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Fifa vê Fortaleza como favorita para sorteio da Copa

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O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, apontou nesta terça-feira (17) a cidade de Fortaleza como favorita para receber o sorteio dos grupos da Copa de 2014, previsto para acontecer em dezembro do ano que vem. São Paulo e Rio também querem ser sede do evento, mas a capital cearense parece levar vantagem nessa disputa.

Fortaleza foi a primeira parada da visita pelas sedes brasileiras do Mundial, iniciada nesta terça-feira por Valcke. A comitiva do secretário-geral da Fifa também conta com a presença do ex-jogador Ronaldo, que é membro do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014.

Além de vistoriar as obras do Estádio Castelão, Valcke foi conhecer o centro de eventos de Fortaleza, local indicado pela cidade para receber o sorteio dos grupos da Copa. E o dirigente admitiu ter ficado impressionado com a estrutura do local.

“Vocês me conhecem. Se tenho que falar alguma coisa negativa, eu falo. O centro de eventos que eu vi hoje é impressionante. Pode-se dirigir um ônibus lá dentro. Há uma grande possibilidade que seja a sede do sorteio, um evento para três mil convidados e mil trabalhadores de imprensa. São vários candidatos, mas há uma grande possibilidade”, afirmou Valcke.

O dirigente, no entanto, garantiu que a decisão sobre a sede do sorteio ainda não está tomada. “São Paulo e Rio também concorrem, mas o Rio já recebeu o sorteio das Eliminatórias e queremos dividir os eventos entre as cidades. Então, o Rio não deve receber. Mas o COL fará sua avaliação e vai passar à Fifa”, explicou Valcke.

Fortaleza é uma das principais sedes da Copa de 2014. Será palco de quatro jogos na primeira fase, incluindo o segundo da seleção brasileira. E ainda receberá uma partida das oitavas de final e outra das quartas de final, que pode ser novamente do Brasil.

Depois de Fortaleza, a comitiva com Valcke e Ronaldo seguiu para Salvador, onde visitou as obras da Arena Fonte Nova na tarde desta terça-feira.

(Agência Estado)

Estudo do Ipea mostra melhoria na situação das famílias brasileiras

O índice de vulnerabilidade dos domicílios brasileiros em 2009 registrou melhoria de pouco mais de 14% em relação à média de 2003. Houve avanços significativos em várias dimensões, segundo o estudo sobre a Vulnerabilidade das Famílias Brasileiras, divulgado nesta terça-feira (17), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), especialmente naquelas referentes à dinâmica econômica, tais como acesso ao trabalho – queda de 20,3% – e escassez de recursos – queda de 24,2%.

O desenvolvimento infantojuvenil foi a dimensão com melhor avanço proporcional, queda de mais de 25%. Ainda segundo o Ipea, o acesso ao conhecimento, em média, é a dimensão na qual houve menos avanços, especialmente devido à baixa redução no indicador de qualificação profissional.

No período, apresentaram elevação os indicadores associados à presença de idoso nas famílias e à ausência de cônjuge. “A população envelhece e a proporção de famílias chefiadas por apenas um adulto aumenta”, informa o estudo. Outro dado da pesquisa é que há aumento do número de membros da família em idade ativa e redução da presença de crianças e bebês no conjunto dos domicílios.

O índice de vulnerabilidade das famílias é feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE) e analisa seis quesitos: vulnerabilidade, acesso ao conhecimento, acesso ao trabalho, escassez de recursos, desenvolvimento infantojuvenil e condições habitacionais. O objetivo é identificar geograficamente dimensões variadas que afetam as famílias brasileiras, em seus domicílios, sem a consideração da ação do Poder Público na reação dessas famílias às dificuldades, bem como suas possibilidades de acesso à melhor qualidade de vida.

(Ipea)

Servidores do município realizam assembleia geral nesta quarta-feira

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Servidores e empregados públicos municipais de Fortaleza realizam nesta quarta-feira (18), a partir das 9 horas, na Praça do Ferreira, assembleia geral da campanha salarial 2012. A pauta de reivindicações foi entregue à Prefeitura no último dia 6 de dezembro. Desde então, já ocorreram duas rodadas de negociação, com a presença do secretário de Administração, Vaumik Ribeiro, e das entidades integrantes do Fórum Unificado dos Servidores e Empregados Públicos Municipais, coordenado pelo Sindifort e que é constituído por nove entidades sindicais.

Embora a Prefeitura tenha concordado em atender uma das reivindicações dos trabalhadores, que é a antecipação da data base da categoria de 1º de maio para 1º de janeiro de cada ano, não existe acordo sobre os demais pontos da pauta.

No que se refere à questão salarial, os servidores reivindicam um reajuste de 20%. Esse índice engloba a recomposição do poder aquisitivo do período de maio/2008 a dezembro/2011, mais ganho real. A proposta da Prefeitura é conceder apenas a reposição da inflação do período de maio a dezembro de 2011, ou seja, aproximadamente 3%.

Além do reajuste salarial, a pauta possui mais 22 cláusulas tratando de questões diversas. Uma das mais importantes diz respeito à implantação e ao pagamento dos anuênios e quinquênios atrasados. Conforme levantamento do Sindifort, existem cerca de 25 mil servidores com estes benefícios em atraso. Em alguns casos, o atraso chega a 35 anos. O adicional por insalubridade também não está sendo pago em dia a vários servidores que fazem jus ao mesmo. Os servidores questionam ainda o inchaço da máquina municipal com a terceirização e a falta de concursos públicos.

(Sindifort)

“Jornal Nacional” vai falar sobre suposto estupro no “BBB12”

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Apesar do total silêncio do próprio “BBB12” sobre o suposto estupro, os telejornais da Globo estão explorando o caso.

Nesta terça-feira (17), o “Jornal Hoje” fez uma reportagem explicando o caso. O repórter André Luiz Azevedo fez uma entrada ao vivo direto da porta do Projac.

O mesmo deve se repetir à noite no “Jornal Nacional”.

Negou estupro (atualização às 16h28min)

A gaúcha Monique Amin, 23, negou ter sido estuprada por Daniel Echaniz, 31, no “Big Brother Brasil 12”.

Em depoimento à polícia, os dois disseram que houve consentimento. Ela afirmou que estava consciente durante a troca de carícias e que não houve penetração. Cada um foi ouvido por cerca de uma hora e meia.

Monique estava acompanhada de quatro advogados; Daniel estava sozinho.

Sobe para 11 o número de mortos em naufrágio na Itália

As equipes de resgate italianas localizaram mais cinco corpos no interior do navio Costa Concordia, que naufragou na última sexta-feira (13), elevando para 11 o número oficial de mortos pela tragédia. Oficialmente continuam desaparecidos 29 pessoas cujas nacionalidades foram divulgadas mais cedo pelo governo.

De acordo com a imprensa italiana os cadáveres foram encontrados na parte do navio que está submersa, após as equipes terem tido acesso ao local por meio de explosivos detonados na manhã desta terça-feira (17).

O jornal “Corriere della Sera” diz que o novo saldo de mortos pelo desastre foi confirmado por membros da Guarda Costeira italiana.

Já o “La Stampa” diz que a lista de desaparecidos com a qual Giuseppe Linardi, prefeito da ilha de Giglio, trabalha, conta com 40 nomes, e não 29.

Desaparecidos

Mais cedo o governo italiano divulgou a nacionalidade das 29 pessoas que continuam desaparecidas após o naufrágio do navio de cruzeiro. Entre os que ainda são buscados estão 25 passageiros e quatro tripulantes, sendo 14 alemães, quatro franceses, dois americanos, uma peruana, um indiano e um húngaro.

Até esta segunda-feira (16) durante o dia as equipes trabalhavam com o número de 15 desaparecidos, mas à noite o comandante-geral da Capitania dos Portos italiana, Marco Brusco, atualizou a cifra para 29.

Entre a tripulação desaparecida está a peruana Erika Soria, 26, que trabalhava como camareira. As últimas informações sobre seu paradeiro indicam que ela embarcou em um dos botes salva vidas, mas desde então não foi mais vista.

Também integravam a equipe o húngaro que atuava como bailarino e o músico italiano Giuseppe Girolamo, que tocava em um dos restaurantes no momento do impacto com uma rocha, além do indiano, sobre o qual as agências de notícias não têm mais informações.

Telefonema

Mais cedo, a imprensa italiana divulgou um telefonema entre o capitão do cruzeiro Costa Concordia e a Capitania dos Portos em que ele confirma ter abandonado o navio antes da retirada de todos os passageiros e que não voltou apesar de ter recebido ordem para retornar.

A imprensa italiana transcreveu trechos da conversa entre o capitão Francesco Schettino, de 52 anos, e a Capitania dos Portos que revelam que ocultou o motivo do naufrágio.

Às 21h54min (18h54min de Brasília), com o navio já encalhado em frente à ilha de Giglio, no centro da Itália, o capitão garantiu que tudo estava bem e enfrentava apenas um problema técnico.

Segundo o “Corriere della Sera”, a Capitania perguntou a Schettino à 0h32min (21h32min de Brasília) quantas pessoas ainda restavam a bordo. Embora a embarcação estivesse cheia, o comandante respondeu que apenas entre 200 e 300.

A resposta fez levantar suspeitas à Capitania que perguntou se ele ainda estava a bordo e Schettino confessou que o navio estava inclinando e ele havia deixado o barco.

“Mas como que abandonou a nave?”, perguntaram a partir da Capitania.

Mesmo que o capitão tenha se retratado dizendo que não tinha abandonado o cruzeiro, a partir da Capitania ninguém conseguiu encontrá-lo.

“Volte imediatamente a bordo, suba pela escada de segurança e coordene a evacuação. Deve nos dizer quantas pessoas há lá dentro: crianças, mulheres, passageiros, o número exato de cada categoria”, acrescentaram.

“Comandante, é uma ordem, agora comando eu. Anteriormente o senhor declarou que havia abandonado o navio, volte à proa e coordene o resgate porque há mortos”, exigiram.

(das agências)

Teorias conspiratórias

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Parece inegável que o Judiciário, por motivos vários, dentre os quais o fato de recrutar seus membros por mecanismos diversos da eleição, demorou mais do que o Executivo e o Legislativo para ser alvo do controle social. A avaliação é do juiz de Direito e presidente da Associação Cearense de Magistrados, Marcelo Roseno de Oliveira, em artigo publicado nesta terça-feira (17), no O POVO. Confira:

Não identifico no atual momento de debate público sobre o Poder Judiciário qualquer “campanha orquestrada” para diminuir a sua atuação, em nome de pretensos interesses inconfessos, nem tampouco para justificar a supressão de prerrogativas dos juízes.

Tendo a observar a quadra presente sob outro ângulo: parece inegável que o Judiciário, por motivos vários, dentre os quais o fato de recrutar seus membros por mecanismos diversos da eleição, demorou mais do que o Executivo e o Legislativo para ser alvo do controle social.

Vinculados a se manifestar apenas nos autos sob seu exame, quando então jungidos a seu próprio convencimento motivado e ao império, antes, da lei, e, hoje, da Constituição, magistrados de diversas gerações não foram acostumados ao crivo público.

Um novo momento na relação entre as instituições políticas e a sociedade, contudo, tem se instalado no País nos últimos anos, especialmente no pós-88, e o Judiciário, por certo, não se manteria imune a ele. Ainda que com certo atraso, magistrados estão tendo que se amoldar a exigências cada vez maiores quanto a uma práxis republicana e democrática, o que, não se duvida – e até certo ponto é natural que ocorra – encontra resistências.

Esse parece ser, na verdade, o pano de fundo de toda a discussão sobre os limites da atuação do Conselho Nacional de Justiça, que em alguns anos de funcionamento conseguiu ser o catalisador de mudanças profundas na estrutura do Judiciário, vencendo nichos inquestionáveis de resistência.

Atribuir o atual momento a teorias conspiratórias é um erro, assim como é equivocado não perceber que os juízes precisam encontrar a legitimidade para o desempenho de parcela considerável do poder do Estado através de uma atuação mais transparente. Desse modo, o Judiciário permitirá aos cidadãos perceber com mais clareza a imprescindibilidade de seu ofício e a dimensão de sua existência numa sociedade democrática.

Coaf vai ao TJ de São Paulo esclarecer movimentações atípicas

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, recebe nesta terça-feira (17) a visita de representantes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para conversar sobre as movimentações financeiras atípicas operadas por juízes e servidores do tribunal entre 2000 e 2010.

Segundo relatório do órgão, neste período, integrantes de todo o Judiciário movimentaram R$ 855,7 milhões de forma suspeitas. A maior parte das operações foi feita por membros do TJ-SP, e no Rio de Janeiro, o TRT vai pedir ao CNJ nome de quem gastou R$ 282 milhões.

O relatório serviu de base para uma investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – que foi interrompida por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o desembargador, não há suspeita alguma contra o tribunal paulista. Ele também acredita que não houve quebra de sigilo ilegal, como acusam entidades representativas de juízes.

– O relatório do Coaf não individualiza as pessoas. Portanto, ali não houve quebra de sigilo. Não sei se há outro documento – disse.

(O Globo)

Na Trilha do Jazz & Blues

Em tempos de pré-Carnaval, a partir desta quarta-feira (18) o público que se prepara para o Festival de Guaramiranga vai entrar Na Trilha do Jazz & Blues. O projeto é uma parceria do Festival com sete bares de Fortaleza.

Até o dia 17 de fevereiro, de quarta a sábado, haverá shows de instrumentistas dos dois gêneros musicais. Na quarta-feira, os bares da Trilha do Jazz & Blues são Café Pagliúca, com o jazz de Márcio Resende, e Degusti, com o blues de Felipe Cazaux. A programação completa está no www.jazzeblues.com.br.

Bezerra diz que pode ter sido alvo de fogo amigo

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O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, disse nesta segunda-feira (16), em visita à cidade pernambucana de Sertânia (310 km de Recife), que pode ter sido alvo de “fogo amigo” nas denúncias de irregularidades que envolvem a sua pasta.

“Vivemos um momento de reforma ministerial e é evidente que, às vezes, interesses partidários podem se aguçar”, disse. “Mas, pelas manifestações que recebi [dos aliados], esse fogo amigo, se teve, desapareceu.”

Bezerra afirmou ter convicção de que os questionamentos envolvendo seu nome “foram devidamente esclarecidos”. Ele disse que, agora, espera pelo fim das denúncias na imprensa.

Sobre a informação publicada nesta segunda-feira pela Folha, de que uma empresa com endereço fantasma em Juazeiro (BA) recebeu dinheiro de emenda patrocinada por seu filho, o deputado federal Fernando Filho (PSB-PE), ele negou qualquer irregularidade.

“A empresa não é fantasma”, disse. Segundo ele, a Codevasf, responsável pela contratação da firma, emitiria nota sobre o caso e se colocaria “à disposição para checar a veracidade” da informação.

Na tentativa de criar uma agenda positiva para a pasta, o ministro retornou ao seu Estado natal e visitou as obras de transposição do rio São Francisco. Ele assinou uma ordem de serviço de R$ 132,8 milhões para a retomada dos trabalhos no lote 12.

Bezerra foi recebido com festa por políticos locais. A comitiva seguiu até o canteiro de obras, onde ele ouviu explicações sobre os trabalhos em andamento, cumprimentou operários e posou para fotografias.

Segundo o ministro, o custo da transposição foi revisto e deverá chegar a R$ 6,9 bilhões em 2014. A previsão inicial, feita em 2007, era de R$ 5,4 bilhões. O primeiro trecho da obra, com aproximadamente 20 km de extensão, deverá ser inaugurado entre outubro e dezembro deste ano.

O projeto de transposição prevê a construção de quase 700 km de canais em dois eixos, norte e leste. A obra, segundo o governo, beneficiará 12 milhões de pessoas no semiárido dos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

(Folha)

Brasil, pobre país rico

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Quem dera tivéssemos metade do padrão de conforto, educação, saúde, moradia – e consciência política – dos ingleses, que ficaram para trás no ranking dos mais ricos. A observação é do jornalista Ítalo Gurgel, em artigo publicado nesta terça-feira, no O POVO. Confira:

A condição de sexta potência econômica mundial representa para o Brasil mais um desafio que uma conquista. A nova posição no ranking dos países ricos perde todo o sentido quando se desvia o olhar dos números do Produto Interno Bruto (PIB) e se encara a realidade social a nossa volta.

Pouco adianta bater recordes de crescimento econômico, expandir o comércio externo e conquistar prestígio nos fóruns internacionais se, internamente, a dívida representada pela pobreza extrema, pelo analfabetismo, pela doença e pela negação da dignidade está longe de ser resgatada.

Em 500 anos de história, uma sucessão de governos conservadores criou um dos países mais desiguais do planeta. Hoje, convivemos com uma realidade absurda, em que os 10% mais ricos açambarcam 28 vezes a renda dos 40% mais pobres. E nem nos indignamos ao ver crianças pedindo esmola nas esquinas.

Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro a achar que não podia ser assim. E desviou para os pobres as atenções que sempre haviam sido destinadas aos abastados. Criou o maior programa de distribuição de renda já ensaiado no mundo. E deu certo.

O dinheiro público, nas mãos de quem passava fome, foi aportar na bodega da esquina, gerando empregos e impostos. As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) entraram em cena. A roda da economia começou a girar mais rápida e, aos poucos, os benefícios se distribuíram por toda a sociedade. Ficamos menos desiguais.

Mas ainda há muito a ser feito. O passivo era enorme e a distância que nos separa dos países centrais ainda é quilométrica. Quem dera tivéssemos metade do padrão de conforto, educação, saúde, moradia – e consciência política – dos ingleses, que ficaram para trás no ranking dos mais ricos.

Em seu slogan, o governo Dilma Rousseff admite que “país rico é país sem pobreza”. A presidente reconhece que o combate à miséria precisa continuar e já anunciou que a política de distribuição de renda será aprofundada. Decisão louvável.

Mas a potência emergente precisa entender tal estratégia como etapa provisória na luta pela superação das injustiças sociais. A melhor sinalização do sucesso dessa política será sua progressiva contração, até a extinção definitiva.

No dia em que todos os brasileiros puderem caminhar com as próprias pernas, no rumo da dignidade, somente nesse dia, a condição de potência mundial ganhará sentido.

Bruno Senna é confirmado no lugar de Barrichello na Williams

Rubens Barrichello (à esquerda) dá lugar a Bruno Senna (à direita)

Após despontar com favoritismo para o posto nos últimos dias, o piloto brasileiro Bruno Senna, 28, sobrinho do ídolo Ayrton Senna, está confirmado como o companheiro do venezuelano Pastor Maldonado na Williams para a temporada da F-1. A notícia foi oficializada na manhã desta terça-feira (17) e ele substitui o também paulista Rubens Barrichello, 39, que não teve o contrato renovado e continua sem equipe.

Bruno disputou as últimas oito provas de 2011 e conseguiu o sétimo lugar no GP da Bélgica. Os patrocínios que acompanham o piloto, como o do empresário Eike Batista e da Embratel, tiveram peso decisivo para o acerto com os ingleses.

Estudo avalia a vulnerabilidade das famílias brasileiras

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga na tarde desta terça-feira (17), em Brasília, o estudo sobre a Vulnerabilidade das famílias entre 2003 e 2009. A pesquisa será apresentada pelo técnico de Planejamento e Pesquisa Bernardo Alves Furtado e pelo assessor técnico da Presidência do Ipea, André Calixtre.

Baseado nos dados do PNAD de 2003 a 2009, o estudo analisa o índice de vulnerabilidade das famílias brasileiras em seis dimensões, e traz os dados particulares de unidade da Federação, bem como as confrontações dos números entre urbano e rural, metropolitano e não-metropolitano.

(Ipea)

Cuba examina possibilidade de legalizar união entre pessoas do mesmo sexo

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O Parlamento de Cuba se prepara para definir ainda este ano sobre a legalização das uniões de pessoas do mesmo sexo. A iniciativa foi confirmada pela sexóloga Mariela Castro, filha do presidente cubano, Raúl Castro. Uma proposta que reconhece as uniões homossexuais deve ser enviada pelo Executivo ao Congresso cubano – denominado Assembleia Nacional do Poder Popular.

A proposta em elaboração se refere à união livre entre pessoas do mesmo sexo, mas não usa a palavra casamento. O texto conta com o apoio de Mariela Castro que é diretora do Centro Nacional de Educação Sexual de Cuba – que há anos faz campanha em favor do reconhecimento dos direitos dos homossexuais.

O anteprojeto, que define a alteração ao Código de Família de Cuba, é avaliado por juristas ligados ao Ministério da Justiça e magistrados vinculados à União Nacional de Juristas, segundo Mariela Castro.

A filha do presidente cubano disse que espera que a conferência do Partido Comunista, de 28 de janeiro, adote uma “política de não discriminação”, abrindo a possibilidade de votação da proposta legislativa no Parlamento – cujas sessões de ocorrem em julho e dezembro.

(Agência Brasil)

Governo usa agenda para promover Fernando Haddad

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O governo prepara uma despedida comemorativa para o ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), que deixará o cargo para disputar a Prefeitura de São Paulo.

O ministério programou para a próxima segunda-feira (23) um evento no Palácio do Planalto para anunciar que o ProUni atingiu a marca de um milhão de bolsas concedidas, em universidades, a alunos pobres de todo o país.

O ato antecederá a sucessão de Haddad pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, dando início à reforma ministerial.

(Folha)

Ceará investe para uma constância no destino turístico

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Em artigo enviado ao Blog, o coordenador do Fórum de Turismo do Ceará- FORTUR-CE e presidente em exercício do Conselho Municipal de Turismo de Fortaleza – COMTUR, Pedro Carlos da Fonseca, expõe os investimentos do Estado e da Prefeitura de Fortaleza no turismo. Confira:

Focar no período de alta temporada costuma ser uma prática natural em todos os destinos turísticos do mundo, no entanto concordamos que a divulgação dos nossos destinos turísticos deva ser feita de forma constante e permanente.

Esta tem sido, ao longo dos anos, a posição do Fórum de Turismo do Ceará – FORTUR-CE. Como resultado deste posicionamento, da interação e da sensibilidade dos nossos dirigentes públicos e privados, houve uma mudança na estratégia de concentrar a divulgação nos períodos de férias.

Nos últimos anos estamos participando ativamente dos principais eventos nacionais e internacionais, temos tido investimentos de porte na divulgação dos nossos produtos e destinos turísticos, principalmente pelo Governo do Estado do Ceará/SETUR, quanto a Prefeitura de Fortaleza/SETFOR, a de se destacar a parceria firmada com a ABIH-CE e o Convention Bureaux de Fortaleza com a exitosa “Noite em Fortaleza” evento que mostra as nossas potencialidades culturais, gastronômicas e turísticas aos agentes de viagem, formadores de opinião e autoridades do setor.

Os eventos realizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, contaram com a presença da prefeita Luizianne Lins, secretária Patrícia Aguiar e sua equipe. Em 2012 outras cidades serão contempladas.

Entidades privadas como a ABIH-CE, ALMEC, dentre outras tem como política permanente realização de Rod Shows durante todo o ano nos principais mercados emissores, contando ou não com a parceria da prefeitura e/ou governo do estado.

Algumas prefeituras têm participado de eventos nacionais e internacionais divulgando os seus produtos turísticos.

A Prefeitura de Fortaleza/Setfor concluiu a primeira parte do projeto que visa transformar Fortaleza na “Capital dos Eventos”, projeto este apoiado pelo Fórum de Turismo do Ceará – FORTUR-CE e pelo Conselho Municipal de Turismo de Fortaleza/COMTUR.

Dentro desta mesma linha temos a construção pelo Governo do Estado/SETUR, do Expo Ceará Centro de Feiras e Eventos, equipamento de a muito pleiteado pelo FORTUR-CE, do Acquario Ceará e do Arena Castelão que somados as obras em realização pela Prefeitura de Fortaleza/SETFOR, tais como, Praça do Futuro, Mirante do Morro de Santa Terezinha, Beira Mar de Fortaleza, Praia de Iracema, Vila do Mar e Infraestrutura da Praia do Futuro dentre outras, juntas as construções/ampliações de Centros de Convenções nos hotéis, muito contribuirão para diminuirmos a sazonalidade e passarmos a ter altos índices de ocupação durante o ano todo. 

O FORTUR-CE e o COMTUR estarão durante o mês de fevereiro realizando em conjunto a avaliação e revisão de seus planejamentos estratégicos e do Plano de Turismo para o Destino Indutor Fortaleza, onde o assunto em epígrafe será devidamente avaliado e revisado.

Nosso intento é atender a máxima de que “Uma cidade só é boa para o turista se for boa para quem a habita”.

Inflação medida pelo IGP-10 recua e registra leve alta de 0,08% em janeiro

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) teve leve alta de 0,08% em janeiro. O resultado ficou abaixo do registrado um mês antes, quando a taxa apurada foi 0,19%. Nos últimos 12 meses, o indicador acumula elevação de 4,9%.

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (17) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a redução no ritmo de crescimento entre os dois meses foi influenciada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que caiu com mais força. Em janeiro, o IPA ficou em -0,27%, depois de registrar -0,03% em dezembro. Caíram os preços de alimentos processados (de 1,60% para -0,90%), bovinos (de 4,53% para -3,85%), minério de ferro (de -4,62% para -6,04%) e aves (de 2,43% para -0,57%). O IPA corresponde a 60% do IGP-10.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% da taxa global, subiu de 0,65% para 0,92% de um mês para o outro. Quatro das sete classes de despesa tiveram elevação, com destaque para alimentação (de 1,02% para 1,77%), principalmente hortaliças e legumes (de -2,76% para 4,99%); e educação, leitura e recreação (de 0,46% para 1,92%), com destaque para cursos formais (de 0,00% para 3,08%).

Último índice a compor o IGP-10, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) diminuiu na passagem de um mês para o outro, passando de 0,53% para 0,43%. Os preços de materiais e equipamentos (de 0,27% para 0,19%) e o custo da mão de obra (de 0,81% para 0,56%) subiram com menos força no período. Por outro lado, os gastos com serviços (de 0,15% para 0,77%) aumentaram entre os dois meses. O INCC corresponde a 10% da taxa global.

Para calcular o IGP-10, foram coletados preços entre 11 e dezembro e 10 de janeiro.

(Agência Brasil)

IPC-S sobe em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) aumentou em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda semana de janeiro. O resultado divulgado nesta terça-feira (17) aponta que apenas Brasília apresentou queda em sua variação, ao passar de 0,4% para 0,32% entre a primeira e a segunda semana do ano.

De acordo com a pesquisa, as classes de despesa que mais contribuíram para esse resultado na capital do país foram transportes, que passou de 0,44% para 0,03%, e alimentação, de 0,86% para 0,61%.

Ainda segundo a FGV, a capital em que a inflação sofreu maior aumento nesse período foi Belo Horizonte, que registrou variação de 1,06%, na apuração realizada na segunda semana de janeiro, 0,12 ponto percentual acima do divulgado na apuração anterior (0,94%). Quatro das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram aumento de preços, com destaque para vestuário e alimentação, cujas taxas passaram de -0,19% para 0,63%, e de 1,96% para 2,33%, respectivamente.

Porto Alegre foi a segunda capital com maior variação do índice na segunda semana de janeiro (de 0,04% para 0,13%), seguido de Salvador (1,10% para 1,15%). As taxas do Rio de Janeiro e de São Paulo subiram 0,03 ponto percentual entre as duas semanas e variaram de 1,38% para 1,41% e de 0,75% para 0,78%, respectivamente. Em Recife, o resultado ficou 0,01 ponto percentual superior ao da semana anterior (0,94%).

O IPC-S de 15 de janeiro de 2012 variou 0,97% – 0,04 ponto percentual acima da taxa divulgada na última apuração.

(Agência Brasil)

Cidade vulnerável

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Em artigo publicado nesta terça-feira (17), no O POVO, a jornalista Adísia Sá relata os momentos de medo durante a boataria na greve dos policiais. Confira:

No dia em que Fortaleza parou, fechou as portas e nos refugiamos em casa – fruto de um alarme partido não se sabe de onde – ficou algo no ar: quem nos amedrontou e nos fez reféns de “não-sei-o-quê”? Correu o grito: “tranque as portas”, “não atenda telefonema”

A cidade parou. Eu, que estava em Beberibe, fui chamada com urgência pelo sobrinho: “Tia, venha para Fortaleza”. E vim às pressas, deixando de lado aquela maravilha que é a beira do Jaguaribe, comendo casquinho de caranguejo com caipirinha geladíssima e retornei. De onde eu estava e para onde vinha, o trajeto estava praticamente “morto” – lojas fechadas, ruas sem carros, sem gente. Aqui e ali, uma alma penada e nada mais. E o medo chegando devagar e tomando conta de mim: “O que está acontecendo?” Cheguei ao meu edifício, subi o elevador, abri o apartamento e me joguei na cadeira de balanço. “O que está havendo? O que fizeram?”

Nada. Ninguém. O medo, sim. Medo destilado por ligações alvoroçadas: “Não abra a porta para ninguém”. Nunca vi algo parecido, nem mesmo no período da guerra, quando tínhamos as janelas cobertas de pano preto, poucas lâmpadas acesas e raras “almas” nas ruas.

“O que está havendo?” Nada, absolutamente nada. Simplesmente fomos joguetes de arautos da boataria, do amedrontamento. Quem boatou, quem nos amedrontou? Ninguém e todos. Ai a origem do pânico, do medo, do susto. Não ouvi nada sobre a possível origem do que houve naquela terça-feira absurda. Ninguém escreveu, especulou sobre aquele “fenômeno”. “Foram os useiros e vezeiros de boatarias”.

Quando fomos abrindo as portas, saindo às ruas, mal nos olhávamos: estávamos envergonhados. Vergonha pelo medo irracional. Vergonha de termos caído no conto do “feche as portas”, “não abra para ninguém”.

PS: Onde estão os teóricos da psicologia das multidões? Os doutores da alma humana? Onde estão que não teorizam sobre o que houve? Está todo mundo com vergonha um do outro. Eita cearense frouxo: não escapa ninguém, está todo mundo no mesmo saco, com cara de tacho.

IBGE aponta 38.691 meninos e meninas em situação de trabalho

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Entre 2009 e 2010, o Estado do Ceará saltou do 4º para o 15º lugar no ranking nacional do trabalho na faixa etária de 10 a 13 anos. É o que apontam os dados do censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo o procurador do Trabalho, Antonio de Oliveira Lima, a despeito da diferença nas faixas etárias e do uso de metodologias distintas no censo 2010 e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, ambas realizadas pelo mesmo Instituto.

O procurador explica que os dados da Pnad-2009 indicaram a existência, à época, de 112.633 crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em situação de trabalho no Estado e de 1.257.810 em todo o País. Já o censo 2010 apontou que havia 38.691 meninos e meninas de 10 a 13 anos ocupados no Ceará e 709.989 no Brasil.

Embora a diferença entre os números da Pnad e do censo seja, em parte, explicada pelo fato de a primeira incluir adolescentes de 14 anos (faixa etária cujos dados do censo ainda não foram divulgados), Antonio de Oliveira Lima destaca que a redução é muito significativa e não deve ser compensada totalmente pelo número que for atribuído à parcela de trabalhadores com 14 anos. Ele avalia que os dados do censo aproximam-se mais da realidade porque os da Pnad são estimativas a partir de amostra de domicílio.

“Os dados até aqui disponíveis evidenciam que as iniciativas do poder público e das entidades que integram a sociedade na prevenção e erradicação do trabalho infantil já começam a surtir importante efeito”, avalia o procurador. Ele ressalta que a faixa etária cujos dados do censo 2010 já foram liberados tem grande relevância tendo em vista que até os 13 anos de idade o trabalho é totalmente proibido no Brasil. Já entre 14 e 15 anos, é permitido apenas na condição de aprendiz. Dos 16 aos 17 anos, é permitido, desde que não seja em atividade insalubre, perigosa, penosa ou em horário noturno (a partir das 22 horas).

A colocação do Ceará no ranking nacional (15º) leva em conta a proporção do trabalho precoce frente à população existente na faixa etária em cada unidade federativa. No caso do Estado, a proporção de ocupados ficou em 5,8%. No País, o percentual de ocupados na faixa etária de 10 a 13 anos foi menor que o verificado no Ceará: 5,2%.

Apesar da melhora nos indicadores revelada pelo Censo 2010, Antonio de Oliveira Lima frisa que governos e sociedade não podem se acomodar. “Os desafios ainda são grandes. Temos de fazer nossa parte para que o País consiga cumprir o compromisso assumido com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) de erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2016 e todas as formas de exploração do trabalho precoce até 2020”.

Ranking

Proporcionalmente, a situação do Ceará ficou melhor que as verificadas em Rondônia (9,1%), Amazonas (8,52%), Pará (8,25%), Acre (8,21%), Roraima (8,02%), Bahia (7,45%), Maranhão (7,28%), Piauí (6,98%), Alagoas (6,87%), Paraíba (6,66%), Mato Grosso (6,23%), Santa Catarina (6,16%), Pernambuco (5,90%) e Paraná (5,87%). No âmbito do Nordeste, o percentual constatado no Ceará é pior apenas que o encontrado em Sergipe (5,39%) e Rio Grande do Norte (4,04%).

(Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Trabalho no Ceará)

Prejuízo político

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Para o deputado estadual Heitor Férrer (PDT), na relação de cão e gato envolvendo PT x PSB, quem tem menos interesse em desfazer a aliança é Cid Gomes e não Luizianne Lins. Cid, segundo Heitor, teria muito mais danos políticos do que a prefeita de Fortaleza.

O governador sem o PT de Luizianne, argumenta o parlamentar de oposição, poderia ficar sem Dilma Rousseff como aliada. E prescindir da presidente pode significar racionamento de verbas para projetos e obras estratégicas da gestão Ferreira Gomes. Sem contar que Cid não compraria uma briga com Dilma, que faria tudo para permanecer com o domínio eleitoral de uma capital importante como Fortaleza. Por isso, as cartas têm de ser dadas pelo PT que, mal ou bem, tem as rédeas do poder local.

No rol de prejuízos para Cid, Heitor Férrer também inclui um fantasma que o governador não tolera. “Cid não sabe conviver com uma oposição firme. Rompendo com os petistas, ele terá uma oposição partidária”, avalia. Hoje, na Assembleia Legislativa, Férrer é voz solitária entre os deputados titulares que fazem oposição ao Palácio da Abolição.

(Vertical / O POVO)