Blog do Eliomar

Categorias para Violência

Vereador diz que Cid Gomes foi campeão de demissão de policiais

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O vereador Gelson Ferraz (PRB) disse, nessa terça-feira, em pronunciamento na Câmara Municipal de Fortaleza, que a violência na Capital atinge todas as classes sociais. Segundo dados apresentados pelo parlamentar, mais de 700 pessoas foram assassinadas no Ceará entre janeiro e fevereiro de 2014, o que representa uma média de 12 pessoas mortas por dia. “Vivemos um genocídio no Ceará”, disparou.

Gelson explicou que o Governo do Estado investiu em segurança, contratou mais policiais, mas, mesmo assim, falhou no quesito segurança pública. “Foi o Governo que manteve o pior relacionamento com os policiais. Campeão em demissões de policiais por insubordinação, do tipo particular de reuniões ou simplesmente reivindicar melhorias para a corporação. Demissões políticas que mexeram com a dignidade e com a motivação da tropa. A soma disso tudo, senhoras e senhores, resulta neste caos em que vivemos. Tem sangue nas mãos do governador Cid Gomes”, destacou.

Gelson destacou a vinda da presidente Dilma Rousseff ao Ceará e sugeriu que fosse feito um Decreto de Intervenção Federal na segurança pública do Ceará, nos termos do artigo 34, inciso III, da Constituição Federal, que estabelece intervenção por grave comprometimento da ordem pública. “Fica aqui o nosso registro, a nossa indignação e a nossa solidariedade para com as milhares de pessoas que perderam suas vidas pela falta de noção do Governo do Estado do Ceará”.

(Site da CMFor)

VAMOS NÓS – Pelo visto, a ida de um grupo de vereadores ao encontro do PMDB em Croatá (Zona Norte), em apoio ao pré-candidato a governador pelo PMDB, senador Eunício Oliveira, está fazendo efeito: essa turma agora resolveu bater no Governo Cid Gomes (Pros). Embora passe a maior parte abençoada pelo prefeito Roberto Cláudio (Pros).

Renan diz que pretende colocar em votação PEC da Maioridade Penal

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta terça-feira (18) que pretende colocar, em breve, na pauta de votação da Casa a proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de 18 anos para 16 anos em casos de crimes hediondos. O presidente deu a declaração após encontro com os pais da adolescente Yorraly Ferreira, de 14 anos, que morava no Distrito Federal e foi assassinada pelo namorado. O rapaz foi preso duas horas antes de completar 18 anos.

“Nós vamos conversar com os líderes e já assumimos o compromisso de pautar essa matéria. É evidente que é uma matéria complexa, mas será, sobretudo, a oportunidade para que cada um vote da maneira que ache que deve votar”, disse o presidente do Senado.

A mãe de Yorraly, Rosemary Dias da Silva, pediu que Renan Calheiros interceda para que ela seja recebida pela presidente Dilma Rousseff. “Quero que a presidente me ouça, porque ela é mãe como eu sou, e ajude a aprovar a redução da maioridade penal para que outras mães não passem pelo que eu estou passando”, disse ao sair do encontro.

Rosemary desmaiou e precisou ser atendida no serviço médico do Senado. Após se recuperar, ela disse que ficará acampada em frente ao Palácio do Planalto até ter um encontro com a presidente Dilma.

(Agência Brasil)

Fantástico anuncia reportagem sobre violência em Fortaleza

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Ao apresentar nesse domingo (16) uma reportagem sobre a cidade mais violenta do mundo, San Pedro Sula, em Honduras, na América Central, segundo levantamento das 50 cidades mais violentas do mundo, o programa Fantástico, da Rede Globo, anunciou para o próximo domingo (23) uma matéria sobre três cidades brasileiras no topo do indesejado ranking, entre elas Fortaleza.

A capital cearense é a sétima no ranking, com 72,8 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, mas a primeira em números absolutos, com quase o dobro de casos de San Pedro Sula.

Maceió e João Pessoa completam a reportagem do Fantástico, que esteve nas capitais nordestinas na última semana.

Suplicy diz que manifestações devem ser pacíficas

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) rebateu nessa quarta-feira (12) críticas publicadas nas redes sociais atribuindo a ele apoio a ações do movimento Black Blocks. Suplicy esclareceu que todas as suas manifestações sobre o assunto tiveram o intuito de dissuadir o grupo de usar a violência.

– Avalio que não existe justificativa para o emprego da violência em qualquer circunstância, principalmente quando se trata de defender ideias. Ideias devem ser combatidas com ideias, com ações como passeatas ou até, às vezes, algum tipo de desobediência civil – afirmou.

O senador citou como exemplo de líderes que transformaram a sociedade sem usar a violência, como Mahatma Gandhi e Martin Luther King. Aos grupos que se manifestam no país, fez um apelo para que usem meios pacíficos e para que recebam bem os visitantes na Copa do Mundo.

– Vamos, sim, reivindicar, mas respeitando o direito dos outros, o patrimônio público e privado. Assim as manifestações poderão angariar o respeito de toda a sociedade brasileira e atingir os seus objetivos, ainda mais, neste ano em que vamos realizar a Copa do Mundo – disse o senador.

(Agência Senado)

Jornalista relata momentos de terror em ação de assaltantes

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Assaltantes realizaram um arrastão nas proximidades do cruzamento da avenida Antonio Sales com a rua Monsenhor Catão, na Aldeota, na madrugada deste domingo (9). A jornalista Adriana Saboya registrou o momento de terror em sua página no Facebook. Confira:

“Assaltantes armados tocando o terror na Antonio Sales com Monsenhor Catão. Carros na contramão, sobre as calçadas e canteiro central e uma confusão generalizada. Conseguimos, eu e Mara Crisc, fugir, por um livramento de Deus. Dei ré, bati em um dos carros que também manobrava para fugir do circo. Não houve danos maiores. Só um susto dos grandes e uma tremedeira que não parou até agora. Cena triste e de medo. Liguei para a Ciops. Já haviam registrado a ocorrência. Meia hora depois, nada de Polícia. A vida segue…”

VAMOS NÓS – Tentamos encontrar o procedimento adotado pela Polícia, por meio do relatório das ocorrências da Ciops. A última atualização é de quinta-feira (6). A vida segue…

Feriado de Carnaval: 70 pessoas foram mortas no Ceará em cinco dias

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Durante o feriadão de Carnaval, 70 pessoas foram assassinadas no Ceará, uma média de 14 homicídios por dia. Somente em Fortaleza e na Região Metropolitana, 36 pessoas foram mortas, de sexta-feira (28) até essa terça-feira (4). No interior do Estado, foram 34 homicídios contabilizados pelo Comando de Policiamento do Interior (CPI).

Este foi o Carnaval mais violento dos últimos dez anos, segundo balanço do O POVO Online. Em 2013, 2012 e 2011 foram, respectivamente, 55, 31 e 52 homicídios. A média de 14 assassinatos por dia também é maior que a média de casos de morte violenta por dia do estado no ano de 2013, em que a cada duas horas, uma pessoa foi assassinada. Ao todo, foram 26 pessoas mortas em Fortaleza durante o feriado.

Até a segunda-feira (3), a Polícia já contabilizava 58 homicídios em todo o Estado. O dia mais violento na grande Fortaleza foi o domingo (2), quando 11 ocorrências foram registradas. Os crimes mais recentes na Capital, ocorrido nessa terça-feira, foram nos bairros Edson Queiroz, Jardim Iracema, Pici e Ellery. Nesse último, um adolescente foi executado a tiros, na avenida Pasteur, por duas pessoas não identificadas.

Interior

Durante o feriado de Carnaval, de sexta-feira até a terça-feira, 34 pessoas foram assassinadas no interior do Ceará. No último dia de folia, sete pessoas foram assassinadas nos municípios de Reriutaba (dois mortos), Paracuru, Massapê, Juazeiro do Norte, Redenção e Morada Nova.

Somente na segunda-feira, treze pessoas foram mortas no Interior. No domingo, foram seis assassinatos e no sábado, 1°, cinco pessoas foram assassinadas. Na sexta-feira, três pessoas foram mortas no interior do Estado.

(O POVO Online)

Manifestação de agentes penitenciários termina com dois feridos na avenida Barão de Studart

Um protesto de agentes penitenciários terminou em confusão e com duas pessoas feridas, durante a noite desta terça-feira (25). O grupo de agentes estava sendo impedido por uma barreira policial de chegar ao Palácio da Abolição, durante manifestação que começou às 15h de hoje. Os agentes, então, montaram uma barraca de acampamento na avenida Pereira Filgueiras, esquina da Barão de Studart, com o objetivo de esperar uma reunião marcada para as 10h desta quarta-feira (26). Com isso, policias que estavam fazendo a barricada avançançaram e dispararam tiros de bala de borracha e bombas de efeito moral, dispersando o grupo.

O Palácio da Abolição era o destino do grupo quando iniciou a manifestação, em que eram feitas reivindicações da categoria. De acordo com o presidente do Sindasp-CE, Valdemiro Barbosa, depois de reunião com a secretária de Justiça, Marina Lobo, ocorrida na semana passada, o grupo quer avanços na pauta de reivindicações. Para isto, pede uma nova reunião com representantes do governo estadual. Valdemiro diz que os agentes só vão sair do local quando houver uma sinalização sobre o novo encontro.

Reivindicações

A categoria reivindica auxílio alimentação, Gratificação de Atividades Especiais e de Risco (GAER) de 100%, nomeação de todo cadastro de reserva e acautelamento de pistolas para todos os agentes. Além disso, eles prometem paralisar as atividades no próximo sábado, 1º.

A categoria iniciou o protesto às 15h de hoje, em frente à sede da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), no Meireles. Por volta das 16h, o grupo de manifestantes partiu rumo ao Palácio da Abolição.

De acordo com o Sindicato dos Agentes e Servidores Públicos do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp/CE), a ação foi decidida após reunião com a secretária da Sejus, Mariana Lobo, que pediu mais um mês para levar a demanda do sindicato ao governador Cid Gomes.

Sejus

Em nota, a Sejus informou que, no dia 17 de fevereiro, recebeu a direção do Sindasp-Ce a fim de tratar sobre as reivindicações da categoria. “No encontro, a secretária Mariana Lobo recebeu a pauta de reivindicações e pediu um prazo de 30 dias para levar as demandas ao Governo do Estado. Ainda assim, o sindicato não se posicionou a respeito e continua levando à imprensa a ameaça de paralisação”, diz o texto.

(O POVO Online)

Milhares de cruzes no aterro da Praia de Iracema lembram vítimas da violência

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foto manifestação 140223 policiais civis e federais

Cerca de 4,5 mil cruzes foram colocadas nas areias da praia do Ideal Clube, neste domingo (23), durante manifestação do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol/CE), em parceria com o Sindicato dos Policias Federais do Ceará (Sinpof/CE).

O grande “cemitério” no aterro da Praia de Iracema chamou a atenção de quem passava pelo local. Motoristas que trafegavam pela avenida Abolição realizaram um buzinaço em apoio ao movimento Polícia Legal. Segundo o Sinpol/CE, as 4.462 cruzes representaram o número de pessoas assassinadas no ano passado em todo o Ceará.

“A ação é para que as pessoas tenham noção da epidemia que o Estado enfrenta. Cada cruz representa uma mãe ou um pai de família morto pela violência”, explicou Ana Paula, vice-presidente do Sinpol/CE.

Mais de 500 pessoas, entre policiais civis, federais, parentes de vítimas da violência e sociedade civil participaram da ação conjunta entre as duas categorias que lutam pela valorização profissional e por um Ceará mais seguro.

“O descaso do governo está muito grande e não vamos aceitar isso. Metade do efetivo da Polícia Civil é terceirizada e sem treinamento técnico para ser policial”, lamentou o presidente do Sinpol/CE, Gustavo Simplício, que promete intensificar as ações dos movimentos Polícia Legal e Tolerância Zero durante o Carnaval.

“Vamos atender ao máximo para que todos que cheguem às delegacias saiam pelo menos com o boletim de ocorrência”, assegurou.

Americanas da Bezerra de Menezes é assaltada

Dois homens assaltaram a loja Americanas, na manhã deste sábado (22), na avenida Bezerra de Menezes. Segundo a Polícia, a dupla chegou meia hora antes do gerente abrir a loja e o rendeu. Os homens fugiram no próprio veículo do gerente, com produtos eletrônicos e o cofre da loja.

Neste momento, a Polícia procura o veículo levado pelos assaltantes. A loja continua fechada.

Pesquisa mostra aumento da percepção de violência urbana

A violência urbana aumentou nos últimos anos, na avaliação de 76,8% dos dois mil entrevistados em pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada nesta terça-feira (18). Para 22,9% dos pesquisados não houve aumento. A pesquisa, feita em 137 municípios de diferentes regiões, de 9 a 14 deste mês, revela que o assalto à mão armada é o tipo de violência mais temida pelos entrevistados. Eles também temem, por ordem decrescente: roubo seguido de morte, roubo a residência, estupro e sequestro-relâmpago.

A pesquisa também avaliou a percepção dos entrevistados sobre o “rolezinho” – encontro marcado por jovens da periferia, que usam as redes sociais na internet para agendar encontros em centros comerciais. Para 54% dos entrevistados, o principal objetivo é promover a desordem, enquanto 19,7% acham que a meta é promover saques em lojas dos shoppings. Apenas 12% enxergam o fenômeno como uma forma de protesto, e 11% acreditam que é apenas por diversão.

No geral, a prática do “rolezinho”, iniciada no ano passado, é desaprovada por 87,7% dos pesquisados, e 84,5% deles consideram que o fenômeno deve ser reprimido para evitar desordem nos shoppings. Mas 65% condenam a atitude adotada por alguns estabelecimentos, de selecionar as pessoas que podem frequentá-los.

Em relação à política, o grau de interesse do brasileiro na eleição para presidente da República, no próximo mês de outubro, está baixo, de acordo com pesquisa da CNT: 32,7% revelaram total desinteresse, 29,4% demonstraram pouco interesse, 22,4% declararam interesse médio e 15% se revelaram muito interessados na eleição presidencial.

(Agência Brasil)

O cinegrafista morto e a democracia

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Da coluna Ombudsman, no O POVO deste domingo (16), pela jornalista Daniela Nogueira:

A morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, atacado por um rojão durante protesto no Rio de Janeiro, expôs como ainda não sabemos construir a democracia. Escancarou como estamos vulneráveis diante de manifestações irresponsáveis que tomam o lugar dos protestos legítimos. Mostrou como a liberdade de informação (e de expressão) ainda precisa evoluir nos países ditos democráticos.

O alvo, provavelmente, não era o cinegrafista. Mas foi. Não fosse o Santiago Andrade, outro teria sido atingido. O uso do rojão, por si só, evidencia o tipo do protesto que se desenhava no local. Questiono como se protesta contra o aumento das passagens de ônibus soltando rojões, que são artefatos explosivos, no meio da praça. Não se justifica. Ratifico o pensamento que mais li e ouvi nos últimos dias: a violência deslegitima qualquer tipo de manifestação. E me refiro ao nosso contexto caracterizado pela democracia. (Aliás, mesmo em regimes absolutistas e totalitários, a violência é algo abominável).

Morre comerciante que teve corpo queimado por criminosos

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Morreu na noite dessa sexta-feira (14) o comerciante de 51 anos que teve parte do corpo queimada durante uma tentativa de homicídio, registrada na noite da última segunda-feira (10), no bairro Presidente Kennedy.

Segundo o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Instituto Dr. José Frota (IJF), Antônio Nonato da Silva faleceu por insuficiência respiratória, provocada pela inalação de fumaça, e queimaduras das vias aéreas. Ele havia sido internado em estado grave na última segunda. Antônio teve queimaduras de segundo e terceiro graus. As chamas atingiram 35% do corpo do comerciante, provocando lesões na face, braços, pernas e tórax.

Segundo informações da Polícia Militar, dias antes do crime, a vítima teria denunciado a ação de um adolescente que andava armado com uma escopeta. O jovem acabou apreendido, o que teria provocado a reação de seus comparsas, que resolveram se vingar O grupo faz parte da “gangue do GM”, segundo a Polícia, e são suspeitos de realizarem assaltos na área. Dois suspeitos foram presos.

(O POVO Online)

Segundo ônibus é incendiado em Fortaleza em manifestação, no intervalo de um ano

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fotos ônibus incendiados

Moradores da Maraponga incendiaram o ônibus da linha Parangaba/Parque Veras, na noite dessa sexta-feira (14), em protesto contra a morte de Francisco Ricardo Sousa, que teria sido espancado por policiais militares, durante uma abordagem na quinta-feira (13). O homem teria sido levado pelos policiais, horas depois, ao Frotinha da Parangaba, mas morreu por causa de ferimentos de uma suposta tortura.

Há cerca de um ano, no Monte Castelo, o ônibus da linha Sargento Hermínio foi incendiado por três homens do bairro Ellery, como protesto a um procedimento desastroso de policiais militares, no pré-Carnaval do bairro. Dois jovens foram mortos por supostos disparos efetuados por policiais.

Os dois casos são investigados pela Controladoria dos Órgãos de Segurança Pública do Ceará.

Vamos nós – Os dois casos devem ser investigados com rigor, mas a população se prejudicar, ao incendiar ônibus.

Sinpol/CE revela números da violência em outdoors

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foto outdoor violência

Dez outdoors espalhados por Fortaleza revelam os números da violência no Ceará, segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol/CE).

A publicidade faz parte de uma campanha para divulgar o que o sindicato classifica como “uma série de irregularidades no sistema de segurança pública na Capital e Interior”.

Segundo o Sinpol/CE, a campanha tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para a necessidade de uma polícia judiciária estruturada.

Aliciamento de manifestantes tem que ser apurado separadamente, diz delegado

O delegado Maurício Luciano, responsável pelo inquérito que apura a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, disse que o fato de Caio Silva de Souza ter dito em depoimento, que há aliciamento de manifestantes, não interfere no relatório que vai entregar nesta sexta-feira (14) ao Ministério Público. O delegado reafirmou que a possibilidade de manifestantes receberem dinheiro para fazer atos violentos nos protestos faz parte de uma outra investigação que vem sendo desenvolvida pela Polícia Civil do Rio.

“O fato dele eventualmente receber dinheiro para praticar atos ou não, não interfere em nada [no inquérito]. Esta investigação poderá ajudar em outras investigações. O que ele citou de partidos políticos, ou que alguém leva apetrechos explosivos para manifestações, que, eventualmente, ele possa até ter recebido algum tipo de remuneração para praticar atos de vandalismo, isso não interessa aqui para o inquérito. Repito, para o inquérito nada mudou. Tudo permanece como está, com ambos [Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, suspeitos de terem praticado o crime] indiciados por homicídio qualificado, por emprego de artefato explosivo e crime de explosão”, explicou.

Para o delegado, o possível envolvimento dos manifestantes com partidos políticos, conforme tinha denunciado o advogado dos suspeitos, Jonas Tadeu Nunes, não interfere na questão da morte do cinegrafista. “O que não posso, como presidente deste inquérito, é deixar que essas questões interfiram na investigação. Esta investigação não pode ser contaminada por qualquer outra informação. Não posso trazer ingrediente político para cá. Não posso discutir se essas manifestações são patrocinadas, se alguém banca, se alguém tem interesse em quebrar. Eu preciso apenas entregar ao Ministério Público uma investigação de homicídio”, disse.

O delegado explicou, no entanto, que o crime não está em aliciar ou pagar alguém para fazer manifestação, o que para ele pode ser discutido sobre o ponto de vista moral e eleitoral, caso parta mesmo de partidos políticos. O crime, para ele, é se isso acontecer no caso de os manifestantes serem pagos para praticar atos violentos. “O que é crime é pagar para incentivar a violência. Atos de hostilidade, de vandalismo. Isso que é crime, e pode configurar uma organização criminosa. Se tenho alguém que incentiva grupos a praticar um número indeterminado, de forma dividida, com divisão de tarefas ou algum comando, que não precisa ser sofisticado, existe a figura da organização criminosa”, analisou.

(Agência Brasil)

Morte de cinegrafista: o desafio da virulência enlouquecida

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Eis o Editorial do O POVO desta quarta-feira:

A Nação ficou horrorizada com as cenas do atentado que vitimou o cinegrafista Santiago Andrade e terminou por matá-lo quando fazia cobertura de um protesto de rua na quinta-feira passada, dia 6.

O crime expõe de maneira clara a gravidade de um problema cada vez mais crescente nos últimos meses: a invasão dos espaços democráticos de manifestação por grupos de arruaceiros extremamente violentos, que não têm qualquer consideração para com a pessoa humana, nem limites para sua ação destruidora, sem qualquer compromisso para com o Estado democrático de Direito.

Isolar esses perturbadores, identificá-los e puni-los é o único recurso que tem a democracia para se proteger, pois todo o seu edifício se sustenta no respeito à lei e aos direitos individuais e coletivos, com vistas a uma convivência civilizada e pactuada entre diferentes interesses presentes em uma sociedade. Quem não tem compromisso com essas regras legitimamente pactuadas deve sofrer a reação do organismo social ameaçado pela invasão de um corpo estranho.

Além dos manifestantes comuns, têm sido alvo particular dessa investida a categoria dos profissionais da comunicação social, encarregados de fazer a cobertura jornalística dos eventos e dar ciência aos leitores, telespectadores, radiouvintes e internautas do desenrolar dos fatos e das suas implicações para que todos possam formar juízo a respeito deles, depois de informados, reforçando um dos instrumentos básicos da democracia: a liberdade de expressão.

A Associação de Jornalistas Investigativos (AJI) registra pelo menos 117 incidentes sofridos por repórteres, fotógrafos e cinegrafistas desde que as manifestações pacíficas passaram a ser perturbadas pela ação virulenta de grupos que se recusam a identificar-se. O primeiro resultado de sua ação é justamente a de provocar a retração da participação dos cidadãos nos atos públicos, inibindo sua livre expressão.

Neste caso particular, além da necessidade de identificação e punição dos autores da morte do cinegrafista Santiago Andrade, é preciso não dar lugar a oportunistas que queiram cercear o direito de manifestação, nem permitir que a busca de justiça se transforme em uma caça às bruxas, a serviço de interesses obscuros.

(O POVO / Editorial)

Dilma determina presença da PF nas investigações da morte do cinegrafista

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A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (10) que a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Ilídio Andrade, “revolta e entristece”, e determinou que a Polícia Federal apoie as investigações para “aplicação da punição cabível” aos responsáveis pelo ferimento do jornalista.

Santiago foi atingido por um rojão durante manifestação na última quinta-feira (6), no Rio de Janeiro, e teve morte cerebral confirmada no início desta tarde.

É inadmissível “protestos democráticos serem desvirtuados por quem não tem respeito por vidas humanas”, afirmou a presidente.

“A liberdade de manifestação é um princípio fundamental da democracia e jamais pode ser usada para matar, ferir, agredir e ameaçar vidas humanas, nem depredar patrimônio público ou privado”, ressaltou Dilma, em sua conta no Twitter.

(Agência Brasil)

Mecânico usa veículo de cliente, bebe, atropela dois e é preso

Um homem embriagado conduzia um carro de modelo Fiat Uno, cor azul, na rua Visconde do Rio Branco, no Centro, quando atropelou duas pessoas que estavam em uma parada de ônibus. O acidente ocorreu neste domingo (9). O condutor do veículo foi preso e levado ao 34º Distrito Policial. As vítimas foram encaminhadas ao hospital. Uma delas está em estado grave, segundo a Polícia Militar.

De acordo com o cabo Edinaldo, o condutor é José Henrique Gomes e Silva. Ele é mecânico e foi solicitado pela proprietária do veículo para consertar seu carro que estava em um local, que Henrique não soube informar, pois tinha bebido bastante.

Após o serviço, José Henrique deveria levar o carro até uma oficina, onde ele trabalha. Segundo o acusado, ele levou o Fiat Uno até o local combinado, onde a dona do veículo deveria estar. Como ela não estava, Henrique resolveu sair durante a noite desse sábado (8) “para farrear”.

De acordo com o depoimento de José Henrique aos policiais, ele saiu com o carro, foi farrear e bebeu muito durante a noite. O acusado levou mais dois amigos no veículo: José Tiago Isidoro de Menezes e Valdirene Ferreira Nascimento. O trio voltava da farra, quando Henrique perdeu o controle do carro e atropelou Ricardo Santos da Silva e Suiane Gabriel da Silva.

As vítimas foram socorridas após o acidente. Suiane foi encaminhada ao Instituto Dr. José Frota (IJF) e está em estado grave. Ricardo foi levado ao Frotinha do Antônio Bezerra.

Segundo ainda o cabo Edinaldo, José Henrique fez exames na Perícia Forense do Ceará (Pefoce), onde foi comprovado o índice elevado de álcool em seu sangue. Ele está preso no 34º DP. As duas pessoas que estavam no veículo, no momento do acidente, serão ouvidas pela Polícia como testemunhas. A proprietária do Fiat Uno ainda não foi localizada.

(O POVO Online)

Polícia prende Fábio Raposo, suspeito de ataque a cinegrafista no Rio

Policiais da 17ª Delegacia Policial (DP) de São Cristóvão prenderam, na manhã deste domingo (9), no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da cidade, Fábio Raposo, suspeito de participação no ataque ao cinegrafista Santiago Andrade, durante manifestação de protesto contra o aumento da passagem de ônibus, na quinta-feira (6), na Central do Brasil. Os policiais deram cumprimento a mandado de prisão temporária, expedido pela Justiça.

Segundo informação da assessoria de imprensa da Polícia Civil do Rio, Fábio foi localizado na casa dos pais. Ele será levado para a 17ª DP, onde o delegado titular, responsável pelas investigações do caso, Maurício Luciano, falará à imprensa sobre a prisão.

(Agência Brasil)