Blog do Eliomar

Categorias para Violência

Ipea divulga estudos sobre tolerância à violência contra a mulher e casos de estupro

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lança duas pesquisas que abordam a questão da violência contra as mulheres. O evento será nesta quinta-feira (27), a partir das 14h30min, em Brasília.

O primeiro estudo é o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre o tema tolerância social à violência contra as mulheres, que traz um primeiro levantamento de opiniões e percepções da sociedade brasileira sobre questões como o sexismo e a violência contra as mulheres. A pesquisa de campo obteve, por exemplo, opiniões da sociedade sobre a pertinência ou não de intervenção estatal em brigas de marido e mulher, e sobre se comportamentos femininos supostamente influenciam casos de agressão e estupro. O SIPS será divulgado por Rafael Osorio, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea.

Em seguida, Daniel Cerqueira, diretor de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia do Ipea, apresentará um estudo inédito com uma radiografia sobre o estupro no Brasil e os condicionantes associados à vitimização recorrente; às consequências para as vítimas; e ao tratamento oferecido pelo SUS. A pesquisa é o primeiro estudo quantitativo nacional que trata desta temática. A partir de dados do Sistema de Informações de Agravo de Notificação do Ministério da Saúde (SINAN), foram analisados todos os registros deste crime no país. O intuito é compreender mais detalhadamente o fenômeno, para contribuir de forma efetiva nas políticas públicas orientadas para a superação desse grave problema social.

(Ipea)

“O criminoso, no Ceará, para ser preso, tem que ser muito azarado”, diz policial ao Fantástico

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foto fantástico servilho

72 assassinatos por 100 mil habitantes, 58 mil foragidos da Justiça e mandados de prisão engavetados até por 23 anos. Os dados apresentados no programa Fantástico, exibido pela Rede Globo, na noite desse domingo (23), mostram porque Fortaleza é uma das 10 cidades mais violentas do mundo e a segunda do Brasil, segundo estudo de uma ONG mexicana.

Em uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo, 11 mil assassinos continuam impunes por crimes que se arrastam por mais de duas décadas. “O criminoso, no Ceará, para ser preso, tem que ser muito azarado. A Polícia Civil não tem efetivo pra investigar nenhum crime”, comentou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol/CE), Gustavo Simplício.

Para o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Servilho de Paiva, a “situação não é de conforto. Mas você tem a polícia fazendo o seu papel, dando as respostas adequadas”.

OAB-CE convoca entidades para combater à violência

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A OAB-CE lançará, nesta segunda feira (24), o do Fórum Permanente de Debates e Propostas contra a Violência, reunindo entidades ligadas aos temas da segurança e da justiça. O Fórum será instalado com uma entrevista coletiva, às 10 horas, na sede da OAB-CE (Rua Lívio Barreto, 668 – Dionísio Torres), com a presença do presidente da OAB-CE, Valdetário Monteiro, e demais representantes das entidades do colegiado, entre elas Associação Cearense dos Magistrados-AMC, Associação Cearense do Ministério Público-ACMP e Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Ceará-ADEPOL. Os integrantes do Fórum falarão sobre os índices de violência no Estado e as políticas públicas de enfrentamento do problema.

Segundo Valdetário Monteiro, o Fórum Permanente de Debates e Propostas contra a Violência se reunirá uma vez por semana, às segundas feiras, para coletar novos dados sobre a violência e avaliar as políticas públicas nos níveis municipal, estadual e da União. O objetivo das discussões é formular propostas comuns que possam ser efetivadas pelos governos, pelo mercado e pela sociedade. Esta é mais uma ação da OAB-CE que já mantém outros espaços de estudo e discussão de temas relacionados à violência, como as Comissões de Direto Penitenciário, de Segurança Pública, de Políticas Públicas sobre Droga, de Direitos Humanos e de Combate à Homofobia e Diversidade Sexual.

(OAB-CE)

39 mortes à bala no fim de semana mais violento do ano

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Foi no fim de semana mais violento do ano em Fortaleza e Região Metropolitana que Raphael Lopes, 27, não resistiu à bala algoz de sua vida. Na volta para casa após um luau em Aquiraz na madrugada desse domingo (23), o carro onde o jovem estava com quatro amigos foi interceptado por bandidos no Conjunto São Miguel, território historicamente assolado pelo conflito de gangues.

Uma barricada de pedras era o prelúdio do assalto, não concretizado porque o motorista transpôs o obstáculo e acelerou em fuga. No revide dos bandidos, oito projéteis acertaram o veículo. Um deles passou de raspão em Raphael. Outro acertou-lhe o peito. Da 0 hora da sexta-feira (21) às 18 horas desse domingo, mais 38 pessoas haviam morrido pelo uso de armas de fogo na Capital e cidades adjacentes. Contabilizados outros tipos de óbito, o total vai a 67. E tende a aumentar, quando consideradas as ocorrências registradas nas seis horas restantes do dia.

O POVO chegou aos números acessando relatórios da Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) publicados na Internet e ouvindo fontes da Perícia Forense do Ceará (Pefoce). Os 39 óbitos à bala fazem os últimos três dias mais violentos até do que o fim de semana do Carnaval, quando as mortes por arma de fogo foram 23 na Região.

Armas de fogo foram os vetores de 83% das 772 mortes violentas do Ceará acontecidas entre janeiro e fevereiro deste ano. E as vítimas preferenciais tinham justamente o perfil de Raphael. Eram homens, jovens e moradores de periferia. “Ele era 100%! Com ele, não tinha tempo ruim. Quando a pessoa é direita, você nunca pensa que vai acontecer isso, né?”, lamentou o representante comercial Luís Sampaio, 38. A amizade entre ele e Raphael durou 12 anos.

A família era só silêncio no velório montado na sala da casa da avó, Elvira, lugar onde Raphael nasceu e se fez gente. A casa é distante duas quadras de onde ele morava com os pais. E fica a 1,5 quilômetro do local onde o tiro atingiu-o sem chance de socorro no Frotinha de Messejana.

Vizinhos e amigos eram inconformismo. E a boa lembrança de um jovem que chegou a cursar o ensino superior, trabalhava num depósito de bebidas e tinha planos de mudar de emprego muito em breve. “Ele era um menino calmo. Não gostava de confusão. Era alegre e brincalhão. Uma pessoa como ele é difícil de encontrar hoje em dia. Ainda não estou acreditando”, declarou a serviços gerais e amiga da família Neide Pinheiro, 45.

Investigação

Até o fechamento da matéria, ninguém havia sido preso pela morte de Raphael. E a Polícia ainda não tinha pistas dos assassinos. O inquérito policial foi instaurado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e as investigações serão retomadas nesta segunda-feira (24).

(O POVO)

Violência aumentou com fim da lei contra a homofobia, dizem especialistas

A derrubada da Lei Estadual 3.406/2000, que define penalidades a estabelecimentos que discriminem pessoas por causa da orientação sexual, pode estar relacionada ao aumento da violência sofrida por lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros. O tema foi discutido em audiência pública na última quinta-feira (20), promovida pela Comissão de Combate às Discriminações e aos Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

De acordo com o presidente da comissão, deputado Carlos Minc, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro revogou a lei em outubro de 2012 por vício de iniciativa, depois de ela “funcionar muito bem” por 12 anos.

“A lei [definia] discriminação [e estabelecia] que agentes públicos que se omitissem [sobre o assunto] seriam punidos. Houve recurso por vício de iniciativa, porque deputado não pode legislar sobre funcionário público. O Tribunal de Justiça acatou a representação, mas não anulou só o artigo que falava de funcionário público. Aproveitaram um pouco de desinformação, e também conservadorismo da nossa Justiça, e passaram o cerol [mistura de cola com vidro moído que é aplicado em linhas de papagaios ou pipas] em toda a lei”.

O presidente do Grupo Arco-Íris, que organiza a Parada Gay do Rio de Janeiro, Júlio Moreira, lembra que a luta contra a homofobia também foi derrotada no Congresso Nacional. “Estamos num cenário político muito delicado, pela experiência que nós tivemos com o PLC 122 [Projeto de Lei da Câmara que criminaliza a homofobia], projeto que recebeu tantas emendas [que], no final, não passou. Então a gente precisa refletir sobre o que a gente quer. A gente precisa mostrar que a gente tem força”.

De acordo com Minc, um novo projeto de lei com o mesmo teor da Lei 3.406 foi apresentado pelo governador Sérgio Cabral, porém, a discussão está parada na Alerj. O deputado diz que o projeto já recebeu mais de cem emendas de pessoas contrárias à causa LGBT.

(Agência Brasil)

Quando a violência se banaliza

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Em artigo no O POVO neste sábado (22), o reitor da Universidade Federal do Ceará, Jesualdo Pereira Farias, comenta assassinato do estudante Mardônio Freire e diz que sociedade é refém do medo. Confira:

A trágica morte do estudante Mardônio Freire enluta sua família, a Faculdade de Direito e toda a UFC. É mais uma vida ceifada, mais uma jovem esperança que se esvai, em meio a escalada de violência que parece não ter fim e que coloca a sociedade inteira como refém do medo. O luto na faculdade sinaliza a dor dos colegas e professores, mas também tem as cores da indignação. Há em todos o sentimento de que não podemos continuar somando perdas desse porte e de que é preciso dar um basta à criminalidade, devolvendo-se às famílias a segurança, que é um dos bens mais preciosos em país civilizado.

Preocupa, especialmente, a forma como se banalizou o ato de matar. Em qualquer rua ou bairro, a qualquer momento, marginais de todas as idades – adolescentes e até crianças – manejam com espantosa naturalidade as ferramentas da morte. E os tiros certeiros vão ampliando insidiosamente estatísticas macabras. É aterrador, nos dias que correm, o número de jovens que têm tombado nessa guerra não declarada que se trava nas cidades brasileiras.

Se as guerras são assunto demasiado sério para ser confiado apenas aos generais, a violência urbana é algo por demais dramático para ser deixado somente em mãos das autoridades policiais. Está claro que o fenômeno sobrepuja a capacidade de aparato meramente repressor. Os componentes sociais do fenômeno, que envolvem questões como as desigualdades sociais, o desemprego, a falta de opções de lazer, a precariedade da moradia, e, sobretudo, o alastramento do consumo de drogas, são fatores que tornam a criminalidade problema complexo, em cuja solução deve envolver-se toda a sociedade.

A Universidade tem procurado fazer sua parte, no terreno de suas atribuições institucionais, e se tornou locus de importantes estudos sobre a violência. Compreendendo mais amplamente o fenômeno, nos habilitamos melhor para a tarefa de enfrentá-lo. A atitude mais desastrosa que qualquer instituição com responsabilidades sociais pode tomar, neste momento, seria resignar-se ao mero papel de espectador, enquanto nossos jovens são trucidados nas esquinas.

Violência é nacional, mas Fortaleza é um absurdo, diz ACC

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (22):

O presidente da Associação Comercial do Ceará (ACC), João Porto Guimarães, está revoltado com a situação a que chegou a violência no Estado e, em especial, em Fortaleza. Reconhece que o problema é nacional, mas observa que a Capital vem registrando estatísticas absurdas e uma população sem sentir, pelo menos, a sensação de segurança.

João Porto reconhece também que houve investimentos, acentuando, no entanto, que falta ação enérgica para enfrentar tal quadro. João Porto chega a apelar ao governador Cid Gomes por mudança na cúpula do aparelho de Segurança Pública e Defesa Social.

Vereador diz que Cid Gomes foi campeão de demissão de policiais

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O vereador Gelson Ferraz (PRB) disse, nessa terça-feira, em pronunciamento na Câmara Municipal de Fortaleza, que a violência na Capital atinge todas as classes sociais. Segundo dados apresentados pelo parlamentar, mais de 700 pessoas foram assassinadas no Ceará entre janeiro e fevereiro de 2014, o que representa uma média de 12 pessoas mortas por dia. “Vivemos um genocídio no Ceará”, disparou.

Gelson explicou que o Governo do Estado investiu em segurança, contratou mais policiais, mas, mesmo assim, falhou no quesito segurança pública. “Foi o Governo que manteve o pior relacionamento com os policiais. Campeão em demissões de policiais por insubordinação, do tipo particular de reuniões ou simplesmente reivindicar melhorias para a corporação. Demissões políticas que mexeram com a dignidade e com a motivação da tropa. A soma disso tudo, senhoras e senhores, resulta neste caos em que vivemos. Tem sangue nas mãos do governador Cid Gomes”, destacou.

Gelson destacou a vinda da presidente Dilma Rousseff ao Ceará e sugeriu que fosse feito um Decreto de Intervenção Federal na segurança pública do Ceará, nos termos do artigo 34, inciso III, da Constituição Federal, que estabelece intervenção por grave comprometimento da ordem pública. “Fica aqui o nosso registro, a nossa indignação e a nossa solidariedade para com as milhares de pessoas que perderam suas vidas pela falta de noção do Governo do Estado do Ceará”.

(Site da CMFor)

VAMOS NÓS – Pelo visto, a ida de um grupo de vereadores ao encontro do PMDB em Croatá (Zona Norte), em apoio ao pré-candidato a governador pelo PMDB, senador Eunício Oliveira, está fazendo efeito: essa turma agora resolveu bater no Governo Cid Gomes (Pros). Embora passe a maior parte abençoada pelo prefeito Roberto Cláudio (Pros).

Renan diz que pretende colocar em votação PEC da Maioridade Penal

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta terça-feira (18) que pretende colocar, em breve, na pauta de votação da Casa a proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de 18 anos para 16 anos em casos de crimes hediondos. O presidente deu a declaração após encontro com os pais da adolescente Yorraly Ferreira, de 14 anos, que morava no Distrito Federal e foi assassinada pelo namorado. O rapaz foi preso duas horas antes de completar 18 anos.

“Nós vamos conversar com os líderes e já assumimos o compromisso de pautar essa matéria. É evidente que é uma matéria complexa, mas será, sobretudo, a oportunidade para que cada um vote da maneira que ache que deve votar”, disse o presidente do Senado.

A mãe de Yorraly, Rosemary Dias da Silva, pediu que Renan Calheiros interceda para que ela seja recebida pela presidente Dilma Rousseff. “Quero que a presidente me ouça, porque ela é mãe como eu sou, e ajude a aprovar a redução da maioridade penal para que outras mães não passem pelo que eu estou passando”, disse ao sair do encontro.

Rosemary desmaiou e precisou ser atendida no serviço médico do Senado. Após se recuperar, ela disse que ficará acampada em frente ao Palácio do Planalto até ter um encontro com a presidente Dilma.

(Agência Brasil)

Fantástico anuncia reportagem sobre violência em Fortaleza

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Ao apresentar nesse domingo (16) uma reportagem sobre a cidade mais violenta do mundo, San Pedro Sula, em Honduras, na América Central, segundo levantamento das 50 cidades mais violentas do mundo, o programa Fantástico, da Rede Globo, anunciou para o próximo domingo (23) uma matéria sobre três cidades brasileiras no topo do indesejado ranking, entre elas Fortaleza.

A capital cearense é a sétima no ranking, com 72,8 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, mas a primeira em números absolutos, com quase o dobro de casos de San Pedro Sula.

Maceió e João Pessoa completam a reportagem do Fantástico, que esteve nas capitais nordestinas na última semana.

Suplicy diz que manifestações devem ser pacíficas

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) rebateu nessa quarta-feira (12) críticas publicadas nas redes sociais atribuindo a ele apoio a ações do movimento Black Blocks. Suplicy esclareceu que todas as suas manifestações sobre o assunto tiveram o intuito de dissuadir o grupo de usar a violência.

– Avalio que não existe justificativa para o emprego da violência em qualquer circunstância, principalmente quando se trata de defender ideias. Ideias devem ser combatidas com ideias, com ações como passeatas ou até, às vezes, algum tipo de desobediência civil – afirmou.

O senador citou como exemplo de líderes que transformaram a sociedade sem usar a violência, como Mahatma Gandhi e Martin Luther King. Aos grupos que se manifestam no país, fez um apelo para que usem meios pacíficos e para que recebam bem os visitantes na Copa do Mundo.

– Vamos, sim, reivindicar, mas respeitando o direito dos outros, o patrimônio público e privado. Assim as manifestações poderão angariar o respeito de toda a sociedade brasileira e atingir os seus objetivos, ainda mais, neste ano em que vamos realizar a Copa do Mundo – disse o senador.

(Agência Senado)

Jornalista relata momentos de terror em ação de assaltantes

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Assaltantes realizaram um arrastão nas proximidades do cruzamento da avenida Antonio Sales com a rua Monsenhor Catão, na Aldeota, na madrugada deste domingo (9). A jornalista Adriana Saboya registrou o momento de terror em sua página no Facebook. Confira:

“Assaltantes armados tocando o terror na Antonio Sales com Monsenhor Catão. Carros na contramão, sobre as calçadas e canteiro central e uma confusão generalizada. Conseguimos, eu e Mara Crisc, fugir, por um livramento de Deus. Dei ré, bati em um dos carros que também manobrava para fugir do circo. Não houve danos maiores. Só um susto dos grandes e uma tremedeira que não parou até agora. Cena triste e de medo. Liguei para a Ciops. Já haviam registrado a ocorrência. Meia hora depois, nada de Polícia. A vida segue…”

VAMOS NÓS – Tentamos encontrar o procedimento adotado pela Polícia, por meio do relatório das ocorrências da Ciops. A última atualização é de quinta-feira (6). A vida segue…

Feriado de Carnaval: 70 pessoas foram mortas no Ceará em cinco dias

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Durante o feriadão de Carnaval, 70 pessoas foram assassinadas no Ceará, uma média de 14 homicídios por dia. Somente em Fortaleza e na Região Metropolitana, 36 pessoas foram mortas, de sexta-feira (28) até essa terça-feira (4). No interior do Estado, foram 34 homicídios contabilizados pelo Comando de Policiamento do Interior (CPI).

Este foi o Carnaval mais violento dos últimos dez anos, segundo balanço do O POVO Online. Em 2013, 2012 e 2011 foram, respectivamente, 55, 31 e 52 homicídios. A média de 14 assassinatos por dia também é maior que a média de casos de morte violenta por dia do estado no ano de 2013, em que a cada duas horas, uma pessoa foi assassinada. Ao todo, foram 26 pessoas mortas em Fortaleza durante o feriado.

Até a segunda-feira (3), a Polícia já contabilizava 58 homicídios em todo o Estado. O dia mais violento na grande Fortaleza foi o domingo (2), quando 11 ocorrências foram registradas. Os crimes mais recentes na Capital, ocorrido nessa terça-feira, foram nos bairros Edson Queiroz, Jardim Iracema, Pici e Ellery. Nesse último, um adolescente foi executado a tiros, na avenida Pasteur, por duas pessoas não identificadas.

Interior

Durante o feriado de Carnaval, de sexta-feira até a terça-feira, 34 pessoas foram assassinadas no interior do Ceará. No último dia de folia, sete pessoas foram assassinadas nos municípios de Reriutaba (dois mortos), Paracuru, Massapê, Juazeiro do Norte, Redenção e Morada Nova.

Somente na segunda-feira, treze pessoas foram mortas no Interior. No domingo, foram seis assassinatos e no sábado, 1°, cinco pessoas foram assassinadas. Na sexta-feira, três pessoas foram mortas no interior do Estado.

(O POVO Online)

Manifestação de agentes penitenciários termina com dois feridos na avenida Barão de Studart

Um protesto de agentes penitenciários terminou em confusão e com duas pessoas feridas, durante a noite desta terça-feira (25). O grupo de agentes estava sendo impedido por uma barreira policial de chegar ao Palácio da Abolição, durante manifestação que começou às 15h de hoje. Os agentes, então, montaram uma barraca de acampamento na avenida Pereira Filgueiras, esquina da Barão de Studart, com o objetivo de esperar uma reunião marcada para as 10h desta quarta-feira (26). Com isso, policias que estavam fazendo a barricada avançançaram e dispararam tiros de bala de borracha e bombas de efeito moral, dispersando o grupo.

O Palácio da Abolição era o destino do grupo quando iniciou a manifestação, em que eram feitas reivindicações da categoria. De acordo com o presidente do Sindasp-CE, Valdemiro Barbosa, depois de reunião com a secretária de Justiça, Marina Lobo, ocorrida na semana passada, o grupo quer avanços na pauta de reivindicações. Para isto, pede uma nova reunião com representantes do governo estadual. Valdemiro diz que os agentes só vão sair do local quando houver uma sinalização sobre o novo encontro.

Reivindicações

A categoria reivindica auxílio alimentação, Gratificação de Atividades Especiais e de Risco (GAER) de 100%, nomeação de todo cadastro de reserva e acautelamento de pistolas para todos os agentes. Além disso, eles prometem paralisar as atividades no próximo sábado, 1º.

A categoria iniciou o protesto às 15h de hoje, em frente à sede da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), no Meireles. Por volta das 16h, o grupo de manifestantes partiu rumo ao Palácio da Abolição.

De acordo com o Sindicato dos Agentes e Servidores Públicos do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp/CE), a ação foi decidida após reunião com a secretária da Sejus, Mariana Lobo, que pediu mais um mês para levar a demanda do sindicato ao governador Cid Gomes.

Sejus

Em nota, a Sejus informou que, no dia 17 de fevereiro, recebeu a direção do Sindasp-Ce a fim de tratar sobre as reivindicações da categoria. “No encontro, a secretária Mariana Lobo recebeu a pauta de reivindicações e pediu um prazo de 30 dias para levar as demandas ao Governo do Estado. Ainda assim, o sindicato não se posicionou a respeito e continua levando à imprensa a ameaça de paralisação”, diz o texto.

(O POVO Online)

Milhares de cruzes no aterro da Praia de Iracema lembram vítimas da violência

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foto manifestação 140223 policiais civis e federais

Cerca de 4,5 mil cruzes foram colocadas nas areias da praia do Ideal Clube, neste domingo (23), durante manifestação do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol/CE), em parceria com o Sindicato dos Policias Federais do Ceará (Sinpof/CE).

O grande “cemitério” no aterro da Praia de Iracema chamou a atenção de quem passava pelo local. Motoristas que trafegavam pela avenida Abolição realizaram um buzinaço em apoio ao movimento Polícia Legal. Segundo o Sinpol/CE, as 4.462 cruzes representaram o número de pessoas assassinadas no ano passado em todo o Ceará.

“A ação é para que as pessoas tenham noção da epidemia que o Estado enfrenta. Cada cruz representa uma mãe ou um pai de família morto pela violência”, explicou Ana Paula, vice-presidente do Sinpol/CE.

Mais de 500 pessoas, entre policiais civis, federais, parentes de vítimas da violência e sociedade civil participaram da ação conjunta entre as duas categorias que lutam pela valorização profissional e por um Ceará mais seguro.

“O descaso do governo está muito grande e não vamos aceitar isso. Metade do efetivo da Polícia Civil é terceirizada e sem treinamento técnico para ser policial”, lamentou o presidente do Sinpol/CE, Gustavo Simplício, que promete intensificar as ações dos movimentos Polícia Legal e Tolerância Zero durante o Carnaval.

“Vamos atender ao máximo para que todos que cheguem às delegacias saiam pelo menos com o boletim de ocorrência”, assegurou.

Americanas da Bezerra de Menezes é assaltada

Dois homens assaltaram a loja Americanas, na manhã deste sábado (22), na avenida Bezerra de Menezes. Segundo a Polícia, a dupla chegou meia hora antes do gerente abrir a loja e o rendeu. Os homens fugiram no próprio veículo do gerente, com produtos eletrônicos e o cofre da loja.

Neste momento, a Polícia procura o veículo levado pelos assaltantes. A loja continua fechada.

Pesquisa mostra aumento da percepção de violência urbana

A violência urbana aumentou nos últimos anos, na avaliação de 76,8% dos dois mil entrevistados em pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada nesta terça-feira (18). Para 22,9% dos pesquisados não houve aumento. A pesquisa, feita em 137 municípios de diferentes regiões, de 9 a 14 deste mês, revela que o assalto à mão armada é o tipo de violência mais temida pelos entrevistados. Eles também temem, por ordem decrescente: roubo seguido de morte, roubo a residência, estupro e sequestro-relâmpago.

A pesquisa também avaliou a percepção dos entrevistados sobre o “rolezinho” – encontro marcado por jovens da periferia, que usam as redes sociais na internet para agendar encontros em centros comerciais. Para 54% dos entrevistados, o principal objetivo é promover a desordem, enquanto 19,7% acham que a meta é promover saques em lojas dos shoppings. Apenas 12% enxergam o fenômeno como uma forma de protesto, e 11% acreditam que é apenas por diversão.

No geral, a prática do “rolezinho”, iniciada no ano passado, é desaprovada por 87,7% dos pesquisados, e 84,5% deles consideram que o fenômeno deve ser reprimido para evitar desordem nos shoppings. Mas 65% condenam a atitude adotada por alguns estabelecimentos, de selecionar as pessoas que podem frequentá-los.

Em relação à política, o grau de interesse do brasileiro na eleição para presidente da República, no próximo mês de outubro, está baixo, de acordo com pesquisa da CNT: 32,7% revelaram total desinteresse, 29,4% demonstraram pouco interesse, 22,4% declararam interesse médio e 15% se revelaram muito interessados na eleição presidencial.

(Agência Brasil)

O cinegrafista morto e a democracia

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Da coluna Ombudsman, no O POVO deste domingo (16), pela jornalista Daniela Nogueira:

A morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, atacado por um rojão durante protesto no Rio de Janeiro, expôs como ainda não sabemos construir a democracia. Escancarou como estamos vulneráveis diante de manifestações irresponsáveis que tomam o lugar dos protestos legítimos. Mostrou como a liberdade de informação (e de expressão) ainda precisa evoluir nos países ditos democráticos.

O alvo, provavelmente, não era o cinegrafista. Mas foi. Não fosse o Santiago Andrade, outro teria sido atingido. O uso do rojão, por si só, evidencia o tipo do protesto que se desenhava no local. Questiono como se protesta contra o aumento das passagens de ônibus soltando rojões, que são artefatos explosivos, no meio da praça. Não se justifica. Ratifico o pensamento que mais li e ouvi nos últimos dias: a violência deslegitima qualquer tipo de manifestação. E me refiro ao nosso contexto caracterizado pela democracia. (Aliás, mesmo em regimes absolutistas e totalitários, a violência é algo abominável).

Morre comerciante que teve corpo queimado por criminosos

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Morreu na noite dessa sexta-feira (14) o comerciante de 51 anos que teve parte do corpo queimada durante uma tentativa de homicídio, registrada na noite da última segunda-feira (10), no bairro Presidente Kennedy.

Segundo o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Instituto Dr. José Frota (IJF), Antônio Nonato da Silva faleceu por insuficiência respiratória, provocada pela inalação de fumaça, e queimaduras das vias aéreas. Ele havia sido internado em estado grave na última segunda. Antônio teve queimaduras de segundo e terceiro graus. As chamas atingiram 35% do corpo do comerciante, provocando lesões na face, braços, pernas e tórax.

Segundo informações da Polícia Militar, dias antes do crime, a vítima teria denunciado a ação de um adolescente que andava armado com uma escopeta. O jovem acabou apreendido, o que teria provocado a reação de seus comparsas, que resolveram se vingar O grupo faz parte da “gangue do GM”, segundo a Polícia, e são suspeitos de realizarem assaltos na área. Dois suspeitos foram presos.

(O POVO Online)

Segundo ônibus é incendiado em Fortaleza em manifestação, no intervalo de um ano

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fotos ônibus incendiados

Moradores da Maraponga incendiaram o ônibus da linha Parangaba/Parque Veras, na noite dessa sexta-feira (14), em protesto contra a morte de Francisco Ricardo Sousa, que teria sido espancado por policiais militares, durante uma abordagem na quinta-feira (13). O homem teria sido levado pelos policiais, horas depois, ao Frotinha da Parangaba, mas morreu por causa de ferimentos de uma suposta tortura.

Há cerca de um ano, no Monte Castelo, o ônibus da linha Sargento Hermínio foi incendiado por três homens do bairro Ellery, como protesto a um procedimento desastroso de policiais militares, no pré-Carnaval do bairro. Dois jovens foram mortos por supostos disparos efetuados por policiais.

Os dois casos são investigados pela Controladoria dos Órgãos de Segurança Pública do Ceará.

Vamos nós – Os dois casos devem ser investigados com rigor, mas a população se prejudicar, ao incendiar ônibus.