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Quando eu falar, ele será sem nome

Em artigo no O POVO deste sábado (23), a Doutora em Direito e professora da UFC Juliana Diniz avalia a atitude da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, que se recusou a pronunciar o nome do terrorista que invadiu uma mesquita no país e matou 50 pessoas. Confira:

No último 15 de março, um atirador invadiu a mesquita de Al Noor, na cidade de Christchurch, Nova Zelândia. No espaço religioso da mesquita, uma comunidade de muçulmanos se dedicava pacificamente à prática de sua fé. O invasor abriu fogo, matando 50 pessoas e deixando dezenas de feridos. Considerado pelo governo um ato terrorista, o atentado foi transmitido ao vivo pela internet a partir de uma câmera fixada no capacete do atirador.

A primeira-ministra da Nova Zelândia é Jacinda Ardern, uma mulher de 38 anos. Não é a primeira vez que escrevo sobre ela. Em 29 de setembro, mencionei um episódio simbolicamente forte: Jacinda levou seu bebê de colo a uma reunião da Assembleia Geral da ONU. Nesta semana, em seu primeiro discurso ao Parlamento após o atentado, Ardern proferiu a frase do título. Declarando sua recusa em conceder qualquer notoriedade ao atirador, ela disse: ele será, quando eu falar, sem nome.

A frase é poderosa pelo que carrega de significado – ela sintetiza não só um conjunto de valores como uma postura pública. Um atentado não se reduz à violência pura e simples. Ele pretende ter um sentido, por isso se situa no campo do discurso. Ao praticar um ato terrorista, o que um sujeito ou grupo almeja é a disseminação de uma ideia pela performance. A violência assume uma estética bárbara para, pela hiperexposição midiática, enunciar. No episódio de Christchurch, o ato enuncia a anti-imigração e a recusa do direito à diferença.

A resposta de Ardern foi irrepreensível. Ao discurso terrorista negador dos valores da democracia moderna (igualdade, solidariedade, liberdade), a primeira-ministra impôs a sombra do desaparecimento. Recusou-lhe nome, face, voz. Ao país, sua resposta foi o compromisso com o endurecimento da legislação sobre venda de armas e a promoção de campanha de devolução voluntária de armamentos. À comunidade islâmica, Ardern ofereceu, sobretudo, uma profunda e consciente sensibilidade. Se não é possível conhecer o sofrimento dos irmãos muçulmanos, disse ela, é possível solidarizar-se com a sua dor e vivê-la como experiência de trauma coletivo. Um trauma que só deve levar à afirmação do princípio de fraternidade que está na gênese da ideia de Estado de Direito. A todo o mundo, Ardern lembrou a potência de uma ideia ainda revolucionária: us together, ser junto, nós.

Forças Democráticas Sírias anunciam fim do último reduto jihadista

O porta-voz das Forças Democráticas da Síria, Mustefa Bali, anunciou hoje (23) no Twitter que o “califado” do autoproclamado Estado Islâmico foi eliminado a 100%, após combates em Bagouz, o último reduto jihadista na Síria.

“As Forças Democráticas da Síria (SDF) declaram a total eliminação do autoproclamado califado e a derrota territorial de 100% do EI”, declarou Bali.

O SDF sublinhou ainda que vai continuar a combater o que resta do grupo extremista até que eles sejam completamente erradicados.

Combatentes curdos e árabes das Forças Democráticas Sírias, apoiadas pela coligação internacional liderada pelos EUA, estavam há várias semanas a combater os jihadistas no que consideravam ser o seu último reduto: a cidade de Bagouz, no interior da Síria.

Os Estados Unidos dirigem a coligação internacional que integra mais de 70 países, com o apoio do Conselho de Segurança da ONU, para combater o terrorismo na Síria e no Iraque.

(Agência Brasil com informações da RTP)

Suspeito de ataque a mesquita na Nova Zelândia comparece a tribunal

Um homem, acusado de ter conexão com os ataques a tiros a duas mesquitas na Nova Zelândia, compareceu a um tribunal neste sábado (16). Os atentados deixaram 49 mortos e cerca de 50 feridos.

Mais dois suspeitos de ter participado dos ataques de sexta-feira, na parte central de Christchurch, também estão sob custódia.

O juiz proferiu uma acusação de assassinato dirigida a Brenton Tarrant, cidadão australiano de 28 anos, que teria se mantido em silêncio.

Nas redes sociais pertencentes a uma pessoa com o mesmo nome, tinha sido postada uma declaração identificando as mesquitas que foram alvo de ataque. O autor mencionou que vinha planejando o atentado há dois anos. A declaração continha opiniões a favor da supremacia branca e contra imigrantes.

Equipes médicas do Hospital de Christchurch afirmaram hoje que 36 pessoas continuam em tratamento. Onze estariam na unidade de terapia intensiva.

A primeira-ministra Jacinda Ardern prometeu revisar a lei de controle de armas. Ela disse que autoridades vão intensificar a vigilância, e que extremistas estarão sujeitos a investigação.

(Agência Brasil)

Papa se diz “profundamente entristecido” com ataques a mesquitas

O papa Francisco disse ter ficado “profundamente entristecido” com os ataques duplos às mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, deixando 49 mortos e 48 feridos. Em um telegrama, assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, o pontífice afirmou estar “consciente dos esforços das forças de segurança e da emergência nesta situação difícil”.

Segundo Parolin, o papa reza pela cura dos feridos, pelo consolo daqueles que sofrem a perda de seus parentes e amigos e pede pede a Deus o conforto de todos.

Logo depois dos dois ataques, os bispos católicos da Nova Zelândia enviaram uma mensagem “aos queridos membros da comunidade muçulmana” neozelandesa de Christchurch, manifestando sua solidariedade diante dessa violência.

“Estamos conscientes das boas relações que temos com os muçulmanos nessa terra e estamos abalados pelo fato que tenha acontecido num lugar e num momento de oração. Estamos profundamente tristes pelas pessoas mortas e feridas, e os nossos corações se voltam para eles, suas famílias e a comunidade em geral. Paz, Salaam”, informa a mensagem.

(Agência Brasil)

Ataques a duas mesquitas deixam 49 mortos na Nova Zelândia

Um total de 49 mortos e 48 feridos. Eis o resultado de dois ataques a tiros simultâneos contra duas mesquitas registrados, nesta sexta-feira, na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia. A, informação é da primeira-ministra Jacinda Ardern. As autoridades ainda não divulgaram as identidades das vítimas e dos assassinos.

Os alvos dos ataques contra a comunidade muçulmana foram as mesquitas de Linwood, que estava lotada com mais de 300 pessoas, e a de Masjid Al Noor, ao lado do Parque Hagley.

Quatro pessoas envolvidas nos ataques foram detidas: três homens (um deles seria australiano) e uma mulher. A polícia local informou, porém, que não está descartada a hipótese de que outros criminosos estejam envolvidos e foragidos. Nenhum dos suspeitos sob custódia estava em listas de observação por parte da polícia.

O governo informou que 12 feridos estão em estado grave e precisaram passar por cirurgias. Entre os feridos, há crianças e adultos.

(Com Agências Internacionais e G1)

Senado aprova bloqueio de bens de investigados por terrorismo

Os senadores aprovaram, nessa quarta-feira, o projeto que determina o bloqueio imediato de bens de pessoas e entidades investigadas ou acusadas por terrorismo (PL 703/2019). A proposta segue agora para sanção do presidente.

A proposta, enviada pelo Executivo, determina o cumprimento imediato, pelo Brasil, de sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas relacionadas ao crime de terrorismo, principalmente o bloqueio de ativos. A ideia é agilizar o procedimento de bloqueio de bens — desde valores e fundos até serviços, financeiros ou não — e a identificação de empresas e pessoas associadas ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa.

A legislação brasileira já possui norma para atender a essas sanções (Lei 13.170, de 2015), mas prevê a necessidade de ação judicial para fazer o bloqueio de ativos, o que foi criticado pelo conselho da ONU devido à demora. De acordo com o texto aprovado pelos senadores, o bloqueio deverá ser feito atendendo resoluções das Nações Unidas.

“Pelo texto, após receber oficialmente do Conselho de Segurança da ONU o pedido de bloqueio de valores ou de restrições à circulação de pessoas ou ao ingresso de bens, o Ministério da Justiça comunicará aos órgãos devidos para a adoção das providências. A União também deverá informar ao Conselho de Segurança e a seus comitês de sanções sobre medidas adotadas por juízes para o bloqueio de bens e valores que sejam instrumento, produto ou proveito dos crimes de terrorismo.

No caso do bloqueio de bens e ativos, móveis e imóveis, os órgãos reguladores ou fiscalizadores serão informados para que determinem às entidades esse bloqueio. Essa situação envolve, por exemplo, o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Conselho Monetário Nacional (CMN), que fiscalizam o sistema financeiro. Quanto à restrição para entrada ou saída de pessoas, caberá à Polícia Federal comunicar as empresas de transporte internacional”, diz reportagem publicada pela Agência Senado.

(Agência Senado)

Delegada tipifica como terrorismo suspeito detido com lista de possíveis locais para ataques; SSPDS rebate autuação

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Homem foi detido na manhã deste domingo, 13, portando extensa lista com locais que possivelmente seriam novos alvos para ataques. A delegada que recebeu o caso pretende enquadrá-lo por crime de terrorismo. O suspeito foi pego em flagrante por equipe da Força Nacional na área do 7º Distrito Policial (DP), localizado no Pirambu.

O indivíduo foi levado ao 11º DP e encaminhado posteriormente à Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Para não atrapalhar as investigações, não são divulgados quantos e quais locais estavam na lista. A relação inclui locais que já foram alvos nesta onda de atentados. A identidade do homem detido também não foi informada.

A Força Nacional chegou ao suspeito por meio de denúncia anônima. Ele estava fotografando a garagem de uma empresa de ônibus. O homem portava mochila e estava com objetos por baixo da blusa. Ao perceber a chegada dos agentes de segurança, ele tentou fugir e descartou parte de seus pertences. A Polícia suspeita que, entre os objetos descartados, estivessem explosivos.

Foram apreendidos com ele R$ 1 mil em um envelope lacrado, duas máquinas digitais, um carregador e um cabo de dados. A delegada do 11º DP, Ana Cristina Lima e Silva, não revelou o conteúdo das fotos, mas descreveu o teor das imagens como “preocupante”.

“Eu, como autoridade policial, a princípio, o enquadraria na Lei de Segurança Nacional”, afirma a delegada. Em sua visão, o indivíduo estava nos atos preparatórios para cometer terrorismo. “A lei do terrorismo é muito recente e não tem aplicação, mas eu, diante do que eu vi aqui eu colocaria na lei nº 13.260 nos atos atentatórios ao terrorismo”, opina.

O homem ainda portava duas carteiras profissionais com profissões ainda não regulamentadas. Ponto que chamou a atenção da delegada foi o fato de ele ter 34 passagens pela Polícia como vítima. Mais informações devem ser divulgadas apenas com o andamento das investigações. “Isso é só a ponta do iceberg”, acredita Ana Cristina.

ATUALIZAÇÃO – A assessoria de imprensa da SSPDS informou que o suspeito não pode ser enquadrado no crime de terrorismo, porque não existe tipificação específica para o caso do homem preso. A SSPDS também ressaltou que as ocorrências relativas à onda de ataques das facções estão centralizadas na Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

(O POVO Online / Repórter Heloísa Vasconcelos)

Explosão em padaria de Paris deixa mortos e dezenas de feridos

Uma explosão em uma padaria neste sábado (12), no centro de Paris, deixou três mortos e 47 feridos, segundo autoridades francesas. Dos mortos, dois eram bombeiros e uma turista espanhola, conforme a polícia e o governo espanhol.

A explosão quebrou vidraças e danificou carros. De acordo com as autoridades, a suspeita é que a explosão tenha sido causada por um vazamento de gás. Os bombeiros foram acionados para checar um vazamento de gás, depois ocorreu a explosão resultando nas chamas.

A polícia fechou as ruas para os serviços de emergência e dois helicópteros foram usados no socorro das vítimas. No local, o ministro do Interior, Christophe Castanar, disse à imprensa que “a situação está sob controle”. O ministro disse que mais de 200 bombeiros foram mobilizados.

Ataques terroristas e Estado de Direito

Em artigo no O POVO desta segunda-feira (7), o juiz federal Danilo Fontenelle aponta a necessidade urgente de reformulação do crime de terrorismo. Confira:

É difícil para qualquer pessoa entender por que atos de vandalismo, incêndio e explosões praticados por membros de facções criminosas não são entendidos legalmente como atos terroristas. A razão é que nossa lei de terrorismo (Lei nº 13.260/16) exige que tais atos tenham por motivação razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião (dolo específico), ou seja, mesmo que alguém seja preso usando ou ameaçando usar, transportando, guardando, portando ou trazendo consigo explosivos, gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos, químicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa, com clara motivação de provocar pânico social generalizado, a Polícia e o Ministério Público só podem responsabilizar os autores por outros crimes menores justamente porque a motivação é outra, diversa da prevista na atual lei.

O bom senso indica a necessidade urgente de reformulação do crime de terrorismo, com a retirada da limitação das razões específicas, ou mesmo criação de uma agravante genérica, aplicável às diversas modalidades de crime, como “uso de meios terroristas”, ou seja, o ministério público não teria que provar que o indivíduo faz parte de alguma organização criminosa ou terrorista, mas tão somente que utilizou meios terroristas para a prática dos crimes de danos, incêndio, atentado contra a segurança de serviço ou transporte público, arremesso de projétil, ou mesmo apologia de crime pela divulgação de filmagens de atos criminosos, o que facilitaria muito as condenações em penas mais justas.

Enquanto tais mudanças não ocorrerem, o incêndio de uma frota de ônibus, por exemplo, terá pena de 6 meses a 3 anos (dano qualificado) e não de 12 a 30 anos, como seria se fosse enquadrada como terrorismo.

Os crimes envolvendo terrorismo, ou uso de meios terroristas, devem ter suas investigações realizadas pela Polícia Federal, cabendo à Justiça Federal o seu processamento e julgamento.

Danilo Fontenelle Sampaio

Juiz federal, Doutor em Direito pela PUC-SP e professor de Ética Profissional no Centro Universitário 7 de Setembro – Uni7

Pelo Twitter, Trump anuncia morte de líder da Al Qaeda

O presidente norte-americano Donald Trump anunciou neste domingo (6) que as forças de segurança dos Estados Unidos mataram um dos líderes da rede Al Qaeda Yamal al Badawi, suspeito de planejar um ataque contra um navio da marinha americana na costa do Yemen, em 2000. No ataque, 17 soldados norte-americanos morreram.

“Acabamos de matar o líder deste ataque, Yamal al Badawi. Nosso trabalho contra Al Qaeda continua. Nunca nos deteremos em nossa luta contra o terrorismo radical islâmico”, disse Trump em sua conta no Twitter.

Al Badawi estava na lista do FBI “dos terroristas mais procurados” e foi condenado por um juri federal em 2003, por vários crimes de terrorismo incluindo o assassinato de cidadãos e militares norte-americanos. Além disso, foi apontado pelo Pentágono como o idealizador do ataque contra o navia da Marinha norte-americana, na costa da cidade de Aeden, no Yemen, um dos atentados da Al Qaeda contra os EUA que marcou a escalada de ataques anteriores ao das Torres Gêmeas e ao Pentágono, em setembro de 2001.

Trump não deu detalhes sobre como morreu Al Badawi. A rede CNN, no entanto, informou que ele foi morto em primeiro de janeiro, em um ataque aéreo dos Estados Unidos, quando dirigia seu carro no Yemen.

(Agência Brasil)

Condenado pelo atentado de 11 de Setembro nos EUA deve sair da prisão

O marroquino Mounir El Motasadeq, o primeiro condenado pelos atentados do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, sairá em outubro da prisão alemã onde cumpre pena, alguns meses antes de completá-la, segundo fontes judiciais citadas nesta quinta-feira pelo jornal alemão “Bild”. Assim que deixar a prisão, El Motasadeq será enviado para o Marrocos, onde vivem sua esposa e dois filhos, embora para isso ainda falte a documentação necessária.

A Suprema Corte alemã tinha desprezado, em 2014, a libertação antecipada de Motasadeq, que cumpre pena na prisão de Fuhlsbüttel, conhecida como Santa Fu, na cidade de Hamburgo, por considerar que ainda representava perigo. Mounir El Motasadeq foi condenado em 2004 a 15 anos de prisão por filiação a uma organização terrorista e cumplicidade em 246 assassinatos.

Ele tinha apoiado a célula em Hamburgo em torno do egípcio Mohammed Atta, o terrorista que pilotou o avião que impactou contra uma das Torres Gêmeas em Nova York. Se sua libertação for confirmada, ele deixará a prisão no próximo dia 15 de outubro, três meses antes do previsto, pois completaria a sentença no dia 19 de janeiro de 2019.

(Agência Brasil com EFE)/Reprodução de Facebook)

Tiroteio deixa 1 morto e 13 feridos em Toronto

Pelo menos uma pessoa morreu e outras 13 Úcaram feridas em um tiroteio registrado esta noite em um restaurante de Toronto, no qual também morreu o autor dos disparos, informou a Polícia local. “Quatorze vítimas receberam disparos com uma arma de fogo. Uma mulher adulta morreu”, informou a Polícia no Twitter, ao citar o chefe policial da cidade, Mark Saudenrs, que se encontra no local.

A Polícia acrescentou que um dos feridos é uma menina que está em estado crítico e que “o suspeito está morto”, em referência ao autor dos disparos. A unidade de homicídios está investigando o acontecido. O fato aconteceu na noite do domingo em um restaurante no bairro de Riverdale, de Toronto, a maior cidade do Canadá.

O comandante adjunto dos serviços de Emergência, Shawn Staff tinha dito previamente ao jornal “The Globe and E-mail” que “várias pessoas apresentam ferimentos de grande gravidade”, sem dar um número exato. As testemunhas explicaram que tinham escutado cerca de 20 tiros, e que rapidamente se tinha deslocado para a região uma grande quantidade de viaturas de Polícia e de salvamento.

(Agência Brasil com EFE)

Atentado em Cabul deixa pelo menos 20 mortos. Entre vítimas, há jornalistas

Mais de 20 pessoas morreram, entre elas um fotógrafo da Agência France Presse (AFP) e três outros jornalistas, num duplo atentado suicida hoje em Cabul (Afeganistão), o segundo dos quais visou a imprensa que reportava o primeiro ataque. Segundo um balanço ainda provisório divulgado pelo Ministério da Saúde afegão, o ataque duplo fez pelo menos 21 mortos e 40 feridos.

Um jornalista da AFP contou 14 corpos na morgue do hospital Wazir Akbar Khan, mas outras vítimas foram enviadas para o hospital da organização não governamental italiana Emergency.

Shah Marai, fotógrafo-chefe do escritório da AFP em Cabul, que estava no local da primeira explosão, foi morto no segundo ataque, que ocorreu cerca de trinta minutos depois. O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou, horas depois, o duplo atentado.

O jornalista trabalhava para a AFP desde 1996 e participou na cobertura da invasão dos EUA, em 2001.

Três outros jornalistas presentes foram atingidos por esta explosão, todos eles em serviço para televisões afegãs, incluindo um para o canal Tolo News, que já sofreu um ataque em 2016 que causou sete mortes e que foi reivindicado pelos talibãs.

De acordo com uma fonte das forças de segurança, o ‘kamikaze’ que atacou a imprensa tinha-se escondido entre os repórteres, transportando uma câmara. “O bombista suicida fez-se explodir entre os jornalistas”, disse o porta-voz da polícia de Cabul, Hashmat Stanikzai. Os repórteres tinham ido cobrir o primeiro ataque, perpetrado pouco antes das 08:00 locais (04:30 em Lisboa), perto da sede dos serviços de inteligência afegãos (NDS).

O quartel-general do NDS havia sido alvo de um ataque suicida em março, quando um homem-bomba atravessou a barreira policial e se fez explodir na entrada do edifício, matando três pessoas e ferindo outras cinco.

Cabul tornou-se, segundo a ONU, o local mais perigoso no Afeganistão para os civis, com o aumento dos ataques, geralmente perpetrados por homens-bomba e reivindicados pelos talibãs ou pelo denominado Estado Islâmico (IS).

(Com AFP)

Suspeito de ter envolvimento no ataque do 11 de Setembro é preso na Síria

Um dos suspeitos de envolvimento nos atentados do 11 de setembro nos Estados Unidos, foi preso pelas forças curdas na Síria. Mohammed Haydar Zammar, que tem nacionalidade alemã, está sendo investigado em um centro de detenção das forças de segurança curdas Asayish.

A informação sobre a prisão foi divulgada nesta quinta-feira (19), mas a data da prisão não foi informada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Segundo o observatório, Zammar nasceu na cidade de Aleppo, e é acusado pelos EUA de ter recrutado os terroristas que realizaram os ataques. Ele chegou a ser detido pelas forças sírias, mas acabou sendo libertado em 2013.

Zammar é membro da Al Qaeda, e também se uniu ao Estado Islâmico.

(Com Agência EFE)

Exército sírio anuncia que todos os “terroristas” deixaram Ghouta Oriental

O Comando Geral das Forças Armadas da Síria anunciou neste sábado (14) que a província de Ghouta Oriental está livre de “terroristas”, após estes abandonarem a cidade de Duma, a última controlada por opositores do governo de Bashar al Assad na região, em razão de um acordo com a Rússia.

“Após intensas operações militares ao longo de várias semanas, as nossas Forças Armadas completaram a limpeza de organizações terroristas armadas nas cidades e povoados de Ghouta Oriental, depois da retirada de todos os terroristas da cidade de Duma, seu último reduto”, disse o Comando em comunicado.

Unidades de engenheiros e peritos do Exército começaram a inspecionar as ruas da cidade para “limpá-la de minas e explosivos colocados por terroristas” a fim de “garantir as áreas liberadas” e fazer com que os “civis retornem a seus lares”.

Mais cedo, a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que as forças sírias e russas assumiram o controle de Ghouta após a saída do último comboio de dezenas de ônibus com milhares de combatentes islamitas da facção Exército do Islã – que controlava Duma – e suas famílias rumo ao norte da Síria.

Já o Ministério da Defesa da Rússia havia informado na quinta-ffeira que as tropas governamentais sírias tinham tomado completamente o controle de Duma, onde no último dia 6 aconteceu um ataque supostamente com armas químicas e no qual morreram dezenas de pessoas.

(Agência Brasil)

Conselho de Segurança da ONU aprova trégua de 30 dias na Síria

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesse sábado (24) a resolução que pede trégua de 30 dias no conflito da Síria com o objetivo de fornecer ajuda humanitária e retirar feridos e doentes do país.

Após vários dias de intensas negociações, a Rússia aprovou o texto de compromisso, que teve apoio unânime dos 15 Estados-Membros. A resolução, impulsionada pela Suécia e pelo Kuwait, “pede” um cessar-fogo humanitário a todas as partes em conflito de pelo menos 30 dias no território sírio. A trégua, no entanto, vai autorizar que as operações militares contra grupos considerados terroristas pela ONU, incluindo o Estado Islâmico (EI) e a Frente Al Nusra, continuem.

O Conselho de Segurança ordenou que, uma vez que a trégua comece, todas as partes permitam o acesso seguro de comboios humanitários da ONU e de seus parceiros a qualquer ponto que precise de ajuda. Além disso, as Nações Unidas exigem que seja facilitada a entrada de médicos para atender feridos e doentes e que, se necessário, a retirada de algumas pessoas seja realizada.

A resolução foi negociada por duas semanas pelos membros do Conselho de Segurança, entre os crescentes pedidos internacionais de algum tipo de ação perante os intensos ataques do governo contra o reduto opositor em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco. Na última semana, a campanha deixou pelo menos 510 pessoas mortas na região, entre eles 127 menores de idade, segundo dados da última apuração da organização não governamental Observatório Sírio de Direitos Humanos. A resolução foi aprovada após negociações para conseguir o apoio da Rússia, aliada do governo sírio e que era contra à iniciativa.

O Conselho de Segurança tinha previsto votar a medida ontem (23), mas, por falta de acordo, adiou para hoje. Mesmo assim, ainda foram necessárias mais discussões, o que atrasou a decisão em mais de duas horas.

(Agência Brasil)

EUA e Turquia fazem acordo para expandir luta contra terrorismo

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Herbert Raymond “H.R.” McMaster, selou um acordo com membros do governo da Turquia para expandir a luta contra “todas as formas de terrorismo”, em um momento de tensão entre os dois países pelo apoio de Washington a milícias curdas na Síria.

A Casa Branca informou nesse domingo (11) em comunicado a viagem de McMaster a Istambul entre 10 e 11 de fevereiro e a reunião que o assessor teve com Ibrahim Kalin, porta-voz da Presidência da Turquia.

Durante seu encontro, McMaster e Kalin reafirmaram a “associação estratégica a longo prazo” entre EUA e Turquia e expuseram seus “pontos de vista” sobre as relações entre os dois países como “aliados históricos” para enfrentar os “desafios estratégicos comuns e desenvolvimentos regionais”.

Nesse contexto, McMaster e Kalin “falaram em detalhes sobre questões das relações bilaterais e a expansão da luta contra todas as formas de terrorismo”, segundo a Casa Branca, que não especificou de que forma os dois países vão reforçar sua luta contra o terrorismo.

O encontro entre os representantes de EUA e Turquia acontece num momento de tensão entre ambos os países devido ao apoio de Washington à milícia curdo-síria Unidades de Proteção do Povo (YPG).

As milícias laicas YPG foram o principal aliado dos EUA na luta contra os jihadistas na Síria, mas Ancara as define como terroristas pelos seus estreitos vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda da Turquia.

O exército turco lançou em 20 de janeiro a operação “Ramo de Oliveira” contra as YPG no enclave de Afrin, um cantão na fronteira norte da Síria com a Turquia que está isolado do resto do território dominado por essa milícia e onde os EUA não têm presença militar.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos 420 pessoas morreram em Afrin desde o começo da ofensiva turca.

As relações entre EUA e Turquia, parceiros militares na Otan, se deterioraram nos últimos 18 meses por diferenças na Síria e pela recusa de Washington de extraditar um clérigo islamita, Fethullah Gülen, a quem Ancara acusa de organizar o golpe de Estado de 2016.

(Agência Brasil)

Rússia acusa EUA de treinarem centenas de jihadistas para combater Assad

A Rússia acusou neste sábado (16) os Estados Unidos de treinarem centenas de jihadistas perto de um campo de refugiados na cidade da Al Hasakah, no nordeste da Síria, a fim de lançar uma nova contraofensiva contra o Exército sírio.

“Sob o comando de instrutores americanos das forças de operações especiais está sendo criada uma nova unidade chamada Novo Exército Sírio a partir de grupos espalhados de terroristas”, informou o Centro Russo para a Reconciliação na Síria da em um comunicado.

A nota oficial destaca que o treinamento está sendo realizado nas imediações do campo de refugiados que está 20 quilômetros ao nordeste da cidade da Al-Shaddadah, em Al Hasakah.

Segundo a fonte, “o grosso dessas unidades é representado por mais de 400 terroristas do Estado Islâmico que chegaram livremente por estrada desde Raqqa em outubro com o apoio dos EUA”.

Recentemente, o chefe do Estado-Maior do Exército russo, Valeri Guerasimov, criticou o papel desempenhado pela coalizão internacional e lembrou que, durante o ano em que interveio na Síria, o Estado Islâmico chegou a controlar 70% do território do país.

“A situação era crítica. Mais um mês e meio e a Síria teria deixado de existir como Estado”, afirmou Guerasimov.

Isso ocorre depois que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, proclamou a “completa derrota” do Estado Islâmico na Síria e visitou na segunda-feira pela primeira vez a base aérea russa de Khmeimim, no país árabe.

Na ocasião, Putin anunciou a retirada em ordem parcial de tropas russas desdobradas na região desde o final de 2015, embora ainda permaneçam soldados e aviões em Khmeimim e na base naval de Tartus.

(Agência Brasil)

Iraque anuncia final da guerra contra Estado Islâmico em seu território

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, anunciou neste sábado (9) que o Exército do Iraque deu por finalizada a guerra que fez o país sangrar durante três anos e meio, ao confirmar a retomada do controle dos últimos redutos que o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) mantinha no país.

“As nossas forças conseguiram o controle total das fronteiras com a Síria”, afirmou Abdadi em um pronunciamento aos meios de comunicação em Bagdá.

O primeiro-ministro acrescentou que “a vitória foi conquistada graças à unidade de todos os iraquianos na luta contra um inimigo que não pensava que veríamos neste dia”.

“As forças iraquianas libertaram todo o território iraquiano dos terroristas e controla todas as fronteiras e suas passagens. Os últimos terroristas no Iraque foram eliminados hoje”, declarou o Ministério da Defesa em um comunicado.

O subcomandante das forças iraquianas conjuntas, Abdelamir Yarala, confirmou o final da guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) após a recuperação dos últimos territórios que os jihadistas controlavam junto à fronteira com a Síria, nas províncias de Ninawa e Al Anbar.

“Foi consumada a libertação de todos os territórios do Iraque dos grupos do Daesh (acrônimo em árabe do EI) e nossas forças controlam as fronteiras entre o Iraque e a Síria desde a passagem fronteiriça de Al Walid até a de Rabia”, detalhou Yarala em nota.

(Agência Brasil)

Sobe para 235 o número de mortos em atentado no Egito

Pelo menos 235 pessoas morreram nesta sexta-feira (24) no ataque terrorista contra uma mesquita sufista no oeste da cidade de Al Arish, no norte da península do Sinai, no nordeste do Egito, segundo a televisão oficial egípcia. As informações são da Agência EFE.

Os agressores colocaram artefatos explosivos de fabricação caseira ao redor da mesquita de Al Rauda, situada no distrito de Bear al Abd, nos arredores de Al Arish, e os detonaram na saída dos fiéis da oração da sexta-feira (24) – dia sagrado para os muçulmanos – informou uma fonte de segurança à Agência EFE, que acrescentou que as pessoas que conseguiram escapar foram baleadas pelos extremistas.

As testemunhas disseram ao jornal oficial egípcio Al Ahram que a mesquita Al Rauda, situada na cidade homônima, na cidade de Bear al Abd, a oeste de Al Arish – capital do Norte do Sinai – pertence à comunidade sufista.

O Ministério de Saúde elevou o alerta no serviço de ambulâncias e em todos os hospitais da província, segundo a agência de notícias “Mena”.A fonte do serviço de segurança informou que as primeiras ambulâncias que chegaram ao local do atentado também foram alvejadas pelos terroristas, mas não ofereceu mais detalhes a respeito.

Os feridos foram transferidos para diferentes hospitais em Al Arish e outros para o Hospital Instituto Nasser, no Cairo, segundo a fonte de segurança. Em comunicado, a Procuradoria Geral do Egito disse que determinou que as procuradorias de Segurança do Estado e de Ismailiya, no norte do país, abram investigações urgentes para esclarecer o ataque.

A Procuradoria Geral também determinou a retirada dos corpos e que os mesmos sejam levados para o centro médico mais próximo, segundo a emissora de televisão egípcia. O presidente egípcio, Abdul Fatah al Sisi, está reunido com o Conselho de Defesa Nacional por causa do atentado em Al Rauda, informou a fonte de segurança.

(Agência Brasil com EFE)