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Senado avalia inclusão, no currículo escolar, da prevenção à violência contra as mulheres

Um projeto que inclui conteúdo relacionado à prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica é um dos 16 itens na pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) na terça-feira (25).

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que só em 2018 foram registrados mais de 4,4 mil casos de feminicídio no Brasil.

Autor do projeto (PL 598/2019), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) defende que a ideia é reforçar, desde cedo, questões como respeito e igualdade.

— Para que o aluno aprenda que tem que respeitar a mulher, que mulher não é mercadoria, é uma pessoa igual ao homem. Que as diferenças que existem são biológicas e quando a mulher diz não, é não — explicou.

A matéria tem voto favorável da relatora, Daniella Ribeiro (PP-PB), para quem atuar na formação de crianças e adolescentes nas escolas de educação básica é uma estratégia importante para a promoção de mudanças culturais mais profundas. Para a senadora, a iniciativa também pode incentivar o empoderamento das meninas.

— Educar as meninas para saberem sobre os seus direitos, sobre a possibilidade de não permitir que recebam agressões achando que isso é natural ou normal — defendeu.

Violência

Daniella baseia seu relatório em dados da pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e do Datafolha, com base em registros de 2018.

“Segundo o levantamento, 536 mulheres foram vítimas de agressão física a cada hora no ano passado. Nove mulheres foram vítimas de algum tipo de agressão de natureza sexual a cada minuto. Já 12,5 milhões foram vítimas de ofensa verbal, como insulto, humilhação ou xingamento, enquanto 1,6 milhão sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento; 3,9 milhões foram assediadas fisicamente em transporte público e 6 milhões sofreram algum tipo de assédio sexual no ambiente de trabalho”, enumera o relatório.

A pesquisa apurou ainda que 76,4% das mulheres que sofreram violência relataram que o agressor era alguém conhecido — em 23,8% dos casos, o agressor era o cônjuge, namorado ou companheiro. E 42% delas indicaram a própria casa em que vivem como o local da agressão.

A comissão terá a decisão final sobre a matéria, a menos que haja recurso para apreciação no Plenário do Senado.

(Agência Senado)

Corrupção causa dano semelhante ao de arma de destruição, diz ministra

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que nenhuma prática causou tanto dano ao povo brasileiro quanto a corrupção nos últimos anos. Para a ministra, a corrupção foi a principal causa de violação de direitos humanos no Brasil nos últimos anos e tem efeitos semelhantes aos causados por armas de destruição.

“À luz do seu inegável impacto negativo sobre o pleno gozo dos direitos e liberdades fundamentais, estamos incluindo o tema da corrupção no centro do debate sobre a defesa dos direitos humanos no Brasil”, disse Damares, que ressaltou a criação do Comitê Interministerial de Combate à Corrupção como iniciativa do governo brasileiro.

(Agência Brasil)

Conteúdo violento no Facebook aumenta quase 10 vezes em um ano

O número de publicações com conteúdo violento punidos por violar as regras do Facebook aumentou quase 10 vezes em um ano, saindo de 3,4 milhões no primeiro trimestre de 2018 para 33,6 milhões entre janeiro e março de 2019. O balanço foi divulgado pela plataforma no documento Relatório de Transparência, que traz números relativos a providências tomadas em relação a posts de usuários a partir de suas regras internas.

Do total de 33,6 milhões conteúdos violentos punidos, 171 mil foram objeto de reclamações questionando a retirada e solicitando a retomada. Cerca de 70 mil mensagens foram republicadas, sendo 24 mil após o recebimento de reclamação e 45 mil por iniciativa própria do Facebook.

As sanções foram tomadas com base nos “Padrões da Comunidade”, uma das normas internas da rede social, juntamente com os “Termos de Serviço” e as “Políticas de Privacidade”. Os “Padrões da Comunidade” são formados por um conjunto de regras que definem o que é proibido e o que é passível de sanção pela companhia.

São vetados, por exemplo, posts com nudez, imagens de violência extrema, de suicídio ou auto-mutilação, vendas não autorizadas, mensagens de apoio a causas ou grupos terroristas e discurso de ódio. Com base nesses parâmetros, o Facebook monitora as publicações de seus usuários, bem como recebe denúncias dos usuários apontando violações às regras.

Entre as providências tomadas estão a cobertura de publicações com avisos (como indicando que se trata de conteúdo violento), a remoção de um conteúdo, a suspensão de uma conta ou até mesmo o repasse da denúncia para autoridades quando se tratar de um crime. No caso de notícias falsas, não há remoção, mas limitação do alcance no newsfeed dos usuários.

Além dos conteúdos violentos, a empresa também puniu mensagens com discursos de ódio. O número de publicações removidas, marcadas ou cujos autores tiveram as contas suspensas saiu de 2,5 milhões para 4 milhões na comparação entre o primeiro trimestre de 2018 e de 2019.

Os posts de propaganda terrorista punidos com medidas deste tipo também subiram no mesmo período: saíram e 1,9 milhão no primeiro trimestre de 2018 para 6,4 milhões nos primeiros três meses de 2019. Quase a totalidade das medidas foi resultante de iniciativa própria do Facebook a partir da filtragem que realiza dos conteúdos publicados.

Os relatórios de transparência são divulgados periodicamente pela plataforma. Eles estão disponíveis na rede.

(Agência Brasil)

Combate à violência doméstica será prioridade de nova secretária

A nova titular da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, Cristiane Rodrigues Britto, afirmou que durante sua gestão a pasta irá priorizar a articulação de medidas de combate à violência doméstica. Cristiane Rodrigues é advogada especializada em direito eleitoral e teve o nome anunciado, na quinta-feira (9), pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Damares Alves, como substituta de Tia Eron.

De acordo com o ministério, a troca no comando da secretaria faz parte de uma reestruturação. “A mudança ocorre em função de uma reestruturação administrativa da secretaria”, diz nota do órgão.

O MMFDH informou ainda que “os projetos pendentes passarão por criteriosa análise de viabilidade” e que “o objetivo do Ministério é fortalecer a rede de proteção e mudar o atual cenário de violência contra a mulher”.

(Agência Brasil / Foto: Agência Câmara Notícias)

O álcool no impedimento

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Em artigo sobre a proposta da liberação de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol no Ceará, o médico e vereador Dr. Eron aponta a a estreita relação álcool/violência. Confira:

Em meio à multidão, empurra-empurra, brados, dedos em riste, crianças amedrontadas, tensão, irmãos contra irmãos… o álcool nas arquibancadas.

A triste ocorrência foi no clássico Ceará x Fortaleza, na decisão do campeonato estadual, no Castelão, quando um grupo de torcedores ocupou cadeiras no setor superior central, após uma manhã e início de tarde reunido em uma churrascaria nas proximidades do estádio.

Na condição de médico, não posso deixar de apontar a perigosa mistura do álcool com a paixão, com consequências inúmeras vezes narradas nas imagens de telejornais. Na condição de vereador de Fortaleza, quando recebi a confiança de mais de oito mil eleitores, não posso deixar de me posicionar contra a proposta da liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol.

Assombrado, ouvi o argumento de alguns parlamentares sobre a não influência “direta” do álcool na violência entre torcedores. Certo está o parlamentar ao apontar uma “não influência direta” do álcool no confronto entre torcidas, pois – creio – não há quem ingira bebida alcoólica com o único propósito da violência. Errado está o parlamentar ao não reconhecer – ou não querer reconhecer – o potencial do álcool no grau de violência, a estreita relação álcool/violência.

Também ouvi de parlamentares, dessa feita com indignação, que a venda de bebidas alcoólicas nos estádios irá promover a geração de emprego e renda. A indignação fica por conta das lembranças dos plantões nos hospitais públicos de Fortaleza, quando da entrada de torcedores vítimas de acidentes de trânsito, do confronto de torcidas com uso de armas brancas, da violência doméstica na volta dos estádios, do coma alcoólico de jovens vestidos com camisas do Ceará ou do Fortaleza. Eis aqueles que durante anos pagaram a conta quando a bebida alcoólica era liberada nos estádios, além do próprio município, diante de um drástico atendimento atualmente aliviado.

Eu não poderia encerrar sem apresentar o desfecho da confusão nas arquibancadas do Castelão. Antes da chegada de policiais, outros torcedores conseguiram controlar os ânimos. Torcedores, esses, de semblantes tranquilos, palavras equilibradas e de estado sóbrio.

Dr. Eron Moreira

Médico e vereador de Fortaleza

Câmara aprova divórcio imediato em casos de violência doméstica

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (27) um projeto de lei que permite à vítima de violência doméstica solicitar ao juiz a decretação imediata do divórcio ou do rompimento da união estável. A matéria segue para apreciação do Senado.

O texto aprovado prevê a necessidade de a vítima ser informada sobre o direito de pedir imediatamente o divórcio e a possibilidade de o juizado decidir sobre esse divórcio sem tratar da partilha de bens, que poderá ser feita posteriormente.

A relatora do texto aprovado, deputada Erika Kokay (PT-DF), destacou que atualmente a lei já permite o divórcio ou a dissolução da união estável em qualquer hipótese, sem a necessidade de que a vítima comprove violência doméstica para que o vínculo seja rompido.

“Mesmo assim, o projeto tem grandes méritos. O primeiro é chamar atenção para o fato de que, entre as vítimas de violência doméstica e familiar, ainda há grande desinformação sobre a possibilidade de ajuizamento imediato da ação de divórcio, sendo útil colocar na lei a necessidade de orientar as vítimas sobre essa alternativa”, afirmou a deputada.

Licença-maternidade

Em outra votação, parlamentares aprovaram a proposta que prorroga o início da licença-maternidade a mulher ou o seu filho permanecerem em internação hospitalar por mais de três dias. O projeto também segue para análise do Senado.

Segundo o texto, a licença poderá ser suspensa, a critério exclusivo da trabalhadora, se o recém-nascido permanecer internado. A suspensão deverá ocorrer depois de transcorridos pelo menos 15 dias de seu gozo. A licença interrompida é retomada assim que houver alta hospitalar do recém-nascido.

Da mesma forma, o pagamento do salário-maternidade acompanhará a suspensão da licença e será retomado quando a criança sair do hospital e a licença voltar a ser usufruída.

(Agência Brasil)

“Você pediu” – Policiais militares agridem motociclista em blitz

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Para o policial militar que comandava uma blitz, na noite desse sábado (23), em Guaraciaba do Norte, na Serra da Ibiapaba, a 299 quilômetros de Fortaleza, o condutor de uma moto teria pedido para ser espancado. Apesar do condutor não ser o superior do policial e também não ter solicitado a agressão, feita por meio de cassetetes, o policial e seu comparsa militar desferiram vários golpes na vítima, inclusive com a ponta virada, quando o apoio do cassetete também passou a ser arma.

Indiferente ao crime que iria cometer, o policial ordena ao comparsa que vá buscar o cassetete, o que mostra a intenção do ato. Agentes de trânsito assistem à agressão, sem nenhuma intervenção.

Em nota, o comando da Polícia Militar disse que os policiais foram afastados do policiamento de rua e que o caso será apurado no decorrer da semana. O comando não sabe o paradeiro do motociclista. Com relação aos agentes de trânsito, nenhum boletim de ocorrência foi registrado na delegacia, o que poderá colocá-los como cúmplices, caso o crime seja comprovado.

(Vídeo: WhatsApp)

Aderlânia propõe Programa de Empregos para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar

A deputada estadual Aderlânia Noronha (SD) apresentou nesta quarta-feira (20) o projeto de indicação 45/2019, que cria o Programa de Empregos para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar. A proposta busca proporcionar a mulheres que sofreram violência física e/ou moral a retomar a vida social, por meio do trabalho.

“Apesar de muitas mulheres conseguirem fazer a denúncia, logo na primeira agressão, percebemos que o principal motivo para que elas se submetam a permanecer ao lado do esposo ou companheiro é a dependência financeira”, observou Aderlânia.

De acordo com o projeto, a Secretaria da Proteção Social, Justiça, Mulheres e Direitos Humanos ficará responsável pela execução do Programa, podendo firmar convênios com entidades públicas, federais ou municipais, bem como com o Ministério Público, a Defensoria Pública, a OAB e o Poder Judiciário, além de conceder incentivos fiscais para estimular a formação de parcerias com o setor privado.

(Foto – Divulgação)

Escola de Suzano volta a funcionar nesta segunda-feira

A Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), que foi palco de um massacre na última quarta-feira (13), quando dois jovens atiradores mataram cinco alunos e duas funcionárias, vai reabrir as portas nesta segunda-feira (18), às 10h. O dia será destinado especialmente ao acolhimento dos funcionários da escola que queiram receber atendimento psicológico.

A Secretaria Estadual da Educação informou que, neste dia, serão desenvolvidas atividades com professores e demais funcionários, com o apoio do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), técnicos da secretaria e outros profissionais e especialistas.

Já na terça-feira (19), a escola será aberta para os alunos, que poderão participar de atividades de reflexão, rodas de conversa, oficinas de apoio psicológico, depoimentos e compartilhamento de boas práticas. No dia seguinte (20), a escola recebe a comunidade e os familiares das vítimas.

Para o prefeito Rodrigo Ashiuchi, a reabertura do estabelecimento é importante para que todos possam viver o luto e, principalmente, receber suporte psicossocial. “A educação é a base das pessoas e o pilar das famílias. A união da prefeitura com os governos estadual e federal tem um único objetivo: confortar e oferecer apoio à comunidade”, disse.

Acolhimento

Segundo a prefeitura de Suzano, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Alumiar [localizado na rua Otávio Miguel da Silva, 187, no Jardim Imperador] vai realizar um atendimento estratégico nos próximos dias. O objetivo é acolher alunos da escola Raul Brasil, familiares e amigos das vítimas, além de estudantes da cidade e outras pessoas que possam ter sido afetadas psicologicamente pelo ataque da última quarta-feira.

(Agência Brasil)

Instituto Maria da Penha lança campanha contra a violência sexual em meninas

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O Instituto Maria da Penha e a ONG Visão Mundial lançaram nessa sexta-feira (9) uma campanha que tem como objetivo proteger crianças e adolescentes da violência sexual e doméstica. A iniciativa deverá ocorrer em escolas e igrejas nas cidades de Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro.

Os casos de violência sexual contra crianças menores de 13 anos representam 51% das ocorrências no Brasil em 2016, apontam dados do Atlas da Violência de 2018, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“A transformação da cultura machista no mundo passa pelas escolas, pelas igrejas e pelos contextos em que a criança vai formando a sua mentalidade, a sua atitude. E nós não estamos falando apenas de meninas, precisamos trabalhar também com os meninos”, argumentou Raíssa Rossiter, diretora da ONG internacional Visão Mundial.

Como parte da ação, foram lançados hoje dois materiais que fazem parte da campanha. O curta-metragem Estamos Junt@s apresenta aos adolescentes formas de identificar situações de risco, romper com o silêncio que mantém a violência e promover a tomada de iniciativa. O filme tem 10 minutos e é acompanhado de um guia didático com orientações para oficinas e textos de apoio.

O outro material é uma cartilha que traz 13 frases cotidianas que naturalizam a violência de gênero. “Por trás de um grande homem, existe uma grande mulher”, “Deveria ser um pouco mais feminina”, “Homens não choram”, “Foi ela quem buscou por andar vestida assim” e “Essa cor é de mulher” são exemplos de situações explicadas por meio de textos e ilustrações.

A vice-presidenta do Instituto Maria da Penha, Regina Célia Barbosa, destacou a necessidade de rever a cultura machista desde a infância. “Já no namoro as meninas começam a aceitar a condição de violência na perspectiva de que se ela recuar, ele vai mudar. Não começa no casamento. Começa bem antes. Estamos um pouco atrasados no olhar sobre a questão da violência no namoro”, apontou.

Avanços

Maria da Penha, presidente do instituto, destacou avanços na compreensão da sociedade sobre a violência doméstica após a Lei n. 11.340/2006, que foi batizada com o nome dela. “A minha luta inicial começou em 1983. Faz 38 anos que estou em uma cadeira de rodas. Fui vítima de violência doméstica e para punir o meu agressor eu lutei por 19 anos e seis meses e ele só foi preso por pressão internacional”, relembrou.

Para Maria da Penha, são necessárias políticas públicas que garantam um ambiente de confiança para que as mulheres rompam o silêncio. “Das políticas públicas previstas na lei, é o Centro de Referência da Mulher. Na hora em que a mulher de uma cidade grande ou pequena não sabe para onde se conduzir para romper um relacionamento abusivo, ela pode buscar o centro”, defendeu.

(Agência Brasil)

Agressor de paisagista é considerado são e vai para a prisão

O agressor da paisagista Elaine Caparroz, Vinícius Serra, foi transferido nesta quarta-feira (27) para uma unidade do sistema prisional do estado do Rio de Janeiro. Ele estava acautelado em um hospital penal psiquiátrico, mas laudos médicos apontaram ausência de problema mental, como alegado por sua defesa.

Vinícius teve prisão preventiva decretada pela Justiça e ficará preso por tempo indeterminado, até o seu julgamento. A informação de sua transferência foi divulgada em nota pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

“A Seap informa ainda que o interno ficou acautelado na Unidade Prisional em observação médica, onde hoje, após última avaliação psiquiátrica, foi constatado estabilidade no quadro médico. Além disso, após resultados dos exames feitos durante a internação, não houve alteração do quadro clínico psicopatológico. A Seap ressalta que o interno será transferido para uma unidade prisional normal”, diz a nota da secretaria, sem informar, por medida de segurança, o destino de Vinícius.

Paisagista

A paisagista Elaine Caparroz fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), no início da tarde. Ela comentou o resultado do laudo psiquiátrico, que apontou que Vinícius não tem problemas mentais.

“Desde o nosso primeiro contato, em todas as nossas conversas, ele sempre me demonstrou ser um homem bem articulado, coerente, sempre falou e escreveu com clareza. É uma pessoa que estava se formando em direito, eu nunca tive nenhum tipo de dúvida da sanidade mental dele. Até porque eu jamais iria dar oportunidade de trazer para minha casa uma pessoa que eu tivesse uma leve desconfiança”, disse Elaine, após a saída do IML.

(Agência Brasil)

Papa anuncia medidas para combater abusos contra crianças

O papa Francisco classificou hoje (24) os abusos contra crianças e adolescentes como “crimes abomináveis”, nos quais, segundo ele, “esconde a mão do mal” sem poupar a “inocência das crianças”. O pontífice anunciou sete estratégias para “acabar com a violência contra as crianças” por parte da Igreja Católica Apostólica Romana.

“Gostaria de reiterar aqui que a Igreja não será poupada em fazer todo o necessário para levar à justiça quem cometeu tais crimes. A Igreja nunca tentará encobrir ou subestimar qualquer caso”, ressaltou o papa no encerramento do encontro promovido pelo Vaticano com representantes da Igreja Católica Apostólica de vários países.

O papa Francisco advertiu que abusos não devem ser encobertos e desvalorizados, pois tais atitudes favorecem a propagação do mal. Ele ressaltou que o mundo digital deve ser inserido no esforço coletivo.

“Devemos empenhar-nos para que os jovens e as jovens, especialmente os seminaristas e o clero, não se tornem escravos de dependências baseadas na exploração e abuso criminoso dos inocentes e de suas imagens e o desprezo pela dignidade da mulher e da pessoa humana”, destacou o papa.

Segundo o papa Francisco, é necessário superar “polêmicas ideológicas e políticas” para combater o problema. “Milhões de crianças, em todo o mundo, são vítimas de exploração e abuso sexual”, alertou.

“[O que ocorre] leva à amargura e até mesmo suicídio. Às vezes, vingar-se fazendo a mesma coisa.”

Desde o dia 21 até hoje, cardeais, arcebispos, bispos e líderes religiosos se reuniram para discutir medidas para combater os abusos e a exploração de menores. Após a missa de domingo, o papa Francisco conversou com os religiosos. Ele ressaltou que muitos abusos são cometidos dentro da família e entre pessoas conhecidas.

Nos últimos meses, várias denúncias contra padres e bispos dos mais distintos continentes, denunciados por abusos, vieram à tona. O papa avisou que não toleraria casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

O papa Francisco também condenou o “turismo sexual” chamado por ele de “flagelo”. Segundo ele, um fenômeno em crescimento contínuo. Ele lembrou que há ainda outras vítimas de abusos, como crianças-soldados, desnutridas, sequestradas e “muitas vezes vítimas do comércio monstruoso em órgãos humanos ou transformados em escravos”.

(Agência Brasil)

Vai-Vai diz que expulsará diretor que agrediu mulher durante ensaio da escola

A escola de samba Vai-Vai deverá expulsar o diretor que na madrugada desse domingo (20) agrediu uma mulher, durante ensaio no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. A agressão ganhou as redes sociais, depois que dezenas de pessoas gravaram os empurrões, puxões de cabelo e ameaça de espancamento.

“Peço desculpas a todas as pessoas. Seremos submetidos a críticas, mas deixo claro que isso foi um ato isolado e pessoal. Informo a toda a comunidade do Vai Vai e também ao mundo do samba em geral que essa atitude mexeu demais conosco, porém essa pessoa será cobrada pelo erro cometido”, postou no site da escola o presidente Darly Silva, o Neguitão.

“Quero dizer que providências já foram tomadas em relação a ele, o agressor, que fazia parte do nosso quadro de diretores, e que já está excluído de toda as atividades da escola”, reforçou.

Onda de violência – 38 municípios cearenses já relataram ataques

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Desde o início da onda ataques, provocada por criminosos, na madrugada da última quarta-feira (2), em Fortaleza e Região Metropolitana, 38 municípios já relataram ter sofrido algum tipo de ação criminosa, por meio das redes sociais.

Em Ibaretama, no sertão cearense, a 130 quilômetros de Fortaleza, o município perdeu todos os equipamentos que serviam à população, desde transporte escolar a carro-pipa.

Em Limoeiro do Norte, no Baixo Jaguaribe, a 190 quilômetros da Capital, a torre de uma operadora de telefonia foi danificada e 12 municípios ficaram com a comunicação comprometida.

Em Acaraú, no Noroeste do Estado, a 238 quilômetros de Fortaleza, os dois ônibus escolares foram incendiados.

A felicidade do Ano Novo durou só até o primeiro estrondo

Em artigo no O POVO deste sábado (5), a jornalista Letícia Alves aponta que a vinda de homens da Força Nacional alivia um pouco o medo, mas não é o suficiente para trazer de volta a esperança de um novo ano. Confira:

O clima de Ano Novo nem havia cessado quando moradores de Caucaia escutaram um estrondo e sentiram a terra tremer na madrugada do dia 3 de janeiro. O barulho era de uma explosão em viaduto na BR-020, ataque que, junto com o incêndio de dois ônibus, inaugurou nova onda de terror causada por facções criminosas no Ceará. Desde então, não escutei mais desejos de “feliz ano novo” sendo trocados entre amigos, familiares e colegas de trabalho. Foi-se embora a esperança?

Infelizmente, essa situação não é mais novidade para a população cearense. Só em 2018, foram três ciclos de ataques a ônibus e prédios públicos e particulares; em 2017, outros dois; e em 2016, absurdas cinco ondas de ações criminosas generalizadas – segundo dados de edição do O POVO de ontem. Durante o segundo semestre do ano passado, experimentamos uma paz até estranha, levando em conta esses números, mas ela mal esperou a virada do ano (ou a posse dos governantes).

O caos na segurança do Ceará repercutiu em todo o Brasil e chegou ao governo federal com maior rapidez do que das outras vezes. Ainda no dia 3, à tarde, o governador Camilo Santana (PT) anunciou conversa com Sergio Moro, ministro da Justiça e da Segurança Pública, e solicitação da Força Nacional. Em julho do ano passado, mesmo após cinco dias de terror, o Governo do Estado se negou a recorrer a essa medida.

A vinda de homens da Força Nacional alivia um pouco o medo, mas não é o suficiente para trazer de volta a esperança. Primeiro, porque até numa situação de caos como essa, a hostilidade entre os governos estadual e federal ficou evidente na fala do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que fez questão de destacar “incapacidade” de Camilo de resolver o problema. Ora, incapaz ou não, o pedido de ajuda é sempre clamado pela população, e finalmente foi ouvido. Bolsonaro tinha mais era de atender.

A média de duração dessa onda de ataques fica entre três e quatro dias. Entramos no terceiro, mas estatísticas não garantem que estamos nos aproximando do fim. Ainda mais porque todos sabem que a paz que experimentamos é ilusória e acontece enquanto a guerra continua a ser engendrada pelas facções criminosas de dentro dos presídios. É necessário ultrapassar entraves ideológicos para discutir resoluções reais. O cidadão não merece ficar à mercê dessa violência.

*Letícia Alves

Jornalista do O POVO.

(Foto – Reprodução de TV)