Cid Gomes: Corajoso ou midiático?

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Do leitor João de Alencar, recebemos comentário acerca da passagem de Cid Gomes pela Câmara dos Deputados. Ali, o ex-ministro da Educação esteve buscando dar explicações sobre declarações relacionadas a “achacadores”. Para ele, Cid não saiu como herói. Confira:

Prezado Eliomar de Lima,

Há uma expressão popular bastante apropriada para a estratégia cidista: “Uma mentira contada mil vezes vira verdade”. O teatro montado pelo Sr. Cid Gomes na Câmara dos Deputados teve o intuito de passar uma imagem de coragem e idealismo, mascarando seus temores e imaturidade.

Vejamos:

1º) Não teve respeito a sua superiora hierárquica (Presidente Dilma), desobedecendo suas orientações;

2º) Surpreendentemente imaturo na vida política, considerando possível separar os pensamentos e as ações do indivíduo e do ministro;

3º) Foi deveras impreciso ao mencionar “300/400 achacadores”. São 300 ou 400 !? E quais nomes?

4º) Valente pra dizer, medroso para escutar. Semelhante ao episódio que gritou, mas a todos surpreendeu quando se trancou no banheiro diante de uma discussão com deputados aliados na época que governava o Ceará. Conforme noticiado pela mídia;

5º) Sair antes do término, após dizer tudo o que quis aos gritos, e depois não aguentar escutar o que não queria, é uma atitude comum de crianças mimadas. Não de um político considerado experiente. Inaceitável para um democrata;

6º) Os gritos transtornados de seus aliados – nada adequados para o comportamento esperado na Casa do Legislativo Federal, bem mais parecia que estavam no estádio de futebol;

7º) E por fim, a saída sorridente no carro transportando 6 pessoas, ao invés de 5, demonstrou total desrespeito ao que determina a lei.

Por tudo acima mencionado, não o vejo como exemplo de coragem e defensor ardoroso do correto. Mas tão somente um midiático, um genuíno populista.

Atenciosamente,

* João de Alencar.

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

Um comentário sobre “Cid Gomes: Corajoso ou midiático?

  1. Na comunicação um discurso tem dois lados. Dependendo de quem prolifera a fala o tiro pode sair pela culatra. E pelo visto o do ex-ministro saiu errado. Ele não saiu bem. Seu factoide e marketing só tem funcionado no Ceará. Até porque tens os meios capitais para manter-se bem na mídia. Senão vejamos: ” Ministro foi demitido antes mesmo de chegar ao gabinete de Dilma e comunicar desastre na Câmara.”; 19/03/2015 08h49 (editada em 19/03/2015 09h12)
    A VERDADE
    Imprensa cearense cria falsa versão sobre queda de Cid do Ministério da Educação
    Ministro foi demitido antes mesmo de chegar ao gabinete de Dilma

    O ESTADO DE S. PAULO
    “Ministro é demitido depois de bate-boca no Congresso”.

    Cid saiu da Câmara dirigindo o próprio carro e anunciando que entregaria o cargo. No Palácio, a presidente mal conversou com ele: Infelizmente, não dá mais, não é Cid?”, disse ela ao demissionário, informa o Estado.

    Ao vê-la com ar de incrédula e indgnada, Cid reagiu: “Não precisava ser assim”. Inconformada com a atitude de Cid, que havia garantido que iria pedir desculpas e abafar a crise com a Câmara dos Deputados. Como não cumpriu a promessa, perdeu o cargo.

    O GLOBO
    “PMDB ameaça sair da base e Cid Gomes deixa governo”.

    Segundo a publicação carioca, políticos experientes disseram ontem que poucas vezes viram o plenário da Câmara tão unido. Os deputados, tanto do governo quanto da oposição, enumeraram críticas e pediram a cabeça do ex-ministro Cid Gomes, informa a coluna Panorâma Político do jornalista Ilimar Franco.

    Ainda segundo o Globo, o destempero verbal deu origem a uma trajetória de polêmicas. Com a língua solta, o ex-ministro frustrou plano de Dilma Rousseff de melhorar a Educação e de ter nome influente nas negociações com o Congresso.

    FOLHA DE S. PAULO
    “Após bate-boca na Câmara, Eduardo Cunha anuncia queda de ministro”

    Segundo coluna Painel, Dilma Rousseff já havia decidido demitir Cid Gomes, caso o ex-ministro da Educação não tomasse a iniciativa de sair. A presidente autorizou o vice, Michel Temer, a comunicar a decisão a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), enquanto Cid ainda estava no plenário da Câmara se digladiando com deputados.

    Por isso o presidente da Casa se manteve impassível no bate-boca. Ainda segundo a Folha, Aloizio Mercadante (Casa Civil) concordou que Cunha desse a notícia da demissão para conter a rebelião na base.

    Diante de tantos fatos, é imcompreensível a atitude da imprensa cearense em não querer falar a verdade sobre a demissão.

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