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Cespe divulga nota mas não define data de novas provas do TRT

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) divulgou na tarde deste domingo (11) uma nota em sua página na internet confirmando a suspensão do concurso do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). No texto, os responsáveis pela organização do concurso explicam que a decisão foi tomada “em função de problemas na estrutura do prédio da Universidade Paulista (Unip)” – um dos locais onde a prova estava sendo aplicada, desde as 8h da manhã deste domingo, em Brasília.

Duas horas depois do início das provas, um estrondo ouvido em um dos blocos da universidade provocou tumulto e correria. Pelo menos três pessoas ficaram feridas, segundo o Corpo de Bombeiros, e um candidato se jogou da janela do segundo andar.

As vítimas foram encaminhadas para hospitais da cidade e ainda não há informações sobre o estado de cada uma delas. Oficiais do Corpo de Bombeiros relataram que o caso mais grave foi o do candidato que pulou pela janela. Segundo eles, o homem foi transportado rapidamente para o hospital e estava consciente no momento do atendimento.

O prédio foi evacuado e fechado pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil. Depois da vistoria que durou pouco mais de uma hora, o coronel Sérgio Bezerra, subsecretário de Operações da Defesa Civil do Distrito Federal, explicou que a estrutura do prédio não foi abalada. Segundo ele, o forte barulho foi provocado pela dilatação e estufamento do piso de salas de dois blocos.

Ainda assim, o coronel recomendou a suspensão do concurso para evitar outro pânico caso o fato se repetisse no período da tarde, quando seriam aplicadas as provas para cargos de nível médio para o mesmo órgão.

O Cespe ainda informou que o concurso será reaplicado para todos os 54,9 mil inscritos, mas não definiu prazo para divulgação das novas datas de aplicação das provas.

O concurso foi realizado em Brasília e Palmas para preenchimento de 28 vagas e formação de cadastro de reserva para os cargos de técnico judiciário e analista judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região. No período da manhã, as provas foram direcionadas para candidatos aos cargos de analista. No período da tarde, estavam previstos os exames para os cargos de técnico.

(Agência Brasil)

Lúcio Alcântara mostra que está atento e ironiza números da violência no Ceará

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“Faltou de tingir de vermelho o Ceará onde a coisa, segundo os números oficiais, está proporcionalmente muito pior que em São Paulo”.

A declaração é do ex-governador Lúcio Alcântara, neste domingo (11), ao comentar no Blog a charge do Clayton, referente à violência em São Paulo.

Vamos nós – O curioso é saber como o ex-governador encontrou os números da violência no Ceará, pois nem mais os relatórios da Ciops são disponibilizados para a imprensa, há mais de dois anos. A desculpa é que o site se encontra em manutenção. O Ministério Público move ação contra essa “caixa-preta”.

Redes sociais da internet são mais usadas pela classe média

A nova distribuição socioeconômica do país, com mais pessoas tendo acesso a bens de consumo, fez com que a classe C, ou classe média, passasse a ser maioria no uso de redes sociais na internet. A constatação foi feita por pesquisa do Instituto Data Popular (IDP), que será apresentada no Fórum Novo Brasil, nesta segunda-feira (12) e na terça-feira (13), em São Paulo. Um dos convidados é o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

De acordo com a pesquisa, que ouviu 1,8 mil pessoas nas ruas de 57 cidades e 20 mil pela internet, 48% dos 75 milhões de internautas brasileiros são da classe média – assim considerada a família com renda mensal entre R$ 1.540 e R$ 2.313. A pesquisa informa que 44% estão nas faixas A e B, que compõem a classe alta, e 8% são dos estratos sociais D e E, de mais baixo poder aquisitivo.

Os internautas da classe C são responsáveis por 56% de acessos no Facebook e 55% no Twitter, contra 24% da A/B nos dois casos. Quadro totalmente diferente de pesquisa semelhante feita em 2009, que apontava absoluto domínio da classe alta nas duas redes, de acordo com o diretor do IDP, Renato Meirelles.

Virada perfeitamente normal, segundo ele, considerando-se que em torno de 30 milhões de pessoas foram incorporadas ao mercado de consumo nos últimos dez anos, nas contas do governo. Fato que alargou a base da classe média, estimada em 101,1 milhões de brasileiros, equivalentes a 53% dos 190,7 milhões de brasileiros registrados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010. A baixa renda reúne 51,5 milhões (27%) e 38,1 milhões (20%) estão na classe alta.

(Agência Brasil)

O desafio de uma gestão de 18 meses

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A eleição do deputado estadual Roberto Cláudio (PSB) para a Prefeitura de Fortaleza o coloca diante de alguns desafios interessantes. O primeiro deles diz respeito a lidar com quase 50% dos eleitores contrários às propostas apresentadas por ele durante a campanha. Apesar da vitória ter sido além da margem inicialmente esperado, não é desprezível o percentual dos que rejeitaram as ideias do então candidato no segundo turno, sem contar que, no primeiro, os números foram ainda mais preocupantes. Se, a cada início de gestão, é normal que haja certa complacência com quem está começando, é bom o futuro prefeito não contar tanto com isso, a julgar pelos fatos que têm marcado o período de transição e as demonstrações rancorosas que persistem.

Além dessa situação não tão favorável que emanou das urnas, Roberto Cláudio também terá de administrar muito bem o que apresentou como proposta de gestão. Ações nas áreas de transporte, saúde, mobilidade urbana, entre outras, alvo de severas críticas durante a campanha, deverão ser cobradas à exaustão do futuro governo, e em pouco tempo. Como espera-se que tenha oposição aguerrida, é do jogo que a fatura oriunda dessas promessas seja colocada à mesa sem trégua ou parcimônia. Isso, sem contar que já no começo do ano deve acontecer aumento da passagem de ônibus, congelada há anos pela Prefeitura. Não há como esquecer ainda que logo em janeiro Roberto Cláudio irá ter o primeiro embate com os servidores em vista da data-base da categoria.

Outro ponto que deverá ser intensamente cobrado é a conclusão de obras deixadas pela gestão atual. A prefeitura tem se antecipado em divulgar pela imprensa que estaria deixando recursos para a conclusão de várias delas, antes mesmo de repassar isso oficialmente ao novo prefeito. Muitas dessas, na verdade, estão paradas ou não foram iniciadas por uma razão ou outra. Mas o fato é que, agora, a responsabilidade por eventuais atrasos serão exclusivamente do futuro prefeito. Como se utilizou fartamente do argumento da lentidão na execução dessas obras para angariar adeptos na eleição, Roberto Cláudio terá que provar a capacidade de realizar o mais rápido possível, sob pena de ser cobrado pelo que tanto condenou na gestão anterior.

O que se apresenta como mais desafiador para o próximo prefeito é que o tempo não conta a seu favor. A Copa do Mundo será realizada 18 meses depois de Roberto Cláudio assumir e ele terá que entregar a cidade com tudo pronto para o evento. Fazer, portanto, em um ano e meio, o previsto para quatro, é no mínimo cruel para quem precisará, no mínimo, de algum tempo para se assenhorar das coisas que envolvem a máquina pública municipal. Os desafios, nesse sentido, são enormes, com vários obstáculos pela frente. Sem falar que, nas eleições de 2014, Fortaleza será a grande vitrine de Cid Gomes quando for pedir voto a quem indicar ao governo e ao Senado. Não será fácil.

Ayres Britto deixará processos importantes no STF sem definição

Não é apenas a conclusão da Ação Penal 470 que ficará desfalcada com a aposentadoria do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), na próxima sexta-feira (16). Além de perder as discussões finais sobre as penas dos réus do mensalão, o ministro deixará para trás uma série de processos importantes que estavam sob sua responsabilidade.

Assim que assumiu a presidência, em abril deste ano, Ayres Britto repassou para Cezar Peluso a maioria dos processos acumulados em seu gabinete nos últimos anos – cerca de 6,2 mil. As exceções são aqueles casos que já estavam em fase adiantada, mantidos com o ministro na expectativa de um desfecho próximo.

Com o julgamento do mensalão, que ocupou os últimos meses de atividade da Corte, essa expectativa acabou frustrada. A conclusão desses processos deve ter atrasos consideráveis com a saída de Britto, pois o novo ministro – que ainda será indicado pela presidenta Dilma Rousseff – terá que se familiarizar com os autos antes de preparar seus votos. 

Um desses casos é a ação que questiona o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras. O caso chegou ao Supremo em 2010, quando o Ministério Público Federal questionou acordo entre o Estado brasileiro e o Vaticano que prevê o ensino de religião na rede pública do país. Polêmico, o assunto motivou o ingresso de várias entidades interessadas, mas ainda não houve decisão.
 
Britto também é o relator do fim do pagamento de pensões vitalícias a ex-governadores de estados e seus dependentes. As 12 ações, uma para cada estado, foram propostas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 2011. Britto ficou com os casos de Sergipe e do Rio de Janeiro, que estavam prontos para julgamento desde março deste ano.

(Agência Brasil)

São pelo menos 60 projetos para quatro anos de gestão

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No primeiro discurso após eleito prefeito, Roberto Cláudio firmou o compromisso de priorizar a população mais pobre da Cidade, prometeu percorrer todos os postos de saúde para traçar diagnóstico da situação e reafirmou a intenção de executar todas as obras que haviam sido apresentadas durante os quase quatro meses de campanha.

“Foram dias de conversa ao pé do ouvido de pessoas que contaram as suas angústias, os seus desejos e as suas frustrações. Essa cidade é cheia de potencial”, disse ele, no último dia 28. E prometeu: “Quero assumir cada compromisso’.

Na lista, são pelo menos 60 projetos, entre pequenas intervenções e grandes obras. Todos eles, garante o coordenador do plano de governo de RC, Eudoro Santana, pensados minuciosamente para ser executados dentro do prazo de quatro anos de gestão.

Os números precisos indicam que os projetos não foram idealizados aleatoriamente: serão exatas 48 escolas com educação em tempo integral. Para a saúde, nem 20, nem 18: serão 19 Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Os postos de saúde chegam a 28. Na habitação, foram prometidas 20 mil casas.

“Os números foram levantados levando em consideração a necessidade da população e os gastos a serem demandados. Estimamos a construção de 28 postos de saúde. Mas, na verdade, Fortaleza tem 52 bairros que não têm um posto sequer”, detalha Eudoro. Os números, porém, não poderiam fugir à realidade do dinheiro em caixa. Os valores, garante a futura gestão, estão na ponta do lápis.

Para o principal gargalo da cidade, estariam assegurados exatos R$ 287 milhões. Do montante, R$ 145,6 milhões serão dedicados à construção dos postos de saúde. Para abrir as 19 UPAs prometidas, deverão ser investidos R$ 98,8 milhões. E na execução das seis policlínicas, serão desembolsados R$ 42,6 milhões.

Na área de segurança pública municipal, a principal promessa de campanha do prefeito eleito era triplicar o efetivo da guarda e incorporar novas viaturas e tecnologias de informação e comunicação. O projeto deverá ter um investimento global estimado em R$ 120 milhões.

Para construção das 160 creches, serão injetados R$ 240 milhões – metade, dos cofres da Prefeitura; o outro tanto, em parceria com o Governo do Estado. A solução para acabar com os buracos da cidade em 360 dias será o investimento de R$ 5 milhões em recursos da própria Prefeitura.

(O POVO)

Vereadores petistas estariam saindo do raio de influência de Luizianne

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Da coluna Bric-à-Brac, no O POVO deste domingo (11), pela jornalista Inês Aparecida:

Já emitem ondas perigosas de que poderão sair do raio de influência de Luizianne os recém-eleitos vereadores, de pequenos partidos, guindados à Câmara por meio de estratégia engendrada pelo primeiro-ministro Waldemir Catanho. Comenta-se que houve tentativa de reuni-los para uma conversa inicial, mas não compareceu número suficiente para que fosse realizado o encontro.

Sabe-se que grande parte dos vereadores não precisa ter aulas de fisiologismo, o defeito vem junto com o resultado das urnas. E, por fim, assimilar a saída do poder é uma questão que mexe até no lado afetivo, pois há palacianos que seguem o lema “família unida, jamais será vencida”, ou seja, marido e mulher juntinhos na folha de pagamento.

No Facebook, Paulo Quezado desmente carta de apoio a candidato da OAB-CE

“Prezados Colegas Advogados e Advogadas do Estado do Ceará,

Acerca de uma carta omissiva e apócrifa postada através dos correios, nesta semana, e que trata das eleições na OAB/CE, tenho a esclarecer o seguinte:

1) Após 06 de setembro do corrente ano, não me manifestei sobre qualquer candidato à presidência da OAB/CE. À exceção da ocasião em que estive no Fórum Clóvis Beviláqua e fui fotografado com os dois candidatos: Valdetário e Erinaldo, e, se presente estivesse, com o candidato Colares Filho.

2) A carta que circula através dos correios e que está sendo entregue no endereço dos colegas, não tem a minha assinatura nem minha anuência pelo que a torno ineficaz e sem valor.

3) Certo do entendimento dos colegas advogados e advogadas rogo da atual chapa que remete a postagem o devido respeito e consideração ao meu nome.

Sou e sempre serei um simples eleitor”.

Paulo Quezado

OAB/CE nº 3.183″

Hage critica excesso de recursos judiciais por dificultarem luta contra a corrupção

O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, criticou nesse sábado (10), no encerramento da 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, o excesso de apelos e oportunidades de recursos judiciais no país, que resultam em morosidade na execução das decisões da Justiça e, consequentemente, em casos de impunidade.

Segundo ele, a sociedade não pode se acomodar perante a ineficiência da aplicação de penas previstas em lei e a ausência de legislação que preveja fortes e rigorosas sanções. “Quem quer realmente contribuir deve, além de lutar pela superação dos problemas, cuidar de fazer o que esteja ao alcance de suas mãos, em cada área de atuação específica, porque há sempre algo que podemos fazer contra a impunidade”, disse o ministro.

De acordo com Hage, agentes públicos do Executivo, por exemplo, devem explorar ao máximo as formas de punição administrativa, que, para ele, podem ser pesadas e relevantes. Outro ponto enfatizado foi a necessidade de divulgação e publicidade de ações decorrentes da corrupção, pois as sanções que atingem a imagem do agente ou da empresa envolvida no crime têm, por vezes, consequências mais severas do que as sanções tradicionais.

“Além do efeito exemplar que isso [publicidade] pode causar, o infrator poderá não ter novas oportunidades de delinquir, por ficar impedido pelo enorme papel da pura e simples transparência, que abre caminho para toda e qualquer oportunidade de apuração”, explicou o ministro.

(Agência Brasil)

Juiz espanhol defende que corrupção seja tratada como crime internacional

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O juiz espanhol Baltasar Garzón, conhecido por ter expedido mandado de prisão contra o ex-presidente chileno Augusto Pinochet, disse neste sábado (10) que a corrupção e a impunidade são questões diretamente relacionadas, que se retroalimentam e viabilizam a execução de crimes contra a humanidade. Garzón ainda defendeu que a corrupção seja tratada como crime internacional pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) e que a cooperação judicial entre os países seja mais efetiva, sem a possibilidade de negação de execução judicial por questões políticas – o que, segundo ele, contribui para que atividades corruptas fiquem impunes.

O juiz espanhol participou de debate sobre o papel da sociedade no combate à corrupção na 15ª Conferência Internacional Anticorrupção. A participação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, estava prevista, mas foi cancelada. No final do dia, o ministro chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, deverá encerrar a conferência, que aprovará uma declaração sobre o tema.

De acordo com o juiz Garzón, durante muitos anos, impunidade e corrupção foram temas tratados de forma dissociada. Investigações conduzidas mundialmente, no entanto, mostram que o aproveitamento econômico e a obtenção de fundos viabilizados pela corrupção financiam crimes contra a humanidade, crimes de guerra e genocídio – os três crimes tipificados pelo Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional, em 2002, a única corte internacional que tem competência para julgar e condenar pessoas por essas violações. Por outro lado, a comunicação entre as instâncias internacionais e os tribunais nacionais não é eficiente, o que dificulta as investigações e a aplicação de penas.

Isso, segundo o juiz, deve ser investigado no sentido de se avaliar se as autoridades judiciais e políticas são perseguidas por corruptores ou têm colaboração com os atos de corrupção.

Para essa avaliação, Garzón defendeu a ampla participação da sociedade civil organizada e da imprensa internacional, que, segundo ele, deve ser ampla e sistematicamente protegida. O juiz disse que atentados contra a imprensa devem ser catalogados como crime contra a humanidade – pois seriam óbices à obtenção de informações e, consequentemente, empecilhos ao combate à corrupção e à impunidade.

(Agência Brasil)

A privacidade e a neutralidade

Em artigo no O POVO deste sábado (10) o presidente-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy, comenta a preocupação com segurança e privacidade na internet. Confira:

O mundo da internet vive um paradoxo: ao mesmo tempo em que a vida privada é cada vez mais socializada, também é crescente a preocupação com segurança e privacidade. O internauta quer compartilhar fotos da última viagem ou fazer transações bancárias pela internet, mas teme ter a conta violada ou as imagens apropriadas indevidamente.

O tema privacidade é um dos assuntos que mais deveriam estar em discussão no processo de elaboração do Marco Civil da Internet, assim como a discussão de limites para o uso que os provedores de conteúdo e de serviços on line fazem dos dados pessoais e do conteúdo acessado pelo usuário.

É comum abrirmos o computador e sermos bombardeados por propagandas do produto que é o primeiro da nossa lista de consumo. As informações que saem de nossas máquinas são diariamente cruzadas para montar um detalhado perfil, violando nossa privacidade e ameaçando nossa segurança.

A discussão da privacidade, porém, não tem ganhado tanta atenção. Apenas a neutralidade da rede, que pouco está entre as preocupações do usuário, vem sendo objeto de tratamento. Deveríamos abordar a neutralidade de maneira mais ampla, incluindo aquela que deve ser garantida pelos provedores de conteúdo e de serviços on line.

A discussão da neutralidade deve envolver todos os seus aspectos e não apenas a rede. A rede deve sim ser neutra quando tratamos dos mesmos serviços e aplicações. O e-mail do fulano tem que ser entregue com a mesma urgência do e-mail de sicrano, mas não deve ter a mesma prioridade de uma videoconferência de telemedicina, em que o paciente está sendo operado com a orientação, a distância, de um especialista.

É aí que entra a gestão de rede como um elemento essencial para o bom funcionamento dessa infraestrutura. Redes gerenciadas asseguram robustez e eficiência da transmissão de dados e dão suporte à criação de serviços inovadores. Diversas práticas de gerenciamento de redes já são empregadas atualmente, como o controle de spams.

O consumidor quer uma internet aberta, transparente, segura e que garanta sua privacidade. Quer poder escolher um plano de acesso que melhor atenda às suas necessidades, mesmo que tenha que pagar mais por isso. É assim com um carro mais potente e confortável ou com a entrega rápida de encomendas, por exemplo. Usuários e aplicações que demandem recursos especiais de rede não devem produzir a socialização dos custos gerados por esse privilégio. Tratar quem consome muito como quem consome pouco aumenta o custo para todos.

Ao se regular a internet, portanto, é necessário estar atento para evitar regras que engessem as empresas na sua capacidade de inovar em seus modelos de negócio e serviços, evitando a redução de receita e o desestímulo aos investimentos. A responsabilidade pelo futuro da internet no Brasil está nas mãos de todos os atores envolvidos e deve ser discutida com responsabilidade e sem atropelos.

Quanto vale a eleição

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (10), pelo jornalista Érico Firmo:

Os oito candidatos que ficaram fora do segundo turno da disputa para a Prefeitura de Fortaleza declararam, juntos, despesas de R$ 5,7 milhões. À parte estranhezas, como Francisco Gonzaga (PSTU), que declarou não ter gasto um real sequer. Nem com programas de rádio e televisão. Nem com com gasolina para ir às caminhadas ele teve. Por sua vez, Roberto Cláudio (PSB) e Elmano de Freitas (PT), os mais votados no primeiro turno e que foram para a fase final da disputa, têm prazo extra para apresentar a prestação de contas final.

Eles, até agora, só declararam as despesas referentes aos dois primeiros meses da campanha. E os números revelam bastante sobre a disputa eleitoral. Só em julho e agosto, Elmano informou ter gasto R$ 2,88 milhões. E o que dizer de Roberto Cláudio que, também nos dois primeiros meses, já acumulava R$ 4,58 milhões em recursos aplicados?

Roberto Cláudio começou a eleição na sexta colocação. Elmano era o sétimo. Três meses depois, estavam nos dois primeiros lugares. O dinheiro fez a diferença.

Por um tin-tin

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Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (10):

Há um grupo de parlamentares governistas querendo apoiar Tin Gomes (PHS) para presidente da Assembleia

Seria ele uma espécie de Plano B, no caso de Zezinho Albuquerque não emplacar.

O resultado das eleições iankes

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Da coluna O POVO Há 80 Anos, neste sábado (10):

Realizou-se hontem em todo o país o pleito para a sucessão presidencial da República, sendo vitorioso o oposicionista Franklin Roosevelt, cujo antagonista mais forte era o atual presidente, Herbert Hoover.

O presidente Hoover, logo depois de proclamada a vitória do candidato oposiocionista, telegrafou-lhe nos seguintes termos: – “Felicito-vos pela oportunidade que vos é oferecida de servir ao nosso país e desejo-vos feliz administração”.

Vamos nós – Mesmo há 80 anos, os Estados Unidos já nos davam lição de democracia. Por aqui, a derrota quase sempre não é reconhecida. E haja denuncismo.

A maturidade de Dilma e a pequenez da política

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Em artigo no O POVO deste sábado (10) o editor adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, comenta o que representou os elogios da presidente Dilma ao governador Cid Gomes. Confira:

Os fartos elogios da presidente Dilma Rousseff direcionados ao governador Cid Gomes na última quinta-feira, por ocasião do lançamento em Brasília do Plano Nacional de Alfabetização na Idade Certa, foram um duro golpe nos petistas locais que apregoam o rompimento com o governo estadual. Não só por ter partido de quem partiu, mas por ser hoje o governador, o maior alvo da ira do PT após a derrota em Fortaleza. Mas se causou constrangimento a alguns, o gesto não surpreende pelo histórico da obra. Desde a época da última campanha presidencial, Cid tem sido dos mais próximos a Dilma. Coube a ele a condução da campanha, enquanto a prefeita Luizianne Lins praticamente ficou à margem do processo. Não à toa, o abraço mais demorado de Dilma, na noite do domingo, quando saiu o resultado da apuração, foi no governador cearense.

A relação de proximidade tem se mantido durante o governo, com elogios sempre na pauta do dia. Tanto isso é fato, que em nenhum momento a presidente cogitou vir a Fortaleza subir no palanque de Elmano. Um dia depois do resultado favorável a Roberto Cláudio, a presidente ligou pessoalmente ao governador para parabenizá-lo. O que sempre pareceu claro, é que a presidente tinha em Cid, no Ceará, seu principal interlocutor. E aqui não vale entrar no mérito do porque disso. Sabe-se que a presidente é pragmática e durona, mas que também reconhecer os méritos e os feitos quando precisos. No caso do PAIC, desenvolvido no estado, é inegável o sucesso do programa. Desmerecê-lo como política pública de grande valor, é no mínimo, desmerecer a inteligência das pessoas.

Ao reconhecer o PAIC como achado no campo educacional, Dilma, além de dar o mérito a quem de direito, também mostra maturidade, para superar a pequenez da política, que se nutre do interesse pessoal. E esse é que deveria ser o papel do gestor público. Olhar primeiro para o legado da gestão, deixando de lado a política rasteira. Com isso, Dilma aponta para a história como pessoa descompromissada com a barganha e o oportunismo. Deveria servir de espelho para muitos, que não conseguem ir além da viseira que lhes é imposta por visão de mundo tacanha, que só faz mal a eles mesmos.

Governador Cid Gomes invade pista do aeroporto de Salvador e quase causa uma tragédia

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Do site Bahia Negócios, neste sábado (10), pelo jornalista Geraldo Vilalva:

No afã de ser o primeiro a estar na fila para receber a presidente Dilma Rousseff, que desembarcava ontem no Aeroporto de Internacional de Salvador – Deputado Internacional Luís Eduardo Magalhães, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), quase provocou um acidente de altas proporções.

No momento em que o avião da presidente, vindo do interior da Bahia e com Jaques Wagner a bordo, se aproximava da capital baiana, na fila para aterrissar estavam aeronaves da GOL, TAM e Avianca. Minutos antes, o avião que transportava Cid Gomes taxiava no pátio, em procedimento de desembarque.

De maneira inusitada, ele ordenou ao seu piloto que atravessasse a pista principal em direção à Base Aérea. Porém, não recebendo autorização dado o intenso movimento de aeronaves em procedimento de descida, Cid Gomes desceu do avião e atravessou, correndo, os 45 metros da pista principal, para desespero geral dos controladores de voo, Infraero e seguranças.

Caça aos votos pela presidência da Câmara Municipal entra no vale-tudo

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Da coluna Sônia Pinheiro, no O POVO deste sábado (10):

E, pós-eleições de outubro, a cena política do PSB já começa a fervilhar nas articulações para a troca de comando da mesa diretora da CMF.

E, assim, de olho na presidência da casa, foi aberta a temporada de caça aos votos, inclusive com movimentação bem inusitada.

Com direito até a lance meio maluquinho, tipo: um dos postulantes socialistas teria sido flagrado, no Palácio do Bispo, em longo papinho com o premier de Luizianne Lins, Waldemir Catanho.

Surgiu daí o disse-me-disse que tal vis-à-vis tinha, entre outro propósito, o traçado de plano para a adesão dos votos petistas à postulação pessebista.

E uma interrogação lógica: aquela visita teria a aprovação dos manitos Ciro e Cid Gomes? E da própria prefeita???