do Estado foram convocados a opinar se o território de 1,2 milhão de km² e repleto de diferenças culturais e econômicas deve ser repartido em três –Carajás, Tapajós e Pará.

As campanhas das frentes favoráveis e contrárias à divisão terminaram em clima tenso, com o envolvimento do governador, Simão Jatene (PSDB), contra a partilha.

Segundo Datafolha divulgado ontem, 65% dos eleitores não querem a criação do Carajás, e 64% são contra a separação do Tapajós.

A ala antidivisão teme que o índice de abstenção no entorno de Belém seja alto, o que poderia ser decisivo.

Alguns fatores podem influenciar, como o feriado do servidor público na quinta-feira, que acabou emendado na região metropolitana da capital, e o desconhecimento sobre o número para votar.

A população do que seria o Pará remanescente, majoritariamente antidivisão, é muito superior à soma dos moradores das áreas separatistas: 4,6 milhões, ante 2,9 milhões.

O Pará é um dos Estados que registra historicamente alta abstenção: 21% no primeiro turno de 2010, e 27% no segundo turno.

(Folha)

Lula aumenta força em SP, e Serra tem maior rejeição, diz Datafolha

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua força em São Paulo e poderia influenciar hoje o voto de quase metade do eleitorado na corrida à prefeitura, mostra pesquisa Datafolha concluída nesta sexta-feira (9).

A rejeição ao ex-governador José Serra (PSDB) nunca foi tão grande. Ela atingiu 35% –quase o dobro do seu índice de intenção de votos, de 18%. Ele diz não cobiçar o cargo, mas é pressionado por tucanos a entrar na disputa.

Se a eleição fosse hoje, 48% dos eleitores dizem que poderiam escolher o indicado de Lula. O número é recorde considerando as 11 vezes em que o instituto pesquisou a influência do petista sobre a disputa municipal, desde 2003.

Apresentado há um mês como o pré-candidato do PT, o ministro da Educação, Fernando Haddad, tem entre 3% e 4% das intenções de voto. Ele ainda é desconhecido por 63% dos paulistanos.

Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, o fato de Lula aparecer como o maior cabo eleitoral na disputa fará Haddad crescer nas próximas pesquisas.

“À medida que a população o identificar com Lula, sua intenção de votos vai aumentar, como aconteceu com a presidente Dilma Rousseff nas eleições do ano passado. A questão é ver até onde ele pode chegar”, afirma.

A influência de Lula subiu oito pontos percentuais desde o primeiro levantamento, feito no início de setembro. Na época, Haddad oscilava entre 1% e 2% das preferências, e a senadora Marta Suplicy, que saiu do páreo, era a favorita na disputa.

(Folha)

Inec e BNB incentivam doações de livros e brinquedos para crianças carentes

Neste sábado (10) o cortejo “Cantando a Alegria do Natal” percorreu ruas do Bairro Benfica, quando convidou moradores a doarem livros e brinquedos para a Campanha Natal sem Fome dos Sonhos, que vai distribuir o material arrecadado para crianças de instituições cadastradas na Campanha. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto Nordeste Cidadania (Inec) e o Banco do Nordeste.  

O cortejo saiu da praça da Feira da Gentilânida e reuniu o bloco Coração Benfica, Instituto Semente das Artes e colaboradores do Inec. As doações ainda podem ser entregues em um dos postos de coleta (lista disponível por meio do site www.inec.org.br).

A ação busca unir parceiros e comunidade em um grande gesto concreto que agrega a alegria do carnaval ao espírito de solidariedade do Natal.

A Campanha Natal sem Fome dos Sonhos surgiu em 1993. Seu foco é mobilizar a sociedade para ações de solidariedade, promovendo a arrecadação de livros e brinquedos. Este ano, existem 20 mil crianças aguardando a doação destes brinquedos.

(Inec)

Rede de assistência aos usuários de crack será reforçada no Ceará

O Ministério da Saúde, juntamente com os gestores locais, vai reforçar a rede de assistência aos usuários de crack e outras drogas no Ceará. Serão criados no estado 112 novos leitos e qualificados outros 20 (totalizando 132) em enfermarias especializadas em álcool e drogas, destinados a internações de curta duração, além de 23 novas unidades de acolhimento, sendo 15 destinadas ao atendimento de adultos; e outras oito para crianças e adolescentes. O Ministério da Saúde vai investir R$ 87,1 milhões para a implantação destes serviços.

A ampliação do número de leitos é uma das ações do plano “Crack, É Possível Vence”r, lançado pela Presidência da República. O plano envolve ações dos ministérios da Saúde, Educação e Justiça, que atuarão articulados com estados e municípios e sociedade civil. Ao todo, serão investidos R$ 4 bilhões, até 2014, em ações que vão desde a prevenção até o enfrentamento ao tráfico de drogas.

“Temos que oferecer um novo projeto de vida ao dependente químico porque a relação com a droga tem relação com o lugar onde ele vive, com o espaço social, a sua condição na família. Isso exige serviços de saúde diferentes para necessidades diferentes”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Integram a rede de atenção a dependentes químicos os consultórios na rua, as enfermarias especializadas em álcool e drogas, as unidades de acolhimento adulto/infantil, os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas 24 horas (CAPSad) e as instituições da sociedade civil que fazem atendimento a dependentes químicos, que serão habilitadas a receberem recursos do SUS se cumprirem critérios de qualidade do atendimento. A rede está interligada também aos serviços da atenção básica e ao atendimento de urgência e emergência.

As ações do plano de enfrentamento ao crack estão estruturadas em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção. Os recursos serão liberados mediante adesão de estados e municípios. “O enfrentamento ao crack e outras drogas se dará por meio de um grande esforço para reorganizarmos a rede, que funcionará integrada, oferecendo acolhimento e qualidade no atendimento”, afirma Padilha.

O estado ainda contará com a implantação de oito novos “Consultórios na Rua”, que contam com profissionais que fazem intervenções de saúde para população em situação de rua (crianças, adolescentes e adultos) em seu contexto, incluindo locais de uso público de drogas, as chamadas cracolândias.

O atendimento no Ceará também será reforçado com a criação de 23 unidades de acolhimento, que terão equipe profissional disponível 24 horas para cuidados contínuos. Essas unidades cuidarão em regime residencial por até seis meses, e realizam a estabilização do paciente e o controle da abstinência. Para o público adulto, serão criados 15 estabelecimentos e mais oito unidades para o acolhimento infanto-juvenil, exclusivos para o público de 10 a 18 anos de idade.

(Agência Saúde / Ministério da Saúde)

Marisa demite 239 funcionários da área administrativa em SP

A rede de lojas Marisa demitiu 239 funcionários, de um total de 14,5 mil em todo o país. A maior parte está concentrada no escritório central da empresa, em São Paulo, onde trabalhavam 700 pessoas.

A empresa montou uma base em um hotel próximo ao seu escritório, na Barra Funda, em São Paulo, para fazer o exame de demissão de todos os funcionários em um único dia.

De acordo com uma funcionária que não quis se identificar temendo dificuldades para se recolocar no mercado, a justificativa dada pela empresa foi de que as vendas neste final de ano estavam muito fracas.

Empresa com ações negociadas em Bolsa, a Marisa passa por uma fase de forte expansão. Só em novembro e início de dezembro foram 19 novas lojas.

Em nota, a empresa confirma as demissões e disse se tratar de ajuste para “afastar possíveis impactos de turbulências econômicas na Europa e nos EUA” e “assegurar crescimento sustentável e maior eficiência operacional em 2012”.

A empresa diz ainda que os cortes são na área administrativa e que não afetam as lojas.

(Folha)

Contribuinte com uma fonte de renda não terá que declarar IR em 2014

Os contribuintes com uma única fonte de renda que optarem pelo desconto padrão deverão deixar de entregar a declaração do Imposto de Renda em 2014, ano-calendário 2013, informou o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto. A medida vale para pessoas físicas.

Pelo projeto, a declaração será preenchida previamente pela Receita Federal e apresentada a esses contribuintes que confirmaria ou não os dados contidos no documento, como os valores recebidos do empregador. Para os demais contribuintes a declaração permanecerá da forma que já é hoje, com alguns aperfeiçoamentos.

“O projeto de simplificação está em curso na Receita Federal. Existem modelos como esse em outros países. O Chile, por exemplo, tem um modelo parecido. Em breve estaremos caminhando para essa solução”, disse Barreto.

Segundo o secretário, não é possível eliminar a declaração de todas as pessoas físicas porque existem algumas informações que necessitam ser prestadas pelo próprio contribuinte, como é o caso das despesas médicas, com educação e doações.

“A administração tributária não tem previamente essas informações. Faz necessário que o contribuinte faça sua declaração e a transmita para a Receita”.

O secretário explicou que os sistemas da Receita Federal teriam como fazer isso, mas o modelo adotado no país não permite que Fisco tenha todas as informações prévias como as despesas médicas, educação, gastos com dependente e doações.

“Por isso, agora, não há como colocar um modelo desses porque grande parte teria que alterar aquilo que seria apresentado para o contribuinte como declaração. Por enquanto, não teremos como entregar a declaração completa para o contribuinte confirmar ou não confirmar”.

Para os demais contribuintes pessoas físicas, o secretário lembrou que a declaração já foi simplificada e permite, de forma fácil, que o contribuinte preencha os dados com auxílio do programa de computador específico e faça a transmissão via internet sem grandes problemas.

Isso tem sido demonstrado, destacou, pelo crescente número de declarações em meio eletrônico e pela diminuição do número de retenções na malha fina.

A Receita Federal informou no último dia 5 que caiu o número de declarações das pessoas físicas retidas em 2011. Este ano ficaram na malha fina 569.671 declarações. Em 2010, o número de declarações na malha fina chegou a 700 mil.

(Agência Brasil)

Sintsaf rejeita proposta da Prefeitura de 3,2% de reajuste para servidores

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Servidores da saúde votam durante Assembleia Geral no Sintsaf

O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço de Saúde de Fortaleza (Sintsaf) rejeitou na noite desta sexta-feira (9), durante Assembleia Geral, a proposta da Prefeitura de reajuste salarial para os servidores, em 2012, de 3,21%.

Segundo o presidente do sindicato, Plácido Filho, também vereador de Fortaleza pelo PDT, o índice é menor que a inflação deste ano, que deverá ficar em torno de 6,5%. “Na verdade, a Prefeitura ofereceu esse reajuste pífio, como estratégia de chegar até 5,5%, o que ainda é muito pouco. Essa mesma artimanha foi empregada no reajuste da passagem dos ônibus. A Prefeitura combinou com os empresários o pedido de R$ 2,20 para oferecer R$ 2,00. Assim passou para a população a falsa ideia de negociação. Mas estamos atentos a esse método que nunca favorece ao trabalhador, nem à população”, comentou o sindicalista.

Outra discussão foi em torno da insalubridade para servidores com contato direto com material contaminado ou paciente com doença contagiosa. “Atualmente, a Prefeitura para 20% de insalubridade, quando deveria pagar 40%. O percentual pago atualmente é o mesmo para servidores com contato indireto, apesar do risco menor. Em São Paulo, a então prefeita Marta Suplicy, loirinha e petista, foi sensível a essa justa reivindicação. Esperamos que o mesmo ocorra em Fortaleza”, torce Plácido Filho.

(Sintsaf)

Líderes contra a divisão do Pará evitam o 'já ganhou'

Lideranças da campanha contra a divisão do Pará comemoraram o resultado da pesquisa Datafolha que mostrou ser majoritária a rejeição à divisão, mas ponderam que é necessário manter a mobilização até o final.

“Foi excelente para nós, mas vamos continuar trabalhando até o último momento permitido pela legislação eleitoral”, afirmou o deputado estadual Celso Sabino (PR), presidente da frente contra a criação do Estado do Tapajós.

Justamente para evitar o clima de “já ganhou”, a campanha contra a divisão do Pará realizou na manhã deste sábado (10) a última carreata em Belém do plebiscito.

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (9), 65% dos eleitores paraenses são contra a criação do Carajás (sudeste do Pará) e 64% são contra a criação do Tapajós (oeste).

Até as 22h deste sábado, outras carreatas ocorrerão em diversos municípios do nordeste paraense, que se encontrarão em Castanhal (a 70 km de Belém) para marcar o encerramento da campanha.

As lideranças contra a divisão fizeram apelos durante a carreata para que os eleitores não deixem de votar.

Cerca de 50 carros e um trio elétrico percorreram diversos bairros da capital, das 9h até as 12h.

Neste domingo (11) os paraenses irão às urnas decidir se querem que o Estado se divida e dê origem a mais outros dois: Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste). O Pará atual ficaria reduzido a 17% do território.

Como na última quinta-feira (8) foi feriado no Pará, um dos receios da campanha contra a divisão é que a abstenção em Belém prejudique a votação. Essa possibilidade anima os defensores da divisão.

(Folha)