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Diretor da PF vai se reunir neste sábado com equipes dos presidenciáveis

O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, virá a Brasília amanhã (8) para se reunir com as equipes de campanhas dos presidenciáveis. Ainda não há horário e local para o encontro. Assessores de Galloro estão tentando fechar agenda com os grupos políticos.

A expectativa é definir um reforço na segurança dos candidatos à Presidência. A iniciativa responde a uma determinação do presidente Michel Temer que pediu ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, maior atuação da Polícia Federal depois do ataque sofrido pelo candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

De acordo com a assessoria da PF, desde o início da campanha, todos os presidenciáveis têm à disposição dois ou mais agentes integrados às equipes de campanha. A proposta agora é oferecer um contingente maior de policiais para o trabalho.

Temer também pediu empenho nas investigações sobre o ataque a Bolsonaro. Um envolvido – Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos – foi detido logo após o ataque e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora (MG).

Hoje (7), Adelio foi transferido para um centro de detenção provisória e deve ser ouvido por um juíz federal até o final do dia. A PF prendeu outro suspeito que prestou depoimento, mas já foi liberado. De acordo com a PF, as investigações continuam. Não há confirmações sobre a participação de outras pessoas, mas o trabalho dos agentes é feito sob sigilo.

(Agência Brasil)

Uma faixa de pedestre, por favor!!

Do leitor Mário Albuquerque, recebemos a seguinte nota, em tom de cobrança à Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC). Confira:

Caro Eliomar de Lima,

Gostaríamos que replicasse neste seu espaço o clamor da população que circula no trecho da avenida Dom Luis com a rua Monsenhor Catão, ao lado do Pátio Dom Luis, para que seja colocada uma faixa de pedestre nesse cruzamento.

Há intensa circulação de pessoas nesse trecho, que não tem semáforo. A travessia se torna mais perigosa para idosos, pessoas com algum tipo de deficiência e crianças.

Uma faixa de pedestre com botão de sinal, resolveria o problema.

Grato e abraços, meu vereador sem mandato.

*Mário Albuquerque
Assíduo frequentador da área

Bolsonaro usará bolsa de colostomia por até três meses, diz médica

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, usará uma bolsa de colostomia de dois a três meses. A informação, dada hoje (7), é da médica Eunice Caldas Figueiredo Dantas, que o atendeu no Hospital da Santa Casa de Misericórdia, em Juiz de Fora, para onde foi levado após ter sido atacado a facada, ontem, durante campanha na cidade mineira.

A médica informou ainda que Bolsonaro chegou ao hospital em estado de choque por causa do forte quadro hemorrágico e que poderia ter morrido se não fosse o pronto atendimento. Segundo ela, a prioridade imediata foi reverter o quadro de perda de sangue, estancando a hemorragia e fazendo uma transfusão, com o uso de quatro bolsas de sangue.

Eunice Caldas relatou ainda que, após a estabilização da pressão sanguínea, foi feita a intervenção na região do intestino, pois a perfuração por faca atingiu severamente o intestino grosso, que foi seccionado, com a necessidade de retirar 10 centímetros da área atingida. A médica destacou que a intervenção cirúrgica foi de “grande porte”, mas que o paciente está com o quadro de saúde estável.

Sobre a transferência de Bolsonaro para o Hospital Albert, em São Paulo,ela disse que a decisão foi amplamente discutida com a família e a equipe médica que, diante do quadro de estabilidade clínica, concluiu que não havia risco. A médica disse que o paciente está com sonda gástrica e oxigenado.

(Agência Brasil)

 

Bolsonaro, quase um mártir?

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Com o título “Bolsonaro, quase um  mártir?”, eis artigo de Ricardo Alcântara sobre o atentado praticado contra Jair Bolsonaro, candidato a presidente da República pelo PSL, e suas implicações no processo sucessório. Confira:

A campanha eleitoral de 2018 já se dava numa conjuntura muito singular: o governo tem rejeição unânime da sociedade, o favorito nas pesquisas se encontra preso, um só candidato monopoliza metade do tempo de propaganda e a extrema-direita tem um candidato que ousa dizer seu nome. Não é pouco.

Agora, torna-se ainda mais incerto com o atentado sofrido pelo candidato Jair Bolsonaro numa passeata em Juiz de Fora. Pelo que se pode apurar até o momento, tratou-se de um ato isolado, de iniciativa individual do agressor, sem nenhuma conexão com grupos organizados de nenhuma ordem e, sendo assim, o incidente não atinge o processo institucional. O suspeito, inclusive, já está preso.

Portanto, a campanha em nada terá seu curso alterado, mas é evidente que haverá repercussão no processo de definição dos votos. O mais óbvio que se pode supor é a unção do candidato à condição de quase mártir da luta contra a criminalidade e, num primeiro momento, um estancamento no aumento de sua rejeição, mais célere nas duas últimas semanas.

Tanto é forte a crença de que a candidatura de Bolsonaro se beneficia do episódio, por mais condenável seja, que, no pulso das redes sociais, muitos colocaram em circulação a suspeita de um incidente montado, armado pelos próprios simpatizantes do candidato – versão que já se dispersa, uma vez que, sabe-se agora, o ferimento não foi tão superficial quanto se supunha.

Por, pelo menos, os próximos dias, o incidente será o fato dominante da campanha. Virou a pauta principal do noticiário dos veículos de massa e seu desdobramento será acompanhado, como um seriado dramático, com grande interesse do público capítulo a capítulo: o atentado, a recuperação cirúrgica, a saída do hospital, o período de repouso e, no capítulo final, o apoteótico retorno à cena com demonstração pessoal de determinação do candidato em levar adiante, a qualquer risco, sua refrega messiânica contra os perturbadores da ordem em geral.

Sim, os que o rejeitam usarão o episódio para demonstrar que a “pregação de ódio” do capitão voltou-se contra ele mesmo e que ele teve uma amarga resposta para sua equivocada proposta de armar indistintamente os cidadãos. Mas, penso eu, o saldo de tudo isso será favorável às pretensões do candidato, embora fosse pretensioso de qualquer modo medir desde já seu alcance.

O mais é desejar o pronto restabelecimento da saúde de Jair Bolsonaro, abruptamente ameaçada por um ato covarde e condenável sob todos os aspectos.

*Ricardo Alcântara

Escritor e publicitário.

IJF convoca mais 248 aprovados em concurso público

A Secretaria do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) e o Instituto Municipal de Pesquisa Administração e Recursos Humanos (Imparh publicaram novos editais de convocação de concursados para o quadro de pessoal do Instituto Dr. José Frota (IJF), em cargos de nível médio e técnico. Os anúncios estão disponíveis no Canal – Concursos e Seleções, no Portal do Executivo municipal.

Ao todo, estão sendo chamados 248 profissionais aprovados nos últimos certames realizados para as seguintes funções: Técnico de Enfermagem, Técnico de Laboratório em Análises Clínicas, Técnico em Radiologia, Assistente Social, Enfermeiro, Farmacêutico Hospitalar, Bioquímico, Fisioterapeuta, Nutricionista, Terapeuta Ocupacional e Médico.

Os convocados devem ficar atentos aos cronogramas de entrega dos documentos exigidos nos editais. O candidato que não comparecer aos locais indicados nas datas e nos horários estabelecidos será considerado desistente.

SERVIÇO

*Canal de Concursos aqui.

Câmara Municipal aprova projeto que cria o Dia da Distrofia Muscular de Duchenne

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A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou nessa quinta-feira (6) o projeto de lei que estipula o dia 7 de setembro como a Data Municipal da Distrofia Muscular de Duchenne, bem como instala a Semana de Conscientização da Doença. A iniciativa é do vereador Michel Lins (PPL).

Com a criação do dia e da semana de conscientização da distrofia muscular de Duchenne, as pessoas terão acesso às informações sobre a doença e poderão observar se seus filhos apresentam os sintomas. Também os profissionais de saúde poderão receber mais informações sobre a doença, dando consequentemente a devida importância e tratamento. “Alertar e conscientizar é a meta”, explica Michel Lins, que agradeceu ao presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho (PDT), por acelerar o processo na Casa, além do prefeito Roberto Cláudio, que se comprometeu a sancionar a lei.

Visando também o diagnóstico precoce e acesso do município de Fortaleza a recursos do Ministério da Saúde para  doenças raras, Michel Lins atendeu orientação do presidente do Legislativo Municipal, Salmito Filho, para protocolar projeto de lei que garante a todas as crianças matriculadas na pré-escola de Fortaleza o direito de realizar o exame chamado CPK (creatinofosfoquinase). É um exame simples e de baixo custo, que já está previsto no SUS, mas que não é aplicado pela então falta de habilitação do município.

Distrofia de Duchenne

A Distrofia de Duchenne é uma doença degenerativa, progressiva e que não tem cura, afetando cerca de uma a cada 3.500 crianças do sexo masculino, essa doença é tão grave que se não tratada precocemente a fraqueza muscular evolui para a incapacidade de andar, se agravando de tal maneira a paralisar os demais membros e órgãos até levar ao óbito. Geralmente a média de vida de uma pessoa que tem a doença é de apenas 20 anos.

Segundo a ACDM (Associação Cearense de Distrofias Musculares) estima-se que cerca de 3.500 crianças do Estado do Ceará são portadores da síndrome de Duchenne, mas atualmente só se conhece cerca de 40 casos confirmados, pois pela falta de conhecimento as pessoas acham que seus filhos tem apenas fraqueza outro tipo de doença e quando se dão conta já é tarde demais.

(Fotos – Divulgação)

Oi inicia ofeta de internet por fibra em Fortaleza

A Oi anuncia a expansão do serviço de fibra óptica e lança oferta de internet de altíssima velocidade em Fortaleza e em mais 20 cidades. A companhia, segundo sua assessoria de imprensa, utilizou o diferencial competitivo de robustez da sua rede de mais de 350 km de fibra já existente para acelerar a entrega do produto até a casa do cliente (FTTH).

Até o fim do ano, o Oi Fibra estará presente em 25 cidades, com ofertas de internet de até 200 Mega, e poderá ser agregado ao Oi Total, produto convergente da companhia, que contempla ainda os serviços de TV por internet (IPTV), Voz por internet em alta definição (VoIP) e telefonia móvel.

Essas cidades estão distribuídas nos seguintes estados, além do Distrito Federal: Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Amazonas, Goiás, Rio Grande do Sul e Paraná.

“O cliente quer cada vez mais velocidade e conveniência e a companhia desenvolve seu portfólio para atender a todos os perfis de consumidores, principalmente nesta era do entretenimento digital, em que a demanda por internet de altíssima velocidade e capacidade é cada vez maior. As novas ofertas do Oi Fibra não só garantem altíssima performance, mas também quando contratada dentro do combo Oi Total possibilita o acesso aos serviços de TV por internet (IPTV) e de voz por internet (VoIP), com conta e atendimento integrados, a preços competitivos. Temos acompanhado de perto os resultados do produto e os índices de satisfação estão na casa dos 95%. Além disso, em algumas localidades onde o Oi Fibra está presente há mais tempo, 70% das novas adições vieram dos nossos concorrentes, resultado que evidencia a aceitação do mercado ao produto”, afirma Bernardo Winik, diretor Comercial da Oi.

Cidades atendidas até o final de setembro

RJ – Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Cabo Frio, Nilópolis, Teresópolis

MG – Belo Horizonte, Pouso Alegre, Divinópolis e Poços de Caldas

PE – Recife

BA – Salvador

AM – Manaus

CE – Fortaleza

DF – Brasília

GO – Goiânia

RS – Porto Alegre

PR – Curitiba

Até o final do ano o Oi Fibra chegará a mais quatro cidades.

General Theophilo: “Quando se ataca um candidato com violência, ataca-se mais profundamente a democracia”

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O General Theophilo, candidato ao Governo pelo PSDB, condenou o atentado que foi praticando contra o postulante à presidência da República pelo pSL, Jair Bolsonaro.

“Quando se ataca um candidato com violência, atraca-se mais profundamente a democracia”, disse o General em sus redes sociais, reforçando seu repúdio nesta manhã de sexta-feira, em clima de desfile militar na avenida Beira Mar, em Fortaleza.

(Foto – Exército)

Temer assiste em Brasília ao Desfile da Independência

Começou às 9h o desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O presidente Michel Temer, entre outras autoridades, acompanha o desfile, ao lado da primeira-dama Marcela Temer e do filho Michelzinho. Temer foi recebido pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, e pelo ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna. Em seguida, Temer recebeu as honras militares da Guarda Presidencial. O início do desfile foi autorizado pelo presidente, após solicitação do Comandante Militar do Planalto, o general Sergio da Costa Negraes, que conduz a apresentação.

Também estão na tribuna presidencial para acompanhar o desfile os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Raul Jungmann (Segurança Pública), Eduardo Guardia (Fazenda), Sérgio Sá Leitão (Cultura) e Torquato Jardim (Justiça).

Neste ano, o desfile conta com a participação de cerca de 4,2 mil pessoas e terá como tema a mensagem: “Celebre a história da nossa independência”, que inclui homenagem a nomes importantes da história do país, como Dom Pedro I, José Bonifácio, Maria Quitéria, Tiradentes, Santos Dumont, entre outros. De acordo com o cerimonial da Presidência da República, o evento ainda marca o início da contagem regressiva para o bicentenário da Independência do Brasil, a ser celebrado em 2022.

Na primeira etapa do desfile desta sexta-feira (7), ocorreu a execução do Hino Nacional e do Hino da Independência, interpretados pela fanfarra do 1º Regimento da Cavalaria de Guardas Dragões da Independência, com a participação do coral dos alunos do Colégio Militar de Brasília.

Em seguida, houve a apresentação da tocha do Fogo Simbólico da Pátria, que inclui ainda a apresentação de grupamento em homenagem aos ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira, que lutaram na Segunda Guerra Mundial, do grupamento de veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais e ex-integrantes de Forças de Paz, acompanhados pela banda do da Polícia do Exercito.

Na sequência, desfilam estudantes de escolas públicas do Distrito Federal, seguidos do início do desfile cívico-militar, com apresentação de Exército, Força Aérea Brasileira, Marinha do Brasil, Força Nacional de Segurança, Corpo de Bombeiros Militar e Policia Militar, além de tropas motorizadas, com seus veículos de combate blindados. A expectativa é que o desfile dure cerca de uma hora e quarenta minutos.

Tradicionalmente, o ponto alto é a passagem da Pirâmide Humana do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília com 47 militares se equilibrando em uma única moto. O evento vai terminar com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça que, durante 25 minutos, fará acrobacias aéreas.

(Agência Brasil)

Navio patrulha atracado em Fortaleza é uma boa opção neste feriadão

O navio de patrulha Macau, da Marinha Brasileira, atracado desde ontem no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, é uma boa opção para quem quer curtir o feriadão conhecendo a embarcação, sua história e sua tripulação. O transporte marítimo está aberto à visitação gratuita de hoje até domingo, com acesso no período da tarde para até 50 pessoas por vez.

O navio está no Ceará em comemoração à Independência do Brasil, celebrada todo dia 7 de setembro.

Sediado em Natal, no Rio Grande do Norte, o navio Macau está sob o comando do Grupamento de Patrulha do Nordeste. A construção, O barco possui, na proa, um canhão de 40 milímetros e duas metralhadoras de 20 milímetros. Madson já esteve na equipe de comando do navio e revela que “já foram usados em treinamento ou para realizar tiros de advertência para embarcação que não respeite a ordem de parada, por exemplo”.

DETALHE – A produção da embarcação é cearense. Foi construída no estaleiro da Indústria Naval do Ceará, entre 2007 e 2010.

(Foto – Gustavo Simão)

Atentado a Bolsonaro muda história da eleição. rivais esperam onda de comoção

O candidato, nos braços de apoiadores, trajando camisa que diz “Meu partido é o Brasil”, verde e amarela, é esfaqueado, cai e sai socorrido pelo povo. Coordenadores de todas as campanhas admitem, segundo a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta sexta-feira, que a cena trágica protagonizada por Jair Bolsonaro (PSL) mudou a história da eleição.

Ainda sob o impacto da notícia, rivais se preparam para uma forte onda de comoção. Depois, vão tentar redirecionar o debate. O atentado, dizem, só reforça que esta deve ser uma campanha contra a violência.

A preocupação de Bolsonaro com segurança era constante. Desde janeiro deste ano ele fazia algumas atividades com colete a prova de balas, armado e sempre com seguranças. Carro, só blindado. Nos últimos meses, começou a dizer a aliados que temia um atentado.

A tese de que poderia ser abatido por um desafeto político era, inclusive, um dos motivos que o presidenciável citava para andar de avião de carreira. Ele dizia que tinha medo de ser vítima de uma emboscada em aeronave particular.

Nos mínimos detalhes Bolsonaro evitava, inclusive, consumir água e alimentos cuja a procedência não conhecesse.

(Foto – Reprodução de TV)

Bolsonaro é transferido de Juiz de Fora para São Paulo

O candidato Jair Bolsonaro está sendo transferido, nesta sexta-feira, de Juiz de Fora (MG) para São Paulo, onde deve ficar internado no Hospital Albert Einstein. Ele foi atingido por uma facada no abdômen ontem (6) à tarde quando participava de ato de campanha no município mineiro. Após o episódio, ele foi levado para a Santa Casa de Juiz de Fora.

O autor do ataque a Bolsonaro foi preso pela Polícia Militar da cidade.

A Polícia Federal, responsável pela segurança do candidato, abriu inquérito para investigar o caso.

(Agência Brasil)

Candidato de Bolsonaro no Ceará diz que PSL não se aproveitará politicamente do atentado

Góis durante entrevista a Italo Coriolano, no Facebook do O POVO Online.

O candidato ao Governo do Ceará pelo PSL, advogado Hélio Góis, considerou “abominável” o ataque ocorrido contra Jair Bolsonaro na tarde de ontem, em Juiz de Fora, quando o postulante estava em campanha. Góis reforçou ainda que preocupação é antes de tudo com a recuperação do presidenciável.

“Num primeiro momento todo mundo ficou em estado de choque, mas depois aliviado por ficar estável. Ainda assim considero abominável não só por atentar contra a vida de um homem, mas por atentar contra a própria democracia”, disse.

Questionado sobre possível repercussão política diante do fato, Hélio afirmou que apesar de haver repercussão instantânea por se tratar de um presidenciável, a maior atenção era com a vida de Bolsonaro.

“Nós praticamos valores cristãos, não se permite se aproveitar de uma tragédia como essa para promover crescimento político, não é assim que se ganha uma eleição. Uma eleição é exatamente a ambiência adequada para a troca de ideia e projeto para que a população escolha aquilo que é melhor para o País”, conclui.

(Com Eduarda Talicy, no O POVO)

Suspeito do atentado contra Bolsonaro foi preso por um PM de folga à paisana

Adélio Bispo de Oliveira, suspeito do ataque contra o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), foi preso por um policial militar mineiro que estava à paisana, adiantando que o agente estava de folga quando acompanhava o comício do deputado federal, no centro de Juiz de Fora. As informações são do Boletim de Ocorrência do incidente, e foram repassadas à BBC News Brasil pela sala de Imprensa da PM de Minas Gerais.

O PM responsável pela prisão levou Adélio até um prédio na rua Halfeld e o manteve em preso até a chegada de reforços, diz o B.O, já que os apoiadores de Jair Bolsonaro gritavam “vai morrer, vai morrer!” para Adélio. O nome deste agente que estava de folga não foi divulgado.

“Diante da situação, os militares se deslocaram para o local e se depararam com uma multidão gritando ‘vai morrer, vai morrer’ para uma pessoa que estava presa. Quando os PMS se aproximaram, foram informados de quem seria o autor, e de que ele estava contido no interior de um edifício da rua Halfeld”, diz um trecho do Boletim de Ocorrência.

(Foto – PM de Minas)

Camilo diz que atentado praticado contra Bolsonaro é “reprovável sob todos os aspectos”

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O governador Camilo Santana (PT), que postula a reeleição, lamentou, nesta sexta-feira, o atentado a faca praticado contra o candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro.

“Um fato gravíssimo e reprovável sob todos os aspectos”, disse Camilo, acrescentando que a sociedade não pode “tolerar jamais” ações desse tipo.

“Democracia se faz com diálogo e repeito, jamais com violência”, concluiu Camilo Santana.

O atentado, a intolerância e a democracia

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta sexta-feira:

O atentado sofrido pelo candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), é algo inadmissível sob todos os aspectos. Expõe o clima de intolerância que, de alta temperatura nas redes sociais, ultrapassa a fronteira do virtual e chega à realidade.

Numa sociedade que vive sob o manto da democracia não deve haver espaço para extremismos. A paixão jamais pode superar a razão. O direito de se exercitar a política partidária e de se fazer a pregação ideológica precisa sempre ser defendido. A violência gera a violência, eis o que aprendemos desde cedo.

Que o episódio envolvendo um candidato a presidente seja esclarecido em toda sua plenitude. Tudo de forma aberta, transparente e sem qualquer tipo de aproveitamento político.

Nesse momento, toda solidariedade àquele que foi alvo do atentado. E toda confiança neste País que, apesar de tantas agruras e contradições, é a Pátria, acima de tudo, de todos.

(Foto – Reprodução de TV)

Uma violência inaceitável

Com o título “Violência inaceitável”, eis o Editorial do O POVO desta sexta-feira:

A agressão a faca sofrida pelo candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem de ser condenada sem nenhum tipo de reticência por qualquer pessoa, partido ou organização que se considere comprometida com a democracia. Nesse sistema de convivência, as divergências políticas têm de ser resolvidas com diálogo, com respeito às instituições, e nas urnas.

Felizmente todos os candidatos à Presidência – alguns adversários ferrenhos de Bolsonaro – manifestaram-se contra o ataque. João Amoêdo (Novo) considerou o acontecimento “lamentável”; Geraldo Alckmin (PSDB) lembrou que política “se faz com diálogo e convencimento, jamais com ódio”; Guilherme Boulos (Psol), afirmou que “a violência não se justifica”; Ciro Gomes (PDT) disse repudiar a violência “como linguagem política”; Marina Silva (Rede), considerou o ataque “inadmissível”. Candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, também repudiou “totalmente qualquer ato de violência”.

Sem entrar no pântano das redes sociais, na qual os grupos de ódio se engalfinham, sem um mínimo de racionalidade, é preocupante observar que alguns políticos manifestaram-se de maneira desmedida. Parecem ter perdido a noção da responsabilidade e agiram como incendiários, no momento em que os bombeiros são mais do que necessários.

Nesse aspecto, inclui-se a declaração extemporânea da ex-presidente Dilma Rousseff, lamentando o episódio, mas afirmando que “o ódio que você planta, você colhe tempestade”, além de atitudes mais graves. O general Hamilton Mourão (vice de Bolsonaro), por exemplo, disse que o agressor seria “um militante do PT”, como forma de atingir o partido. O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, apelou para a linguagem belicosa, afirmando que “a guerra está declarada”.

No entanto, o mais provável é que o agressor, Adélio Bispo de Oliveira, tenha algum tipo de desequilíbrio mental. Segundo agentes da Polícia Federal, ao ser preso, ele dizia que o ataque fora ordenado por Deus.

Agressões desse tipo – como também foi o caso do ataque a tiros contra a caravana de Lula que percorria o sul do País, em março deste ano -, têm de ser repudiados de pronto. Não se pode compactuar com isso, sob pena de se pôr em risco a democracia, conquistada a duras penas.

É preciso, portanto, aproveitar o momento para apelar a partidos e candidatos que, porventura, ainda não perceberam que o ódio leva a mais ódio, para que tenham um mínimo de espírito democrático e façam de suas campanhas um debate de ideias e propostas; que rejeitem expressamente a violência física e verbal; que deixem de lado os apelos bélicos e a disseminação do ódio. Assim, talvez se possa tirar alguma lição de um episódio lastimável.