Blog do Eliomar

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Roberto Cláudio é acossado sobre obra do Centro do Professor

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Durou pouco a “trégua” de Capitão Wagner a Roberto Cláudio sobre ataques à gestão. Na discussão das obras do Centro do Professor, Roberto Cláudio afirmou que Capitão Wagner mais uma vez tenta confundir a população, ao afirmar que a obra não existe.

Segundo Roberto Cláudio, as obras no momento estão em avaliação do Governo do Estado, diante uma prestação de contas.

Capitão Wagner, por sua vez, reagiu e disse que, nesse caso, quem mente então é a população, que foi verificar obras do projeto paradas.

Capitão Wagner ataca menos e apresenta mais propostas

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Apesar de não abrir mão das críticas à gestão e da cobrança de todas as promessas feitas na campanha de 2012, Capitão Wagner passou a apresentar mais propostas nas áreas da saúde, da educação e ocupação dos espaços públicos.

Roberto Cláudio apontou ações feitas pela gestão e destacou a cidade como uma das que mais investiu no país, apesar da crise econômica.

Começa o debate na TV Cidade com tema da Educação. RC pede desculpas aos professores

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Começou há pouco o debate na TV Cidade, entre os candidatos Roberto Cláudio (PDT) e Capitão Wagner (PR), que neste segundo turno disputam a Prefeitura de Fortaleza.

O primeiro tema debatido foi Educação. Capitão Wagner prometeu valorização do professor, enquanto Roberto Cláudio destacou ações na atual gestão.

Nesse momento, Capitão Wagner lembrou o episódio ocorrido em outro debate (TV Jangadeiro), em que Roberto Cláudio afirmou que acabou com a “mamata” de professores nos laboratórios de informática e bibliotecas de escolas municipais. “Eu quero me solidarizar com os professores”, disse o candidato.

O prefeito, em seu tempo, aproveitou para pedir desculpas: “Quero me desculpar publicamente por uma palavra infeliz que pronunciei em um debate, quando era atacado pelo meu adversário em relação aos laboratórios e bibliotecas. Tenho respeito por você, professor”, acentuou.

O Jornalismo e as constantes intimidações

Com o título “Os donos da lei”, eis artigo do jornalista Plínio Bortolotti, que pode ser conferido no O POVO desta quinta-feira. Ele aborda as constantes intimidações de setores da Justiça contra jornalistas, nestes tempos de instabilidade política do País. Confira:

Em artigos anteriores (6 e 13/10) tratei de abusos e de atropelamento de leis por parte daqueles que deveriam protegê-las – policiais, juízes e procuradores – e de como setores da sociedade e do jornalismo aceitam essas medidas em nome da “moralidade”. Alertei que a exorbitância poderia generalizar-se, como foi o caso de uma juíza autorizando a quebra de sigilo telefônico de um jornalista.

Agora, três promotores do Ministério Público paulista (José Carlos Blat, Cássio Conserino e Fernando Henrique Moraes Araújo) processam a Folha de S. Paulo, exigindo R$ 600 milhões por danos morais. Queixam-se terem sido nomeados de “três patetas” em texto do jornal (12/3/2016), quando pediram a prisão do ex-presidente Lula.

Gilmar Mendes, ministro do STF, demanda contra vários jornalistas, por supostas ofensas à sua honra. Recentemente, a apresentadora Monica Iozzi foi condenada a pagar-lhe indenização de R$ 30 mil, pois o magistrado que julgou  a causa entendeu que a liberdade de expressão só pode ser usada “de forma consciente e responsável”.

E mais.

Na edição de 11/10/2016, o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite publicou na Folha o artigo “Desvendando Moro”, fazendo paralelo entre o juiz de Curitiba e o frade dominicano Girolamo Savanarola (1452-1498).

No dia seguinte Sérgio Moro respondeu, reclamando ter sido comparado a um “fanático religioso”. Até aí tudo bem, mas Moro resolveu ir além das tamancas e emendou dizendo que o jornal deveria evitar a publicação de “opiniões panfletárias-partidárias e que veiculam somente preconceito e rancor, sem qualquer base factual”.

Se apenas um “conselho”, foi por demais inadequado, pois quem decide o que se publica é o editor e não o juiz. E, se foi uma advertência ao jornal, é simplesmente inaceitável.

Mas, o que se sabe, com certeza, é que alguns querem utilizar-se tortuosamente dos tribunais como objeto de perseguição e não de justiça.

Abuso daqui, abuso dali, avança-se agora para uma crise constitucional, coisa que nunca termina bem.

*Plínio Bortolotti

plinio@opovo.com.br 

Jornalista do O POVO

Conjunto José Walter ganhará Areninha

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O vereador Evaldo Lima (PCdoB) anunciou, nesta manhã de quinta-feira, na Câmara Municipal, a entrega de mais uma areninha por parte da Prefeitura de Fortaleza. Dessa vez, é a Areninha do Conjunto José Walter. O equipamento será entregue às 17 horas, na Avenida D com Rua 69. Será a 17ª Areninha.

Evaldo Lima foi o relator da lei que desafetou o Campo do América, transferindo sua posse para a Prefeitura de Fortaleza, viabilizando a primeira Areninha da Capital cearense. Até o fim deste ano, o programa atingir[a o total de 21 Areninhas.

A inauguração no Conjunto José Walter contará com a presença do governador Camilo Santana (PT) e da primeira dama de Fortaleza, Carol Bezerra.

Que tal ir ao Shopping Benfica conversar com a turma do “Shaolin do Sertão”?

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O ator Edmilson Filho e outros integrantes do elenco do filme “O Shaolin do Sertão”, vão estar numa sessão de autógrafos, a partir as 16 horas desta quinta-feira, no Shopping Benfica. O evento acontecerá no hall das salas de cinema do shopping.

“O Shaolin do Sertão” vem lotando os cinemas de Fortaleza. Já ultrapassou 130 mil expectadores no País.

SERVIÇO

*Shopping Benfica – Avenida Carapinima, 2200 – Benfica.

*Mais Informações – (85) 3243 1000.

*Acesso gratuito.

Brasil tem hoje 12 milhões de desempregados

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A taxa de desocupação cresceu 0,5 ponto percentual ao passar de 11,3% para 11,8%, entre o trimestre encerrado em junho (abril, maio e junho) e o encerrado em setembro (julho, agosto e setembro) deste ano. Com o resultado, a população desempregada atingiu em setembro 12 milhões de pessoas, um crescimento de 3,8% em relação ao trimestre encerrado em junho – o equivalente a mais 437 mil pessoas desocupadas.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números do trimestre encerrado em setembro indicam, em contrapartida, uma ligeira melhora no salário real pago ao trabalhador, embora ele ainda esteja abaixo do valor pago em igual trimestre de 2015.

(Agência Brasil)

Arie do Cerrado aguarda assinatura do prefeito Roberto Cláudio para sair do papel

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A Área de Relevante Interesse Ecológico Professor Abreu Matos, conhecida como “Arie do Cerrado”, ainda não saiu do papel. Segundo o vereador João Alfredo (PSOL), porque, após quase quatro meses desde a aprovação pela Câmara Municipal de Fortaleza, o prefeito Roberto Cláudio ainda não sancionou a matéria.

O projeto de lei que cria a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Professor Abreu Matos, de autoria do vereador João Alfredo, prevê a proteção de 18,8 hectares de vegetação savânica localizada em terreno da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), no bairro Cidade dos Funcionários.

O projeto do cerrado foi aprovado em 7 de julho deste ano pela Câmara Municipal.lembrar

 

Arrecadação de impostos registrou queda de 8,37% em setembro

O governo federal arrecadou R$ 94,770 bilhões em impostos e contribuições em setembro. O resultado representa uma queda real de 8,27% em relação ao mesmo mês de 2015, já descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial utilizado pelo governo.

Os números foram divulgados hoje (27), em Brasília, pela Receita Federal. No acumulado do ano, o governo arrecadou R$ 911,951 bilhões de janeiro a setembro de 2016, cifra maior do que a do ano passado (R$ 901 bilhões), mas que representa uma queda real de 7,54 % após descontados os efeitos da inflação.

(Agência Brasil)

MPCE recomenda que policiais civis não se recusem a lavrar auto de prisão em flagrante

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), através do procurador-geral de justiça Plácido Barroso Rios, expediu recomendação dirigida ao delegado-geral da Polícia Civil do Estado do Ceará para que seja determinado aos policiais civis de carreira (delegados e escrivães), que, presentes indícios do cometimento de crime em tese, seja lavrado o auto de prisão em flagrante, independentemente de quem seja o condutor do autuado.

No documento, o PGJ relata a veiculação, na mídia e nas redes sociais, de notícias que divulgaram que alguns policiais civis se recusaram a lavrar auto de prisão em flagrante competente pelo fato de serem policiais da Coordenadoria de Inteligência (COIN) da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS), com o argumento de que o órgão não possui atribuições para realizar atividades investigativas.

Plácido Rios lembra, na recomendação, que o artigo 301 do Código de Processo Penal (CPP) estabelece como dever da autoridade policial proceder à prisão de quem se encontre em estado de flagrância e que, de acordo com artigo 304 do CPP, quando as declarações do condutor, das testemunhas e do conduzido implicarem em fundadas suspeitas da existência de delito e de sua autoria, a lavratura do respectivo auto de prisão em flagrante é atitude que se impõe ao delegado de polícia, independentemente do responsável pela condução do infrator.

Direcionada ao delegado-geral da Polícia Civil do Estado do Ceará, a recomendação foi encaminhada também, para conhecimento, ao secretário da SSPDS, à controladora-geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (CGD) e ao presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (SINPOL/CE).

(Site do MP-CE)

Romero Jucá pode ser líder do Governo no Congresso

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Da Coluna Painel, da Folha de São Paulo desta quinta-feira:

O presidente Michel Temer deve convidar o senador Romero Jucá (PMDB-RR) para assumir o cargo de líder do governo no Congresso Nacional. O Palácio do Planalto quer reforçar sua posição no Legislativo e vê o peemedebista como um negociador habilidoso.

Atual ocupante do cargo, Rose de Freitas (PMDB-ES) já havia manifestado desejo de deixar a função. Com o rearranjo do tabuleiro, o Ministério do Planejamento seguiria, inicialmente, sob a batuta do economista Dyogo Oliveira.

Presidente da CNDL e os dois lados da moeda chamada PEC 241

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O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), o cearense Honório Pinheiro, avaliou, nesta quinta-feira, os impactos da PEC 241, que limita os gastos.

A emenda constitucional, já aprovada pela Câmara e aguardando agora o crivo do Senado, segundo Honório tem dois lados: um bom e outro ruim. O bom é que vai regular mais as contas e as despesas da União e o lado ruim é que alguns setores e, em especial, regiões como o Nordeste, poderão sofrer perdas.

Honório Pinheiro, sobre as vendas deste fim de ano, informa que o comércio está se preparando, mas confiante de que soluções no plano da política tenham bons resultados no plano da economia.

Limite para transfusão de sangue imposto por planos de saúde é ilegal

Uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo contra a Associação Beneficente do Hospital Sírio pode derrubar uma cláusula comum em planos de saúde.

Na última terça (25), o Superior Tribunal de Justiça entendeu que a limitação de bolsas de sangue disponibilizadas aos pacientes é ilegal.

O precedente aberto vale como jurisprudência em futuras decisões.

(Veja Online)

Presidente do TCE disputa Prêmio Jabuti

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Da Coluna O POVO Economia, da jornalista Neila Fontenele no O POVO desta quinta-feira:

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Edilberto Pontes, está entre os 10 finalistas do Prêmio Jabuti 2016, com o livro Curso de Finanças Públicas, da Editora Atlas.

Ele concorre na categoria Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer com “feras” como André Lara Resende, que publicou Devagar e Simples pela Companhia das Letras; e o grupo formado por Nelson Barbosa Filho, Samuel Pessôa e Rodrigo Leandro de Moura, com a publicação Política de Salário Mínimo para 2015-2018: Avaliações de Impacto Econômico e Social, da Editora Elsevier.

Ciências sem Fronteiras – Capes quer ouvir universidades sobre novo modelo para o programa

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) quer ouvir universidades brasileiras públicas e privadas para definir novo modelo para o programa Ciência sem Fronteiras, de acordo com o presidente da instituição, Abilio Baeta Neves. Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que a reformulação se dará a partir de conversas de “baixo para cima”. O novo modelo deverá ser anunciado até meados de 2017.

“Neste primeiro momento de conversa, queremos ouvir o que as universidades têm a nos dizer, as federais, estaduais, municipais e particulares também, não há problema nenhum”, afirmou Neves.

O programa Ciência sem Fronteiras foi lançado em 2011, com a meta de conceder inicialmente 101 mil bolsas. As bolsas são voltadas para as áreas de ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, tecnologia e saúde. Uma segunda fase do programa chegou a ser anunciada pela então presidente Dilma Rousseff, mas não chegou a ser implementada.

Segundo o presidente da Capes, o programa Ciência sem Fronteiras, no modelo que tinha sido desenhado para ele, não existe mais, acabou. “O novo modelo precisa ser discutido em vários níveis, primeiro com os parceiros internacionais. Precisamos reconstruir as relações, o programa criou uma expectativa não sustentável de que o Brasil podia pagar tudo. Nós chegamos, em algum ponto, a pagar até os estudantes estrangeiros aqui, o que é um pouco de exagero”, acrescentou.

Para Neves, a ideia é conversar com as instituições brasileiras e entender as demandas. “É preciso conversar com universidades e as universidades têm que ajudar a desenhar a cooperação que elas acham importante. Dizer com quem, que tipo de parceria, em que áreas querem, com que amplitude. Dizer se querem graduação ou pós. Elas têm que nos dizer”. O presidente não adiantou se haverá cortes nas universidades, parcerias, ou se algum nível específico de desempenho será exigido.

(Agência Brasil)

Quando dois homens que apregoam segurança batem em retirada…

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Na votação da PEC 241, aquela que limita os gastos públicos, o deputado federal Cabo Sabino (PR) faltou à sessão, mesmo estando em brasília. Ele é apoiador do postulante à Prefeitura de Fortaleza, o deputado estadual Capitão Wagner (PR).

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O mesmo fez o deputado federal Moroni Torgan (DEM), candidato a vice-prefeito de Roberto Cláudio, que ficou mesmo na Capital cearense.

  • Pois é,  ordem para os dois era fugir de desgastes nesta reta final da campanha.

TRE do Ceará divulgará plano de segurança do pleito com participação de tropas federais

Nesta quinta-feira, às 11 horas, o Tribunal Regional Eleitoral vai se reunir com o Comando da 10ª Região Militar para anunciar o plano de reforço de tropas federais solicitadas pela Justiça Eleitoral para o 2º turno das eleições em Fortaleza.

O encontro contará com as presenças do desembargador Abelardo Benevides Moraes, presidente do TRE, do general Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, além da cúpula da Segurança Pública no Estado.

 

No último dia 18, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o pedido do TRE-CE. A solicitação das tropas ocorreu após diversas denúncias de insegurança de eleitores no ato da votação. Supostos “exageros” da força policial também estão entre as razões do pedido de apoio federal na eleição de Fortaleza.

Segundo os juízes que solicitaram o apoio das tropas, militares teriam agido em favor de um dos candidatos na disputa, o Capitão Wagner, do PR, policial militar da reserva.

Reta Final – Os riscos de uma campanha eleitoral que aposta no “tudo ou nada”

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Em novo debate de TV, Capitão Wagner (PR) promete trazer hoje denúncia contra a gestão Roberto Cláudio (PDT). A “promessa”, que prenuncia novo embate entre os adversários, reflete ainda linha que tem ditado rumos da disputa: com poucas horas para conquistar o eleitor, campanha em Fortaleza subiu tom e tomou ares de agressividade mútua livre.

Desde debate da TV O POVO no último domingo, atuação dos candidatos e aliados foi marcada pelo acirramento. Para especialistas, apesar de natural, a opção tem efeitos imprevisíveis e pode até virar “tiro pela culatra”. “Acaba funcionando só com uma parte específica da população”, diz o cientista político Uribam Xavier, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

“Ao mesmo tempo em que você pode ser interpretado como ‘macho’, corajoso, pode ser visto também como aquele cara sem proposta, que se esconde no ataque”, diz. Nove pontos atrás nas pesquisas, Wagner tem se destacado na ofensiva na propaganda eleitoral. RC e seus aliados, no entanto, não têm poupado o adversário de agressividade.

Exemplo mais claro é do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que tem diariamente disparado ofensas contra Wagner nas redes sociais, chegando a chamar o deputado de “bandido” e “fascistóide”. Mesmo sem histórico de se envolver em polêmicas, a vice-governadora Izolda Cela (PDT) também tem compartilhado vídeos apócrifos contra Wagner e acusado o militar de fazer “atropelos à ética”.

O candidato PR, por outro lado, também tem explorado tom agressivo no horário eleitoral e nos debates televisivos. Nos últimos encontros, o prefeito reagiu diversas vezes criticando postura do adversário, chegando a ameaçar Wagner de ação judicial. Os ataques, no entanto, acabam sendo mútuos.

Publicidade de combate

Para o cientista político Paulo Baía, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a estratégia é falha e só “beneficia” o índice de votos brancos e nulos. “Essa ‘publicidade de combate’ não é eficaz para agregar votos. Ela produz algum tipo de desgaste a quem recebe ataque, mas como há troca de chumbo, acabam se anulando”, diz.

Para ele, a tática acaba se propagando por conta de um “mito” de que ela seria eficaz. “Só quem parece acreditar são os políticos e publicitários. Quem sofre efeito muito ruim é a política, porque aumenta o descrédito do eleitor com os partidos. Só quem tende a crescer são os votos brancos e nulos”, avalia Baía.

A cientista política Nayara Macedo, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), também destaca a incerteza da estratégia. Ela aponta, por exemplo, que ação do PT contra Marina Silva (Rede) na disputa presidencial de 2014 acabou dando certo naquela eleição, mas gerou visão negativa que foi amplamente explorada em atos e pleitos posteriores.

“Às vezes, uma campanha agressiva consegue acabar com a imagem da rival, mas isso depende muito da capacidade do adversário em sustentar suas posições”, avalia. “Isso pode ter um efeito negativo também, principalmente se as acusações forem mal fundamentadas ou se houver uma contra campanha eficiente do outro lado”, diz a cientista política.

(O POVO – Repórter Carlos Mazza)

Saúde só se resolve com Parcerias Público-Privadas, defende dirigente da federação de hospitais

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Da Coluna Vertical, do O POVO desta quinta-feira:

A saída para a saúde do País é a Parceria Público-Privada (PPPs). Quem defende é o cearense Aramicyr Pinto, que preside a Federação Brasileira de Hospitais. Afirma que o setor público não tem condições de gerir máquinas em função da constante falta de verbas para custeio e investimentos. Diz ainda que são equipamentos caros e os insumos são importados em sua maioria.

Aramicyr nem comemora o fato de o governo Temer ter incrementado o orçamento do Ministério da Saúde em mais R$ 9 bilhões para 2017, como forma de aliviar a pressão da PEC 241, porque insiste: o problema é do modelo da gestão, que é engessado, burocrático em demasia e sem qualidade na ponta.

Resta saber se a tese de Aramicyr garantiria a sobrevivência do Sistema Único de Saúde (SUS), que universaliza o direito de atendimento, com qualidade ou não, na rede hospitalar.

(Foto 0 Paulo MOska)