Blog do Eliomar

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Grupo LUME fará apresentação na abertura do Festival das Artes Cênicas do Ceará

Fortaleza assistirá a uma apresentação do coletivo de teatro LUME, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Trata-se de mais um grupo confirmado para o Festival das Artes Cênicas – Cena Ceará, que acontecerá de 2 a 6 de julho próximo.

O LUME vai trazer o espetáculo inédito “KINTSUGI – 100 memórias”, na abertura desse festival, que ocorrerá no auditório do Porto Dragão (antigo teatro do Sesc).

Além de espetáculos, o Festival Cena Ceará contará com rodadas de negócio. Em breve, segundo a assessoria de imprensa do evento, serão divulgados os selecionados e a programação completa.

(Foto – Divulgação)

Prefeito incorpora projeto de petista que garante isenção do IPTU para pequenos teatros

Tramitando, na Câmara Municipal de Fortaleza, mensagem do prefeito Roberto Cláudio (PDT) garantindo isenção de pagamento do IPTU para pequenos teatros – de até 300 lugares.

É fruto de um projeto de indicação do vereador Guilherme Sampaio (PT).

Bom destaque a Secretaria de Finanças já reconheceu que o impacto dessa matéria sobre a arrecadação municipal seria mínimo.

(Foto – Divulgação)

Crianças retratam em peça a Paixão de Cristo

A morte e ressurreição de Jesus Cristo foram representadas em peça, nesta quarta-feira (17), por crianças do Colégio Expansão Educacional, no bairro Cambeba. A encenação trouxe de diferente a falta de diálogo entre os atores mirins, quando a interpretação foi feita pelas expressões faciais dos participantes.

“Vivenciei inúmeras sensações. Estava alegre por eles e emocionada pelo momento bem interpretado por todos”, ressaltou Carla Alves, especialista em Gestão Educacional e mãe de aluno.

“Compartilhamos com nossos alunos o real significado da partilha. Uma tarefa difícil, já que vivemos em um mundo tão consumista. Não podemos esquecer que o ovo de Páscoa é simbólico no imaginário de uma criança, todavia, focamos na espiritualidade cristã”, disse Nádia Diniz, coordenadora pedagógica da escola.

(Foto: Divulgação)

Teatro de rua encena Paixão de Cristo em praça no Centro

O Grupo Sagrada família, que reúne 50 atores do bairro Ellery, apresenta a Paixão de Cristo, na tarde deste domingo (14), na Praça do Sagrado Coração de Jesus, no Centro, para pessoas em situação de rua. O espetáculo será realizado em parceira com o AMOR, que também vai promover uma ceia de páscoa após a apresentação.

O roteiro da Paixão de Cristo desse ano, além de abordar as passagens bíblicas com os últimos momentos de Jesus Cristo, também foi adaptado para pautar a necessidade de políticas públicas pautadas nos direitos humanos, com base na Campanha da Fraternidade 2019.

O cenário e figurino dos personagens são construídos com a participação de pessoas da comunidade. De acordo com o coordenador do Grupo, Wescley Sacramento, o engajamento das famílias fortalece o trabalho e estimula os participantes, que procuram a cada ano melhorar a atuação para emocionar o público e passar uma mensagem de fé e esperança.

“A gente percebe que a união e dedicação de todos para que o espetáculo dê certo. Todos participam em prol de um evento que tem dado oportunidade para várias pessoas”, afirmou.

O Grupo Sagrada Família nasceu há 12 anos, no Bairro Ellery, realizando apresentação pelas ruas do próprio bairro. Hoje, com 50 crianças e adolescentes, o Grupo expandiu as apresentações para outros locais, passando pelos CUCAS, Teatro José de Alencar, entre outros.

Faz parte do Grupo, além dos ensaios para a tradicional Paixão de Cristo, capacitações e encontros de formação para cidadania e protagonismo social.

Na quarta-feira (17), o espetáculo será apresentado a partir das 19 horas no CUCA Mondubim. Na sexta-feira (19), a partir das 7 horas, a apresentação serpa no bairro Ellery. O grupo encerra o espetáculo no sábado (20), a partir das 16 horas, em Paraipaba.

(Foto: Divulgação)

Theatro José de Alencar lança edital de Ocupação Artística 2019

O Theatro José de Alencar lançou seu edital de Ocupação Artística 2019, que vai selecionar grupos do Estado para compor o cronograma de atividades dos mais variados espaços deste complexo cultural de junho a dezembro próximos. As inscrições vão até 25 de abril.

Segundo a Secretaria da Cultura do Ceará, são 16 espaços disponíveis. Artes visuais, música, dança, teatro, circo, audiovisual, literatura e outras linguagens artísticas podem ocupar os espaços que compõem a edificação tombada, jardim e todo o Anexo CENA.

Ao todos foram contemplados 121 projetos nos anos de 2017 e 2018. Alguns programas disponibilizam apoio financeiro e outros são cedidos espaços para realização de atividades culturais das mais variadas linguagens artísticas.

SERVIÇO

*Confira o edital e faça sua inscrição aqui.

*Mais informações/ – (85) 3101 – 6761.

Grupo encena a Paixão de Cristo há 12 anos

Uma história fundamental da tradição cristã é recontada há 12 anos por um grupo do Bairro Ellery. Cerca de 50 crianças e adolescentes de 6 a 17 anos participam semanalmente das reuniões do grupo Sagrada Família, responsável por encenar a Paixão de Cristo. Neste ano, farão apresentações diferenciadas, relacionando os últimos momentos da vida de Jesus ao tema da Campanha da Fraternidade 2019, “Fraternidade e Políticas Públicas”.

“O Jesus que foi sepultado é o mesmo que está na fila dos hospitais todos os dias e não é atendido. Ele representa os que são desrespeitados sem seus direitos trabalhistas. A gente tá tentando trazer uma nova roupagem”, explica o coordenador do grupo, Wescley Sacramento.

O coletivo é ligado à Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e à Associação Comunitária dos Bairros Ellery e Monte Castelo. A principal apresentação acontece nas ruas da região na Semana Santa. Começa no Domingo de Ramos, com a representação da entrada de Jesus em Jerusalém. Continua na Sexta-Feira da Paixão, com a Via Sacra, e é finalizada no domingo, com a Ressurreição. Neste ano, cada percurso está previsto para durar cerca de duas horas.

O trabalho alcança outros moradores que, além de participar como público, contribuem para deixar o espetáculo mais bonito, auxiliando, por exemplo, na confecção do figurino e na montagem dos cenários. Juliane Sousa, 43, reside em uma das ruas por onde passa o cortejo e destaca a importância da iniciativa. “Acho muito bonito e emocionante, hoje em dia, com a violência, ter uma apresentação dessa no bairro. Todas as vezes eu choro”.

SERVIÇO

Apresentações do Grupo Sagrada Família

06/04 – Cuca Barra, 18 horas
11/04 – Cuca Jangurussu, 18:30 horas
14/04 – Praça do Ferreira, 16 horas
17/04 – Cuca Mondubim, 19 horas
19/04 – Matriz Nossa Senhora de Lourdes, bairro Ellery, 7 horas

*Mais informações: (85) 98755-4463 / (85) 3281-5793

(O POVO – Nut Pereira/Foto – Divulgação)

Edisca estreia temporada de novo espetáculo: “Estrelário”

Estrelário” é o nome do novo espetáculo que a Edisca levará ao palco hoje, em duas sessões – às 18 e 20 horas, em sua sede. Reunirá a décima geração de bailarinos formados pela escola e finalizará uma trilogia iniciada em 2011, com “Sagrada”, da qual faz parte também “Religare” (2015), que aborda o sagrado sob diferentes perspectivas. Segue em temporada até o próximo sábado.

São 18 bailarinos no palco em uma compacta montagem de 40 minutos, Estrelário apresenta novidades ao público: ao contrário dos demais, o espetáculo não é encenado pelo corpo de baile da Edisca, mas pela companhia de dança da escola. A coreografia é assinada pelos irmãos Dora, Gilano e Cláudia Andrade.

SERVIÇO

*Teatro Edisca – Professor Antônio Carlos Gomes da Costa – Rua Desembargador Feliciano de Ataíde, nº 2309, Água Fria.

Quanto: Uma lata de leite em pó. Troca nos dias das apresentações, na portaria do Teatro Edisca, a partir das 13 horas

Classificação livre.

(Foto – Divulgação)

Paixão de Cristo – Encenação no Bairro Ellery traz tema da Campanha da Fraternidade

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Uma encenação da Paixão de Cristo inspirada na Campanha da Fraternidade deste ano, voltada para a promoção da defesa dos direitos humanos e de políticas públicas.

É o que promete o Grupo Sagrada Família, do bairro Ellery, que já iniciou os ensaios da peça, que neste ano se estenderá a outras praças e teatros de Fortaleza.

Há 12 anos com a encenação, o grupo também promete inovar nos textos e figurinos dos atores mirins, além da presença de um intérprete de Libras.

Uma das apresentações em praça será no Centro, onde o espetáculo levará a mensagem a pessoas em situação de rua.

O Grupo Sagrada Família conta com o apoio da Instituição Artéria Cidadã e da Associação Comunitária dos bairros Ellery e Monte Castelo.

(Foto: Divulgação)

Teatro do Dragão apresenta balé em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

A bailarina e professora Rosa Primo apresentará, a partir das 20 horas desta sexta-feira, no palco do Teatro Dragão do Mar, o espetáculo solo “Tudo passa sobre a terra”. O espetáculo, que comemora o Dia Internacional da mulher, seguirá em cartaz todas as sextas-feiras de março.

Baseado em “Iracema”, de José de Alencar, a dança, que parte da imagem de Iracema, personagem feminina do romancista cearense, quer pensar e discutir questões que atravessam a figura da mulher, bem como o sentido de sua presença como parte dos povos originários do Brasil no passado e no presente. O espetáculo minimalista utiliza recursos de luz e som para evocar diferentes mulheres no corpo da bailarina Rosa Primo.

O trabalho é resultado do projeto Iracema, desenvolvido pela artista em parceria com artistas Carolina Wiehoff e Raisa Christina, no Laboratório de Dança do Porto Iracema das Artes no ano passado. A tutoria do projeto foi da bailarina e coreógrafa Clarice Lima que assina a direção do espetáculo.

SERVIÇO

*Teatro Dragão do Mar – Praia de Iracema

*Datas: 08, 15, 22 e 29 de março, às 20h

*Ingressos R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

*Classificação indicativa: 18 anos –

*Mais Informações – (85) 9690 7906.

(Foto – Pamela Soares)

Teatro Dragão do Mar abre temporada para o espetáculo E.L.A

Depois do sucesso da apresentação de estreia no Cine Teatro São Luiz, início de fevereiro, o espetáculo E.L.A. fará temporada de oito apresentações no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Será aos sábados e domingos deste mês de março (dias 9 e 10, 16 e 17, 23 e 24, 30 e 31), sempre a partir das 20 horas.

Nos três primeiros sábados (Dias 9, 16 e 23 de março), as apresentações contarão com intérprete de libras. Os temas chaves do espetáculo são relacionados diretamente ao nosso corpo: beleza, saúde, política, feminilidade e acessibilidade e nos faz refletir sobre aceitação e sobre o nosso lugar no mundo.

A atriz e pesquisadora Jéssica Teixeira está à frente do espetáculo solo , um projeto idealizado desde julho de 2017, que tem a direção de Diego Landin.

“Pudesse ser apenas um enigma. Mas, não. O corpo faz problema. O corpo dá trabalho. Pode ser muitos. Pode ser, inclusive, o que não queremos. O corpo será sempre o que ele quiser? É social. É político. É tecnológico. É inconsciente. Pensamento. Desejo. Invisível. Invasor. O corpo se despedaça. É estrutura. É movimento. Mas, sobretudo, é estranho. Eu sou o outro e a outra. Teimo e re-existo. Ele se degenera e E.L.A se faz impossível”, pontua Jéssica.

SERVIÇO

*Teatro Dragão do Mar, R. Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema, Fortaleza – CE

Sábados e domingos de março (09 e 10, 16 e 17, 23 e 24 e 30 e 31)

Horário: 20 horas

Ingressos: R$20 e R$10

Informações: (85) 3488-8600

https://www.facebook.com/jessicateixeiracatastrofeproducoes/

(Foto – Divulgação)

17ª Mostra do Teatro Transcendental abre inscrições para espetáculos

Já estão abertas as inscrições para a Mostra de Teatro Transcendental, que acontecerá na segunda quinzena de agosto próximo em Fortaleza. A promoção é da Associação Estação da Luz que, juntamente com especialistas da área, fará a seleção dos espetáculos que comporão a mostra.

Esse evento artístico/cultural, sem fins lucrativos ocorre há 17 anos no Ceará pela Associação Estação Luz. Os espetáculos, com mensagens de amor e fé, são gratuitos, pedindo apenas que os interessados em assistir troquem doações (alimentos não perecíveis) pelos ingressos. Os alimentos arrecadados são destinados a instituições de caridade.

Inscrições

Para participar, os grupos deverão apresentar a relação de atores, temática do espetáculo, informações técnicas (duração, iluminação necessária, cenário), entre outras informações.

Através do site: www.teatrotranscendental.com, grupos de teatro de todo o país podem baixar o edital e inscreverem seus espetáculos gratuitamente. O prazo vai até 10 de março próximo.

(Foto – Divulgação)

Bibi Ferreira viveu como queria, diz filha

A filha da atriz e cantora Bibi Ferreira, Teresa Cristina, afirmou hoje (13) que sua mãe “viveu como queria” e “teve uma vida muito boa”. Bibi morreu de infarto, em casa, na manhã desta quarta-feira, aos 96 anos. O corpo de Bibi será velado no Theatro Municipal, onde ela foi diretora de dramaturgia, quando existia essa área no equipamento, além de ópera e balé.

Mais conhecida como Tina Ferreira, a filha de Bibi lembrou que a mãe ia ser concertista. “Estudava para isso”, disse. Mas, quando o pai, o também ator Procópio Ferreira, a chamou para fazer o papel de Mirandolina, no Teatro Serrador, ela decidiu ser atriz. “A carreira dela começou a fluir”,afirmou Tina, em entrevista coletiva.

Tina contou que Bibi, apesar de ter sido casada oito vezes, tinha como grande amor o público que a prestigiava nos espetáculos em que se apresentava. “Ela sempre falou isso: ‘Eu vivo para o meu público. Eles são o grande amor da minha vida. E que fiquem na lembrança deles’, ela dizia, ‘os trabalhos que eu fiz’. ‘O que eu pude dar, eu dei, de melhor’”. Tina destacou outra frase que a mãe sempre repetia: “’No palco, é o momento em que eu não sou atingida por nada. É o momento em que me encontro com Deus’”.

As mensagens sobre Bibi, enviadas por vários colegas de trabalho, foram recebidas pela família como um grande alento. “Ela era muito querida”, observou Tina Ferreira.

Amiga

Segundo Tina, Bibi amanheceu bem, tomou o café da manhã e depois se queixou de falta de ar. Medida a pressão, verificou-se que a pulsação estava fraca. Imediatamente, a família chamou o Pró Cardíaco. “Eles vieram muito rápido mas, quando chegaram, ela já tinha partido.”

O empresário de Bibi, Nilson Raman, disse que a atriz era uma amiga de longa data. “Era uma mulher simples, generosa, amiga. Era uma mulher que, quando entrava no teatro, não saía sem se despedir de todo mundo, para agradecer por aquele dia de trabalho, fosse a camareira, fosse o diretor. Ela sempre falava para mim que, para quem faz teatro, todo mundo é importante. Se não abrir a cortina, não tem show”.

Tina lembrou que sua mãe sempre falava que, para representar bem algum personagem, era preciso observar a vida e as pessoas. “É a melhor escola”. De acordo com Tina, nem os médicos entendiam como Bibi conservava a voz, apesar da idade avançada. “É um fenômeno da natureza”, diziam os médicos. Bibi atuou nos palcos até os 95 anos de idade. Em setembro do ano passado, divulgou nota, na qual comunicava que se afastava da vida pública.

Como diretora, Bibi Ferreira era amiga, mas severa, afirmou Tina.

(Agência Brasil)

Espetáculo E.L.A tem apresentaão única no Cineteatro São Luiz

A atriz e pesquisadora Jéssica Teixeira traz ao palco o espetáculo solo E.L.A, às 19 horas desta quarta-feira), 6, no Cine Teatro São Luiz. O projeto, idealizado desde julho de 2017, tem a direção de Diego Landin e é rewsultado de uma investigação cênica do corpo, suas releituras e potencialidades.

Os temas chaves do espetáculo são relacionados diretamente ao nosso corpo: beleza, saúde, política, feminilidade e acessibilidade e nos faz refletir sobre aceitação e sobre o nosso lugar no mundo. Para isso, a encenação aposta numa experiência estética clean e sofisticada. É o primeiro solo da atriz Jéssica Teixeira, que assume também a produção dessa obra.

“Descobrimos, afinal, que todo corpo é estranho para si. Nesse sentido, E.L.A tem como objetivo instigar em cada espectador a autopercepção, a autoconsciência, a autocrítica, a autoestima, a autoanálise e a autoimagem, a partir da relação de cada um com o próprio corpo, para uma melhor autonomia e emancipação do sujeito e, consequentemente, uma relação mais lúcida com o outro e com o mundo”, explica Jéssica.

O Corpo

No espetáculo, a atriz dá vida ao inquietante teatro de espelhos e duplos, no corpo da artista, no corpo da obra e no de quem o assiste, dando visibilidade ao corpo de Jéssica Teixeira, pois, acreditamos que destacar esse corpo na sociedade (de corpos/belezas fabricadas e institucionalizadas) e nas artes (que abordam um conceito de belo muito peculiar e que precisamos repensar em suas diversas formas) é provocar no público um desejo de emancipação individual e coletiva a partir da aceitação de nossas diferenças, driblando os clichês e padrões de beleza impostos pela mídia, além encorajar um olhar e uma sensibilidade para a diversidade e multiplicidade, fortalecendo assim a construção do ser político que há em cada um.

Um corpo consciente de si, consciente de seus limites, de suas dores, de seus prazeres e de suas diferenças, torna-se uma potência de atuação no mundo. Ser um produtor de diferenças e assumir essas diferenças é um dos grandes pilares que proporcionam uma ressignificação de valores para um empoderamento pessoal e uma maior aceitação de si, do outro e do mundo.

SERVIÇO

Ingressos: R$20 e R$10

Informações: https://www.facebook.com/jessicateixeiracatastrofepr

(Foto – Beto Skeff)

A arte e a Constituição

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Editorial do O POVO desta terça-feira (15) avalia proibição de performance artística de uma mulher torturada, nua, durante a ditadura militar. Confira:

Em meio aos desencontros políticos, culturais e ideológicos vividos pelo País, nos últimos tempos, um novo episódio preocupante eclodiu no Rio de Janeiro: a proibição pelo governo do Estado de uma performance artística que seria realizada, ontem, no encerramento da exposição “Literatura Exposta” em cartaz na Casa França-Brasil, que pertence à Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro. A performance, baseada no conto do escritor Rodrigo Santos, apresentava uma fala sobre uma mulher torturada, nua, durante a ditadura militar e um antigo áudio de Jair Bolsonaro (então deputado), apoiando a tortura. A alegação do diretor da Casa França- Brasil – sustentada pelo novo governador, Wilson Witzel – foi de que a performance do grupo artístico não constava do contrato. Os atores alegaram que deram conhecimento prévio às autoridades.

O fato é que as alegações do governo fluminense causaram um mal-estar nos meios culturais e já repercutem fora do País, como uma manifestação de intolerância. Aliás, no âmbito interno, cresce o entendimento de que se está criando um clima de restrição em relação a expressões artísticas, políticas e até acadêmicas, não palatáveis a certos extratos ideológicos conservadores que pressionam o Estado brasileiro a estabelecer limites nessa área, o que não estaria de acordo com a Constituição Federal. Basta ver que o caput do Art. 220 é claro a esse respeito: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição”. § 2º: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”.

Não pode haver censura prévia, no máximo se aceita a classificação etária.

Em entrevista ao Fantástico, neste domingo, o curador da mostra afirmou ter um e-mail em que a direção da Casa França-Brasil diz não se opor à performance com nus. Os críticos, porém, estão convencidos de que a reação oficial não se restringe à cena de nudez que incomodaria a segmentos conservadores na área dos costumes, mas, sobretudo, ao discurso denunciando a tortura na ditadura de 1964. Este seria objeto, hoje, de uma tentativa de revisão da História no currículo escolar, para tirar a conotação de golpe de Estado e de ditadura ao regime de 1964, o que está provocando uma reação de inconformismo, sobretudo na área educacional. Isso viria no rastro da chamada “Escola sem Partido”, que muitos entendem como um fator de restrição à liberdade de cátedra e de pensamento, não se coadunando com o pluralismo do Estado Democrático de Direito. Debater essas questões é fundamental para o futuro da democracia brasileira.

Morre atriz Etty Fraser aos 87 anos

A atriz Etty Fraser, de 87 anos, morreu em São Paulo após ficar internada em decorrência de complicações cardíacas e pulmonares. Ela ficou conhecida no teatro, na TV e no cinema por interpretações e também por um programa de culinária que se tornou famoso.

A morte da atriz foi confirmada pelo ator e amigo dela Odilon Wagner nas redes sociais.

Filha de mãe judia polonesa e pai escocês protestante, Etty estudou no Reino Unido e pretendia ser professora de inglês. Mas, segundo contava, apaixonou-se por Shakespeare e pela interpretação, mudando radicalmente seus planos.

(Agência Brasil)

Bairro Ellery segue nesta tarde com o Festival Popular de Teatro

Os espetáculos do Festival Popular de Teatro de Fortaleza (Feptef) seguem na tarde deste sábado (24), na Praça Manoel Dias Macedo, no bairro Ellery, em uma iniciativa da CIA Prisma de Artes.

Para Jordana Santos, diretora da Artéria Cidadã, será um presente receber grupos renomados do país no bairro, para fortalecer a cultura do teatro na vida das famílias da comunidade.

Já o jornalista Wescley Sacramento, diretor da Associação Comunitária dos Bairros Ellery e Monte Castelo, além de receber os espetáculos, que têm uma grande importância, a ocupação dos espaços públicos é fundamental para a convivência das famílias.

(Foto: Arquivo)

Maitê Proença apresenta em Fortaleza “A Mulher de Bath”

A atriz e escritora Maitê Proença traz a Fortaleza, no próximo dia 3 de novembro, no Teatro RioMar Papicu, espetáculo “A Mulher de Bath”. A apresentação comemora os 80 anos do diretor Amir Haddad, além dos 40 anos de carreira e 60 anos de vida de Maitê.

A peça “A Mulher de Bath” éexpõe uma mulher libertária, à frente de seu tempo, e não teme dizer o que pensa. Ela é uma das figuras basilares da literatura ocidental, precursora de Shakespeare e do indivíduo moderno.

O texto é do escritor e filósofo inglês Geoffrey Chaucer (1343-1400), reconhecido como o pai da literatura inglesa, e faz parte de sua obra inacabada “Os Contos da Cantuária”, publicada pela primeira vez em 1475 e tida como uma das mais importantes da literatura inglesa e um clássico da literatura mundial. A tradução, de José Francisco Botelho, foi indicada ao Prêmio Jabuti e já é considerada uma referência contemporânea na tradução de Chaucer.

SERVIÇO

Teatro RioMar Papicu – Rua Desembargador Lauro Nogueira, 1500 Piso L3.

Canais de Vendas Oficiais de Ingressos

Site: www.uhuu.com

Atendimento: falecom@uhuu.com

Bilheteria do Teatro RioMar Papicu – de terça-feira a sábado, das 12h às 21h, e domingo e feriados, das 14h às 20h. Em dias de apresentações: das 12h até o início da última apresentação. Segunda-feira: fechada.

(Foto – Divulgação)

Companhia Acontece leva ao palco o espetáculo “A vendedora de palavras”

A Cia Teatral Acontece (CITA) apresentará neste sábado e domingo, às 19h30min, o espetáculo “A vendedora de palavras”. A montagem é da 31ª turma do curso de iniciação teatral. No Teatro Acontece (Rua João Tomé, 640 – Monte Castelo). O poder das palavras é o mote da montagem da peça que ocupará espaço do Teatro Acontece

“A Vendedora de Palavras” foi escrita pelo autor cearense Fernando Lira com o nome de “Vendedor de Palavras”. Na trama, a cidade de Jurema, que não será mais a mesma com a chegada da vendedora de palavras que foi presa pelo cabo Farias. Ela possui o que as pessoas mais desejam o domínio sobre as palavras. Até a prefeita da Cidade, Sra. Jutacira Cardoso, fica fascinada com os feitos da vendedora.

Onde o caos é estabelecido, a vendedora de palavras está apta a “resolver” situações mais insituáveis possíveis, dentro de um universo onde as palavras dominam o ser.

Turma

A 31ª turma do CITA é composta pelos alunos atores Bruno Meireles, Fran Silva, Milena Fernandes, Niepson Melo, Renato Mendonça e Sandra Durand que, durante um ano, estiveram em sala de aula estudando a introdução ao teatro, a importância e consciência do corpo para o ator, a poesia do palhaço para ajudar na cena teatral, os jogos interpretativos para o desenrolar da cena e o processo de montagem do espetáculo final.

A direção do espetáculo é assinada por Felício da Silva, que também assina o figurino e identidade visual, e por Neto Sier, ex-alunos do curso. Hoje, o CITA é Escola da Cultura reconhecida pela Secretaria de Cultura do Estado por meio do I Edital Escolas da Cultura que em novembro irá estrear mais dois espetáculos oriundos desse edital.

SERVIÇO

*Teatro Acontece| Escola Livre de Teatro – Rua João Tomé, 640 – Monte Castelo.

*Ingressos: R$ 20,00 inteira

*Indicação livre

*Mais Informações – 9 8865 8687

(Foto – Leandro Monteiro)