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Jogo Político – Salmito fala do Voto Responsável e avalia cenário eleitoral

foto salmito 160717 jogo político

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), é o entrevistado neste domingo (17) do programa Jogo Político, na TV O POVO, com apresentação do jornalista Fábio Campos. A entrevista vai ao ar a partir das 22 horas, com transmissão também pela TV Fortaleza (61.4 pelo sinal digital).

Salmito fala da importância do voto consciente, por meio da campanha Voto Responsável, lançada este semestre pela Câmara Municipal. O presidente do Legislativo de Fortaleza também avalia o cenário eleitoral na Capital, quando aponta uma renovação no quadro de vereadores em cerca de 60%.

O Jogo Político completará nove anos de existência em outubro próximo e foi idealizado pelo ex-presidente do Grupo O POVO, jornalista Demócrito Dummar.

DETALHE – A perna imobilizada de Salmito Filho foi resultado de uma torção em uma partida de futebol.

Produção de alimentos é suficiente, mas ainda há fome no país, diz pesquisador

A produção nacional de alimentos é suficiente para os mais de 204 milhões de brasileiros, mas a desigualdade de renda e o desperdício ainda fazem com que 7,2 milhões de pessoas sejam afetadas pelo problema da fome no país, revela estudo conduzido pelo professor Danilo Rolim Dias de Aguiar, pesquisador do Departamento de Economia do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos.

“Temos uma concentração de renda muito grande. Se, por um lado, temos pessoas passando fome, por outro, temos o problema da obesidade, que é cada vez maior. Haveria, então, um problema ligado à renda e à educação, que estaria dificultando o acesso aos alimentos. Aí também entra a questão das perdas”, disse Aguiar.

Segundo o pesquisador, a quantidade média necessária para consumo individual por dia, e que foi considerada neste estudo, é de 2 mil calorias e 51 gramas de proteína. O pesquisador disse que muitas pessoas ainda passam fome no Brasil principalmente pela dificuldade de acesso à alimentação. Apesar de o país ocupar o quinto lugar no ranking mundial da obesidade, ainda há mais de 7 milhões de pessoas passando fome e 30 milhões de subnutridos.

(Agência Brasil)

Às favas com os escrúpulos da democracia

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Em artigo no O POVO deste domingo (17), o economista Cláudio Ferreira Lima avalia as situações do impeachment de Dilma Rousseff. Confira:

Segundo Diatahy Menezes, “o que institui um saber – mais que critérios lógicos e epistemológicos – é um ato de poder. Quem detém o poder numa determinada área estabelece o que é legítimo ou certo”. Por isso, ele confessa adotar o que denomina de epistemologia da desconfiança. (Passado e presente num instante. O Povo, 25/5/2015).

Nessa linha de pensamento, vou tratar do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Pois bem: o sucesso ou insucesso de um presidente de República está em saber lidar com as condicionantes com que se defronta: as internas, de natureza econômica, política, social e cultural, e as externas, traduzidas na correlação de forças no xadrez internacional.

Ora, lidar com tais restrições significa construir e manter alianças, que implicam escolhas e, daí, inevitáveis embates. Com Dilma Rousseff não foi diferente.

No front interno, contava com a classe trabalhadora, beneficiada pela valorização do salário mínimo, e com a classe marginalizada, atendida pelos programas sociais. E tinha o apoio do setor industrial, a favor do qual reduziu a taxa de juros e os spreads bancários, e foi mais adiante, com o Plano Brasil Maior.

A redução da taxa de juros, claro, contrariou o capital financeiro, o chamado mercado. Assistimos então a duros e constantes embates entre governo e mercado, tendo este saído deles vencedor.

No front externo, o Brasil, com o Brics, ganhou projeção externa, mas, em contrapartida, desagradou aos Estados Unidos, ainda a maior potência mundial. Outras iniciativas, como as regras de exploração do pré-sal, confrontaram igualmente grandes interesses globais.

Mas o flanco aberto à corrupção foi decisivo. A Lava Jato, paralisando a Petrobras e o estratégico setor de petróleo e gás, tanto desorganizou a economia já fragilizada com a crise mundial quanto, pela queda do PIB e pelo vazamento programado de denúncias seletivas, atingiu, em dose dupla, o governo.

A essa altura, o setor industrial deixou a aliança, e o bloco do capital – produtivo e financeiro; nacional e global –, levando com ele frações da classe média, uniu-se e passou a lutar pela derrubada do governo.

Mas tudo deságua no Congresso Nacional. Lá, sem maioria, a presidente confinou-se aos limites do Executivo, perdendo a capacidade de governar. Tentou negociar. Passou por cima até mesmo das promessas de campanha, entregando ao mercado o comando da economia. Era tarde: estava selada a sentença.

Ora, que importa se é inocente, se não cometeu crime de responsabilidade. Tudo inócuo. Às favas com os escrúpulos da democracia.

Enquanto isso, o governo interino, que reúne as forças políticas mais atrasadas da nação, promove o retrocesso nos campos econômico, social, cultural e geopolítico. É preciso, pois, estar atento e forte, e agir, antes que vendam o “sonho intenso” do nosso hino.

Novo presidente da Câmara dos Deputados quer a volta da “antiga política”

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“Eleito presidente da Câmara na madrugada da última quinta-feira, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defende que a Casa retorne agora à “antiga política” – no sentido de que fiquem claros os espaços e pautas da base e da oposição no debate público. Em entrevista ao O POVO, o sucessor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pregou ainda “pacificação” da política e disse que uma reforma eleitoral é urgente no País.

“É importante que se volte a ser a antiga política. Se o governo sai e vai para a oposição, a oposição vira de lado e vai para o governo”, diz Maia, eleito em queda de braço com o chamado “Centrão”, grupo de partidos diversos e pautas definidas – algo próximo do que o deputado critica.

Falando da importância da votação de medidas que superem crise, o deputado destacou a importância do diálogo amplo com todas as bancadas. Sobre pautas polêmicas do Congresso, como direitos LGBT e o desarmamento, Maia promete cautela e muito debate. “Não sei se nesse momento essas serão as melhores agendas, quais vão ser as melhores agendas. Acho que a superação da crise econômica é um dos pilares fundamentais”, diz.

Pai do deputado, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), defende a fala do filho sobre a volta da antiga política. “Os partidos – enquanto tais – precisam ter protagonismo. E terminar com bancadas informais heterogêneas”, disse ao O POVO.

OPOVO – Você se elegeu com apoio de deputados de partidos da antiga base de Dilma Rousseff. Como foi essa negociação?
Rodrigo Maia – Primeiro organizei minha base, DEM, PSDB, PPS, PS. Depois caminhei nos votos individuais de amigos, pessoas que me conhecem e gostavam de mim. Tive muitos votos do PDT logo de cara, depois eles fecharam a questão no 2º turno. PCdoB fechou só com apoio de dois. Votam porque me conhecem, sabem que sou uma pessoa que cumpre acordos, que cumpre com a palavra, e também porque é importante que se volte a ser a antiga política. Se o governo sai e vai para a oposição, a oposição vira de lado e vai para o governo. Com clareza. E esse pessoal que agora está na oposição sabe que sempre teve diálogo, acordos conosco, e é isso que deu a eles certeza de que meu nome era o melhor nome entre os dois. Até porque eu tinha mais mandatos, mais experiência. No caso do PT, o apoio veio individualmente, de alguns deputados que me conhecem, de amigos.

OPOVO – Você assume com discurso de “pacificar” o País. Como isso será feito?
Rodrigo Maia – No diálogo, acho que o diálogo gera a capacidade de gerar pacificação. E é isso que a gente vai buscar, esse diálogo, que pode gerar discussão e aprovação de muitos processos com consenso, com cada um abrindo mão de um pouquinho do que acredita. O que precisa agora é pacificar, aprovar o que se precisa para superar a crise. Acho que essa é a base de todo nosso trabalho, é isso que deve ser buscado.

OPOVO – Sua posse ocorre em momento de muita insatisfação popular com a política e políticos. Como reverter isso?
Rodrigo Maia – Tendo a clareza da verdadeira situação da política e ter a humildade de se sentar em uma mesa e construir um consenso. É importante que a Câmara atue, construa e aprove as medidas necessárias, para que a sociedade possa olhar a Câmara, todo o Congresso, de um jeito diferente tanto no tema econômico quanto no tema político.

OPOVO – O que é urgente na pauta da Câmara?
Rodrigo Maia – Você vai precisar mudar o sistema eleitoral, você vai ter que mudar. Aí temos que ver qual o melhor modelo para o Brasil. Agora não vai ter mais financiamento privado, uma coisa que inclusive acho que não deve se mexer nisso, e pensar em uma cláusula de desempenho e fim das coligações proporcionais. Temos um problema para hoje. Acho que a construção de consenso, onde se abre mão pela negociação, é importante para avançar. Vamos mediar isso junto com o senador Renan Calheiros, com uma proposta inicial do Aécio Neves. Para mim é urgente, o sistema faliu, ou a gente entende isso ou estamos presos com algo muito ruim. Proposta do Aécio inclui o fim de coligação e cláusula de desempenho, o que vamos discutir. É o início de debate, para que quando chegue no plenário a gente discuta todas as opções.

OPOVO – Como o senhor irá tocar pautas polêmicas, como direitos LGBT, desarmamento e o projeto Escola Sem Partido?
Rodrigo Maia – Serão discutidas antes nos Colégios de Líderes, para construir uma agenda que gere consenso. Não sei se nesse momento essas serão as melhores agendas, quais vão ser as melhores agendas. Acho que a superação da crise econômica é um dos pilares fundamentais, ações que devemos focar com urgência. Sobre o Escola sem Partido, acho que nós do DEM temos bons quadros na educação, como a deputada Dorinha, e vamos conduzir esse debate. Espero que a gente tenha, no Colégio de Líderes, pessoas que conheçam os temas e representem as posições desses partidos. Buscar representantes e gerar consenso, em um momento delicado como esses, é fundamental.

OPOVO – Como fica o caso da cassação de Eduardo Cunha?
Rodrigo Maia – Vai entrar em pauta, certamente. Vamos conseguir uma semana onde fique garantida a presença adequada para votação de um processo de grande importância como esse.

Trajetória política

Formado em Economia, Rodrigo Maia é deputado federal pelo Rio de Janeiro há cinco legislaturas. Tentou se eleger prefeito do Rio em 2012, tendo Clarissa Garotinho (PR-RJ) como vice.

Maia também ocupou o cargo de secretário de Governo do Rio de Janeiro (1997-1998) e de secretário de Governo do Município do Rio de Janeiro (1996). Antes de chegar ao Democratas (DEM), o parlamentar foi filiado ao PFL e ao PTB. Maia assumiu a presidência nacional do DEM, partido que ajudou a criar, em 2007. Confira trechos da entrevista de Rodrigo Maia por telefone.

(O POVO – Repórter Carlos Mazza)

Intimidação – Homem com ‘cara limpa’ atira contra delegacia do Vila Velha

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Um motociclista sem capacete atirou 12 vezes contra o 17º Distrito, no bairro Vila Velha, na manhã deste domingo (17). A ação foi flagrada pelas câmeras de segurança da delegacia e as cápsulas da pistola ponto 40 foram recolhidas para instauração de inquérito policial.

Horas antes, uma viatura foi atingida por seis disparos, quando realizava o patrulhamento nas ruas do bairro Panamericano.

Nenhum policial ficou ferido e nenhum suspeito foi preso ou identificado.

Invasão em Cascavel – Médico é baleado em hospital e paciente morre por execução

Um médico foi atingido por um disparo na perna e um paciente foi executado a tiros, na manhã deste domingo (17), no Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças, em Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, a 62 quilômetros da capital.

Segundo a Polícia, um homem invadiu a sala de sutura para executar um paciente de 27 anos de idade. Ao tentar argumentar pela vida do paciente, o médico acabou atingido no fêmur e foi conduzido ao IJF, em Fortaleza.

A Polícia realiza a segurança do local, enquanto procura o acusado em um cerco policial.

O Blog tentou contato com a direção do hospital, mas foi informado, por telefone, que nenhum funcionário estaria autorizado a falar sobre o assunto.

Eleições 2018 – Sérgio Moro inviabilizaria candidatura de Ciro, diz pesquisa

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Se o juiz Sérgio Moro fosse candidato ao Palácio do Planalto, em 2018, o maior prejudicado seria o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Mesmo com uma década sem disputar qualquer mandato eletivo e há 14 anos longe da disputa à Presidência da República, Ciro aparece com esperançosos 5% e 6% das intenções de voto, em diferentes cenários que reúnem Lula (PT), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSC), além dos tucanos Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin.

A exceção é quando Moro entra na simulação e Ciro cai para o bloco de “outros”, onde já se encontram Luciana Genro (PSOL), Michel Temer (PMDB), Eduardo Jorge (PV) e Ronaldo Caiado (DEM).

Apesar da “queda” com a entrada de Moro, Ciro comemora o perfil do seu eleitorado que migrou para o juiz da Operação Lava Jato, que é a busca pela justiça e da ética. Nessa situação, o ex-governador do Ceará passa a ser visto como o político que poderá enfrentar a questão ética que há décadas provoca escândalos no país.

Já o ex-presidente Lula lidera todos os cenários no primeiro turno, mas perderia no segundo turno para qualquer candidato, diante de uma rejeição de 46%. Marina Silva aparece em segundo lugar em todas as simulações de primeiro turno, enquanto Aécio Neves surge como o melhor quadro do PSDB, que ainda apresenta Serra e Alckmin.

O Datafolha ouviu 2.792 eleitores em 171 municípios. A margem de erro é de 2  pontos percentuais para mais ou para menos.

Proposta de criar planos de saúde populares causa polêmica no setor

A proposta de criar planos de saúde mais baratos e com menos serviços do que os já existentes, feita pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, tem gerado polêmica no setor. Por um lado, as operadoras apoiam uma revisão das regras setoriais, por outro, profissionais ligados à saúde coletiva dizem que as medidas trariam perdas para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Solange Beatriz Mendes, presidente da FenaSaúde, associação que representa algumas das maiores operadoras de planos de saúde do país, entende que o setor tem que pensar novos produtos já que os custos para operadoras estão “excessivamente altos”. “Hoje temos custos na saúde acima da capacidade de pagamento da sociedade, tanto de empregadores quanto de pessoas físicas, então temos que encontrar um modelo que atenda a expectativa da população dentro do tamanho do seu bolso”.

A ideia de Ricardo Barros é criar uma nova opção de planos de saúde com preços mais acessíveis e com mais gente usando a saúde privada, desafogando um pouco o SUS. O ministro tem defendido que o orçamento da pasta nunca conseguiu arcar com todas as despesas desde a criação do SUS e que quanto mais pessoas contratarem planos de saúde, melhor para a saúde do país como um todo.

Atualmente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável por regular o setor de planos de saúde, tem um rol de procedimentos obrigatórios que todas as empresas devem ofertar aos clientes.

Em um período de alta do desemprego, entre maio de 2015 e maio de 2016, os planos de saúde perderam 1,4 milhão de usuários. Para Solange, o momento crítico pede revisão do modelo da saúde suplementar, já que estes ex-usuários irão passar a usar mais o SUS. ”O setor de saúde tem uma relação direta com emprego e renda. Portanto, os recursos estão escassos e precisa-se da compreensão de toda a sociedade para conseguir dar acesso à saúde para toda a população”.

Por outro lado, especialistas em saúde coletiva e membros do Conselho Nacional de Saúde vêm defendendo que a solução é garantir mais investimentos para a saúde pública. Logo que Barros tornou pública sua proposta, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva em parceria com o Instituto de Defesa do Consumidor emitiram nota adiantando que entrarão na Justiça caso os planos de saúde populares virem realidade.

(Agência Brasil)

Direita se consolida no poder com eleição de Rodrigo Maia

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (17):

A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados foi mais um passo para o retrocesso. A oposição não tinha nenhuma possibilidade diante das alternativas postas – Rogério Rosso (PSD-DF) e Rodrigo Maia (DEM-RJ). A candidatura Marcelo Castro (PMDB-PI) foi um “balão furado” para compor a cena. Com a vitória de Maia, a direita se consolida no poder e Michel Temer poderá aplicar tranquilamente seu programa de arrocho, dispensando-se de saber se a maioria dos eleitores aceita ou não que se mude o modelo econômico sociodesenvolvimentista e inclusivo em troca do neoliberal e excludente. Na democracia, porém, a vontade expressa dos cidadãos é que dá legitimidade ao poder, senão este vira usurpação.

Isso significa que, tão logo o governo de Dilma Rousseff for totalmente despejado do poder, os brasileiros sofrerão as medidas “impopulares” já anunciadas por Temer, que não tem nenhum compromisso com a soberania popular. Elas seriam: o fim do reajuste do salário-mínimo com base na inflação do ano anterior e no crescimento (PIB) de dois anos antes, o que normalmente garantia um aumento acima da inflação; desvinculação da aposentadoria do reajuste do salário-mínimo, bem como aumento da idade para se aposentar; flexibilização dos direitos trabalhistas para permitir a terceirização total, com a precarização do emprego (facilitação do processo de demissão sem garantias trabalhistas).

A esquerda terá Longo caminho até uma nova chance de driblar esquemas de sustentação do neoliberalismo e chegar de novo ao governo. Antes disso, terá de fazer uma autocrítica profunda dos erros cometidos, que propiciaram a volta das forças tradicionais. Isso virá acrescido da constatação de que essas forças usaram mais uma vez mecanismos do Estado Democrático para violar a democracia, salvando as aparências formais, ou seja, preservando apenas o invólucro desta, mas esvaziado de seu conteúdo, dando lugar a um simulacro de democracia. Isso não é inédito, já aconteceu, antes, no Brasil, após a redemocratização de 1946.

Datafolha: brasileiro está mais otimista com economia do país

O brasileiro está mais otimista em relação à economia. De acordo com pesquisa do Instituto Datafolha, a população demonstra mais confiança na queda da inflação, na manutenção do emprego e no aumento do poder de compra. Esse otimismo é o maior registrado desde dezembro de 2014.

A pesquisa foi realizada nos dias 14 e 15 deste mês. Em comparação com fevereiro de 2016, houve uma melhora em cinco dos sete indicadores do chamado Índice Datafolha de Confiança (IDC). Esse índice chegou a 98 pontos na última pesquisa, 11 a mais do que o registrado em fevereiro. No final de 2014, o IDC foi de 121 pontos.

A economia do Brasil no governo em exercício de Temer é vista positivamente, em comparação com a percepção relativa fevereiro, quando a presidente Dilma Rousseff ainda não havia sido afastada. Houve aumento de 34 pontos na expectativa de avanço da situação econômica do país. Se, no segundo mês do ano, esse item obteve 78 pontos, agora chegou a 112 pontos.

A tendência favorável à gestão do presidente em exercício Temer tem reflexos na preferência deste em detrimento da presidente afastada. Segundo o Datafolha, 50% dos entrevistados preferem que Temer continue na Presidência da República até 2018. A volta de Dilma ao Palácio do Planalto foi a opção de 32% dos entrevistados. Os 18% restantes não escolheram nenhum dos dois, disseram não saber ou que preferiam novas eleições.

O Datafolha ouviu 2.792 eleitores em 171 municípios. A margem de erro é de 2  pontos percentuais para mais ou para menos.

(Agência Brasil)

Abin envia equipe à França na segunda-feira para trocar informações sobre terrorismo

Uma delegação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) embarca para a França, na segunda-feira (18), para tratar trocar informações com autoridades do país sobre terrorismo. Integrada por representantes da Diretoria de Contraterrorismo da Abin, a delegação brasileira atende a convite feito pelo governo francês, logo após o ataque à cidade de Nice que deixou dezenas de mortos e feridos.

A informação foi confirmada neste sábado (16) pelo coordenador-geral da área de inteligência da Abin para os Jogos Olímpicos, Saulo Moura. Ele participou de uma simulação de ataque em uma estação de trem, a de Deodoro, na zona norte do Rio de Janeiro. O exercício envolveu cerca de mil pessoas, das Forças Armadas e das áreas de segurança pública e da inteligência.

Segundo Moura, depois da conversa com o setor de inteligência francês, não estão descartadas mudanças no planejamento de combate ao terror previsto para a Olimpíada do Rio. Esta semana, circulou a rumores da existência de um plano para atacar a delegação francesa.

“A partir dessa conversa, vamos voltar aqui e reavaliar nossas posições”, afirmou o coordenador. “Por enquanto, estamos no campo da suposição de uma fala”, disse Moura.

(Agência Brasil)

Governo cria Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado

O Complexo da Polícia Especializada (COPE), localizado no Bairro de Fátima, em Fortaleza, vai ganhar mais uma unidade operacional. O governador Camilo Santana (PT-CE) anunciou a criação da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado, na tarde deste sábado (16), que, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) estadual, surge com a finalidade de reforçar as iniciativas que vêm sendo desenvolvidas pelas forças policiais do Ceará para combater ações criminosas deste porte.

“A criação imediata da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ceará é mais uma medida efetiva que tomamos no sentido de enfrentar os bandidos que tentam afrontar o nosso estado. As ações criminosas das últimas horas contra prédios públicos e agentes de segurança são uma clara reação do crime às ações rigorosas realizadas pela nossa polícia”, declarou o petista em sua página do Facebook. A Polícia está em busca de imagens de câmeras particulares que possam ajudar a identificar os suspeitos e pede a colaboração da população com informações que possam nas investigações, que podem ser passadas pelo Disque denúncia da SSPDS, no telefone 181. O sigilo é garantido.

(O POVO Online)

V Exposição Times do Coração chega ao Shopping Benfica

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Em homenagem ao Dia do Futebol, o Shopping Benfica realiza a 5ª edição da exposição “Times do Coração”. Os fãs do esporte terão a oportunidade de conhecer e tirar fotos perto de troféus, uniformes oficiais e jogadores dos três maiores times do estado: Ceará, Ferroviário e Fortaleza.

Os três clubes e a Federação Cearense de Futebol vão exibir parte dos seus acervos para contar a história do futebol no Ceará.

SERVIÇO

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Mais informações – 3243-1000

Adversários conhecidos, Osmar Baquit e Ilário Marques marcharão juntos em Quixadá

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O governador Camilo Santana (PT) foi o articulador de um acordo político que uniu, em Quixadá, duas forças adversárias. Ele conseguiu juntar o grupo do secretário da Agricultura e Pesca do Estado, Osmar Baquit, com o grupo do pré-candidato petista Ilário Maques.

Num encontro no Abolição, Osmar Baquit selou apoio a Ilário. O grupo dele deve oferecer o pré-candidato a vice do petista.

(Foto – Divulgação)

Operação Lava Jato – Sérgio Moro diz não ter recebido nenhum processo envolvendo o PSDB

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O juiz federal Sergio Moro, que comanda processos da Operação Lava-Jato, afirmou que não julgou casos relacionados ao PSDB, porque as investigações sobre o partido nunca chegaram até ele. Segundo Moro não houve evidência de que os diretores da Petrobras deram dinheiro para a legenda.

“Esse partido estava na oposição. Então, não faria sentido”, afirmou, durante palestra no Wilson Center, em Washington.

Segundo Moro, chegaram denúncias contra o PT porque esse era o partido que estava no governo desde 2003, quando as investigações identificaram um sistema de nomeação de diretores da estatal e de pagamento de propinas.

“Naturalmente, nessa situação, os políticos que aparecem são aqueles que administram a companhia estatal. E o PT está no poder desde 2003.”

(Com Agências)

Limite: a palavra mágica da educação

Em artigo no O POVO deste sábado (16), a assistente social da Delegacia da Mulher de Fortaleza, Ângela Maria Nóbrega Portela, comenta do papel dos pais de alertar os jovens sobre os limites que a própria vida nos impõe. Confira:

Hodiernamente, a tarefa de educar filhos é uma das mais complicadas e cansativas, em que não há, com certeza, uma formula pré-determinada para que essa missão tenha completo êxito. Cabe primeiramente aos pais a responsabilidade da formação global dos filhos no sentido moral, religioso e educacional, objetivando futuramente a formação do ser humano para o convívio social harmônico e, ao mesmo tempo, visando buscar o bem-estar total dos nossos filhos. O agravante nessa situação é que não temos o direito de errar.

A liberdade saudável que é dada hoje aos jovens de se expressarem livremente, de defender seus pontos de vista, de fazer respeitar sua individualidade, são atitudes que antigamente eram reprimidas e tidas como “falta de respeito aos mais velhos”. Hoje, parece-nos que tanto os filhos como os próprios pais não estão devidamente preparados para assimilar essa nova forma de relacionamento entre eles.

Torna-se muito difícil com esse novo modelo familiar haver uma convivência pacífica, em que se faz necessário imperar entre pais e filhos um diálogo franco e aberto, pois cabe aos pais a difícil e árdua tarefa de limitar a vontade dos filhos, especialmente dos adolescentes, de fazer tudo que lhes vem à cabeça, os quais em momento algum pensam nas consequências de seus atos. Para os adolescentes, o céu é o limite.

A sensação dessa fase de transição do homem, em que “tudo posso”, “tudo devo fazer”, não se intimidando com nada que lhes possa acontecer, faz-se necessário ter alguém que lhes diga: “faça o que tens vontade, porém com moderação e seriedade”.

E é esse papel dado aos pais, de alertar os jovens sobre os limites que a própria vida nos impõe. Este é o ponto mais importante e fundamental para a formação do homem, pois do contrário todas as orientações dadas no decorrer do processo educacional não terão nenhum efeito. Portanto, devemos lhes dar liberdade vigiada e limitada, pois a palavra desse verdadeiro quebra-cabeça do processo de educar chama-se: limite.