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Camilo Santana quer pacto entre governadores para apertar cerco contra celulares nos presídios

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Camilo Santana (PT) quer um pacto com demais governadores nordestinos para pressionar o Congresso Nacional a aprovar legislação que determine o bloqueio do sinal de celulares em áreas onde existam penitenciárias. A proposta foi feita por ele nesta sexta-feira, um dia após o Supremo Tribunal Federal considerar inconstitucionais leis estaduais que determinam o bloqueio.
Camilo lamentou essa decisão e disse que o Brasil tem “leis frouxas” e que o problema do uso de celular por detentos dentro das penitenciárias não é local.
“Não é um estado sozinho que vai conseguir mudar isso”, acentuou o governador. Indagado sobre a possibilidade de o Estado executar o bloqueio, Camilo destacou: “Quem ganha dinheiro com esse sistema são as operadoras. Elas têm a responsabilidade e a obrigação de, nesses locais, não permitir o sinal. Porque tem que ser o poder público a gastar esse dinheiro? O dinheiro é do povo”.
(Com POVO Online)

Massapê ganhará fábrica de produtos de higiene e saúde

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O presidente da Adece, Ferruccio Feitosa, entre empreendedores.

A cidade de Massapê (Zona Norte) será contemplada com uma indústria de produtos de higiene e saúde fabricados com algodão. O empreendimento é uma extensão da Sobral Produtora de Artefatos Têxteis (Spartex) e prevê a geração de mais de 100 empregos diretos e 360 indiretos quando estiver em pleno funcionamento.

Para atrair e abrigar a nova indústria, um galpão foi concedido pela Agência do Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) em regime de comodato. Na estrutura, serão produzidos algodão hidrófilo, hastes flexíveis com pontas de algodão e discos algodão.

O presidente da Adece, Ferruccio Feitosa, ressalta a importância da inústria para o desenvolvimento social e econômico da localidade. “Toda a mão de obra contratada será exclusivamente de Massapê, trazendo mais oportunidades para os moradores locais”, adianta. Os prazos da obra não foram detalhados pela Adece.

Rio 2016 – Temer recebe Chefes de Estado de 37 países

“Ao lado do governador licenciado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e do prefeito da Cidade Olímpica, Eduardo Paes, o presidente interino Michel Temer oferece uma recepção aos chefes de Estado e de Governo que vieram ao Brasil para a abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016. A cerimônia de abertura está marcada para as 20h, mas antes de seguirem para o Maracanã, os representantes estrangeiros estão reunidos com Temer no Palácio Itamaraty.

O coquetel é oferecido a presidentes, vice-presidentes, reis, príncipes e governadores-gerais de 37 países. Entre os visitantes, estão o presidente francês, François Hollande, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, que cumprimentaram o presidente interino, as autoridades locais e o ministro das Relações Exteriores, José Serra, e posaram para foto ao lado de seus cônjuges.

O presidente da Argentina, Maurício Macri, foi um dos mandatários com quem Temer passou mais tempo durante os cumprimentos. Além dos chefes de Estado e de Governo, foram recebidos por Temer a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.”

(Agência Brasil)

Eleições em Itapipoca – Cid apoia nome contra o PDT

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O ex-governador Cid Gomes (PDT) conferiu, nesta sexta-feira, em Itapipoca (Litoral Oeste), a convenção do PSD que oficializou a candidatura da presidente da Câmara Municipal, Paulinha Braga, à Prefeitura. No mesmo palanque, também estavam os deputados estaduais pedetistas Evandro Leitão e Robério Monteiro.

Cid fez discurso apregoando renovação. Paulinha é vereadora de primeiro mandato. Ela se aproximou de Cid em dezembro de 2013 quando o então governador esteve em Itapipoca para consertar pessoalmente vazamento de uma adutora. À época, a vereadora hospedou Cid em sua casa.

Já o prefeito Dagmauro Moreira (PT) concorre à reeleição. O PDT de Cid lançou o atual vice-prefeito, Geraldo Gomes, enquanto o PSDB aposta no ex-prefeito João Barroso.

10 Anos – Inspiradora da Lei Maria da Penha manda artigo para Blog

Com o título “10 Anos da Lei Maria da Penha”, eis artigo que Maria da Penha (ela dá nome a essa lei que garante proteções para as mulheres), manda para o Blog. Confira:

Diante do atual Século é interessante observar que o desdobramento histórico dos direitos humanos, desde o registro cronológico da civilização é o que ainda hoje constitui um grande desafio, no que se refere, por exemplo, a igualdade entre homens e mulheres. Em 2016, no nosso país, ainda persiste o cenário de debates intensos para explicar as nossas crianças, jovens e adultos por que em mulher não se deve bater, espancar, maltratar, estuprar e violentar.

Investimos em horas de palestras, encontros, conferências, simpósios, aulas, em mídias, em políticas públicas para convencer uma população de mais de 200 milhões de habitantes que não se deve bater e assassinar mulheres porque são mulheres.

Bem, este ainda é o contexto que persiste após os 15 anos de início deste novo século. Pois, ao ouvirem este meu discurso, até então, rapidamente, vem as vossas consciências, de que SIM! É UM ABSURDO SE BATER EM MULHER! SIM, É TERRÍVEL HAVER EM NOSSA SOCIEDADE ESPAÇO PARA ESTUPROS COLETIVOS! SIM, É TERRÍVEL SABER QUE MULHERES CASADAS SÃO COTIDIANAMENTE ESTUPRADAS, CASO SE RECUSEM A MANTER RELAÇÕES SEXUAIS COM OS SEUS MARIDOS OU COMPANHEIROS. SIM, É UM ABSURDO SABER QUE EXISTEM CRIANÇAS E ADOLESCENTES QUE, NESTE MOMENTO ESTÃO SENDO VIOLENTADAS PELOS SEUS PAIS.

Aqui, neste momento de breve reflexão sobre os 10 anos da LEI 11.340/06 – Lei em que emprestei o meu nome em razão dos crimes que foram cometidos contra mim e só reconhecidos pelo Estado Brasileiro em razão das pressões internacionais, acredito que todas e todos devem concordar que devemos colocar um fim na Violência contra as Mulheres. É claro que todas e todos nós concordamos com fim da Violência; mas o que estamos fazendo para que isto ocorra? Quantos de nós ainda reproduz piadas e adágios que dizem que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, “ele pode não saber porque está batendo mas, ela sabe muito bem porque está apanhando”, entre outros? Esta questão poderia ser facilmente respondida se todas e todos nós reconhecêssemos que as mulheres que estão ao nosso lado, à frente ou atrás, no passado, no presente ou no futuro, de qualquer classe social, etnia e cultura, enfim dos mais diversos segmentos, indiscutivelmente merecem ter os seus direitos ampliados, garantidos e protegidos pelas leis, respeitados e reconhecidos por toda a sociedade.

Ao completar 10 Anos a Lei Maria da Penha enfrenta vários desafios, em meio a desconfianças quanto a sua legitimidade e aspectos positivos sobre a sua aplicabilidade. Porém, é importante ressaltar que a Lei Maria da Penha contribuiu positivamente para alteração comportamental entre autores da violência e vítimas, destacando três principais indicadores para essa mudança

  1. aumento do custo da pena para o agressor;
  2. aumento do empoderamento e das condições de segurança para que a vítima pudesse denunciar; e 3) aperfeiçoamento dos mecanismos jurisdicionais, possibilitando ao sistema de justiça criminal que atendesse de forma mais efetiva os casos envolvendo violência doméstica.

É verdade que por muito tempo o Estado brasileiro se omitiu e foi ineficaz ao tratar de questões referentes a gênero. Prova isto a acusação em que recebeu da Organização dos Estados Americanos (OEA), por ser negligente aos casos de violência doméstica praticada contra as mulheres. No meu caso, foram 19 anos e seis meses buscando por justiça através do cumprimento das leis na tentativa de salvaguardar a minha dignidade. Contudo, antes e depois do meu caso, ainda presenciamos práticas do descaso público, em muitas localidades deste País que apresenta mais de 5 mil e quinhentos municípios e nos quais, diante da violência praticada contra as mulheres, presencia-se, ainda, a banalização dessa violência em forma de tolerância aos abusos sexuais, psicológicos (na versão de torturas), na violência patrimonial e moral.

Esses comportamentos e reações em relação à violência praticada contra a mulher reforçam que essa violência ligada às questões de gênero decorre de um processo histórico e constitui-se dentro de um arcabouço cultural. Sendo assim as medidas necessárias para uma reversão desse processo devem ser entendidas para além apenas do âmbito jurídico. É preciso que se atue de uma maneira a apontar perspectivas de mudança desta cultura machista patriarcal que violentou e violenta milhões de mulheres em nosso país.

Nessa perspectiva reconhecemos que a educação apresenta-se como principal alternativa quando o objetivo é contribuir com a desconstrução de uma cultura de violência e a promoção de uma cultura de paz na defesa dos direitos humanos.

Assim, ao completar 10 anos, a Lei No 11340/06 – Lei Maria da Penha não deixa dúvidas de que várias foram as mudanças ocorridas, tais como: aumento, significativo, do número de Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres (DEAM’s); criação das Varas de Violência contra a Mulher; criação de Casas Abrigos e Centro de Referências, definição das Medidas Protetivas para a mulher vítima de criminalização da cultura da violência com a lei do feminicídio.

Contudo, é necessário dizer que o grande feito da Lei no 11340/06 não está em punir os homens, mas em punir os homens agressores”. Pelo fim da banalização dos crimes de violência contra a mulher é necessário fazer e dizer um basta!! É necessário não permitir que decisões de pequenos ou grandes segmentos do poder judiciário e ou legislativo possam ameaçar a estabilidade da Lei e colocar em segundo plano o que deveria ser o principal foco: a devida implementação da Lei.

A Lei Maria da Penha, não precisa ser alterada. Ela precisa ser cumprida, efetivada, fortalecida na sua implementação pelos gestores públicos e pelos operadores do direito. Não é possível mais estarmos enfrentando embates sobre aplicar ou não a Lei Maria da Penha. Se violência contra a mulher é ou não de menor potencial ofensivo. Se deve ou não aplicar as medidas protetivas. Se deve ou não permitir encontros da justiça restaurativa ou, grosso modo encontros de reconciliação.

A Lei Maria da Penha deve e tem que ser aplicada, em qualquer contexto da violência contra a mulher! Em qualquer espaço seja urbano ou rural, do litoral ao sertão, em casa, no trabalho ou na escola. Nos asilos ou nas creches, a Lei precisa ser aplicada com eficácia, compromisso e responsabilidade de todas e todos que queiram acabar com a cultura da tolerância. Discando o 180, indo aos Centros de Referências, as Delegacias, ao Ministério Público, às Varas de Violência contra a Mulher em qualquer âmbito ou momento, nos ajuda a dizer:

NÃO A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER! NÃO À CULTURA DA TOLERÂNCIA! NÃO AO FEMINICÍDIO! NÃO AO ESTUPRO COLETIVO! POR UM MUNDO SEM VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, DIGA: NÃO MEXA NA LEI MARIA DA PENHA!

*Maria da Penha,

Instituto Maria da Penha.

 

TCM tira dúvidas agora via Chat Online

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Gestores e funcionários de Prefeituras e Câmaras Municipais passam a contar com mais uma ferramenta para esclarecer dúvidas e evitar erros na administração dos municípios. Trata-se de um chat desenvolvido pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para atendimento, em tempo real, de consultas técnicas.

Disponível no site do órgão (www.tcm.ce.gov.br) por meio do link “Consulta Técnica Online”, localizado no topo da página, o serviço funciona em dias úteis, das 8 às 17 horas.

O objetivo do sistema, segundo o presidente do TCM, conselheiro Francisco Aguiar, é “facilitar a interação entre os municípios e o tribunal, dar mais celeridade às respostas e proporcionar comodidade e praticidade àqueles que nos procuram em busca de orientação.”

PSD confirma apoio à reeleição de Roberto Cláudio e já fecha acordo para 2018

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O PSD confirmou, nesta tarde de sexta-feira, que apoiará a reeleição do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT). A legenda chegou a ameaçar não continuar no bloco, justificando que a direção nacional teria interesse em indicar o nome do postulante a vice-prefeito. O partido fez convenção ontem, separado do PDT, mas estendeu conversações com o prefeito e os Ferreira Gomes até esta sexta-feira.

De acordo com o presidente regional do PSD, deputado federal Domingos Neto, saiu acordo. “Ficou acertado que vamos ter reciprocidade de apoio do PDT em alguns municípios. Ou seja, candidatos nossos terão respaldo do PDT e o PDT abriria mão da disputa em outras localidades”, explicou o parlamentar. Ele citou que em Mombaça, por exemplo, isso já acontece.

Domingos Neto adiantou que outro ponto acertado diz respeito às eleições de 2018. O grupo do prefeito e os Ferreira Gomes acordaram que uma vaga, na disputa pelo Senado, será ocupada por um nome pessedista. O deputado não entrou em detalhes, mas reiterou que o PSD está com Roberto Cláudio. O PSD tem peso na propaganda eleitoral. Do total em Fortaleza, responde por cerca de um terço.

Paróquia de Santo Afonso terá festa do reencontro

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A Festa de Santo Afonso (Igreja Redonda), no bairro da Parquelândia, em Fortaleza, será, neste sábado, a partir das 20 horas, um momento para o reencontro de antigos membros do Joupa, o grupo de jovens da paróquia que surgiu no fim dos anos de 1970 por iniciativa do professor Domingos Gomes (70).

Ao som de boa música e comidas típicas, essa turma promete animar a penúltima noite dos festejos.

(Foto – Cláudio Barata)

O PT não leva a sério o golpe que denuncia?

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Com o título “O PT não leva a sério o golpe que denuncia”, eis artigo do professor e jornalista Eduardo Bucci. Confira e concorde, ou discorde, se for capaz. 

Mas o que é que anda acontecendo com o tal Partido dos Trabalhadores (PT)?

Duas hipóteses. A primeira é simples, campestre, quase inocente. Se soar um tanto jocosa, a responsabilidade deve ser debitada ao objeto em questão, não ao humor de quem apenas toma notas. A piada vem da realidade, como logo se verá. A segunda hipótese parecerá menos cômica e mais trágica, mas, fique bem claro, não passa de uma hipótese. Passemos logo à primeira.

Hipótese número 1.

Não é como partido, mas como quadrilha de festa junina que o PT se movimenta. É como quadrilha que ele dança. Nhô Lula, embalado pelos trinados da sanfona e animado pelo gengibre do quentão, passa a mão direita no microfone e com a esquerda tira o chapéu de palha da cabeça para erguê-lo bem alto, como a pedir a atenção dos circunstantes. Quando atrai os olhares para si, estufa o peito e dá o alarme: “Olha o golpêêê!”.

Pronto, é o que basta. O volume da música se eleva. Os casais se excitam. Obediente ao comando de Nhô Lula, o cordão dos intelectuais, que cada vez aumenta mais, vai batendo as rangideiras de dois pés esquerdos contra a terra batida da roça ideológica, Ouve-se a cantilena de hermenêuticas dilmófilas e heurísticas temerofóbicas (“temer o Temer”) sobre as conspirações que o imperialismo, aliado à Polícia Federal, maquina contra a Constituição de 88 (que em 1988 o PT quis repudiar). “É golpe!”, entoa o cordão que serpenteia no terreiro da luta de classes, entre meneios de cabeça e repuxões de ombros. “É golpe para derrubar Nhá Rousseff”.

Com olhos de farol baixo, Nhô Lula assiste à cena extasiado. Não tem pressa, mas também não tem muita paciência. Começa a se enfarar com tanta firula constitucionalista e decide que é hora de tomar novo fôlego. Empunha o microfone outra vez, olha para o outro cordão ao seu dispor, o cordão dos parlamentares, e solta sua voz mais gutural, simulando o tom meio cochichado de um conchavo: “É mentirááá!”.

Nhô Lula dá risada com o alvoroço que provoca. Enquanto os intelectuais amuam, lá se vão os deputados federais de gravatas caipiras tomar parte na barraca da Câmara, a mesma que teria desferido o golpe inominável, o “golpe parlamentar”. Enquanto golpe havia, ficavam na deles. Agora que golpe é mentira, ei-los solícitos aos ritos legislativos. Alegres em seus saracoteios, votam em Rodrigo Maia para presidente. Maia é do DEM e até ontem praticava o golpismo torpe, mas agora, depois que Lula liberou geral, está repaginado em Nhô Rodrigo.

O cordão intelectual não contava com tamanha desinibição do cordão parlamentar, que entre um voto e outro sai em busca de novas alianças municipais com o PMDB. Nhô Rodrigo é o novo companheiro contra o inimigo maior, embora morto, o coroné Cunha. Viva Nhô Rodrigo! Viva o quentão! E dá-lhe sanfona. Alguém pede Tim Maia. “Que beleza é a natureza.” Que beleza é a quermesse parlamentar.

Nhô Lula resmunga. A farra está indo longe demais. Esse pessoal não se manca? Então, sem se levantar da cadeira, emite nova voz de comando: “É verdade!”.

Vixe Maria. Jesus amado. Um intelectual e um parlamentar, abraçados, giram sem sair do lugar. Nhô Lula toma um fartão e entrega o microfone à Sinhá Kátia Abreu, que bota um baita de um olho gordo naquele curral.

Corta.

(Antes de entrar na outra hipótese, convém recomendar que as crianças sejam retiradas da sala.)

Hipótese número 2.

Não, o PT não é uma quadrilha. O PT é um partido político. Pode parecer absurdo fazer tal afirmação assim a seco, mas, calma, é só uma hipótese. Acontece que o PT não é um partido de tipo comum, como diriam os cientistas desse campo tão pouco científico, mas um partido de tipo especial. Os partidos comuns dizem uma coisa e fazem outra. Os especiais, mais raros, dizem uma coisa e depois fazem exatamente o contrário da coisa dita. Um exemplo? Dilma um dia antes das eleições de 2014 e Dilma um dia depois das eleições de 2014.

Se a hipótese for verdadeira, quer dizer, se o PT for mesmo um partido de tipo especial, estará explicado por que – depois de mobilizar os seguidores na sua cruzada contra o “golpe”, depois de tantos discursos, cartazes, xingamentos, passeatas patrocinadas por centrais sindicais patrocinadas pelo governo, depois de tantos colóquios acadêmico-apostólicos – mandou seus deputados despejarem votos num presumido golpista (até ontem) para presidir a Câmara dos Deputados, a Casa que lançou a pedra fundamental do ato que (até ontem) era chamado de golpe. O PT falou uma coisa e fez o oposto. Tudo se encaixa.

Nesse ponto, surge uma dúvida de método. Ou bem o PT diz o que não pensa, ou bem não pensa no que faz. Se a legenda diz o que não pensa, conta mentiras deliberadas. Se não pensa no que faz, é irresponsável. A dúvida é insolúvel, pois as duas assertivas certamente não são de todo falsas e, para piorar, podem ser ambas simultaneamente verdadeiras.

Tentemos elucidar a equação por outro caminho. O PT afirma que há um golpe em curso. Se acredita mesmo nisso, há de acreditar também que a ordem democrática está em via de sofrer uma ruptura traumática das mais devastadoras, comprometendo a própria ordem democrática. Logo, o papel do partido, fosse ele coerente, deveria ser o de apontar a farsa (que tenta passar-se por democracia formal) e seguir denunciando os tais golpistas para desmascará-los e restaurar o Estado de Direito. Mas o PT fez precisamente o contrário: dá sua voluntariosa sustentação à escolha do novo presidente da Câmara, a quem chamava de golpista, e ainda posa de guardião da democracia.

Conclui-se que, na prática, o PT age como se não houvesse golpe nenhum. Portanto, quando fala em golpe, só pode ser da boca para fora. Quanto a ser quadrilha (de festa junina) ou partido político (de tipo especial), isso ainda carece de novas e mais profundas investigações empíricas e teóricas.

*Eugênio Bucci.

Jornalista e professor da ECA-USP.

Ellen Chelsea pela primeira vez na L’école Brasil

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Nesta sexta-feira, a cantora Ellen Chelsea vai se apresentar, a partir das 21 horas, com sua banda, a Oceans, na L’École Brasil Casa de Gastronomia.

Ela promete, num lugar de culinária incrível e ambiente super agradável, um show com músicas diversas – do MPB ao Rock, dos anos oitenta para os dias atuais.

SERVIÇO

*L’école Brasil – Rua Monsenhor Bruno, 819, Meireles – Fortaleza
*Mais Informações – (85) 3051-3372 e 987408710 – http://lecolebrasil.com.br/

Naumi Amorim tem apoio de Cid, Pimentel, Domingos Neto e Elmano

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O casa de shows Sítio Real foi pequena para o evento.

A convenção que homologou o deputado estadual Naumi Amorim (PMB) à Prefeitura de Caucaia (RMF) e de Lívia Arruda (PTB) para vice, atraiu multidão no distrito de Jurema. Naumi conta com o apoio de 13 partidos. Entre eles o PSD, PMDB, PDT e PT.

Naumi, aliás, obrou milagres, pois conseguiu atrair par seu palanque personalidades como o ex-governador Cid Gomes (PDT), o deputado federal Domingos Neto (PSD), o senador José Pimentel (PT) e os deputados estaduais Elmano de Freitas (PT), Evandro Leitão (PDT) e Bethrose (PMB).

(Foto – Divulgação)

Camilo cria a Medalha Ivens Dias Branco

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O governador Camilo Santana (PT) assinou, nesta tarde de sexta-feira, no Palácio da Abolição decreto criando a Medalha Ivens Dias Branco. O ato ocorreu na presença do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT) e de membros da equipe governamental.

A medalha poderá ser concedida a qualquer tempo pela Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), cujo titular é Ferruccio Feitosa, e deverá reconhecer pessoas com práticas que contribuem ou contribuíram para o desenvolvimento do Estado.

(Foto – Divulgação)

Editora Abril é condenada por violar direitos autorais de Millôr Fernandes

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“A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento, por maioria de votos, a recurso da Editora Abril, reconhecendo que houve violação dos direitos autorais do escritor, jornalista e chargista Millôr Fernandes, morto em 2012, pela publicação de seus textos em acervo digital da revista Veja. Millôr ajuizou ação contra a editora após o lançamento do projeto “Acervo Digital Veja”, em 2009, em comemoração dos 40 anos da revista. O projeto disponibilizou na internet todas as edições da publicação, desde 1968.

Para o jornalista, representado no processo pelo seu espólio, a republicação de suas obras violou disposições contratuais que previam a cessão parcial e temporária do material produzido e recuperação de todos os direitos autorais pelo autor, após o término do prazo acordado.

Para a editora, porém, Millôr atuou como colaborador de uma obra coletiva, de titularidade da Abril, tendo sido devidamente remunerado pela produção intelectual desenvolvida. Ainda segundo as alegações da empresa, não houve nenhuma modificação da obra original, apenas a disponibilização do mesmo material originalmente impresso, só que em outra plataforma.

A Abril sustentou que possibilitar a consulta de edições passadas pela internet não seria diferente de uma situação na qual o leitor se dirige a uma biblioteca para ter acesso a exemplares de uma revista ou jornal. O relator do recurso, ministro João Otávio de Noronha, concordou com os argumentos do jornalista. Segundo ele, o trabalho de Millôr é uma obra individual inserida em obra coletiva, cuja proteção é assegurada pela Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais).

O ministro destacou os artigos 17 e 36 da norma e observou que o contrato firmado entre Millôr e a Abril impôs limites à utilização do material. Segundo o documento, ficou acertado entre as partes que os direitos autorais da obra produzida pelo jornalista seriam cedidos apenas para uma publicação da revista Veja e sua respectiva versão digital, exclusivamente dentro da edição para a qual a obra havia sido criada.”

(Site do Consultor Jurídico/Foto – Site Obvius)

É preciso abrir a janela da sensibilidade

Com o título “A vida pede uma janela maior”, eis artigo do jornalista e sociólogo Demétrio Andrade. Uma pregação pelo estar mais próximo. Confira:

Dia desses eu estava verificando um e-mail com uma arte de um cartaz que não abria. Imediatamente, saquei o celular e enviei uma mensagem pra autora da postagem, pedindo para corrigir o problema. E ela respondeu prontamente, segundos depois, dizendo que iria mandar o arquivo de novo. Mas não por texto: a cidadã, colega de trabalho, estava na mesa ao meu lado. Ri, meio envergonhado, quase pedindo desculpas pela falta de atenção.
Não só este fato, mas muitos outros, vêm cutucando – só pra usar um termo do Facebook – meu juízo. Neste mundo tão vasto, com tanta coisa pra ver, ler, comer, beber, ouvir, reclamar; com tanta gente pra conhecer, conversar, amar, brincar, dançar, rezar, construir, chorar, a gente fica preso – a palavra é esta mesma – ao que se vê no celular. Acho muito legal saber do que acontece no mundo, com texto, imagem e som, via internet. As facilidades de pesquisa, compra e compartilhamento de conteúdos. O choque de opiniões nas redes socais. Mas isso tudo é muito pouco.

Na canção “Carolina”, Chico Buarque reclama da moça de postura passiva, que vê a vida do seu parapeito: “eu bem que avisei a ela, o tempo passou na janela e só Carolina não viu”. Pois é. Hoje guardo a sensação de que os “meus olhos fundos guardam a dor de todo este mundo”. Porque a interação a face-a-face, a meu ver, continua insubstituível. E o mundo exposto – e muito exposto, diga-se de passagem – que chega até nós na ponta dos dedos é, por vezes, bem diferente da realidade.

Assistir ao futebol em casa, no conforto do sofá, é excelente. Mas ir ao estádio, perder-se na torcida, gritar em uníssono, xingar a mãe do juiz, vibrar ou chorar coletivamente, são coisas insubstituíveis. Jogar futebol virtualmente, num playstation, é interessante. Mas bater racha com os amigos, suar e fazer seus próprios lances, e tomar uma gelada depois é milhões de vezes melhor. Receber nudes pelo Whatsapp pode até ativar sua libido e lhe proporcionar prazer, mas não há nada como o velho e bom sexo ao vivo, com toque, cheiro, carinho, nervosismo e um bate-papo depois. Receber parabéns pelo Facebook tem seu valor, mas não chega perto dos abraços e beijos dos amigos e familiares.

Enxergar o mundo pela janela virtual parece um processo infinito. Mas não é. A realidade é sempre mais complexa. Antes de sumir, Belchior deu a dica: “A minha alucinação/É suportar o dia a dia/E meu delírio/É a experiência/Com coisas reais”. Procurar um Pokémon nunca será mais legal que procurar um amor, uma sombra de árvore quando o sol estiver quente, um amigo pra jogar conversa fora ou meio metro quadrado de areia de praia só pra ver a preguiça das ondas de um mar lindo que está aí, na nossa cara (e olha que nem de areia eu gosto).

A vida pede uma janela maior. Ou nenhuma. Alguns de nós, graças a Deus, já percebemos isso. Mas muitos outros não. Acham que sabem tudo porque tem tudo de bandeja no Google. Não sabem trocar um pneu, se emocionar com um poema, chorar ouvindo música, dar graças por ver nascer mais um dia, perceber a tristeza nos olhos de um amigo e nem retribuir o sorriso escondido nos lábios de uma mulher. A vida não tem moldura, não tem receita: ela nos arrebata por todos os lados e dimensões, por dentro e por fora, nos virando do avesso. Aprendê-la, por ser ofício, exige de nós sensibilidade para captar o que não está na tela, o que não está escrito, o que nunca foi dito.

*Demétrio Andrade
Jornalista e sociólogo.

Senado ergue muro para a votação do impeachment

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Com a votação final do impeachment no fim do mês, o Senado já se prepara para montar o aparato de proteção ao redor do Congresso e na Esplanada dos Ministérios.

No “Diário Oficial da União” dessa quinta-feira foram publicadas três atas de registro de preços, somando 201 560 reais para a locação e montagem de grades de proteção, alambrados e painéis metálicos de contenção.

(Veja Online)