Dilma Rousseff adota postura de estadista ao apostar em educação neste segundo mandato

Com o título “A prioridade de Dilma e o papel de Cid Gomes”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira. Destaca que, ao definir educação como prioridade, Dilma adota postura de estadista, apostando ainda que o ex-governador Cid Gomes (Pros) tem condições e competência para tocar esse barco. Confira:

Com o lema “Brasil, pátria educadora”, a presidente Dilma Rousseff apontou durante a solenidade de posse para o seu segundo mandato, a área da educação como prioridade das prioridades. Além de pontuar o combate à corrupção e garantir o avanço das conquistas sociais alcançadas nos três governos petistas, a presidente sugeriu a democratização do conhecimento como uma das metas a serem alcançadas. Para tanto, serão destinados volumes mais expressivos de recursos oriundos dos royalties do petróleo. Ainda como parte dos objetivos propostos, a intenção é expandir o acesso às creches, garantindo o cumprimento da meta de universalizar até 2016, o acesso de todas as crianças de 4 a 5 anos à pré-escola. A presidente fez referência também aos avanços no Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), no Ciências sem Fronteiras e na educação em tempo integral.

A definição da educação como prioridade das prioridades no segundo mandato da presidente deve ser vista como opção das mais acertadas. O país vem conseguindo tirar milhões de pessoas da linha de pobreza, mas sem o padrão de educação necessário para enfrentar os novos tempos do conhecimento, esse esforço se perde pelo meio do caminho. Felizmente o estágio em que se encontra o ensino superior no Brasil já nos permite pensar em outro patamar nesse campo. O mesmo, porém, não pode ser dito em relação ao ensino nos níveis fundamental e médio. Ao alçar a área da educação a esse patamar de importância em seu governo, a presidente demonstra visão de estadista, sem dúvida.

Ao mesmo tempo em que a presidente define a educação como prioridade, é preciso que seja ressaltado o papel que o ministro Cid Gomes passará a ter no novo governo. Caberá a ele a execução dessa tarefa e a presidente, ao convidá-lo para exercer essa função, sabe de sua competência e aonde pode chegar. Além disso, o cargo era antes ocupado por um petista, o que deixa o ex-governador do Ceará em situação mais confortável perante o Planalto. Cid Gomes, nesse sentido, tem diante de si, a tarefa mais importante de sua trajetória como homem público.

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

5 comentários sobre “Dilma Rousseff adota postura de estadista ao apostar em educação neste segundo mandato

  1. LULA degastado, doente e velho na próxima eleição e Dilma vai preparar o CID, político pragmático, para a próxima sucessão presidencial. A direita vai de Geraldo Alckmin, político competente, honrado, pai de família dedicado, religioso e é do estado que tem o maior colégio eleitoral e Alckmin é sempre bem avaliado. Vai ser difícil a parada para o PT que tem que explicar muita coisa a opinião pública brasileira.

  2. Será preciso boa vontade para acreditar nesse discurso.
    Afinal prometeram e não cumpriram PAC e PAC2 e já sinalizam PAC3.
    O partido trata condenados do mensalão como heróis e não demonstra sinais de combate aos desmandos na PETROBRÁS, sepultando a CPI.

  3. Um internauta aí falou de Alckmin, conheço esse cidadão, um homem de bem, conservador, honesto, pai exemplar, um homem que o Brasil precisa para governar depois do mandato de Dilma.

  4. Ô editorial fraco, mais fraco do que caldo de bila. Nao avança nada, diz menos do que já foi dito e dá uma puxadinha de saco no novo ministro. Pra que serve um editorial desse?

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