Blog do Eliomar

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Onda de violência – 38 municípios cearenses já relataram ataques

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Desde o início da onda ataques, provocada por criminosos, na madrugada da última quarta-feira (2), em Fortaleza e Região Metropolitana, 38 municípios já relataram ter sofrido algum tipo de ação criminosa, por meio das redes sociais.

Em Ibaretama, no sertão cearense, a 130 quilômetros de Fortaleza, o município perdeu todos os equipamentos que serviam à população, desde transporte escolar a carro-pipa.

Em Limoeiro do Norte, no Baixo Jaguaribe, a 190 quilômetros da Capital, a torre de uma operadora de telefonia foi danificada e 12 municípios ficaram com a comunicação comprometida.

Em Acaraú, no Noroeste do Estado, a 238 quilômetros de Fortaleza, os dois ônibus escolares foram incendiados.

A felicidade do Ano Novo durou só até o primeiro estrondo

Em artigo no O POVO deste sábado (5), a jornalista Letícia Alves aponta que a vinda de homens da Força Nacional alivia um pouco o medo, mas não é o suficiente para trazer de volta a esperança de um novo ano. Confira:

O clima de Ano Novo nem havia cessado quando moradores de Caucaia escutaram um estrondo e sentiram a terra tremer na madrugada do dia 3 de janeiro. O barulho era de uma explosão em viaduto na BR-020, ataque que, junto com o incêndio de dois ônibus, inaugurou nova onda de terror causada por facções criminosas no Ceará. Desde então, não escutei mais desejos de “feliz ano novo” sendo trocados entre amigos, familiares e colegas de trabalho. Foi-se embora a esperança?

Infelizmente, essa situação não é mais novidade para a população cearense. Só em 2018, foram três ciclos de ataques a ônibus e prédios públicos e particulares; em 2017, outros dois; e em 2016, absurdas cinco ondas de ações criminosas generalizadas – segundo dados de edição do O POVO de ontem. Durante o segundo semestre do ano passado, experimentamos uma paz até estranha, levando em conta esses números, mas ela mal esperou a virada do ano (ou a posse dos governantes).

O caos na segurança do Ceará repercutiu em todo o Brasil e chegou ao governo federal com maior rapidez do que das outras vezes. Ainda no dia 3, à tarde, o governador Camilo Santana (PT) anunciou conversa com Sergio Moro, ministro da Justiça e da Segurança Pública, e solicitação da Força Nacional. Em julho do ano passado, mesmo após cinco dias de terror, o Governo do Estado se negou a recorrer a essa medida.

A vinda de homens da Força Nacional alivia um pouco o medo, mas não é o suficiente para trazer de volta a esperança. Primeiro, porque até numa situação de caos como essa, a hostilidade entre os governos estadual e federal ficou evidente na fala do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que fez questão de destacar “incapacidade” de Camilo de resolver o problema. Ora, incapaz ou não, o pedido de ajuda é sempre clamado pela população, e finalmente foi ouvido. Bolsonaro tinha mais era de atender.

A média de duração dessa onda de ataques fica entre três e quatro dias. Entramos no terceiro, mas estatísticas não garantem que estamos nos aproximando do fim. Ainda mais porque todos sabem que a paz que experimentamos é ilusória e acontece enquanto a guerra continua a ser engendrada pelas facções criminosas de dentro dos presídios. É necessário ultrapassar entraves ideológicos para discutir resoluções reais. O cidadão não merece ficar à mercê dessa violência.

*Letícia Alves

Jornalista do O POVO.

(Foto – Reprodução de TV)

Sindiônibus diz que coletivos iriam circular normalmente hoje, mas os ataques voltaram

Em nota enviada à imprensa, o presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, relata que a frota iria circular normalmente nesta sexta-feira (4), mas foi retirada por causa de novos ataques na madrugada. Confira:

Os ônibus estavam saindo hoje normalmente quando reiniciaram os ataques. Atacaram mais dois veículos por volta das 5 horas.

Neste momento, há 30% de frota sendo colocada em operação de contingência combinada com a segurança do Estado, porque é o que está sendo possível dar segurança.

Estão para conseguir reforços e com isso a oferta de ônibus poderá aumentar.

Não podemos colocar frota na rua para encher de gente sendo alvo potencial de bandidos e também nossos funcionários, que têm enfrentado heroicamente essas ondas de violência desde 2014, entrando em bairros sob constantes ataques, inclusive à noite.

Além disso, ônibus não têm em prateleira. Portanto, se seguirmos só entregando mais ônibus para a queima, além do prejuízo imediato o serviço fica prejudicado por muito tempo depois.

É uma situação caótica, péssima para todos.

Confiamos nas forças de segurança do Estado para restabelecer a ordem o mais breve possível.

Sindiônibus

Condenado por violência doméstica não poderá disputar eleição

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou proposta para impedir que condenados por crime sexual contra criança e adolescente ou por violência contra a mulher possam ser candidatos a cargos eletivos: presidente, governador, prefeito e vices; senador; deputado federal, estadual ou distrital; e vereadores.

O texto aprovado é o substitutivo da deputada Dâmina Pereira (Pode-MG) ao Projeto de Lei Complementar 367/17, do Senado. O texto original impede a candidatura dos condenados por submissão à prostituição ou exploração sexual de criança e adolescente, sem tratar dos casos de violência contra a mulher.

“É relevante a proposta de estender a sanção de inelegibilidade aos condenados pela prática de crimes contra mulheres, previstos na Lei Maria da Penha. Deve-se exigir dos representantes da população nos órgãos do Executivo e do Legislativo uma postura exemplar, tanto em sua vida privada quanto em sua vida pública”, defendeu.

Pelo texto, ficarão inelegíveis os que forem condenados por crimes contra dignidade sexual de crianças e adolescentes e os praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher. A lei já torna inelegíveis os condenados por crimes contra a vida e a dignidade sexual.

A proposta aprovada segue a regra estabelecida pela Lei da Ficha Limpa: a candidatura é barrada se o autor foi condenado por sentença irrecorrível ou por órgão colegiado (tribunais de Justiça, tribunais regionais federais, Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal).

A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votada pelo Plenário. Para ser aprovada, precisa do voto favorável de 257 deputados.

(Agência Câmara Notícias)

ONU denuncia estupros em série de 125 mulheres no Sudão do Sul

A Missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Sudão do Sul (Unmiss) denunciou hoje (2) que 125 mulheres e meninas foram estupradas nos últimos dias em uma região controlada pelas tropas governamentais no estado de Unity, no norte do país.

Os estupros ocorreram ao longo de dez dias e tiveram como alvo mulheres e meninas que estavam viajando a pé de suas aldeias para a cidade de Bentiu, segundo um comunicado da Unmiss.

As agressões sexuais foram cometidas por homens jovens vestidos com uniformes militares e roupas civis que, além de estuprarem as mulheres, as agrediram e roubaram perto das localidades de Nhialdu e Guit, acrescentou a Unmiss.

“Esses ataques violentos ocorreram em uma área controlada pelo governo e este tem a principal responsabilidade pela segurança dos civis”, assinalou o chefe da Unmiss, David Shearer, ao qualificar os estupros como ações “absolutamente abomináveis”.

Além disso, Shearer exigiu que as forças armadas garantam o controle sobre suas tropas para assegurar que “elementos renegados” não estejam envolvidos nessas ações criminosas.

“A missão da ONU realizou reuniões urgentes com as autoridades e exigiu que tomassem medidas imediatas para proteger as mulheres e as meninas na região e para fazer com que os autores desses crimes terríveis sejam responsabilizados”, disse Shearer.

A Unmiss abriu uma investigação para identificar os autores dos estupros, enviou patrulhas à região e uma equipe de engenheiros para retirar vegetação das margens da estrada para evitar novos ataques.

O comitê de monitoramento do cessar-fogo no Sudão do Sul, pertencente à Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento no Leste da África (IGAD, na sigla em inglês), também anunciou a abertura de uma investigação.

A porta-voz do comitê, Ruth Feeney, disse que o órgão recebeu relatos de casos de estupro que foram cometidos “por homens armados vestidos com uniformes militares em áreas de Rubkona”, cidade que fica próxima de Bentiu.

“Abrimos uma investigação imediata e apresentaremos nosso relatório o mais rápido possível”, comentou a porta-voz.

Feeney explicou que o comitê decidiu abrir a investigação com base em denúncias realizadas pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que informou sobre o estupro de mulheres e meninas na região de Rubkona entre os dias 19 e 29 de novembro.

O governo e os grupos rebeldes do Sudão do Sul assinaram um acordo de paz em 5 de agosto para tentar pôr fim ao conflito que começou no final de 2013, dois anos depois da independência do país.

(Agência Brasil com Agência EFE)

Professor, profissão de risco

Em artigo no O POVO deste sábado (1º), o psiquiatra Marcelo Niel relata o aumento de casos de professores que procuram tratamento, diante da violência em salas de aula. Confira:

Há alguns anos, tem-se percebido uma maior procura por atendimento psiquiátrico por professores do ensino médio de escolas públicas. Depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático têm sido os principais diagnósticos e, não raras vezes, muitos acabam necessitando ser afastados do trabalho por longos períodos.

O nome da “doença” é violência, e de vários tipos: gestores truculentos e insensíveis, perseguições e assédio moral no ambiente de trabalho; violência psicológica e física por parte de alunos e até pais; remuneração insuficiente, cargas horárias exaustivas e inviáveis do ponto de vista da saúde. Tudo isso se soma aos problemas nas vidas pessoais desses que, muitas vezes, escolheram a profissão pelo sonho em exercer a vocação de ensinar, o que tem se tornado cada vez mais difícil nesse contexto tão árido.

Grande parte dos professores que precisa recorrer ao atendimento psiquiátrico nos hospitais ainda se vê desamparada de um atendimento de qualidade. E quando necessitam se afastar do trabalho, têm seus direitos muitas vezes negados ou, então, seus rendimentos são drasticamente reduzidos, num momento bastante crítico de suas vidas.

Mais recentemente, um novo ataque: a chamada “Escola sem partido” e o aumento da vigilância sobre o livre pensamento daqueles que teriam por função primordial desenvolver o senso crítico e a capacidade de reflexão nas mentes dos indivíduos em formação.

Diante de problemas tão complexos, o risco de adoecer mentalmente se torna uma rápida e crescente realidade. Uma vez doente é preciso buscar tratamento, e o apoio psiquiátrico com medicações se faz necessário. Além disso, o apoio psicológico é fundamental, porque é preciso a ajuda de um profissional para fortalecer-se e poder garantir a volta ao trabalho ou até tomar decisões que envolvam novos rumos profissionais.

Mas antes de adoecer, é preciso procurar apoio psicológico preventivo: psicoterapias, atividade física, atividades artísticas e de lazer podem funcionar como válvulas de escape para o estresse ocupacional e afastar as doenças para longe.

Marcelo Niel

Médico psiquiatra e doutor em Ciências pela Unifesp

MPF abre procedimento para evitar ações arbitrárias contra professores

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O Ministério Público Federal (MPF) quer por fim a ações arbitrárias contra professores. De acordo com o órgão, procuradores dos Direitos do Cidadão nas cinco regiões do Brasil instauraram procedimentos administrativos para acompanhar práticas que possam representar assédio moral ou outras formas de ação arbitrária contra professores.

O MPF diz que foram expedidas recomendações a pelo menos 24 instituições públicas de educação básica e superior com pedido para que se abstenham de qualquer atuação abusiva em relação a docentes. Recentemente, apoiadores do movimento Escola sem Partido têm incentivado gravações e denúncias de professores em sala de aula.

Além de advertir para que não atuem de forma arbitrária junto a seus docentes, as recomendações expedidas pelo Ministério Público Federal pedem que essas instituições adotem as medidas cabíveis e necessárias para que não haja qualquer forma de assédio moral em face desses profissionais – seja por parte de servidores, estudantes, familiares ou responsáveis.

O objetivo da ação, segundo o MPF, é assegurar atuação unificada para garantir os princípios constitucionais e demais normas que regem a educação no Brasil, em especial quanto à liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, bem como o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.

A iniciativa integra uma ação coordenada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF, e tem a colaboração de Procuradorias Regionais dos Direitos do Cidadão, Núcleos de Apoio Operacional à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, além de instituições parceiras como ministérios públicos estaduais, Defensoria Pública da União, defensorias públicas do Estado e seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Escola sem Partido

As gravações e denúncias têm sido incentivadas por apoiadores do movimento Escola sem Partido, uma das principais bandeiras para a educação do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Individualmente, mais de 200 promotores e procuradores assinaram nota técnica em defesa do movimento.

“Os projetos de lei federal, estadual ou municipal baseados no anteprojeto do Programa Escola sem Partido não violam a Constituição Federal; ao contrário, visam a assegurar que alguns dos seus mais importantes preceitos, princípios e garantias sejam respeitados dentro das escolas pertencentes aos sistemas de ensino dos estados e dos municípios”, diz trecho do documento.

Em oposição ao movimento, a organização Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) em parceria com professores e educadores lançou o movimento Escola com Diversidade e Liberdade , que angariou mais de 55,3 mil assinaturas.

“A falta de clareza sobre o que é doutrinação possibilita que cada um entenda o que quiser sobre o termo e intérprete as aulas também de acordo com suas próprias convicções e ideologias. Assim, abrem-se caminhos para denúncias indevidas que podem corroer profundamente as relações de confiança entre educadores, estudantes e seus familiares, fundamentais ao bom funcionamento das escolas e à aprendizagem dos alunos”, diz trecho do texto.

(Agência Brasil)

Chanceler saudita vê histeria internacional após morte de jornalista

O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, queixou-se hoje (27) de que a resposta internacional pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, cometido há três semanas no consulado saudita em Istambul, na Turquia, tem sido “histérica”.

“A questão tornou-se histérica. As pessoas estão culpando a Arábia Saudita antes de se completar a investigação”, disse Al-Jubeir, em discurso no fórum Diálogo Manama, organizado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), em Bahrein.

O chanceler saudita reiterou que seu país deixou “muito claro” que investigará o caso, que compartilhará os resultados das investigações e punirá os responsáveis “para assegurar que isso não aconteça novamente”.

O Ministério Público da Arábia Saudita reconheceu, na quinta-feira (25), que a morte de Khashoggi, ocorrida no dia 2 deste mês, foi um assassinato premeditado.

A Turquia pediu que a Arábia Saudita providencie a extradição dos 18 suspeitos do assassinato, para que sejam julgados pelos tribunais turcos.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, que também participa do evento, afirmou que o assassinato de Khashoggi “mina a segurança regional”. “O assassinato de Khashoggi deve preocupar a todos. O fracasso de qualquer nação em aderir às normas internacionais e do Estado de Direito mina a estabilidade regional em um momento em que é necessário”, disse Mattis, em seu discurso.

Apesar das suas declarações sobre Khashoggi, Mattis reiterou o compromisso de seu país com os aliados árabes contra o Irã, ao qual acusou de apoiar a Al Qaeda, além de armar outros grupos terroristas e de ameaçar a segurança marítima.

(Agência Brasil com Agência EFE)

Jungmann determina que PF investigue ameaças a jornalistas da Folha

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, determinou que a Polícia Federal investigue as ameaças sofridas por jornalistas da Folha de S.Paulo após publicação de matéria sobre esquema de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp para favorecer o candidato Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República.

Em despacho encaminhado ao diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, Jungmann citou uma matéria do próprio jornal sobre as ameaças a que a jornalista Patrícia Campos Mello, que assina a reportagem, estaria sendo alvo.

“[…] tendo tomado ciência de matéria publicada no jornal Folha de São Paulo […] determino que sejam adotadas as providências necessárias à apuração dos fatos e à identificação de autoria, circunstâncias e motivações com eles envolvidas”, disse o ministro no documento enviado à PF.

O ministro acrescentou que, caso sejam confirmadas as acusações apresentadas pelo jornal, “pode-se estar diante da configuração de ilícitos penais, e de direta ofensa à inviolabilidade de correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa”.

Ontem (24), o jornal pediu investigação da PF, por meio de representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além de Patrícia, o jornal afirma que outros dois jornalistas que participaram da apuração da reportagem também vêm sofrendo ataques.

No dia 19 de outubro, a Folha publicou reportagem denunciando um esquema de compra de envio estruturado de mensagens em massa no aplicativo WhatsApp que seria bancado por empresários favoráveis a Bolsonaro. Os contratos chegariam até R$ 12 milhões. Bolsonaro e executivos citados na reportagem negaram qualquer envolvimento.

Patrícia Campos Mello teve sua conta de WhatsApp invadida. Os hackers enviaram mensagens a favor do candidato do PSL para contatos armazenados. Além disso, ela recebeu ameaças por telefone de números desconhecidos.

Ainda de acordo com a Folha, circularam imagens entre grupos de apoiadores de Bolsonaro incitando eleitores a confrontar a jornalista em uma palestra marcada para o dia 29, além de uma montagem onde ela apareceria abraçada ao candidato do PT, Fernando Haddad. Patrícia Campos Mello teve de fechar sua conta no Twitter, passando a permitir apenas interação com seguidores autorizados.

(Agência Brasil)

Brasil registra 3,4 mil mortes violentas em agosto. Ceará é o terceiro do país em homicídios

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Em agosto deste ano, no Brasil, pelo menos 3.444 pessoas foram assassinadas. A informação é do Portal G1, adiantando que o número, porém, é ainda maior, já que quatro estados não divulgam os dados. O índice nacional de homicídios, ferramenta criada pelo G1, permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Já são 34.305 vítimas registradas nos primeiros oito meses deste ano.

O número consolidado até agora contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

O mapa faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Desde o início do ano, jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo Fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O objetivo é, além de antecipar os dados e possibilitar um diagnóstico em tempo real da violência, cobrar transparência por parte dos governos.

Transparência

Quatro estados (Amazonas, Maranhão, Paraná e Tocantins), entretanto, dizem ainda não ter os dados referentes a agosto – o Paraná também não informa os números de julho. Veja a justificativa de cada um:

Amazonas: A Secretaria da Segurança diz apenas que as estatísticas do mês de agosto estão sendo consolidadas.

Maranhão: De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, os dados de agosto ainda estão sendo consolidados.

Paraná: Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os dados (tanto de julho como de agosto) ainda estão sendo tabulados para posterior homologação e divulgação.

Tocantins: A Secretaria de Segurança Pública diz que o setor de estatística ainda não tem os números devido à dificuldade de algumas de legacias em enviar os dados.

Ceará é o terceiro do País

A situação mais dramática é a de Roraima, estado com a maior taxa de mortes violentas do Brasil no primeiro semestre de 2018. Caso o ritmo seja mantido, Roraima pode dobrar o total de assassinatos em relação ao ano anterior. Em janeiro de 2017, o estado foi palco de uma rebelião no sistema penitenciário promovida pela disputa entre facções que causou 33 mortes.

Além disso, a crise humanitária vivida na Venezuela acabou criando uma instabilidade política na região, fragilizando as instituições políticas locais e ampliando a sensação de vulnerabilidade de uma população já amedrontada. Nesses cenários, se multiplica a oportunidade de ação para indivíduos e grupos que tentam se impor pela violência. O crescimento das taxas de homicídio é o principal sintoma da fragilização da legitimidade das instituições democráticas na região.

Os estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Acre, respectivamente na segunda, terceira e quarta posição do ranking nacional de homicídios, também enfrentam situações dramáticas, decorrentes de rivalidades entre facções originadas nas prisões, mas que se espraiaram para os bairros pobres.

A crise da violência no Rio Grande do Norte se acentuou no ano passado, quando o estado registrou a maior taxa de homicídios do Brasil. A rebelião em Alcaçuz, em janeiro de 2017, com 26 mortos, ajudou a acirrar a rivalidade entre grupos criminais do estado, que cresceu ainda mais diante da fragilidade fiscal e política do governo local, que enfrentou greve de polícias ao longo do ano.

No Ceará e no Acre a situação degringolou diante da truculência na disputa entre grupos regionais, respectivamente Guardiões do Estado e Bonde dos 13. Aliados do Primeiro Comando da Capital, ambos passaram a travar conflitos territoriais com os rivais locais que levantaram a bandeira do Comando Vermelho. Chacinas, mortes de policiais, vídeos de assassinatos e torturas passaram fazer parte da cena criminal desses estados.

Integram ainda a parte superior do ranking no primeiro semestre deste ano os estados de Sergipe (5°), Pará (6°), Pernambuco (7°), Alagoas (8°), Amapá (9°) e Bahia (10°). Todos esses lugares correm o risco de encerrar 2018 com taxas acima de 50 por 100 mil habitantes caso as autoridades não consigam implementar políticas capazes de reverter a situação em curto prazo e reduzir o ritmo de violência.

Apesar do sinal amarelo seguir aceso, alguns estados vêm conseguindo resultados consistentes na redução das taxas de homicídios. Paraíba e Maranhão, no Nordeste, Rondônia, no Norte, e Espírito Santo e Brasília são cinco exemplos. Ainda faltam investigações e estudos mais detalhados para compreender como esses estados estão alcançando esses resultados – o que deve ser uma missão a ser enfrentada por este Monitor da Violência.

*Do Portal G1, confira mais aqui.

Khashoggi: vítima da tirania

Editorial do O POVO deste domingo (21) aponta a liberdade de expressão como sentença de orte de jornalista árabe. Confira:

O mundo não cansa de externar o seu horror ao tomar conhecimento dos detalhes horripilantes da morte, sob tortura, dentro do consulado da Arábia Saudita na Turquia, do jornalista do Washington Post, Jamal Khashoggi. Ele foi visto entrando, no último dia 2, na sede da representação diplomática de seu país, em Istambul – onde acorrera para obter um documento – e nunca mais foi visto. Sabe-se, agora, que foi detido, no interior prédio, torturado (teve os dedos de uma das mãos decepados cruamente), decapitado e teve seu corpo retalhado. Tudo praticado por agentes da polícia política da monarquia saudita. Supostas razões: artigos críticos ao príncipe herdeiro de um regime absolutista paparicado pelo Ocidente.

Ele não era propriamente um dissidente, mas sim, um jornalista crítico, inconformado com os padrões medievais do regime. Tanto que teve de abandonar o país, em 2017, por conta da pressão das autoridades locais. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, 32, parece não ter gostado de sua “insolência”. Embora desde que assumiu a direção do gabinete real tenha anunciado tímidas reformas modernizadoras, no entanto, reprimiu, ao mesmo tempo, e levou à prisão ativistas do movimento pelos direitos humanos, feministas, intelectuais e artistas inconformistas.

A última contribuição de Khashoggi no Washington Post (“O que o mundo árabe precisa é de mais liberdade de expressão” – publicada postumamente) recebeu um comentário muito pertinente de sua editora-chefe, Karen Attiah: “Este artigo reflete perfeitamente seu compromisso e paixão pela liberdade no mundo árabe, uma liberdade para a qual parece que ele deu a vida”. Nele, o jornalista lamentava: “Os árabes [com exceção da Tunísia] não recebem informações ou estão mal informados. Não podem falar adequadamente e muito menos falar em público sobre as questões que afetam a região e sua vida cotidiana”.

Ainda em 2014 ele protestara contra a onda de prisões de ativistas: “Existe uma maneira melhor para o reino evitar as críticas do Ocidente: simplesmente libertar ativistas de direitos humanos e interromper as prisões desnecessárias que prejudicaram a imagem da Arábia Saudita”.

Exaltar a memória de mais este mártir da liberdade de imprensa é alertar os povos a não baixar a guarda contra a tirania, pois nunca se sabe qual é sua próxima investida. Antes prevenir, do que tentar remediar tardiamente.

Três mortos em rebelião na Cadeia Pública de Cascavel

Rebelião na cadeia pública do município de Cascavel, distante 63 km de Fortaleza, foi registrada no início da manhã deste sábado, 15. Três homens foram mortos durante o tumulto, confirmou a Delegacia Metropolitana de Horizonte, plantonista da região.

O motim já havia sido controlado antes das 11 horas. A motivação e a identidade das vítimas não foram informadas. O POVO Online aguarda resposta aos questionamentos enviados para a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado (Sejus).

Grupo rival

O Blog apurou que os três presos mortos pertenciam à facção denominada Guardiões do Estado (GDE), que haviam sido detidos esta semana em um veículo com armas. O Blog ainda apurou que os demais presos haviam dito que não aceitariam a presença dos três homens. Um dos presos mortos estava com a perna machucada, ferimento ocorrido durante o ato da prisão.

(O POVO Online)

Foi funda a facada!

Em artigo no O POVO deste sábado (8), o juiz Eduardo Gibson Martins aponta que a violência contra Bolsonaro não foi um “atentado qualquer” e que “envolve a todos até a alma”. Confira:

É verdade que atentados ocorrem o tempo todo num País que se verga à marca inacreditável de mais de 60.000 homicídios por ano. Na “terra brasilis” atentados nem chegam a impressionar. Mesmo quando se dá o evento morte, os números superlativos tratam de banalizar a vida humana: será na estatística apenas uma a mais ceifada nesse turbilhão de violência que de há muito vem tornando refém um País que, paradoxalmente, ainda se jacta de se dizer pacífico.

Mas este não foi um atentado qualquer. Estamos falando de política, e não só da cidade, do Estado ou da Região; estamos falando da vida republicana, dos destinos do País e da democracia em que vivemos e viverão nossos filhos e netos. Isso nos envolve a todos até a alma, influi no macro e no micro, até nos mais recônditos rincões de norte a sul do País. É disso que se trata.

Uma democracia não vinga sem um mínimo de garantia para quem disputa eleições, notadamente as presidenciais, e também para os milhões de eleitores que querem escolher seus líderes mas não sabem sequer se estes chegarão vivos ao dia do sufrágio. A facada, assim, foi funda e atingiu a todos, sem exceção, eis que feriu um dos principais fundamentos da República: a cidadania.

O atentado contra a vida de Bolsonaro nos revela um golpe ainda mais profundo: o que atinge elementos vitais para a democracia, rasgando vasos de onde sangram valores éticos, morais e cívicos que formam o tecido mais nobre e republicano de uma autêntica democracia.

A gradativa degradação de princípios morais e a deseducação paulatina que foram impostas mormente aos nossos jovens que hoje já não reverenciam o hino ou a bandeira nacional; ou não conseguem avaliar o tamanho da perda de um Museu Nacional e o valor que tem para um País a preservação de sua memória (justamente para que erros do passado não voltem a se repetir), são o corolário lógico que só poderia mesmo desaguar na foz de toda essa violência e na infelicidade de termos comemorado o Dia da Pátria nessas circunstâncias.

Eduardo Gibson Martins

Juiz de Direito especializado em Política Estratégica pela UFRJ e pela ESG e mestre em Direito Constitucional Comparado pela Universidade de Samford (EUA)

Próximas horas serão fundamentais contra quadro de infecção de Bolsonaro

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Após cirurgia para estancar uma hemorragia em veia abdominal e a retirada de parte do intestino grosso, o risco agora para o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, é uma infecção no ferimento, que poderá se alastrar para todo o corpo. É o que diz a equipe médica que atende Bolsonaro, que afirma ainda que as próximas horas serão fundamentais para uma avaliação da verdadeira situação.

O candidato foi agredido a faca durante um ato de campanha, em Juiz de Fora (MG), na tarde dessa quinta-feira (6). O agressor Adelio Bispo de Oliveira, 40, disse que agiu sozinho, mas um segundo suspeito se encontra detido na sede da Polícia Federal em Juiz de Fora.

(Com Agências)

Morte dos policiais – Camilo, General e MP se manifestam

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O governador Camilo Santana se manifestou sobre a morte de três policiais, assassinados nesta quinta-feira (23), no bairro Manuel Sátiro.

“Logo após esse episódio, covarde e cruel, determinei imediatamente ao secretário de Segurança uma força-tarefa, com reforço de efetivo e apoio de helicópteros, para identificar e prender cada um dos criminosos. Posso garantir que cada um desses bandidos será preso o mais rápido possível. Não iremos tolerar jamais esse tipo de ação. Seremos cada vez mais duros com o crime”, disse o governador Camilo Santana

Já o candidato do PSDB ao Governo do Ceará, General Theophilo, criticou o que classificou como “fragilidade” do Governo no combate à violência. “No Ceará, a ordem está comprometida. Quando policiais sofrem atentado dessa magnitude, é porque, realmente, o Estado de Direito está ameaçado pela falta de coragem e fragilidade do governador no combate à violência, comentou o General.

Por meio de nota, o Ministério Público lamentou a morte dos policiais e disse que “a Procuradoria Geral de Justiça adotará todas as providências possíveis para auxiliar as investigações e levar a julgamento os responsáveis por esse bárbaro crime, que possui elevados indícios de atentado contra o Estado de Direito e seus agentes”.