Blog do Eliomar

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Presídios estão adotando alas LGBT para reduzir casos de violência contra homossexuais

As penitenciárias brasileiras estão, cada vez mais, adotando medidas para evitar a violência contra os homossexuais, como a criação das alas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e trangêneros), que já funcionam em quatro estados – Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraíba e Mato Grosso. A Bahia pretende implantá-las nos novos presídios, que devem ser construídos em 2014.

Em Minas Gerais, a adoção de um espaço separado para abrigar a população LGBT existe desde 2009 no Presídio de São Joaquim de Bicas e desde 2012 no Presídio de Vespasiano. O trabalho da Coordenadoria Especial de Políticas de Diversidade Sexual de Minas Gerais (Cods) foi fundamental para a aplicação dessa prática.

“A ideia é tirar essas pessoas do convívio dos presos, porque havia denúncias de maus tratos, além da necessidade de oferecer a elas um tratamento apropriado”, explicou o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade. Para a chefe da Cods, Walkíria La Roche, o problema é ainda maior e trata-se de uma questão de saúde. Segundo ela, os homossexuais e travestis abusados sexualmente nas prisões acabam contraindo doenças sexualmente transmissíveis (DST) e, consequentemente, transmitindo a outros homens no ambiente carcerário.

“É muito comum no nosso país que essas pessoas sejam usadas como moeda de troca nos presídios. Não há preocupação com a transmissão de DST. E como os homens, depois, recebem visita íntima, pode causar uma epidemia”, explica Walkíria. Além de criar uma ala separada, foi feito um trabalho específico, com o oferecimento de cursos de cabeleireiro, corte e costura e pedreiro.

(Agência Brasil)

Soldado da PM é executado no bairro Joaquim Távora

O soldado da PM Jhonatas Gonçalves Hilgenberg, 31 anos, foi executado com 20 tiros, na noite dessa sexta-feira (27), na esquina das ruas Ana Bezerra e Castro Alves, no bairro Joaquim Távora. Segundo o major Dulcildo Bezerra, supervisor do Policiamento da Capital, ele estava olhando um carro que um amigo tinha comprado, em frente à casa desse amigo, quando dois homens a pé chegaram já atirando contra o policial.

Para o major, o crime está sendo investigado como execução, já que “ninguém dá 20 tiros para assaltar”. Ainda segundo informações da Polícia, os acusados fugiram em um carro que estava dando apoio à ação. O soldado ainda conseguiu balear um dos suspeitos.

Major Dulcildo informou ainda que uma pistola calibre 380 foi encontrada próximo ao local do crime. Mas ainda não se sabe se pertencia aos criminosos. Ainda não há informações sobre a identidade dos acusados.

O soldado Jhonatas Gonçalves Hilgenberg trabalhava à disposição do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no Centro de Fortaleza.

(O POVO Online)

Ipea revela dados inéditos sobre violência contra a mulher

Nesta quarta-feira (25), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentará, na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados, dados inéditos da pesquisa Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil – dados corrigidos sobre taxas de feminicídios e perfil das mortes de mulheres por violência no Brasil e nos estados.

O estudo será divulgado por Leila Posenato Garcia, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, às 9h30min.

A pesquisa, realizada com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, inova em relação a estudos anteriores por incorporar duas etapas de correção, visando minimizar a subestimação dos feminicídios. Além dos números e taxas de feminicídios nos estados e regiões do Brasil, a pesquisa revela o perfil das vítimas e das ocorrências, bem como apresenta a avaliação do impacto da Lei Maria da Penha.

Além de Leila Posenato Garcia, participaram da pesquisa Lúcia Rolim Santana de Freitas, Gabriela Drummond Marques da Silva e Doroteia Aparecida Höfelmann.

(Ipea)

Inteligência da SSPDS captura homem que invadiu campus do IFCE em Umirim

Gleidson Rodrigues dos Santos, conhecido como Esquerdinha, foi preso na tarde desse sábado (21) por homens da Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

No início deste mês, acompanhado de um comparsa, Esquerdinha havia fugido da Cadeia Pública de Umirim e invadido uma Escola Agrícola que é vinculada ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) daquele município. Naquela ocasião, a dupla foi presa em flagrante. Contudo, Esquerdinha voltou a fugir da Cadeia Pública de Umirim – dessa vez sozinho – para, mais uma vez, ameaçar professores e alunos do IFCE.

“Minha palavra neste momento não podia ser outra senão de agradecimento à Polícia Militar e à Inteligência da PM, que agiram prontamente e prenderam esse rapaz que vinha tirando a tranquilidade da nossa instituição”, disse o professor Anderson Lopes, diretor-geral do Campus do IFCE de Umirim. “Na segunda-feira (23), retomaremos a rotina de paz na nossa instituição”, comemorou.

As aulas da unidade chegaram a ser suspensas em virtude do assédio exercido pelo criminoso. Dessa vez, após a (re)captura pela Inteligência da SSPDS, Esquerdinha foi apresentado na Cadeia Pública de Umirim para procedimentos, mas será transferido para outra unidade prisional junto com seu comparsa. A cadeia pública de Umirim fica distante apenas 400 metros da instituição de ensino.

Assembleia

Em greve desde a terça-feira (17), em decorrência da invasão registrada no campus no último dia 10, quando um estudante foi agredido e outros alunos tiveram pertences roubados, os servidores do IFCE Umirim realizarão uma assembleia nesta segunda-feira (23), a partir das 7h20min, para mais uma vez cobrar medidas concretas para mais segurança no campus. A assembleia, convocada pelo Sindicato dos Servidores do IFCE – SINDSIFCE, em sintonia com a comunidade do IFCE Umirim, avaliará as condições de trabalho no campus e deliberará pela continuidade ou não da greve, a partir da cobrança por mais segurança para servidores e estudantes.

(SSPDS com SINDSIFCE)

Confusão na Câmara Municipal de Crateús deixa vereadores feridos

A Câmara dos Vereadores de Crateús teve a sessão interrompida por uma situação inusitada. Uma discussão entre um vereador e um morador da cidade, após discurso do parlamentar no plenário, resultou em uma confusão entre vereadores que tentavam defender o companheiro da Casa e o morador. Os vereadores Antônio Luiz Júnior e Allyson Coelho ficaram feridos.

Segundo Antônio Luiz, o motivo do conflito teve início na quarta-feira (18), quando o vereador teve um desentendimento com a assistente social de um hospital no município. O problema foi em decorrência do transporte de uma pessoa vítima de um acidente fatal que precisava ter o corpo transportado para o IML de outra cidade, Tauá, porém o rabecão que deveria operar o serviço estava quebrado. Foi necessário conseguir com o secretário de saúde e com a Polícia Civil a liberação para o serviço ser feito pela ambulância de Crateús que não estava na cidade no momento.

Enquanto as pessoas no hospital aguardavam a ambulância da cidade retornar de outro atendimento, Antônio Luiz buscou autorização para usar a ambulância do município de Independência, segundo ele, para que Crateús não ficasse sem a ambulância para o caso de outro acidente. No entanto, a assistente social não aceitou que o corpo fosse transportado na ambulância de outro município, alegando que era uma tentativa eleitoreira do vereador para acusar o prefeito da cidade, o que gerou desentendimento com o vereador.

Câmara dos Vereadores

Na sessão da Câmara Municipal dessa quinta-feira (19), o vereador falou na tribuna sobre o caso e cobrou explicações ao diretor do hospital sobre o motivo que levou a assistente social a responder pela instituição, impedindo o transporte ao IML. Segundo Antônio Luiz, não houve discussão grave com a assistente social.

Após o vereador se pronunciar, o marido da assistente social, Antônio Silva Freitas, dono de uma oficina e motorista do prefeito, conhecido como Toni, foi à Casa falar com o vereador. Conta Antônio Luiz que Toni chamou para o corredor e disse que havia recebido uma ligação afirmando que o parlamentar havia “esculhambado” a esposa dele. Segundo o vereador, Toni o chamou de “vagabundo” e “bandido” e deu-lhe um empurrão. Nisso, os demais vereadores tentaram defender o companheiro e segurar Toni. Na confusão, outro vereador, Allyson Coelho também se feriu.

Já Toni afirma que estava “passando” pelo corredor da Câmara quando encontrou o vereador e foi pedir a ele que não denegrisse a imagem das pessoas. De acordo com a versão de Toni, o vereador foi quem reagiu agressivamente.

Delegacia

Após a confusão, Toni seguiu direto para a delegacia e prestou queixa contra os vereadores. Antônio Luiz e os demais parlamentares também registraram a queixa e prestam depoimentos nesta sexta-feira (20).

Prefeitura

A prefeitura de Crateús divulgou uma nota, nesta sexta-feira, sobre o caso em que afirmou que “não pactua e repudia qualquer ato de violência verbal ou física, contra as instituições e os poderes constituídos da Republica Federativa do Brasil, ou seus membros, bem como também repudiar qualquer ato de violência verbal praticada pelos poderes constituídos contra o cidadão”.

(O POVO Online)

A cereja da desmoralização

Da coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (15):

Uma dupla levou uma viatura (descaracterizada) da Secretaria de Segurança do Ceará. Dentro do carro, uma pistola de uso privativo da polícia. Um policial foi rendido e entregou o carro.

É a cereja no bolo da desmoralização de uma política de segurança que não deu certo. O caso ocorreu na tarde de sexta-feira na Parquelândia. O incrível é que uma gangue atua tranquilamente por lá há bastante tempo sem ser perturbada pela Polícia. Só em agosto ocorreram 37 ocorrências iguais a esta.

Papa Francisco apela para fim do tráfico de armas

Após promover um dia de orações pela paz na Síria, o papa Francisco apelou neste domingo (8), durante o Angelus, para acabar com o tráfico ilegal de armas que gera a violência e a devastação, segundo o pontífice. Francisco reiterou que as guerras são inúteis e não combatem o mal. Ele lembrou que, muitas vezes, alguns argumentos em defesa da guerra são baseados em mentiras. O papa não citou nomes nem países. O papa reiterou o pedido de paz na Síria.

“Fica sempre a dúvida: essa guerra ali, essa guerra acolá, porque há guerras em todos os lugares, é realmente uma guerra por problemas ou é uma guerra comercial para vender essas armas no comércio ilegal?”, reagiu o papa.

Francisco pediu ainda que todos mantenham as orações pela paz. “Rezemos a fim de que, sobretudo na Síria, cessem imediatamente a violência e a devastação”, disse ele. “Para que serve fazer guerras, tantas guerras, se não se é capaz de fazer essa guerra profunda contra o mal? Não serve para nada. Não está bem”, acrescentou. Os Estados Unidos defendem a intervenção armada na Síria, argumentando que há uma guerra química coordenada pelo governo.

Em seguida, o papa disse: “Essa guerra contra o mal comporta dizer ‘não’ ao ódio fratricida e às mentiras de que se serve. Dizer não à violência em todas as suas formas. Dizer não à proliferação das armas e a seu comércio ilegal. Existe muito. Existe muito”.

(Agência Brasil)

Sindicato dos jornalistas do DF lamenta agressões da PM a profissionais

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal lamentou os atos de violência praticados por policiais contra os profissionais de imprensa que cobriram as manifestações de 7 de Setembro na cidade. Nesse sábado(7), o repórter da Agência Brasil, Luciano Nascimento, foi agredido por três policiais com spray de pimenta e empurrões.

A primeira-secretária do sindicato, Juliana Cézar Nunes, disse que este não é um caso isolado: “O sindicato lamenta que esses atos voltem a acontecer e que o governo coloque a polícia para atuar dessa forma truculenta. Além de atuar dessa maneira com a população, atua com os jornalistas, impedindo que eles trabalhem”, disse.

Nota do sindicato destacou o fato de que “vários profissionais da mídia que estão na cobertura dos protestos do Dia da Independência terem sido agredidos pela força policial”. O repórter fotográfico Ueslei Marcelino, da Agência Reuters, foi mordido em uma das pernas por um cachorro da Polícia Militar.

No caso de Luciano Nascimento, o jornalista acompanhava a manifestação, quando viu que policiais da Tropa de Choque agrediram as pessoas que passavam pelo local. Após a reclamação de um manifestante contra a postura adotada, um policial disparou uma bomba de gás lacrimogêneo contra a cabeça dele. Nascimento foi apurar o ocorrido e, mesmo se identificando, foi agredido.

Nesta semana, o sindicato enviou um ofício à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, no qual manifestou preocupação com o histórico de violência nas manifestações iniciadas em junho e pediu a garantia do trabalho dos profissionais de imprensa nos eventos de 7 de Setembro. “Tanto contra eventuais abusos de manifestantes nos protestos previstos como contra a ação por vezes excessivas e indiscriminadas das forças policiais”, diz o documento.

Juliana disse que o sindicato vai procurar a secretaria novamente para uma nova conversa com o governo da capital federal. Aos jornalistas agredidos, a orientação é que registrem o ocorrido em um Boletim de Ocorrência, nas delegacias de polícia. A entidade disponibiliza os serviços de um advogado.

(Agência Brasil)

Black blocs perseguem e agridem jornalista da Globo

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Manifestantes ligados ao movimento Black Block perseguiram e agrediram um jornalista da Rede Globo. O repórter cinematográfico filmava a manifestação no Monumento Zumbi quando foi apontado por alguns integrantes do movimento como sendo funcionário da Rede Globo.

Parte dos manifestantes começou a persegui-lo, ameaçando-o com empurrões e palavrões. Ele foi atingido na cabeça por algum objeto contendo tinta vermelha. O trabalhador foi escoltado por integrantes do Instituto de Desenvolvimento de Direitos Humanos (IDDH) até uma viatura da Polícia Militar, que o retirou do local.

Os manifestantes ocupam agora a pista lateral da Avenida Presidente Vargas e seguem para a Cinelândia, onde foi marcado pelas redes sociais mais um protesto. De lá, eles devem se concentrar no Largo do Machado, onde deve ocorrer a última manifestação do dia, local próximo ao Palácio da Guanabara.

(Agência Brasil)

Assalto a ônibus cresce 41,2% em relação a todo o ano passado

De janeiro até agosto deste ano, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) já registrou 932 assaltos a ônibus, o que corresponde a quase quatro assaltos por dia em Fortaleza. O número já é 41,2% a mais do que todo o ano passado, que registrou 660 ocorrências desse tipo de crime, com uma média de quase dois assaltos por dia.

A última ocorrência mais grave foi registrada na noite dessa quarta-feira (4), quando uma jovem e dois adolescentes assaltaram o ônibus da linha Parangaba/Aeroporto/Papicu, nas proximidades do Aeroporto Internacional Pinto Martins. Uma passageira de 23 anos, desesperada com a ação criminosa, saltou do ônibus em movimento. Ela se encontra no IJF, em estado grave. O trio de assaltantes foi preso por policiais do Raio, que atenderam a ocorrência.

Comissão aprova venda antecipada de bens apreendidos de qualquer criminoso

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou proposta que autoriza o leilão de bens apreendidos de criminosos envolvidos em qualquer tipo de delito, ao permitir sua venda durante o inquérito ou a ação penal. Atualmente, a venda antecipada é prevista somente para os crimes previstos na Lei Antidrogas (Lei 11.343/06).

Foi aprovado substitutivo do relator, deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), ao Projeto de Lei 1889/11, do deputado Washington Reis (PMDB-RJ). Em sua versão, o relator realizou, basicamente, alterações de redação e técnica legislativa.

A mudança de conteúdo mais significativa foi a previsão de que caberá ao Ministério Público defender os interesses de incapazes, direitos difusos ou coletivos ou de ofendidos indeterminados. Deverá também assegurar a defesa de ofendido pobre em localidades onde não haja defensoria pública, sempre que o interessado requeira.

(Agência Câmara Notícias)

Quando a insegurança é o passageiro

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segurança na insegurança

Muitos motoristas e cobradores de ônibus andam se apavorando até com passageiros que levam suas carteiras na cintura. O pânico é motivado pelo número crescente de ataques aos transportes coletivos, conforme dados da Ciops e do Sindiônibus.

Na noite dessa sexta-feira (30), na avenida Bezerra de Menezes, um motorista da linha Potira I, da empresa Vitória, aproveitou os policiais militares que estavam na ocorrência de uma tentativa de assalto à lojinha do Ceará Sporting (ver post das 18h48min dessa sexta-feira), para pedir uma “batida” em três passageiros em atitudes suspeitas. Após busca de armas e documentação checada, os policiais constaram que os suspeitos se tratavam de trabalhadores.

As empresas agora atendem a um antigo apelo dos motoristas, em relação às filmagens. Ao invés do aviso da presença de câmeras de segurança, apenas o aviso de “possibilidade”. O motivo eram as ameaças de morte que os assaltantes faziam para adquirir as filmagens.

Assalto e tiroteio na Bezerra de Menezes

Um tiroteio assustou pedestres e moradores na avenida Bezerra de Menezes, no início da noite desta sexta-feira (30), no bairro Monte Castelo, quando o segurança da lojinha do Ceará Sporting reagiu contra a abordagem de dois assaltantes. Segundo uma testemunha, os assaltantes invadiram a loja e anunciaram o roubo com armas em punho. Na troca de tiros com o segurança, um dos acusados foi ferido no abdômen, enquanto o outro fugiu, ao efetuar disparos em plena avenida.

Os disparos chamaram a atenção de policiais da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que cercaram o local. Neste momento, uma ambulância realiza o atendimento ao assaltante ferido. O tráfego de veículos na Bezerra de Menezes, normalmente lento, está caótico no sentido Centro/Caucaia.

Assessor da Casa Civil acusado de estupro de menores pede afastamento do cargo

Acusado de estupro de menores, o assessor especial da Casa Civil da Presidência da República, Eduardo André Gaievski, pediu afastamento do cargo. Segundo nota divulgada pela Casa Civil, o próprio assessor decidiu se afastar das funções que exercia até que “as circunstâncias e a veracidade das acusações sejam apuradas”.

O pedido de afastamento foi apresentado nesse sábado (24), mesmo dia em que veio a público a notícia de que a Justiça do Paraná decretou a prisão preventiva de Gaievski. Segundo reportagem publicada pela revista Veja, o assessor da Casa Civil é acusado de oferecer dinheiro a meninas em troca de sexo. O inquérito corre em segredo de Justiça. A Agência Brasil tentou confirmar as informações, mas ainda não conseguiu contato com nenhum funcionário do Fórum de Realeza (PR) e nem com Gaievski.

Gaievski foi prefeito de Realeza entre 2005 e 2012. Desde janeiro deste ano ocupa o cargo de assessor especial do gabinete da Casa Civil. Entre suas atribuições estava acompanhar a implementação de programas federais como o Mais Médicos.

(Agência Brasil)

Segurança sem fundos

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Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (24):

No Brasil, foram registradas 1.484 ocorrências de arrombamentos e assaltos a bancos só no primeiro semestre deste ano, segundo pesquisa nacional de ataques a bancos, divulgada pela Confederação Nacional de Vigilantes. Isso dá uma média de oito agências bancárias assaltadas por dia no País.

No Ceará, segundo o vereador Acrísio Sena (PT), só até agosto último, já foram anotadas 99 ocorrências do gênero. Preocupado com esse quadro, Acrísio puxa para segunda-feira (26), a partir das 15 horas, na Câmara Municipal, audiência pública para debater o primeiro aniversário do Estatuto Municipal de Segurança Bancária que, lamentavelmente, de acordo com o petista, continua com pouca resolutividade.

E é porque o Procon reage, pois só em 2012 emitiu 98 autos de infração. Cobra-se muito do aparelho de segurança pública, mas a sociedade também precisa fazer a sua parte.

Polícia procura “quadrilha das motos” que promove arrastões em ônibus

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Cinco homens e um adolescente são procurados pela Polícia, entre os bairros José Bonifácio e Edson Queiroz. O grupo é acusado da prática de “arrastões” em ônibus que circulam nesses bairros. Segundo a Polícia, três assaltantes entram nos ônibus como passageiros, enquanto os outros seguem o coletivo em três motos. Os ataques ocorrem quase sempre em horários de pico, quando o trânsito apresenta engarrafamento.

O último ataque ocorreu no início da noite da quarta-feira (14), no ônibus 35931 da linha Antônio Bezerra/Unifor. Segundo duas vítimas, que não quiseram ser identificadas, os assaltantes subiram no ônibus, uma parada após o cruzamento das avenidas Domingos Olímpio com Aguanambi. Nas proximidades da Praça da Imprensa, no bairro Dionísio Torres, o grupo anunciou o assalto. A ação teria durado cerca de três minutos, quando o ônibus ficou parado no engarrafamento. Após o crime, cada assaltante subiu em uma moto como garupeiro.

O cobrador que trabalhava no coletivo disse que estranhou a “escolta” das três motos, pela avenida Antônio Sales, mas não acreditou em tamanha ousadia, diante do horário.

Os três assaltantes foram descritos pelas vítimas como um homem moreno e gordo, outro moreno, bastante magro e de cavanhaque, e um adolescente loiro com tatuagens “tribais” no braço esquerdo e na perna esquerda. Dois dos assaltantes sempre carregam mochilas.

No fim da manhã dessa sexta-feira (16), dois suspeitos foram vistos na parada de ônibus próxima ao Centro de Eventos, na avenida Washington Soares. A Polícia foi acionada, mas os suspeitos não foram localizados. A Polícia aconselha que as vítimas não reajam aos assaltos, como ainda não tentem prender suspeitos com as mesmas características dos assaltantes. Nos dois casos, a Polícia deve ser acionada pelo número 190.

Entidades de classe dos jornalistas repudiam agressões à imprensa durante as manifestações de rua

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro divulgou nota nessa quinta-feira (15) condenando as agressões aos profissionais de imprensa durante as manifestações de rua na capital fluminense. De acordo com a entidade, “a liberdade de imprensa corre perigo. A situação está cada vez mais grave para os jornalistas que cobrem, ou melhor, que tentam cobrir as manifestações de rua, no Rio de Janeiro”.

O sindicato destaca ainda que “um pequeno grupo de manifestantes, no melhor estilo de milícias fascistas, passou a intimidar rotineiramente as equipes de jornalismo. Nos protestos de segunda-feira (12), em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, várias equipes foram acuadas e impedidas de trabalhar. Um repórter cinematográfico da TV Bandeirantes chegou a levar um soco nas costas. Não foi para isso que lutamos contra a ditadura que durante 21 anos perseguiu a imprensa, prendeu, torturou e assassinou tantos brasileiros. Entre eles, jornalistas”, diz a nota.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também repudiou as agressões. Em nota, a entidade relatou que desde meados de junho a imprensa vem sendo hostilizada durante protestos nas principais cidades do país. “A Abraji contabilizou quase 60 casos de agressão a repórteres. Sedes de emissoras foram cercadas ou apedrejadas, e diversos veículos de reportagem ou de transmissão foram depredados. Esses dados justificam a posição do Brasil entre os países mais perigosos para o exercício de jornalismo no mundo”.

Para a Abraji, essas agressões não condizem com um Estado democrático. “Quaisquer tipos de agressões e violações a jornalistas, sejam elas perpetradas pelo Estado ou por manifestantes, constituem ofensa violenta ao livre exercício da comunicação. Nenhuma instituição que apoie a democracia pode tolerar conduta desse tipo”.

(Agência Brasil)

Escalada de erros

Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (11):

Como se previa, foi um desastre político a expulsão violenta dos acampados do Parque do Cocó. Os equívocos cometidos pela Prefeitura de Fortaleza e pelo Governo do Estado ganham um volume impressionante e certamente terão consequências políticas.

A precipitação da Prefeitura resultou numa operação eivada de ilegalidades, pois a área está em litígio, segundo o Ministério Público Federal. Além do mais, só a Polícia Federal ou a Polícia Militar (esta com autorização prévia da jurisdição federal) poderia ter atuado naquela área, segundo o procurador da República, Oscar Costa Filho.

O show de violência praticado pela Guarda Municipal confirma as apreensões anteriores desta coluna quando da criação da nova corporação. Mais um monstro foi criado na área da repressão, já impregnado do mesmo vício militarista e autoritário, bem longe do caráter cidadão que deve ter uma guarda municipal. Foi uma chance perdida pelos responsáveis para criar uma nova cultura na área da segurança pública. É uma distorção da qual a administração municipal passada tem parte da culpa.

O sentimento de amor à natureza dos encapuzados

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Em artigo no O POVO deste sábado (10), o editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, comenta da postura de manifestantes que usam capuzes e agridem trabalhadores. Confira:

Os acontecimentos da última quinta-feira (8), iniciados na madrugada com a retirada dos acampados da área do Cocó, e que culminaram com o embargo da obra de construção de dois viadutos no encontro das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior, deveriam servir de profunda reflexão para os gestores da área de segurança do Município e do Estado, mas também por parte das lideranças dos manifestantes.

Não vou tratar da Polícia e da Guarda Municipal, em vista do que já foi amplamente exposto em outros veículos por ocasião de manifestações anteriores.

Não posso me furtar, todavia, de tecer comentários sobre atos cometidos por pessoas ligadas aos protestos, quase sempre tratadas como vítimas nessas ocasiões, sem que se levem em conta atitudes por elas perpetradas. Naquele dia, acompanhei de perto os momentos de tensão quando estive no local durante o período da tarde/noite, e fiquei impressionado com a forma como os manifestantes se preparavam para possível confronto. Das barricadas montadas ao longo da Santana Júnior, utilizando pedras, camburões, placas e fogo, até as agressões e intimidações contra jornalistas, a sensação que ficou é de que, se o sentimento de amor à natureza daquelas pessoas for medido por tais gestos, não sei qual seria o destino do Cocó com eles no poder.

Para além disso, será que, para demonstrar amor ao Cocó, é preciso constranger as pessoas deixando-as presas nos carros sem poder atravessar as barreiras? Em muitos desses veículos vi crianças e idosos, apavorados, diante da possibilidade iminente de um confronto, em que estariam entre os manifestantes e a Polícia, correndo, sim, risco de morte. Que amor à natureza justifica isso? E que lideranças são essas que ligam para professores das escolas públicas mandando liberar os alunos das aulas com a orientação de se dirigir ao Cocó, sob o argumento de ver a “derrocada do capitalismo”?

E o que leva pessoas a defenderem a natureza usando capuzes? Por que não podem ser identificadas e agridem os fotógrafos e cinegrafistas? Não há santos na Polícia, mas também não são só vítimas os manifestantes. Basta tirar o capuz ideológico para ver isso.