Blog do Eliomar

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Cabul é alvo de atentado talibã; são 16 mortos e 119 feridos

Dezesseis mortos e 119 feridos – todos civis. Este foi o saldo de um atentado suicida registrado na noite dessa segunda-feira (2), no centro de Cabul, pouco após o encontro entre o presidente afegão, Ashraf Ghani, e o enviado americano Zalmay Khalilzad, dedicado ao acordo de paz. O atentado foi reivindicado pelos talibãs.

“A explosão foi causada por um trator carregado de explosivos”, informou o ministro do Interior, Nasrat Rahimi, nesta terça-feira (3), adiantando que cinco agressores foram mortos e as operações de busca e resgate, mantidas até às 5 horas local, destacou Rahimi.

A explosão ocorreu perto do complexo “Green Village”, que abriga agências de ajuda humanitária e organizações internacionais e foi seguida de uma troca de tiros e de uma segunda explosão em um posto de gasolina. A deflagração ocorreu enquanto a televisão afegã transmitia uma entrevista feita com o enviado americano, no qual mencionou um possível acordo de paz com os talibãs.

O porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujadid, reivindicou a autoria do atentado, segundo ele, por um suicida e um comando.

O enviado americano Khalilzad foi recebido nessa segunda pelo presidente afegão, Ashraf Ghani, a quem apresentou o projeto de acordo de paz que negocia com os talibãs há meses. A conclusão do pacto é considerada iminente.

(Com Portal G1 e agências/Foto – AFP

FBI procura, no Brasil, suspeito de envolvimento com Al-Qaeda

O Federal Bureau of Investigation (FBI, polícia federal norte-americana) está à procura, no Brasil, de um egípcio suspeito de ter atuado para o grupo terrorista Al-Qaeda. O governo brasileiro informou que está aberto para cooperar com as autoridades dos Estados Unidos na busca por Mohamed Ahmed Elsayed Ahmed Ibrahim.

Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores e da Justiça e Segurança Pública confirmaram que o egípcio entrou no Brasil em 2018 e obteve autorização de residência. Segundo o governo brasileiro, ele está em situação migratória regular.

“O governo brasileiro está aberto a cooperar com as autoridades norte-americanas no que for solicitado, nos termos de nossa legislação, e está acompanhando o caso”, diz a nota.

Por meio de uma mensagem divulgada no Twitter, o FBI diz que Ahmed Ibrahim deve ser considerado “armado e perigoso”. Segundo o órgão de investigação norte-americano, ele é procurado para interrogatório sobre suposta atuação como “agente facilitador de ataques contra os Estados Unidos”.

(Agência Brasil)

Bolsonaro lamenta atentados nos Estados Unidos

O presidente Jair Bolsonaro comentou os dois atentados registrados neste fim-de-semana nos Estado Unidos, que deixaram dezenas de mortos e feridos. Os dois ataques ocorreram nas cidades de El Paso (Texas) e Dayton (Ohio). O primeiro terminou com 20 mortos e 26 feridos. Já o segundo deixou nove mortos e ao menos 27 feridos.

“Lamento. Já aconteceu no Brasil também. Agora não é desarmando o povo que você vai evitar isso aí. O Brasil no papel é extremamente desarmado e já aconteceu coisa como essa aqui no Brasil”, disse. O presidente conversou com jornalistas neste domingo na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial do governante.

(Agência Brasil)

Novo ataque a tiros deixa nove mortos nos Estados Unidos

Um novo ataque a tiros deixou ao menos nove mortos, incluindo o atirador, e 16 pessoas feridas na cidade de Dayton, em Ohio, nos Estados Unidos. O tiroteio ocorreu apenas algumas horas depois de um incidente semelhante em El Paso, no Texas, que resultou em 20 mortes.

“O atirador morreu. Há também outros nove mortos. Pelo menos outras 16 pessoas foram levadas para hospitais da área com lesões”, anunciou o Departamento de Polícia de Dayton. “Tínhamos agentes nas imediações quando começou este tiroteio, pudemos agir e dar fim a ele rapidamente”, acrescentou.

A polícia afirmou que o ataque começou por volta de 1h (horário local) e que o FBI (departamento federal de investigação dos Estados Unidos) está ajudando na investigação. O tiroteio ocorreu no bar Ned Peppers, a oeste do centro de Dayton. “Todo nosso pessoal está a salvo e nossos corações estão com todos os envolvidos enquanto verificamos as informações”, publicou o bar na sua conta do Instagram.

A polícia acredita que a ação foi conduzida por apenas um atirador e ainda não identificou o suspeito e os motivos do ataque. O tiroteio ocorreu num bairro histórico da cidade de 140 mil habitantes, onde estão localizados diversos bares, restaurantes e teatros. A região é considerada segura pelas autoridades.

“É um incidente muito trágico e estamos fazendo de tudo que podemos para investigar e tentar descobrir a motivação por trás disso”, afirmou o tenente-coronel da polícia, Matt Carper.

O porta-voz do hospital local de Miami Valley, Terrea Little, confirmou que a unidade estava atendendo 16 vítimas. Alguns vídeos e fotos foram divulgados nas últimas horas nas redes sociais, nos quais supostamente se vê o atirador e se escutam os disparos de um fuzil.

Ataque em El Paso

O ataque em Ohio ocorreu algumas horas depois de um jovem de 21 anos abrir fogo num supermercado em El Paso, no Texas, deixando pelo menos 20 mortos e outros 26 feridos. Autoridades investigam a hipótese de o ataque ter sido um crime de ódio. Em um manifesto, o suspeito teria afirmado que a ação era uma resposta à suposta invasão latina no Texas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou o tiroteio em El Paso e disse que “não só foi trágico”, como também “um ato de covardia”. Em uma semana, já são três tiroteios nos Estados Unidos. No domingo passado, quatro pessoas morreram, incluindo o atirador, e 15 ficaram feridas, em Gilroy, Califórnia.

(Agência Brasil)

G20 exalta economia digital e combate ao terrorismo online

Além do documento final, a reunião de cúpula do G20 resultou em outras duas declarações que frisam a busca por um acordo de comércio eletrônico global e o combate ao terrorismo e ao extremismo violento conducente ao terrorismo (EVCT) na internet.

“A internet não deve ser um refúgio seguro para os terroristas recrutarem, incitarem ou prepararem atos terroristas”, diz o texto de uma das declarações, segundo a qual “o estado de direito se aplica tanto on-line como off-line”.

Sem citar empresas de tecnologia específicas, o documento convoca as plataformas on-line a se juntarem aos esforços dos estados nacionais no combate à disseminação do terrorismo na internet.

“Instamos as plataformas on-line a que aumentem a ambição e o ritmo de seus esforços para impedir que o conteúdo produzido por terroristas e pelo EVCT seja transmitido, enviado ou reenviado. Encorajamos vivamente um esforço concertado para estabelecer, implementar e fazer cumprir termos de serviço que detectem e impeçam que o conteúdo produzido por terroristas e pelo EVCT apareça nas respectivas plataformas”, diz o texto.

Comércio eletrônico
Em declaração separada, os países que integram o G20 se comprometeram com a continuidade de negociações em prol de um acordo global que facilite e amplie a economia digital e o comércio eletrônico.

“Afirmamos a importância de promover discussões políticas nacionais e internacionais para aproveitar todo o potencial dos dados e da economia digital para promover a inovação, para que possamos acompanhar o rápido crescimento da economia digital e maximizar os benefícios da digitalização e das tecnologias emergentes”, diz o texto.

O documento lança a chamada “Trilha de Osaka”, que visa o alcance de políticas e regras internacionais sobre aspectos do comércio eletrônico, a serem implementadas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Com base nesses esforços, nos engajaremos em debates sobre políticas internacionais a fim de aproveitar todo o potencial dos dados e da economia digital e ampliaremos esforços para trabalhar com os fóruns internacionais relevantes para esse fim”, conclui a declaração dos países do G20.

(Agência Brasil)

Presos no Sri Lanka suspeitos de ataques a igrejas e hotéis

Após a série de explosões simultâneas em três igrejas e três hotéis de luxo no Sri Lanka, que provocou a morte de mais de 200 pessoas neste domingo (21), a polícia prendeu oito suspeitos. Todos são moradores do país, porém as autoridades supõem que também haja conexões com o estrangeiro, informou o chefe de governo Ranil Wickremesinghe.

Segundo balanços iniciais, entre os mortos no total de oito atentados há pelo menos 32 estrangeiros de oito países – Bélgica, China, Estados Unidos, Índia, Holanda, Portugal, Reino Unido e Turquia. No mínimo, 470 pessoas ficaram feridas.

Segundo as autoridades cingalesas, os primeiros seis ataques ocorreram por volta das 8h45 (horário local, 2h30 em Brasília). No momento das explosões, os templos católicos estavam celebrando o Domingo da Ressureição, uma das datas mais importantes do calendário cristão.

A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões: em três hotéis de luxo e numa igreja. As outras duas igrejas atingidas ficam em Negombo, no oeste do país (região que abriga uma grande população católica); e em Batticaloa, no leste.

Poucas horas depois das seis explosões simultâneas iniciais, foram registrados mais dois atentados. Uma explosão atingiu um pequeno hotel em Dehiwala, um subúrbio de Colombo. Mais uma explosão foi registrada em Dematagoda, outro subúrbio da capital, e atingiu uma residência.

Sete pessoas foram presas por suspeita de participação nos ataques. Segundo a rede BBC, o governo disse que a maioria das explosões foi provocada por terroristas suicidas.

O governo informou que as escolas do país não devem funcionar até a quarta-feira (24). Todos os policiais que estavam de folga foram convocados.

O ministro das Finanças do país, Mangala Samaraweera, disse que os ataques são uma tentativa de empurrar o Sri Lanka, mais uma vez, para uma situação de violência, tal como ocorreu na longa guerra civil que castigou o país entre os anos 1980 e 2000. Segundo ele, as explosões foram “uma tentativa diabólica de criar tensões religiosas e raciais no país novamente, justo quando estamos nos recuperando de uma longa guerra que destruiu o tecido da nossa nação por quase 30 anos”.

(Agência Brasil)

Ataques simultâneos atingem igrejas e hotéis no Sri Lanka

Uma série de explosões simultâneas em três igrejas e três hotéis de luxo no Sri Lanka provocou a morte de mais de 150 pessoas neste domingo (21). Entre os mortos, há pelo menos 35 estrangeiros, segundo balanços iniciais. Cerca de 500 pessoas ficaram feridas.

Segundo as autoridades do Sri Lanka, os primeiros seis ataques ocorreram por volta das 8h45 (horário local, 2h30 em Brasília). No momento das explosões, os templos católicos estavam celebrando o Domingo da Ressureição, uma das datas mais importantes do calendário cristão.

A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões: em três hotéis de luxo e uma igreja. As outras duas igrejas atingidas ficam em Negombo, no oeste do país (região que abriga uma grande população católica); e em Batticaloa, no leste.

Poucas horas depois das seis explosões simultâneas iniciais, foram registrados mais dois atentados. Uma explosão atingiu um pequeno hotel em Dehiwala, um subúrbio de Colombo. Uma oitava explosão foi registrada em Dematagoda, outro subúrbio da capital, e atingiu uma residência.

Sete pessoas foram presas por suspeita de participação nos ataques. A rede BBC informou que o governo disse que a maioria das explosões foi provocada por terroristas suicidas.

Nenhum grupo reivindicou a autoria das ações até o momento. Em resposta aos ataques, o governo impôs toque de recolher em toda a ilha, com início às 18h (horário local) até as 6h do dia seguinte. O governo determinou ainda um bloqueio temporário às redes sociais para impedir a difusão “de informações incorretas”.

“O governo decidiu bloquear todas as plataformas de redes sociais para evitar a disseminação de informações incorretas e falsas. Essa é apenas uma medida temporária”, afirmou a Presidência do país em comunicado.

Segundo as autoridades, pelo menos 45 pessoas morreram em Colombo, 67 em Negombo, 25 em Batticaloa e 2 em Dehiwala.

O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, pediu calma ao país após a série de atentados.

“Por favor, fiquem calmos e não sejam enganados por rumores”, declarou Sirisena em mensagem à nação. O presidente, que se mostrou “em ‘choque’ e triste com o que ocorreu”, esclareceu que “as investigações estão em curso para descobrir que tipo de conspiração está por trás desses atos cruéis”.

(Agência Brasil com Deutsche Welle, agência pública da Alemanha)

 

Quando eu falar, ele será sem nome

Em artigo no O POVO deste sábado (23), a Doutora em Direito e professora da UFC Juliana Diniz avalia a atitude da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, que se recusou a pronunciar o nome do terrorista que invadiu uma mesquita no país e matou 50 pessoas. Confira:

No último 15 de março, um atirador invadiu a mesquita de Al Noor, na cidade de Christchurch, Nova Zelândia. No espaço religioso da mesquita, uma comunidade de muçulmanos se dedicava pacificamente à prática de sua fé. O invasor abriu fogo, matando 50 pessoas e deixando dezenas de feridos. Considerado pelo governo um ato terrorista, o atentado foi transmitido ao vivo pela internet a partir de uma câmera fixada no capacete do atirador.

A primeira-ministra da Nova Zelândia é Jacinda Ardern, uma mulher de 38 anos. Não é a primeira vez que escrevo sobre ela. Em 29 de setembro, mencionei um episódio simbolicamente forte: Jacinda levou seu bebê de colo a uma reunião da Assembleia Geral da ONU. Nesta semana, em seu primeiro discurso ao Parlamento após o atentado, Ardern proferiu a frase do título. Declarando sua recusa em conceder qualquer notoriedade ao atirador, ela disse: ele será, quando eu falar, sem nome.

A frase é poderosa pelo que carrega de significado – ela sintetiza não só um conjunto de valores como uma postura pública. Um atentado não se reduz à violência pura e simples. Ele pretende ter um sentido, por isso se situa no campo do discurso. Ao praticar um ato terrorista, o que um sujeito ou grupo almeja é a disseminação de uma ideia pela performance. A violência assume uma estética bárbara para, pela hiperexposição midiática, enunciar. No episódio de Christchurch, o ato enuncia a anti-imigração e a recusa do direito à diferença.

A resposta de Ardern foi irrepreensível. Ao discurso terrorista negador dos valores da democracia moderna (igualdade, solidariedade, liberdade), a primeira-ministra impôs a sombra do desaparecimento. Recusou-lhe nome, face, voz. Ao país, sua resposta foi o compromisso com o endurecimento da legislação sobre venda de armas e a promoção de campanha de devolução voluntária de armamentos. À comunidade islâmica, Ardern ofereceu, sobretudo, uma profunda e consciente sensibilidade. Se não é possível conhecer o sofrimento dos irmãos muçulmanos, disse ela, é possível solidarizar-se com a sua dor e vivê-la como experiência de trauma coletivo. Um trauma que só deve levar à afirmação do princípio de fraternidade que está na gênese da ideia de Estado de Direito. A todo o mundo, Ardern lembrou a potência de uma ideia ainda revolucionária: us together, ser junto, nós.

Forças Democráticas Sírias anunciam fim do último reduto jihadista

O porta-voz das Forças Democráticas da Síria, Mustefa Bali, anunciou hoje (23) no Twitter que o “califado” do autoproclamado Estado Islâmico foi eliminado a 100%, após combates em Bagouz, o último reduto jihadista na Síria.

“As Forças Democráticas da Síria (SDF) declaram a total eliminação do autoproclamado califado e a derrota territorial de 100% do EI”, declarou Bali.

O SDF sublinhou ainda que vai continuar a combater o que resta do grupo extremista até que eles sejam completamente erradicados.

Combatentes curdos e árabes das Forças Democráticas Sírias, apoiadas pela coligação internacional liderada pelos EUA, estavam há várias semanas a combater os jihadistas no que consideravam ser o seu último reduto: a cidade de Bagouz, no interior da Síria.

Os Estados Unidos dirigem a coligação internacional que integra mais de 70 países, com o apoio do Conselho de Segurança da ONU, para combater o terrorismo na Síria e no Iraque.

(Agência Brasil com informações da RTP)

Suspeito de ataque a mesquita na Nova Zelândia comparece a tribunal

Um homem, acusado de ter conexão com os ataques a tiros a duas mesquitas na Nova Zelândia, compareceu a um tribunal neste sábado (16). Os atentados deixaram 49 mortos e cerca de 50 feridos.

Mais dois suspeitos de ter participado dos ataques de sexta-feira, na parte central de Christchurch, também estão sob custódia.

O juiz proferiu uma acusação de assassinato dirigida a Brenton Tarrant, cidadão australiano de 28 anos, que teria se mantido em silêncio.

Nas redes sociais pertencentes a uma pessoa com o mesmo nome, tinha sido postada uma declaração identificando as mesquitas que foram alvo de ataque. O autor mencionou que vinha planejando o atentado há dois anos. A declaração continha opiniões a favor da supremacia branca e contra imigrantes.

Equipes médicas do Hospital de Christchurch afirmaram hoje que 36 pessoas continuam em tratamento. Onze estariam na unidade de terapia intensiva.

A primeira-ministra Jacinda Ardern prometeu revisar a lei de controle de armas. Ela disse que autoridades vão intensificar a vigilância, e que extremistas estarão sujeitos a investigação.

(Agência Brasil)

Papa se diz “profundamente entristecido” com ataques a mesquitas

O papa Francisco disse ter ficado “profundamente entristecido” com os ataques duplos às mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, deixando 49 mortos e 48 feridos. Em um telegrama, assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, o pontífice afirmou estar “consciente dos esforços das forças de segurança e da emergência nesta situação difícil”.

Segundo Parolin, o papa reza pela cura dos feridos, pelo consolo daqueles que sofrem a perda de seus parentes e amigos e pede pede a Deus o conforto de todos.

Logo depois dos dois ataques, os bispos católicos da Nova Zelândia enviaram uma mensagem “aos queridos membros da comunidade muçulmana” neozelandesa de Christchurch, manifestando sua solidariedade diante dessa violência.

“Estamos conscientes das boas relações que temos com os muçulmanos nessa terra e estamos abalados pelo fato que tenha acontecido num lugar e num momento de oração. Estamos profundamente tristes pelas pessoas mortas e feridas, e os nossos corações se voltam para eles, suas famílias e a comunidade em geral. Paz, Salaam”, informa a mensagem.

(Agência Brasil)

Ataques a duas mesquitas deixam 49 mortos na Nova Zelândia

Um total de 49 mortos e 48 feridos. Eis o resultado de dois ataques a tiros simultâneos contra duas mesquitas registrados, nesta sexta-feira, na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia. A, informação é da primeira-ministra Jacinda Ardern. As autoridades ainda não divulgaram as identidades das vítimas e dos assassinos.

Os alvos dos ataques contra a comunidade muçulmana foram as mesquitas de Linwood, que estava lotada com mais de 300 pessoas, e a de Masjid Al Noor, ao lado do Parque Hagley.

Quatro pessoas envolvidas nos ataques foram detidas: três homens (um deles seria australiano) e uma mulher. A polícia local informou, porém, que não está descartada a hipótese de que outros criminosos estejam envolvidos e foragidos. Nenhum dos suspeitos sob custódia estava em listas de observação por parte da polícia.

O governo informou que 12 feridos estão em estado grave e precisaram passar por cirurgias. Entre os feridos, há crianças e adultos.

(Com Agências Internacionais e G1)

Senado aprova bloqueio de bens de investigados por terrorismo

Os senadores aprovaram, nessa quarta-feira, o projeto que determina o bloqueio imediato de bens de pessoas e entidades investigadas ou acusadas por terrorismo (PL 703/2019). A proposta segue agora para sanção do presidente.

A proposta, enviada pelo Executivo, determina o cumprimento imediato, pelo Brasil, de sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas relacionadas ao crime de terrorismo, principalmente o bloqueio de ativos. A ideia é agilizar o procedimento de bloqueio de bens — desde valores e fundos até serviços, financeiros ou não — e a identificação de empresas e pessoas associadas ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa.

A legislação brasileira já possui norma para atender a essas sanções (Lei 13.170, de 2015), mas prevê a necessidade de ação judicial para fazer o bloqueio de ativos, o que foi criticado pelo conselho da ONU devido à demora. De acordo com o texto aprovado pelos senadores, o bloqueio deverá ser feito atendendo resoluções das Nações Unidas.

“Pelo texto, após receber oficialmente do Conselho de Segurança da ONU o pedido de bloqueio de valores ou de restrições à circulação de pessoas ou ao ingresso de bens, o Ministério da Justiça comunicará aos órgãos devidos para a adoção das providências. A União também deverá informar ao Conselho de Segurança e a seus comitês de sanções sobre medidas adotadas por juízes para o bloqueio de bens e valores que sejam instrumento, produto ou proveito dos crimes de terrorismo.

No caso do bloqueio de bens e ativos, móveis e imóveis, os órgãos reguladores ou fiscalizadores serão informados para que determinem às entidades esse bloqueio. Essa situação envolve, por exemplo, o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Conselho Monetário Nacional (CMN), que fiscalizam o sistema financeiro. Quanto à restrição para entrada ou saída de pessoas, caberá à Polícia Federal comunicar as empresas de transporte internacional”, diz reportagem publicada pela Agência Senado.

(Agência Senado)

Delegada tipifica como terrorismo suspeito detido com lista de possíveis locais para ataques; SSPDS rebate autuação

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Homem foi detido na manhã deste domingo, 13, portando extensa lista com locais que possivelmente seriam novos alvos para ataques. A delegada que recebeu o caso pretende enquadrá-lo por crime de terrorismo. O suspeito foi pego em flagrante por equipe da Força Nacional na área do 7º Distrito Policial (DP), localizado no Pirambu.

O indivíduo foi levado ao 11º DP e encaminhado posteriormente à Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Para não atrapalhar as investigações, não são divulgados quantos e quais locais estavam na lista. A relação inclui locais que já foram alvos nesta onda de atentados. A identidade do homem detido também não foi informada.

A Força Nacional chegou ao suspeito por meio de denúncia anônima. Ele estava fotografando a garagem de uma empresa de ônibus. O homem portava mochila e estava com objetos por baixo da blusa. Ao perceber a chegada dos agentes de segurança, ele tentou fugir e descartou parte de seus pertences. A Polícia suspeita que, entre os objetos descartados, estivessem explosivos.

Foram apreendidos com ele R$ 1 mil em um envelope lacrado, duas máquinas digitais, um carregador e um cabo de dados. A delegada do 11º DP, Ana Cristina Lima e Silva, não revelou o conteúdo das fotos, mas descreveu o teor das imagens como “preocupante”.

“Eu, como autoridade policial, a princípio, o enquadraria na Lei de Segurança Nacional”, afirma a delegada. Em sua visão, o indivíduo estava nos atos preparatórios para cometer terrorismo. “A lei do terrorismo é muito recente e não tem aplicação, mas eu, diante do que eu vi aqui eu colocaria na lei nº 13.260 nos atos atentatórios ao terrorismo”, opina.

O homem ainda portava duas carteiras profissionais com profissões ainda não regulamentadas. Ponto que chamou a atenção da delegada foi o fato de ele ter 34 passagens pela Polícia como vítima. Mais informações devem ser divulgadas apenas com o andamento das investigações. “Isso é só a ponta do iceberg”, acredita Ana Cristina.

ATUALIZAÇÃO – A assessoria de imprensa da SSPDS informou que o suspeito não pode ser enquadrado no crime de terrorismo, porque não existe tipificação específica para o caso do homem preso. A SSPDS também ressaltou que as ocorrências relativas à onda de ataques das facções estão centralizadas na Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

(O POVO Online / Repórter Heloísa Vasconcelos)

Explosão em padaria de Paris deixa mortos e dezenas de feridos

Uma explosão em uma padaria neste sábado (12), no centro de Paris, deixou três mortos e 47 feridos, segundo autoridades francesas. Dos mortos, dois eram bombeiros e uma turista espanhola, conforme a polícia e o governo espanhol.

A explosão quebrou vidraças e danificou carros. De acordo com as autoridades, a suspeita é que a explosão tenha sido causada por um vazamento de gás. Os bombeiros foram acionados para checar um vazamento de gás, depois ocorreu a explosão resultando nas chamas.

A polícia fechou as ruas para os serviços de emergência e dois helicópteros foram usados no socorro das vítimas. No local, o ministro do Interior, Christophe Castanar, disse à imprensa que “a situação está sob controle”. O ministro disse que mais de 200 bombeiros foram mobilizados.

Ataques terroristas e Estado de Direito

Em artigo no O POVO desta segunda-feira (7), o juiz federal Danilo Fontenelle aponta a necessidade urgente de reformulação do crime de terrorismo. Confira:

É difícil para qualquer pessoa entender por que atos de vandalismo, incêndio e explosões praticados por membros de facções criminosas não são entendidos legalmente como atos terroristas. A razão é que nossa lei de terrorismo (Lei nº 13.260/16) exige que tais atos tenham por motivação razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião (dolo específico), ou seja, mesmo que alguém seja preso usando ou ameaçando usar, transportando, guardando, portando ou trazendo consigo explosivos, gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos, químicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa, com clara motivação de provocar pânico social generalizado, a Polícia e o Ministério Público só podem responsabilizar os autores por outros crimes menores justamente porque a motivação é outra, diversa da prevista na atual lei.

O bom senso indica a necessidade urgente de reformulação do crime de terrorismo, com a retirada da limitação das razões específicas, ou mesmo criação de uma agravante genérica, aplicável às diversas modalidades de crime, como “uso de meios terroristas”, ou seja, o ministério público não teria que provar que o indivíduo faz parte de alguma organização criminosa ou terrorista, mas tão somente que utilizou meios terroristas para a prática dos crimes de danos, incêndio, atentado contra a segurança de serviço ou transporte público, arremesso de projétil, ou mesmo apologia de crime pela divulgação de filmagens de atos criminosos, o que facilitaria muito as condenações em penas mais justas.

Enquanto tais mudanças não ocorrerem, o incêndio de uma frota de ônibus, por exemplo, terá pena de 6 meses a 3 anos (dano qualificado) e não de 12 a 30 anos, como seria se fosse enquadrada como terrorismo.

Os crimes envolvendo terrorismo, ou uso de meios terroristas, devem ter suas investigações realizadas pela Polícia Federal, cabendo à Justiça Federal o seu processamento e julgamento.

Danilo Fontenelle Sampaio

Juiz federal, Doutor em Direito pela PUC-SP e professor de Ética Profissional no Centro Universitário 7 de Setembro – Uni7

Pelo Twitter, Trump anuncia morte de líder da Al Qaeda

O presidente norte-americano Donald Trump anunciou neste domingo (6) que as forças de segurança dos Estados Unidos mataram um dos líderes da rede Al Qaeda Yamal al Badawi, suspeito de planejar um ataque contra um navio da marinha americana na costa do Yemen, em 2000. No ataque, 17 soldados norte-americanos morreram.

“Acabamos de matar o líder deste ataque, Yamal al Badawi. Nosso trabalho contra Al Qaeda continua. Nunca nos deteremos em nossa luta contra o terrorismo radical islâmico”, disse Trump em sua conta no Twitter.

Al Badawi estava na lista do FBI “dos terroristas mais procurados” e foi condenado por um juri federal em 2003, por vários crimes de terrorismo incluindo o assassinato de cidadãos e militares norte-americanos. Além disso, foi apontado pelo Pentágono como o idealizador do ataque contra o navia da Marinha norte-americana, na costa da cidade de Aeden, no Yemen, um dos atentados da Al Qaeda contra os EUA que marcou a escalada de ataques anteriores ao das Torres Gêmeas e ao Pentágono, em setembro de 2001.

Trump não deu detalhes sobre como morreu Al Badawi. A rede CNN, no entanto, informou que ele foi morto em primeiro de janeiro, em um ataque aéreo dos Estados Unidos, quando dirigia seu carro no Yemen.

(Agência Brasil)

Condenado pelo atentado de 11 de Setembro nos EUA deve sair da prisão

O marroquino Mounir El Motasadeq, o primeiro condenado pelos atentados do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, sairá em outubro da prisão alemã onde cumpre pena, alguns meses antes de completá-la, segundo fontes judiciais citadas nesta quinta-feira pelo jornal alemão “Bild”. Assim que deixar a prisão, El Motasadeq será enviado para o Marrocos, onde vivem sua esposa e dois filhos, embora para isso ainda falte a documentação necessária.

A Suprema Corte alemã tinha desprezado, em 2014, a libertação antecipada de Motasadeq, que cumpre pena na prisão de Fuhlsbüttel, conhecida como Santa Fu, na cidade de Hamburgo, por considerar que ainda representava perigo. Mounir El Motasadeq foi condenado em 2004 a 15 anos de prisão por filiação a uma organização terrorista e cumplicidade em 246 assassinatos.

Ele tinha apoiado a célula em Hamburgo em torno do egípcio Mohammed Atta, o terrorista que pilotou o avião que impactou contra uma das Torres Gêmeas em Nova York. Se sua libertação for confirmada, ele deixará a prisão no próximo dia 15 de outubro, três meses antes do previsto, pois completaria a sentença no dia 19 de janeiro de 2019.

(Agência Brasil com EFE)/Reprodução de Facebook)

Tiroteio deixa 1 morto e 13 feridos em Toronto

Pelo menos uma pessoa morreu e outras 13 Úcaram feridas em um tiroteio registrado esta noite em um restaurante de Toronto, no qual também morreu o autor dos disparos, informou a Polícia local. “Quatorze vítimas receberam disparos com uma arma de fogo. Uma mulher adulta morreu”, informou a Polícia no Twitter, ao citar o chefe policial da cidade, Mark Saudenrs, que se encontra no local.

A Polícia acrescentou que um dos feridos é uma menina que está em estado crítico e que “o suspeito está morto”, em referência ao autor dos disparos. A unidade de homicídios está investigando o acontecido. O fato aconteceu na noite do domingo em um restaurante no bairro de Riverdale, de Toronto, a maior cidade do Canadá.

O comandante adjunto dos serviços de Emergência, Shawn Staff tinha dito previamente ao jornal “The Globe and E-mail” que “várias pessoas apresentam ferimentos de grande gravidade”, sem dar um número exato. As testemunhas explicaram que tinham escutado cerca de 20 tiros, e que rapidamente se tinha deslocado para a região uma grande quantidade de viaturas de Polícia e de salvamento.

(Agência Brasil com EFE)

Atentado em Cabul deixa pelo menos 20 mortos. Entre vítimas, há jornalistas

Mais de 20 pessoas morreram, entre elas um fotógrafo da Agência France Presse (AFP) e três outros jornalistas, num duplo atentado suicida hoje em Cabul (Afeganistão), o segundo dos quais visou a imprensa que reportava o primeiro ataque. Segundo um balanço ainda provisório divulgado pelo Ministério da Saúde afegão, o ataque duplo fez pelo menos 21 mortos e 40 feridos.

Um jornalista da AFP contou 14 corpos na morgue do hospital Wazir Akbar Khan, mas outras vítimas foram enviadas para o hospital da organização não governamental italiana Emergency.

Shah Marai, fotógrafo-chefe do escritório da AFP em Cabul, que estava no local da primeira explosão, foi morto no segundo ataque, que ocorreu cerca de trinta minutos depois. O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou, horas depois, o duplo atentado.

O jornalista trabalhava para a AFP desde 1996 e participou na cobertura da invasão dos EUA, em 2001.

Três outros jornalistas presentes foram atingidos por esta explosão, todos eles em serviço para televisões afegãs, incluindo um para o canal Tolo News, que já sofreu um ataque em 2016 que causou sete mortes e que foi reivindicado pelos talibãs.

De acordo com uma fonte das forças de segurança, o ‘kamikaze’ que atacou a imprensa tinha-se escondido entre os repórteres, transportando uma câmara. “O bombista suicida fez-se explodir entre os jornalistas”, disse o porta-voz da polícia de Cabul, Hashmat Stanikzai. Os repórteres tinham ido cobrir o primeiro ataque, perpetrado pouco antes das 08:00 locais (04:30 em Lisboa), perto da sede dos serviços de inteligência afegãos (NDS).

O quartel-general do NDS havia sido alvo de um ataque suicida em março, quando um homem-bomba atravessou a barreira policial e se fez explodir na entrada do edifício, matando três pessoas e ferindo outras cinco.

Cabul tornou-se, segundo a ONU, o local mais perigoso no Afeganistão para os civis, com o aumento dos ataques, geralmente perpetrados por homens-bomba e reivindicados pelos talibãs ou pelo denominado Estado Islâmico (IS).

(Com AFP)