Blog do Eliomar

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Blogueiro do Cariri nos abraça pelos 10 anos do Blog

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Nós e Flávio Pinto.

Olha só quem esteve em Fortaleza, nesta segunda-feira, e fez questão de almoçar conosco e nos abraçar por nossos 10 anos de Blog… o jornalista Flávio Pinto, um dos blogueiros mais respeitados da Região do Cariri, Prêmio ESSO pela cobertura do furto ao Banco Central, ao lado dos queridos Demitri Túlio e Cláudio Ribeiro.

Uma pessoa da nossa estima e, bom lembrar: quando adolescentes, criamos uma equipe de rádio que, levada por uma Rural nos anos 1970, circulava por Fortaleza narrando e cobrindo jogos do time do bairro da Parquelândia – o Paulistano. Era algo simples: com gravador na mão e sistema de som, nós narrávamos a partida, enquanto Flávio Pinto era o comentarista. A turma só ouvia a narração se fosse ao Bar Besouro Verde, hoje com 63 anos, e tomasse algumas cervejinhas;

Tempo bom.

Eleições do CRC – Chapa 2 apregoa gestão participativa

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Foco na gestão participativa, onde todos poderão opinar sobre o que será melhor para os profissionais da Contabilidade. Eis a principal proposta da Chapa 2 CRC de Todos, que participa das eleições para o Conselho Regional de Contabilidade do Ceará e apresenta como candidato à presidente da entidade o contador Francisco Coutinho Chaves.

A escolha dos novos 24 conselheiros está marcada para acontecer nos próximos dias 21 e 22 de novembro, via internet. O voto é obrigatório para todos os contadores e técnicos em Contabilidade, com registro definitivo no CRC-CE e que tenham até 70 anos de idade na data da votação.

Propostas

A Chapa CRC de Todos listou uma série de propostas para apresentar aos estudantes e associados. Entre os temas estão: Apoio aos novos profissionais, por meio do CRC Jovem; Implantação do Centro de Treinamento do Profissional da Contabilidade (CENTREC); Valorização perante a sociedade; Atendimento preferencial no setor público; Honorários profissionais; Riscos da profissão; Tecnologia e informação; Ética profissional; Combate ao trabalhador leigo e à concorrência desleal; Importância do registro profissional e Desburocratização dos processos.

(Foto – Divulgação)

Padre Reginaldo Manzotti diz ser fruto do poder de Aparecida

Com o título “”sou um milagre de Nossa Senhora Aparecida”, eis artigo do Padre Reginaldo Manzotti, que foi veiculado no O POVO desta segunda-feira. “Sou fruto e testemunha viva do poder intercessor de Nossa Senhora Aparecida”, diz o religioso. Confira:

O Brasil está em festa com a celebração dos 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do País. Estamos vivendo o Ano Mariano, mas desde 2014 muitas dioceses e paróquias se preparam para o grande Jubileu. A imagem peregrina da Senhora Aparecida percorre o nosso imenso solo brasileiro, levando a todos o amor e a misericórdia de Deus.

Sou fruto e testemunha viva do poder intercessor de Nossa Senhora Aparecida. Sou o milagre vivo de uma oração de minha mãe, que, ao me ver nascer sufocado pelo cordão umbilical, após ter sido batizado às pressas, fui consagrado à Nossa Senhora Aparecida. Em minha alma, trago eterna gratidão: nos lábios, os louvores; e no meu segundo nome, a marca daquela que intercedeu a Jesus e salvou minha vida: meu nome de batismo é Reginaldo Aparecido Manzotti.

Todos os anos, cerca de 12 milhões de romeiros visitam Aparecida (SP). Todos peregrinam por 100, 200, 300 quilômetros para agradecer por uma graça alcançada, para rezar e debruçar-se sob Maria. Em 2015, tive a oportunidade de acompanhar de perto essa fervorosa devoção. Vi de perto histórias de superação de grupos que, reunidos, encontram forças para caminhar na Via Dutra, cortando o Vale do Paraíba, até vislumbrarem a Basílica. Todos têm uma motivação própria para suportar o clima, o cansaço, os perigos (sim, existem muitos assaltos na rodovia!), mas o objetivo de agradecer a Nossa Senhora é muito maior.

Toninho, líder do grupo de romeiros “Família Caminhada”, me contou que o grupo tem mais de 100 integrantes e saem todos os anos da Zona Leste de São Paulo e demoram até cinco dias para chegarem a Aparecida. Esse é só um exemplo dentre os milhões de romeiros que caminham até a cidade. Normalmente os grupos se reúnem entre 6h e 6h30min da manhã para uma oração e depois vão para a estrada.

Poucos sabem, mas todos os anos visito o Santuário Nacional para agradecer à Nossa Senhora. Agradeço pela minha vida, pela minha família, pelo meu sacerdócio, mas principalmente por todos os testemunhos que recebo diariamente de curas, de gestações, de entendimentos, de discernimentos, por fim, pelas graças de Nossa Senhora na vida de todos.

Diante da minha gratidão e devoção por Nossa Senhora e com tantos testemunhos de fé, em 2013, Deus me deu a graça de homenagear nossa Mãe com uma composição. A música “Proteja-me, oh! Mãe” é uma oração em forma de música, para que todos possam clamar por Nossa Senhora e, ao mesmo tempo, agradecer a sua proteção.

*Padre Reginaldo Manzotti

aimprensa@evangelizarepreciso.com.br

Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Prefeito quer duplicar trecho do viaduto do Makro

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), está com editais prontinhos para tocar duas obras: a ampliação do viaduto da avenida Raul Barbosa, na altura do Makro, e um túnel para a avenida Silas Munguba com Germano Franck.

Ele já esteve em Brasília, semana passada, em contato com o Ministério das Cidades e tratando com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, sobre liberação de recursos e empréstimo externo.

O caso do, viaduto do Makro é, de fato, um gargalo no trânsito daquela área. É só um carro apresentar defeito, que acaba criando um atropelo enorme ao longo da avenida Raul Barbosa.

(Foto – Arquivo)

Cunha está sem direito a retrato na Galeria dos Ex-presidentes da Câmara

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Eis uma medida de quanto o ex-todo-poderoso da Câmara, Eduardo Cunha, virou doença contagiosa: quinze meses depois de sua cassação, ninguém se habilitou a botar sua foto no quadro de honra de ex-presidentes da Câmara.

A propósito, Cunha não desistiu de delatar. Mas quer estudar os movimentos de Raquel Dodge antes de tentar novamente a colaboração.

A informação é do colunista Lauro Jardim, do O Globo.

Grupo Cultural Chocalho homenageia os 10 anos deste Blog

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Este repórter e o poeta e professor Auriberto Cavalcante.

O grupo Cultural Chocalho entregou, no começo da manhã desta segunda-feira, na redação do O POVO, troféu em homenagem aos 10 anos deste Blog.

Segundo o diretor Auriberto Cavalcante, um reconhecimento ao espaço “que é pioneiro na área de blogs, quando muitos jornalistas não acreditavam nessa plataforma”.

“Destacamos ainda o caráter da responsabilidade social, cultural e ecológica do Blog”, afirma Auriberto, lembrando ser um espaço também de “credibilidade”.

(Foto – Mauri Melo)

Camilo lança o projeto “Ceará 2050”

O governador Camilo Santana (T) lançou, na manhã desta segunda-feira, no Centro de eventos, o projeto “Ceará 2050: O futuro para os cearenses já começou”. Trata-se de um Plano Estratégico de Desenvolvimento de Longo Prazo – Ceará 2050.

O plano integra o eixo Ceará Sustentável, um dos principais alicerces do projeto “Os 7 Cearás”, lançado em 2015.

O “Ceará 2050” promete traçar mecanismos para acelerar o desenvolvimento econômico e humano para as próximas três décadas. A iniciativa terá a coordenação da Universidade Federal do Ceará.

Segundo disse o governador Camilo Santana, ao lançar a estratégia, o “Ceará 2050′ é um projeto de Estado que vai nortear a atuação desta e das sucessivas gestões do Poder Executivo, valorizando, inclusive contribuições de governos anteriores, contribuindo para o desenvolvimento das futuras gerações.

SERVIÇO

*Confira o vídeo que foi veiculado durante o lançamento do projeto:

São válidas as provas produzidas ‘sem querer’ pelo investigado?

Com o título “São válidas as provas produzidas ‘sem querer’ pelo investigado?”, eis título do artigo do advogado criminalista Leandro Vasques, também presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública do Ceará. Um bom mote para reflexões sobre tantas delações em clima de Lava Jato. Confira:

Quando o Brasil ainda recuperava o fôlego após a revelação dos esquemas de corrupção por executivos da empresa Odebrecht e a sucessão de fatos que minaram a credibilidade das instituições, entrava em cena a figura do magnata da carne Joesley Batista.

Joesley e seu irmão Wesley firmaram um acordo de colaboração premiada que lhes rendeu uma controversa imunidade. Não seriam processados criminalmente pelo Ministério Público se confessassem a prática dos crimes investigados e não omitissem nada acerca de qualquer fato ilícito de que tivessem conhecimento, apresentando todas as provas pertinentes. No entanto, no dia 31 de agosto, entregaram à Procuradoria-Geral da República – não se sabe ao certo se por engano ou propositalmente – um arquivo de áudio contendo informações de possíveis delitos que teriam sido omitidas no acordo firmado antes.

No material, existiriam indícios de fatos criminosos omitidos pelos irmãos Batista quando das tratativas da colaboração premiada, o que seria uma quebra do acordo firmado com o Ministério Público. Por isso, Rodrigo Janot, ainda Procurador-Geral da República, requereu a rescisão do acordo de colaboração. A situação tem sido amplamente divulgada e discutida na imprensa, mas um aspecto ainda merece reflexão: pode alguém ter usado contra si material que foi equivocadamente fornecido às autoridades?

Caso tenha sido uma trapalhada de quem reuniu e entregou o material, a questão suscita um debate interessante, principalmente se levarmos em consideração o princípio da não autoincriminação, pelo qual ninguém é obrigado a produzir provas contra si. É certo que os irmãos Batista não foram compelidos a entregar aquele arquivo específico ao Ministério Público, mas podem não ter tido a intenção de fazê-lo, o que retira a espontaneidade necessária ao ato.

Comparemos com a situação corriqueira de uma blitz de trânsito. Sabemos que ninguém é obrigado a se submeter ao teste de bafômetro, mas imaginemos a situação absurda de alguém que, sem querer, sopra o equipamento de medição e possibilita a aferição do nível de embriaguez caracterizador do crime de trânsito. Na prática, seria pouco crível, mas igualmente revelaria a falta de intenção do indivíduo de produzir aquela prova, assim como se observa no caso dos irmãos Batista.

Bem, uma constatação é indisfarçável: os bastidores dessa operação têm agitado sobremodo não só o noticiário cotidiano como tem servido de um curioso laboratório de teses jurídicas. Vamos aguardar o próximo capítulo.

*Leandro Vasques

leandrovasques@leandrovasques.com.br

Advogado criminal, mestre em Direito pela UFPE e presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública.

Coronéis da Aeronáutica são condenados por desviar quase R$ 2 milhões

Sede da Diretoria de Engenharia da Aeronáutica (DIRENG), na Ilha do Governador.

O Superior Tribunal Militar (STM) condenou, nesta quinta-feira, dois coronéis da Aeronáutica e outras duas pessoas por esquema de licitação fraudulento que desviou quase R$ 2 milhões de quartel no Rio. O esquema promovido pelos militares funcionava na Diretoria de Engenharia da Aeronáutica (DIRENG), sediada na Ilha do Governador, Zona Norte. Além dos militares, um empresário e um vendedor de uma loja de informática foram presos. A informação é do jornal O Dia Online.

Segundo o Ministério Público Militar (MPM), os réus militares montaram o esquema em que forjaram um processo licitatório para aquisição de materiais de informática e pagaram, sem o poder público receber qualquer material, R$ 1.974.067,00 aos donos da empresa. Para dar credibilidade a documentos, os superiores pediram que militares subordinados, principalmente sargentos, assinassem termos de recebimento de material de forma fictícia.

Defesa

Em juízo, a defesa de um dos réus informou que, em 2006 e 2007, a Diretoria de Engenharia da Aeronáutica tinha previsão de receber verbas da ordem de R$ 82 milhões de reais. Mas, por conta de restrições orçamentárias do governo federal, apenas R$ 81 mil foram repassados ao quartel, valores que deveriam ser gastos com material de informática, a exemplo de aquisições de impressoras e material de expediente. Sem dinheiro para custear as despesas, segundo a defesa, os materiais eram solicitados antecipadamente à empresa de informática, apenas na base da confiança — o popular fiado – e “vales” (promissórias) eram assinados, como garantias de crédito a receber.

Ainda de acordo com a defesa de um dos coronéis, a licitação foi feita para “regularizar” as práticas administrativas e a regularidade contábil. O vendedor alegou em juízo que o material comprado não tinha sido todo entregue ao mesmo tempo e que, de acordo com a necessidade, emitia um documento, uma autorização de fornecimento.

E por falar em insegurança no entorno do Cocó…

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Um leitor, cujo nome preferimos não publicizar, manda nota confirmando o que já alertamos: constantes roubos de grades de proteção do Parque Estadual do Cocó. Confira:

Caro Eliomar de Lima,

Acompanho diariamente sua coluna e seu Blog e percebo sua atenção e alertas às autoridades com relação aos furtos das grades de proteção do Parque do Cocó.

Pois bem, na quinta-feira (28), por volta de 18h30min, estava eu passando pela rotatória sob o viaduto da avenida Raul Barbosa quando percebi um rapaz, sem camisa, correndo com uma grade do Cocó sobre a cabeça (ela devia medir 3m x 3m). Ele dava gritos em tom de vitória (“uuhhuuu!!”), e acabou entrando numa comunidade ali próxima.

Um verdadeiro absurdo, cedo da noite, aos olhos de todos nós que ali passávamos de carro. Tudo com naturalidade. Não havia qualquer sinal de policiamento.

Na verdade, nunca houve, desde a retirada da guarita erguida que existia no antigo cruzamento, bem antes da construção do viaduto. Esse é um retrato do descaso e da insegurança vivida pelo fortalezense.

Meu sobrinho, por sinal, com apenas 9 anos, fica em pânico quando sai à rua. Já foi vítima de um assalto e de uma tentativa de assalto.

(Foto – Arquivo)

Economista Flávio Cunha desta a importância de programa de apoio à infância do Ceará

O economista Flavio Cunha esteve em Fortaleza, na última semana, dando palestra no Fórum Ceará em Debate. Ele abordou o tema “A Economia do Desenvolvimento Humano na Infância e na Adolescência” durante encontro que ocupou espaços no auditório da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Ceará, contando com as presenças da primeira-dama do Ceará, Onélia Santana, e do diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Flávio Ataliba.

Flávio Cunha é participante da implementação e da avaliação de impacto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Padin), que realiza visitas domiciliares nas zonas rurais com foco no desenvolvimento da criança. A ação faz parte do Programa Mais Infância Ceará, idealizado pela primeira-dama Onélia.

Professor de Economia da Universidade Rice, em Houston, nos Estados Unidos, foi em 2014 um dos ganhadores da Medalha Frisch, distinção concedida a cada dois anos pela Sociedade Econométrica – um dos três prêmios mais importantes em economia do mundo. É autor de vários trabalhos em parceria com o economista James Heckman, Prêmio Nobel de economia do ano 2000.

O que é o Padin?

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Padin) prevê visitas domiciliares e encontros comunitários para acompanhar e orientar mães, pais e cuidadores das crianças de 0 a 3 anos e 11 meses com foco no desenvolvimento infantil

Massacre do Carandiru completa 25 anos sem punição

O maior massacre da história dos presídios brasileiros completa 25 anos nesta segunda-feira (2) sem nenhuma punição pelas mortes ocorridas na penitenciária do Carandiru, na zona norte da capital paulista, desativada em 2002. No Massacre do Carandiru, como ficou mais conhecido o episódio, 111 detentos foram mortos durante uma operação policial para reprimir uma rebelião no Pavilhão 9 do estabelecimento.

Seis julgamentos ocorreram nesse período. No primeiro deles, em 2001, o coronel Ubiratan Guimarães, que comandou a operação no Carandiru, foi condenado a 632 anos de prisão pela morte de 102 dos 111 prisioneiros do complexo penitenciário. A defesa do coronel recorreu da sentença e ela foi revertida, sendo anulada pelo Tribunal de Justiça em 2006.

Os outros julgamentos aconteceram entre os anos de 2013 e 2014. Por ser um processo que envolvia uma grande quantidade de vítimas e uma grande quantidade de réus, o julgamento foi desmembrado em quatro partes e, ao final deles, 73 policiais foram condenados pelas 111 mortes a penas que variavam de 48 a 624 anos de prisão. Um quinto policial da Rota, que já estava preso por homicídio de travestis, teve seu caso julgado de forma separada porque sua defesa pediu que ele fosse analisado em laudo de insanidade mental e, em dezembro de 2014, ele foi também condenado.

A defesa dos policiais decidiu recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo pedindo a anulação dos julgamentos alegando, como já havia ocorrido antes, que não seria possível individualizar a conduta dos policiais, dizendo se cada um deles efetuou os disparos ou quais policiais foram responsáveis pela morte de quais vítimas.

No dia 27 de setembro do ano passado, três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal do Júri, responsáveis pelo recurso da defesa dos réus, decidiram anular os julgamentos anteriores entendendo que não há elementos para mostrar quais foram os crimes cometidos por cada um dos agentes. O relator do processo, o desembargador e ex-presidente do TJ, Ivan Sartori, defendeu que os policiais agiram em legítima defesa.

O Ministério Público recorreu da sentença e, em abril deste ano, a 4ª Câmara Criminal do tribunal manteve a decisão de anular os julgamentos, mas determinou que os policiais sejam julgados novamente. Houve recursos apresentados pela defesa e pelo Ministério Público, que estão sendo analisados pelo próprio Tribunal de Justiça e, se aceitos, podem levar o processo para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na instância superior, pode-se determinar que sejam realizados novos julgamentos ou os ministros podem invalidar a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo e manter a validade do júri popular já realizado. Novos recursos poderão ser apresentados e o processo ainda pode chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em fevereiro deste ano, a Defensoria Pública de São Paulo encaminhou o pedido de federalização do julgamento à Procuradoria-Geral da República. Segundo a Defensoria, a anulação do julgamento pode fazer com que o processo seja arrastado por mais 20 anos. “Em casos de grave violação de direitos humanos, e para assegurar o cumprimento de tratados internacionais de que o Brasil seja parte, a Constituição prevê a possibilidade de a Procuradoria-Geral da República pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a instauração do chamado ‘incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal’, que deve ser julgado por aquela corte”, diz o texto da Defensoria Pública.

O Massacre

Na tarde do dia 2 de outubro de 1992, por volta das 14h, a dois dias das eleições municipais, dois detentos brigam no Pavilhão 9, na Casa de Detenção de São Paulo, um complexo penitenciário que foi construído nos anos 20 no bairro do Carandiru, na zona norte de São Paulo. O complexo era formado por sete pavilhões, cada um deles com cinco andares. Na época, 7.257 presos viviam no Carandiru, 2.706 no Pavilhão 9, onde estavam encarcerados os réus primários, aqueles que cumpriam sua primeira pena de prisão.

A briga se generaliza, começa uma confusão e os funcionários do complexo tentam acalmar os ânimos dos detentos e recolhê-los às celas, sem sucesso. A Polícia Militar é então chamada para conter a rebelião. Uma tentativa de negociação com os detentos falha e o comando policial decide então entrar no local com metralhadores, fuzis e pistolas.

“Passava das três da tarde quando a PM invadiu o Pavilhão 9. O ataque foi desfechado com precisão militar: rápido e letal. A violência da ação não deu chance para defesa”, narra o médico Drauzio Varela em seu livro Estação Carandiru. O médico trabalhava com prevenção à Aids no complexo e disse ter escrito o livro baseado nos relatos dos presos. Cerca de meia hora depois da entrada da PM, as “metralhadoras silenciaram”, narrou Varela. Nesse dia, 111 detentos morreram: 84 deles ainda não tinham respondido a processo e ainda não tinham sido condenados.

Em 2000, um documento da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), após petição impetrada pelas organizações Americas Watch, Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) e a Comissão Teotônio Vilela, considerou a ação policial no Carandiru “um massacre”. No documento, a comissão relata o que aconteceu naquela tarde de outubro.

“Segundo dados que os peticionários apresentaram e o Estado não contestou, os juízes supervisores foram chamados pelo diretor da prisão tão logo se deu o alarme às 14h15, ao mesmo tempo em que se convocaram as autoridades policias. Às 14h30 chegou o comandante Ubiratan Guimarães, chefe da Polícia Metropolitana de São Paulo, com três tropas de assalto, inclusive cães, pelotões de choque e o batalhão Rota, especializado em combates de grande violência. O Secretário de Segurança transferiu nesse momento a autoridade sobre a prisão para o comandante Guimarães. (…). O governador [do estado de São Paulo Luiz Antonio Fleury Filho] encontrava-se nesse momento fora da cidade e aparentemente só foi informado da rebelião às 17h35”.

De acordo com o documento, dois juízes da Vara de Execuções Penais e o Corregedor dos Presídios também estiveram no local mas, quando lá chegaram, foram dissuadidos pela Polícia Militar de entrar no Pavilhão 9, já que os presos estariam armados. Por volta das 16h, os policiais ocuparam o pavilhão. “O próprio governador Fleury declarou que, pelo fato de alguns detidos terem atacado a polícia, e especialmente depois que o comandante Guimarães foi ferido em consequência da explosão de um tubo de televisão, as forças encarregadas de sufocar o levante ficaram fora de controle”, relata a Comissão Interamericana.

“Às 17 horas, aproximadamente, os juízes foram informados de que o motim terminara”, diz o documento. Nenhum policial morreu na ação. Para a comissão, as mortes dos detentos não decorreram de ações de legítima defesa e nem para desarmá-los, “uma vez que as armas de que dispunham, de fabricação caseira, haviam sido dispostas no pátio ao entrarem os policiais”.

(Agência Brasil)

“Precisamos falar sobre ideologia de gênero”

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Com o título “Precisamos falar sobre ideologia de gênero”, eis título de artigo que a professora universitária e assistente social Letícia Peixoto manda para o Blog. Confira:

Fui provocada a escrever esse texto, a partir de um vídeo que circula nas redes sociais que deturpa por completo o significado da ideologia de gênero. Esse vídeo faz parte do repertório de debates que se contrapõem a discussão da ideologia de gênero nas escolas, sob as justificativas de imposição de formas de orientação sexual, sobretudo às crianças. Sob o calor da hora, resolvi escrever essas rápidas palavras.

O conceito de gênero, a grosso modo, revela as construções sócio históricas e culturais das formas de legitimação de uma heteronormativa que define homens e mulheres, mediante lugares tidos moralmente como legítimos e hegemônicos. Discute as condições históricas de opressão das mulheres, denuncia a violência doméstica, a tripla jornada de trabalho feminina, revela as possibilidades de resistências das mulheres, dentre outras.

E mais: está diretamente atrelado às lutas dos movimentos feministas, portanto tem uma base teórica, aliás múltiplas bases teóricas, mas se unifica a posicionamentos políticos atrelados aos feminismos. É obvio que não vivemos numa sociedade estática onde homens e mulheres têm as mesmas condutas e as famílias partem do modelo idealizado de da tríade pai – mãe – filhos.

Os pluralismos de orientação sexual e as múltiplas composições familiares batem à nossa porta ou mesmo estão em nossas casas desde sempre. Nesse sentido, todas as pessoas precisam ser acolhidas quanto às suas formas de existir no mundo. O pluralismo de ideias e o debate democrático precisam estar posto, caso contrário seremos a favor da terrível falácia sobre a “cura gay”.

Façam-me o favor, essas pessoas não podem ser consideradas anormais ou loucas pelo exercício de sua sexualidade. O mundo nunca foi somente heterossexual, ainda bem. Mas as moralidades vigentes baseadas em preceitos discriminatórios não toleram as diferenças, não aceitam os que insurgem aos dispositivos normativos, ao contrário, naturaliza e ratifica as hierarquias de gênero.

Enfim, acho que falei demais, mas eu precisava me posicionar sobre esse debate que faz o desfavor de reproduzir um conteúdo homofóbico e sexista. Não se preocupem, as crianças não ficarão confusas com esse debate, nem as famílias serão destruídas como costumam dizer.

8Letícia Peixoto,

Professora universitária, assistente social e doutoranda em Sociologia.

Sebrae aposta em consultoria na área do atacado

Mairton Carneiro, Ernesto Antunes e Hipólito Rocha.

O consultor de empresas do Sebrae, Ernesto Antunes, deu palestra, no fim de semana, sobre o tema “Planejando o Futuro com Sucesso” para equipes de venda da D’Origem Distribuidora.

O evento ocorreu na sede da Associação Cearense do Comércio Atacadista (Acad), no Centro de Fortaleza e foi prestigiado pelos diretores dessa entidade, Mairton Carneiro e Hipólito Rocha.

A iniciativa faz parte das ações do Sebrae voltadas para o aperfeiçoamento dos vários segmentos produtivos no Estado.

(Foto – Divulgação)

Pedido do interesse do MPCE continua na gaveta da Justiça

Completou um ano decisão da Justiça que obriga as agências bancárias do Ceará a prestarem informações, no âmbito do sigilo bancário, de órgãos públicos respaldadas pela Justiça e requisitadas pelo Ministério Público do Ceará, sob pena diária de R$ 5 mil.

A decisão partiu de ação movida pelo promotor Ricardo Rocha.

(Foto – MPCE)

Mercado reduz estimativa da inflação deste ano pela sexta vez

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O mercado financeiro reduziu a estimativa de inflação este ano, pela sexta vez consecutiva. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que desde a semana passada passou a ficar abaixo do piso da meta, foi reduzida de 2,97% para 2,95%. O limite inferior da meta é 3%, com centro em 4,5%. Essa estimativa é do boletim Focus, uma publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com base em estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2018, a estimativa foi reduzida de 4,08% para 4,06%. Essa foi a quinta redução seguida.

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 8,25% ao ano. Essa taxa vem sendo reduzida pelo Banco Central, que já indicou um corte menor na próxima reunião, em outubro, e o fim gradual do ciclo de reduções.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Já quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A expectativa do mercado financeiro para a Selic foi mantida em 7% ao ano, no fim de 2017 e ao final de 2018.

A expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), foi ajustada de 0,68% para 0,70%, neste ano, e de 2,30% para 2,38%, no próximo ano.

(Agência Brasil)