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Como será o “pós-guerra”?

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Em artigo no O POVO desta sexta-feira (11), o jornalista aponta a importância do funcionamento do Centro Integrado de Segurança Pública do Nordeste, como forma de desarticular as facções e se antecipar a novos ataques. Confira:

Pela primeira vez nos últimos anos, o governo do Ceará resolveu bater de frente com o crime organizado, deslocando os chefes do tráfico para presídios federais e colocando um pouco de ordem na bagunça que é o nosso sistema carcerário. A reação das facções era esperada, tendo em vista que o controle sobre o comércio ilegal de drogas e o domínio de territórios encontram-se ameaçados.

A população parece entender a importância do momento, mesmo que o conflito comprometa o direito de ir e vir e deixe as cidades tomadas pelo lixo ou às escuras. Se for para resolver o problema, é um preço temporário a se pagar. Há em muitas pessoas a sensação de que é agora ou nunca. Pode-se fazer dessa crise uma oportunidade para transformações, um marco no combate à violência, um modelo a ser seguido em outras partes do País.

É certo que o poder público demorou muito para atacar uma das raízes do problema, tendo por vezes até subestimado a força das organizações criminosas. Mas o fato é que houve um real despertar para a questão e não há mais como recuar, sob o risco de entrarmos numa era ainda mais delicada e complexa quando o assunto é segurança.

Mas uma dúvida também é pertinente dentro desse contexto de guerra. O que virá depois da transferência dos líderes das organizações criminosas? O que acontecerá quando essa onda de ataque arrefecer? Ficaremos apenas aguardando a próxima sequência de distúrbios? Encararemos com naturalidade a quantidade de homicídios que dizimam a juventude de Fortaleza?

A repressão das ações criminosas é urgente, isso não se discute. Mas é preciso ir além. A primeira frente de atuação precisa ser na área de inteligência. Fazer esse Centro Integrado de Segurança Pública do Nordeste funcionar, investir e capacitar nossa Polícia Civil. Só assim será possível desarticular as facções e se antecipar a novos ataques.

A outra frente exige um olhar diferenciado para as camadas mais pobres, e isso envolve não só a estrutura governamental, mas igrejas, ONGs, empresários, entidades da sociedade civil, em um grande movimento que proporcione oportunidades para quem foi ignorado por séculos. Trabalhos coletivos de curto, médio e longo prazos que promovam cidadania, que gerem renda de maneira sustentável. A área nobre da Capital, por exemplo, já tem muito: viadutos, parques, praças. A periferia não tem quase nada, ou seja, é um terreno perfeito para quem quer lucrar com delitos. Vamos jogar o grosso dos orçamentos, toda nossa capacidade criativa e de solidariedade para essas regiões. Urgentemente.

São milhões de pessoas que literalmente vivem dentro da lama, sem perspectiva de vida, virando presa fácil para CV, GDE e companhia. Uma garotada com potencial imenso, mas que em situações de extrema pobreza, com famílias desestruturadas, servem de soldados no mundo da marginalidade. Se resistem a isso, acabam mortos.

Ninguém nasce bandido. Mas no Brasil de hoje a coisa mais fácil do mundo é virar um. De nada vai adiantar essa megaoperação envolvendo até homens da Força Nacional se o vácuo deixado pelo crime não for ocupado rapidamente. A atitude precisa ser outra. Não dá mais para ficar enxugando gelo. Não dá mais pra ficar lamentando tragédias diárias.

Ítalo Coriolano

Jornalista do O POVO

Sarto fala em fortalecimento da Unipace e capacitação de servidores

O candidato governista à presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado José Sarto (PDT), revelou nesta sexta-feira (11) as suas primeiras propostas como presidente do Legislativo Estadual, caso seu nome seja confirmado na eleição do dia 1º de fevereiro.

Sarto apontou o fortalecimento da Unipace e do Conselho de Altos Estudos, diante de parceria com a Academia. O deputado também buscará qualificar e apoiar o trabalho dos servidores, assessores e deputados, por meio de Capacitação em áreas como orçamento, finanças e planejamento.

(Foto: Divulgação)

Governo Bolsonaro sofre no início

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Da Coluna Política, no O POVO desta sexta-feira (11), pelo jornalista Érico Firmo:

A colaboração com o Governo do Ceará no combate à onda de atentados criminosos talvez seja a mais bem sucedida ação do governo Jair Bolsonaro (PSL) até esta sua segunda semana. O ministério de Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) agiu com velocidade e profissionalismo. No mais, o governo tem batido cabeça na estreia. Paga o preço da inexperiência.

Há coisas risíveis pelo amadorismo. Na Casa Civil, a pretexto de excluir os petistas, demitiram tanta gente que agora falta quem toque os pedidos de exoneração. Então, teve quem fosse renomeado para poder encaminhar exonerações…

O problema atingiu em cheio a Comissão de Ética Pública da Presidência da República. De 17 funcionários, foram mandados embora 16. Todos acabaram readmitidos, ao menos por enquanto.

No segundo dia de governo, foi publicado edital de compra de livros escolares que retirou exigência de referências bibliográficas que fundamentem os conteúdos, suprimiu violência contra a mulher dos conteúdos previstos e retirou a proibição a publicidade no material didático escolar.

O ministro da Educação Ricardo Vélez Rodriguez disse, em nota, que as mudanças no edital eram responsabilidade do governo anterior, de Michel Temer (MDB), e seriam anuladas pelo governo Bolsonaro. Ex-ministro de Temer, Rossieli Soares Silva negou que as alterações tivessem sido feitas enquanto ele estava no cargo.

O fato é que isso não importa. A partir de 1º de janeiro, quem responde pela Presidência é Bolsonaro. Se o edital foi publicado no dia 2, é responsabilidade do novo governo. Se foi publicado sem ler, a nova gestão do MEC errou duas vezes.

No terceiro dia de governo, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) emitiu memorandos circulares paralisando as desapropriações de terra para reforma agrária. No último dia 8, os memorandos foram revogados. Muita gente aplaudiu a paralisação das desapropriações, mas, de um jeito ou outro, o governo errou: ou na medida ou na revogação.

No quarto dia de governo, Bolsonaro anunciou aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para quem tem aplicações no Exterior. Seria uma forma de compensar a prorrogação de benefícios fiscais para o Norte e Nordeste, medida que o Congresso Nacional aprovou no fim de 2018.”É para poder cumprir uma exigência de um projeto aprovado, tido como pauta bomba, contra nossa vontade”, explicou o presidente.

Ocorre o seguinte: a prorrogação foi aprovada em 2018, mas foi sancionada já por Bolsonaro. Então, se era pauta-bomba, quem detonou foi o atual presidente.

Mas, a coisa piora, pois o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, disse que não haveria aumento de IOF. “Deve ter havido alguma confusão”, ele disse. Mas isso com certeza.

A situação é muito séria. Declaração de presidente não é fala de candidato. Anúncios têm poder de mexer com bolsa de valores, dólar. Isso interfere na economia, o que pode significar mais ou menos emprego. Não é algo abstrato. Fala sobre aumento de imposto tem mais impacto ainda. É preciso responsabilidade.

Na estratégica agência de promoção das exportações (Apex), uma indicação com todo jeito de politicagem foi desfeita de forma patética ontem. O ministro anunciou que Alex Carneiro pediu para sair, mas ele se recusou a deixar o cargo por não reconhecer a prerrogativa do ministro Ernesto Araújo de demiti-lo. Precisou Bolsonaro assinar.

Os desencontros não são exclusividade desse governo. O governo de Temer ficou muito marcado pelos recuos – e voltar atrás nos erros é um mérito. O governo Dilma Rousseff (PT), no primeiro ano, demitiu penca de ministros enrolados com denúncias. No governo Lula, os batidas de cabeça entre ministros eram a rotina. O tempo mostra se é inexperiência de quem chega ou incompetência mesmo.

Inflação oficial fecha 2018 em 3,75%

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2018 em 3,75%. Em 2017, ela havia ficado em 2,95%.

Os dados foram divulgados hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação ficou dentro da meta estabelecida pelo Banco Central para 2018, que varia de 3% a 6%.

Em dezembro, o IPCA registrou inflação de 0,15%, taxa maior que a de novembro, que teve deflação de 0,21%.

Em dezembro de 2017, o indicador havia registrado inflação de 0,44%.

Com alta de 4,04%, alimentos puxam inflação
O principal responsável pela inflação de 3,75% em 2018 foi o aumento do custo com alimentos, que tiveram alta de preços de 4,04% no ano passado. Em 2017, o grupo alimentação e bebidas registrou queda de preços de 1,87%.

O resultado foi impactado pela greve dos caminhoneiros em maio, o que provocou desabastecimento de itens alimentícios e aumento de preços desses produtos.

“Essa paralisação [dos caminhoneiros] ocorreu no fim de maio, então ela teve um impacto pontual, em junho, nos combustíveis e também nos alimentos, por causa do desabastecimento. [Se não houvesse a greve], provavelmente isso acarretaria num nível menor da inflação no acumulado do ano”, disse o pesquisador do IBGE Fernando Gonçalves.

Os alimentos consumidos em casa ficaram 4,53% mais caros no ano, enquanto os preços dos alimentos consumidos fora de casa (em bares e restaurantes, por exemplo) subiram 3,17%.

Os produtos alimentícios que tiveram maior impacto na inflação de 2018 foram o tomate (71,76% mais caros), frutas (14,1%), refeição fora de casa (2,38%), lanche fora (4,35%), leite longa vida (8,43%) e pão francês (6,46%).

Outras despesas

Outros grupos de despesas que tiveram impacto importante na inflação do ano passado foram habitação (4,72%) e transportes (4,19%).

Entre os itens de transporte que ficaram mais caros estão passagem aérea (16,92%), gasolina (7,24%) e ônibus urbano (6,32%).

Já entre os gastos com habitação, o principal impacto no aumento do custo de vida veio da energia elétrica (8,7%).

Entre os nove grupos de despesa pesquisados, apenas comunicação teve deflação (-0,09%). Os demais grupos tiveram os seguintes índices de inflação: artigos de residência (3,74%), saúde e cuidados pessoais (3,95%), educação (5,32%), despesas pessoais (2,98%) e vestuário (0,61%).

Dezembro

Em dezembro, o IPCA registrou taxa de inflação de 0,15%. No mês, os alimentos também foram os principais responsáveis pela alta de preços, com uma inflação de 0,44%.

Os transportes e os gastos com habitação, por outro lado, evitaram uma alta maior do IPCA no mês, ao acusarem deflação de 0,54% e 0,15%, respectivamente.

Capitais

Entre as regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE, Porto Alegre foi a que acumulou maior inflação em 2018 (4,62%), seguida por Rio de Janeiro (4,3%), Vitória (4,19%) Salvador (4,04%) e Belo Horizonte (4%), todas acima da média nacional.

As menores taxas de inflação foram observadas em Aracaju (2,64%), São Luís (2,65%), Recife (2,84%), Fortaleza (2,9%) e Campo Grande (2,98%).

(Agência Brasil)

O Estado não pode recuar

Em artigo na Folha de S.Paulo, o governador Camilo Santana comenta dos ataques sofridos por criminosos, que nesta sexta-feira (11) entra no décimo dia. Confira:

O Brasil inteiro acompanha o que acontece hoje no Ceará. Há uma semana o Estado vem enfrentando ataques criminosos, que podem ser enquadrados como atos terroristas. Esses atos são a reação do crime organizado às duras medidas que o Estado do Ceará vem tomando dentro e fora das unidades prisionais, fazendo cumprir rigorosamente o que determina a lei. Não se pode admitir que bandidos continuem dando ordem de comando de dentro das prisões, como vem acontecendo há décadas em todo o Brasil.

Importante que se deixe claro que esse endurecimento contra o crime tem acontecido após estratégias cuidadosamente traçadas, com o fortalecimento do aparato policial e maior presença de agentes nos presídios cearenses. De 2015 para cá, o Estado contratou quase 10 mil profissionais de segurança e, praticamente, dobrou o número de agentes penitenciários nos últimos dois anos. O Ceará tem hoje mais de 29 mil profissionais de segurança. Foram construídos presídios e outros estão sendo feitos, inclusive de segurança máxima. Também temos investido forte em inteligência e tecnologia.

Neste novo governo, criei uma secretaria exclusiva para cuidar do sistema penitenciário e convidei um dos maiores especialistas da área no país, Luís Mauro Albuquerque, para assumir a secretaria. O novo secretário tem o meu apoio para implantar as medidas que sejam necessárias para estabelecer a ordem dentro dos presídios, com firmeza e dentro da lei.

Por outro lado, nossa Secretaria de Segurança, que reúne todas as forças policiais, tem sido a aliada permanente nas ações, por conta da esperada reação violenta do crime, que não quer perder as regalias que conseguiu durante décadas. Que fique claro: não haverá recuo do Estado.

E, para esse enfrentamento, destaco a importante colaboração do Governo Federal, que tem caminhado conosco nessa missão. Desde o começo dos ataques, tenho mantido permanente contato com o ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, bem como com o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo. Pela gravidade dos atos, e a certeza da intensidade que se daria nos dias seguintes, detectada pelo nosso setor de inteligência, solicitei

de imediato o apoio de tropas federais para se juntarem às nossas forças, o que foi prontamente atendido. Foi também essa parceria que viabilizou a transferência de dezenas de criminosos, tidos como chefes de grupos, para penitenciárias federais de segurança máxima.

É de conhecimento de todos que, o que acontece no Ceará, não é um problema só do Ceará. Vários estados já enfrentaram ataques do crime organizado e vários outros sofrem graves ameaças neste momento.

Desde que assumi o Governo do Ceará, em 2015, venho provocando um debate nacional sobre esse tema, compreendendo que somente com um trabalho conjunto de todos os estados e municípios com o Governo federal poderemos superar esse desafio e garantir mais segurança para a população.

Armas e drogas que abastecem o crime organizado entram pelas nossas fronteiras, que devem ser protegidas pela União. E isso não é de agora. Todos os governos que passaram, independente de partidos, negligenciaram nesse combate. Os Estados ficaram isolados e não conseguiram, sozinhos, agir de forma eficaz e decisiva. O crime ultrapassou as divisas dos estados, cresceu e se transnacionalizou.

Ano passado, após longa batalha, foi criado o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), que pode ser um importante começo nessa luta contra o crime, com ações planejadas e pactuadas entre estados, municípios e Governo Federal.

Este é um importante momento para a segurança pública do meu Estado e também do Brasil. A hora é da união de todos, sem vaidades ou oportunismo político. O assunto é muito sério e deve ser tratado com responsabilidade por todos, sem arroubos ou discurso fácil. É o que a população espera de todos nós, que recebemos a sua confiança.

Uma coisa tenho certeza: o crime não vencerá jamais o Estado! E criminosos devem ser tratados como criminosos, com firmeza e dentro da lei, sem acordos ou regalias.

Camilo Santana – Governador do Estado do Ceará

Deputados se reúnem para definir composição da Mesa Diretora

Deputados estaduais se reúnem neste momento para a definição da composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. O deputado José Sarto deverá ser indicado como candidato governista, enquanto Evandro Leitão o primeiro secretário.

Participam da reunião: Zezinho Albuquerque, José Sarto, Fernando Hugo, Romeu, Bruno Gonçalves , Guilherme Landim, Evandro Leitão, Julinho, Leonardo Pinheiro, Audic Mota, Doutora Silvana, David Durand, Nezinho, Marcos Sobreira, Osmar Baquit e Sérgio Aguiar.

(Foto: Divulgação)

Gatos no Cocó: Tema será levado ao conselho gestor

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO desta sexta-feira (11), pelo jornalista Demitri Túlio:

O secretário estadual Artur Bruno, do Meio Ambiente, vai levar ao Conselho Gestor do Parque do Cocó o problema dos gatos abandonados na área. A próxima reunião do colegiado está marcada para o dia 16.

Na edição de ontem, a coluna denunciou a construção ilegal de um “gatil” no Adail Barreto.

Bruno afirmou que convidará entidades como a Uece e Prefeitura de Fortaleza para partilhar um nó urbano da Cidade. Talvez o amadurecimento da criação de um centro de acolhimento e pesquisa na cidade.

No Cocó, segundo o secretário, já não deveria ter gato nas trilhas. Só na área dos abrigos provisórios. O gerente do Parque, Paulo Lyra, informa que após 19 reuniões, elaborou um plano de convivência com os animais abandonados.

Um dos acordos, foi que a alimentação dos felinos só poderia ocorrer na área dos abrigos improvisados, na Padre Antônio Tomás. Porém, muitos cuidadores desrespeitam.

Até hoje foram castrados 201 bichanos e serão instaladas câmeras para coibir que “joga” bicho ali. Hoje, são 93 gatos no Parque e 124 foram adotados.

Brasil tem 10.274 casos confirmados de sarampo

Desde o início de 2018 até a última terça-feira (8), o Brasil registrou 10.274 casos confirmados de sarampo. Atualmente, o país enfrenta dois surtos da doença: no Amazonas, onde há 9.778 casos e, em Roraima, onde foram contabilizados 355 ocorrências.

Casos isolados foram anotados em São Paulo (3), Rio de Janeiro (19), Rio Grande do Sul (45), Rondônia (2), Bahia (2), Pernambuco (4), Pará (61) e Sergipe (4), além do Distrito Federal (1).

Foram registrados ainda 12 óbitos por sarampo: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará.

Os surtos, segundo o Ministério da Saúde, estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus que circula no Brasil é o mesmo da Venezuela, país com surto da doença desde 2017.

Por meio de nota, o ministério informou que a explosão de casos confirmados no Amazonas é resultado de uma força-tarefa realizada no final de 2018 em Manaus, quando mais de 7 mil casos que estavam em investigação foram concluídos.

“Nas últimas semanas, houve diminuição na notificação de casos novos no Amazonas e em Roraima. No Amazonas, a concentração de casos desta semana se deu nos meses de julho e agosto. No estado de Roraima, o pico da doença ocorreu entre fevereiro e março de 2018. Em ambos os estados, no momento, a curva de novos casos é decrescente”, disse o Ministério da Saúde.

Vacinação

De janeiro de 2018 até janeiro deste ano, o ministério encaminhou 15,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para atender a demanda dos serviços de rotina e a realização de ações de bloqueio nos seguintes estados: Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Sergipe, além do Distrito Federal.

Certificado

O Brasil tem até fevereiro deste ano para reverter os surtos de sarampo, sob pena de perder o certificado de eliminação da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 2016. O alerta foi feito pela assessora regional de Imunizações da entidade, Lúcia Helena de Oliveira, durante a 20ª Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro.

Ela lembrou que a Venezuela, de onde veio a cepa de sarampo identificada no Brasil, perdeu seu certificado de eliminação em junho deste ano.

O critério adotado pela Opas para conferir transmissão sustentada é que o surto se mantenha por um período superior a 12 meses. As autoridades sanitárias brasileiras, portanto, correm contra o tempo, já que os primeiros casos da doença no Norte do país foram identificados no início de 2018.

“Sabemos que os casos no Brasil são de importação, lamentavelmente, pelas condições de saúde em que vive a Venezuela. Mas só estamos tendo casos de sarampo no Brasil porque não tínhamos cobertura de vacinação adequada. Se tivéssemos, esses casos viriam até aqui e não produziriam nenhum tipo de surto”, destacou a assessora da Opas.

(Agência Brasil)

Flávio Bolsonaro se dispõe a prestar esclarecimentos ao MPRJ

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O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) pediu ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) uma cópia integral da investigação sobre as movimentações financeiras de funcionários do seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), apontadas no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A solicitação foi divulgada nessa quinta-feira (10) pelo MPRJ. Em nota, o órgão diz que Flávio Bolsonaro informará local e data “para prestar os devidos esclarecimentos que porventura forem necessários”.

Em sua conta nas redes sociais, o senador eleito disse que recebeu o convite na última segunda-feira (7) e que precisava ter acesso aos autos para, só então, comparecer ao MPRJ. Segundo o parlamentar, foi por isso não atendeu à solicitação para comparecer hoje à sede do Ministério Público, no centro do Rio de Janeiro.

“Como não sou investigado, ainda não tive acesso aos autos, já que fui notificado do convite do MPRJ apenas no dia 7 de janeiro, às 12h19. No intuito de melhor ajudar a esclarecer os fatos, pedi agora uma cópia do mesmo para que eu tome ciência de seu inteiro teor”, afirmou Flávio Bolsonaro em seu perfil no Facebook.

O deputado estadual afirmou que vai prestar os esclarecimentos ao Ministério Público. “Comprometo-me a agendar dia e horário para apresentar os esclarecimentos, devidamente fundamentados, ao MPRJ para que não restem dúvidas sobre minha conduta. Reafirmo que não posso ser responsabilizado por atos de terceiros, como parte da grande mídia tenta, a todo custo, induzir a opinião pública.”

Na terça-feira (8), parentes de Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista de Flávio Bolsonaro, também não compareceram ao MPRJ. Eles alegaram estar acompanhando Queiroz, que está em tratamento em São Paulo. Segundo o MPRJ, Queiroz foi submetido a uma cirurgia e está se recuperando.

De acordo com o Coaf, Fabício Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta bancária.

(Agência Brasil)

Reduzir encargos trabalhistas é prioridade, diz secretário da Receita

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O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, afirmou estudar medidas para reduzir os encargos trabalhistas, incluindo a incidência de tributos sobre a folha salarial de empregados. Ele citou o índice de 13 milhões de desempregados para defender um estímulo fiscal para contratações trabalhistas.

“A incidência muito pesada de tributos sobre a folha de salários é uma primeira preocupação que se coloca como um dos primeiros itens da nossa pauta. Estamos trabalhando muito nisso, como desonerar a folha de salários, como reduzir os encargos trabalhistas e fazer com que a economia brasileira gere empregos”, afirmou Cintra.

Perguntado sobre a pouca efetividade que as desonerações tributárias tiveram na geração de emprego em gestões anteriores, Cintra ponderou que a proposta em análise é diferente, mais ampla e abrangente. Segundo ele, tudo é questão de como as coisas são feitas. “A desoneração das folhas de salário aconteceu [nos governos anteriores] muito em cima de demandas específicas, pontuais, mas queremos fazê-las de maneira geral, ampla, sistêmica. Exatamente essas simulações que estamos tentando fazer.”

Para compensar eventuais perdas de arrecadação com a desoneração sobre a folha de salários, Cintra disse que poderia haver uma “tributação adicional em outras bases”, inclusive sobre tributos indiretos. Ele citou também o aumento da arrecadação com maior faturamento das empresas.

Sem CPMF

Questionado, Cintra descartou totalmente a hipótese de resgatar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

“A CPMF é um tributo que tem uma característica que nós evitamos. O presidente já disse que não haverá CPMF. É um tributo que foi implantando de maneira equivocada, veio como um tributo a mais, para aumentar a carga tributária. [Queremos] a racionalização do sistema tributário e, tendo em vista o esforço de ajuste fiscal, a redução da carga tributária, e não o incremento dela”, afirmou.

Alíquotas do IR
Sobre a possibilidade de mexer na tabela do Imposto de Renda (IR), para reduzir o número de alíquotas incidentes no tributo, Marcos Cintra disse que o assunto está em pauta, mas que será trabalhado com um prazo maior, já que a prioridade imediata da equipe econômica é a reforma da Previdência.

“A reforma do Imposto de Renda está na nossa pauta, mas não é ainda uma prioridade imediata. A prioridade do governo, hoje, é trabalhar na reforma previdenciária, o que me dá, envidentemente, algum tempo para desenvolver um projeto que envolva não só Imposto de Renda, mas reforma tributária como um todo. A Receita Federal está muito empenhada nisso”, acrescentou.

(Agência Brasil)

José Sarto deve ser o novo presidente da Assembleia Legislativa

Ciro, Camilo e Sarto em evento político.

O deputado estadual José Sarto (PDT) virou consenso e deverá ser o novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado.

Nessa quinta-feira, o partido fez reuniões e decidiu que não haveria clima de disputa em fevereiro, quando do pleito para escolha d nova mesa diretora da Casa. Zezinho Albuquerque, atual presidente e indicado para a secretaria estadual das Cidades fez as articulações.

O nome de Sarto contou com o aval do governador Camilo Santana e também dos Ferreira Gomes, segundo informações do ex-prefeito de Sobral, Veveu Arruda (PT).

Entre os fatores que teriam contribuído para reforçar o nome de Sarto estaria o fato do seu irmão, o vereador Elpídio Nogueira, ter saído da disputa pelo comando da Câmara Municipal de Fortaleza. O próprio Sarto, em legislaturas passadas, também abriu do páreo em nome do consenso.

(Foto – Arquivo)

Cearense de Sobral pode vir a ocupar a presidência do BNB

O cearense Angelo José Mont’alverne Duarte é o nome agora cotado para assumir a presidência do Banco do Nordeste. A indicação teria partido do também cearense Mansueto Almeida, que entrou no Ministério da Fazenda pelas mãos de Henrique Meireles, continuou lá com Eduardo Guardia e se tornou peça chave na equipe de Paulo Guedes.É o secretário do Tesouro Nacional.

Angelo Mont’alverne, sobralense, foi primeiro lugar no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). É funcionário de carreira do Banco Central).

Bacharel em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e Doutor em economia pela Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (EPGE/FGV). Ingressou na carreira de Analista do Banco Central em fevereiro de 1998. Foi Secretário-Adjunto de Macroeconomia e Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (2007/2008), e Assessor do Ministro de Estado da Fazenda (2008/2010), quando foi responsável pela proposta de uma nova política de desenvolvimento regional, centrada no apoio financeiro à infraestrutura.

Entre 2013 e 2016 foi Economista-Visitante do Bank for International Settlements(BIS), onde trabalhou com tópicos de política monetária, financeira e creditícia, com foco na América Latina, além de apoiar o grupo técnico de bancos centrais das Américas. De 2016 a 2017 foi Subsecretário da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. Foi Subsecretário da Secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência, e trabalha com as áreas advocacia da concorrência, financiamento para infraestrutura, e regulação econômica. Hoje, compõe o grupo que assessora o Ministério da Economia.

(Foto – Arquivo)

Washington Soares – Mais um viaduto é atacado com dinamite

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Uma forte explosão assustou moradores da Lagoa Redonda e da Messejana, há pouco, quando o viaduto nas proximidades da fábrica Ypióca foi alvo de dinamite, na avenida Washington Soares, em mais um ataque de criminosos.

Segundo relatos dos moradores, o barulho foi ouvido num raio de 2,5 quilômetros e janelas de vidro prédios próximos sofreram danos.

De acordo com os primeiros levantamentos, não haveria dano na estrutura do viaduto.

(Foto: WhatsApp)

Camilo Santana anuncia transferência de mais 20 chefes de facções para presídio federal

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O governador do Ceará, Camilo Santana, anunciou nesta quinta-feira, 10, a transferência de mais 20 chefes de facções do sistema penitenciário do Ceará para um presídio federal. Eles são acusados de comandarem de dentro dos presídios a onda de ataques e atentados no Estado, que dura nove dias.

Na última terça-feira, 8, vinte e um líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) já haviam sido transferidos. “Já transferimos 21 chefes de grupos criminosos e, nas próximas horas, vamos transferir mais 20. A minha decisão é não recuar nenhum milímetro e não tenho dúvida que essas ações terão reflexo positivo para os cearenses no futuro próximo”, afirmou Camilo.

O Governo Federal autorizou abertura de 60 vagas em unidades federais. A medida foi autorizada pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. Segundo a Agência Estado, a negociação foi feita diretamente entre o governador Camilo Santana (PT) e o ministro.

“Realizamos forte investimento na área de segurança e no sistema penitenciário. Aumentamos em 50% o número de policiais e estamos dobrando o número de agentes, além de criarmos uma secretaria própria para cuidar do sistema. Estamos tirando regalias dos presídios e isso causou toda uma reação do crime organizado do lado de fora”, comentou o governador.

O número de detidos por ataques criminosos no Ceará subiu para 287 pessoas. O balanço foi divulgado hoje pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) nesta quinta-feira, 10. O balanço corresponde aos casos que ocorreram no Estado até as 17 horas.

Equipes da Polícia Civil permanecem em diligências. As denúncias podem ser feitas pelo 181.

(O POVO Online)

Plataforma Ceará 2050 se reúne com secretário Cabeto

A coordenação da Plataforma Ceará 2050 se reúne na manhã desta sexta-feira (11), a partir das 9 horas, com o secretário de Saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins, o Doutor Cabeto. A proposta do encontro é discutir com o secretário, a partir de sua expertise na área de saúde, ideias de projetos dentro da temática. A reunião terá a presença do Instituto Publix, consultoria que está à frente da elaboração do portfólio de projetos da Plataforma.

O momento atual discute a concepção de projetos estratégicos que nortearão o desenvolvimento cearense para os próximos 32 anos numa perspectiva econômica, social, territorial, institucional e ambiental. As ações foram pensadas de forma colaborativa e desenvolvida a partir do diálogo, da liberdade de opinião e da responsabilidade pública.

Ao longo de 2018 o projeto desenvolveu atividades que incluíram: diagnósticos quantitativo e qualitativo, análise externa (benchmark, tendências e cenários), Oficinas de construção da Visão de Futuro, Objetivos Estratégicos, Indicadores e Metas.

O que é o Ceará 2050?

O Ceará 2050 é uma plataforma colaborativa de planejamento estratégico de longo prazo desenvolvida a partir do diálogo, da liberdade de opinião e da responsabilidade pública.

PGR defende que Temer, Padilha e Moreira sejam investigados juntos

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu hoje (10), no Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-presidente Michel Temer e os ex-ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha sejam investigados de forma conjunta no inquérito sobre o suposto recebimento de propina da empreiteira Odebrecht.

Em outubro do ano passado, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, determinou a suspensão do inquérito aberto contra Temer até o fim do mandato, que se encerrou no dia 1º de janeiro.

Fachin, no entanto, determinou que a parte da investigação que envolve os ex-ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e de Minas e Energia, Moreira Franco, fosse encaminhada à Justiça Eleitoral de São Paulo.

Na manifestação enviada hoje ao STF, Raquel Dodge afirmou que, com o fim do mandato de Temer, as acusações imputadas contra os três acusados são conexas e devem ser julgadas conjuntamente em uma única instância. O Supremo ainda vai julgar definitivamente em qual tribunal o caso vai tramitar.

Conforme delação premiada de seis ex-executivos da Odebrecht, um pagamento de R$ 10 milhões para caixa dois da campanha de Paulo Skaf (MDB) ao governo de São Paulo em 2014 teria sido acertado em um jantar no Palácio do Jaburu quando Temer era vice-presidente, em maio daquele ano.

Teriam participado do encontro o ex-presidente executivo da empresa, Marcelo Odebrecht, e Padilha, que à época era ministro da Aviação Civil. Segundo a Polícia Federal, R$ 1,4 milhão teriam sido recebidos por Temer por meio de intermediários.

Em outubro do ano passado, o advogado Daniel Gerber, que representa Padilha, disse que jamais houve qualquer ato de corrupção imputado ao ex-ministro. A época de divulgação do relatório da PF, o Palácio do Planalto disse por meio de nota que as conclusões do delegado responsável eram “um atentado à lógica e à cronologia dos fatos”.

(Agência Brasil)