Blog do Eliomar

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Bombeiros atualizam para 34 número de desaparecidos no incêndio em São Paulo

O Corpo de Bombeiros atualizou nessa noite da terça-feira (1º) o número de pessoas que ainda não foram localizadas pela equipe de assistência social e que podem estar nos escombros do prédio ocupado por moradores sem-teto no Largo Paissandu, centro da capital paulista, e que desabou na madrugada de ontem. De acordo com o capitão Marcus Palumbo, porta-voz da corporação, são 34 os desaparecidos. O número inicial era 45, mas 11 se apresentaram.

Essas pessoas constam no cadastro de moradores do prédio feito pela prefeitura, mas não há confirmação de que elas estavam na hora do incêndio e posterior desabamento. A única pessoa confirmada como desaparecida é a que estava sendo resgatada pelos bombeiros quando o prédio desabou. Ele já está incluído na soma das 34 pessoas.

“Não temos nenhum indício de que elas estejam lá. Indício, por exemplo, é o depoimento de alguma pessoa que viu alguém ficar para trás, que sabia que ela morava no andar de cima. São pessoas que não se apresentaram para a assistência social”, disse Palumbo. Ele informou que podem ser moradores de rua eventuais, frequentadores do prédio ou mesmo pessoas que já deixaram o local.

(Agência Brasil)

Professora que morreu ao salvar crianças em Janaúba recebe Ordem do Mérito

O presidente Michel Temer concedeu a Ordem Nacional do Mérito à professora Heley Abreu Batista, de 43 anos, que ajudou no resgate das crianças que sobreviveram ao ataque a uma creche de Janaúba (MG) nesta semana. A honraria será concedida em homenagem ao ato de heroísmo da professora, que não sobreviveu às queimaduras e morreu ao tentar salvar os alunos.

Em nota, a Presidência da República informou que a honraria é concedida a pessoas que deram exemplos de dedicação ao país. “Este é o caso da professora Heley Batista, que sacrificou sua própria vida para salvar a vida de seus alunos, em um gesto de coragem e de heroísmo que emocionou a todos”, diz a nota.

Na manhã da última quinta-feira (5), um vigia que trabalhava na creche Gente Inocente e estava de licença médica entrou no local e ateou fogo em crianças, professoras e nele mesmo.

Até o momento, foram registradas dez mortes, oito delas crianças. Também morreram a professora Heley e o vigia que ateou fogo no local.

Ainda há 25 vítimas internadas em hospitais de Janaúba, Montes Claros e Belo Horizonte.

(Agência Brasil)

Cigarro – Mais de 120 mortos na explosão de um caminhão-tanque no Paquistão

A explosão de um caminhão-tanque resultou na morte de 123 pessoas e deixou 80 feridos, neste domingo (25), no Paquistão, no Sul da Ásia. Apesar de o país registrar cerca de 38 mil mortes por atos terroristas, nos últimos 15 anos, a tragédia de hoje nada teria a ver com um atentado, de acordo com os primeiros levantamentos.

Segundo as autoridades locais, a explosão foi causada por um fumante de cigarro, que tentava pegar combustível do caminhão-tanque que havia tombado em uma curva fechada.

De acordo ainda com as autoridades locais, o caminhão-tanque carregava 40 mil litros de combustível. Entre os mortos havia 20 crianças, algumas atingidas pelo impacto da explosão que alcançou dezenas de veículos presos no engarrafamento.

(com agências)

Explosão durante show de Ariana Grande em Manchester deixa vários mortos

A polícia do Reino Unido confirmou que várias pessoas morreram nesta segunda-feira (22) em decorrência de grandes explosões no encerramento do show da cantora Ariana Grande na Manchester Arena, no norte da Inglaterra. As causas das explosões ainda são desconhecidas.

Segundo as forças de segurança locais, a região da arena foi esvaziada. Algumas das pessoas que estavam no show postaram vídeos em redes sociais mostrando enorme tumulto causado pela fuga do local.

Diversas ambulâncias foram enviadas à arena, onde havia cerca de 20 mil pessoas. Os serviços de trens foram suspensos na estação Victoria, que fica próxima, e todas as linhas telefônicas foram cortadas após o incidente.

(Agência Brasil)

DETALHE – Até o momento são 19 mortos e 50 feridos, mas ainda não há confirmação de uma ação terrorista.

Incêndio em ônibus de estudantes mata pelo menos 16 na Itália

Pelo menos 16 pessoas morreram neste sábado (21) no incêndio de um ônibus de estudantes húngaros nos arredores de Verona, no norte da Itália. Treze passageiros ficaram gravemente feridos.

O balanço foi confirmado pelo ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó. O veículo transportava 56 pessoas, sobretudo, adolescentes de 14 a 18 anos que retornavam de um período de férias na França.

O acidente ocorreu na estrada que liga Verona a Veneza, quando o ônibus se chocou contra o pilar de uma ponte. A Procuradoria da República abriu uma investigação para apurar as causas da tragédia, mas um caminhoneiro ouvido pela polícia disse ter visto um problema na roda do veículo 30 quilômetros antes do local da batida.

“Eu vi gente queimando viva, imagens horríveis que nunca conseguirei esquecer. Desci do carro e fui a pé até o ônibus para ver se podia ajudar. Era possível escutar gritos, as pessoas colocavam as mãos na cabeça”, relatou um motorista italiano que passava pelo local. As informações são da agência de notícias Ansa.

Os alunos estudavam no colégio Szinyei Merse, de Budapeste, que todos os anos organiza uma excursão de uma semana em uma estação de esqui na França. A maioria dormia no momento do acidente.

“As pessoas que estavam sentadas na parte posterior do ônibus se salvaram quebrando os vidros. “Um professor de Educação Física voltou ao veículo e salvou muitos dos que estavam a bordo. Ele está internado com queimaduras profundas nas costas”, disse a cônsul-geral da Hungria em Milão, Judit Timaffy.

(Agência Brasil)

Nas horas difíceis é que se sabe quem é grande e quem não é

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Em artigo enviado ao Blog, o jornalista Paulinho Oliveira, autor do livro Guerreiros de Santa Maria, avalia a postura de chefes de Estado em momentos de tragédia. Confira:

Santa Maria, 27 de janeiro de 2013. A Tragédia da Boate Kiss mata 242 pessoas, deixa mais de 600 com sequelas e cobre o Brasil de luto. Por ocasião da tragédia, a presidente Dilma Rousseff se encontrava no Chile. Participava de uma reunião de cúpula entre dirigentes da América Latina e da União Europeia em Santiago.

Ao saber do incêndio na Boate Kiss e da dimensão da tragédia, Dilma não pensa duas vezes. Cancela todos os compromissos diplomáticos no exterior e ruma para Santa Maria, onde, na manhã do mesmo dia 27 de janeiro de 2013, junto com comitiva, se faz presente no Centro Desportivo Municipal – conhecido como “Farrezão” – a fim de demonstrar, com sua presença, o apoio incondicional da Chefe de Estado brasileira à dor dos familiares e amigos das mais de duas centenas de vítimas. Durante o velório coletivo, a presidente – tida por muitos da imprensa irresponsável como “durona” – chora, e seu choro não é de lágrimas de crocodilo.

A presença da presidente da República naquele ginásio que era sede de um velório coletivo, naquela cidade coberta pela dor, passou uma mensagem positiva. De alguma forma, o poder público não se fez de indiferente, respeitou o luto, dignou-se a cancelar todos os compromissos em homenagem ao ser humano.

Atitude semelhante teve o presidente João Goulart, em 1961. Naquele ano, em 17 de dezembro, ocorreu o incêndio do Gran Circus Norte-Americano, que matou 503 pessoas. No dia seguinte, Jango, juntamente com uma comitiva que incluía o primeiro-ministro Tancredo Neves, foi a Niterói, onde ocorreu a tragédia, e prestou sua solidariedade de Chefe de Estado aos familiares e amigos das vítimas fatais e aos sobreviventes.

Dilma Rousseff e João Goulart foram grandes diante da dor alheia.

Tal qualidade, em contrapartida, não se encontra em Michel Temer.

O pequeno temeroso deu-se ao luxo de dizer que não iria à Arena Condá para prestar, como Chefe de Estado que (infelizmente) é, sua solidariedade aos familiares e amigos das vítimas do terrível acidente com o time da Chapecoense e outras vítimas fatais – entre os quais 21 profissionais de imprensa. Afirmou Temer que ficaria no Aeroporto de Chapecó, aguardando os familiares para lhes “dar um abraço”. Tudo isso com medo de vaias. A atitude do ser desprezível que ocupa a Presidência da República indignou, com toda a razão, o senhor Osmar Machado, pai do zagueiro Felipe Machado, que afirmou que não vai ao encontro de Temer, porque este é quem tem que se deslocar até os familiares.

A pequenez do usurpador golpista que se faz de Presidente da República é tamanha que faz pouco caso da dor dos familiares e amigos das vítimas do acidente aéreo de Medellín, como se eles tivessem cabeça, coragem, disposição para se deslocarem da Arena Condá até o aeroporto, só para “dar um abraço” no temeroso Chefe de Estado.

Um bom time, diz o ditado futebolístico, começa com um bom goleiro.

Já um país se conhece por quem o chefia.

O Brasil de hoje é um país menor, insignificante, pois insignificante é o ser desprezível que o comanda. Tão abjeto que sequer tem a grandeza de cancelar seus compromissos políticos – incluindo a mobilização pela aprovação da PEC do Fim do Mundo no Senado – por conta da tragédia que comoveu o mundo.

Jango e Dilma, infelizmente, são dois seres de grandeza que não se repetem mais. Dois grandes presidentes, apeados do poder por golpes, enquanto Temer, um pequeno e desprezível ser, jamais passará de um conspirador.

Japão se prepara para tsunami gigante das próximas décadas

Um grande tsunami de mais de 30 metros de altura deve atingir o sul do Japão nas próximas décadas. Agora, com a memória ainda muito recente do desastre de Fukushima, o país corre contra o tempo para erguer torres e rotas de evacuação, muros de contenção e abrigos. A menos de um quilômetro do litoral de Nankoku, na Prefeitura de Kochi (sudeste), está uma das 90 torres de evacuação já concluídas na região.

Cercada por uma cápsula flutuante para resistir a tsunamis, a construção de aproximadamente 20 metros está projetada para abrigar 362 pessoas em seus dois andares, número que inclui os moradores e as crianças que frequentam as escolas da área.

“Um local de evacuação é muito necessário nesta área, porque não há montanhas, lugares elevados ou edifícios nos quais os moradores possam se proteger”, explicou Manabu Nomura, responsável pela Defesa Civil da província de Nankoku.

“Não olhe para trás, apenas adiante!”, diz um dos cartazes desenhados pelas crianças de Nankoku, que enfeitam as paredes cinzas de concreto da estrutura que custou mais de meio milhão de euros.

Um sino, para alertar a população sobre o risco que se aproxima, fica no topo da edificação. Ao lado, um armazém com cobertores, fraldas, leite em pó para bebês, água e comida. Debaixo da torre, há alicerces de 14,5 metros -o equivalente a um edifício de 5 andares – para suportar a estrutura. No entanto, em algumas delas, estes chegam a alcançar 39 metros de profundidade, já que o objetivo é manter a estrutura estável frente ao poder destrutivo da ondulação gigantesca.

Após o terremoto de magnitude 9 que sacudiu a costa nordeste do Japão em 2011 e que gerou um tsunami com ondas de mais de 15 metros, o governo japonês revisou suas estimativas e anunciou os danos previstos que geraria um terremoto na fossa de Nankai, no leste, um dos pontos com maior atividade sísmica no mundo. Segundo este estudo, há 70% de possibilidades de um terremoto de magnitudes entre 8 e 9 na escala Richter se originar na fossa de Nankai nos próximos 30 anos.

O número de mortos chegaria a 323 mil, mais de 2 milhões de imóveis ficariam completamente destruídos e as perdas econômicas representariam mais do que o dobro do orçamento nacional anual. A província de Kochi (720 mil habitantes), uma das áreas que seriam as mais afetadas segundo as previsões, se transformou em uma referência nesta luta contra a natureza, e iniciou medidas para as quais destina atualmente 10% de seu orçamento anual. “O que faz a diferença é se você está ou não preparado para o desastre”, afirmou Masanao Ozaki, governador de Kochi.

O governo regional investe anualmente mais de 44 trilhões de ienes (377 milhões de euros) em medidas de preparação e conscientização de terremotos e tsunamis, o dobro do que gastava antes do grande terremoto de 2011. Mais de 30 municípios da província trabalham na construção de torres de evacuação, para as áreas mais expostas do litoral, e rotas de evacuação, nas áreas mais próximas das montanhas, à espera de ondas que poderiam chegar a 34 metros. Uma das maiores preocupações das autoridades é a falta de conscientização dos moradores diante do perigo que representa um desastre dessas características.

No caso do terremoto e tsunami de 2011, que causaram cerca de 20 mil mortes e deixaram 470 mil pessoas deslocadas no nordeste do Japão, muitas das vítimas não abandonaram seu lugares porque não acreditavam que estavam em perigo, explicou Nomura. Já que a conscientização é fundamental, o município de Kuroshio acolherá no final deste mês um encontro com mais de 350 estudantes de 30 países, para informar às futuras gerações sobre como minimizar o impacto dos danos causados por tsunamis.

O arquipélago do Japão fica sobre o chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões sísmicas mais ativas do mundo, e sofre terremotos com relativa frequência.

(Revista Exame)

Brasil envia ajuda humanitária ao Equador

O Governo Federal envia neste sábado (23) uma aeronave C 105, da Força Aérea Brasileira (FAB), portando kits de ajuda humanitária para atender as vítimas dos terremotos que atingiram o Equador nos últimos dias. A aeronave decolará de Manaus (AM) e pousará em Quito (Equador).

O apoio federal, coordenado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional (Sedec-MI), é fruto da ação integrada entre a pasta, os ministérios da Saúde, da Defesa, das Relações Exteriores e a Força Aérea Brasileira.

Serão disponibilizados seis kits de emergência do Ministério da Saúde para primeiros socorros, composto por medicamentos básicos e insumos de saúde, com capacidade para atender 500 pessoas por um período de três meses. Além disso, serão enviados 2.400 frascos de imunoglobulina antitetânica.

A aeronave da FAB permanecerá no Equador durante sete dias para auxiliar no transporte de pessoas, mantimentos, medicamentos e outros insumos para as regiões que estão com difícil acesso terrestre. O retorno ao Brasil está previsto para o dia 1º de maio.

Os kits de ajuda humanitária são compostos por diversos medicamentos, ataduras, cateteres, compressas de gazes, esparadrapos, luvas, máscaras e seringas.

(Ministério da Integração Nacional)

Tumulto em peregrinação a Meca deixa pelo menos 150 pessoas mortas e 400 feridas

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Pelo menos 150 pessoas morreram e 400 ficaram feridas num tumulto durante peregrinação nesta quinta-feira (24) a Meca, no Vale de Mina, na Arábia Saudita, anunciaram os serviços sauditas da defesa civil.

As operações de socorro estão em curso. As autoridades informam que “até o momento há 150 mortos e mais de 400 feridos”. O número pode subir, e ainda não se sabe o que causou a correria desordenada dos peregrinos.

Nessa terça-feira (22), milhares de muçulmanos iniciaram a caminhada para o Vale de Mina, em Meca, para a peregrinação que dura seis dias, no maior encontro anual muçulmano do mundo.

Este ano, a peregrinação para a cidade santa de Meca é marcada pela tragédia que ocorreu há 10 dias. Um acidente com uma grua que caiu no interior da grande mesquita de Meca provocou a morte a 107 pessoas e ferimentos a 238.

Quase 2 milhões de pessoas são esperadas na peregrinação deste ano, enquanto ainda decorre a guerra da Arábia Saudita, no Iêmen, e a violência jihadista aumenta em alguns países muçulmanos.

A peregrinação está entre os cinco pilares do islamismo e todos os muçulmanos deverão ser capazes de realizá-la pelo menos uma vez na vida.

(Agência Brasil)

Jornalista defende “direito ao ultraje” de participante do BBB 14

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Em artigo enviado ao Blog, o jornalista Nicolau Araújo sai em defesa da sister gaúcha Aline, participante do BBB 14, que classificou como “foguinho” a tragédia ocorrida em boate de Santa Maria. Confira:

Ao longo dos 14 anos do Big Brother Brasil, nunca dediquei um minuto da minha ociosidade para “a casa mais espiada do país”. No entanto, não há como evitar as inserções na programação da emissora, tampouco a leitura de uma situação ou outra entre os participantes, por meio de agências de notícias, sites e jornais impressos. Afinal, não tenho ódio ao programa, além da conveniência a uma crítica “justa”, quando houver necessidade.

E, após 14 anos de silêncio em meio à enxurrada de paredões, intrigas e dramalhões, creio ter chegado o momento da minha manifestação ao programa, em defesa de uma Aline Não Sei do Quê, prestes a um julgamento inquisitório, não somente no próximo paredão do programa, como (pior) na sua vida depois da “fama”.

A participante demonstrou receio a um “foguinho”, ao supor que uma estrutura montada no jardim da casa poderia ser uma boate. “Não vale Santa Maria”, comparou a participante, que é nascida no Estado da tragédia.

Assim como o fogo em toda tragédia, a declaração da participante se espalhou com ardor pelas redes sociais e abriu feridas. A indignação aponta o dedo para Aline, sem perceber que ali está mais uma vítima da “tragédia de Santa Maria”.

Qualquer profissional que trabalha com traumas ou distúrbios psicológicos sabe que a participante associou a suposta boate à tragédia em Santa Maria, pelo fato de ainda estar chocada com as imagens que por semanas fizeram o Brasil chorar. O “foguinho” representaria nada mais que uma “artimanha” do inconsciente em amenizar a tragédia em sua mente.

A participante, por certo, poderia ter evitado a infeliz manifestação, quer seja do inconsciente ou do consciente, se melhor estivesse qualificada para um programa de grande audiência no país. Mas esse programa é o Big Brother Brasil, e qualificação é um item dispensável entre os selecionados.

Mas, agora, Aline é cobrada por sua declaração como quem se cobra de um sociólogo, cientista político ou outro intelectual. Querem sacrificar a leoa que atacou o domador em uma apresentação de circo. É a natureza dos “bichos” submetida ao espetáculo.

Não assistirei ao paredão de Aline porque não me interessa qualquer resultado. Mas torço para não assistir Aline, após a sua saída do programa.

Há 40 anos, o Brasil chorava uma de suas maiores tragédias

foto edifício joelma

A fumaça nas janelas do 12º andar até então não tomava forma de uma das maiores tragédias no Brasil. Minutos depois, o fogo já se alastrava oito andares acima e pessoas em desespero se atiravam de 50 metros de altura. E as chamas continuavam a subir. Ao final de 8 horas, o fogo estava controlado e a fumaça deu lugar à perplexidade: 191 mortos e mais de 300 pessoas feridas.

Eram 8h45min do dia 1º de fevereiro de 1974, quando o edifício comercial Joelma (hoje conhecido como Praça da Bandeira) registrou um curto-circuito em um dos ares-condicionados do 12º andar. As finas cortinas, os móveis e as divisórias de madeira e o piso em carpete conduziram o fogo 13 andares acima. Apesar de moderno para a época, o prédio não possuía escadas de incêndio. Os corredores estreitos e as escadas centrais tomadas pelo fogo e pela fumaça deram início ao desespero.

40 anos depois, a tragédia quase não mais é contada pelos heróis que enfrentaram o “inferno” em busca de vidas. Já algumas vítimas relatam apenas o que mais lembram da manhã daquela sexta-feira: gritos, choros e o forte cheiro de carne incinerada.

Por quatro décadas, o Brasil contou a tragédia do edifício Joelma pelo ato de heroísmo do sargento Carlos Cassaniga, que saltou de um helicóptero para resgatar sobreviventes no alto do terraço. Mesmo com o tornozelo quebrado pela queda de quatro metros, fixou uma corda até o prédio vizinho. A história também é contada por pessoas que se atrasaram para o trabalham e viram colegas saltarem de uma altura de 15 andares.

Mas o Blog resgata 40 anos depois o ato de heroísmo de três anônimos, mortos durante a tragédia. Os relatos são baseados em pesquisas e histórias de sobreviventes.

O primeiro caso foi o da mãe que saltou com a criança, de um ano e seis meses, do 15º andar. A criança foi salva pelo corpo da mãe. O segundo de um rapaz, que tentou salvar alguns gatos que estavam acuados pela fumaça, mas escorregou e caiu. E o último do ascensorista, encontrado morto no elevador. Ele salvou quantas pessoas conseguiu, enquanto o elevador não entrou em pane.

Nenhuma dessas pessoas teve o nome divulgado e a cada ano se confundem mais com a fumaça da tragédia.

(Blog do Eliomar)

Acidente com avião da Gol completa sete anos e parentes de vítimas cobram punição de pilotos norte-americanos

Passados sete anos do acidente com o voo 1907, da Gol, que em 2006 se chocou com o jato Legacy, matando 154 pessoas, parentes e amigos das vítimas se reuniram neste domingo (29), em Brasília, para cobrar punição efetiva dos pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino. A Associação dos Familiares e Amigos do Voo 1907 também fez doação de alimentos e material escolar.

Em outubro do ano passado, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) condenou os pilotos à pena de três anos, um mês e dez dias de prisão em regime semiaberto. A decisão mudou a condenação anterior, da Justiça Federal em Sinop (MT), de quatro anos e quatro meses em regime semiaberto, pena que acabou sendo transformada em prestação de serviços comunitários. Os representantes das vítimas recorreram e aguardam julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para a diretora da associação, Rosane Gutajhr, os parentes das vítimas só conseguirão superar a dor quando o “ciclo” for encerrado. “Acredito que todos os familiares só vão poder retomar suas vidas, mesmo que mutiladas, depois que essa ferida for cicatrizada e esse ciclo for fechado com a punição aos pilotos”, disse.

Segundo Rosane, a doação de alimentos e material escolar é uma forma de tentar transformar a dor em algo positivo. “Depois de sete anos, é um sentimento de saudade, de dor e de indignação, tudo misturado. Sentimos saudade e dor, e estamos tentando transformar a indignação em um gesto positivo e também pedindo que não deixem o caso prescrever na área criminal, que aumentem a pena para esses pilotos. Eles levaram três anos [de prisão em regime semiaberto] e quem rouba um pote de margarina pega três anos. Eles mataram 154 pessoas”, criticou Rosane.

No total, 154 cestas básicas serão repassadas para o Lar Casa de Ismael, em Brasília, e 154 kits de material escolar serão doados para a Escola de Educação Profissional Rolf Gutjahr, em Porto Alegre. O nome da instituição é uma homenagem a Rolf Gutjahr, um dos mortos no acidente da Gol.

De acordo com Rosane, a associação vai acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos para cobrar a punição aos pilotos norte-americanos. “Ela pode ser acionada pelos governos ou por particulares, por meio de entidades. A associação está denunciando os Estados Unidos por não respeitarem os acordos na área penal firmado com o Brasil.”

(Agência Brasil)

Maquinista do trem que descarrilou na Espanha é acusado de homicídio

O ministro do Interior da Espanha, Jorge Fernandez Diaz, disse que o condutor do trem que descarrilou essa semana matando 78 pessoas foi acusado de “homicídio por imprudência”. Segundo ele, o maquinista Francisco José Garzon Amo, de 52 anos, que ficou levemente ferido no acidente, foi levado para uma delegacia.

Garzon é suspeito de dirigir rápido demais em uma curva. Os relatórios dizem que o trem estava a uma velocidade de 190 quilômetros por hora (km/h), sendo que a velocidade máxima permitida é 80 km/h, no local onde ocorreu o acidente.

Pelo menos 130 pessoas foram levadas ao hospital após o acidente, que ocorreu há três dias, em Santiago de Compostela, no Noroeste da Espanha. Trinta e duas pessoas ficaram gravemente feridas, incluindo crianças. Um brasileiro, que também tem nacionalidade espanhola, de 25 anos, morreu no acidente.

O trem fazia a rota Madri e Ferrol. Nele, havia mais de 200 passageiros a bordo, de acordo com a operadora de trens do país, Renfe. Muitos passageiros ficaram presos nas ferragens. Todos os 13 vagões, segundo investigações, saíram dos trilhos e quatro tombaram.

(Agência Brasil)

Fotógrafo do O POVO, André Salgado, morre ao cair de prédio em Natal

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O fotógrafo do O POVO, André Salgado, morreu, na manhã deste domingo (26), ao cair do 21º andar do Condomínio Jardins do Alto, localizado na zona Leste de Natal, no Rio Grande do Norte.

De acordo com informações do Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep), para onde o corpo foi levado, André, de 24 anos, estava fotografando amigos na sacada do 21º andar do edifício, quando se desequilibrou e caiu de uma altura aproximada de 100 metros. O acidente ocorreu por volta das 11h.

(O POVO Online)

Vítimas e familiares continuarão recebendo atendimento pelo SUS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nessa sexta-feira (22) as medidas que compõem a terceira fase de toda a ação desenvolvida pelo Ministério da Saúde com os familiares, vítimas e profissionais envolvidos no resgate do incêndio na boate Kiss, em 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). As iniciativas fazem parte de um Termo de Compromisso que vai organizar o serviço de acompanhamento clínico e psicossocial para os envolvidos. O protocolo prevê, ainda, uma rotina de atendimento para todos os casos.

O Ministério trabalha com três prioridades de atendimento: os pacientes que foram internados com comprometimento pulmonar e/ou queimaduras; as pessoas que tiveram contato na boate com os gases e inalante; além dos amigos, familiares das vítimas e profissionais envolvidos no atendimento que precisam de apoio psicológico. Os atendimentos clínicos ficarão centralizados no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Todo o monitoramento será custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Nessa terceira etapa, vamos organizar um serviço especializado de acompanhamento aos pacientes que tiveram problema pulmonar por conta do incêndio e cadastrar aqueles que estiveram no local da tragédia para o monitoramento de sua situação de saúde”, afirma o ministro Alexandre Padilha.

(Agência Saúde)

Comissão visitará Santa Maria e discutirá investigações do incêndio com autoridades

A comissão externa que acompanha as investigações sobre as causas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), visitará a cidade gaúcha, nesta sexta-feira (15), para verificar o que já foi apurado sobre a tragédia.

O coordenador da comissão é o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e o sub-relator é o deputado Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS). O deputado Pedro Uczai (PT-SC), que perdeu uma sobrinha de 24 anos no incêndio, também vai acompanhar a comissão, embora não faça parte oficialmente do colegiado.

Os deputados se encontrarão com o prefeito de Santa Maria, Cézar Schirmer; com o comandante do Corpo de Bombeiros, Guido Pedroso Melo; e com o delegado regional da cidade, Marcelo Arigony. Após autorização da delegacia, os parlamentares irão ao local do incêndio, o que restou da boate Kiss.

239 mortos

O incêndio ocorreu na madrugada de 27 de janeiro. Das centenas de pessoas que estavam na boate, 234 morreram no local e 145 foram internadas em hospitais. Entre os internados, cinco morreram posteriormente, 98 já tiveram alta e 42 continuam hospitalizadas.

(Agência Câmara de Notícias)

Diminui para 48 o número de pessoas internadas após incêndio na Boate Kiss

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul informou nessa segunda-feira (11), em nota, que diminuiu para 48 o número de feridos no incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, que permanecem internados. Desses, 11 precisam de ventilação mecânica.

À tarde, um paciente hospitalizado em Santa Maria foi transferido para o Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre para passar por procedimentos para cirurgia plástica.

De manhã, a secretaria confirmou a morte de Rodrigo Taugen, de 29 anos. Ele era natural de Júlio de Castilhos e estava internado no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. Agora, chega a 239 o número de pessoas que morreram em decorrência do incêndio ocorrido no dia 27 de janeiro.

(Agência Brasil)

Jovem internado morre e chega a 238 número de mortos no incêndio da Boate Kiss

Um jovem que estava hospitalizado na Santa Casa, em Porto Alegre, morreu no início da tarde desta terça-feira (5). O jovem de 20 anos é a quarta vítima entre os pacientes internados em decorrência do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), no dia 27 de janeiro. A pedido da família, o governo do Rio Grande do Sul não divulgou o nome do jovem. Com esta confirmação, chega a 238 o número de mortes por causa do incêndio.

Outros pacientes seguem internados em hospitais de cinco cidades gaúchas. Nas últimas 24 horas, foram registradas 11 altas, sendo uma em Ijuí, duas em Porto Alegre e oito em Santa Maria.

Na manhã desta terça-feira, técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul iniciaram mais uma perícia na boate para identificar o ponto onde o incêndio começou e confirmar detalhes informados pelos feridos e demais pessoas envolvidas no caso que prestaram depoimentos à polícia.

O resultado da nova perícia ainda não tem data para ser divulgado. As investigações continuam com a tomada de mais depoimentos. A assessoria da Polícia Civil gaúcha informou que as conclusões sobre o incêndio só devem ser apresentadas no final do mês de fevereiro, quase 30 dias após o ocorrido.

(Agência Brasil)

Vítimas da hipocrisia que nos rodeia

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Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (3), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

A tragédia que vitimou dezenas de pessoas no último domingo em Santa Maria, no Rio Grande Sul, comoveu o País e chamou a atenção para o grave problema da falta de planos de segurança nas casas de show espalhadas pelo Brasil. Não podia ser diferente. Jovens morrerem nas circunstâncias verificadas naquele episódio mostra o quanto a vida humana é vista em segundo plano quando está em jogo a ganância por ganhar mais e mais dinheiro. Como já revelado, o ambiente estava com a sua capacidade bem acima do normal, o que já caracterizaria, em princípio, o risco iminente. Mas da mesma forma que revolta a consequência do descaso dos donos da boate com seus frequentadores, também é digno de repulsa o festival de hipocrisia que tomou conta das autoridades públicas no tratamento da questão logo nos dias seguintes a este fato.

A exigência de maior rigor nas fiscalizações em boates, e até a determinação da interdição de todas elas em várias cidades, como se viu na última semana, revela para a sociedade o quanto o ser humano é menosprezado no seu dia a dia. Ora, quer dizer que, se não tivesse acontecido nada no último domingo, todos os frequentadores continuariam sob o perigo de serem alvos ou vítimas da falta de fiscalização? E se todas foram fechadas em alguns lugares, qual foi o papel do poder público em relação a essas casas até o último domingo? O nome disso é, portanto, manipulação da opinião pública. Podem alegar que antes tarde do que nunca, mas isso só prova que, nesses lugares, nunca, de fato, se pensou em ações preventivas antes.

Da mesma forma, porém, que o poder público não pode se isentar da hipocrisia nesse caso, não se pode isentar também o cidadão comum. Os mesmos que agora se mostram tão zelosos das suas vidas, não relutam em contrariar as normas mais básicas em ocasiões onde o risco é claro. Falo, por exemplo, do consumo de bebida ao dirigir ou de outras formas de utilização dos seus veículos em vias públicas. E porque não lembrar da negação ao cinto de segurança, ou da cadeirinha de criança no banco traseiro? Poderia mostrar várias situações em que o cidadão no dia a dia infringe leis criadas para a sua própria segurança, com o simples propósito de subverter a ordem. É a famosa praxe de levar vantagem em tudo, tão típica de uma sociedade que não se respeita.

Recentemente, tivemos uma polêmica em Fortaleza onde se discutia a possibilidade da ida das duas maiores torcidas do Estado ao estádio Presidente Vargas para o confronto entre Ceará e Fortaleza. Apesar da Polícia dizer que não garantia a segurança, diversas opiniões se voltaram contra, afirmando que ali representava, na verdade, a inoperância do aparato policial. Em nenhum momento se discutiu, de fato, o risco em si. O jogo aconteceu e tudo terminou bem. Mas, e se não tivesse? Ou seja, a palavra do órgão responsável pela segurança foi praticamente ignorada. De que adiantou? Outro exemplo emblemático na Capital é o barril de pólvora no qual está inserido o Centro da cidade. O Corpo de Bombeiros já fez o alerta, mas nenhuma providência tomada. Mas o problema não diz respeito apenas ao Centro da Capital. Há unidades comerciais na cidade, grandiosas, construídas muitas ao arrepio da lei, ou se utilizando das brechas nela existentes, funcionando sem as menores condições de segurança. São verdadeiras tragédias anunciadas, que ignoram o poder público, como se fossem imunes às regras existentes na legislação. Como cidadãos, aceitamos tudo e continuamos frequentando esses lugares, dando lucro e gerando a certeza da impunidade, até sermos vítimas de uma catástrofe, quase sempre creditada ao destino, jamais de nossa hipocrisia.