Interrogados não admitem ter usado sinalizador dentro da boate Kiss, diz Polícia

Nenhuma das pessoas ouvidas até o momento – inclusive os presos temporariamente – pelo delegado da Polícia Civil de Santa Maria, Marcelo Arigony, assumiu ter usado um sinalizador dentro da Boate Kiss, onde um incêndio matou mais de 200 pessoas na madrugada desse domingo (27).

De acordo com Arigony, até o momento, a investigação aponta que o incêndio começou em decorrência do uso de um sinalizador e as portas da casa noturna não eram adequadas para saída em massa das pessoas. As apurações preliminares indicam que foram usados três sinalizadores durante a festa: dois no chão e um no alto, virado em direção ao teto.

“Ninguém assumiu ter soltado o sinalizador. [Nos depoimentos, uma pessoa] falou [quem acendeu o artefato], mas nós não vamos adiantar isso ainda. Se temos quatro pessoas segregadas, é porque temos algum fundamento para isso”, disse o delegado.

O delegado ressaltou que existem dois tipos de sinalizadores, sendo um deles, o de fogo frio, ideal para ser usado em ambientes fechados. “Se esse fato, que nos parece temerário, de ter jogado um sinalizador dentro de uma boate, que nos parece absurdo, pode ser um elemento desse de fogo frio e a nossa ideia preliminar de que a pessoa tinha agido de forma temerária, pode ser desmontada”.

De acordo Arigony, a polícia já ouviu mais de 20 pessoas, cumpriu mandados de busca e apreensão e prendeu provisoriamente quatro pessoas. “Não sabemos se haverá mais prisões. Não investigamos pessoas [fatos]. Vamos esclarecer tudo e os responsáveis terão a sua responsabilização”.

“Vamos fazer tudo que for preciso, reconstituição, levantamentos, plantas, já estamos fazendo. Estamos fazendo uma perícia intensa, vamos manter o local isolado, se preciso por um mês inteiro”, destacou.

(Agência Brasil)

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

Um comentário sobre “Interrogados não admitem ter usado sinalizador dentro da boate Kiss, diz Polícia

  1. 27/01/2013 – TRAGÉDIA DE SANTA MARIA – RS NÃO FOI UMA FATALIDADE PORQUE PREVISÍVEL.
    A tragédia da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, neste último Domingo de janeiro de 2013, infelizmente não foi uma fatalidade, porque previsível, senão vejamos.
    1. O local não tinha saída de emergência (só uma entrada/saída). Como o próprio nome diz, uma saída de emergência é necessária para facilitar o fluxo de pessoas em casos de ocorrência grave, além da entrada principal do prédio;
    2. Excesso de pessoas no local (área de 600 m2), com mais de 1.500 jovens (era uma festa de jovens universitários para arrecadar fundos para as suas formaturas), cuja densidade era de 2,5 a 3,0 pessoas/m2 (é muita gente num local fechado);
    3. Revestimento acústico com esponja de material combustível altamente inflamável (produto derivado do petróleo), que deveria ser proibido por lei, que em contato com qualquer fonte de calor produz rapidamente uma fumaça altamente tóxica e escura (existem materiais para revestimento acústico não inflamável);
    4. Alvará do Corpo de Bombeiros vencido em agosto/2012;
    5. A Banda ou Grupo musical jamais deveria usar nos seus shows pirotécnicos em ambientes fechados sinalizadores que produzam faísca (outras tragédias similares já haviam acontecido no Brasil e em outros países com muitas vítimas, EUA, Argentina etc.);
    6. Os extintores de incêndio não funcionaram (vazios, vencidos ou não souberam operá-los!?);
    7. A fumaça preta e tóxica, o calor insuportável, juntamente com a escuridão e ausência de portas de saída de emergência dificultaram em muito a saída das pessoas que morreram asfixiadas e/ou pisoteadas.
    – RECOMENDAÇÕES (com aprovação de Lei Federal, Estaduais ou Municipais):
    1. Que essas casas noturnas sejam obrigatoriamente vistoriadas e inspecionadas anualmente quando da renovação do alvará de funcionamento pelos Corpos de Bombeiros, Prefeituras Municipais (Fiscais Municipais e Vigilância Sanitária) e CREA’s;
    2. Em caso de realização de evento coletivo (festa), deve obrigatoriamente no dia do evento, Fiscais da Prefeitura (com ajuda da Polícia, se necessário), controlar a quantidade máxima de lotação do local, respondendo diretamente civil e penalmente os donos (PF) e a Casa noturna (PJ) em caso de descumprimento da medida de segurança (capacidade máxima de pessoas no local), e o Poder Público/Gestor Público, em caso de omissão ou falha na prestação do serviço. TUDO VISANDO QUE FATOS TERRÍVEIS COMO ESSES NUNCA MAIS OCORRAM NO BRASIL.
    AS FAMILIAS DAS VÍTIMAS QUE SE FORAM PREMATURAMENTE, O NOSSO PESAR E AS NOSSAS CONDOLÊNCIAIS E MUITA FORÇA PRA SEGUIR CAMINHADA; AOS FERIDOS, A FÉ DE TODOS NÓS EM DEUS, PARA QUE RECUPEREM BREVEMENTE E POR COMPLETO A SUA SAÚDE. AMÉM.

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