Governo neoliberal de Temer aprofundou desastradamente a recessão

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (8):

Os brasileiros já não têm dúvidas de que fracassou a tentativa de retomada da atividade econômica do País, prometida para tão logo a presidente Dilma Rousseff fosse afastada. Há uma convicção crescente entre os analistas de que o receituário neoliberal aprofundou desastradamente a recessão, a maior da história do Brasil.

Antes do impeachment, todas as iniciativas enviadas pelo governo Dilma ao Congresso, com o objetivo de enfrentar os efeitos da crise econômica mundial no País, foram bloqueadas propositadamente, pela Câmara dos Deputados sob o comando de Eduardo Cunha. Simultaneamente, foram aprovadas, por iniciativa dele, “pautas-bomba” destinadas unicamente a desestabilizar a economia. Era a forma de desacreditar o governo e produzir sua queda. Depois de amarrar as mãos de Dilma, passaram, cinicamente, a acusá-la de inércia.

Segundo artigo publicado esta semana pelo teólogo Leonardo Boff, no 247: “Está em curso um desmonte da Nação. Isto significa a implantação de um neoliberalismo ultraconservador e predatório que praticamente anula as conquistas sociais em favor de milhões de pobres e miseráveis, tirando-lhes direitos com referência ao salário, ao regime de trabalho e das aposentadorias, além de reduzir e até liquidar com projetos fundamentais como a Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, o Fies e outros institutos que permitiam o acesso aos filhos e filhas da pobreza ao estudo técnico ou superior”.

A tese do déficit na Previdência foi desmascarada também pelo ex-ministro Ciro Gomes, em resposta ao ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, ferrenho defensor do neoliberalismo, que havia considerado “irresponsável” uma entrevista de Ciro a esse respeito. O ex-governador defende a correção de algumas distorções, bem como de pontuais adequações face ao envelhecimento populacional.

Mas, nada comparável ao que pretende o modelo de reforma exigido pelo mercado financeiro. O mais absurdo disso tudo é o esforço do governo e do establishment para impedir que essa questão seja debatida pela sociedade. Além do mais, este governo não tem legitimidade para impô-la, de acordo com a avaliação prevalecente nos meios mais informados.

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

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