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Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo começa segunda-feira

Em parceria com os governos estaduais, distrital e municipais, o Ministério da Saúde inicia, na segunda-feira (7), a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. Na primeira fase, que vai até o dia 25 de outubro, o público-alvo serão as crianças com idade entre 6 meses e 4 anos e 29 dias.

A segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, terá foco na população com idade entre 20 e 29 anos. Em entrevista coletiva, o ministro titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a prioridade para este grupo justifica-se porque, como provavelmente não receberam a segunda dose da vacina, seus filhos acabam apresentando um sistema imunológico mais vulnerável à doença. Além dos dois períodos, a campanha também destaca o dia 19 de outubro como o Dia D, para mobilização nacional.

Levantamento do governo federal mostra que, até o dia 28 de agosto, 5.404 casos de sarampo foram confirmados em todo o país. Além disso, houve o registro de seis óbitos, sendo quatro deles de pacientes menores de 1 ano.

A unidade federativa com maior incidência é São Paulo (15,11 a cada 100 mil habitantes), que concentra 97% dos casos e é seguida por Bahia (6,64) e Sergipe (5,86). Embora apresente índice de 0,21, o Pará preocupa, devido à sua cobertura vacinal, que é, atualmente, de 76%, disse Mandetta. O Amapá apresenta a segunda cobertura mais baixa, de 77%, perdendo para a Bahia, com 80%, e o Maranhão e o Piauí, ambos com 83%.

De acordo com informações da pasta, foram adquiridos, para este ano, 60,2 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para o ano que vem, a encomenda foi de 65,4 milhões de doses.

Em 2020, o ministério dará continuidade à campanha. A imunização será dividida em três etapas e incluirá pessoas com idade de 50 a 59 anos. Ao todo, espera-se que a vacinação atinja 39 milhões de brasileiros, que equivalem a 20% da população.

“Nós sabemos que as crianças de 6 meses a 1 ano de idade são as que respondem clinicamente pior ao sarampo. Acabam desenvolvendo um quadro de pneumonia muito grave, e os óbitos acabam tendo uma prevalência maior nessa faixa etária. Então, o clássico é vacinar aos 12 meses e aos 15 meses. Quem fez isso com seus filhos abaixo de 5 anos fez o correto, a criança está coberta e não há necessidade de aplicar mais uma dose. Aqueles que só deram uma dose aos 12 meses e não deram a segunda devem ir agora para fazer a segunda dose, porque uma dose só não dá sistema imunológico competente para enfrentar um surto de sarampo”, afirmou o ministro.

“O que é a novidade à qual as pessoas devem estar atentas? De 6 meses a 1 ano, quando não era recomendada a primeira dose, estamos fazendo a chamada dose 0. Vacinar os bebês e depois, aos 12 meses, fazer a dose regulamentar, como se fosse a primeira, e a segunda. Essas crianças a gente vai blindar mais, porque elas são as principais vítimas fatais do sarampo”, acrescentou, ressaltando que o governo está cogitando voltar a aplicar a vacina oral contra sarampo, que ficou vulgarmente conhecida como a “vacina de gotinha”.

(Agência Brasil)

Brasil tem 16 estados com surto ativo de sarampo; Ceará fora

O Brasil registrou 3.339 casos confirmados de sarampo em 16 estados, nos últimos 90 dias, segundo balanço divulgado hoje (13) pelo Ministério da Saúde. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul passaram a fazer parte da lista de estados com surto ativo. O último boletim aponta que são 24.011 casos suspeitos no país, sendo que 17.713 (73,8%) estão em investigação e 2.957 (12,3%) foram descartados. Neste ano, foram confirmados quatro mortes por Sarampo. Três em crianças com menos de 1 ano de idade e um homem de 42 anos. Nenhum dos quatro haviam sido vacinados.

São Paulo segue como o estado com a maior parte dos casos confirmados, 97, 5% (3.254), seguido do Rio de Janeiro (18), Pernambuco (13), Minas Gerais (13), Santa Catarina (12), Paraná (7), Rio Grande do Sul (7), Maranhão (3), Goiás (3), Distrito Federal (3), Mato Grosso do Sul (1), Espírito Santo (1), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1), Bahia (1) e Sergipe (1).

Segundo o ministério, as crianças são as mais suscetíveis às complicações e óbitos por sarampo, uma vez que a incidência de casos em menores de 1 ano é 9 vezes maior em relação à população em geral. A segunda faixa etária mais atingida é de 1 a 4 anos.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, diz que é importante vacinar crianças menores de 5 anos porque apresentam maior risco de desenvolver complicações, como cegueira, encefalite, diarreia grave, infecções no ouvido, pneumonias e óbitos.

O Ministério da Saúde enviou neste ano 19,4 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. A tríplice viral está disponível em todos os mais de 36 mil postos de vacinação em todo o Brasil.

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo vai ocorrer de 7 a 25 de outubro e o público-alvo são crianças de 6 meses a menores de 5 anos. O dia D – dia de mobilização nacional – vai ser em 19 de outubro. Já a segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, o foco é a população de 20 a 29 anos. O dia D ocorrerá em 30 de novembro.

(Agência Brasil)

Vacinação de grávidas ficou abaixo da média

Tema que encerrou a Jornada Nacional de Imunizações, nesse sábado (7), a vacinação de gestantes foi apontada por especialistas como fundamental para proteger bebês contra doenças que podem infectá-los antes de chegar o momento da imunização. As coberturas vacinais entre grávidas, apesar de terem se elevado ao longo dos últimos anos, continuam abaixo das metas estabelecidas.

O calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde recomenda que as gestantes estejam em dia com a vacina contra a hepatite B, que se vacinem nas campanhas anuais contra a gripe e que tomem também a vacina dTpa, que previne a difteria, o tétano e a coqueluche.

Dados apresentados no encontro pelo Programa Nacional de Imunizações mostram que a vacinação de grávidas contra o vírus influenza ficou em 84,6% na campanha de 2019 – abaixo da meta de 90%. No caso da a vacina dTpa, a cobertura em 2018 foi de 62,81%, também inferior aos 95% pretendidos.

A vacinação de gestantes com a dTpa no Brasil começou em 2014, como uma reação ao aumento de casos de coqueluche, que tem incidência considerável entre bebês menores de 2 meses – idade mínima para tomar a primeira dose contra a doença. A partir de 2017, a vacina passou a ser recomendada para gestantes a partir da 20ª semana como forma de proteger o recém-nascido.

(Agência Brasil)

Jornada Nacional de Imunizações começa hoje em Fortaleza

O surto de sarampo, novas descobertas sobre imunização e o combate às notícias falsas sobre vacinas vão ser alguns dos temas debatidos por mais de 1,1 mil profissionais de saúde que participam nesta semana da Jornada Nacional de Imunizações, em Fortaleza, no Ceará. O evento, com 114 conferencistas, começa hoje (4) e vai até sábado.

Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), entidade que promove o encontro, Juarez Cunha afirma que a percepção dos problemas que levaram à baixa na cobertura vacinal fez com que o tema da jornada seja “Promovendo o valor da imunização”. Segundo a SBIm, as coberturas abaixo do ideal vêm sendo registradas desde 2015, o que está relacionado a problemas como a circulação de fake news, a hesitação em se vacinar e a falsa segurança de que as doenças erradicadas não existem mais.

“É muito triste fazer a jornada neste momento em que estamos assistindo a um surto de sarampo no nosso país que não precisaria estar acontecendo, e com casos graves e óbitos. Mas, por outro lado, vai reforçar [a discussão], porque o objetivo principal é passar informação”, diz Juarez.

O surto de sarampo no estado de São Paulo, onde mais de 2,2 mil casos já foram registrados neste ano, levou o governo federal a intensificar a vacinação de crianças de até um ano e adultos jovens. A imunização contra o sarampo está incluída na vacina tríplice viral, que faz parte do calendário nacional de vacinação e previne também contra a caxumba e a rubéola,

Novidades na área de imunizações também estarão em debate, como a vacina de herpes zoster com o vírus inativado, já registrada nos Estados Unidos. Atualmente, a vacina utilizada no Brasil tem o vírus vivo atenuado. Outra tecnologia nova que deve ser discutida pelos especialistas é a vacina que previne nove tipos de HPV, enquanto as que estão disponíveis no Brasil previnem até quatro tipos do vírus, relacionados a casos de câncer.

(aGência Brasil)

Sociedade de Imunizações: adulto desconhece calendário de vacinas

O retorno do sarampo a regiões do Brasil, contagiando principalmente adultos, fez com que a vacina tríplice viral voltasse a entrar em evidência. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) alerta, entretanto, que a surpresa de parte da população adulta em relação à necessidade de se vacinar comprova o desconhecimento em relação ao Calendário Nacional de Vacinação. Vice-presidente da SBIm, Isabela Balalai informa que a entidade criou um grupo multidisciplinar focado em como reverter essa situação.

“Parece que está todo mundo descobrindo e entendendo como uma coisa nova que o adulto tem que se vacinar. A vacina tríplice viral está no calendário do adulto há anos, e parece novidade”, adverte ela. “Há uma questão cultural de que vacina é coisa de criança. A gente aprendeu que precisa levar as crianças ao posto e não sabe que esse é só o primeiro desafio. A população desconhece que existe um calendário de vacinação rotineiro para o adulto”.

O contágio de sarampo traz uma preocupação adicional para a SBIm, porque ele indica que existe a possibilidade de um retorno da rubéola, doença que está erradicada no país. Como a imunização contra ambas e também contra a caxumba é garantida com a mesma vacina, a tríplice viral, Isabela Balalai afirma que o avanço do sarampo indica que a imunização contra as três doenças está abaixo do ideal. “Se o vírus da rubéola entrar no país, como é a mesma vacina, o cenário pode ser o mesmo”.

Com 37 anos, a securitária Ludmilla Tosoni conta que não costuma atualizar sua caderneta de vacinação de adulto, que só recebeu quando tomou a vacina de febre amarela, há dois anos. “A vacina da gripe foi a última que tomei. É uma vacinação que acontece aqui no trabalho, em uma campanha que eles fazem. Tomo pela facilidade”, diz ela, que sabe que precisa tomar a vacina da hepatite B e que pode encontrá-la gratuitamente no posto de saúde. “A vacinação de adultos é mais displicente que a vacinação de crianças. Quando se trata de crianças, as pessoas costumam ser mais cuidadosas, mais atentas”, reconhece.

O Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde pode ser consultado na internet. Adultos devem manter em dia as imunizações de hepatite B, febre amarela, tríplice viral e dupla adulto (DT), além da pneumocócica 23 valente para grupos específicos. A SBIm tem um calendário mais amplo, que também pode ser conferido online, mas nem todas as vacinas que constam nele podem ser obtidas gratuitamente no Sistema Único de Saúde.

Isabela Balalai reconhece que a responsabilidade de comunicar o calendário de vacinação é do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações, mas acrescenta que é também dos médicos, que, na avaliação da SBIm, não vêm cumprindo esse papel como poderiam.

“Os médicos também precisam estar informados. É outro desafio. O médico que atende adultos ainda não tem na rotina dele a recomendação de vacina”, diz ela, acrescentando que uma das conclusões do grupo de trabalho foi a recomendação de investir mais na educação médica, reforçando conteúdos sobre vacinação.

A vacinação de adultos será um dos assuntos discutidos na Jornada Nacional de Imunizações, que acontecerá nesta semana em Fortaleza. O encontro de pesquisadores e especialistas, que começa quarta-feira (4) e vai até sábado (7), tratará de outros desafios, como o combate às fake news e boatos contra as vacinas.

(Agência Brasil)

Cartão Digital de Vacinação acompanhará histórico de imunização do cearense

A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou nesta quinta-feira (22) o Cartão Digital de Vacinação, que acompanhará histórico de imunização do cearense. A proposta é da deputada Aderlânia Noronha (SD), que destacou o banco de dados para o armazenamento das informações, no âmbito do Sistema de Saúde Estado do Ceará.

“O governador Camilo Santana lançou um pacote de medidas para fortalecimento da rede de atenção primária, criação do hub da saúde, entre outras ações prioritárias. Com a criação do Cartão Digital de Vacinação e do banco de dados interligando toda a rede de saúde, será possível acompanhar o histórico de imunização de cada cidadão, evitando qualquer conflito de informações, como saber se a pessoa já recebeu determinada vacina ou não”, comentou a parlamentar.

O Cartão Digital de Vacinação deverá utilizar recursos computacionais para cadastrar informações de vacinação, contendo, dentre outros, o local, o lote de fabricação, data de vacinação e fabricante, na forma do regulamento.

“As informações referentes aos pacientes e à vacinação, bem como aos procedimentos utilizados, deverão ser salvos eletronicamente em um banco de dados, que servirá de base para planejar ações de saúde pública, para promover campanhas de conscientização e para adquirir e administrar as vacinas de forma adequada”, ressaltou a deputada.

O projeto prevê que a Secretaria de Saúde do Estado será a responsável pela criação do Cartão Digital de Vacinação e do Banco de Dados para armazenamento de informações sobre a vacinação, bem como o treinamento para que os profissionais possam atualizar o sistema com os dados sobre as crianças e cidadãos que sejam vacinados a partir do início da informatização do processo.

(Foto: Arquivo)

Ministro reforça importância da vacinação em jovens

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ressaltou nessa sexta-feira (14), em uma reunião de ministros do Mercosul, em Bariloche, na Argentina, a importância da cooperação entre os países na busca da melhoria dos níveis de vacinação. O encontro contou ainda com a participação de ministros da Saúde do Uruguai, Paraguai, Argentina (membros do Mercosul), Chile e Bolívia (membros associados).

“As novas gerações precisam escutar aqueles que passaram, em anos anteriores, por dramas como a poliomielite, o sarampo – que não é uma doença inocente mas que causa cegueira, óbitos, pneumonias graves-, e a difteria – que nós temos informações oficiosas que circula na Venezuela e é uma doença infecciosa grave. Por isso, é fundamental o esforço de toda a América do Sul no sentido de garantir melhores níveis de vacinação”, afirmou o ministro.

Mandetta disse que o país está fazendo a sua parte e ressaltou o Movimento Vacina Brasil, que foi lançado em abril deste ano pelo Ministério da Saúde para reverter o a queda da cobertura de vacinação no país nos últimos dois anos. Doenças consideradas eliminadas ou erradicadas, como o sarampo e a rubéola, voltaram a se tornar ameaças. O intuito do programa é sensibilizar as pessoas sobre a importância da imunização como prevenção para que essas doenças não retornem.

Problema geracional

Nesse sentido, o ministro disse que o problema é geracional e que muitos jovens não chegaram a ver de perto a gravidade de doenças que mataram e deixaram sequelas. Casos de sarampo registrados em 2018, por exemplo, levaram o Brasil a perder o certificado de eliminação da doença, que havia sido concedido em 2016, pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

De acordo com o MS, o Brasil possui o maior programa público de imunização do mundo. A rede pública de saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo são 27 vacinas como parte do esquema de cobertura prevista no Calendário Nacional de Vacinação. Por ano, são mais de 300 milhões de doses de vacina aplicadas.

Após a reunião, o ministro afirmou que as autoridades definiram pela “convergência de esforços no intuito de negociações de preços de medicamentos de alto custo e um esforço muito grande nas áreas de fronteira para garantir melhoria dos níveis de vacinação”.

As reuniões de ministros e ministras de Saúde do Mercosul e Estados Associadas ocorrem a cada seis meses. Entre os temas tratados estão saúde nas fronteiras, sistema de informação e capacitação em doação e transplante, e priorização da saúde nos acordos comerciais.

(Agência Brasil)

Gripe – Postos de saúde abrem neste fim de semana em Fortaleza para vacinação

Catorze postos de saúde e outros 15 mine unidades estarão abertos neste fim de semana, em Fortaleza, para a intensificação da campanha nacional de vacinação contra a gripe. Devem se vacinar idosos a partir de 60 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), crianças de 6 meses até 5 anos, 11 meses e 29 dias, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, trabalhadores da Saúde, professores das escolas públicas e privadas, povos indígenas, pessoas privadas de liberdade e profissionais das forças de segurança e salvamento (policiais, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas).

A iniciativa busca alcançar áreas onde há baixa cobertura do público-alvo da campanha. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, já foram vacinadas em Fortaleza 474 mil pessoas, o equivalente a 68% da meta geral estabelecida pelo Ministério da Saúde, que aponta o mínimo de 90% de pessoas vacinadas.

A vacina tem como finalidade reduzir as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções causadas pelo vírus da gripe. Considerada uma das medidas mais eficazes de prevenção da doença, pode reduzir de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e até cerca de 75% a mortalidade por complicações da Influenza.

Campanha de vacinação contra gripe será prorrogada, diz ministro

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse hoje (27) que a Campanha da Vacinação contra a Gripe, inicialmente prevista para se encerrar no próximo dia 31, será prorrogada. O ministro não informou por quanto tempo a campanha permanecerá ativa.

“Sempre prorroga [a campanha]. A gente prorroga porque não tem porque não prorrogar. A gente coloca uma meta no tempo para ver se as pessoas se conscientizam, se as secretarias [estaduais de Saúde] se conscientizam. Eu vou premiar as que fizeram o dever de casa. Essas sim. E vamos ajudar, vamos ver o que que se pode ajudar naquelas que não conseguiram”, disse após participar de um evento em Sorocaba (SP) na tarde desta segunda-feira.

A meta do Ministério da Saúde era vacinar 90% do público-alvo, composto por 59,4 milhões de pessoas, até o dia 31. No entanto, até esta segunda-feira, 42,5 milhões de pessoas haviam sido vacinadas. O número corresponde a 71,6% do público-alvo.

“Estados que tradicionalmente vacinam bem, a frente fria demorou muito para entrar. Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que sempre foi um estado de excelentes campanhas, esse ano atrasou”, disse Mandetta.

Segundo ministro, a maioria dos estados deverá atingir com a vacinação, até o final da semana, 85% do público-alvo. Os estados com maior cobertura até o momento são: Amazonas (93,6%), Amapá (85,5%), Espírito Santo (75,3%), Alagoas (73,4%), Rondônia (72,6%) e Pernambuco (72,2%). Já os estados com menor cobertura são: Rio de Janeiro (45,8%) Acre (49,7%), São Paulo (57,0%), Roraima (57,4%) e Pará (59,2%).

O ministro lamentou que estados como o Rio de Janeiro, que têm problemas relacionados a disponibilização de Centros de Terapia Intensiva (CTI), estejam com a cobertura vacinal menor. “O que que ele [o estado do Rio] está plantando daqui a 60 dias? Muitas pessoas, provavelmente com pneumonia, muitas pessoas precisando de respirador para ter uma chance para viver, e um colapso do sistema de CTI”, disse.

Entre a população prioritária, os funcionários do sistema prisional foram os que mais se vacinaram, com 101,6 mil doses recebidas, o que representa 89,7% deste público, seguido pelas puérperas (88,6%), indígenas (82,0%), idosos (80,6%) e professores (78,1%). Os grupos que menos se vacinaram foram os profissionais das forças de segurança e salvamento (30%), população privada de liberdade (47,2%), pessoas com comorbidades (63,4%), trabalhadores de saúde (69,9%), gestantes (68,8%) e crianças de 6 meses a 6 anos incompletos (67,6%).

(Agência Brasil)

Dia da D de vacinação ficou dentro da expectativa, diz ministro

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse hoje (4), durante visita a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), na zona sul da capital paulista, que participou do Dia D da campanha de vacinação contra a gripe, que as ações ficaram dentro das expectativas do ministério, com 100% das unidades de saúde abastecidas e 100% da força de trabalho atuando.

“É uma oportunidade que teremos até o fim de maio para as pessoas se vacinarem. Hoje fica um dia no qual chamamos bastante a atenção. O Dia D não é dia para esgotar os índices, mas é um dia que queremos que todos saibam que estamos em plena campanha e que além de vacinar contra a gripe, há a oportunidade para as demais vacinas”, afirmou.

O objetivo da ação é alertar a população sobre a importância de manter a carteira de vacinação em dia e chamar o grupo prioritário para se vacinar. A vacina está disponível em todos os postos de vacinação do país, durante este sábado.

Mandetta lembrou que há um fenômeno global no qual as pessoas estão deixando de vacinar os filhos, resultando em epidemias de doenças que já estavam erradicadas, como o sarampo. “São Paulo teve um caso de sarampo esta semana. Ela tem um bom índice de cobertura vacinal, mas não se pode criar nichos sem vacinação, senão coloca-se em risco a comunidade como um todo, disse.

Segundo o ministro, as pessoas acreditam que a gripe é uma doença comum, mas esquecem que ela mata, leva milhares de pessoas aos postos de saúde e hospitais, com internações prolongadas, podendo evoluir para uma pneumonia.

“A vacina não dá reação nenhuma. O que existe são pessoas que estão no período de incubação da gripe. Vacinam-se, e dois dias depois têm gripe porque já estavam contaminadas. O balanço da vacina é dez a zero, em qualquer relação de risco, versus benefício”, explicou.

(Agência Brasil)

Postos de saúde abrem hoje para Dia D de vacinação contra gripe

Mais de 41 mil postos de saúde em todo o país abrem as portas neste sábado (4) para o Dia D de vacinação contra a gripe.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou no último dia 10 e segue até 31 de maio.

A meta, segundo o Ministério da Saúde, é imunizar pelo menos 90% de 59,5 milhões de pessoas. Até o dia 30 de abril, 12,2 milhões de pessoas haviam sido vacinadas.

Público-alvo

Devem receber a dose crianças com idade entre 6 meses e menores de 6 anos; grávidas em qualquer período gestacional; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; povos indígenas; idosos; professores de escolas públicas e privadas; pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

Profissionais das forças de segurança e salvamento também passaram a fazer parte do público-alvo da campanha neste ano.

De acordo com o Ministério da Saúde, o grupo inclui policiais civis, militares, bombeiros e membros das Forças Armadas, totalizando 900 mil pessoas.

Cobertura

De acordo com o ministério, até o dia 30 de abril, 12,2 milhões de pessoas haviam sido imunizadas.

O número representa 21% do total de grupos que devem receber a dose. O público com maior cobertura, até o momento, é o de puérperas, com 38,8%, seguido pelas gestantes (33,4%); indígenas (27,6%); crianças (26,4%); idosos (21,5%); trabalhadores de saúde (17,1%) e professores (14,2%).

Vacina

A dose utilizada este ano sofreu mudanças em duas das três cepas que compõem a vacina e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no Hemisfério Sul ao longo de 2018, conforme determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS) – incluindo o H1N1.

“A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença”, informou o Ministério da Saúde.

Casos

Este ano, até 20 de abril, foram registrados 427 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por influenza em todo o país, com 81 óbitos.

Até o momento, o subtipo predominante no país é o vírus influenza A (H1N1), que responde por 213 casos e 55 óbitos.

Segundo o ministério, todos os estados estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir, indicado para o tratamento contra o H1N1, e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde.

O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.

(Agência Brasil)

Vacina para quê?

Em artigo no O POVO deste sábado (13), a jornalista Maísa Vasconcelos destaca a importância da vacinação. Confira:

Porque é aniversário da Cidade, veio à lembrança a figura dos irmãos De Assis e Ivonildo, que não avisto há tempos na esquina da Padre Valdevino com Barão de Studart. Não que não estejam lá, os dias é que têm sido de desarmonia entre mim e uma Fortaleza que me devolve um “sem tempo, irmã” a cada “vou ver e te digo”. Assim, eu e ela seguimos adiando mais uma DR.

Discutir a relação com o lugar de morada é também mergulhar em si. É quase certo que a minha cidade ideal e a sua são espaços de acolhimento e, por conseguinte, mantenedores de uma pretensa ordem interior. Mas a verdade é que nem sempre estamos dispostos ou preparados para abrir a janela e deixar o mundo entrar. Nem sempre pisamos o chão da rua. Sequer nos permitimos o encontro com o outro, o controverso. Daí não enxergar as tantas realidades que nos põem diante de nós mesmos.

Certa vez encontrei De Assis e Ivonildo, os irmãos pedintes de rostos sulcados pelo sol, pela vida. De Assis nem tinha onze anos quando teve que rogar pela caridade das ruas. Contava tão somente um ano e oito meses quando ficou cego, vitimado pelo sarampo. Para ele, “mando de Deus”. Nunca esqueci. Nossas histórias se cruzam na epidemia de meados dos anos 1970. A cidade é assim: ao sair do automático, parte de você pode estar na esquina.

Mas deixemos de crônica, cuidemos da vida. Porque em 2019, as urgências passam por tentar convencer as famílias a vacinarem seus filhos. Segundo o Unicef, em 2018 houve registros de sarampo em 98 países. A Europa encabeça a lista tendo a Ucrânia no topo. Nos Estados Unidos, a previsão é que os números da doença neste ano sejam maiores que no ano 2000.

No Brasil, o Ministério da Saúde registrou mais de 10 mil casos em 2018. Em março, veio a informação de mais um caso endêmico na Região Norte, o que significa para o País a perda do certificado de erradicação do sarampo concedido pela Organização Pan Americana de Saúde, em 2016. No mesmo ano, o Ceará foi declarado livre da doença e é hoje modelo de imunização.

Contra sarampo ou gripe, quem há de baixar a guarda quando se tem por aí um movimento antivacinas?

Maísa Vasconcelos

Jornalista do O POVO

Campanha de vacinação contra a gripe começa esta semana em todo o país

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa na próxima quarta-feira (10) em todo o país. De acordo com o Ministério da Saúde, a imunização, este ano, foi antecipada em cerca de 15 dias em relação aos anos anteriores, quando a campanha teve início na segunda quinzena de abril.

Nesta primeira fase, serão priorizadas crianças com idade entre 1 ano e 6 anos, grávidas em qualquer período gestacional e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto). A escolha, segundo o ministério, foi feita por causa da maior vulnerabilidade do grupo.

A partir de 22 de abril, todo o público-alvo da campanha poderá receber a dose, incluindo trabalhadores da saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição, de acordo com o ministério, também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente o vírus da gripe. A meta é imunizar pelo menos 90% dos grupos elegíveis para vacinação.

A influenza é uma doença sazonal, mais comum no inverno, que causa epidemias anuais, sendo que há anos com maior ou menor intensidade de circulação desse tipo de vírus e, consequentemente, maior ou menor número de casos e mortes.

No Brasil, devido a diferenças climáticas e geográficas, podem ocorrer diferentes intensidades de sazonalidade da influenza e em diferentes períodos nas unidades federadas. No caso específico do Amazonas, a circulação, de acordo com o ministério, segue o período sazonal da doença potencializado pelas chuvas e enchentes e consequente aglomeração de pessoas.

(Agência Brasil)

Aderlânia propõe a criação do Cartão Digital de Vacinação

O eficiente planejamento de ações sanitárias, a promoção de campanhas de conscientização, além da aquisição de vacinas e sua administração de forma adequada. Esses são os principais itens do projeto de indicação apresentado nesta quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa do Ceará, pela deputada Aderlània Noronha (SD), que propõe a criação do Cartão Digital de Vacinação.

“As doenças endêmicas preocupam a saúde pública há tempo. As grandes endemias constituem hoje um dos maiores desafios, uma vez que atingem, principalmente, pessoas menos favorecidas. Os dados armazenados devem ser utilizados para o planejamento de ações sanitárias, promoção de campanhas de conscientização, aquisições de vacinas e sua administração de forma adequada”, justificou a parlamentar cearense, ao apontar ainda que o Cartão Digital de Vacinação deverá utilizar recursos computacionais para cadastrar informações de vacinação, contendo, dentre outros dados, o local, o lote de fabricação, data de vacinação e fabricante.

Aderlânia explicou que os dados referentes à vacinação deverão ser salvos eletronicamente em um banco de dados, tanto pelo sistema público, quanto pelo sistema privado, sendo disponibilizados de forma eletrônica e via internet, por meio, inclusive, de aparelhos smartphone.

A proposta prevê também que a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará será a responsável pela criação do Cartão Digital de Vacinação e do Banco de Dados para armazenamento de informações, bem como pelo treinamento dos profissionais para que possam atualizar esse banco de dados.

(Foto: Arquivo)

OMS lista as 10 principais ameaças para a saúde em 2019

Surtos de doenças preveníveis por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo, além de impactos à saúde causados pela poluição, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias. Estes são alguns dos itens que integram a lista das 10 principais ameaças à saúde global em 2019, divulgada nesta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A entidade pretende colocar em prática um novo plano estratégico, com duração de cinco anos, com o objetivo de garantir que 1 bilhão de pessoas a mais se beneficiem do acesso à saúde e da cobertura universal de saúde; estejam protegidas de emergências de saúde; 1 bilhão desfrutem de melhor saúde e bem-estar.

De acordo com a OMS, são as seguintes as questões que vão demandar mais atenção da organização e de seus parceiros neste ano:

Poluição do ar e mudanças climáticas
A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que nove em cada 10 pessoas respiram ar poluído todos os dias. Poluentes microscópicos podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando pulmões, coração e cérebro, o que resulta na morte prematura de 7 milhões de pessoas todos os anos por enfermidades como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares.

Doenças crônicas não transmissíveis
Dados da entidade mostram que doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, são responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo – o equivalente a 41 milhões de pessoas. Isso inclui 15 milhões de pessoas que morrem prematuramente (entre 30 e 69 anos), sendo que mais de 85% dessas mortes prematuras ocorrem em países de baixa e média renda.

Pandemia de influenza
O mundo enfrentará outra pandemia de influenza – a única coisa que ainda não se sabe é quando chegará e o quão grave será. O alerta é da própria OMS, que diz monitorar constantemente a circulação dos vírus para detectar possíveis cepas pandêmicas.

Cenários de fragilidade e vulnerabilidade
A entidade destacou que mais de 1,6 bilhão de pessoas – 22% da população mundial – vivem em locais com crises prolongadas (uma combinação de fatores como seca, fome, conflitos e deslocamento populacional) e serviços de saúde mais frágeis. Nesses cenários, metade das principais metas de desenvolvimento sustentável, incluindo saúde infantil e materna, permanece não atendida.

Resistência antimicrobiana
A resistência antimicrobiana – capacidade de bactérias, parasitos, vírus e fungos resistirem a medicamentos como antibióticos e antivirais – ameaça, segundo a OMS, mandar a humanidade de volta a uma época em que não conseguia tratar facilmente infecções como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose. “A incapacidade de prevenir infecções pode comprometer seriamente cirurgias e procedimentos como a quimioterapia”, alertou.

Ebola
No ano passado, a República Democrática do Congo passou por dois surtos de ebola, que se espalharam para cidades com mais de 1 milhão de pessoas. Uma das províncias afetadas também está em zona de conflito ativo. Em dezembro, representantes dos setores de saúde pública, saúde animal, transporte e turismo pediram à OMS e seus parceiros que considerem 2019 um “ano de ação sobre a preparação para emergências de saúde”.

Atenção primária
Sistemas de saúde com atenção primária forte são classificados pela entidade como necessários para se alcançar a cobertura universal de saúde. No entanto, muitos países não têm instalações de atenção primária de saúde adequadas. Em outubro de 2018, todos os países-membro se comprometeram a renovar seu compromisso com a atenção primária de saúde, oficializado na declaração de Alma-Ata em 1978.

Vacinação
Segundo a OMS, a relutância ou a recusa para vacinar, apesar da disponibilidade da dose, ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis por imunização. O sarampo, por exemplo, teve aumento de 30% nos casos em todo o mundo. “[A vacina] é uma das formas mais custo-efetivas para evitar doenças – atualmente, previnem-se cerca de 2 milhões a 3 milhões de mortes por ano”, diz a OMS. Além disso, 1,5 milhão de mortes poderiam ser evitadas se a cobertura global de vacinação tivesse maior alcance.

Dengue
Um grande número de casos de dengue é comumente registrado durante estações chuvosas de países como Bangladesh e Índia. Dados da OMS mostram que, atualmente, os casos vêm aumentando significativamente e que a doença já se espalha para países menos tropicais e mais temperados, como o Nepal. A estimativa é que 40% de todo o mundo esteja em risco de contrair o vírus – cerca de 390 milhões de infecções por ano.

HIV
De acordo com a entidade, apesar dos progressos, a epidemia de Aids continua a se alastrar pelo mundo, com quase 1 milhão de pessoas morrendo por HIV/aids a cada ano. Desde o início, mais de 70 milhões de pessoas adquiriram a infecção e cerca de 35 milhões morreram. Atualmente, cerca de 37 milhões vivem com HIV no mundo. Um grupo cada vez mais afetado são as adolescentes e as mulheres jovens (entre 15 e 24 anos), que representam uma em cada quatro infecções por HIV na África Subsaariana.

(Agência Brasil)

Sábado da vacinação: última chamada para proteger crianças contra pólio e sarampo

Estados e municípios que ainda não atingiram a meta de vacinar 95% das crianças contra a pólio e sarampo, devem abrir os postos de vacinação no próximo sábado (1º). A orientação, para que os gestores locais realizem uma nova mobilização, é do Ministério da Saúde.

A medida tem como objetivo vacinar 3,3 milhões de crianças, de um ano a menores de cinco, que ainda não estão protegidas contra as duas doenças. A última atualização enviada pelos estados mostra que, até esta terça-feira (28), 70% das crianças brasileiras se vacinaram.

Em todo o país, foram aplicadas mais de 15,7 milhões de doses das vacinas (cerca de 7,8 milhões de cada).

(Agência Saúde)

Anvisa altera indicações para uso de vacina contra a dengue

A vacina contra a dengue, chamada de Dengvaxia, aumenta o risco de hospitalização ou de dengue grave das pessoas que nunca tiveram contato com o vírus, quando infectados pela primeira vez. Por outro lado, sua eficiência é maior quando aplicada em pessoas que já apresentaram algum subtipo da doença.

Essas constatações, obtidas após cinco anos de monitoramento, levaram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a anunciar a alteração na bula da vacina.

Foram feitas três alterações na bula da vacina Dengvaxia. A primeira, no sentido de restringir o uso para “indivíduos soropositivos”, referindo-se àqueles que já tiveram dengue e moram em áreas endêmicas.

A segunda alteração inclui, no texto, uma definição mais clara para o que é considerado “área endêmica”: aquelas onde pelo menos 70% das pessoas ou ou mais já tiveram contato com o vírus.

Por fim, inclui a contraindicação de uso da vacina para indivíduos que nunca tiveram dengue (soronegativos).

“Para a aprovação destas alterações, a Anvisa considerou que a vacina é comprovadamente eficaz na prevenção de um novo episódio de dengue para pessoas que já tiveram alguma forma da doença. Outro fator decisivo é o fato da Dengvaxia ser a única vacina para dengue aprovada no Brasil, que sazonalmente sofre com epidemias da doença”, informou a Anvisa por meio de nota, ao afirmar que essas alterações estão de acordo com recomendações feitas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

(Agência Brasil)

Última semana: pais e responsáveis precisam levar as crianças para vacinar contra pólio e sarampo

A próxima semana é a última oportunidade dos pais e responsáveis levarem as crianças de um ano a menores de cinco para se vacinarem contra a pólio e sarampo. A Campanha Nacional de Vacinação contra as duas doenças termina na próxima sexta-feira (31). Até o momento, 4,1 milhões de crianças em todo país ainda não receberam a vacina.

A última atualização enviada pelos estados mostra que, até esta sexta-feira (24), 62% das crianças brasileiras se vacinaram. Em todo o país, foram aplicadas mais de 14 milhões de doses das vacinas (cerca de 7 milhões de cada).

A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças independente da situação vacinal delas e criar uma barreira sanitária de proteção da população brasileira.

(Agência Saúde)

Vacinação contra pólio e sarampo atinge 51% da meta

O Ministério da Saúde informou que 51% das crianças de 1 ano a menores de 5 anos foram vacinadas contra poliomielite e sarampo após o Dia D de Imunização, realizado no sábado (18).

No total, mais de 11,4 milhões de doses das vacinas contra a pólio e sarampo (cerca de 5,7 milhões de cada) foram aplicadas até essa segunda-feira (20). A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças independentemente da situação vacinal delas.

Segundo o ministério, para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina vão ser imunizadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite – VOP). Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente se estão com as vacinas em dia. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias, que não necessitam de uma nova dose.

Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. Até o dia 14 de agosto, foram confirmados 910 casos de sarampo no Amazonas e 5.630 continuam em investigação. Já em Roraima, foram 296 casos confirmados e 101 em investigação.

Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017. Até o momento, foram identificadas seis mortes por sarampo: sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e um em brasileiro) e duas no Amazonas (brasileiros).

(Agência Brasil)

Unidades de saúde do Ceará abrem neste sábado para vacinar contra pólio e sarampo

Todas as crianças de um a menores de cinco anos devem buscar neste sábado (18) os mais de 36 mil postos de vacinação para receber a vacina contra a poliomielite e o sarampo. As unidades de saúde realizam o Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.

No Ceará, 81% das crianças que fazem parte do público-alvo ainda precisam se vacinar. Pais e responsáveis devem levar as crianças independente da situação vacinal anterior, já que neste ano a campanha é indiscriminada.

A expectativa é vacinar mais de 11 milhões de crianças no País até 31 de agosto.

(Agência Saúde)