O renascimento de Leviatã ou a morte dos “Estados” transnacionais?

Em artigo enviado ao Blog, o leitor, advogado e pedagogo Clécio Oliveira avalia na historia a influência econômica do Reino Unido. Confira:

Desde os longínquos idos do século XIII, mais propriamente por volta dos anos 1210, com o soberano João Sem Terra, que os anglo-saxões inovam, criam, e recriam modos e formas de viver, soberanas, democráticas e nacionais!

É um povo aristocrático, cônscio, trabalhador, determinado e metódico!

O “Império onde o sol nunca se põe” sofreu, como de resto, todos os demais estados nacionais, ou não, reveses, agruras, mas prosseguiu, galhardamente, em sua saga, milenar!

Com o advento dos novos tempos, com a ida da Idade Média, da Era Medieval, viu, ao seu derredor, reduzirem-se, em números, e em grau de importância geopolítica, os impérios, as monarquias, os principados etc.!

O Reino de Portugal, um dos pilares da colonização do século XVI, das grandes navegações, e dos descobrimentos, praticamente, sucumbiu, com os avassaladores ventos emancipacionistas, liberais e republicanos!

O Reino D’Espanha, o elo mais forte da Península Ibérica, tartamudeou, e transmudou-se, ora, em República, ora, em um novo reinado, porém, em todos os casos, já sem a aura, a nobreza, pujança, e a fortaleza, de outrora!

O próprio “Império dentro dos impérios”, o Vaticano, a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, sentiu alguns baques, sofreu para defender os seus dogmas, fez concessões, enfim, fragilizou-se, em termos de fé, e “territorialmente”!

A histórica Liga das Nações, do pós-guerra, – das grandes -, empós rebatizada, pomposamente, de ONU – Organização das Nações Unidas, nunca foi secretariada por quaisquer das grandes potências, até porque estas detêm o poder de veto sobre a sua atuação e decisões!

A “Commomwealth of Nations”, sempre discreta, como convém aos povos britânicos, e composta pelo Reino Unido, a Austrália, a Nova Zelândia, o Canadá etc., se porta muito mais como uma instituição convencional, formal, ou, ainda, e meramente, semântica!

O NAFTA, mesmo contando com o todo-poderoso “Tio Sam”, sofre com as profundas e terríveis dores impingidas pelo narcotráfico, hipertrofiado, nas plagas das três Américas, e especialmente, no México!

O “primo pobre” dos estados multinacionais, o MERCOSUL, bilíngue, e, apesar de neolatino, não consegue se entender, envolver-se, e crescer!

Por fim, a União Europeia, o maior dentre todos, e que nunca foi bem digerida pela briosa Grã-Bretanha, ora sente o impacto, forte, inabalável, e inquestionável, do plebiscito junino, que a solapará, até, provavelmente, fragmentos, como outrora, de estados nacionais, e soberanos!

Já havia, nos anos 1980, nos tempos acadêmicos, escrito sobre o fim dos nacionalistas, e a morte do Leviatã, mas, eis que ele ressurge das cinzas, tal e qual o Fênix!

Concluindo: “Quem viver, verá”!

“O REI MORREU, VIVA O REI”!

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

Um comentário sobre “O renascimento de Leviatã ou a morte dos “Estados” transnacionais?

  1. Havia comentado sobre este escrito, na semana próxima passada, com um de meus vizinhos, de origem Britânica, – pois nascido na Guiana Inglesa -, mas radicado no Ceará por volta de uns trinta anos, portanto, já quase um “cabeça chata”, e ele demonstrou o seu desagrado pelo resultado, imediato, além de, sobre o enfoque, registrar o temor, muito mais, da volta, até, da “suástica”, como símbolo maior do nacionalismo, exacerbado e radical!
    A questão foi, e está lançada!
    É isto!

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