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Anastasia declara apoio e articula candidatura de Tasso à presidência do Senado

O senador Antonio Anastasia manifestou apoio e assumiu articulação pela candidatura de Tasso Jereissati à presidência do Senado.

“Quero reiterar aqui o meu posicionamento a favor da candidatura do Senador Tasso Jereissati para a Presidência do Senado em fevereiro próximo”,disse.

Na postagem, o senador mineiro disse acreditar que “Tasso pela sua trajetória, pelo seu perfil, suas qualidades, competência, serenidade e preparo tem todas as condições de comandar o Senado da República pelos próximos dois anos e colaborar para que o Brasil saia de vez da crise e devolva dignidade para o seu povo”.

Ao finalizar a postagem garantiu: “Meu apoio a Tasso é total. E tem se demonstrado nas diversas conversas e articulações para a sua vitória que tenho buscado fazer junto a outros senadores.

Reforma da Previdência – Governo estuda enviar proposta única para o Congresso

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse hoje (11) que a tendência do governo é apresentar uma única proposta de reforma da Previdência para o Congresso. Com isso, não seriam levadas propostas avulsas para categorias específicas. “Estamos discutindo dentro da equipe técnica e a tendência é uma única proposta preparando o sistema para o futuro. É a tendência nesse momento”, disse o ministro após solenidade no Clube do Exército.

Isso não significa que os militares serão incluídos na reforma preparada pelo governo Jair Bolsonaro. A possibilidade ainda está em estudo pela equipe técnica coordenada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O novo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, que assumiu o posto nesta segunda-feira, é contrário à inclusão dos militares na reforma da Previdência.

Na opinião do general, o sistema previdenciário das Forças Armadas não deveria ser modificado na reforma da Previdência. “A intenção minha, como comandante do Exército, se me perguntarem, [é que] nós não devemos modificar o nosso sistema”.

Segundo Lorenzoni, haverá uma “reunião preparatória” na próxima segunda-feira (14) para tratar da reforma, mas a proposta só será levada para apreciação do presidente na semana seguinte. Ele acrescentou que o governo trabalha por uma reforma que “não sacrifique ninguém”.

“Queremos uma reforma que não sacrifique ninguém. Onde salvemos o sistema previdenciário brasileiro, que seja possível o equilíbrio fiscal do Brasil. Vamos apresentar uma reforma que, ao mesmo tempo, permita o equilíbrio fiscal mas é fraterna, tem olhar humano para todos os brasileiros”.

Medidas provisórias

O ministro também disse que as medidas provisórias sobre flexibilização do posse de armas e de combate a fraudes previdenciárias devem sair no início da próxima semana. Segundo ele, os textos estão “nos ajustes finais”.

(Agência Brasil)

Mais três líderes e facções criminosos são transferidos para presídio de segurança máxima de Mossoró

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte aceitou a transferência de mais três presos do sistema penitenciário do Ceará. Marigebio Ferreira de Freitas, Francisco Robério Ferreira Martins e Douglas Feitosa, apontados como líderes da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE), irão nesta sexta-feira, 11, para o prisão de segurança máxima de Mossoró. Na noite desta quinta, o presídio federal já havia recebido 15 detentos da mesma organização criminosa. E na última terça-feira, 21 integrantes do Comando Vermelho.

Com as três novas transferências, o Governo do Ceará considera que isolou 39 homens que comandavam de dentro dos presídios cearenses o tráfico de drogas, uma rede de assassinatos dolosos e a onda de ataque que já dura dez dias em Fortaleza e outros municípios.

Dos três, Francisco Robério Ferreira Martins é o único que já experimentou ser confinado em uma penitenciária federal também por “coordenar ações da GDE, mesmo dentro de uma unidade prisional” do Ceará. Também conhecido por Robertinho do Pantanal, ele foi preso por receptação de mercadoria, tráfico de drogas, homicídios e porte ilegal de armas.

Marigebio Ferreira de Freitas, apelidado de Shureck, é “traficante e homicida atuante no bairro do Jangurussu”, bairro pobre da periferia de Fortaleza. A descrição é da ficha anexada na decisão judicial que o removeu.

Inicialmente, os detentos do sistema carcerário do Ceará ficarão 20 dias na cadeia de Mossoró. Depois, provavelmente, seguirão para a Penitenciária Federal de Catanduvas (Paraná) ou outro presídio com regras mais rígidas.

A medida, solicitada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público Estadual, é uma das estratégias para sufocar os ataques das facções criminosos registrados no Ceará e que já duram dez dias.

De acordo com a decisão judicial, o presídio de Mossoró não é um local indicado para a transferência de presos oriundos do Nordeste. Especialmente do Ceará, por causa da proximidade geográfica. No entanto, “diante da situação de emergência” concedeu-se a remoção. Depois de 20 dias, nova mudança para outra região do País.

(O POVO Online – Demitri Túlio e Cláudio Ribeiro/Foto – Evilázio Bezerra)

Toffoli suspende pagamentos de advogados com verbas do Fundeb

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, suspendeu hoje (11) decisões judiciais em todo o pais que autorizaram municípios a pagar honorários advocatícios com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A decisão terá validade até o julgamento definitivo pelo plenário da Corte.

Toffoli deferiu uma liminar protocolada em dezembro do ano passado na qual a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou a suspensão dos processos para que a legalidade dos pagamentos seja julgada.

A questão trata da contratação de escritórios de advocacia por prefeituras para contestar na Justiça diferenças no valor dos repasses do Fundeb pelo governo federal aos municípios. As ações se referem a supostos erros na forma de cálculo do valor mínimo por aluno repassado pelo fundo.

Segundo a procuradora, alguns municípios contrataram advogados particulares para atuar nas causas, com pagamento de honorários de até 20% do montante a ser recebido, custeados totalmente com o recurso do fundo e são pagos por meio de precatórios. Conforme estimativa da Procuradoria-Geral da República, a dívida da União acumulada nesses casos entre 1998 e 2006 é de aproximadamente R$ 90 bilhões.

Para a procuradoria, os valores recebidos do Fundeb devem ser aplicados exclusivamente na área de educação, e o pagamento dos advogados deve ser feito pelos municípios que contestam os repasses.

“Cabe repisar o entendimento firmado pelo plenário dessa Suprema Corte, no sentido de que o adimplemento das condenações pecuniárias impostas à União, relativamente à complementação do Fundeb, vincula-se à finalidade constitucional de promoção do direito à educação, inexistindo possibilidade de destinação dessas verbas para pagamento de despesas estranhas àquela finalidade”, sustenta Dodge.

(Agência Brasil)

Ônibus vão operar com frota reduzida em Fortaleza a partir das 20 horas desta sexta-feira

A frota de ônibus na volta para casa será reduzida a partir das 20 horas desta sexta-feira, 11 de janeiro (11). Essa é uma medida de segurança anunciada no fim da tarde da quinta, 10, pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) e pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus). Durante o dia, 100% dos ônibus estavam circulando na cidade, segundo informou a Etufor.

A operação da quinta-feira, em que foi reduzido a frota de ônibus para 30% a partir das 20 horas, funciona também para esta sexta. A partir das 21 horas, as topiques devem parar de circular por medida de segurança. Continuará havendo policiais fardados e à paisana dentro do interior dos veículos.

(O POVO Online / Repórter Larissa Carvalho)

Construção civil tem inflação de 4,41% em 2018

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fechou 2018 com uma taxa de inflação de 4,41%, acima dos 3,82% de 2017. Com a alta, o custo nacional da construção por metro quadrado ficou em R$ 1.113,88.

Os custos com materiais de construção ficaram 6,3% mais caros em 2018, passando a ser de R$ 579,33 por metro quadrado. Já os gastos com mão de obra subiram 2,45% no período e passaram a custar R$ 534,55 por metro quadrado.

Em dezembro, a inflação ficou em 0,22%, abaixo da taxa de 0,24% de novembro. O preço dos materiais cresceu 0,45% no mês enquanto o custo da mão de obra recuou 0,02%.

(Agência Brasil)

A hora e a vez de Camilo Santana

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Em artigo no O POVO desta sexta-feira (11), o jornalista e professor universitário Magela Lima aponta que “age de má fé, no entanto, quem atribui os episódios recentes a uma possível omissão do Governo”. Confira:

Para quem vive no Ceará, o ano novo já começou velho. Os primeiros dias de 2019 foram dominados por uma escalada de violência nunca antes vista. É mais que compreensível o pavor que se fez cotidiano entre os mais diferentes grupos. Age de má fé, no entanto, quem atribui os episódios recentes a uma possível omissão do Governo. O grupo político que administra o Estado, desde 2006, tem concentrado, justamente, na área da segurança pública boa parte de seus esforços e o cearense, que acabou de ir às urnas, parece reconhecer isso.

O governador Camilo Santana foi reeleito com quase 80% dos votos e o ex-governador Cid Gomes, que o antecedeu, conquistou uma vaga para o Senado, mesmo com os casos de violência beirando o absurdo. Em 2017, o Ceará registrou 5.133 casos de homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. No ano passado, levantamentos preliminares apontam para uma redução de cerca de 13%. De todo modo, os números dão conta de 4.460 mortes violentas. Entre 2007 e 2017, o Ceará foi o estado brasileiro que registrou o maior aumento no número de mortes de homens entre 15 e 24 anos. Uma geração foi dizimada.

O discurso da negação dessa realidade é absolutamente perigoso. Como também é o discurso de inoperância do Governo. A questão é grave demais para qualquer gesto no sentido de contemporizar ou propor saídas fáceis. É evidente que chegamos todos num limite. Longe de desconhecer as medidas feitas até o momento, estratégia fácil entre as oposições, ou terceirizar responsabilidades, tentação recorrente a quem está na gestão, a situação requer uma ampla articulação tendo em vista a proposição de novas e mais eficazes medidas no combate à violência.

Todo o esforço feito até aqui não foi suficiente. Sem as medidas adotadas nos últimos anos, porém, o cenário atual seria ainda pior. De tal modo que cabe ao governador Camilo Santana ter a paciência necessária para encontrar um espaço de reflexão e proposição que fuja dos extremos. Dessa vez, embora a crise seja de maior gravidade, ele tem a oportunidade ímpar de ajustar o que for preciso já na largada de seu segundo mandato e, de fato, consolidar um legado público na área da segurança.

Magela Lima

Jornalista e professor universitário

Ministro da Educação dispensa servidores do FNDE

Dez servidores do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNED), incluindo Rogério Fernando Lot, que respondia interinamente pela presidência do órgão, foram exonerados pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez.

As portarias foram publicadas na edição de hoje do Diário Oficial da União.

Criado em 1968, o FNDE é responsável pela execução das políticas educacionais estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC). É informalmente chamado de banco do MEC, porque repassa os recursos federais para os sistemas de ensino dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

O FNDE financia os programas de merenda escolar, livro didático, bibliotecas, aquisição de equipamentos, banda larga nas escolas, implantação de creches e transporte escolar, por exemplo. O dinheiro é transferido para os entes federados com base em disposições constitucionais, previsões em lei e convênios voluntários.

Na última quarta-feira (9), o ministro tornou sem efeito o edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), sob responsabilidade do FNDE, devido a erros no texto. Segundo nota do MEC, o texto foi produzido pela gestão anterior e enviado ao FNDE no dia 28 de dezembro.

(Agência Brasil)

Número de detidos por envolvimento em ataques no Ceará sobe para 309

Subiu para 309 o número de pessoas presas ou apreendidas por suspeita de envolvimento na onda de ataques promovida por organizações criminosas em todo o Ceará. A atualização dos dados foi divulgada pelo governador cearense Camilo Santana (PT), em seu perfil oficial no Facebook, na manhã desta sexta-feira, 11.

O chefe do Executivo Estadual compartilhou um artigo de opinião escrito para o jornal Folha de S. Paulo e pediu para que as pessoas lessem e compartilhassem o texto “no Facebook e nos seus grupos de WhatsApp com familiares e amigos”.

A onda de violência assola o Ceará desde a última quarta-feira, 2, e chega nesta sexta ao décimo dia.

(O POVO Online)

Decreto da posse de armas será editado até o dia 15, diz Onyx

O presidente Jair Bolsonaro deve assinar, até a próxima terça-feira (15), o decreto que regulamenta a posse de armas de fogo no Brasil, informou o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O ministro fez a afirmação após a cerimônia de posse do novo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, em Brasília, na qual estavam o presidente Jair Bolsonaro e várias autoridades federais.

Segundo o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que foi recebido há quatro dias pelo presidente Bolsonaro, o texto deve incluir anistia a portadores de armas irregulares, permitindo que o cidadão que tem arma em casa, sem registro ou com o documento vencido, faça o recadastramento.

De acordo com Fraga, o decreto também deve acrescentar um dispositivo que vai tirar do delegado da Polícia Federal o poder de decidir se a pessoa poderá obter a posse, além de elevar o prazo do registro da arma de três para 10 anos.

Fraga acrescentou que o decreto deverá ainda suprimir a necessidade comprovada para obtenção de posse de arma de fogo. Segundo o deputado, bastará o cidadão informar o motivo pelo qual deseja ter uma arma em casa. A justificativa não será mais um impeditivo.

A legislação é clara ao distinguir posse e porte de arma. A posse de arma de fogo, tratada no futuro decreto, permite ao cidadão ter a arma em casa ou no local de trabalho. O porte, que não será contemplado nesse decreto, diz respeito à circulação com arma de fogo fora de casa ou do trabalho.

(Agência Brasil)

Associação reclama de nomeação de “concorrente” da Caixa para dirigir o próprio banco

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Em nota enviada à imprensa, a Associação Nacional dos Auditores Internos da Caixa Econômica Federal mostra preocupação com gestão de Pedro Guimarães à frente do banco. Confira:

É com imensa preocupação que as entidades representativas dos empregados da Caixa acompanham a indicação do sócio e diretor do Banco Brasil Plural, Pedro Guimarães, para a presidência da empresa pública federal.

O Brasil Plural é o principal credor no processo de recuperação judicial da empresa Ecovix, na qual Caixa e Banco do Brasil também são credores.

É evidente, portanto, a incompatibilidade, por conflito de interesses, de um sócio-diretor do Brasil Plural ocupar qualquer cargo de gestão na Caixa ou no Banco do Brasil.

Além do evidente impedimento, pesa contra a empresa de Pedro Guimarães a suspeita de envolvimento na supervalorização artificial registrada pelo FIP Florestal, fundo do qual a empresa Brasil Plural é gestora. A operação causou prejuízos à Funcef e à Petros e está sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal no âmbito da Operação Greenfield.

Esses motivos tornam a indicação de Pedro Guimarães extremamente temerária e suspeita, para muito além dos interesses privatistas os quais, ademais, jamais foram mantidos em segredo.

É importante lembrar que a CAIXA não pertence a um Governo, mas ao Estado Brasileiro. A CAIXA mantém hoje a melhor estrutura de capital entre todos os bancos brasileiros, já alcançou este ano o maior lucro da sua história, vem sendo administrada nas últimas gestões por empregados de carreira da empresa e continua sendo o banco essencial para a sociedade. Precisamos estar atentos.

Associação Nacional dos Auditores Internos da Caixa Econômica Federal

Inflação para famílias com renda mais baixa sobe e é de 3,43% em 2018

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, acumulou alta de preços de 3,43% em 2018.

Segundo dados divulgados hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa é maior que a de 2017 (2,07%).

Apesar disso, o INPC teve uma taxa menor que a inflação oficial (3,75% em 2018), medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em dezembro último, o INPC anotou variação de 0,14%, que se igualou ao percentual de dezembro de 2016 como a menor taxa de inflação para o mês desde o início do Plano Real, em 1994.

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,45% no mês, mesmo resultado registrado para novembro. Já os itens não alimentícios tiveram variação de 0,01%, acima da deflação (queda de preços) de 0,55% de novembro.

(Agência Brasil)

Como será o “pós-guerra”?

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Em artigo no O POVO desta sexta-feira (11), o jornalista aponta a importância do funcionamento do Centro Integrado de Segurança Pública do Nordeste, como forma de desarticular as facções e se antecipar a novos ataques. Confira:

Pela primeira vez nos últimos anos, o governo do Ceará resolveu bater de frente com o crime organizado, deslocando os chefes do tráfico para presídios federais e colocando um pouco de ordem na bagunça que é o nosso sistema carcerário. A reação das facções era esperada, tendo em vista que o controle sobre o comércio ilegal de drogas e o domínio de territórios encontram-se ameaçados.

A população parece entender a importância do momento, mesmo que o conflito comprometa o direito de ir e vir e deixe as cidades tomadas pelo lixo ou às escuras. Se for para resolver o problema, é um preço temporário a se pagar. Há em muitas pessoas a sensação de que é agora ou nunca. Pode-se fazer dessa crise uma oportunidade para transformações, um marco no combate à violência, um modelo a ser seguido em outras partes do País.

É certo que o poder público demorou muito para atacar uma das raízes do problema, tendo por vezes até subestimado a força das organizações criminosas. Mas o fato é que houve um real despertar para a questão e não há mais como recuar, sob o risco de entrarmos numa era ainda mais delicada e complexa quando o assunto é segurança.

Mas uma dúvida também é pertinente dentro desse contexto de guerra. O que virá depois da transferência dos líderes das organizações criminosas? O que acontecerá quando essa onda de ataque arrefecer? Ficaremos apenas aguardando a próxima sequência de distúrbios? Encararemos com naturalidade a quantidade de homicídios que dizimam a juventude de Fortaleza?

A repressão das ações criminosas é urgente, isso não se discute. Mas é preciso ir além. A primeira frente de atuação precisa ser na área de inteligência. Fazer esse Centro Integrado de Segurança Pública do Nordeste funcionar, investir e capacitar nossa Polícia Civil. Só assim será possível desarticular as facções e se antecipar a novos ataques.

A outra frente exige um olhar diferenciado para as camadas mais pobres, e isso envolve não só a estrutura governamental, mas igrejas, ONGs, empresários, entidades da sociedade civil, em um grande movimento que proporcione oportunidades para quem foi ignorado por séculos. Trabalhos coletivos de curto, médio e longo prazos que promovam cidadania, que gerem renda de maneira sustentável. A área nobre da Capital, por exemplo, já tem muito: viadutos, parques, praças. A periferia não tem quase nada, ou seja, é um terreno perfeito para quem quer lucrar com delitos. Vamos jogar o grosso dos orçamentos, toda nossa capacidade criativa e de solidariedade para essas regiões. Urgentemente.

São milhões de pessoas que literalmente vivem dentro da lama, sem perspectiva de vida, virando presa fácil para CV, GDE e companhia. Uma garotada com potencial imenso, mas que em situações de extrema pobreza, com famílias desestruturadas, servem de soldados no mundo da marginalidade. Se resistem a isso, acabam mortos.

Ninguém nasce bandido. Mas no Brasil de hoje a coisa mais fácil do mundo é virar um. De nada vai adiantar essa megaoperação envolvendo até homens da Força Nacional se o vácuo deixado pelo crime não for ocupado rapidamente. A atitude precisa ser outra. Não dá mais para ficar enxugando gelo. Não dá mais pra ficar lamentando tragédias diárias.

Ítalo Coriolano

Jornalista do O POVO

Sarto fala em fortalecimento da Unipace e capacitação de servidores

O candidato governista à presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado José Sarto (PDT), revelou nesta sexta-feira (11) as suas primeiras propostas como presidente do Legislativo Estadual, caso seu nome seja confirmado na eleição do dia 1º de fevereiro.

Sarto apontou o fortalecimento da Unipace e do Conselho de Altos Estudos, diante de parceria com a Academia. O deputado também buscará qualificar e apoiar o trabalho dos servidores, assessores e deputados, por meio de Capacitação em áreas como orçamento, finanças e planejamento.

(Foto: Divulgação)

Governo Bolsonaro sofre no início

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Da Coluna Política, no O POVO desta sexta-feira (11), pelo jornalista Érico Firmo:

A colaboração com o Governo do Ceará no combate à onda de atentados criminosos talvez seja a mais bem sucedida ação do governo Jair Bolsonaro (PSL) até esta sua segunda semana. O ministério de Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) agiu com velocidade e profissionalismo. No mais, o governo tem batido cabeça na estreia. Paga o preço da inexperiência.

Há coisas risíveis pelo amadorismo. Na Casa Civil, a pretexto de excluir os petistas, demitiram tanta gente que agora falta quem toque os pedidos de exoneração. Então, teve quem fosse renomeado para poder encaminhar exonerações…

O problema atingiu em cheio a Comissão de Ética Pública da Presidência da República. De 17 funcionários, foram mandados embora 16. Todos acabaram readmitidos, ao menos por enquanto.

No segundo dia de governo, foi publicado edital de compra de livros escolares que retirou exigência de referências bibliográficas que fundamentem os conteúdos, suprimiu violência contra a mulher dos conteúdos previstos e retirou a proibição a publicidade no material didático escolar.

O ministro da Educação Ricardo Vélez Rodriguez disse, em nota, que as mudanças no edital eram responsabilidade do governo anterior, de Michel Temer (MDB), e seriam anuladas pelo governo Bolsonaro. Ex-ministro de Temer, Rossieli Soares Silva negou que as alterações tivessem sido feitas enquanto ele estava no cargo.

O fato é que isso não importa. A partir de 1º de janeiro, quem responde pela Presidência é Bolsonaro. Se o edital foi publicado no dia 2, é responsabilidade do novo governo. Se foi publicado sem ler, a nova gestão do MEC errou duas vezes.

No terceiro dia de governo, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) emitiu memorandos circulares paralisando as desapropriações de terra para reforma agrária. No último dia 8, os memorandos foram revogados. Muita gente aplaudiu a paralisação das desapropriações, mas, de um jeito ou outro, o governo errou: ou na medida ou na revogação.

No quarto dia de governo, Bolsonaro anunciou aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para quem tem aplicações no Exterior. Seria uma forma de compensar a prorrogação de benefícios fiscais para o Norte e Nordeste, medida que o Congresso Nacional aprovou no fim de 2018.”É para poder cumprir uma exigência de um projeto aprovado, tido como pauta bomba, contra nossa vontade”, explicou o presidente.

Ocorre o seguinte: a prorrogação foi aprovada em 2018, mas foi sancionada já por Bolsonaro. Então, se era pauta-bomba, quem detonou foi o atual presidente.

Mas, a coisa piora, pois o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, disse que não haveria aumento de IOF. “Deve ter havido alguma confusão”, ele disse. Mas isso com certeza.

A situação é muito séria. Declaração de presidente não é fala de candidato. Anúncios têm poder de mexer com bolsa de valores, dólar. Isso interfere na economia, o que pode significar mais ou menos emprego. Não é algo abstrato. Fala sobre aumento de imposto tem mais impacto ainda. É preciso responsabilidade.

Na estratégica agência de promoção das exportações (Apex), uma indicação com todo jeito de politicagem foi desfeita de forma patética ontem. O ministro anunciou que Alex Carneiro pediu para sair, mas ele se recusou a deixar o cargo por não reconhecer a prerrogativa do ministro Ernesto Araújo de demiti-lo. Precisou Bolsonaro assinar.

Os desencontros não são exclusividade desse governo. O governo de Temer ficou muito marcado pelos recuos – e voltar atrás nos erros é um mérito. O governo Dilma Rousseff (PT), no primeiro ano, demitiu penca de ministros enrolados com denúncias. No governo Lula, os batidas de cabeça entre ministros eram a rotina. O tempo mostra se é inexperiência de quem chega ou incompetência mesmo.

Inflação oficial fecha 2018 em 3,75%

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2018 em 3,75%. Em 2017, ela havia ficado em 2,95%.

Os dados foram divulgados hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação ficou dentro da meta estabelecida pelo Banco Central para 2018, que varia de 3% a 6%.

Em dezembro, o IPCA registrou inflação de 0,15%, taxa maior que a de novembro, que teve deflação de 0,21%.

Em dezembro de 2017, o indicador havia registrado inflação de 0,44%.

Com alta de 4,04%, alimentos puxam inflação
O principal responsável pela inflação de 3,75% em 2018 foi o aumento do custo com alimentos, que tiveram alta de preços de 4,04% no ano passado. Em 2017, o grupo alimentação e bebidas registrou queda de preços de 1,87%.

O resultado foi impactado pela greve dos caminhoneiros em maio, o que provocou desabastecimento de itens alimentícios e aumento de preços desses produtos.

“Essa paralisação [dos caminhoneiros] ocorreu no fim de maio, então ela teve um impacto pontual, em junho, nos combustíveis e também nos alimentos, por causa do desabastecimento. [Se não houvesse a greve], provavelmente isso acarretaria num nível menor da inflação no acumulado do ano”, disse o pesquisador do IBGE Fernando Gonçalves.

Os alimentos consumidos em casa ficaram 4,53% mais caros no ano, enquanto os preços dos alimentos consumidos fora de casa (em bares e restaurantes, por exemplo) subiram 3,17%.

Os produtos alimentícios que tiveram maior impacto na inflação de 2018 foram o tomate (71,76% mais caros), frutas (14,1%), refeição fora de casa (2,38%), lanche fora (4,35%), leite longa vida (8,43%) e pão francês (6,46%).

Outras despesas

Outros grupos de despesas que tiveram impacto importante na inflação do ano passado foram habitação (4,72%) e transportes (4,19%).

Entre os itens de transporte que ficaram mais caros estão passagem aérea (16,92%), gasolina (7,24%) e ônibus urbano (6,32%).

Já entre os gastos com habitação, o principal impacto no aumento do custo de vida veio da energia elétrica (8,7%).

Entre os nove grupos de despesa pesquisados, apenas comunicação teve deflação (-0,09%). Os demais grupos tiveram os seguintes índices de inflação: artigos de residência (3,74%), saúde e cuidados pessoais (3,95%), educação (5,32%), despesas pessoais (2,98%) e vestuário (0,61%).

Dezembro

Em dezembro, o IPCA registrou taxa de inflação de 0,15%. No mês, os alimentos também foram os principais responsáveis pela alta de preços, com uma inflação de 0,44%.

Os transportes e os gastos com habitação, por outro lado, evitaram uma alta maior do IPCA no mês, ao acusarem deflação de 0,54% e 0,15%, respectivamente.

Capitais

Entre as regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE, Porto Alegre foi a que acumulou maior inflação em 2018 (4,62%), seguida por Rio de Janeiro (4,3%), Vitória (4,19%) Salvador (4,04%) e Belo Horizonte (4%), todas acima da média nacional.

As menores taxas de inflação foram observadas em Aracaju (2,64%), São Luís (2,65%), Recife (2,84%), Fortaleza (2,9%) e Campo Grande (2,98%).

(Agência Brasil)

O Estado não pode recuar

Em artigo na Folha de S.Paulo, o governador Camilo Santana comenta dos ataques sofridos por criminosos, que nesta sexta-feira (11) entra no décimo dia. Confira:

O Brasil inteiro acompanha o que acontece hoje no Ceará. Há uma semana o Estado vem enfrentando ataques criminosos, que podem ser enquadrados como atos terroristas. Esses atos são a reação do crime organizado às duras medidas que o Estado do Ceará vem tomando dentro e fora das unidades prisionais, fazendo cumprir rigorosamente o que determina a lei. Não se pode admitir que bandidos continuem dando ordem de comando de dentro das prisões, como vem acontecendo há décadas em todo o Brasil.

Importante que se deixe claro que esse endurecimento contra o crime tem acontecido após estratégias cuidadosamente traçadas, com o fortalecimento do aparato policial e maior presença de agentes nos presídios cearenses. De 2015 para cá, o Estado contratou quase 10 mil profissionais de segurança e, praticamente, dobrou o número de agentes penitenciários nos últimos dois anos. O Ceará tem hoje mais de 29 mil profissionais de segurança. Foram construídos presídios e outros estão sendo feitos, inclusive de segurança máxima. Também temos investido forte em inteligência e tecnologia.

Neste novo governo, criei uma secretaria exclusiva para cuidar do sistema penitenciário e convidei um dos maiores especialistas da área no país, Luís Mauro Albuquerque, para assumir a secretaria. O novo secretário tem o meu apoio para implantar as medidas que sejam necessárias para estabelecer a ordem dentro dos presídios, com firmeza e dentro da lei.

Por outro lado, nossa Secretaria de Segurança, que reúne todas as forças policiais, tem sido a aliada permanente nas ações, por conta da esperada reação violenta do crime, que não quer perder as regalias que conseguiu durante décadas. Que fique claro: não haverá recuo do Estado.

E, para esse enfrentamento, destaco a importante colaboração do Governo Federal, que tem caminhado conosco nessa missão. Desde o começo dos ataques, tenho mantido permanente contato com o ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, bem como com o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo. Pela gravidade dos atos, e a certeza da intensidade que se daria nos dias seguintes, detectada pelo nosso setor de inteligência, solicitei

de imediato o apoio de tropas federais para se juntarem às nossas forças, o que foi prontamente atendido. Foi também essa parceria que viabilizou a transferência de dezenas de criminosos, tidos como chefes de grupos, para penitenciárias federais de segurança máxima.

É de conhecimento de todos que, o que acontece no Ceará, não é um problema só do Ceará. Vários estados já enfrentaram ataques do crime organizado e vários outros sofrem graves ameaças neste momento.

Desde que assumi o Governo do Ceará, em 2015, venho provocando um debate nacional sobre esse tema, compreendendo que somente com um trabalho conjunto de todos os estados e municípios com o Governo federal poderemos superar esse desafio e garantir mais segurança para a população.

Armas e drogas que abastecem o crime organizado entram pelas nossas fronteiras, que devem ser protegidas pela União. E isso não é de agora. Todos os governos que passaram, independente de partidos, negligenciaram nesse combate. Os Estados ficaram isolados e não conseguiram, sozinhos, agir de forma eficaz e decisiva. O crime ultrapassou as divisas dos estados, cresceu e se transnacionalizou.

Ano passado, após longa batalha, foi criado o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), que pode ser um importante começo nessa luta contra o crime, com ações planejadas e pactuadas entre estados, municípios e Governo Federal.

Este é um importante momento para a segurança pública do meu Estado e também do Brasil. A hora é da união de todos, sem vaidades ou oportunismo político. O assunto é muito sério e deve ser tratado com responsabilidade por todos, sem arroubos ou discurso fácil. É o que a população espera de todos nós, que recebemos a sua confiança.

Uma coisa tenho certeza: o crime não vencerá jamais o Estado! E criminosos devem ser tratados como criminosos, com firmeza e dentro da lei, sem acordos ou regalias.

Camilo Santana – Governador do Estado do Ceará

Deputados se reúnem para definir composição da Mesa Diretora

Deputados estaduais se reúnem neste momento para a definição da composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. O deputado José Sarto deverá ser indicado como candidato governista, enquanto Evandro Leitão o primeiro secretário.

Participam da reunião: Zezinho Albuquerque, José Sarto, Fernando Hugo, Romeu, Bruno Gonçalves , Guilherme Landim, Evandro Leitão, Julinho, Leonardo Pinheiro, Audic Mota, Doutora Silvana, David Durand, Nezinho, Marcos Sobreira, Osmar Baquit e Sérgio Aguiar.

(Foto: Divulgação)

Gatos no Cocó: Tema será levado ao conselho gestor

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO desta sexta-feira (11), pelo jornalista Demitri Túlio:

O secretário estadual Artur Bruno, do Meio Ambiente, vai levar ao Conselho Gestor do Parque do Cocó o problema dos gatos abandonados na área. A próxima reunião do colegiado está marcada para o dia 16.

Na edição de ontem, a coluna denunciou a construção ilegal de um “gatil” no Adail Barreto.

Bruno afirmou que convidará entidades como a Uece e Prefeitura de Fortaleza para partilhar um nó urbano da Cidade. Talvez o amadurecimento da criação de um centro de acolhimento e pesquisa na cidade.

No Cocó, segundo o secretário, já não deveria ter gato nas trilhas. Só na área dos abrigos provisórios. O gerente do Parque, Paulo Lyra, informa que após 19 reuniões, elaborou um plano de convivência com os animais abandonados.

Um dos acordos, foi que a alimentação dos felinos só poderia ocorrer na área dos abrigos improvisados, na Padre Antônio Tomás. Porém, muitos cuidadores desrespeitam.

Até hoje foram castrados 201 bichanos e serão instaladas câmeras para coibir que “joga” bicho ali. Hoje, são 93 gatos no Parque e 124 foram adotados.