Ganhou na eleição a ascensão social de muitos. O resto é manobra das elites conservadoras

Com o título “Inclusão social une o Brasil”, eis artigo do arquiteto Joaquim Cartaxo, ex-presidente do PT do Ceará e atual secretário de formação do partido. Para ele, os governos petistas promoveram a ascensão social de muitos, configurando-se o fato como a verdadeira união nacional. Confira:

A vitória da presidenta Dilma nas eleições de 2014 representou avanço no aprofundamento da democracia brasileira, demonstrado pelos eleitores que estão mais e melhor informados, politizados, resistentes às tentativas de manipulação das mentes e corações deles.

Vitória da geração que lutou contra a ditadura, em que a presidenta é representante viva; vitória política, ideológica e eleitoral das forças populares, socialistas e democráticas que combatem o antipetismo sectário e o neoliberalismo excludente, privatizador, subserviente ao capital financeiro.

Vitória dos movimentos sociais, das mulheres, da juventude, dos lutadores por um desenvolvimento sustentável, inclusivo, solidário, duradouro.

Encerrada a eleição, a oposição liderada pelos tucanos continua a disputa política afirmando que o Brasil está dividido e que é necessário unificá-lo. A questão não é essa, pois pela quarta vez o PT derrota o PSDB na disputa presidencial. O caso não é de divisão do país, mas de conquistar democraticamente maioria política e social. É disso que se trata.

A retórica de unificar o Brasil e afirmar que o PT dividiu o país é uma manobra das elites conservadoras tentando ocultar o mal-estar delas que veio à tona de modo intenso com a ascensão social dos pobres, promovida pelos governos do presidente Lula e da presidenta Dilma. Pobres e ricos com seus carros passaram a disputar o espaço da via pública, dos estacionamentos; frequentam os mesmos shopping centers; ocupam, lado a lado, as salas de espera dos aeroportos e assentos dos aviões; foram garantidas cotas para negros nas universidades e os filhos de famílias pobres podem obter diploma de nível superior por meio do ProUni. Assim sendo, as pessoas pertencentes às camadas populares podem conquistar colocações no mercado de trabalho reservado, antes, apenas aos pertencentes às camadas de renda média e alta da sociedade.

Por causa disso, essas camadas tradicionais se sentem ameaçadas pelas classes de renda C e D. Sentimento traduzido na velha e nova mídia com manifestações de intolerância e virulência preconceituosa contra pobres, negros, mulheres, nordestinos, homofobia e o PT nessas eleições.

Ascensão social é a verdadeira unificação do país, a unificação de oportunidades para todos. A presidenta Dilma e o PT se dispõem a dialogar. Mas, isso não significa abrir mão do projeto vitorioso nas urnas que contém aviso dos eleitores em letras garrafais: reduzir inflação e juros pagos ao sistema financeiro; proteger os direitos dos trabalhadores e garantir emprego; priorizar as regiões mais pobres e desprovidas de infraestrutura; ampliar e melhorar a qualidade dos serviços públicos; aperfeiçoar a regulação do setor privado; combater a corrupção sem tolerância.

* Joaquim Cartaxo,

Arquiteto urbanista e secretario de formação política do PT/CE.

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Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

Um comentário sobre “Ganhou na eleição a ascensão social de muitos. O resto é manobra das elites conservadoras

  1. A inclusão com a ascensão social de milhões de famílias da classe E para D e da classe D para a C (classe média), expressamente reconhecida pelo Banco Mundial e FAO (ONU), órgão das Nações Unidas e outros organismos internacionais, aliado ao direito social de moradia (MINHA CASA MINHA VIDA), O MAIS MÉDICOS e o acesso fácil dos jovens ao ensino técnico profissionalizante e as Universidades e Faculdades particulares (ENEM, COTAS, PROUNI, FIES etc.) e milhões de empregos gerados, sem dúvida alguma foram os motores que alavancaram a reeleição da presidente DILMA ROUSSELF em 2014. Melhoria sempre requer mais avanços e melhorias, além de controle para afastar a corrupção, daí as cobranças das ruas ocorridas em junho e julho/2013.
    Não há dúvidas que a vida do brasileiro melhorou nesses 12 anos de inclusão social dos governos petistas de LULA e DILMA (ainda precisa melhorar a saúde, educação e a segurança), e se os desavisados ou desinformados se leem e se atentarem para os sete primeiros artigos da Constituição Federal (CRFB/1988, arts. 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º), é isso que o Partido dos Trabalhadores através dos seus gestores eleitos para o Planalto têm colocado em prática. Coisa que passou ao largo do PSDB nos anos de 1995 a 2002, que privilegia as elites e não prima pela inclusão social.
    As discriminações e ataques contra o povo nordestino em face da reeleição de DILMA ROUSSELF é coisa de gente recalcada e antidemocrática e que não sabe o que é Democracia participativa, que não viveu os anos tenebrosos e muito menos o que é estado democrático de direito. A quem essas pessoas querem convencer de que a maioria está errada e eles (a minoria) é que estão certos? Saber perder também faz parte do jogo político democrático.
    Nós saímos de uma ditadura e entramos/escolhemos o processo democrático (eleições diretas pelo sufrágio universal – rico ou pobre, sulista, nortista ou nordestino cada cidadão um tem 1 voto), em que a minoria deve aceitar e acatar a decisão/voto da maioria, independente de serem nordestino, nortistas ou não. Todos nós somos brasileiros.
    O que eles mesmos (minoria derrotada) dirão sobre o querido povo mineiro e carioca, que deram ampla maioria de votos no dia 26/10/2014 que viabilizou a reeleição da 1ª mulher para continuar dirigindo o nosso querido Brasil?!.

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