Blog do Eliomar

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Artistas de Fortaleza transformam pontos de lixo em obras de arte urbana

Nove artistas locais e 33 espaços degradados da cidade transformados em obras para a população. Eis a proposta do projeto Urbano Arte, que, entre os meses de dezembro de 2017 e fevereiro de 2018 promoverá intervenções urbanas em diversos pontos de Fortaleza. Gustavo Wanderley, curador do projeto, explica que a iniciativa se aproxima da arte pública e da arte urbana.

“Com o Urbano Arte nós queremos transformar diversos territórios da cidade em uma experiência de apreciação da arte contemporânea. Consideramos o lugar da intervenção, uma estratégia complexa de aproximação da arte no lugar da urbe, que relaciona história, pessoas, afetos, memórias… Trata-se de uma contraposição portanto entre espaço e lugar”, comenta. O projeto é patrocinado pelo Grupo Marquise, Ecofor Ambiental e Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

As primeiras intervenções começam no início de dezembro, nos bairros Meireles, Montese e Álvaro Weyne. Pinturas, estêncil e paisagismo fazem parte das técnicas escolhidas pelos artistas Bruna Beserra, Alexsandra Ribeiro (Dinha) e Ceci Shiki, à frente das transformações iniciais. O processo de transformação envolve diálogos com os moradores e comerciantes locais e estudantes, a fim de entender o contexto das paisagens escolhidas.

Em outubro, os artistas participaram, durante uma semana, de oficina com Fernando Limberger, artista plástico gaúcho reconhecido por seus projetos em paisagismo, intervenções em espaços públicos e privados, além de projetos de jardins residenciais e comerciais. A programação da oficina incluiu uma trilha no Parque do Cocó, a fim de proporcionar aos artistas participantes do Urbano Arte conhecimentos sobre vegetação, plantio e possibilidades de utilização. Sob orientação de Limberger, uma intervenção conjunta abrangendo diversas linguagens foi realizada pelos nove integrantes do projeto no bairro Jacarecanga (Avenida Sargento Hermínio com Lavras da Mangabeira), encerrando a programação da oficina.

As primeiras intervenções têm início no dia 1º de dezembro, com a limpeza realizada pela equipe da Ecofor Ambiental nos pontos escolhidos no Meireles, Álvaro Weyne e Montese.

Resumo dos projetos

*Meireles
Artista: Bruna Beserra
Local: Rua Padre Climério, 321
Data da intervenção: Entre 1º e 3 de dezembro – limpeza do terreno e transformação do ponto.
Construção de horta em espiral de 2m de diâmetro, com plantas medicinais e temperos, além de preenchimento de muro com trepadeira e pintura em forma orgânica. O desenho se estenderá pelo chão do terreno. Também serão instalados banquinhos de madeira para que os moradores desfrutem do ambiente.

*Álvaro Weyne – Flores de Álvaro Weyne
Artista: Alexsandra Ribeiro (Dinha)
Local: Avenida Francisco Sá, 4.700
Data da intervenção: Entre 1º e 3 de dezembro – limpeza do terreno e transformação do ponto.
Instalação de canteiro com mudas, manilhas porosas e seixos; pintura do muro com formas geométricas que remetem à africanidade.

*Montese – Os caminhos de Pirocaia
Artista: Ceci Shiki
Local: Rua Cabral, 897
Data da intervenção: Entre 1º e 3 de dezembro – limpeza do terreno e transformação do ponto.
Construção de caramanchão com pedaços de madeira, lembrando o formato de uma escada horizontal. Instalação de vigas de madeira que servirão de guia para trepadeiras. Pintura de ondas de água e instalação de canteiros no muro.Travessia, riacho, fluxo, caminhos, águas são palavras que norteiam a construção da artista.

(Repórter Gisele Soares/Foto – Mário Sabino)

De volta para o passado

Com o título “De volta para o passado”, eis artigo de José Borzacchiello, geógrafo e professor emérito da Universidade Federal do Ceará. No texto, ele apregoa: “É hora de pensarmos nossa tragédia social com o retorno de milhões de famílias às condições inaceitáveis de pobreza e de miséria absoluta.” Confira:

Vai longe o tempo quando pobreza e miséria eram idealizadas, recheavam o cancioneiro popular e se firmavam como mote para diferentes expressões artísticas. Noutra direção, a constatação da trágica situação do País já há muito motivava e mobilizava artistas e intelectuais como ocorreu na Semana de Arte Moderna de 1922 envolvendo importantes setores da elite paulistana com repercussão em todo o território nacional e demarca tomada de posição, quando do centenário da Independência do País, com raras mudanças no plano político e econômico e quase nada a comemorar.

A partir do pós-Segunda Guerra, a sociedade avançou em direção a um processo civilizatório e exigia do Estado políticas públicas capazes de melhorar as condições de vida de milhões de cidadãos e reduzir a pobreza e a miséria dominantes no País. A caminhada foi difícil e o famoso “país do futuro” só festejaria, na primeira década do século XXI, mesmo que em pequenas doses, a inclusão social de milhões de famílias, tudo graças às políticas de transferência de renda pautadas no pressuposto do pagamento da enorme dívida social, especialmente com os negros, pardos, mulheres, crianças e idosos. Historicamente, a pobreza, por incrível que pareça, encantava e inspirava muitos.

As paisagens dos morros a partir de olhares românticos, quando cantada animava muita gente, seja a “Famosa Maloca” do Adoniram Barbosa ou “Ave Maria no Morro”, de Herivelto Martins, seja o clássico “Chão de Estrelas”, de Sílvio Caldas com a belíssima letra: “A porta do barraco era sem trinco/e a lua furando nosso zinco/ salpicava de estrelas nosso chão”. É linda! Mas pelos mesmos furos atravessados pela luz da lua passa a chuva que, conforme a “Balada da Caridade” que Padre Zezinho escreveu: “Para mim a chuva no telhado/É cantiga de ninar/Mas o pobre meu irmão/Para ele a chuva fria/Vai entrando em seu barraco/E faz lama pelo chão”.

Pobre é pobre em qualquer contexto. Romantizar a pobreza, ter saudades de coisas simples, tidas como singelas como as relembradas em “Gente Humilde”, com letra de Anibal Augusto Sardinha, o Garoto, depois com Vinicius de Moraes e por último Chico Buarque de Holanda, comove muito, mas não altera a condição de vida dos sujeitos sociais inseridos em condições de extrema vulnerabilidade social.

É hora de pensarmos nossa tragédia social com o retorno de milhões de famílias às condições inaceitáveis de pobreza e de miséria absoluta. As músicas citadas referem-se às questões da moradia. Imagine as ligadas à mobilidade urbana como “O Trem Atrasou”, de Paquito, Estanislau Silva e Arthur Villarinho com a bela letra “Patrão, o trem atrasou/Por isso estou chegando agora/Trago aqui um memorando da Central/O trem atrasou, meia hora/O senhor não tem razão/Pra me mandar embora”.

A sensibilidade é um ponto de partida para o reconhecimento da grave situação que vivemos, porém não é suficiente. Quem canta seus males espanta, mas só a cantiga não resolve. As letras e músicas exercem excepcional papel social. A ação é nossa, “caminhando e cantando, seguindo a lição”, como nos dizia Vandré. Quem sabe faz a hora e já é hora de fazer.

*José Borzacchiello da Silva

*borzajose@gmail.com

*Geógrafo e professor emérito da UFC.

Vereador cobra vigência da Lei de Inspeção Predial

Cadê mesmo a Lei de Inspeção Predial, que foi articulada pelo Sindicato dos Engenheiros e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia?

A Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) e a Agência de Fiscalização de Fortaleza(Agefis) fazem revisão, mas, pelo visto, tudo vai ficar para 2018.

O vereador Acrísio Sena (PT) tem ocupado constantemente a tribuna da Câmara Municipal para cobrar a efetivação da medida.

A Lei

A Lei de inspeção predial prevê que edificações comerciais e residenciais que tenham a partir de três pavimentos devem passar por vistoria realizada por engenheiro. Caso o local atenda a todas as exigências de segurança, virá um certificado a ser emitido pela Prefeitura.

DETALHE – Essa lei foi criada no ano de 2012, mas só foi regulamentada três anos depois. Ela deveria começar a valer em janeiro de 2016, mas desde então foi prorrogada por quatro vezes.

(Foto – CMFor)

 

Seplag embarga obra que era executada irregularmente em terreno do Estado

Servidores da Coordenadoria de Recursos Logísticos e do Patrimônio (Copat) da Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado, gestora do patrimônio do Estado, conseguiram frustrar uma tentativa de invasão em terreno pertencente ao Estado do Ceará. O terreno está localizado entre as avenidas Ministro José Américo com Pedro Lazar, no bairro Cambeba, em Fortaleza.

O coordenador da Copat, André Theophilo, informa que foi verificada uma construção irregular na respectiva área pertencente ao Estado, com o levantamento de um muro, onde operários e máquinas atuavam no local.

Em sequência, foi instaurado um processo administrativo dando ciência dos fatos à Procuradoria Geral do Estado (PGE/PROPAMA0 para que as medidas legais fossem adotadas, informando ainda, a Secretaria da Regional VI, da Prefeitura de Fortaleza e a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) para fins de autuação e fiscalização ambiental respectivamente.

A Seplag, com o apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, notificou o invasor a demolir imediatamente a construção e cercará o terreno para proteger o patrimônio do Estado.

O peso do Centro de Fortaleza na economia cearense

Com o título “O valor do Centro”, eis artigo do superintendente estadual do Sebrae, o arquiteto e urbanista Joaquim Cartaxo. Ele destaca o potencial econômico do Centro de Fortaleza. Confira:

Resultante do seu crescimento metropolitano, em Fortaleza surgiram novas centralidades urbanas produzidas pela associação das novas localizações residenciais distantes do Centro tradicional e o deslocamento de atividades comerciais e de serviços ali estabelecidas para essas novas áreas e shopping centers da Cidade. Apesar da mudança locacional de atividades relevantes e da imagem difundida de que se tornou área degradada, o Centro tradicional de Fortaleza continua extremamente pujante.

Prova disso é que o Centro ocupa o primeiro lugar da Cidade quanto ao total de empresas ativas. São mais de 12 mil empresas formalizadas existentes no bairro, que respondem por 9,3% do total de empreendimentos de Fortaleza. Quando se avaliam as micro e pequenas empresas, o Centro também está em primeiro lugar, com 8,9% delas. Lidera, do mesmo modo, a quantidade de empregos formais. O bairro responde por mais de 100 mil vínculos empregatícios, que representam 12% do total de empregos existentes na Capital.

Esse volume de empregos equivale a quase duas vezes os contratados na centralidade Aldeota, que ocupa a segunda posição, com 55 mil postos de trabalho formais.

Além disso, o Centro é o setor urbano que mais contribui para o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Ceará. Caso fosse um município, estaria em terceiro lugar em arrecadação, situando-se atrás de Fortaleza e Maracanaú, primeiro e segundo lugar respectivamente.

Explica essa vitalidade econômica o grande número de pessoas que circulam diariamente pelo Centro: mais de 350 mil vão ao bairro atraídas pelas ofertas de produtos e serviços. Em datas comemorativas, como o Natal, esse número passa dos 500 mil.

São números expressivos, que asseveram a magnitude desse espaço no contexto socioeconômico de Fortaleza; que afirmam o Centro como o lugar onde a maioria da população, as camadas populares, compra bens e serviços.

*Joaquim Cartaxo

cartaxojoaquim@bol.com.br

Arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/Ceará.

Código da Cidade – Que haja debate, por favor!

Com o título “O Código da Cidade”, eis o editorial do O POVO desta quarta-feira. Destaca, por exemplo, que o documento abrirá para regras na área de construções ditas “verdes” e promete dar fim à fiação aérea que enfeia Fortaleza, em 10 anos. Confira:

Aglomerações urbanas são influenciadas pela dinâmica das sociedades, avanços tecnológicos e necessidades econômicas. Assim, é natural que as leis de uso e ocupação dos solos e os códigos de obras e posturas das cidades passem por revisões cíclicas. É o que Fortaleza, uma das cinco maiores metrópoles do Brasil, faz agora.

A cidade acaba de criar a nova Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos). Claro que isso ocorreu com polêmicas. É de praxe, muito embora as críticas, a maioria de cunho ideológico, tratem o papel da iniciativa privada no crescimento e desenvolvimento das cidades de forma depreciativa.

Certamente a sociedade compreende que vem da capacidade empreendedora a força que cria postos de trabalho, gerando renda e riqueza necessárias ao desenvolvimento. A Prefeitura sabe bem disso. Afinal, são os impostos oriundos do trabalho e dos negócios que bancam seu funcionamento e suas políticas públicas.

Agora, Fortaleza se prepara para abrir a discussão visando atualizar o seu Código de Obras e Posturas. Batizado de “Código da Cidade”, o projeto tramita na Câmara Municipal há mais de um ano. Porém, só agora, após a Luos, o debate foi convenientemente aberto.

A boa notícia é que há ideias acopladas a metas. Uma delas, por exemplo, quer que toda a fiação passe a ser subterrânea em dez anos. Um prazo ousado. Não é só questão estética. O excesso de fios e postes produz transtornos de várias ordens.

O Código proposto adentra também em um ponto que já faz parte do cotidiano das melhores cidades: a coleta seletiva do lixo. A meta é que todos os empreendimentos construídos após a aprovação da lei venham com a estrutura adequada para esse tipo de coleta.

Na linha ambiental, haverá regras e incentivos para as construções ditas “verdes”, com coberturas vegetais e, quando possível, uso de placas solares para produção de energia limpa.

Na economia, o Código vai tratar de reconhecer negócios que já existem, como os food trucks, os coworkings, e vai legalizar o funcionamento de algumas atividades profissionais em residências, como a advocacia, a contabilidade, o jornalismo e outras.

Parece ser um bom conjunto de iniciativas, mas ficará ainda melhor se a tramitação conceder máxima amplitude social ao debate de suas propostas.

Câmara Municipal retoma votação da Lei de Uso e Ocupação do Solo

A Câmara Municipal de Fortaleza retomou, nesta manhã de terça-feira, a primeira discussão em torno das emendas a Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS). Trata-se do instrumento de ordenamento urbano e de orientação de crescimento da cidade. Desde o início da tramitação do Projeto de Lei Complementar 01/2016, já se passaram 19 meses de intensos debates.

Segundo o vereador Michel Lins (PPS), vice-líder do prefeito, a Câmara Municipal teve todo o cuidado e deu a importância necessária para a tramitação da matéria, garantindo a participação de todos. “A LUOS tramita obedecendo as regras do Regimento Interno da Casa e a Lei Orgânica do Município. Ninguém pode alegar cerceamento de debate, nem tampouco pressa em sua tramitação”, assegura.

Já a oposição afirma que houve pressa e que é preciso agora esgotar o debate para evitar perdas para a cidade. O vereador Guilherme Sampai (PT) defende essa tese.

O presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho (PDT), explica que todos os questionamentos feitos em torno da LUOS foram respondidos de forma objetiva e que a sociedade civil reivindica a deliberação da matéria e o Poder Legislativo vai cumprir com sua palavra de deliberar a LUOS nesta data.

Ministério Público Estadual vai puxar debate sobre Lei de Uso e ocupação do Solo

Águeda Muniz, titular da Seuma, é aguardado no encontro.

A 4ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Planejamento Urbano de Fortaleza, a 11ª Promotoria de Justiça Cível de Conflitos Fundiários de Fortaleza, o Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CAOMACE) e o Centro de Apoio Operacional da Cidadania (CAOCidadania), organismos do Ministério Público do Estado, vão puxar debate, a partir das 14 horas desta quarta-feira, sobre o projeto de Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS). O evento ocorrerá no auditório da Procuradoria Geral de Justiça.

Representantes da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) e da Câmara Municipal, bem como membros da sociedade civil e instituições públicas e privadas envolvidas com a temática, foram convidados a participar dessa audiência pública.

O presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho (PDT), informou, nesta terça-feirea, quando da abertura dos trabalhos legislativos deste segundo semestre que a matéria começará a ser votada a partir do próximo dia 8.

SERVIÇO

*Procuradoria Geral de Justiça do Estado – Rua Assunção, 1100, José Bonifácio.

Salmito anuncia: Lei de Uso e Ocupação do Solo terá votação retomada a partir do dia 8

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT) anunciou nesta terça-feira que a votação da Lei do Uso e Ocupação do Solo será retomada a partir do próximo dia 8.

Foi durante entrevista coletiva, em clima de abertura das atividades da Casa neste segundo semestre. A coletiva foi acompanhada pelo vice-prefeito Moroni Torgan (DEM).

Salmito aproveitou para informar também que está pensando em disputar, ano que vem, cadeira de deputado estadual. Ele amadurece a ideia com membros do seu partido.

Bem mais cedo, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) participou da sessão de abertura dos trabalhos da Câmara Municipal, ocasião em que fez balanço das ações do primeiro semestre, mas focou o programa Fortaleza Competitiva. Essa ação visará  a atração de novos investimentos para a Capital cearense.

Prefeitura de Maracanaú fará nova consulta pública sobre Translog/BID

A Secretaria de Infraestrutura de Maracanaú (Região Metropolitana de Fortaleza) realizará a II Consulta Pública sobre Programa de Transporte e Logística – Translog/BID. Estão sendo convocadas instituições públicas e privadas. A consulta ocorrerá no próximo dia 10, das 8h30min às 12 horas, no auditório do IFCE, informa o prefeito Firmo Camurça (PP).

A Consulta Pública faz parte do processo, iniciado em 2014, em que o município busca conquistar o financiamento do BID para desenvolver o Programa Translog/BID de Maracanaú, que possui como principal objetivo contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do município, proporcionando uma maior circulação de cargas, melhorias na mobilidade urbana e conexões de bairros, segundo a gestão.

A primeira Consulta Pública ocorreu no dia 5 de julho último, pela manhã, no Auditório do Clube da Parceria, em Pajuçara. Participaram empresários, acadêmicos, líderes comunitários, conselhos de direitos, secretários municipais, vereadores e entidades classistas. Durante o evento foi apresentado o relatório Análise Ambiental e Social-AAS e coletado sugestões dos participantes.

DETALHE – O site da Prefeitura de Maracanaú disponibiliza um link com informações sobre o TransLog Maracanaú. Entre as informações está o documento (pdf) Relatório Análise Ambiental e Social-AAS. O relatório apresenta um estudo do municipio em seus aspectos ambientais e sociais, busca identificar e qualificar o cenário socioeconômico e do meio ambiente físico-biótico da área de afetação das principais obras a serem realizadas na cidade de Maracanaú no âmbito do programa.

SERVIÇO

*Sede do IFCE – Avenida José de Alencar, 1315, Distrito Industrial I.

Fernando Haddad vem aí!!

O imbróglio jurídico em torno das barracas da Praia do Futuro será debatido nesta quara-feira, às 19 horas, no Museu da Indústria (Centro). O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), com sede no Recife, decidiu pela demolição das barracas da Praia do Futuro construídas sem autorização da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Os estabelecimentos terão dois anos para deixar o local. A Associação de Barracas da Praia do Futuro recorre.

Pois bem, esse impasse todo será discutido durante o lançamento do evento “Cidade, Memória e Modo de Viver”, que está marcado para setembro próximo, no Theatro José de Alencar. Entre os conferencistas, o ex-prefeito de São Paulo, Fenando Haddad, também tido como presidencial do PT no caso de Lula não apresentar condições até o pleito de 2018.

SERVIÇO

*O evento é uma iniciativa do arquiteto e urbanista Jefferson John em parceria com a graduanda em Arquitetura e Urbanismo e fomentadora cultural Izabela Lima. A correalização é da Prottec Arquitetura.  As inscrições já estão abertas e podem ser feitas por meio dosite: http://seminariocidade.blogspot.com.br.

Trânsito em trecho da avenida Eduardo Girão já está liberado, avisa a Cagece

Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informa ter concluído a obra de substituição da rede de esgotamento sanitário da avenida Eduardo Girão. Adianta que o trânsito já está liberado nos dois sentidos, no trecho compreendido entre as avenidas dos Expedicionários e Luciano Carneiro. No local, uma nova tubulação foi instalada, paralela a já existente.

O trecho no sentido João Pessoa-Aguanambi já está asfaltado. O segundo trecho, que fica no sentido contrário (Aguanambi-João Pessoa) deverá receber o asfalto até o fim desta semana. No total, foram implantados cerca de 1 km de nova tubulação de 700mm, feita de plástico reforçado com Fibra de Vidro (PRFV), material mais resistente aos processos de corrosão desencadeados pelos gases ácidos do esgoto.

A obra, segundo a Cagece, visa melhorar o funcionamento da rede de esgotamento sanitário no local, ampliar a capacidade de transporte dos efluentes e prevenir novas ocorrências de extravasamentos na rede coletora.

Câmara Municipal deve votar Nova Lei de Uso e Ocupação do Solo com 68 emendas

O vereador Guilherme Sampaio (PT) protesta.

A Câmara Municipal deverá votar, nesta terça-feira, a nova Lei de Uso e Ocupação do Solo. Na última sexta-feira, a comissão especial que trata do assunto aprovou 68 emendas à mensagem original.

A bancada de oposição se articula para pedir mais tempo para o debate e para se inteirar das 68 emendas embutidas na matéria.

Fortaleza, uma cidade refém de um trânsito feroz

Com o título “(I)mobilidade urbana”, eis artigo de José Borzacchiello, geógrafo e professor emérito da UFC, que pode ser conferido no O POVO desta quarta-feira. Ele volta a abordar o tema da mobilidade urbana e acentua: “Fortaleza é refém de um trânsito feroz que paralisa seus movimentos e compromete a eficiência da metrópole”. Confira:

A mobilidade é difícil em Fortaleza. Mais automóveis nas vias em detrimento dos transportes públicos. A função social do serviço de transporte público é garantia da normalidade do cotidiano urbano. As grandes estruturas voltadas ao transporte público, quando em pleno funcionamento, atendem razoavelmente às demandas de deslocamentos. Enquanto isso não acontece, as horas passam e vencer a inexorabilidade do tempo é um grande desafio. A todo instante, todos têm pressa, querem logo chegar aos seus destinos. Na Cidade, sempre congestionada, o problema é bem mais amplo e independe do tipo de transporte que se utiliza. Entretanto, são os dependentes dos transportes públicos os mais prejudicados.

Fortaleza é refém de um trânsito feroz que paralisa seus movimentos e compromete a eficiência da metrópole.

Vai longe o tempo da pequena capital provinciana com seus dias calmos e atividades acontecendo no seu velho e charmoso centro. Tudo se resolvia nas imediações das praças do Ferreira e José de Alencar. As calçadas eram espaços de caminhabilidade, as vitrines provocavam olhares e admiração, pessoas elegantes misturavam-se com a multidão sem nunca interromper os fluxos. Com destinos diferentes, nas ruas Guilherme Rocha e Liberato Barroso, todos pareciam seguir para o mesmo lugar.

A Cidade cresceu. A dispersão distanciou as pessoas, alterou as sociabilidades, obrigou aos que trabalhavam, estudavam e se recreavam no Centro da Cidade a acordar mais cedo e dormir mais tarde. Na periferia, a massa trabalhadora empurrada paras as áreas de moradia de menor custo, é a mais ressentida pela fricção das distâncias. A cidade se estendeu para todos. Os condomínios fechados atraíram considerável número de famílias ávidas por mais espaço doméstico, maior proximidade com a natureza e maior proteção em relação à violência dominante. A cada novo condomínio, mais automóveis aumentando o fluxo periferia/centro/periferia, intensificação do tráfego e maior imobilidade do trânsito. Em veículos refrigerados, a impaciência se repete a cada dia.

Nas áreas dos grandes conjuntos habitacionais, a angústia das horas. Em plena madrugada, antes do amanhecer, os pontos de ônibus já estão repletos de passageiros preocupados em cumprir seus compromissos. Não conseguem realizar um percurso tranquilo. São obrigados a fazer baldeações demoradas e desconfortáveis. Quando conseguem um assento livre no trecho realizado pela linha coletora, sabem que, ao chegar no terminal, começará o tormento com filas, empurra-empurra e a certeza de prosseguir o restante da viagem em pé.

Em seus automóveis, a classe média também tem suas agruras. Enfrentar uma profusão de sinais, constatar o esgotamento das vias alternativas vendo-as repletas de veículos, comprovação da deficiência dos serviços de transporte público seguro, frequente e eficiente, capaz de atrair novos usuários e contribuir para reduzir o número exagerado de carros circulando na cidade. Todos sonham com linhas de metrô de verdade, com BRT e VLT capazes de aliviar o sofrimento cotidiano dos que necessitam realizar deslocamentos. Quiçá isso aconteça!

*José Borzacchiello da Silva

borzajose@gmail.com

Geógrafo e professor emérito da UFC

Joaquim Cartaxo lança livro na XII Bienal

O superintendente estadual do Sebrae, arquiteto urbanista Joaquim Cartaxo, lançará, nesta sexta-feira, às 17h30min, o livro “Cidades – Economia, Gestão e Centralidade”. Tratga-se de uma coletânea de artigos publicados por ele no O POVO e replicados neste Blog.

Joaquim Cartaxo estará à disposição no estande da Câmara Cearense do Livro, dentro da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Eventos.

Prefeitura inicia limpeza da Lagoa da Parangaba. E nada de urbanização do local

A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Público e Defesa Civil, com apoio da Regional IV, iniciou, nesta quarta-feira, limpeza na Lagoa da Parangaba. Segundo a assessoria desses órgãos, o trabalho “vai contemplar a limpeza de dentro do manancial, com a retirada de aguapés, além da retirada do lixo do entorno.”

Foram mobilizados 10 homens nesse trabalho de manutenção do espaço que, na prática, não passa de paliativo.

A Lagoa da Prangaba precisa ser urbanizada e seu entorno requalificado. Ou seja, sem ocupação de seu calçadão por arremedos de barracas e servindo como pátio para venda de carro usado. Sem falar que a feirinha dominical é um outro problema imexível, até hoje. Em todos os sentidos.

(Foto – Paulo MOska)

Prefeito de Quixadá anuncia pacote de obras

O prefeito de Quixadá, Ilário Marques (PT), vai anunciar um pacote de obras estruturantes para o Centro dessa cidade do Sertão Central. O anúncio ocorrerá às 19 horas desta quinta-feira, durante ato no calçadão da Câmara Municipal, ocasião em que assinará o termo que autoriza os processos licitatórios para as obras.

No pacote, adaptação dos espaços da feira de frutas e verduras, feira do feijão e a reforma do Mercado Central e Matadouro Público.

Já nesta sexta-feira, Ilário autorizará o início das obras de reforma do Paço Municipal. A solenidade está prevista para as 8 horas no próprio prédio. Todas as obras, diz o prefeito, serão executadas com recursos próprios do município.

Lei Orgânica do Município – Revisão será tema de audiência pública

A primeira audiência pública da Comissão Especial de Revisão da Lei Orgânica do Município (LOM) ocorrerá na próxima quinta-feira, às 15 horas, na Câmara Municipal, teno por tema a revisão da Lei Orgânica, do artigo 1º ao 66.

Segundo o relator da matéria, vereador Renan Colares (PDT), os trabalhos seguirão por sete quartas-feiras consecutivas.

“Os artigos tratados nesta primeira audiência pública dizem respeito, principalmente, às competências de atuação do município e do próprio Legislativo”, observa Renan, esperando encerrar os trabalhos ainda neste semestre.

(Foto – Paulo MOska)

 

Prefeitura lança edital para seleção de profissionais para a Seuma

O Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Imparh) lançou edital de abertura para contratação, por tempo determinado, de profissionais de níveis superior e médio para a Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma). No total, 33 vagas são ofertadas. As inscrições serão feitas, exclusivamente, pela internet, a partir desta quinta-feira (30) e se estendendo até 16 de abril próximo.

Podem participar do processo seletivo os interessados que possuam diploma de conclusão de curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Ciências da Computação e áreas correlatas, Ciências Sociais, Direito, Economia, Engenharia Florestal, Engenharia de Pesca, Geografia e Geologia. Para os profissionais de nível médio é necessário, além da certificação do Ensino Médio, formação em Agrimensura ou Geoprocessamento, GIS e GPS ou formação em Autocad, GIS e GPS ou formação em Permacultura.

O processo seletivo será realizado em duas etapas, sendo a primeira análise de títulos e experiência profissional, na qual somente serão aceitos os títulos e a experiência profissional relacionados no edital; e a segunda, aplicação de entrevista, em que serão avaliados os seguintes critérios: concepção e conhecimento sobre a legislação urbana do Município de Fortaleza, sobre políticas públicas e sobre a atividade a ser desenvolvida; comportamento ético; capacidade de atender com celeridade às demandas; desenvoltura, clareza e objetividade na comunicação; capacidade de convivência harmônica e colaborativa e capacidade de trabalho em equipe. As duas etapas são de caráter eliminatório e classificatório.

Para se inscrever, os interessados devem acessar o Canal de Concursos e Seleções da Prefeitura de Fortaleza, preencher o formulário eletrônico e pagar a taxa de inscrição no valor de R$140,00 para os candidatos de nível superior e de R$90,00 para os candidatos de nível médio. No ato da inscrição, o interessado terá de indicar seus próprios RG e CPF. O boleto de pagamento, ainda que gerado no último dia de inscrição, deverá ser pago obrigatoriamente até a data do vencimento, observado o horário da cidade de Fortaleza.

SERVIÇO

Links:

Canal de Concursos e Seleções da Prefeitura de Fortaleza

Formulário de Inscrição (ampla concorrência)

Formulário de Inscrição (pessoa com deficiência)

Reimpressão do boleto de pagamento