Copa 2014 – Líder mundial de segurança quer investir R$ 1 bi no Brasil

Executivo Hélio Ferraz.

“A G4S, empresa que fará a segurança da Olimpíada de Londres em 2012, encontrou uma porta de entrada no mercado brasileiro. Após a aquisição de duas empresas de tecnologia em 2010 – a Plantech e a Instalarme – a G4S trouxe sua marca ao Brasil neste ano. A companhia vai atuar no País no setor de sistemas e automação, já que a legislação brasileira restringe empresas de segurança com capital estrangeiro.

A restrição legal impede que a G4S contrate seguranças armados para fazer a guarda de uma empresa ou um evento, por exemplo. Assim, o grupo não poderá oferecer no Brasil a segurança total da Copa e da Olimpíada, no mesmo molde do serviço que fará em Londres. A G4S terá o maior efetivo do setor privado nos jogos de 2012, com 30 mil trabalhadores.

O setor de segurança é um grande empregador. A G4S é a segunda colocada no ranking de empresas privadas com mais trabalhadores, com 625 mil funcionários, atrás apenas do Walmart. No Brasil, a G4S não deve despontar nessa lista, já que não poderá contratar seguranças privados, a maior parte do seu contingente no exterior. Hoje, ela tem 900 funcionários no País.

O foco do grupo no Brasil será fornecer sistemas de automação para projetos de aeroportos, metrôs, estádios, hospitais, hotéis e para as estações do trem-bala. Segundo o presidente da companhia, Hélio Ferraz, a empresa pretende oferecer proposta para 150 projetos relacionados à Copa e a Olimpíada. Um levantamento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) a partir de dados das prefeituras das cidades-sede da Copa estima que 800 projetos serão desenvolvidos no País. “Queremos os maiores contratos”, diz.

Neste ano, a empresa ganhou a licitação da Infraero para fornecer um software para monitorar o fluxo de pessoas em 32 aeroportos. O contrato é de R$ 4,9 milhões. A Plantech, adquirida pela companhia, foi a responsável pelo monitoramento das estações da linha amarela do metrô de São Paulo, sistema que já está sendo oferecido na Europa pela G4S.

No Brasil, o grande trunfo da companhia para disputar os contratos é o aporte de capital próprio nos projetos. Hoje, as empresas do setor, em geral, apenas fornecem os sistemas a construtoras responsáveis pelos projetos. “Temos recursos próprios para financiar as obras e queremos também ser sócios dos consórcios”, diz Ferraz.

A previsão de investimentos nos próximos cinco anos no Brasil é acima de R$ 1 bilhão, mais do que oito vezes a soma do faturamento da Plantech e da Instalarme em 2010, de R$ 120 milhões. Os recursos são do caixa da empresa.”

(iG)

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

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