Blog do Eliomar

Categorias para Serviço público

Agentes penitenciários entram em estado de greve

foto sindasp valdemiro

A partir da próxima quarta-feira (16), os agentes penitenciários poderão paralisar as atividades no Ceará. A categoria decidiu neste sábado (12), em assembleia geral, pelo estado de greve. Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp/CE), Valdemiro Barbosa, a categoria aguarda a promessa do governador Camilo Santana para a elevação da Gratificação de Atividades Especiais e de Risco (GAER), de 60% para 100%, conforme consta no programa “Os sete Cearás”.

Além da elevação da gratificação de risco, os agentes reivindicam mais segurança nas unidades prisionais e um novo concurso público, pois o número de 2.165 agentes penitenciários para uma população carcerária de 23 mil presos, seria o dobro da estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que defende a proporção de um agente para cinco presos.

Heitor apresenta projeto que garante ao servidor, pelo menos, a reposição salarial dos índices inflacionários

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Para o deputado estadual Heitor Férrer (PSB), o Governo do Estado precisa ter uma reserva de recursos para garantir ao servidor público, pelo menos, a reposição dos índices inflacionários. É o que assegura o projeto apresentado pelo deputado para ser apreciado na Assembleia Legislativa.

Sindicatos farão manifestação no Cambeba por reajuste salarial de 15,58%

O Sindjustiça e sindicatos que defendem servidores estaduais da Saúde farão uma manifestação na manhã da terça-feira (1º), em frente aos prédios do Palácio da Justiça e da Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado do Ceará (Seplag), ambos no Cambeba, para um reajuste salarial de 15,58% nas duas categorias.

Segundo os sindicatos, o reajuste com um percentual acima da inflação promoverá um ganho real ao servidor, como forma de compensar perdas salariais acumuladas nos últimos anos.

Servidores que tiveram carga horária ampliada podem ter remuneração corrigida

foto sindicalismo 151124 fuaspec

Cerca de 10 mil servidores estaduais lotados no Grupo Ocupacional de Atividades de Apoio Administrativo e Operacional (ADO) tiveram a carga de trabalho ampliada de seis horas diárias para oito horas diárias, há três anos e meio, durante o Governo Cid Gomes, mas parte não teve a remuneração atualizada.

A questão foi discutida pela Procuradoria Geral do Estado, em reunião com o Fórum Unificado dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec). “Estamos confiantes que essa mensagem chegue à Assembleia Legislativa antes do recesso, pois o próprio governador Camilo Santana prometeu resolver a questão desses trabalhadores”, comentou a presidente da Asseec e também coordenadora do Fuaspec, Rita de Cássia Gomes.

Já a coordenadora-geral do Fuaspec, Eliene Uchoa, lembra que somente na Secretaria de Educação (Seduc) são 1.087 servidores que não tiveram a remuneração atualizada.

Sindicalistas reconhecem avanço na negociação do piso salarial dos agentes de saúde e de endemias

foto salmito 151125 agentes saúde endemias

A diretoria do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias do Estado do Ceará (Sinasce) esteve reunida na tarde dessa quarta-feira (25) com o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), quando pediu apoio na tramitação da mensagem do prefeito Roberto Cláudio, que deverá chegar ao Legislativo na próxima semana, que estabelece a incorporação da gratificação ao salário dos agentes de saúde e de endemias de Fortaleza, além do enquadramento do PCCS, desde 2007.

Para o presidente do Sinasce, Luís Cláudio Celestino Souza, a incorporação é garantia que o valor não mais poderá ser retirado do salário da categoria, como ainda o reajuste salarial que o serviço público municipal terá no início do próximo ano passará a ser sobre R$ 1.014 e não mais sobre R$ 774, atual piso da categoria.

Segundo o dirigente, a categoria teme a retirada da gratificação em várias cidades brasileiras, diante da crise econômica, pois não há uma lei que assegure o benefício.

“A incorporação da gratificação não é o a gente esperava a mais para a categoria, mas é a garantia que o valor nunca será retirado, além de passar a contar como salário para nossos trabalhadores e a ter todos os benefícios da lei trabalhista”, observou o sindicalista.

(Foto – Divulgação)

MEC avalia no Ceará o desempenho profissional dos servidores administrativos nas escolas

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A professora e avaliadora do Ministério da Educação (MEC), Gleides Monte Serrate, visita escolas do Ceará. Está avalaindo o desempenho dos profissionais da Educação no Ceará no setor administrativo. É o Profuncionário, programa do Governo Federal que analisa se o profissional não docente está compatível com a função que exerce na escola.

A presidente da Associação dos Servidores da Secretaria de Educação do Estado do Ceará (Asseec), Rita de Cássia Gomes, representando a classe não docente da Seduc, foi uma das entrevistadas nessa quinta-feira (22).

“Hoje existe um pensamento sobre a importância de todos os trabalhadores da escola, pois todos são educadores, por isso mesmo que a Asseec luta pela qualificação da mão de obra”, comentou a sindicalista.

(Foto – Divulgação)

Governo admite dificuldades financeiras, mas assegura a segunda parcela do 13º

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Da Coluna Vertical, no O POVO desta terça-feira (20):

Em meio a tantas especulações de que o Estado anda de cofre vazio, uma certeza foi dada pelo secretário da Fazenda, Mauro Filho, para esta Vertical: a categoria pode ficar tranquila, pois terá dinheiro para compras de fim de ano e pagar dívidas.

“Nós vamos pagar a segunda parcela do 13º salário (50%) no dia 18 de dezembro, conforme o calendário”, disse o secretário.

A primeira parcela foi paga em julho passado. Ele informou que essa folha custará cerca de R$ 400 milhões, verba já reservada para o cumprimento dessa obrigação legal. Mauro reconheceu que o Ceará tem dificuldades financeiras em razão do cenário nacional, mas se destaca no País porque vem honrando seus compromissos e, principalmente, tendo crédito para adquirir novos empréstimos como o de US$ 105 milhões junto ao Eximbank, em negociação final, em Brasília. Esse empréstimo garantirá a cobertura e todos os equipamentos do Acquario do Ceará.

Sindicatos debatem neste sábado as contas do Estado

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“Sefaz x Seplag – A verdade sobre as contas do Estado” é o tema do Seminário Estadual em Defesa do Serviço Público, na manhã deste sábado (17), na Faculdade Católica de Fortaleza (Seminário da Prainha), na Praia de Iracema. A realização é do Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec).

O seminário discutirá a possibilidade do congelamento salarial dos servidores públicos estaduais e a situação financeira do Estado em 2016. Entre os convidados estão o diretor de Assuntos Econômico-Tributários do Sintaf, Lúcio Maia; o deputado Estadual Audic Mota; o Mestre em Planejamento e Políticas Públicas, Cláudio Fontenele; e o presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Ceará – SINDUECE, Célio Coutinho.

CCJ retoma análise de PEC que elimina efeito cascata de aumentos salariais de agentes públicos

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) dará seguimento, na quarta-feira (9), ao exame da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 62/2015, que derruba a vinculação automática de salários recebidos por agentes públicos, como parlamentares e ministros de tribunais superiores. O projeto impede o chamado “efeito cascata” no reajuste das remunerações, hoje provocado por cada aumento nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o teto remuneratório para o funcionalismo.

Na reunião passada, a matéria teve seu exame adiado por pedido de vista coletivo. Agora, integra pauta que tem 40 proposições para análise, entre elas a PEC 110/2015, que restringe a quantidade de cargos em comissão na administração pública, com adoção de processo seletivo para preenchimento das funções. Entre os projetos de lei do Senado, há o PLS 351/2015, que altera o Código Civil para impedir que os animais continuem sendo equiparados a “coisas”.

A PEC 62/2015, apresentada pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), conta com o apoio do relator na CCJ, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Tanto a autora como o relator consideram os reajustes automáticos danosos ao interesse público, por desprezarem a realidade financeira e orçamentária dos estados e municípios.

Se for definitivamente aprovada, primeiro no Senado e depois na Câmara dos Deputados, os ministros dos tribunais superiores deixarão ter seus ganhos fixados com base em 95% do que recebem os ministros do STF. O salário do procurador-geral da República também acompanha o dos ministros do STF, e os de toda a categoria são definidos a partir desse teto.

No Legislativo federal, o aumento não é automático. Porém, quando a proposta do STF é aprovada, de modo geral é adotado o mesmo teto do STF. Depois, para deputados estaduais e distritais, o aumento automático é automático e, em geral, corresponde a 75% da remuneração paga aos deputados federais.

Se aprovada, a matéria seguirá para exame em Plenário, onde passará por discussão e votação em dois turnos. Para ser definitivamente adotada, também dependerá de aprovação na Câmara dos Deputados.

(Agência Senado)

O servidor público e o ajuste fiscal

Em artigo enviado ao Blog, o advogado Irapuan Diniz de Aguiar comenta das disfunções salariais existentes no serviço público estadual. Confira:

Com vistas a solucionar disfunções salariais existentes nas carreiras funcionais do Estado, algumas entidades de classe têm pleiteado ao governador Camilo Santana o estabelecimento de um único teto de referência para a remuneração dos servidores. A medida solucionaria as discriminações que hoje ocorrem, especialmente em relação às carreiras jurídicas e as consideradas de Estado com as outras já contempladas constitucionalmente.

A pequena repercussão financeira resultante dessa adequação não deve se constituir em óbice para a adoção da justa providência até porque o que cabe ser observado é o ordenamento jurídico vigente. O equívoco constante da lei estadual que autorizou a percepção, fora do teto salarial, de determinada vantagem, apenas para o servidor fazendário, a despeito de justa, agravou, ainda mais, o atual cenário, além de ir de encontro à regra contida na EC 47/2005, tanto que foi julgada inconstitucional pelo STF. O problema não se resolve no varejo, senão no atacado. A insegurança jurídica do pessoal do fisco persiste porquanto o Tribunal de Contas do Estado edita Resolução para que todos os órgãos públicos cumpram o que resultou decidido pela Suprema Corte, cortando valores percebidos além do teto hoje vigente.

Diferentemente dos defensores públicos e dos procuradores do Estado que têm como referência de teto salarial o subsídio do desembargador, os demais servidores têm como balizador de suas remunerações o “achatado” teto do governador, por sinal, o mais baixo do país. Para corrigir esta flagrante injustiça, foi que a citada EC 47/2005 facultou aos governadores a fixação de um limite único de remuneração para o conjunto dos seus servidores, num reconhecimento do erro contido na EC 41/2003, ao não verticalizar para os governos estaduais o critério adotado para os servidores públicos federais.

Uma política salarial que se pretenda justa e equânime não pode e nem deve tratar do tema com uma visão estritamente financeira contemplando com tetos salariais específicos categorias funcionais distintas. Ora, não há razão que justifique um tratamento diferenciado para os servidores públicos seja do ponto de vista legal, seja do ponto de vista político, seja do aspecto ético, já que não é razoável discriminar ou privilegiar categorias funcionais em detrimento de outras cujos cargos detêm o mesmo grau de complexidade e integram as chamadas carreiras de Estado.

A lógica estritamente financeira ou a argumentação da inviabilidade de atendimento do pleito por conta do ajuste fiscal não comporta no caso, seja pela pequena repercussão ao erário, seja, especialmente, por subverter a ordem constitucional vigente. Justamente por isso, 20 governos estaduais já instituíram o teto salarial único seguindo o modelo do governo federal em relação aos seus servidores. É de se esperar, pois, que as razões econômico-financeiras, por mais relevantes que sejam, cedam frente aos princípios da Justiça.

Servidores do Detran/CE entram em estado de greve

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Servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE) estão em estado de greve, há dois dias, após a constatação de divergência no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), durante reunião na Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). “Fico surpresa com o posicionamento da Seplag, pois somente agora fomos informados”, declarou Eliene Uchoa, presidente do Sindetran/CE.

A diretoria do sindicato esclarece que há 10 anos os servidores lutam pela implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários e que, somente neste ano, o projeto foi autorizado pelo ex-secretário das cidades, deputado Ivo Gomes e pelo governador do Estado, Camilo Santana.

Servidores pedem audiência pública para debater perdas salariais

Servidores públicos estaduais tiveram este ano uma perda real de salário, diante da previsão de inflação de quase 10%, agravada pela acumulação de perdas históricas. A observação é do Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec), que nesta terça-feira (22), a partir das 8 horas, na Assembleia Legislativa, mobiliza servidores contra a previsão do congelamento de salários.

De acordo com a Fuaspec, a Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado (Seplag) elaborou proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA), a ser encaminhada à Assembleia Legislativa, sem expressar a recomposição de perdas frente à inflação do período de 2015 para os salários dos servidores em 2016.

Os servidores irão cobrar dos deputados a realização de uma audiência pública para debater as perdas salariais no funcionalismo público, além da real situação financeira do Estado.

Frente Sindical expõe proposta para ISSEC

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Em nota enviada ao Blog, a Frente em Defesa do Serviço Público – Apeoc, Mova-se, Sindsaúde, CUT e CTB – diz que a proposta apresentada pelo Governo do Ceará, para o Instituto de Saúde dos Servidores, é excludente e impraticável. Confira:

O ISSEC é uma autarquia do Estado do Ceará vinculada à Seplag, regulamentada pela Lei Nº 14.687/10, tendo como fontes de financiamento transferências do Governo do Estado do Ceará, no valor correspondente ao fixado na Lei de Orçamento Anual (LOA) do Estado.

Lamentavelmente, em 2015, não estão sendo publicados no site da instituição (ISSEC – Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará) os balanços mensais de atendimentos, como vinha sendo realizado desde 2007.

foto tabela 150917 frente sindical

Observa-se que o avanço no volume de recursos investidos tem sido insuficiente para atender a demanda dos usuários, não acompanhando, assim, o crescimento da quantidade de servidores a serem atendidos (os militares entraram no ISSEC em 2010) e a elevação dos custos com assistência médica, hospitalar, odontológica e complementar de saúde.

Recentemente, a Seplag apresentou proposta de transformação do ISSEC em “plano de saúde”, o “Plassec” (ambulatorial + hospitalar com obstetrícia), com contribuição mensal de acordo com a idade e a faixa salarial dos servidores, para cada beneficiário, mais copartipação de 20% em todos os procedimentos ambulatoriais. Variação de valores de acordo com a acomodação (enfermaria ou apartamento) e a existência ou não de atendimento odontológico.

A Frente Sindical em Defesa do Serviço Público não concorda com a proposta apresentada pelo governo, por considerá-la excludente e impraticável para a grande maioria dos servidores estaduais, principalmente, para os que ganham menos.

Veja os exemplos abaixo:

Ex 1: Servidor(a) com 54 anos, casado(a), sem filhos menores e ganhando R$ 900,00 –  Para ter o plano mais “simples” para ele(a) e a(o) esposo(a), teria que desembolsar mensalmente, no mínimo, R$ 283,02.

Ex 2: Servidor(a) com 35 anos, casado(a), com dois filhos menores e ganhando entre R$ 2.364,01 a R$ 3.546,00 – Para ter o plano mais “simples” para sua família, teria que desembolsar mensalmente, no mínimo, R$ 466,28.

Compreendemos que é necessária a construção de um ISSEC forte, com atendimento amplo e de qualidade!

Defendemos que o ISSEC seja fortalecido com novos recursos, de acordo com a capacidade dos servidores, para ampliação do atendimento, com qualidade. Não aceitamos redução dos recursos aplicados pelo Governo, sendo urgente a necessidade de mais transparência e implantação de gestão tripartite, maior atratividade para os credenciamentos e maior atenção ao interior do estado, sem limites de utilização para usuários e dependentes.

O ISSEC tem hoje cadastrados mais de 146 mil beneficiários, entre servidores e dependentes, sendo uma conquista histórica. Dele não abrimos mão!

Fuaspec sugere debate sobre situação financeira do Estado

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O Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec) se reuniu nessa terça-feira (15), no Palácio da Abolição, com o chefe de Gabinete do Governador, Élcio Batista, e com o secretário Acrisio Sena, quando entregou ofício solicitando uma reunião técnica com as Secretarias do Planejamento e Gestão (Seplag) e Fazenda (Sefaz), para conhecimento da real situação financeira do Estado.

A coordenadora geral do Fórum, Eliene Uchoa, solicitou a cópia da ata da reunião de maio, quando o Executivo Estadual prometeu participar de três mesas de negociação e sugeriu os encontros para os meses de setembro e novembro, respectivamente. Ainda sobre a primeira reunião com o governador Camilo Santana, Rita de Cássia Gomes, representante dos servidores administrativos da Educação, pediu um posicionamento sobre o Apoio Administrativo e Operacional (ADO). Já o representante dos Agentes Penitenciários, Valdemiro Barbosa, cobrou agilidade na reunião com governador para tratar da elevação da Gratificação de Atividades Especiais e Risco.

A quem interessa a extinção do ISSEC?

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Em carta aberta enviada ao Blog, a diretoria do Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (FUASPEC) se posiciona contra a extinção do Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará. Confira:

A esperança com a chegada do novo gestor, em geral, manifestou-se a partir da crença da possibilidade de avanços e diálogos com servidores, por se tratar de um político do Partido dos Trabalhadores. Porém, frente às atuais decisões tomadas pelo executivo com relação ao Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará (Issec), tal expectativa transforma-se em incerteza, ao sabermos que o Estado deseja transformar o Issec em Plano de Saúde, ou seja, estão vislumbrando um modelo que não corresponde à realidade do servidor público estadual. Contrário das nossas perspectivas, se torna mais evidente que essa intenção ultrapassada já iniciaria arruinada.

No último dia 27 de agosto, houve reunião convocada especificamente para tratar da situação do Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará (ISSEC), a coordenação do Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec) foi surpreendida com a proposta de criação do PLASSEC.

Segundo o Governo, o PLASSEC será um plano de saúde de autogestão, sem limites de utilização e com mensalidades “menores” que as do mercado. Dessa forma, além de pagar a mensalidade, os servidores terão que custear a coparticipação nos exames e procedimentos. A adesão seria voluntária e facultativa. Se o servidor não puder pagar, será sumariamente EXCLUÍDO.

Só que a realidade do servidor público cearense é bem diferente, devido à baixa remuneração (um dos três menores salários do País), o beneficiário não terá a mínima condição de desembolsar nada mais do que os atuais 11% de seus salários para o ISSEC. Além disso, enquanto o Estado faria um aporte de aproximadamente R$ 82 milhões ao ano para o PLASSEC, os servidores financiariam R$ 400 milhões – isto considerando a tabela mínima, sem a coparticipação.

O Fórum dos Servidores questiona, ainda, o valor das mensalidades, que em muitos casos, devido à idade avançada da maioria dos servidores, seria maior do que as do mercado. Além disso, o PLASSEC não seria um plano regulado pela Agência Nacional de Saúde (ANS), o que poderia acarretar na baixa qualidade do atendimento.

É importante ressaltar, ainda, que o ISSEC é considerado um benefício pelos servidores, uma espécie de política compensatória em virtude das perdas salariais acumuladas, já que as tabelas salariais encontram-se totalmente defasadas.

O ISSEC vem sendo desmontado ano a ano, com aportes cada vez menores por parte do Governo, a fim de justificar a sua extinção. Em 2014, foram 100 milhões/ano aportados. Em 2015, o valor caiu para 82 milhões/ano. Como o Governo quer garantir a qualidade da saúde dos servidores desta forma?

Cerca de 150 mil usuários dependem do ISSEC. Muitos já se encontram com a margem de consignação comprometida, devido a empréstimos contraídos. Assim, ainda que quisessem aderir ao novo plano de saúde, não poderiam. Em todos os lugares, encontramos servidores preocupados e insatisfeitos com a proposta.

Queremos dizer NÃO ao PLASSEC. O ISSEC é uma conquista dos servidores públicos cearenses e dele não abrimos mão. Defendemos melhorias, não a sua extinção.

Servidor(a), defenda o ISSEC. Defenda a sua saúde e o seu futuro!

Sindicatos discutem medidas contra o “congelamento salarial” do servidor estadual

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A proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA), disponível no síte da Seplag, revela que o servidor público estadual não terá reajuste salarial no próximo ano. A observação é das entidades associadas ao Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec), que nessa sexta-feira (11) se reuniram na sede da Associação dos Servidores da Secretaria do Planejamento e Gestão, para tratar da recomposição de perdas frente à inflação do período de 2015 para os salários de 2016.

“Estamos preocupados com esse posicionamento, pois o servidor não pode ser penalizado, já que existe um estudo do Sindicato dos Fazendários, que aponta o bom desempenho orçamentário do Estado”, ressaltou Eliene Uchoa, coordenadora geral do Fuaspec.

“O Estado tem uma dívida ativa de seis bilhões que precisa ser executada, por isso mesmo não vamos aceitar essa medida que visa sufocar o servidor público. O que está faltando para cobrar essas pessoas?”, comentou Rita de Cássia Gomes, presidente da Associação dos Servidores da Secretaria da Educação e uma das coordenadoras do Fuaspec.

Proposta sugere criação de plano de saúde para servidores do Estado com coparticipação

Coordenadores do Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec) debateram, na tarde dessa quarta-feira (2), na sede do Sinpol, a proposta apresentada pelo Governo do Estado de transformar o Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará (Issec) em plano de saúde. O projeto foi apresentado no último dia 27, na Secretaria do Planejamento e Gestão – Seplag.

“Estamos debatendo com todas as categorias associadas, visto que querem transformar um benefício em plano de saúde”, destacou Eliene Uchoa, coordenadora Geral do Fuaspec.

A Seplag apresentou números que apontaram que, no ano passado, o Governo investiu em torno de R$ 100 milhões no Issec, e que, com a proposta de mudança, o Estado investirá R$ 82 milhões e os servidores entrarão com o montante de aproximadamente R$ 400 milhões/ano se a remodelação do Issec for aprovada.

“Queremos a reestruturação do Issec e não um plano de saúde totalmente novo com coparticipação. Essa alteração vai prejudicar principalmente os servidores de baixa remuneração, já que o funcionário vai pagar um valor a mais pelos serviços utilizados”, disse a presidente da Associação dos Servidores da Secretaria da Educação, Rita de Cássia Gomes, que também ocupa a coordenação do Fórum.

Fuaspec realiza protesto em frente à Seplag nesta terça-feira

O Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec) realizará, na manhã desta terça-feira (18), a partir das 9h30min, protesto em frente ao prédio da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), no Cambeba, onde acontecerá a segunda Mesa Estadual de Negociação Permanente – Menp.

Na primeira reunião, em 19 de maio passado, a coordenação da Associação dos Servidores da Secretaria da Educação (Asseec) expôs as principais demandas dos servidores, entre elas a regularização do Grupo Ocupacional de Atividades de Apoio Administrativo e Operacional (ADO).

O grupo de servidores da área administrativa de diversas secretárias teve a carga horária ampliada de 30 para 40 horas semanais, mas permaneceu ganhando o mesmo salário. O Fuaspec compreende 34 entidades associadas.

Fuaspec cobra audiências com governador Camilo Santana

O Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos do Ceará (Fuaspec) entrou com novo pedido para o cumprimento da promessa do governador Camilo Santana para reuniões de uma mesa de negociações com servidores públicos e seus representantes. As coordenadoras Rita de Cássia e Jerusa Feitosa cobraram nessa segunda-feira (10) um posicionamento do chefe de Gabinete do Governador, Élcio Batista, da solicitação protocolada há quase um mês.

“Temos que acompanhar e cobrar, já que o próprio governador Camilo Santana se comprometeu no dia 6 de maio, durante encontro com a coordenação do Fuaspec, em sentar com os servidores”, comentou Rita de Cássia, ao ser informada que documento estaria sendo encaminhado à Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado (Seplag).