De Cid Gomes para Eunício Oliveira: “Política não é questão de gratidão”

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O governador Cid Gomes (Pros) deu novo sinal de que, após oito anos de aliança, ele e Eunício Oliveira (PMDB) deverão seguir caminhos diferentes na eleição deste ano. No último sábado, a quatro dias do prazo em que se esperava uma posição do governador sobre a candidatura do PMDB, Cid disse que “não deve nada” ao senador. “Nem o Eunício me deve, nem eu devo nada a ele, nessa ordem”, disse, em entrevista exclusiva ao O POVO.

A fala de Cid ocorreu durante festejos de Jesus, Maria e José em Tauá, berço político do vice-governador Domingos Filho (Pros). Segundo o governador, ele e Eunício estariam “quites” após apoios mútuos ao longo das últimas eleições. Cid reforçou ainda que chapas serão definidas apenas em junho, após conversas na base.

“Política não é questão de gratidão, é um conjunto de coisas. Quando o Eunício não quis ser candidato ao Senado em 2006, eu me comprometi em apoiar ele na próxima eleição, e honrei o compromisso. Em 2012, o PMDB indicou o vice da nossa chapa (à Prefeitura de Fortaleza). E mais: já depois de a chapa ser acertada, prometi que o presidente da Câmara seria do PMDB, e cumpri. Nessa relação ninguém deve a ninguém”.

(O POVO)

Eliomar de Lima

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Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

3 comentários sobre “De Cid Gomes para Eunício Oliveira: “Política não é questão de gratidão”

  1. Já assisti esse filme, a oligarquia gomes dando as cartas e os outros obedecendo. Todavia, a política dar voltas e, este ano, a política não será comandada pelos “donos do poder”. Tá surgindo uma nova política, quando os “todos poderosos” acordarei, o povo estará dominando o processo. A”força”, o poder das elites, os conchavos, os acordos impublicáveis terá fim. Este ano será um ensaio. Para contribuir com o debate, do que sei, o Eunício não abdicou de disputar o senado em 2006, o que houve foi uma disputa ferrenha e a Luizianne bancou a candidatura do Inácio, de lá pra cá só houve traição.

  2. Eliomar de Lima,

    Afinal de contas, o que é GRATIDÃO para o nosso Governador, hein?? Eu só queria saber…

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