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Candidatos ao Governo do Ceará já gastaram R$ 3,1 milhões em um mês de campanha

Os seis candidatos ao governo do Ceará já gastaram, em um mês de campanha eleitoral, mais de R$ 3,1 milhões. Deste total, mais de R$ 2 milhões – quase dois a cada três reais – vieram de partidos políticos, sobretudo por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mantido com dinheiro público.

Levantamento tem base na prestação de contas parcial obrigatória dos candidatos, divulgada neste fim de semana pela Justiça Eleitoral. Líder na arrecadação com R$ 2 milhões, o governador Camilo Santana (PT) é também o menos dependente de repasses partidários. Até agora, ele foi o único que conseguiu grandes doações de pessoas físicas, em R$ 1,2 milhão (61,3%).

Entre os principais financiadores da campanha do petista, estão o senador Eunício Oliveira (MDB), que doou R$ 600 mil, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Beto Studart, com repasse de R$ 500 mil. Doações em R$ 785 mil feitas pelo Partido dos Trabalhadores para a campanha de Camilo, por outro lado, representam 38% dos recursos do candidato.

Quase todas as demais campanhas do Estado são financiadas quase que exclusivamente por dinheiro público. Segundo candidato com mais recursos, General Theophilo (PSDB) recebeu repasse de R$ 1,2 milhão do PSDB via Fundo Eleitoral. O valor corresponde a 100% dos recursos declarados pelo tucano à Justiça Eleitoral.

Já Ailton Lopes (Psol) conseguiu somar diversas pequenas doações de pessoas físicas, mas ainda assim tem 90% de seus recursos oriundos do Psol. O candidato do PSL, Hélio Góis, é o único que declarou não ter recebido dinheiro do partido para a campanha.

Candidato de estrutura mais modesta, Mikaelton Carantino (PCO) disse ter recebido apenas uma doação de R$ 600 do partido, mas não declarou quaisquer despesas. Já Gonzaga (PSTU) recebeu quase R$ 30 mil da legenda, mas disse ter gastado apenas R$ 800 na produção dos seus programas de televisão.

Todas as informações foram prestadas pelos próprios candidatos para a Justiça Eleitoral. No último sábado, 15, ocorreu a data limite para o envio da prestação parcial obrigatória das contas de candidaturas. A data marca um mês do início da campanha eleitoral de rua, em 16 de agosto.

Os candidatos só serão obrigados a apresentar novas prestações de contas em 6 de novembro, após a eleição. É cobrado dos candidatos, no entanto, que as próprias campanhas atualizem em tempo real a entrada e saída de recursos por transparência.

Criado pelo Congresso Nacional em outubro do ano passado, novo Fundo Eleitoral de R$ 1,7 bilhão é aplicado na campanha deste ano como “tubo de ensaio”. A ideia dos partidos políticos é reduzir a interferência do poder empresarial nas campanhas, após diversos escândalos de corrupção.

Despesas

A confecção de adesivos e panfletos é hoje uma das principais prioridades dos candidatos ao governo do Ceará. Em declaração à Justiça Eleitoral, candidatos afirmaram ter gastado quase R$ 1 milhão com este tipo de material.

O governador Camilo Santana lidera na despesa, investindo R$ 605,6 mil em adesivos, quase 17% de tudo que foi gasto até agora, e mais R$ 149,5 mil em materiais impressos. Já General Theophilo declarou como principal despesa os gastos com transporte em R$ 214 mil.

(O POVO – Repórter Carlos Mazza)

Candidatura de Patrícia Aguiar atrai multidão em Tauá

Uma multidão ocupou, nessa noite de domingo (16), a praça central de Tauá (Região dos Inhamuns), para o ato de lançamento da candidatura da ex-prefeita dessa cidade, Patrícia Aguiar, à Assembleia Legislativa. Por causa da decisão do Tribunal Regional Eleitoral, na última sexta-feira (14), impugnando o nome do seu marido, Domingos Filho, para a disputa eleitoral, ela entrou no páreo pelo PSD.

“Tudo tem o seu tempo, Patrícia é uma grande gestora, grande mulher, que fará um mandato qualificado como deputada estadual. Agora, a vez é dela!”, disse Domingos Filho.

Já Patrícia Aguiar, em sua fala, agradeceu as manifestações de apoio e solidariedade e enfatizou que, na Assembleia, será uma voz ativa em defesa dos cearenses. “Esse é um compromisso coletivo de dar o nosso melhor em todas as funções públicas que exercemos e, por isso, temos a obrigação de qualificar o parlamento estadual com ideias e propostas para a população do Ceará”, disse Patrícia.

DETALHE – Durante o ato, foi lida uma mensagem do o ex-governador Cid Gomes, candidato ao Senado pelo PDT, em favor de Patrícia Aguiar.

(Foto – Divulgação)

Igreja Universal reúne jovens no Centro de Formação Olímpica

Na 5ª Edição do Saiba Dizer Não – às drogas, automutilação, suicídio, evento da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), milhares de jovens se reuniram em torno de uma programação que incluiu formações, música, dança, oração e esporte. O encontro foi realizado no Centro de Formação Olímpica (CFO), ontem.

Eddy Ribeiro, da banda The Signs (RJ), explica que o grupo viaja pelo Brasil levando o som do pop rock com letras encorajadoras, que incentivem a seguir pelo caminho da luz.

O pastor e organizador do evento no Ceará, Diego Alexandre, afirma que tudo foi criado para abranger o território nacional e já passou por outros estados. “O jovem é fácil de ser levado pelas emoções, drogas, vícios. O tema é para que ele saiba dizer não”. Para o pastor, o envolvimento de jovens com facções criminosas e drogas, que os tornam vítimas da violência, pode ser barrado com projetos. “Os que dançam e apresentam peças, a maioria são resgatados. Precisamos dessa contribuição para a juventude cearense”.

(O POVO)

Votos brancos e nulos para deputado federal quase dobraram de 2002 a 2014

O percentual de eleitores aptos que deixa de escolher um nome ou uma legenda para representá-lo na Câmara dos Deputados vem aumentando. Em 2002, dos eleitores que compareceram às urnas, a soma dos votos em branco e dos nulos foi de 8%. Em 2014, chegou a 15%, quase o dobro.

“Votar branco ou nulo significa invalidar o voto. Hoje em dia, não há diferença entre votos brancos e nulos, eles simplesmente são votos inválidos”, diz o consultor legislativo da Câmara, Roberto Pontes. “Os eleitores que votam dessa forma demonstram, com esse ato, o inconformismo e a insatisfação com o modelo, com os candidatos, enfim, com o quadro político em geral.”

Quando se considera ainda a abstenção geral das últimas quatro eleições, tudo somado indica que em 2002 praticamente um em cada quatro eleitores aptos deixou de expressar, nas urnas eletrônicas, a sua representação na Câmara – seja por meio da escolha nominal de candidato ou candidata, seja por meio do voto em legenda. Em 2014, um em cada três eleitores aptos adotou essa posição.

Estaria aumentando, então, o desinteresse do eleitor pela escolha de deputados e deputadas? “Certamente”, afirma o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). “Há na sociedade um questionamento dos políticos de maneira geral e dos detentores de mandato em particular, mas boa parte das pessoas que desejam uma renovação nem sequer vai votar”, ressaltou.

(Agência Câmara Notícias)

Camilo reúne cerca de 2 mil veículos em carreata pelas avenidas de Fortaleza

O governador Camilo Santana, candidato à reeleição pelo PT, reuniu neste domingo (16) cerca de dois mil veículos em carreata pelas principais avenidas de Fortaleza. A concentração ocorreu na avenida Alberto Craveiro, em frente ao CFO, no estádio Castelão.

Nas redes sociais, Camilo destacou a receptividade do fortalezense nas ruas e avenidas. Em alguns trechos da carreata, o governador desceu do caminhão para tirar selfie com pessoas.

O prefeito Roberto Cláudio foi o articulador da atividade e também destacou o apoio recebido pela população, durante todo o trajeto da carreata.

(Fotos: Divulgação)

Bolsonaro chora em vídeo e diz temer fraude nas eleições

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Em transmissão pelo Facebook, na tarde deste domingo (16), o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse que é concreta a “possibilidade de fraude no segundo turno, talvez até no primeiro”.

O candidato do PSL, que se recupera em hospital de agressão a faca, chorou ao falar da família.

Sobre a candidatura de Fernando Haddad, do PT, que na última pesquisa encostou em
Ciro Gomes (PDT), Bolsonaro disse que seria um plano para retirar da prisão o ex-presidente Lula.

Empresa que deu vexame em campo com “prego” de ambulância atua no Ceará

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A empresa Med Aid, que na noite desse sábado (15) deu vexame nacional, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, quando jogadores do Flamengo e do Vasco tiveram que empurrar uma ambulância com “prego” de partida no motor, tem atuação no Ceará, em São Paulo e ainda em Brasília.

A ambulância entrou em campo aos 27 minutos do segundo tempo para atender ao vascaíno Bruno Silva, que caiu desacordado após choque com o companheiro de equipe Luiz Gustavo. Ao tentar dar partida para deixar o gramado, o motorista teve que recorrer aos atletas do Flamengo e do vasco para empurrar o veículo.

“Uma cena lamentável. Achei até que o motorista estava de brincadeira”, disse o zagueiro Réver, do Flamengo, o primeiro atleta a falar com o motorista.

O “prego” da ambulância chamou a atenção para outros problemas no Mané Garrincha, que, após a Copa de 2014, ficou sem utilidade (o último evento havia sido Vasco x Corinthians, em julho). O estádio, com reforma de R$ 1,4 bilhão, o mais caro entre os 12 estádios reformados, atualmente sofre com problemas na estrutura, como esgotos estourados, lixo acumulado e cabines de imprensa precárias. O governo prepara licitação para privatização do Mané Garrincha.

A empresa Med Aid ainda não se pronunciou sobre o “prego” da ambulância.

(Fotos: Reprodução)

“Existe solução para o crime organizado”, diz General

O candidato a governador pelo PSDB, General Theophilo, afirmou em Morada Nova que existe solução para o crime organizado no Ceará. Ele visitou, ao lado do senador Tasso Jereissati (PSDB) e da candidata ao Senado, Dra. Mayra, os municípios de Morada Nova, Limoeiro do Norte e Russas.

Após participar de carreata em Morada Nova, o General destacou suas propostas do plano “Ceará Compartilhado”, quando prentende priorizar, dentre outros temas, a segurança, a saúde e a geração de empregos.

“Não sou desconhecido do nosso Ceará. Eu sei dos problemas que enfrentamos e a criminalidade é um dos que precisamos resolver. Existe solução, mas para isso, é preciso competência e investir no tripé: fiscalização, inteligência e tecnologia, coisas que a atual gestão não tem”, ressaltou.

Já o senador Tasso voltou a criticar o atual governo e disse que “o modelo da política velha está falida, faz tempo. E, por isso, o Ceará está precisando de representantes com autoridade, liderança e coragem”.

A candidata Dra.Mayra defendeu que, caso eleita, não tratará somente saúde no Senado. “Além de recursos para o Programa Saúde da Família (PSF), lutarei pela educação de nosso Estado com investimentos para mais creches e também pela geração de empregos. Nosso problema está na má gestão”, declarou.

(Foto: Divulgação)

Incêndio atinge comércios vizinhos e pessoas são socorridas devido à fumaça

O incêndio que atingiu o prédio Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), no Pici, espalhou-se para comércios vizinhos. O fogo começou na tarde deste domingo, 16, e foi controlado há pouco. O incêndio foi percebido por moradores de bairros próximos.

Uma academia foi parcialmente atingida e o teto de uma loja de roupas caiu. Algumas pessoas precisaram ser socorridas devido a inalação da fumaça, que também entrou nas residências. Tubos da Cagece foram atingidos. O Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) foi acionado para atender uma pessoa idosa que estava passando mal.

Vários caminhões do Corpo de Bombeiros estão no local e a todo momento os veículos estão sendo abastecidos. Proprietário de uma casa atrás, diz que existe material inflamável no prédio e que há muito tempo os moradores alertam para os riscos. Muitas pessoas estão chorando e preocupadas em ver seus imóveis próximos das chamas.

(O POVO Online, com informações de Aurélio Alves)

PRTB desiste de pedir que vice substitua Bolsonaro em debates

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O PRTB desistiu de formalizar recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o candidato a vice-presidência general Hamilton Mourão substitua o companheiro de chapa Jair Bolsonaro (PSL) em debates eleitorais em emissoras de rádio e televisão.

A informação é do próprio PRTB. Segundo a assessoria de imprensa do partido, não houve encaminhamento de recurso formal à Justiça Eleitoral. O partido fez uma consulta informal à Corte e foi orientado no sentido de que “as tratativas [sobre a possibilidade de Mourão substituir Bolsonaro] sejam feitas diretamente com as emissoras”.

Hamilton Mourão afirmou que não irá “substituir Bolsonaro em nada” e que nesta segunda-feira (17) cumprirá agenda própria em São Paulo, “com a Febraban [Federação Brasileira de Bancos], com o pessoal da construção civil [Secovi – Sindicato da Habitação] e com o [José Levy] Fidelix”.

O general mostrou-se satisfeito com a recuperação de Jair Bolsonaro. “Uma maravilha o trabalho que os médicos fizeram tanto [na Santa Casa de Misericórdia] em Juiz de Fora (MG) quanto no [Albert] Einstein”, disse ao assinalar a “força de vontade e a compleição física de Bolsonaro”.

(Agência Brasil)

Ministro de Temer defende apoio a Jair Bolsonaro contra o PT em segundo turno

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Para Carlos Marun (MDB), atual ministro da Secretaria de Governo, o segundo turno da eleição presidencial será disputado por Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Neste cenário, ele defende que o presidente Michel Temer (MDB) e o MDB definam apoio oficial ao deputado federal.

A informação é da Coluna Radar, da Veja, que já aponta a opinião de Marun como minoria entre os emedebistas. Grandes nomes do partido, a exemplo do senador Renan Calheiros e do presidente do Senado, Eunício Oliveira, já apoiam a candidatura de Haddad, inclusive.

(Foto – Ueslei Marcelino/Reuters)

Com queda de rendimento do Fortaleza, torcida do Goiás já fala em título

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A vitória de virada no clássico diante do Atlético Goianiense, por 2 a 1, na noite desse sábado (15), no estádio Olímpico Pedro Ludovico, fez a torcida do Goiás já falar em título da Série B do Campeonato Brasileiro. A euforia não é nem tanto pela meteórica subida de produção da equipe que esteve na zona de rebaixamento, mas, principalmente, pela queda de rendimento do líder Fortaleza, que nas últimas cinco rodadas possui apenas o 18º melhor desempenho.

“Parabéns ao Ney Franco e a todos jogadores do Goiás, que era um time desacreditado e agora vamos disputar o título! Parabéns Verdão”, disse a torcedora Angélica Bessa, nas redes sociais do clube. “Goiás campeão e 17bolsonaro presidente”, idealizou o torcedor Vander Alves Lima.

O gostinho da liderança poderá ocorrer para o Goiás na próxima sexta-feira (21), em casa, diante da Ponte Preta. O time goiano, com 45 pontos – dois a menos que o Fortaleza -, entra em campo duas horas antes de Fortaleza x Vila Nova, no Castelão.

Entre o Fortaleza e o Goiás está o vice-líder CSA, que na noite do sábado (22) enfrenta o Guarani, em Campinas.

Vozão

Fora da zona de rebaixamento da Série A, o Ceará terá que torcer por tropeços de Sport e Chapecoense para encerrar a 25ª rodada na 16ª colocação. O Sport enfrenta esta noite o Corinthians, em São Paulo, enquanto a Chapecoense recebe o Internacional, na noite desta segunda-feira (17), em Chapecó/SC.

O Botafogo, que estava atrás do Vozão, venceu o América Mineiro, na manhã deste domingo (16), por 1 a 0.

(Foto: Reprodução)

Família de ciganos será levada júri popular acusada de duplo homicídio

Os réus Francisco Augusto da Costa, vulgo “Alfredo Cigano”, Francisco Gleyson Costa (“Gleyssinho”) e Maria Ziulan da Costa serão levados a júri popular pela morte de duas pessoas no Município de Itapajé, distante 122 km de Fortaleza. A determinação, segundo informa a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Ceará, é da juíza Juliana Porto Sales, titular da 1ª Vara da Comarca local. “Diante da prova da materialidade do crime e indícios de autoria, deve a denúncia ser admitida e, por conseguinte, os réus pronunciados”, disse a magistrada na decisão.

Eles são acusados de participação nos assassinatos de Carlos César Barroso Magalhães, à época com 22 anos, e de José Wilson Barroso Forte Júnior, de 27. A outra vítima, Maxwell Magalhães Caetano (23 anos), sobreviveu, mas ficou tetraplégico. O crime causou grande comoção na cidade e ganhou repercussão no país.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), o fato ocorreu no dia 29 de julho de 2000, por causa de uma briga envolvendo uma mulher. Após a ação, todos fugiram e passaram 17 anos foragidos. Eles foram presos pela polícia em novembro de 2017.

Em Juízo, negaram a autoria dos crimes. A defesa alegou que as testemunhas ouvidas durante a instrução processual não foram conclusivas, de modo que há contradição nos depoimentos. Em razão disso, pediu a absolvição deles.
Ao analisar a prova dos autos, a juíza pronunciou os réus e determinou que sejam levados a júri popular. “Estou convencida da existência de indícios suficientes de autoria e/ou participação dos denunciados a permitir o prosseguimento da acusação contra os réus, considerando o conjunto probatório dos autos”, explicou a juíza na decisão.

Bolsonaro deixa UTI e vai para unidade semi-intensiva, informa boletim

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) foi transferido na manhã de hoje (16) para uma unidade de cuidados semi-intensivos, segundo boletim divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Ele recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde estava desde a última quarta-feira (12), quando foi submetido a uma cirurgia de emergência para tratar uma aderência que obstruía o intestino delgado.

De acordo com o comunicado, a evolução de Bolsonaro é boa e ele continua sem febre. A alimentação ainda está sendo feita por via endovenosa. O candidato está sendo submetido a medidas de prevenção de trombose e fisioterapia respiratória e motora.

Bolsonaro sofreu uma facada durante um ato de campanha no último dia 6, em Juiz de Fora (MG) . Após ter sido atendido na Santa Casa da cidade, onde chegou a passar por uma primeira cirurgia, ele foi transferido, a pedido da família, para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, na manhã do dia 7.

(Agência Brasil)

“Mulheres unidas contra Bolsonaro”

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Em artigo no O POVO deste domingo (16), o jornalista Demitri Tulio ressalta a luta de mulheres contra o autoritarismo. Confira:

Pode ser que esteja nascendo, e vá crescer mais ainda, um movimento semelhante encabeçado pelas mulheres de quando se juntaram para querer saber dos filhos, companheiros e amigos desaparecidos pela ditadura militar (1964-1985).

Do mesmo naipe das que encabeçaram a briga pela Anistia dos exilados e das Diretas Já. As mulheres, protagonizaram, principalmente quando foi hora de reivindicar a volta do exílio e a busca pelos sumidos políticos.

Falo da maré que está subindo e que corre o corpo nas redes sociais por onde perambulo virtualmente. É a oposição ao voto e às ideias do candidato a presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

O Instagram e o WhatsApp estão se inundando com palavras de ordem do tipo “Mulheres unidas contra Bolsonaro”. E Mafalda, tão anos 70, sustenta um cartaz. “Não voto em homem que não respeita mulher”… E outras.

Aqui em Fortaleza, porque somos ruins de memória, algumas mulheres tiveram a coragem de desafiar o que estava posto e foram para cima do que era autoritário e poderia causar mais agonia.

A ditadura ainda reinava quando o espírito de gente como tia Rita, Rosa da Fonseca, Maria Luiza, Célia Zanetti, Luiza Gurjão, Tânia Gurjão e muitas outras deixaram suas vidas de lado e foram mudar interrogações. Há mais de uma centena, perdão pela falta de citação.

Melhor dizendo, não deixaram suas vidas não. Deram outro sentido e terminaram seres mais coletivos, para além da casa de rua de cada uma. Tia Rita não tinha parentes nem filhos sumidos na vala comum do regime dos generais.

Arrumou o matulão, avisou aos filhos vivos e livres que iria com outras mulheres para o Araguaia e por onde fosse e tivesse de ir.

Parece que nasceu pr’aquilo. Ir atrás de ser feliz num país que merecia delicadeza e verdade.

Andei perto, já repórter maduro, de dona Luíza Gurjão. E mais ainda de Tânia – sua filha e irmã de Bergson Gurjão. O guerrilheiro que foi morto, enterrado e sumido sem direito a um velório em família. Entre 1972 e até 2006…

Numa guerra, até os inimigos, devem respeitar o corpo do abatido.

Ainda mais numa guerrilha desigual. Não fosse assim, o guerreiro Aquiles não teria concedido a Príamo – pai de Heitor – que levasse o corpo do filho para honrá-lo.

Tânia, para mim, foi todos os poderes femininos juntos. E lá atrás! Num tempo bem mais difícil e na beira da morte, da tortura e do desaparecimento. Sem redes sociais do jeito que são hoje e uma Kombi naquele tempo. Para cima e para baixo.

É quase, também, como Nildes Alencar. A irmã amada de frei Tito. Ou bem mais longe, a alma de dona Bárbara de Alencar… Ou dona Maria Lourdes, mãe dos irmãos Albuquerque. Há vários exemplos…

Dona Luíza Gurjão, aos 96 anos, esperou o filho Bergson até ele voltar. Não voltou cantando Noel, perguntado com que roupa iria quando foi… Mas veio para fechar um ciclo com a mãe. Pouco meses depois, ela também se foi. E, depois, inesperadamente, Tânia.

Quando as mulheres se juntam são mais do que uma ditadura ou maiores que uma ameaça de infelicidade.

A democracia não precisa de tutela

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (16):

A semana que passou foi estremecida pelo rangido dos coturnos militares na cena política, pela entrevista do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas ao Estadão e pelas declarações dos generais Antônio Mourão e Augusto Heleno, ambos da extrema-direita, dando pitacos indevidos e inconstitucionais na vida política do País, com uma ousadia só vista pelas gerações mais velhas, em tempos sinistros. Agora, deixaram claro o veto da caserna à candidatura do ex-presidente Lula, como os brasileiros já suspeitavam (daí pode-se entender o “apagão” de racionalidade jurídica que, de repente, se apoderou do sistema de Justiça).

Com uma desenvoltura ímpar o general Villas Bôas repeliu compromissos assumidos pelo Brasil com a institucionalidade civilizatória internacional, dando o dito por não-dito, no campo dos direitos humanos e arguindo uma “soberania nacional” pré-Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, como se vivêssemos ainda no tempo da velha Liga das Nações.

Nenhum país civilizado – a não ser os imperialismos mais extremados – deixou de incorporar a doutrina da supranacionalidade dos direitos humanos, incorporando-a em suas legislações internas, por meio de suas Casas Legislativas. Só as ditaduras continuaram a alegar a precedência da soberania nacional sobre tratados e convenções dessa natureza.

O chefe do Exército brasileiro não fez mais do que repetir cacoetes anti-ONU de Médici e Geisel que, aliás, continuam cultuados, como sempre, pelas novas gerações de coturnos, formados na Academia das Agulhas Negras, onde a mentalidade continua a mesma da época da “Redentora”. Mais apropriado seria defender a soberania nacional do saque das riquezas nacionais (pré-sal, Embraer, Base de Alcântara, Petrobrás, submarino atômico) pelos grupos econômicos estrangeiros. Não deixá-los ser entregues, inclusive, por um condottiere que faz marcha-batida eleitoral justamente para isso, em nome da caserna.O retorno dos militares à cena brasileira, de forma inconstitucional, segundo apontam cultores do Direito, apenas acentua o retrocesso ocorrido no País, desde 2016, e que se espalha pelas mais diversas dimensões da vida nacional, como legado de mais um cambalacho das elites para revogar a autonomia da soberania popular. As eleições, segundo o desejo destas, só são aceitáveis se seus candidatos forem sufragados nas urnas. Quando isso deixa de acontecer, as ameaças – veladas ou não – tornam o ar da democracia irrespirável. Essa tem sido a história do Brasil.Em quase 130 anos de República só tivemos quatro presidentes eleitos por sufrágio secreto que conseguiram terminar seus mandatos. Isso é um absurdo. E a cada vez sempre há algum pretexto para isso. Nem sequer inovam nas alegações. E o mais frustrante é que funcionários públicos, dotados pelos cidadãos do direito de usar armas para defender a vontade da soberania popular (sendo pagos de seu bolso para isso), tenham contribuído para “melar” o jogo democrático todas as vezes que as escolhas deste não correspondem aos interesses dos que mandam no Brasil há 500 anos.

As interferências arbitrárias, rompendo os pactos sociais arduamente construídos, estão na própria raiz do nascimento da Nação, em 1822, quando o imperador Pedro I utilizou os militares para fechar a Assembleia Nacional Constituinte que elaborava a 1ª Constituição do País, impondo outra de seu gosto. Continuou com o golpe da Maioridade, quando D.Pedro II foi entronizado à força, aos 15 anos, antes da idade legal, para assumir o poder. Retomou, com toda força, com o golpe militar de 1889, que impôs uma República sem povo e apagou uma cultura de mais de 60 anos de submissão dos militares ao poder civil.

A partir do golpe de 1889, os militares se investiram, por conta própria, do direito de dar a última palavra nos rumos políticos da Nação, quando, na realidade, são uma instituição subordinada ao poder civil, e não constituem um Poder da República. Só têm legitimidade por decorrência indireta do poder político legitimado pela soberania popular.

Infelizmente, as intervenções militares, ao longo da história, sempre truncaram o desenvolvimento político e institucional do País, artificializando-o. E essa é uma das causas de nosso atraso, segundo a ciência política. E o pior é que essas intervenções são para consagrar forças rejeitadas pelas urnas. Ora, os brasileiros quererem ser protagonistas, autônomos, de suas vidas, fora do relho tradicional de uma elite mesquinha, parca de visão de futuro. A democracia não precisa de tutela militar.

R$ 13,5 milhões – Aposta de São Paulo ganha sozinha o prêmio da Quina

Uma aposta da cidade de São Paulo acertou sozinha os cinco números da Quina, sorteados na noite desse sábado (15), em Serra Negra/SP. O prêmio é de R$ 13,5 milhões, acumula do há vários concursos. A quadra pagará R$ 5,2 mil para cada um dos 160 apostadores. O terno ficou em R$ 101.

Os números sorteados da Quina foram: 02 – 03 – 33 – 49 e 76.

Já a Mega-sena acumulou em R$ 5 milhões, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal, em sorteio a ser realizado na terça-feira (18). Os números sorteados ontem foram: 02 – 11 – 15 – 30 – 36 e 39.

Campanha para o Senado se afunila e a briga pela segunda vaga esquenta

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Da Coluna Política de Guálter George, o tópico “Bastidores quentes de uma campanha morna”.

Têm sido dias intensos no comitê do senador Eunício Oliveira (MDB), candidato à reeleição. Parte verdade, parte fofoca, mas o certo é que sinais de resistência à campanha entre candidatos à Assembleia e Câmara Federal no arco de aliança governista criaram tensões internas, cobranças à equipe uma ordem geral de intensificar mais ainda as ações. A coisa andou tensa, muito tensa. O que está parecendo, mesmo que ainda não existam números claros indicando nada nesse sentido, é que não acontecerá o passeio que era esperado quando fechou-se o acordão com a turma do governador Camilo Santana, do PT, e com o grupo de Cid Ferreira Gomes, do PDT e que assumiu a outra posição para a disputa. Parecia que a briga pelas duas vagas acabava ali, mas a história pode não ser bem essa.A campanha de Eunício admite problemas, diz que a maioria deles esteve concentrada nos primeiros dias, em áreas localizadas do PT e do PDT. Hoje, porém, dá-se tudo por resolvido, até causando estranheza as informações que pipocam sobre candidatos que aqui e acolá omitem o emedebista quando falam da eleição para o Senado.

Há relatos até mais incisivos, indicando gente que, após manifestar apoio entusiasmado a Cid Gomes, ao falar na segunda opção aponta o pedido em direção a Luis Eduardo Girão, do Pros e candidato da oposição, de outro palanque e outro envolvimento eleitoral. Local e nacional.Nos últimos dias, falou-se nos casos de Bruno Pedrosa, que tenta reeleição à Assembleia, e Eduardo Bismarck, que disputa o primeiro mandato à Câmara, como exemplos de gente da base que anda trocando de nome na hora em que fala aos seus eleitores sobre a disputa no Senado e a possibilidade de dois votos. Como resposta do emedebista, muitos vídeos, choros e argumentos para negar que as insubordinações estejam acontecendo. Ou, pelo menos, contestar que “continuem acontecendo”.Certo mesmo para quem toca a estratégia eunicista é que a emoção estará garantida até o final da campanha. Até pela necessidade de administrar outros problemas à vista, sendo um deles a necessidade de compatibilizar a agenda de candidato com a do presidente do Senado. O problema maior está, nesse tocante, naquela história de linha de sucessão, obrigando-lhe a uma escapada rápida ao exterior sempre que Michel Temer deixa o País, sob pena de perder a elegibilidade para 2018.Eis a má notícia para Eunício: entre os dias 24 e 26 próximos, no quente da campanha, vai Temer e sua trupe para Nova York, naquele tradicional compromisso anual que tem todo chefe de Governo brasileiro de abrir a Assembleia da ONU. Ou seja, o senador cearense precisará largar suas atividades de candidato e o próprio território nacional por três dias, em plena reta final, para se esconder da lei eleitoral. Uma chance e tanto para os adversários e, muito certamente, eles não deixarão de aproveitá-la.