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Relatório aponta problemas que afetam “saúde” da internet

O quão “saudável” é a internet no mundo? De que maneira os desenvolvimentos recentes impactam e melhoram (ou pioram) a “saúde” da web? Segundo a Fundação Mozilla, mudanças na inteligência artificial, na publicidade digital e na coleta e no processamento de dados são necessárias, afetam o estado da rede mundial de computadores e precisam ser discutidas pela sociedade.

As tendências estão no relatório “Internet Health Report 2019”, uma compilação de estudos e análises para identificar periodicamente os principais problemas da internet, mapear o que influencia esse ecossistema e discutir estratégias a serem adotadas por diversos atores (como governos, empresas e organizações da sociedade) para enfrentá-los e construir o que a fundação chama de uma web “mais saudável”.

Uma das principais preocupações é com o avanço da inteligência artificial (IA), cada vez mais disseminado no ambiente online hoje. “Sem necessariamente saber, qualquer um que use internet hoje está interagindo com alguma forma de automatização de IA”, registra o relatório.

Segundo o estudo, é preciso entender essas tecnologias, decidir o que se quer para elas e prestar atenção aos riscos. Grandes empresas de tecnologia vêm direcionando os avanços no tema a partir de sua imensa base de dados (como as plataformas Amazon, Facebook, Google e Microsoft). Entre as inovações dessas companhias estão sistemas de reconhecimento facial vendidos a governos para repressão, ainda que haja registros de erros graves nesses sistemas e riscos à privacidade.

Em abril deste ano, o Google anunciou a criação de um “conselho de ética” para supervisionar o desenvolvimento dessas soluções técnicas. A iniciativa foi recebida com críticas tanto de trabalhadores quanto de indivíduos e organizações, que apontaram a falta de efetividade no projeto. Diante disso, a companhia abandonou a proposta.

Um caso citado como exemplo no relatório foi a decisão de um grupo de pesquisadores (OpenAI, IA aberta, no termo em inglês) de não divulgar uma tecnologia de IA que podia escrever automaticamente textos realistas baseados no conteúdo existente na web. A decisão ocorreu pelo receio dos pesquisadores com usos negativos do sistema.

Os autores defendem uma maior autonomia dos indivíduos em relação a esta tecnologia.

Publicidade digital

O relatório indica como tema central da internet contemporânea o crescimento da publicidade digital. O grau intensivo de personalização (direcionamento dos anúncios a partir do perfil do usuário) vem estimulando a coleta cada vez maior de informações sobre os usuários, sem que eles saibam quais dados estão sendo registrados ou como estão sendo combinados para convencê-los a comprar produtos.

O modelo de negócios de oferta de serviços “grátis” (como interagir em uma rede social ou fazer uma busca por uma palavra) tem por trás esses mecanismos de vigilância. Conforme os autores, tal lógica aumenta as ameaças às liberdades e aos direitos humanos. Outro problema é a concentração no mercado: Google e Facebook controlam 84% do setor, à exceção da China.

Cidades inteligentes

A internet tem avançado cada vez mais como infraestrutura de conexão das experiências nas cidades. Mais da metade das pessoas do mundo está nessas unidades geográficas, percentual que pode chegar a 68% até 2050. O emprego de tecnologias digitais conectadas nesses espaços tem sido discutido sob a alcunha de “cidades inteligentes”.

Um movimento citado pelo relatório foi a emergência em prefeituras dos Estados Unidos de iniciativas de regulação local da neutralidade de rede após a autoridade regulatória da área das comunicações do país (a Comissão Federal de Comunicações) ter acabado com a exigência. Essa norma prevê que operadoras não podem interferir no tráfego (como uma empresa de telecomunicações “piorar” a qualidade de uma ligação por serviços como Whatsapp ou Skype).

O relatório aponta, contudo, que há críticos que veem na “moda” das cidades inteligentes justificativas para investimento em tecnologias de vigilância dos cidadãos, como câmeras com reconhecimento facial.

“Tanto em cidades ricas como pobres em recursos, há câmeras, sensores, microfones e enormes contratos de aquisição de larga duração, com empresas que têm práticas questionáveis de gestão de dados”, diz o documento.

(Agência Brasil)

Internet das coisas – Comissão de Finanças aprova proposta que zera taxas

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que zera o valor de taxas e contribuições incidentes sobre as estações móveis de serviços de telecomunicações que integrem sistemas de comunicação máquina a máquina. O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática para o Projeto de Lei 7656/17, do deputado Vitor Lippi (PSDB-SP).

O relator na comissão, deputado Eduardo Cury (PSDB-SP), recomendou a aprovação. “O benefício pretendido contribui para avanços na qualidade de vida do cidadão”, disse o relator. “Entre as principais causas que justificam alterações dessa natureza na legislação tributária está o estímulo ao desenvolvimento de atividades que podem gerar significativos ganhos à coletividade.”

O objetivo é criar no Brasil um quadro regulatório favorável ao desenvolvimento da “internet das coisas” – sistemas digitais que permitem a interação inteligente entre os mais diversos tipos de objetos por meio da rede mundial de computadores. O texto altera a Lei 12.715/12.

Conforme o texto, ficam zeradas a Taxa de Fiscalização de Instalação, a Taxa de Fiscalização de Funcionamento, a Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública e a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica das estações de telecomunicações que integrem sistemas de comunicação máquina a máquina. O texto também dispensa o licenciamento prévio.

A definição e regulamentação dos sistemas de comunicação máquina a máquina deverão ser feitas pela Anatel, a agência regulatória do setor. A futura lei entrará em vigor 90 dias após a publicação.

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Agência Câmara Notícias)

Cabeto participa de fórum sobre inovação tecnológica

O secretário de Saúde do Ceará, Dr. Cabeto, participou nesta quinta-feira (9), no Rio de Janeiro, do 31º Fórum Nacional do Instituto Nacional de Altos Estudos – INAE, presidido pelo economista Raul Velloso.

Com os temas Previdência e Visão Macroeconômica, Inovação e Fomento, e Infraestrutura e próximos leilões, o encontro reuniu o presidente do BNDES, Joaquim Levy; governadores, o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho; e especialistas das mais diversas áreas.

Durante os debates, foi realizada homenagem ao economista João Paulo dos Reis Veloso. No painel “A natureza da inovação tecnológica nas firmas brasileiras: aprendendo com experiências concretas”, Dr. Cabeto abordou o tema “inovação como vetor de política social e urbana: experiências de Barcelona e Fortaleza”.

(Foto: Divulgação)

Informação nunca é excessiva, diz sociólogo italiano

Nenhum momento histórico nos oferece mais liberdade e mais possibilidades de realização do que o momento atual, mas ainda assim permanecemos leais a estilos de vida do passado. Essa é a visão do sociólogo italiano Domenico De Masi, que há mais de duas décadas vem observando que a tecnologia oferece às sociedades humanas a oportunidade de promover uma redução na obsessão pelo trabalho e uma recuperação da capacidade de contemplação, ócio e divertimento.

Nesta semana, De Masi falou com a Agência Brasil, pouco antes de lançar seu novo livro no Rio de Janeiro, durante um evento na Casa Firjan. Intitulada Uma simples revolução, a obra apresenta um panorama histórico da evolução do conceito de trabalho e propõe que nos reorientemos em direção a uma civilização menos ocupada em busca do dinheiro e do poder e mais ociosa, voltada à introspecção, à criatividade e à convivência. Trata-se de uma continuidade de suas reflexões sobre o “ócio criativo”, conceito que ganhou centralidade em um best-seller que Domenico De Masi lançou em 2000.

O sociólogo classifica a atual sociedade como pós-industrial e faz a defesa da adoção do home office e da diluição das fronteiras entre o lazer e um trabalho mais prazeroso e produtivo, com maiores intervalos de descanso. Além promover mais qualidade de vida, a tecnologia carrega, em sua visão, potencial para fortalecer a democracia. Para De Masi, a intensa circulação de fake news revela uma democratização do uso da mentira ao mesmo tempo que nos coloca o desafio de aumentar a capacidade humana para decodificar as informações.

Agência Brasil – O senhor tem defendido que a tecnologia nos permite reduzir o tempo dedicado ao trabalho, mantendo ou até aumentando a produtividade. Trata-se de um exemplo de uso positivo da tecnologia, nos fazendo mais felizes e aumentando nossa qualidade de vida. Ao mesmo tempo, o senhor aponta que, quanto mais próximo da pré-história, mais distante estamos da violência, sinalizando que o avanço da tecnologia também nos leva a viver conflitos sobre novos prismas. Temos visto recentemente o aumento dos discursos de ódio nas redes sociais. O futuro da sociedade tecnológica concretamente está nos apontando para qual direção?

Domenico De Masi – Quando nos referimos ao trabalho, podemos notar que a tecnologia avança geralmente de forma mais benéfica. As sociedades humanas sempre estiveram muito ligadas à tecnologia. Começamos com aparatos tecnológicos bastante simples. Por exemplo, os martelos, a serra. Depois, descobrimos a tecnologia mecânica. Depois, a eletromecânica que já nos permitiu produzir os automóveis, a energia elétrica. E também começa a substituir determinadas funções desempenhadas por humanos. Mais tarde, chegaram as tecnologias digitais e, com isso, substituímos muitos empregados. De outro lado, cria-se novas áreas para trabalhadores intelectuais de nível superior que serão responsáveis por desenvolver a inteligência artificial. Então, a tecnologia tem assumido, em nosso lugar, atividades pesadas, barulhentas, incômodas e perigosas. O acesso à tecnologia traz ainda outros efeitos positivos. No emprego da farmacologia, por exemplo, permite a possibilidade de curar muitas doenças. Aplicado à cirurgia, também se mostrou muito útil. Mas infelizmente, pode ser aplicada também à violência, com o uso das armas e a promoção das guerras. Nós usamos a tecnologia seja para o bem, seja para o mal. E, quanto mais potente é a tecnologia, mais ela serve tanto para promover o amor como o ódio. A questão é que as tecnologias são guiadas pelos cérebros das pobres pessoas, que precisam usar a racionalidade e a emoção de modo a evitar que causem danos.

Agência Brasil – O Brasil aprovou em 2017 um projeto de reforma trabalhista amplo, no qual se regulamentou pela primeira vez o home office no país.

De Masi – Já era hora. Para chegar do Leblon até aqui, gastei uma hora. Para voltar, outra hora. Gastei duas horas com o tráfego urbano. O tráfego no Brasil, no Rio e ainda mais em São Paulo, é absurdo. Não é possível viver em uma cidade onde se gasta uma hora para se mover de uma parte para outra. A única solução é o teletrabalho (home office). Não há outra solução.

Agência Brasil – A crítica que sua obra direciona a estilos de vida que já poderiam ter sido superados se baseia no escasso tempo que eles deixam para o lazer, a reflexão e a contemplação. Ao mesmo tempo, há teóricos que relacionam, em alguma medida, nossas vidas aceleradas e sem tempo com o intenso fluxo de informação do mundo globalizado. O excesso de informação não traz desafios para nossa capacidade de reflexão e contemplação?

De Masi – A informação nunca é excessiva. Quanto mais melhor. É melhor haver excesso de informação do que uma carência de informação. Durante períodos ditatoriais, as informações se reduzem, não aumentam. Durante períodos de democracia, a informação aumenta. Hoje, graças ao social network, graças à internet, a informação é democratizada. Todos podem dizer a todos a realidade. Curiosamente, também todos podem dizer mentiras a todos. E esta é a verdadeira democracia. Antes, as mentiras só podiam ser ditas por diretores de jornais e pessoas importantes. Na democracia, todos podem dizer mentiras.

Agência Brasil – Há pesquisadores se indagando se o excesso de informação tem gerado apatia. Você não concorda com essa premissa?

De Masi – O excesso de informação pode criar convulsão, desorientação. Mas é excesso em relação a quê? Excesso em relação à capacidade de filtrar a informação, de decodificar a informação. Não devemos reduzir nenhum tipo de informação. Devemos aumentar a capacidade humana de analisar a informação e decodificá-la.

(Agência Brasil)

Europa lança diretrizes éticas para o uso da inteligência artificial

Um grupo de especialistas da União Europeia divulgou um documento com diretrizes éticas para nortear o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial. Estas são utilizadas em diversas atividades, da seleção as publicações mostradas nas redes sociais a sistemas de avaliação de crédito.

O termo inteligência artificial é empregado para caracterizar sistemas que ofertam serviços a partir de uma sofisticada capacidade de processamento de informação, semelhante ou até superior à de seres humanos. Determinadas tecnologias já tiveram desempenhos melhores do que de pessoas, seja em um jogo, em um diagnóstico ou no reconhecimento de imagens ou textos.

O documento faz parte de um processo da União Europeia para estabelecer uma visão “centrada em humanos” para a construção de soluções “confiáveis” desse tipo de sistemas. Esta pode se materializar tanto em legislações e normas administrativas como em orientações gerais para os fabricantes e projetos de pesquisa.

Uma diretriz é a relevância da participação e do controle dos seres humanos, com objetos técnicos que promovam o papel e os direitos das pessoas, e não prejudiquem estes. Uma orientação complementar é a garantia de que os sistemas considerem a diversidade de segmentos e representações humanas (incluindo gênero, raça e etnia, orientação sexual e classe, entre outros), evitando atuações que gerem discriminação.

Segundo o documento, os sistemas de IA devem ser “robustos” e “seguros”, de modo a evitar erros ou a terem condição de lidar com estes, corrigindo eventuais inconsistências. Esses problemas podem ter sérios impactos na sociedade, como a discriminação de pessoas no acesso a um serviço ou até mesmo quedas de bolsas cujas compras e vendas de ações utilizam essas tecnologias.

Ao mesmo tempo, o texto destaca a necessidade de assegurar a transparência dos sistemas. Isso porque a opacidade dessas tecnologias pode trazer riscos, uma vez que seu caráter inteligente torna mais difícil entender porque determinada operação ou decisão foi tomada de uma determinada maneira e não de outra. Assim, os autores defendem que um sistema de IA deva ser “rastreável” e “explicável”, para que não haja dificuldades na compreensão de sua atuação.

Pelo documento, essas soluções técnicas devem assegurar a privacidade e o controle dos cidadãos sobre seus dados. As informações coletadas sobre um indivíduo não podem ser utilizadas para prejudicá-lo, como em decisões automatizadas que o discriminam em relação a alguém. Estudos já mostraram como essas tecnologias podem incorporar vieses, privilegiando, por exemplo, pessoas brancas em detrimento de negros na caracterização ou na oferta de um serviço.

O vice-presidente para o Mercado Único Digital da União Europeia, Andrus Ansip, destacou a importância do tema. “A dimensão ética da Inteligência Artificial não é só um luxo ou um acréscimo. É somente com confiança que nossa sociedade pode se beneficiar plenamente dessas tecnologias. Uma IA ética é uma proposta que traz ganhos e que pode ser uma vantagem competitiva para a Europa: ser uma líder de tecnologias de IA centradas em pessoas que usuários possam confiar”.

(Agência Brasil)

Os Impactos da 4ª Revolução Industrial

Com o título “Os impactos da 4ª Revolução Industrial”, eis artigo de Pablo Padilha, gerente-executivo de Tecnologia e Inovação da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). “A 4ª revolução industrial se caracteriza fundamentalmente pelos Sistemas Ciber Físicos, que torna possível a integração da máquina com o meio ambiente (…)”, diz ele no texto. Confira:

De forma “orgânica” nossas vidas estão sendo impactadas profundamente pelo efeito integrativo de inovações tecnológicas, fazendo com que novos hábitos surjam, se alterem ou sejam eliminados inconscientemente. Neste contexto, estamos todos sendo impactados pela transformação digital. Novas tecnologias como a alta mobilidade, cloud computing e inteligência artificial (IA), dão ritmo a atual transformação. Isso se configura como a 4ª revolução industrial.

Esta revolução acontece após três processos de transformação históricos, sendo que a primeiro se caracterizou em 1760 pela introdução da máquina a vapor na mecanização da agricultura e produção têxtil; o segundo, por volta de 1850, foi marcado pela energia elétrica, permitindo a manufatura em massa; já em 1950, ocorre o surgimento da microeletrônica (semicondutores), dando surgimento a automação e aos robôs mecânicos.

A introdução de novas tecnologias desde a primeira revolução industrial gerou impactos profundos, pois a evolução tecnológica pede adaptação e com isso o ciclo se repete – adaptação e revolução – e o que está diferente nesta quarta revolução é a alta velocidade dos acontecimentos, a convergência das tecnologias digitais com os avanços da neurociência, e a interconexão dos sistemas (o diálogo entre as máquinas, onde tudo se conecta e o fluxo de dados é intenso).

Klaus Schwab, autor de “A Quarta Revolução Industrial” e diretor executivo do Fórum Econômico Mundial, menciona que “estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano já tenha experimentado”. Os dados são o “novo ouro”, tornando o conhecimento a mercadoria de maior valor agregado, reforçando nossa era de integração intensa entre homem-máquina-ambiente.

A 4ª revolução industrial se caracteriza fundamentalmente pelos Sistemas Ciber Físicos, que torna possível a integração da máquina com o meio ambiente e, atrelado à inteligência artificial, aprende consigo mesma e toma suas melhores decisões. O mais relevante neste cenário é que o homem não deve buscar competir com a máquina, e sim, utilizar de suas funcionalidades para que tarefas sejam executadas em prol de potencializar a capacidade de gerar resultados.

*Pablo Padilha,

Gerente Executivo de Tecnologia e Inovação da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). 

Discutindo a relação: Universidades e empresas

Com o título “Discutindo a relação: universidades e empresas”, eis artigo do professor Ricardo Porto, pesquisador e coordenador de Inovação Tecnológica da UFC. Ele traz ao debate tema dos mais importantes e item prioritário nestes tempos de desenvolvimento e compartilhar de experiências. Confira:

Empresas e universidades podem colaborar de diversas formas, mas, há muita discussão sobre a melhor forma para essa colaboração. Qual papel cabe a cada ente na promoção da inovação em produtos, serviços e processos? Como ponto de partida é bom deixar claro que são entes distintos: a missão da universidade é formar gente e produzir conhecimento; as empresas são o locus natural da inovação. Esta distinção das respectivas missões não impede reconhecer que empresas e universidades tem papéis fortemente complementares e que, portanto, devem manter um diálogo institucional permanente. As empresas, por exemplo, podem sugerir o perfil do profissional que desejam para os egressos da universidade que por sua vez pode refletir tais demandas em seus currículos. As empresas devem oferecer estágios qualificados e bem remunerados aos graduandos. Empresas podem e devem informar à universidade os setores do conhecimento que julgam mais relevantes. As universidades devem ser ágeis e abertas o suficiente para firmar projetos conjuntos de pesquisa com as empresas de forma a compartilhar e desenvolver esse conhecimento. A universidade, em seu turno, pode e deve fomentar espaços e condições para a formação empreendedora e a atividade criativa de seus alunos e professores através, por exemplo, de incubadoras.

No contexto da relação com universidades percebe-se, ainda muito poucos pesquisadores (cientistas, engenheiros, doutores) contratados pelas empresas. Dados da OCDE apontam na direção contrária: quanto mais rico o país, maior a proporção de pesquisadores que estão nas empresas em contraste com aqueles que atuam nas universidades. Outro dado que muito ilumina o debate: dos 10 maiores depositantes de patente no Brasil, 9 são universidades. Trata-se de uma distorção: nos EUA, a primeira universidade que aparece no ranking de patentes está na posição 77. Sim, eventualmente a universidade cria produtos “de prateleira” inovadores, como em caso recente no qual a UFC licenciou um produto (o “ketchup de acerola”) para uma empresa cearense de alimentos. Mas via de regra, o caminho mais seguro para o sucesso nesta colaboração se dá quando empresa e universidade, compreendendo seus respectivos papéis, dialogam franca e abertamente sobre formação qualificada e sobre compartilhamento de conhecimentos.

*Rodrigo Porto,

Professor, pesquisador e coordenador de Inovação Tecnológica da UFC.

Tudo pronto para o XIV Inova Ceará

Presidente da Fiec, Beto Studart, apoia a iniciativa.

Vem, aí o XIV Inova Ceará, uma mostra sobre novidades na área da tecnologia no Estado. A realização é da Federação das Indústrias do Ceará, Senai e Sebrae e ocorrerá dia 28 deste mês de março na Casa da Indústria.

Projetos desenvolvidos por alunos do Senai, oficinas sobre transformações digitais e inovação em saúde e indústria 4.0 constam da programação, que será encerrada com a apresentação de case de sucesso em gestão de inovação aplicada ao sistema de água mineral.

(Foto – Fábio Lima)

Instituto Iracema Digital é lançado na Fiec

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Formado por entidades empresariais e acadêmicas, além de representantes dos governos municipal e estadual, foi lançado na noite desta quarta-feira (6), na sede da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), o Instituto Iracema Digital, que é associação privada sem fins lucrativos. O ato foi prestigiado pelo prefeito Roberto Cláudio e pelo presidente da federação, Beto Studart.

O empresário Ricardo Liebmann foi escolhido como presidente da associação. Já o presidente da Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação (Citinova), Cláudio Ricardo, é o representante da Prefeitura de Fortaleza, que passa a apoiar o empreendimento que tem entre idealizados o professor Mauro Oliveira, responsável também por projetos do gênero em Aracati e no Pirambu, em Fortaleza.

O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado, Inácio Arruda, esteve no ato e garantiu apoio. Ali também estavam vários empresários do ramo de T.I, e o presidente da Funcap, Tarcísio Pequeno.

(Foto: Paulo MOska)

Caio Mario de Andrade é indicado à presidência do Serpro

O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, indicou hoje (2) o nome de Caio Mario Paes de Andrade para a presidência do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pública de tecnologia da informação.

Caio Mario tem formação em Comunicação Social pela Universidade Paulista em São Paulo, pós-graduação em Gestão pela Harvard University e Mestrado em Administração de Empresas pela Duke University.

Segundo a assessoria de imprensa do ministério, Caio Mario é um empreendedor, foi um dos pioneiros da internet brasileira e fundador da WebForce Networks. Na área social, fundou Instituto Fazer Acontecer, que promove cidadania através do esporte no semiárido baiano.

(Agência Brasil)

Startup cearense ganha premiação nacional

Uma startup cearense acaba de ser premiada pelos Laboratórios Roche. É a Avicena Governança e Inteligência Tecnológica em Saúde, que, com menos de um ano oferecendo seus serviços de unificação de dados do segmentos para prefeituras e até para o simples cliente.

Daniel Andrade, diretor-executivo dessa startup, conversou com a reportagem do Blog e deu mais detalhes sobre essa iniciativa.

SERVIÇO

*Para mais informações clique www.avicena. in

O cenário eleitoral e o futuro da Rede Federal de Educação Tecnológica

Em artigo conjunto sobre o cenários político atual, a Diretoria Colegiada do Sindicato dos Servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará sugere a defesa da educação tecnológica. Confira:

Diante da situação política extremamente grave em nosso País, a diretoria do Sindicato dos Servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (SINDSIFCE) avalia os cenários e as perspectivas colocados para a rede federal de educação tecnológica a partir dos resultados eleitorais do primeiro turno.

Teremos um congresso ainda mais neoliberal, que coloca em risco a própria existência dessa rede. Em 2019, a Câmara dos Deputados terá mais representantes da política ultraneoliberal. O chamado “centrão” (DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), agrupamento que reúne os partidos mais fisiológicos do Congresso, liderado pelo deputado Rodrigo Maia, ocupará 142 cadeiras no parlamento. Esse bloco foi determinante para a aprovação da Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos públicos nas áreas sociais. Também foi decisivo para a aprovação da contrarreforma trabalhista e do Ensino Médio, além da lei da terceirização irrestrita, inclusive para os serviços públicos.

O melhor exemplo do avanço dos defensores do Estado Mínimo foi o aumento expressivo do PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, que elegeu 51 deputados, segunda maior bancada da Câmara Federal.

Essa turma defende, por exemplo, privatizações irrestritas e ausência absoluta de intervenção do Estado nas relações de trabalho. De acordo com o próprio candidato, as regras contratuais de trabalho deveriam ser estabelecidas, exclusivamente, entre trabalhador e empregador sem interferência do poder público. “Aos poucos, a população vai entendendo que é melhor menos direitos e [mais] emprego do que todos os direitos e desemprego”, disse o candidato num evento, em maio desse ano, na ACRJ (Associação do Comércio do Rio de Janeiro).

No Senado, historicamente ainda mais elitista que a Câmara, o quadro se repete, com a redução do número de parlamentares ligados às forças populares.

Como é sabido, a expansão da rede federal de educação tecnológica só foi possível devido ao aumento do orçamento destinado à educação pública. Nesse sentido, a manutenção dos institutos também está amparada no orçamento da União.

Neste ano, já começamos a sentir os efeitos da redução orçamentária produto da EC 95. Demissões de funcionários terceirizados, cortes nas verbas de capital dos campi, redução dos auxílios estudantis e mais um ano de congelamento salarial são alguns exemplos.

Não temos dúvidas de que a nova configuração do Congresso, somada ao novo regime fiscal aprovado pelo governo Temer, representará mais retrocessos e perigos para o que é mais representativo da rede federal de educação tecnológica: ajudar a democratizar o acesso à ciência e ao conhecimento, ofertando um ensino de qualidade, e oportunizar melhores condições de trabalho e renda para filhos e filhas da classe trabalhadora.

O resultado do segundo turno e o futuro do IFCE

Os caminhos da rede federal de educação tecnológica estão intimamente ligados com o resultado que sairá das urnas no próximo 28 de outubro.

Se o projeto autoritário de educação vencer, teremos a rápida aplicação da reforma do Ensino Médio dentro dos institutos. Um retrocesso para o modelo de Ensino Médio Integrado hoje em vigor.

Se os defensores do projeto “escola com mordaça”, conhecido, demagogicamente, como “escola sem partido”, ganharem, teremos o cerceamento da liberdade de expressão em nome de uma suposta neutralidade no ato de ensinar. Como consequência disso, o ensino de vários conteúdos das humanidades se converterá em prática criminosa. Teremos um ensino tecnológico e superior que não dialogará com as necessidades e diversidades étnica, racial, sexual e de gênero das comunidades e realidades sobre as quais os institutos atuam.

Se o projeto ultraneoliberal ganhar, as parcerias com o setor privado serão apresentadas como a solução possível para os problemas orçamentários, promovendo uma ingerência do mercado sobre os interesses públicos que devem guiar o projeto pedagógico das nossas instituições.

Temos posição: defendemos a rede federal de educação tecnológica!

O SINDSIFCE, ao longo de sua jornada, atua na defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, socialmente referenciada para aqueles e aquelas que estiveram alijados do direito à educação.

Entendemos que, apesar de vários limites, a expansão da rede nos últimos 14 anos permitiu que, pela primeira vez na história, uma primeira geração de filhos e filhas de famílias pobres tivesse acesso à educação tecnológica e superior de qualidade.

Queremos avançar e não retroceder. Queremos aperfeiçoar e ampliar, e não privatizar ou precarizar o IFCE e os demais institutos. Nas eleições, defenda a rede federal de educação tecnológica.

Diretoria colegiada do SINDSIFCE

Ferramenta ajuda a conhecer melhor os candidatos

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (6):

Nesta véspera do pleito, há muito eleitor não sabendo ainda em quem votar para presidente. Com razão, são 13 nomes mergulhado em um clima de incertezas e intolerâncias.

Para ajudar àqueles em dúvida ou que não fizeram ainda sua cola, entrou em cena a Chatbot Maker, startup da Casa Azul, que criou a ferramenta “Bot de Urna”.

A plataforma é vinculada ao Facebook e ajuda aos eleitores a conhecerem melhor os candidatos à Presidência da República e ainda faz a pesquisa de intenções de voto.

Os cearenses Thiago Amarante e Marlos Távora são os criadores da ferramenta. A ideia é que, através de um chat com um robô, os eleitores possam ver o programa de governo de cada postulante e obter informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para acessar, basta ir na Fanpage do Bot de Urna no Facebook (www.facebook.com/BotDeUrna) ou buscar o chatbot no Facebook Messenger.

E bom voto!!

Fundação Citinova lança campanha que vai arrecadar lixo eletrônico

A Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação (Citinova), organismo da Prefeitura de Fortaleza, iniciou, nesta segunda-feira (3), na Casa da Cultura Digital (CCD) Iracema, a campanha “A Nata do Lixo: Arrecadação de lixo Eletrônico”. O objetivo, segundo o titular do órgão, Cláudio Ricardo, é angariar material para o projeto Robótica Sustentável DHC, que favorece alunos do ensino fundamental e médio da rede municipal.

De acordo com ele, a campanha será contínua e receberá doações de impressoras, gabinetes de PC, placas antigas, drives de dvd, fontes de notebooks, monitores, som, baterias, etc. Os equipamentos serão usados pelo viés da robótica sustentável, que utiliza o material reciclável como matéria-prima para a transformação de brinquedos robôs.

SERVIÇO

*As doações poderão ser feitas na Casa da Cultura Digital Iracema, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. Fic na Rua dos Pacajús – Praia de Iracema.

Pesquisa aponta que mais da metade dos adolescentes passam muito tempo no celular

O crescimento do uso de tecnologias digitais gera preocupações dos próprios usuários com os excessos do tempo gasto com esses dispositivos. Pesquisa realizada nos Estados Unidos apontou que mais da metade dos adolescentes entrevistados (54%) consideram passar muito tempo com o celular. O levantamento foi uma iniciativa do centro de pesquisas Pew Research Center. Foram entrevistados 743 meninos e meninas de 13 a 17 anos e 1.058 pais de diversas regiões do país.

Quase metade dos jovens ouvidos (44%) disse checar o telefone assim que acorda para verificar o recebimento de novas mensagens. Segundo os dados, 28% relataram que agem assim de vez em quando. O tempo navegando em redes sociais foi objeto de preocupação de 41% dos adolescentes consultados. No caso de videogames, o percentual caiu para 26%. Do total, 58% comentaram sentir que devem responder a uma mensagem enviada, sendo 18% frequentemente e 40% em alguns momentos.

“Meninos e meninas tiveram percepções diferentes da quantidade de tempo que passaram usando várias tecnologias. Meninas são de alguma forma mais prováveis do que meninos de dizer que passam muito tempo em redes sociais (47% a 35%). Em contraste, garotos são quatro vezes mais prováveis de passar muito tempo jogando videogames (41% a 11%)”, analisaram os autores.

Mais da metade (56%) dos entrevistados relacionaram a falta de um telefone móvel a sentimentos negativos, como solidão, ansiedade ou raiva. Os índices são maiores no caso de meninas.

Embora a avaliação sobre os hábitos varie por dispositivo, parte importante dos entrevistados informou adotar medidas para reduzir a presença dessas tecnologias em suas vidas. Iniciativas de redução da intensidade do uso foram relatadas por 58% no caso de videogames, 57% para as mídias sociais e 52% para celulares.

Pais

Os autores da pesquisa também ouviram pais e mães para saber sobre seus hábitos e como veem o comportamento dos filhos em relação a tecnologias digitais. O índice de avaliação dos entrevistados sobre seus próprios hábitos foi menor tanto no uso excessivo de celulares (36%) quanto de redes sociais (23%). O percentual também foi menor quando perguntados se acessam o celular assim que acordam (20%). “Os pais estão de alguma forma menos preocupados com seu próprio uso da tecnologia do que os filhos estão em relação ao deles”, apontam os autores.

Já ao falar sobre seus filhos, 65% manifestaram preocupação com o tempo gasto pelos adolescentes com dispositivos digitais. Dos homens e mulheres ouvidos, 72% relataram que estes se distraem em uma conversa presencial por estarem de olho no celular, sendo 30% o tempo inteiro e 42% de vez em quando. Em razão dessa preocupação, mais da metade (57%) limitam o tempo que seus filhos podem passar utilizando esses dispositivos.

(Agência Brasil)

Gigantes da tecnologia da informação discutem parcerias com o Governo do Ceará

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Nem só de campanha pró-reeleição vive o governador Camilo Santana (PT). Nesta manhã de quinta-feira, ele recebeu, para encontro de trabalho no Palácio da Abolição, diretores das empresas Amazon, IBM, Microsoft, Oracle, Mandic, Lanlink, consideradas as gigantes da área da tecnologia da informação. À mesa, segundo a assessoria de imprensa do governo, discussões sobre parcerias com a Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice).

“Esse é um momento histórico para nós. Estamos reunindo o que há de melhor no mundo em tecnologia para discutir um projeto grandioso. Nosso foco é transformar o Ceará como um centro mundial de conectividade”, disse o governador. Ele citou no encontro a importância do Cinturão do Digital para a formação de parcerias com as gigantes do setor.

O presidente da Etice, Adalberto Pessoa, falou sobre as tecnologias desenvolvidas no Estado e a necessidade de desenvolvimento de data centers, com a capacitação de mão de obra, investimento em infraestrutura e a criação de programas de incentivos à instalação e aceleração de startups e incentivo à computação em nuvem.

Paulo Cunha, diretor para o Setor Público da Amazon Brasil,  avaliou o encontro como um momento histórico. “Parabenizo o Governo do Ceará por essa importante iniciativa”, acentuou.

“Eu considero que foram dois passos fundamentais: o primeiro da atração de empresas com capacidade de investir em tecnologia e, assim, o Estado vai poder pensar em ações e projetos para melhorar a gestão pública junto com a iniciativa privada, o próprio Governo e as universidades. o Ceará criou um ambiente favorável para atrair empresas de tecnologia da informação e agora está colhendo esses frutos”, citou o vice-presidente da Oracle no Brasil, Gustavo Rabelo.

“A Microsoft reafirmou o compromisso com o Estado do Ceará e já iniciamos a formação novos profissionais de tecnologia em parceria com o governo. Vamos agora oferecer novas tecnologias para aumentar os investimentos em segurança pública e em saúde e assim vamos incentivar as startups locais a desenvolver soluções nessas áreas”, disse a representante da Microsoft, Andrea Gimenes.

“A Mandic está apostando no projeto da Etice. Nesta reunião, nós podemos perceber o interesse, o potencial e a capacidade do Estado do Ceará em investir em ciência e tecnologia. Com isso, o Ceará nos oferece possibilidade de ampliar os investimentos da empresa apoiando a Etice no projeto de transformação digital do Estado”, afirmou José Henrique Bermejo, diretor comercial da Mandic.

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Futura Trends 2018 – Pauta do seminário debaterá os Impactos Tecnológicos no Futuro dos Negócios

Regiane Romano, Ceo/Cio da Vip-Systems Informática & Consultoria Ltda, perita judicial, escritora, consultora, professora universitária e doutora em Administração, está entre os conferencistas do VIII Seminário Futura Trends 2018.

Ela abordará as “Tendências Globais e Impactos Tecnológicos no Futuro dos Negócios” e as 17 tecnologias que irão impactar as relações no mercado de consumo.

O Futura Trends será realizada no próximo dia 10, no Teatro RioMar Papicu, a partir das 13 horas.

SERVIÇO

*Informações e inscrições no site www.seminariofuturatrends.com.br.

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UFRJ e AB2L oferecem curso Direito e Novas Tecnologias

A Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L) firmou convênio com a Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro para promover curso sobre tecnologia no mundo jurídico neste segundo semestre de 2018. Juntas, as entidades promoverão o projeto AB2L TechLabs FND, que irá levar à faculdade debates sobre as novas tecnologias que influenciam o Direito e que vem ganhando espaço no universo jurídico, como os usos de blockchain, as aplicações de jurimetria e a crescente utilização da inteligência artificial.

Neste semestre de 2018, o projeto AB2L TechLabs FND oferecerá aos estudantes o curso de extensão Direito e Novas Tecnologias. Os coordenadores serão os professores Kone Cesário e Carlos Mendes. O curso contará com professores como o presidente da AB2L, Bruno Feilgelson, e a juiza federal da 2º Região Isabela Ferrari. As aulas começarão no dia 8 de agosto e acontecerão das 16h30min às 18h30min.

O projeto pretende, também, desenvolver e implementar laboratórios de programação que usem inteligência artificial, onde os alunos aprenderão na prática a utilizar essas tecnologias no mundo do Direito. Assim, irão desenvolver projetos de sua escolha para facilitar o acesso à Justiça, como o desenvolvimento de um chatbot, que pode ajudar na identificação de crimes domésticos sofridos por mulheres.

O curso será gratuito e terá 17 aulas. As turmas terão capacidade para até 80 alunos, com preferência para os alunos da FND, mas aberta também ao público externo. A carga horária total será de 26h, e a entrega de certificado ao aluno é condicionada à presença em 75% das aulas.

SERVIÇO

*Faculdade Nacional de Direito – Rua Moncorvo Filho, 8, Centro, Rio de Janeiro.

*Para se inscrever, clique aqui. As vagas são limitadas.