Blog do Eliomar

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23 escrivães já atuam em delegacias

Os 23 escrivães federais, cedidos pelo Ministério da Justiça, já estão trabalhando em seis delegacias plantonistas de Fortaleza. Eles substituem parte dos policiais civis em greve e executam atividades administrativas.

Segundo o chefe do Departamento de Polícia Metropolitana, delegado Harley Alencar, os escrivães federais foram distribuídos em quatro distritos policiais: 2º DP (Aldeota), 7º DP (Carlito Pamplona), 12º DP (Conjunto Ceará) e 30º DP (São Cristóvão). Também receberam reforço a Divisão de Homicídios (Fátima) e Delegacia da Criança e do Adolescente (São Gerardo).

Para fazer o registro de ocorrências, a população deve procurar a delegacia mais próxima. Nesta segunda-feira (9), a Polícia Civil fará uma avaliação do trabalho dos escrivães federais.

O Comando da 10ª Região Militar informa, por nota, que somente os escrivães estão substituindo o trabalho da Polícia Civil. As tropas foram remanejadas para delegacias com objetivo de reforçar a segurança nos equipamentos.

(O POVO)

Arrastão leva pânico a motoristas

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Era para ser uma manhã comum de muito sol à beira do mar. Mãe e filha seguiam para a Praia do Futuro. Usaram a avenida Santos Dumont como via de acesso. Depararam-se com o congestionamento de sempre nessas épocas de alta estação próximo à Praça do Futuro (antiga 31 de Março).

Mas espantaram-se com carros e mais carros fazendo conversões proibidas na tentativa de alcançarem o sentido oposto. “O engarrafamento estava horrível e o pessoal começou a subir o canteiro central. Quando vi, um cara a pé corria com uma arma na mão e tinha o outro braço cheio de bolsas”, diz a jovem, que pede para não ser identificada.

Passava das 11 horas deste domingo (8) quando tudo aconteceu. Segundo ela, outro rapaz corria entre os veículos recolhendo mais bolsas. Estaria, contudo, desarmado. Ambos pareciam ser adolescentes.

Para não ser vítima do arrastão, a jovem fez o mesmo que outros motoristas: subiu o canteiro central e, na via oposta, chegou à Praia do Futuro pela Cidade 2000.

Enquanto presenciou a ação dos bandidos, ela não avistou viaturas policiais nem ouviu disparos. “Quase bati o carro quando fiz a manobra. Fiquei muito nervosa, porque já fui assaltada duas vezes. Também fiquei receosa de ir pelo outro caminho, mas daria para acelerar, se algo acontecesse. Quando vi outras pessoas indo por lá, fiquei mais tranquila”, relatou.

Ao O POVO, Ronda do Quarteirão e Coordenadoria Integrada de Operações Especiais (Ciops) disseram não ter registro de nenhuma ocorrência do tipo na região neste domingo.

(O POVO)

Chávez e Ahmadinejad se reúnem em Caracas para ampliar parcerias

Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reúnem-se nesta segunda-feira (9) em Caracas, capital venezuelana. De acordo com Chávez, vários acordos de cooperação bilateral serão assinados por eles. Ahmadinejad está na América Latina para uma visita de cinco dias que inclui, além da Venezuela, a Nicarágua, o Equador e Cuba.

“Vamos trabalhar o dia todo, verificando acordos de cooperação. Nós não somos ameaça para ninguém. Somente temos direitos e somos soberanos”, disse Chávez.

Durante o programa, Chávez condenou a posição do governo norte-americano que criticou a proximidade de Ahmadinejad com a Venezuela. Segundo ele, a parceria dos venezuelanos com os iranianos gerou a aceleração do processo de construção de casas populares e o incentivo à indústria.

Ahmadinejad visita a América Latina com quatro ministros – Ali Akbar Salehi (Relações Exteriores), Mehdi Gazanfari (Comércio, Indústria e Minas), Majid Namju (Energia), Seyed Shamsedin Hosseini (Economia) – e um grupo de empresários.

Desde 2010, o Irã é alvo de uma série de sanções econômicas, comerciais e financeiras da comunidade internacional. As medidas foram aprovadas como forma de pressionar o governo iraniano a abandonar o programa nuclear desenvolvido no país. Para a comunidade internacional, o programa mantém a produção de armas nucleares. Os iranianos negam.

Ahmadinejad visitou a Venezuela em novembro de 2009, quando foram firmados 68 projetos de cooperação bilateral nas áreas de agricultura, da indústria, do comércio e de energia. Durante a visita foi inaugurado o Fundo Único Binacional Irã-Venezuela, com o objetivo de estimular a produção e os investimentos entre as duas nações.

Em outubro de 2010, Chávez foi ao Irã, onde assinou 11 protocolos de intenção relativos à cooperação nos setores de petróleo, energia, da indústria e do comércio. Também houve discussões sobre futuros acordos nas áreas de transporte de hidrocarbonetos e produção de alimentos, além de questões agrícolas.

(Agência Brasil / AVN)

Ministro da Integração é acusado de comprar terreno duas vezes

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O ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) utilizou recursos públicos para comprar um mesmo terreno duas vezes, quando era prefeito de Petrolina (PE).

A primeira compra ocorreu no final de seu primeiro mandato, em 1996, por R$ 90 mil. Na segunda, já em 2001, durante seu segundo mandato, pagou R$ 110 mil.

Nas duas vezes, o dinheiro beneficiou o mesmo empresário, José Brandão Ramos, sob a mesma justificativa: transformar a área em um aterro sanitário.

O ministro admitiu, por intermédio de sua assessoria, que o terreno foi comprado duas vezes pela Prefeitura de Petrolina (PE), mas afirmou que foi induzido a erro pela gestão do prefeito Guilherme Coelho, seu primo, que o sucedeu em 1997.

(Folha)

Senadora Vanessa Grazziotin diz que tráfico de pessoas é crime invisível no Brasil

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A presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o tráfico de pessoas no país, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM), disse que o crime é invisível às autoridades brasileiras, por não possuir uma tipificação satisfatória no Código Penal Brasileiro (CPB).

Em entrevista no canal do Supremo Tribunal Federal (STF), que neste fim de semana exibe uma série de matérias sobre o tema, a senadora afirmou que as autoridades policiais encontram dificuldades para encaixar o tráfico de pessoas como crime, a não ser pata fins de exploração sexual.

“Algumas pessoas são traficadas para isso, para a exploração sexual. Mas outras são para o trabalho escravo, para a adoção ou para a remoção de órgãos”, alertou a senadora, que pretende tipificar os crimes para que haja penalidade. “Talvez (o tráfico de pessoas) seja o crime mais invisível do Brasil. Não encontramos inquéritos policiais, nem processos judiciais sobre esses crimes. A não ser os que iniciaram como exploração sexual ou trabalho escravo, nunca como tráfico de pessoas”, ressaltou.

Para a senadora, o Brasil precisa se adaptar à Convenção de Palermo, também conhecida como Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, que configura o tráfico de pessoas como a atitude do aliciador de enganar ou coagir a vítima, apropriando-se da sua liberdade por dívida ou outro meio, sempre com propósito de exploração.

Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), cerca de 2,5 milhões de pessoas são vítimas todo ano do tráfico de seres humanos. O Ministério da Justiça reconhece que 60 mil são brasileiros, mas o UNODC aponta 100 mil brasileiros.

De acordo ainda com o UNODC, 66% das vítimas são mulheres, sendo que 79% dos casos envolvem exploração sexual, com 13% das vítimas com idade menor que 18 anos.

(com informações da TV Justiça)

Chico Anysio responde bem à traqueostomia, diz boletim médico

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O humorista Chico Anysio está respondendo bem à traqueostomia a que foi submetido na última sexta-feira (6), de acordo com boletim médico divulgado neste domingo (8).

Ele está internado no CTI do Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, desde o último dia 22.

Segundo o médico Luiz Alfredo Lamy, o quadro clínico de Anysio é estável e ele precisa cada vez menos do respirador.

Ainda segundo o boletim, a sedação está sendo reduzida diariamente e o processo de retirada do respirador continua. Anysio ainda respira com a ajuda de aparelhos e seu estado clínico inspira cuidados. Não há previsão de alta.

(Folha)

Palácio do Planalto trabalha para blindar ministro do PSB

O Palácio do Planalto vai trabalhar para preservar o ministro Fernando Bezerra (Integração), como forma de não ampliar o saldo de ministros que deixaram o governo Dilma Rousseff. A orientação para blindá-lo tem dois pressupostos. A tentativa de resistir ao que é considerado pelo governo como uma campanha para derrubá-lo, às vésperas da reforma ministerial, e o temor do desgaste com o PSB, partido do ministro.

A oposição pediu explicações sobre o privilégio que o ministro deu ao seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE), na liberação do maior volume de emendas parlamentares da pasta em 2011, conforme a Folha revelou na edição deste sábado (7).

Coelho foi o único congressista que teve todo o dinheiro pedido empenhado (reservado no Orçamento para pagamento) pelo ministério (R$ 9,1 milhões), superando 219 colegas que também solicitaram recursos para obras da Integração.

“Isso não é normal. Ocorreu um privilégio e isso tem de ser explicado. Como o Congresso vai reagir? Os partidos todos vão querer saber por que houve esse privilégio”, disse o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN).

Em nota, o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), também pediu esclarecimentos ao ministro da Integração e avisou que pretende protocolar um requerimento de informação.

O presidente do DEM e o líder tucano ainda responsabilizaram Dilma Rousseff pela crise envolvendo a liberação de recursos na pasta.

(Folha)

Presidente alemão enfrenta onda de acusações e protestos

No início era um escândalo de favorecimento ilícito. Ameaças de Christian Wulff a um jornalista, porém, acirraram a situação. Agora chovem críticas de políticos e centenas exigem renúncia diante de palácio presidencial.

O líder do Partido Social Democrata (SPD) alemão, Sigmar Gabriel, criticou duramente pela primeira vez em público o comportamento do presidente Christian Wulff no escândalo dos créditos.

“É péssimo um presidente federal ter deixado a coisa chegar a tal ponto. Essa discussão toda é indigna e repulsiva”, declarou na edição de sábado do jornal “Bild”.

Gabriel acusou Wulff de deslocar na direção errada os critérios de honestidade e credibilidade. “Uma caixa de supermercado já seria demitida só por haver guardado um vale para si. Mas o presidente acredita que para ele vigoram regras especiais”.

(Deutsche Welle)

Presidente da Olympus renunciará devido a escândalo financeiro

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O presidente da Olympus, Shuichi Takayama, deve renunciar por volta do final de janeiro em resposta ao escândalo de irregularidades financeiras da companhia descoberto no mês de outubro no ano passado, informou neste domingo (8) a agência local Kyodo.

A decisão foi motivada pela conclusão do relatório da investigação realizada por advogados da empresa, que estabelece que mais de dez altos cargos da companhia, incluindo Takayama, são os responsáveis pela fraude contábil.

Concretamente, o relatório explica que estes executivos não alertaram das práticas contábeis ilegais apesar de terem sido informados das custosas aquisições realizadas para tapar as numerosas perdas da empresa.

O documento conclui que a Olympus deve reclamar-lhes mais de 90 bilhões de ienes em matéria de danos, segundo informaram fontes da companhia a Kyodo.

(EFE)

Após 10 anos, ações contra Jader Barbalho seguem sem solução

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O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) voltou ao Senado sem que os escândalos que o levaram a renunciar à presidência da Casa e ao mandato, em 2001, tenham sido solucionados na Justiça. Por conta disso, as ações em que Jader é réu têm grandes chances de prescrever.

Há ao menos seis ações ligadas aos principais escândalos em que ele foi acusado de envolvimento. Nunca houve condenação ou absolvição.

A única punição que sofreu foi um bloqueio de parte dos bens. Ele chegou a ser preso em 2002 por suposta participação em desvios na Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), mas foi solto horas depois. Após renunciar no Senado para evitar a cassação, Jader retornou a Brasília em 2003 com dois mandatos seguidos de deputado federal.

Em 2010, foi eleito senador, mas sua candidatura foi barrada pela Lei da Ficha Limpa, por ter renunciado. No mês passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) liberou a posse dele após concluir que a Ficha Limpa não valeu para a última eleição.

O andamento das ações contra Jader atrasou mais ainda quando ele renunciou à Câmara, em 2010. Seus processos deixaram o STF e foram para instâncias inferiores, o que leva meses. Com o retorno de Jader ao Congresso, as ações voltam ao STF, o que causa mais atrasos.

O procurador Ubiratan Cazetta, do Ministério Público Federal do Pará, investigou Jader e diz ver com “decepção” que tão pouco tenha avançado em dez anos. “É a demonstração de que o sistema não funciona”, disse o procurador, que lembrou ainda que Jader já tem 67 anos. “Com 70, o prazo de prescrição cai pela metade”, afirmou.

A crise que causou a queda de Jader começou após uma disputa por espaço político com o colega Antonio Carlos Magalhães (morto em 2007), à época no PFL. Ambos passaram a trocar acusações e vieram à tona escândalos supostamente ligados a Jader. Pressionado, o peemedebista renunciou.

Outro lado

A defesa de Jader afirma que as ações contra ele se baseiam em “conjecturas” e que não há provas que o liguem a crimes dos quais é acusado. “Ninguém tem nada empiricamente comprovado para montar processo contra Jader”, afirmou o advogado Edison Messias de Almeida.

Segundo seus advogados, os processos estão nas fases finais de tramitação.

(Folha)

Você conhece alguém em igual situação?

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Não imagino como a pobre ovelha possa ter saído de tal aperto. Mas, no momento, você conheceria alguém em situação semelhante?

a) O governador Cid Gomes, após a greve dos policiais.

b) A aliança entre o PT e o PSB à Prefeitura de Fortaleza.

c) O deputado Artur Bruno, que ainda sonha em ser o “poste” de Fortaleza.

d) Nós mesmos, diante da matrícula escolar, compra de livros, IPTU, IPVA, Receita Federal, inflação, reajustes…

e) Todas as alternativas são corretas.

Está faltando Serviço de Inteligência na Polícia Militar do Ceará?

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Ao afirmar que o Governo do Ceará foi pego de surpresa no movimento dos policiais militares, o chefe de Gabinete do Estado, Ivo Gomes, abre uma séria discussão na Segurança Pública: Estaria faltando Serviço de Inteligência na Polícia Militar do Ceará?

O movimento, ou greve (mesmo que dentro do princípio da ilegalidade), começou a ser elaborado em 2007 e ganhou força em 2009 com a inclusão de majores, tenentes-coronéis e coronéis. Todos no campo estratégico, à exceção dos majores, que também passaram a atuar junto às tropas em suas companhias, de acordo com relatos nas redes sociais durante a manifestação.

Os oficiais chegaram a conclusão que o principal entrave do movimento estava na forte militarização na formação dos praças. O caminho seria o Ronda, mas precipitado demais para o engajamento dos meninos da “polícia do governador”. Além disso, os oficiais de alta patente não tinham acesso aos novos policiais.

Durante todo esse tempo, os policiais engrossaram a insatisfação nas redes sociais, como ainda foram envolvendo os policiais do Ronda no movimento. Somente o Governo do Estado não teria acompanhado a evolução do processo. Não é á toa que durante o movimento os policiais deram uma aula de uso das redes sociais de causar inveja a muitas campanhas políticas.

Mesmo após o acordo do Governo com os manifestantes, que teoricamente teria acabado com as insatisfações, os policiais continuam a operar nas redes sociais. Em parte, o Governo teria resolvido o problema dos praças. Mas não teria contemplado os oficiais de alta patente.

Segundo os próprios policiais, dos 1.100 oficiais da PMCE, somente 106 são beneficiados por gratificações. A maioria amarga salários compatíveis aos de patentes menores. Como seria o caso dos majores que ocupam a função de subcomandante de companhias (não recebem gratificação), que teriam salários equiparados a tenentes do Ronda do Quarteirão (recebem gratificação). Para os coronéis, tenentes-coronéis e majores, a equiparação é vista como uma quebra de hierarquia.

Oficiais denunciam ainda que tenentes-coronéis, simpatizantes ao Governo, estariam exercendo cargo de comandante de companhia, em uma outra esfera de Poder, função exclusiva de major.

Pelo visto, essa história ainda vai continuar navegando.

2012 não deixará saudades para Cid Gomes

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As demandas geradoras da greve dos policiais militares e bombeiros que deixou o Governo do Estado de joelhos nos primeiros dias de 2012 não eram novidade para o governador Cid Gomes. Desde o início da sua primeira gestão ele tem sido cobrado em relação a essas reivindicações. Nem por isso, as tratou como devia, muito menos as encarou na devida conta potencialmente explosiva nas quais se transformaram. Não tem sido assim apenas com a área da segurança pública, mas com várias outras, como as dos professores, por exemplo, diante do visto no ano passado.

No que diz respeito à segurança pública, todavia, a primeira gestão do governador Cid Gomes passou quase incólume em virtude de alguns aspectos. O principal deles se deve ao efeito positivo do Ronda do Quarteirão, que acabou por oferecer por parte da população um certo crédito de confiança ao governo, isolando movimentos mais ousados dentro da tropa. Foi assim, por exemplo, com a exoneração do coronel Bessa, quando se colocou ao lado dos militares em suas reivindicações logo no início do governo. Reserva e ostracismo foram o que lhe restaram de prêmio.

O governador também foi bafejado pela sorte na área ao escolher como secretário o policial federal Roberto Monteiro, a quem só foi apresentado no dia da posse. De fino trato e humanista, o “gravatinha” manteve-se fiel às suas convicções legalistas, situação que o fez perder o controle da tropa e angariar a antipatia de muitos que defendiam uma polícia, menos, digamos, mais voltada aos direitos humanos. Ressalte-se que Monteiro sempre se colocou ao lado das demandas dos policiais, não tendo tido força junto ao governo, porém, para implantá-las. Nesse aspecto, Cid teve sorte porque Monteiro funcionou como espécie de escudo para o governo, já que toda a insatisfação era canalizada contra ele, deixando o governador livre das reclamações mais diretas.

Por fim, a gestão Cid também contou na Assembleia, quanto a área de segurança pública, com uma subserviência terrível. Tanto, que até os famosos deputados da mídia, eleitos com esta bandeira, a chamada “bancada da bala”, estivera mais preocupada em fazer jogo de cena em seus programas televisivos, do que abrir discussão de fundo sobre o tema. Essa sensação de conforto cegou o governador e seus pares sobre a força de uma categoria que estava no limite. E aí, quando se chega a esse ponto, basta alguém com certa competência para guiar o movimento.

Foi o que aconteceu com um desconhecido capitão Wagner, que em três meses na Assembleia vai se fazer lembrar ainda por muitos anos. Certo ou errado nos métodos, coube a ele mostrar ao governador que a pior a situação para um gestor público é a zona de conforto e os bajuladores. O silêncio imposto a Cid e o feriado extemporâneo vivenciado em Fortaleza na última terça-feira são simbólicos e deveriam servir de lição não só para esse governo, mas também para quem ignora as vaias como sinal de alerta. É claro que ainda há muito tempo para o governador se refazer do baque, mas não há como negar, mesmo com apenas cinco dias, que 2012 não deve deixar saudades para Cid Gomes.

(Menu Político / O POVO)

Integração é feudo do PSB e do governador de Pernambuco

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O PSB transformou o Ministério da Integração Nacional em feudo político com porteira fechada no governo Dilma Rousseff.

Na gerência, o ministro Fernando Bezerra Coelho, membro de tradicional família do Nordeste, tornou a pasta uma república de correligionários, conterrâneos e apaniguados do principal cacique da legenda, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do partido.

Levantamento feito pelo Grupo Estado mostra que, na cúpula da pasta, o aparelhamento político é total. Os que estão à frente de cargos chaves ou são do PSB (8 deles), ou são pernambucanos (5 servidores) – ou as duas coisas, como é o caso do ministro.

São da cota do PSB, além de Bezerra, a estratégica Secretaria de Defesa Civil, a chefia de gabinete, além das secretarias de Fundos Regionais, Executiva, de Infraestrutura Hídrica e de Irrigação.

A Codevasf estava até ontem sob o comando do engenheiro Clementino Coelho, irmão do ministro, enquanto a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) foi entregue ao economista Marcelo Dourado, filiado ao PSB do Distrito Federal.

(Estadão)

Bairros de classe média abrigam cracolândias privês

Uma espécie de cracolândia privê funciona em casas e apartamentos de bairros como Vila Mariana, Bixiga, Paraíso, Penha e Bela Vista. São espaços discretos e seguros destinados à venda e ao consumo local do crack.

Para entrar, é preciso ser apresentado por algum conhecido do traficante e só consumir a droga “da casa”.

Os usuários são, em sua maioria, homens de classes média e baixa, com idades entre 18 e 35 anos, de diferentes profissões.

Há dois tipos de cracolândia privê. Em uma, o usuário compra a pedra e a consome em um dos cômodos. Na outra, que chamam de “mocó”, ele pode morar como num aluguel. Pago adiantado, o valor é R$ 210; no fim do mês, R$ 300.

Na Vila Mariana, o esquema funciona em uma casa simples, em uma rua arborizada, perto de um posto de combustíveis e dois prédios residenciais. Tem 11 cômodos improvisados, transformados em quartos, coletivos ou individuais.

(Folha)

Resistente

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É cada vez mais forte no PT a percepção de que o secretário municipal Waldemir Catanho não quer assumir o papel de candidato a prefeito de Fortaleza. A resistência em aceitar a empreitada teria até provocado incômodo na relação com a prefeita Luizianne Lins.

Em entrevista ao programa Jogo Político (TV O POVO e TV Assembleia), na última segunda-feira (2), a prefeita declarou que as prévias ou a consulta aos delgados municipais são possibilidades plausíveis. Até o dia 15 deverá surgir o caminho do petismo.

(Fábio Campos / O POVO)

Manifestação em frente a restaurante de SP pede fim do racismo no país

Enquanto algumas pessoas almoçavam no Restaurante Nono Paolo, na zona sul de São Paulo, do lado de fora, um pequeno número de pessoas fazia um panelaço contra atitudes racistas. A manifestação, pacífica, foi organizada pela internet e motivada pela história do casal espanhol que teve o filho adotivo, de 6 anos, retirado do estabelecimento.

Enquanto os pais se serviam no restaurante, o filho etíope ficou esperando em uma das mesas. Um dos funcionários da pizzaria abordou a criança e a retirou do local. O casal espanhol encontrou o filho na calçada e registrou um boletim de ocorrência por discriminação racial na Delegacia do bairro de Vila Mariana.

A estudante Carina Paola Cardenas, uma das idealizadoras do protesto, disse que o objetivo é chamar a atenção para o preconceito racial. “Pretendemos mostrar às pessoas que o racismo existe. Não se consegue mudá-lo somente por leis. O que muda isso é a conscientização. Por isso, estamos estimulando o boicote aos estabelecimentos que tenham esse tipo de política de maltratar pessoas seja por causa da raça ou por questão social.”

Wilson Honório da Silva, do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe, disse que o protesto, apesar de ter contado hoje com um grupo muito pequeno de pessoas, não pode ser esgotado. “O movimento tem o propósito de mandar um recado para a sociedade. Estamos cansados de viver em um país onde ser negro é parecer marginal.”

Para ele, a ideia é organizar manifestações ao longo do ano para alertar a população sobre o racismo. “Estamos propondo transformar o dia 21 de março, que é o Dia Internacional de Combate ao Racismo, num grande ato em protesto a todos esses casos que têm se repetido em São Paulo”, disse.

À Agência Brasil, os sócios do restaurante disseram que não iriam se manifestar sobre o caso até a conclusão do inquérito policial.

Na última quarta-feira (4), a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo instaurou um processo para apurar o caso. Se for comprovada a discriminação racial contra a criança, o estabelecimento poderá ser multado.

(Agência Brasil)

Erros que conduziram ao colapso

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Uma semana após o início do aquartelamento da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que durou cinco dias, já é possível vislumbrar o que poderia ter sido feito e não foi para se evitar o colapso da última terça-feira (3). Ao governo Cid Gomes, visto como o grande derrotado no caso, caberia ter tomado a maioria das iniciativas, segundo abordagens do O POVO. Mas os líderes do movimento também ficaram devendo.

Intransigência, falta de comunicação e erro de cálculo são destaques negativos para o Palácio da Abolição. O primeiro ponto é destacado pelo deputado estadual e um dos líderes grevistas, deputado Capitão Wagner (PR). “O governo errou ao não sentar para negociar. A insatisfação vinha desde 2007. Foram cinco anos”, resume.

Para Francisco Waston, cientista político e professor da FIC, o fato de ninguém do Executivo vir a público dizer o que estava acontecendo reforçou a imagem de reclusão governamental.

O erro mais grave, entretanto, que culminou nos momentos de tensão da terça-feira, foi o governo ter trabalhado com a avaliação de que após a virada do ano, o movimento cessaria. Ao contrário disso, os grevistas acirraram os ânimos com a chegada ao ano novo.

Militares

Do outro lado da trincheira, também houve equívocos. Mas que acabaram por beneficiar os manifestantes. Um observador do movimento grevista admite que tirar as viaturas das ruas foi o principal deles.

A atitude, extrema, que tomou proporções estaduais, deixou o Palácio da Abolição refém dos militares. “Por isso houve e está havendo tanta cobrança”, diz a fonte. Também teria havido, em um primeiro momento, resistência ao diálogo.

(O POVO)