Blog do Eliomar

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Condenado pelo atentado de 11 de Setembro nos EUA deve sair da prisão

O marroquino Mounir El Motasadeq, o primeiro condenado pelos atentados do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, sairá em outubro da prisão alemã onde cumpre pena, alguns meses antes de completá-la, segundo fontes judiciais citadas nesta quinta-feira pelo jornal alemão “Bild”. Assim que deixar a prisão, El Motasadeq será enviado para o Marrocos, onde vivem sua esposa e dois filhos, embora para isso ainda falte a documentação necessária.

A Suprema Corte alemã tinha desprezado, em 2014, a libertação antecipada de Motasadeq, que cumpre pena na prisão de Fuhlsbüttel, conhecida como Santa Fu, na cidade de Hamburgo, por considerar que ainda representava perigo. Mounir El Motasadeq foi condenado em 2004 a 15 anos de prisão por filiação a uma organização terrorista e cumplicidade em 246 assassinatos.

Ele tinha apoiado a célula em Hamburgo em torno do egípcio Mohammed Atta, o terrorista que pilotou o avião que impactou contra uma das Torres Gêmeas em Nova York. Se sua libertação for confirmada, ele deixará a prisão no próximo dia 15 de outubro, três meses antes do previsto, pois completaria a sentença no dia 19 de janeiro de 2019.

(Agência Brasil com EFE)/Reprodução de Facebook)

Tiroteio deixa 1 morto e 13 feridos em Toronto

Pelo menos uma pessoa morreu e outras 13 Úcaram feridas em um tiroteio registrado esta noite em um restaurante de Toronto, no qual também morreu o autor dos disparos, informou a Polícia local. “Quatorze vítimas receberam disparos com uma arma de fogo. Uma mulher adulta morreu”, informou a Polícia no Twitter, ao citar o chefe policial da cidade, Mark Saudenrs, que se encontra no local.

A Polícia acrescentou que um dos feridos é uma menina que está em estado crítico e que “o suspeito está morto”, em referência ao autor dos disparos. A unidade de homicídios está investigando o acontecido. O fato aconteceu na noite do domingo em um restaurante no bairro de Riverdale, de Toronto, a maior cidade do Canadá.

O comandante adjunto dos serviços de Emergência, Shawn Staff tinha dito previamente ao jornal “The Globe and E-mail” que “várias pessoas apresentam ferimentos de grande gravidade”, sem dar um número exato. As testemunhas explicaram que tinham escutado cerca de 20 tiros, e que rapidamente se tinha deslocado para a região uma grande quantidade de viaturas de Polícia e de salvamento.

(Agência Brasil com EFE)

Atentado em Cabul deixa pelo menos 20 mortos. Entre vítimas, há jornalistas

Mais de 20 pessoas morreram, entre elas um fotógrafo da Agência France Presse (AFP) e três outros jornalistas, num duplo atentado suicida hoje em Cabul (Afeganistão), o segundo dos quais visou a imprensa que reportava o primeiro ataque. Segundo um balanço ainda provisório divulgado pelo Ministério da Saúde afegão, o ataque duplo fez pelo menos 21 mortos e 40 feridos.

Um jornalista da AFP contou 14 corpos na morgue do hospital Wazir Akbar Khan, mas outras vítimas foram enviadas para o hospital da organização não governamental italiana Emergency.

Shah Marai, fotógrafo-chefe do escritório da AFP em Cabul, que estava no local da primeira explosão, foi morto no segundo ataque, que ocorreu cerca de trinta minutos depois. O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou, horas depois, o duplo atentado.

O jornalista trabalhava para a AFP desde 1996 e participou na cobertura da invasão dos EUA, em 2001.

Três outros jornalistas presentes foram atingidos por esta explosão, todos eles em serviço para televisões afegãs, incluindo um para o canal Tolo News, que já sofreu um ataque em 2016 que causou sete mortes e que foi reivindicado pelos talibãs.

De acordo com uma fonte das forças de segurança, o ‘kamikaze’ que atacou a imprensa tinha-se escondido entre os repórteres, transportando uma câmara. “O bombista suicida fez-se explodir entre os jornalistas”, disse o porta-voz da polícia de Cabul, Hashmat Stanikzai. Os repórteres tinham ido cobrir o primeiro ataque, perpetrado pouco antes das 08:00 locais (04:30 em Lisboa), perto da sede dos serviços de inteligência afegãos (NDS).

O quartel-general do NDS havia sido alvo de um ataque suicida em março, quando um homem-bomba atravessou a barreira policial e se fez explodir na entrada do edifício, matando três pessoas e ferindo outras cinco.

Cabul tornou-se, segundo a ONU, o local mais perigoso no Afeganistão para os civis, com o aumento dos ataques, geralmente perpetrados por homens-bomba e reivindicados pelos talibãs ou pelo denominado Estado Islâmico (IS).

(Com AFP)

Suspeito de ter envolvimento no ataque do 11 de Setembro é preso na Síria

Um dos suspeitos de envolvimento nos atentados do 11 de setembro nos Estados Unidos, foi preso pelas forças curdas na Síria. Mohammed Haydar Zammar, que tem nacionalidade alemã, está sendo investigado em um centro de detenção das forças de segurança curdas Asayish.

A informação sobre a prisão foi divulgada nesta quinta-feira (19), mas a data da prisão não foi informada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Segundo o observatório, Zammar nasceu na cidade de Aleppo, e é acusado pelos EUA de ter recrutado os terroristas que realizaram os ataques. Ele chegou a ser detido pelas forças sírias, mas acabou sendo libertado em 2013.

Zammar é membro da Al Qaeda, e também se uniu ao Estado Islâmico.

(Com Agência EFE)

Exército sírio anuncia que todos os “terroristas” deixaram Ghouta Oriental

O Comando Geral das Forças Armadas da Síria anunciou neste sábado (14) que a província de Ghouta Oriental está livre de “terroristas”, após estes abandonarem a cidade de Duma, a última controlada por opositores do governo de Bashar al Assad na região, em razão de um acordo com a Rússia.

“Após intensas operações militares ao longo de várias semanas, as nossas Forças Armadas completaram a limpeza de organizações terroristas armadas nas cidades e povoados de Ghouta Oriental, depois da retirada de todos os terroristas da cidade de Duma, seu último reduto”, disse o Comando em comunicado.

Unidades de engenheiros e peritos do Exército começaram a inspecionar as ruas da cidade para “limpá-la de minas e explosivos colocados por terroristas” a fim de “garantir as áreas liberadas” e fazer com que os “civis retornem a seus lares”.

Mais cedo, a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que as forças sírias e russas assumiram o controle de Ghouta após a saída do último comboio de dezenas de ônibus com milhares de combatentes islamitas da facção Exército do Islã – que controlava Duma – e suas famílias rumo ao norte da Síria.

Já o Ministério da Defesa da Rússia havia informado na quinta-ffeira que as tropas governamentais sírias tinham tomado completamente o controle de Duma, onde no último dia 6 aconteceu um ataque supostamente com armas químicas e no qual morreram dezenas de pessoas.

(Agência Brasil)

Conselho de Segurança da ONU aprova trégua de 30 dias na Síria

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesse sábado (24) a resolução que pede trégua de 30 dias no conflito da Síria com o objetivo de fornecer ajuda humanitária e retirar feridos e doentes do país.

Após vários dias de intensas negociações, a Rússia aprovou o texto de compromisso, que teve apoio unânime dos 15 Estados-Membros. A resolução, impulsionada pela Suécia e pelo Kuwait, “pede” um cessar-fogo humanitário a todas as partes em conflito de pelo menos 30 dias no território sírio. A trégua, no entanto, vai autorizar que as operações militares contra grupos considerados terroristas pela ONU, incluindo o Estado Islâmico (EI) e a Frente Al Nusra, continuem.

O Conselho de Segurança ordenou que, uma vez que a trégua comece, todas as partes permitam o acesso seguro de comboios humanitários da ONU e de seus parceiros a qualquer ponto que precise de ajuda. Além disso, as Nações Unidas exigem que seja facilitada a entrada de médicos para atender feridos e doentes e que, se necessário, a retirada de algumas pessoas seja realizada.

A resolução foi negociada por duas semanas pelos membros do Conselho de Segurança, entre os crescentes pedidos internacionais de algum tipo de ação perante os intensos ataques do governo contra o reduto opositor em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco. Na última semana, a campanha deixou pelo menos 510 pessoas mortas na região, entre eles 127 menores de idade, segundo dados da última apuração da organização não governamental Observatório Sírio de Direitos Humanos. A resolução foi aprovada após negociações para conseguir o apoio da Rússia, aliada do governo sírio e que era contra à iniciativa.

O Conselho de Segurança tinha previsto votar a medida ontem (23), mas, por falta de acordo, adiou para hoje. Mesmo assim, ainda foram necessárias mais discussões, o que atrasou a decisão em mais de duas horas.

(Agência Brasil)

EUA e Turquia fazem acordo para expandir luta contra terrorismo

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Herbert Raymond “H.R.” McMaster, selou um acordo com membros do governo da Turquia para expandir a luta contra “todas as formas de terrorismo”, em um momento de tensão entre os dois países pelo apoio de Washington a milícias curdas na Síria.

A Casa Branca informou nesse domingo (11) em comunicado a viagem de McMaster a Istambul entre 10 e 11 de fevereiro e a reunião que o assessor teve com Ibrahim Kalin, porta-voz da Presidência da Turquia.

Durante seu encontro, McMaster e Kalin reafirmaram a “associação estratégica a longo prazo” entre EUA e Turquia e expuseram seus “pontos de vista” sobre as relações entre os dois países como “aliados históricos” para enfrentar os “desafios estratégicos comuns e desenvolvimentos regionais”.

Nesse contexto, McMaster e Kalin “falaram em detalhes sobre questões das relações bilaterais e a expansão da luta contra todas as formas de terrorismo”, segundo a Casa Branca, que não especificou de que forma os dois países vão reforçar sua luta contra o terrorismo.

O encontro entre os representantes de EUA e Turquia acontece num momento de tensão entre ambos os países devido ao apoio de Washington à milícia curdo-síria Unidades de Proteção do Povo (YPG).

As milícias laicas YPG foram o principal aliado dos EUA na luta contra os jihadistas na Síria, mas Ancara as define como terroristas pelos seus estreitos vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda da Turquia.

O exército turco lançou em 20 de janeiro a operação “Ramo de Oliveira” contra as YPG no enclave de Afrin, um cantão na fronteira norte da Síria com a Turquia que está isolado do resto do território dominado por essa milícia e onde os EUA não têm presença militar.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos 420 pessoas morreram em Afrin desde o começo da ofensiva turca.

As relações entre EUA e Turquia, parceiros militares na Otan, se deterioraram nos últimos 18 meses por diferenças na Síria e pela recusa de Washington de extraditar um clérigo islamita, Fethullah Gülen, a quem Ancara acusa de organizar o golpe de Estado de 2016.

(Agência Brasil)

Rússia acusa EUA de treinarem centenas de jihadistas para combater Assad

A Rússia acusou neste sábado (16) os Estados Unidos de treinarem centenas de jihadistas perto de um campo de refugiados na cidade da Al Hasakah, no nordeste da Síria, a fim de lançar uma nova contraofensiva contra o Exército sírio.

“Sob o comando de instrutores americanos das forças de operações especiais está sendo criada uma nova unidade chamada Novo Exército Sírio a partir de grupos espalhados de terroristas”, informou o Centro Russo para a Reconciliação na Síria da em um comunicado.

A nota oficial destaca que o treinamento está sendo realizado nas imediações do campo de refugiados que está 20 quilômetros ao nordeste da cidade da Al-Shaddadah, em Al Hasakah.

Segundo a fonte, “o grosso dessas unidades é representado por mais de 400 terroristas do Estado Islâmico que chegaram livremente por estrada desde Raqqa em outubro com o apoio dos EUA”.

Recentemente, o chefe do Estado-Maior do Exército russo, Valeri Guerasimov, criticou o papel desempenhado pela coalizão internacional e lembrou que, durante o ano em que interveio na Síria, o Estado Islâmico chegou a controlar 70% do território do país.

“A situação era crítica. Mais um mês e meio e a Síria teria deixado de existir como Estado”, afirmou Guerasimov.

Isso ocorre depois que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, proclamou a “completa derrota” do Estado Islâmico na Síria e visitou na segunda-feira pela primeira vez a base aérea russa de Khmeimim, no país árabe.

Na ocasião, Putin anunciou a retirada em ordem parcial de tropas russas desdobradas na região desde o final de 2015, embora ainda permaneçam soldados e aviões em Khmeimim e na base naval de Tartus.

(Agência Brasil)

Iraque anuncia final da guerra contra Estado Islâmico em seu território

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, anunciou neste sábado (9) que o Exército do Iraque deu por finalizada a guerra que fez o país sangrar durante três anos e meio, ao confirmar a retomada do controle dos últimos redutos que o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) mantinha no país.

“As nossas forças conseguiram o controle total das fronteiras com a Síria”, afirmou Abdadi em um pronunciamento aos meios de comunicação em Bagdá.

O primeiro-ministro acrescentou que “a vitória foi conquistada graças à unidade de todos os iraquianos na luta contra um inimigo que não pensava que veríamos neste dia”.

“As forças iraquianas libertaram todo o território iraquiano dos terroristas e controla todas as fronteiras e suas passagens. Os últimos terroristas no Iraque foram eliminados hoje”, declarou o Ministério da Defesa em um comunicado.

O subcomandante das forças iraquianas conjuntas, Abdelamir Yarala, confirmou o final da guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) após a recuperação dos últimos territórios que os jihadistas controlavam junto à fronteira com a Síria, nas províncias de Ninawa e Al Anbar.

“Foi consumada a libertação de todos os territórios do Iraque dos grupos do Daesh (acrônimo em árabe do EI) e nossas forças controlam as fronteiras entre o Iraque e a Síria desde a passagem fronteiriça de Al Walid até a de Rabia”, detalhou Yarala em nota.

(Agência Brasil)

Sobe para 235 o número de mortos em atentado no Egito

Pelo menos 235 pessoas morreram nesta sexta-feira (24) no ataque terrorista contra uma mesquita sufista no oeste da cidade de Al Arish, no norte da península do Sinai, no nordeste do Egito, segundo a televisão oficial egípcia. As informações são da Agência EFE.

Os agressores colocaram artefatos explosivos de fabricação caseira ao redor da mesquita de Al Rauda, situada no distrito de Bear al Abd, nos arredores de Al Arish, e os detonaram na saída dos fiéis da oração da sexta-feira (24) – dia sagrado para os muçulmanos – informou uma fonte de segurança à Agência EFE, que acrescentou que as pessoas que conseguiram escapar foram baleadas pelos extremistas.

As testemunhas disseram ao jornal oficial egípcio Al Ahram que a mesquita Al Rauda, situada na cidade homônima, na cidade de Bear al Abd, a oeste de Al Arish – capital do Norte do Sinai – pertence à comunidade sufista.

O Ministério de Saúde elevou o alerta no serviço de ambulâncias e em todos os hospitais da província, segundo a agência de notícias “Mena”.A fonte do serviço de segurança informou que as primeiras ambulâncias que chegaram ao local do atentado também foram alvejadas pelos terroristas, mas não ofereceu mais detalhes a respeito.

Os feridos foram transferidos para diferentes hospitais em Al Arish e outros para o Hospital Instituto Nasser, no Cairo, segundo a fonte de segurança. Em comunicado, a Procuradoria Geral do Egito disse que determinou que as procuradorias de Segurança do Estado e de Ismailiya, no norte do país, abram investigações urgentes para esclarecer o ataque.

A Procuradoria Geral também determinou a retirada dos corpos e que os mesmos sejam levados para o centro médico mais próximo, segundo a emissora de televisão egípcia. O presidente egípcio, Abdul Fatah al Sisi, está reunido com o Conselho de Defesa Nacional por causa do atentado em Al Rauda, informou a fonte de segurança.

(Agência Brasil com EFE)

Ataque a mesquita no Egito deixa 85 mortos

Pelo menos 85 pessoas morreram e 80 ficaram feridas num ataque contra uma mesquita na cidade de Al Arish, no norte da península do Sinai, nordeste do Egito. Os atacantes colocaram explosivos artesanais em volta da mesquita e fizeram-nos detonar quando os fiéis saíam da oração de sexta-feira, o dia sagrado dos muçulmanos, segundo fonte dos serviços de segurança. Os atacantes também dispararam sobre os fiéis que fugiam.

A Associated Press conta que vários homens saíram de quatro veículos e dispararam indiscriminadamente.

O Governo do Egito declarou, entretanto, três dias de luto nacional e o presidente Abdel Fattah al Sisi convocou uma reunião de segurança de emergência após o ataque, avança a televisão do Estado.

(Estadão)

Putin e Trump confirmam decisão de derrotar Estado Islâmico na Síria

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, confirmaram neste sábado (11) a decisão de derrotar o Estado Islâmico (EI) na Síria, numa declaração conjunta adotada durante a cúpula da Apec em Danang (Vietnã) e da qual informou em Moscou o serviço de porta-voz do Kremlin. A informação é da Agência EFE.

“Os dois expressaram sua satisfação com os esforços bem-sucedidos de EUA e Rússia para evitar mais eficazmente incidentes perigosos entre militares americanos e russos, que permitiram elevar consideravelmente as baixas do EI nos campos de batalha nos últimos meses”, segundo a declaração.

Putin e Trump destacaram que “estes esforços continuarão até a derrota definitiva do EI”.

Ao mesmo tempo, os presidentes concordaram em que “o conflito na Síria não tem solução militar”, reiterando que “o acerto político definitivo para o conflito deve ser achado dentro do processo de Genebra, de conformidade com a resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU”.

Eles confirmaram seu apoio à soberania, independência e integridade territoriais da Síria e chamaram “todas as partes sírias para participar ativamente no processo político de Genebra e a apoiar os esforços que apontem para garantir seu sucesso”.

“Os presidentes abordaram a necessidade de diminuir os sofrimentos humanos na Síria e fizeram um apelo a todos os países-membros da Organização das nações Unidas (ONU) para aumentar sua contribuição a fim de satisfazer as necessidades humanitárias durante os próximos meses”, concluiu a declaração conjunta, publicada no site do Kremlin.

O porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, disse para a imprensa russa que a declaração, pactuada hoje mesmo pelo ministro de Exteriores russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, foi aprovada pelos dois presidentes num breve encontro durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.

(Agência Brasil)

Atirador do Texas foi integrante da Força Aérea dos EUA

A Polícia do Texas identificou o autor dos disparos na 1ª Igreja Batista de Sutherland Springs,  a 45 quilômetros de San Antonio, no Texas – é Devin Patrick Kelley, 26 anos, um jovem branco que já fez parte da Força Aérea americana. Foi o terceiro tiroteio em uma igreja em três anos.

Kelley morreu durante uma perseguição policial, após ter entrado na igreja na manhã desse domingo (5) e disparado contra as pessoas que estavam reunidas para uma celebração dominical. Ao menos 26 pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas.

As vítimas, segundo o governador do estado, Greg Abbott, tinham entre 5 e 72 anos. Entre os mortos estão Annabelle Pomeroy, filha de 14 anos do pastor Frank Pomeroy.

Crime de ódio

Na noite de ontem, fiéis fizeram uma vigília na igreja. O FBI informou que o crime está sendo tratado como de ódio. A polícia local ainda não confirmou se Kelley foi morto durante a perseguição policial ou se ele teria se matado durante a tentativa de fuga.

Devin Kelley teve a conta pessoal retirada do ar pelo facebook, mas segundo a imprensa local ele tinha várias fotos de armas de fogo e era possível perceber que era um aficcionado por armas. A imprensa também ouviu testemunhas que disseram que ele era um ex-fiel da igreja onde executou o massacre.

De acordo com a polícia local, o carro usado por Kelley tinha munição e outras armas de fogo. Ao entrar na igreja, conforme testemunhas, ele usava uma roupa com colete à prova de balas.

Controle de armas

O presidente Donald Trump voltou a ser criticado por defensores de maior controle de armas no país, porque nas declarações que fez após o tiroteio não mencionou a necessidade de mudanças legislativas.

A Coalizão pelo Fim da Violência das Armas (livre tradução para The Coalition to Stop Gun Violence), uma organização não governamental (ONG) que luta por reformas na legislação americana, divulgou comunicado sobre o  tiroteio com o título “Nós fizemos isso”.

No texto, a organização que luta pelo desarmamento e para vencer a forte cultura das armas no país lembra do ataque em Las Vegas, que deixou 58 mortos e centenas de feridos. “Passamos pela pior tiroteio em massa da história americana moderna há pouco mais de um mês. Os políticos ofereceram seus pensamentos e orações peloTwitter”, diz o texto.

A ONG chamou o discurso de Trump de inadequado e frisou: “Dezenas de pessoas morreram no Texas hoje. Este ciclo exclusivamente americano deve parar. Os americanos são mortos em suas casas de oração e todos os seus funcionários vão oferecer é a oração. Temos que fazer mais”.

Repercussão

Em junho de 2015, o supremacista branco Dylann Roff matou nove pessoas negras que estavam em uma reunião na histórica igreja Emanuel, em Charleston, na Carolina do Sul. Roof, hoje com 23 anos, foi condenado em janeiro deste ano à pena de morte. Ele cometeu o crime com uma arma que havia ganhado recentemente de presente de aniversário.

Pouco depois, o ex-presidente Barack Obama disse que uma de suas maiores frustrações em oito anos de governo era não ter conseguido levar ao Congresso uma legislação pelo controle de armas.

Mas, muito mais que durante sua gestão, os republicanos atualmente são maioria no Congresso com Donald Trump. A Associação Nacional do Rifle (NRA, a sigla em inglês) congrega os fabricantes de arma e mantém poderosa influência no Congresso norte-americano.

Ontem no Twitter, Obama escreveu: “Que Deus também nos conceda todos a sabedoria para perguntar quais os passos concretos que podemos tomar para reduzir a violência e o armamento”.

Até este começo de mês, foram registradas no ano mais de 461 mortes em tiroteios no país em pelo menos 307 incidentes.

(Agência Brasil)

Atirador invade igreja no Texas e deixa mortos e feridos

Pelo menos 27 pessoas morreram e 24 ficaram feridas após um atirador, ainda não identificado, invadir neste domingo uma igreja no estado do Texas, nos Estados Unidos. As informações são da agência de notícias espanhola EFE.

O caso ocorreu em uma igreja batista de Sutherland Springs, a 45 quilômetros ao sudeste de San Antonio. A polícia local informou à emissora KSAT12 que o atirador está morto, mas não especificou como ele foi abatido. O FBI (Polícia Federal norte-americana) já está na área do templo.

Um detetive da polícia local disse à emissora Fox News que já não há uma ameaça ativa na igreja, invadida pelo atirador por volta das 11h30 locais (15h30 em Brasília) durante a celebração de uma missa.

Uma funcionária de um posto de gasolina que fica em frente à igreja disse à CNN que ouviu cerca de 20 tiros em sequência.

Pouco depois de o atirador invadir a igreja, o governador do Texas, Greg Abbott, escreveu uma mensagem no Twitter na qual condena os fatos.

“Nossas orações estão com todos os que foram prejudicados por esse ato malvado. Nosso agradecimento às autoridades por sua resposta”, disse o governador.

(Agência Brasil/Foto – Reuters)

Donald Trump ameaça Estado Islâmico e diz que grupo pagará por ataques

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, advertiu nesta sexta-feira (3) que o Estado Islâmico (EI) pagará alto preço por seus ataques contra o país. O alerta foi feito depois que o grupo terrorista afirmou que o suposto autor do atentado de terça-feira (31), em Nova York, é um de seus “soldados”. A informação é da Agência EFE.

Em uma série de tweets, Trump reagiu à manifestação do EI, feita no último número da revista semanal pela internet Al Naba. O presidente chamou de “animal degenerado” o suspeito do atentado, o imigrante uzbeque Sayfullo Saipov, de 29 anos, que se encontra detido.

Segundo Trump, as Forças Armadas americanas bateram no Estado Islâmico “muito mais duro” nos últimos dois dias. “Eles [os terroristas do EI] pagarão alto preço por cada ataque contra nós”, afirmou o presidente.

Pouco depois, ao sair da Casa Branca para viajar ao Havaí, de onde iniciará neste sábado (4) uma longa excursão pela Ásia, Trump reiterou aos jornalistas que, a cada vez que houver um ataque do Estado islâmico nos EUA, seu governo se lançará contra o grupo terrorista “dez vezes mais forte”.

O atentado de Nova York, um atropelamento múltiplo que deixou oito mortos e 12 feridos, não foi reivindicado pelo EI por meio de comunicados oficiais ou de notas na agência Amaq, vinculada aos jihadistas, como costuma ser habitual no grupo.

(Agência Brasil)

 

Autor de atentado em Nova York é formalmente acusado de terrorismo

O imigrante uzbeque que ontem atropelou e matou oito pessoas em Nova York foi formalmente acusado nesta quarta-feira (1º) de fornecer recursos e material de apoio ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI), segundo a Justiça dos Estados Unidos.

O responsável pelo atentado terrorista é Sayfullo Saipov, que chegou aos EUA em março de 2010, favorecido por um programa de concessão de vistos a cidadãos de países com baixo histórico de emigrantes para o país norte-americano.

De acordo com os documentos divulgados pela Procuradoria Federal do distrito sul de Nova York e apresentados à juíza responsável pelo caso, Barbara C. Moses, Saipov também é acusado de violência e destruição com veículo.

As acusações, descritas pela agente do FBI Amber Tyree, sustentam que Saipov, depois de cometer o atentado, saiu do veículo que conduzia gritando “Alá é grande”, em árabe. Perto do local, e dentro de uma bolsa preta, foram encontradas uma carteira de motorista do estado da Flórida em nome de Saipov e três armas brancas.

Dentro do veículo havia dois telefones celulares que Saipov supostamente utilizou, e perto da caminhonete um documento com um texto em árabe e em inglês, que inclui termos que as autoridades atribuem aos usados por seguidores do EI.

Nas declarações que fez à polícia, Saipov disse que seus atos foram inspirados por vídeos do EI e acrescentou que estava há cerca de um ano planejando um ataque nos EUA. Há dois meses, segundo o documento, ele “decidiu usar uma caminhonete para causar um dano máximo contra civis”.

O documento também indica que Saipov escolheu a data de 31 de outubro pensando em causar um maior número de vítimas devido ao tradicional desfile de Halloween que acontece em Nova York.

“Durante o interrogatório, Saipov pediu que fosse colocada uma bandeira do EI no quarto do hospital onde está e afirmou que sentia-se bem pelo que tinha feito”. Um dos telefones celulares apreendidos contém vídeos distribuídos pelo EI, assim como 3.800 imagens, muitas das quais parecem ser propaganda desse grupo terrorista.

(Agência Brasil)

Atentado em Nova York – Cinco dos oito mortos no são argentinos

Cinco dos oito mortos no atentado terrorista ocorrido nessa terça-feira (31) no centro de Nova York são argentinos, informou o Ministério de Relações Exteriores da Argentina. Mais um argentino foi ferido e está internado, mas fora de perigo.

As vítimas eram parte de um grupo de dez ex-alunos da Escola Politécnica de Rosário – uma cidade a 300 quilômetros da capital, Buenos Aires. Eles tinham viajado aos Estados Unidos para comemorar os 30 anos de formatura e estavam passeando de bicicleta pelo bairro de Manhattan, quando foram atropelados.

O autor do atentado foi identificado como Sayfullo Saipov – um homem de 29 anos, nascido no Uzbequistão, que vive nos Estados Unidos desde 2010. Ele jogou uma caminhonete alugada contra pedestres e ciclistas, numa ciclovia movimentada no centro de Nova York. Só parou quando bateu em um ônibus escolar. Segundo testemunhas, ele desceu do veiculo gritando “Allahu Akbar” (Deus é grande, em árabe), antes de ser baleado pela polícia.

Os argentinos mortos foram identificados como Hernán Diego Mendoza, Diego Enrique Angelini, Alejandro Damián Pagnucco, Ariel Erlij y Hernán Ferruchi. Martín Ludovico continua no Presbiterian Hospital de Manhattan, mas está fora de perigo.

(Agência Brasil)

Estação de metrô em Londres é reaberta após atentado terrorista de ontem

A estação de metrô Parsons Green, no sudoeste de Londres, foi reaberta neste sábado (16), após o atentado de ontem, quando 29 passageiros ficaram feridos, depois que um artefato de fabricação caseira, dentro de um cubo branco, explodiu parcialmente em um trem da linha District, que seguia para o centro da capital britânica, na parte da manhã. As vítimas receberam atendimento médico em diversos hospitais de Londres, mas ninguém se feriu com gravidade.

Enquanto, a polícia procura o responsável da explosão de ontem, o atentado forçou as autoridades a elevar para “crítico” – o mais alto – o nível de alerta terrorista no Reino Unido, que significa que um ataque pode ser iminente.

O atentado foi reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), ainda que as forças da ordem não indicaram, até o momento, se esta organização está realmente por traz do incidente.

O responsável pela unidade antiterrorista da Scotland Yard, Mark Rowley, admitiu aos jornalistas que pode haver mais de uma pessoa envolvida no ataque, que não registrou mortes.

Rowley disse que as forças da ordem fizeram importantes progressos na investigação e que os restos do artefato explosivo são analisados pelos especialistas.

(Agência Brasil)

Explosão atinge trem no metrô de Londres

Várias pessoas sofreram queimaduras após um recipiente branco ter explodido em uma estação de metrô de Londres, informa a mídia local. O incidente ocorreu na estação Parsons Green do metrô da capital britânica. A polícia está a par do acontecido.

Após o incidente, surgiram imagens nas redes sociais que mostram serviços de emergência trabalhando no lugar e pessoas fugindo, causando alvoroço. Uma parte da linha verde do metrô de Londres foi fechada.

“Recebemos a informação sobre fogo em um trem no sentido oeste-leste na estação Parsons Green. Há dois carros de bombeiro no local”, disse a porta-voz da equipe de bombeiros de Londres, citada pelo jornal The Sun.

Boeing da Lufthansa será levado de Fortaleza para a Alemanha até o dia 23

Em meio a processo de demissão voluntária, incertezas e angústias dos funcionários da Infraero, após a privatização do Aeroporto Internacional Pinto Martins, a movimentação de um grupo de alemães atravessa a rotina do terminal aeroportuário em Fortaleza.

Ainda não são os alemães da Fraport, investidora que ganhou do governo brasileiro a concessão do aeroporto cearense. Pelo menos 13 engenheiros e técnicos da Lufthansa Technik se desdobravam, ontem, para remover a asa esquerda de um Boeing 737-200 readquirido, 40 anos depois, pela empresa aérea germânica.

O PT-MTB — que, por último, pertenceu à cearense TAF Linhas Aéreas — é uma das sete aeronaves abandonadas (desde 2008) em um “cemitério” de aviões no Pinto Martins. Até o próximo dia 23, o boeing será transportado de Fortaleza para o Museu Aeroespacial da cidade de Friedrichshafen.

Lá, segundo Georg Witshel, embaixador da Alemanha no Brasil, será restaurado e transformado em ícone contra o terrorismo. Em 13 de outubro de 1977, a aeronave foi sequestrada por quatro terroristas da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).

O desmanche

Na manhã de ontem, os especialistas em montagem e desmontagem de super-máquinas voadoras levaram mais ou menos quatro horas para retirar a asa esquerda do 737. A operação, transformada em evento pela Embaixada da Alemanha no Brasil, levou ao Pinto Martins repórteres de vários estados do Brasil e jornalistas de veículos alemães.

Na manhã de ontem, especialistas em desmontagem de Super-Máquinas voadoras levaram mais ou menos quatro horas para retirar a asa do 737-200

Em meio ao sol forte do setembro cearense, homens, uma mulher e dois caminhões guindastes sacaram a peça que seguirá em um cargueiro russo, previsto para pousar em Fortaleza no dia 21 ou 23 deste mês.

O Antonov An-225 Mriya ou o An-124 Ruslan levará o “charuto” do Boeing 737 (corpo do avião), as duas asas inteiras, três contêineres com as turbinas, outras peças e as poltronas. Até amanhã, a asa direita será removida e embalada entres colchões e plástico bolha.

Quanto custa?

O custo da operação de desmontagem e traslado do 737-200 não foi revelado pelo governo alemão, a Lufthansa e o Museu Aeroespacial de Friedrichshafen — alguns dos parceiros que se juntaram para reconstituir a memória da narrativa do sequestro que ficou conhecida como Outubro Vermelho. Segundo Georg Witshel, a embaixada não tem a informação. “Sei que no Brasil, para comprar o avião, pagamos R$ 74 mil e mais ou menos 12 mil euros com advogados e documentação. Além da Lufthansa, há outras empresas e cidadãos alemães que contribuíram porque querem essa história restaurada”, explicou o embaixador.

A história

Entre 13 e 18 de outubro de 1977, o Boeing 737-200 foi sequestrado por terroristas da Frente Popular para a Libertação da Palestina, aliados do Baader-Meinhof.

O voo 181 Lufthansa, Palma de Mallorca-Frankfurt, levava 86 passageiros e cinco tripulantes.

Após cinco dias entre aeroportos de três continentes e a execução do piloto Jürgen Schumann, a polícia alemã invadiu o avião, matou três sequestradores, feriu um e resgatou, vivos, passageiros e quatro tripulantes.

O que O POVO já publicou sobre a história:

http://bit.ly/2mTARaW (Conexão Alemanha-Ceará. Alemanha quer repatriar avião sequestrado há 40 anos)

http://bit.ly/2sLgNgw (Sequestro Lufthansa. De volta para Alemanha)

http://bit.ly/2w2Or2F

(Alemanha-Fortaleza. Avião da Lufthansa será ícone contra o terrorismo)

http://bit.ly/2wXTCSF (Lufthansa envia engenheiros para desmontar Boeing histórico)

(O POVO – Repórter Demitri Túlio/Foto – Fábio Lima)