Blog do Eliomar

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R$ 9.025,65 – Suíços rejeitam ‘bolsa família’ a todos os cidadãos do país

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Os suíços rejeitaram, em plebiscito neste domingo (5), a proposta de conceder um salário mínimo básico de 2.250 euros mensais (cerca de R$ 9 mil) a todos os cidadãos do país, de acordo com os primeiros resultados do pleito divulgados por institutos de pesquisa.

Os dados da votação revelados até o momento apontam que 78% dos eleitores votaram “não” ao projeto que prometia garantir “uma vida digna e participação na vida pública aos que inclusive não exercem nenhuma atividade lucrativa”.

A iniciativa partiu de um grupo de cidadãos suíços independentes. Tanto o Parlamento quanto o governo suíço já haviam dito que não concordavam com a medida e alegaram que os cofres públicos não suportariam o rombo.

A proposta previa a concessão de 2.500 francos suíços (cerca de 2.250 euros) para adultos e de 625 francos suíços (560 euros) para jovens e crianças, independentemente de seu nível social, e de duração vitalícia. Apesar da derrota, os autores da proposta não se deram por vencido e disseram que a votação serviu para “conscientizar” sobre a necessidade de um novo contrato social entre governo e população.

Na teoria, a medida afirma que, sabendo que contam com uma renda básica mensal, as pessoas seriam livres para escolher suas profissões, trabalharem como voluntárias e até se dedicarem às suas famílias. A ideia surgiu inicialmente em 1516 pelo britânico Thomas More.

No Brasil, o ex-senador Eduardo Suplicy (PT) defendia a medida, em um projeto chamado “Renda Básica de Cidadania”. No referendo de hoje, os suíços também tiveram que se posicionar sobre outros temas, como serviços públicos e financiamento de transporte.

(Agência Brasil)

A mentira na política

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Em artigo no O POVO deste domingo (5), o sociólogo e professor titular da Universidade Federal do Ceará (UFC), André Haguette, alerta para a mentira como meio de chegar ao poder e, em seguida, de administrá-lo em seu benefício próprio ou de seu grupo. Confira:

Diante do triste espetáculo de nossa política, passei a me interrogar sobre o valor das palavras na política. Com os gregos da época de Péricles, aprendi que a palavra é primordial na democracia que é, antes de tudo, a resolução de conflitos por meio da discussão do povo reunido em assembleia. A palavra, o discurso, em vez das armas, da guerra. Por isso, os gregos ensinavam a retórica para desenvolver no cidadão a habilidade de convencer pela palavra. Na modernidade, em particular com Marx, aprendi outra lição: que a palavra é uma arma a serviço do poder. A palavra passa a ser vista, então, como falsa consciência, mentira ou ideologia.

Por mentira, entendo aqui o uso da palavra com a finalidade de enganar, de fraudar, de falsificar e isso de maneira consciente. Na democracia representativa e parlamentar, as oportunidades para transformar a palavra em mentira são muitas. O ato de candidatar-se apresenta a primeira oportunidade: os motivos da candidatura podem ser inconfessáveis e a mentira é um recurso para ocultá-los.

Da mesma maneira pode agir o partido. Sabe-se que um partido político é um agrupamento voluntário de indivíduos em busca do poder para alcançar determinados objetivos, que podem ir dos mais nobres aos mais perversos.

O que dizer então da campanha eleitoral quando os candidatos e os partidos políticos precisam convencer o eleitor que representam uma boa opção de governo? Daí o convencimento pela palavra tornar-se não raramente convencimento pela mentira. A mentira como meio de chegar ao poder e, em seguida, de administrá-lo em seu benefício próprio ou de seu grupo. Como as campanhas eleitorais são longas e custosas, outras formas de convencimento são usadas e o ideal democrático grego cede lugar à fraude; o demagogo deixa de ser aquele que tem habilidade no uso honesto da palavra e passa a ser aquele que mente melhor e usa de todos os meios para impor seu nome.

O discurso não parece suficiente para vencer eleições hoje em dia. À força da palavra – mesmo mentirosa – se acrescenta a força do poder econômico, o que aumenta a possibilidade de enganar durante e após as eleições para negar os meios que o indivíduo e o partido usaram para vencer. Mente-se ainda no exercício da governança no intuito de esconder os motivos das decisões tomadas.

E como fica o povo investido de eleitor diante desse quadro? Fica bestializado porque fizeram-no de bobo, seja porque “não viu, não ouviu, não falou”, seja porque enxergou tudo mais nada pôde fazer senão esbravejar, indignar-se e torturar sua alma de eleitor. Como se não bastasse, o eleitor ainda é vitimado e agredido porque se diz que ele não sabe votar. Como não sabe? A cada nova eleição há uma renovação de cerca de 45% dos vereadores e deputados estaduais ou federais. O problema é que os “novatos” são tão ou mais mentirosos e falsos do que os anteriores. Votar melhor? Sim. Mais em quem, se não há melhores candidatos, partidos e instituições políticas?

Como parar a engrenagem da mentira e falsidade para voltar ao convencimento pela palavra? Talvez a mentira seja parte intrínseca da vida política e não seja possível eliminá-la do jogo de poder, mas certamente não na dimensão em que ela existe atualmente.

Conselho de Ética decide futuro de Cunha nesta terça em meio a troca de membros

Na expectativa da sessão de discussão e votação do parecer que pode resultar na perda do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), marcada para a terça-feira (7), o Conselho de Ética da Câmara chega à etapa final do processo com pelo menos oito mudanças na composição. As trocas que alteraram vagas de alguns dos 21 integrantes foram feitas estrategicamente, segundo adversários do peemedebista, para beneficiá-lo com pena mais branda.

Paulinho da Força (SD-SP) chegou a substituir o titular Wladmir Costa (SD-PA) dias antes da votação do relatório que, por 11 votos a 10, garantiu a continuidade do processo. A proposta era engrossar o apoio a Cunha, mas, depois da batalha perdida, a vaga voltou a ser ocupada por Costa.

Nesta votação, também votaram a favor do processo contra Cunha, além do relator do caso, Marcos Rogério (DEM-RO), os deputados Júlio Delgado (PSB-MG), Léo de Brito (PT-AC), Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS), Paulo Azi (DEM-BA), Sandro Alex (PSD-PR), Zé Geraldo (PT-PA) e Rossoni (PSDB-PR), que não está exercendo o mandato.

Todos os deputados continuam nas vagas, exceto Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) que também se posicionou a favor do processo e acabou sendo substituído pelo partido, que reivindicou a vaga agora ocupada por Jozi Araújo (PTB-AP). Araújo atua no conselho como suplente de Mauro Lopes (PMDB-MG), que não têm participado das reuniões.

Fausto Pinato (PRB-SP), que também defendeu as investigações, foi substituído pelo partido por Tia Eron (BA). A troca provocou reação dos parlamentares contrários a Cunha. A parlamentar, que chegou a elogiar o trabalho de Cunha no Legislativo, negou ter tendência pré-definida em relação ao caso. Atualmente, Tia Eron parece ser o voto decisivo para o futuro de Cunha, que mantém, ao seu lado, dez votos favoráveis, segundo assessores e integrantes do Conselho de Ética.

Se a deputada votar a favor da cassação, o placar empatado por 10 a 10 pode ser definido pelo presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA). Tia Eron, no entanto, pode também pesar a balança a favor de Cunha, totalizando 11 votos a seu favor.

(Agência Brasil)

Golpe: o conjunto da obra

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Em artigo no O POVO deste domingo (5), a professora de Filosofia da Unifor e integrante do Instituto Latino-Americano de Estudos em Direito, Política e Democracia (ILAEDPD) Sandra Helena de Souza compara o processo de impeachment ao uso das forças armadas pelas oligarquias latino-americanas insatisfeitas com avanços progressistas, na época da guerra fria. Confira:

A sequência de quatro atos sobre o período de exceção pós-64 do jornalista Elio Gaspari começa com o título: A Ditadura Envergonhada. Nosso golpe de 2016 foi concebido, entretanto, já no segundo: escancarado (e espetacular).

Em entrevista ao jornalista Glenn Grenwald do The Intercept, a presidente eleita, perguntada sobre por que insiste em dizer golpe o impeachment que sofre, ao mesmo tempo em que, numa ‘aparente’ contradição, afirma que os procedimentos são até aqui absolutamente legais, aponta a contradição da própria realidade atual que ela pretende levar ao paroxismo. Bingo.

Do que se trata, afinal? Da mudança do layout do golpe. No contexto da guerra fria as oligarquias latino-americanas insatisfeitas com avanços progressistas usavam as forças armadas, o pretexto da ameaça comunista e ponto final (e ainda assim se envergonhavam, como assinala Gaspari). Hoje a absorção desse modelo parece impossível tanto local quanto internacionalmente. Assim, a figura do impeachment serve aos mesmos velhos propósitos e é justamente ao insistirem os golpistas em sua lisura e na manutenção da democracia que reside a grande antinomia: não podem impedir a resistência, as ruidosas manifestações e tem que responder às ações dos operadores do judiciário que, dentro e fora do País, questionam inclusive alguns dos procedimentos.

Ou seja, sem legitimidade não há como ter sossego e é custosa a manutenção da aparência de normalidade democrática. Terceiro ato: encurralado, o golpe é como a nova montagem de uma peça clássica ao gosto de audiências semianestesiadas enquanto uma multidão ruidosa quer acabar o espetáculo.

Alguns dos luminares do impeachment, – não falo dos manifestantes nas ruas que demandam ângulo diverso de análise – jornalistas, políticos e juristas, p. ex., reconhecendo o sofisma inescapável do mérito do pedido, costumavam aludir a um ‘conjunto da obra’ tão amplo que incluía a baixa popularidade da presidente, a ‘traição’ do programa eleitoral, os ‘11 milhões de desempregados’ etc.

Os que nos perfilamos na defesa da democracia e, antes, do estado de direito e da permanência da presidente eleita, alguns ainda relutávamos em ‘dizer do que é o que é’. Mas, empossado o governo interino, o despudor foi de tal magnitude, escancaradas as vísceras do enorme conglomerado – judiciário, midiático, empresarial e fundamentalista – com pantomimas grotescas, um traço radicalmente misógino, uma sem vergonha de desmontar e reformar estruturas político-administrativas de inclusão social e diversidade, que mesmo um governo eleito para tal teria mais cuidado em fazer, numa espécie de ‘ir com sede demais ao pote’, que já ninguém de boa-fé e mente sã é capaz de denegar: é golpe.

O contorcionismo dos apologetas do impeachment agora os leva à hilária atuação da surpresa, enquanto a resistência semiclandestina dos opositores acelera o quarto ato: a derrota do golpe.

Aos que, de todas as idades, amam o passado, arrisco pontificar: não, querid@s, isso não dura. O novo Brasil já chegou e exige futuro. A história não se repete.

Mas o quanto de farsa e tragédia haveremos de suportar? A luta nos dirá.

Governadores debatem dívidas com a União na quarta-feira

O superendividamento dos estados deve ser tema prioritário na reunião de governadores, na quarta-feira (8), com o presidente Renan Calheiros. Os governadores do Nordeste elaboraram um documento relatando o “cenário de colapso” dos estados e elencando os principais projetos que devem tramitar no Legislativo para aliviar a crise.

No texto, intitulado “Carta Maceió” e divulgado no dia 19 de maio, os governadores afirmam que a situação financeira da maioria dos estados aproximou-se do limite, tendo como consequência o atraso e/ou parcelamento do salário de servidores e atraso no pagamento de fornecedores.

— É real a possibilidade de interrupção de diversos serviços essenciais, uma vez que o atraso no pagamento de fornecedores acarreta dificuldades na continuidade do atendimento de demandas dos entes públicos por parte desses agentes, devido a problemas no fluxo de caixa — alertaram os gestores estaduais.

Os governadores explicaram que a consequência mais direta da falta de dinheiro dos estados é o desemprego crescente, que chegou à taxa nacional de 10,9% no 1º trimestre de 2016. Para o Nordeste o efeito é ainda mais danoso. O desemprego na região, no mesmo período, subiu ao patamar de 12,8%.

(Agência Senado)

Presos na Operação Caixa Preta são liberados após quatro dias de prisão

Os 13 presos na Operação Caixa Preta, deflagrada na quarta-feira (1º) pela Polícia Federal, foram liberados no fim da manhã deste domingo (5). De acordo com a Polícia Federal, não houve mais necessidade, em relação à investigação, de mantê-los presos, já que foram tomados depoimentos de todos durante o período da prisão. Agora, a Polícia irá analisar o material apreendido e, no prazo legal, apresentar o relatório final do inquérito policial.

O passo seguinte será intimar e tomar depoimento das pessoas que de algum modo se beneficiaram com o esquema, inclusive outros empregados da Caixa Econômica Federal.  Foram identificados 409 empréstimos apontados como fraudulentos.

A operação Caixa Preta foi deflagrada pela Polícia Federal no último dia 1º de junho. Treze integrantes de grupo criminoso foram presos em Fortaleza. Entre eles estavam dois gerentes de agências da Caixa Econômica. É um desmembramento de outra operação, a Fidúcia, que também investigou fraudes contra a Caixa Econômica Federal.

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou os nomes das pessoas e das empresas alvos dos mandados de prisão e de busca e apreensão. Conforme o MPF, a ação desarticulou uma organização criminosa responsável por fraudes em empréstimos concedidos pela Caixa Econômica Federal, em Fortaleza (CE).

Mais de R$ 50 milhões foram retirados dos cofres da Caixa Econômica Federal em esquema de empréstimos fraudulentos feitos por agentes públicos do banco, empresários, contadores e “laranjas”. Para chegar aos suspeitos, 110 policiais federais investigaram, entre 2012 e 2014, o esquema, denunciado a partir de auditoria da Caixa.

Fidúcia

Em relação à Operação Fidúcia, que foi deflagrada no ano passado, já existem ações penais tramitando na Justiça Federal, considerando que todos os envolvidos foram indiciados pelo Polícia Federal. Inclusive o Superintendente Nacional da CEF para o Nordeste à época, Odilon Pires Soares, e o Superintendente da CEF, Antonio Carlos Franci.

Antonio Carlos Franci foi demitido da CEF.  Odilon Pires Soares foi afastado da função de Superintendente para o Nordeste. MPF já ofereceu denúncia contra Antonio Carlos Franci, mas ainda não denunciou Odilon Pires Soares.

(O POVO Online)

O País boquiaberto

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Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (5):

Acham que o Petrolão é o maior escândalo de corrupção da história do mundo moderno? Provavelmente sim, mas convém não isolar os casos relacionados à Petrobras dos outros propinodutos montados em diversas estatais. Tudo estava sob um mesmo guarda-chuva, sob o mesmo governo, sob a mesma orientação política e, enfim, sob o mesmo método. Portanto, os escândalos devem ser somados.

Vejam só o caso da Transpetro. A empresa não passa de uma subsidiária da Petrobras, mas tinha autonomia para tocar o pretensioso projeto de criar uma poderosa indústria naval no Brasil. Bilhões e bilhões foram jogados nesse projeto. Dinheiro majoritariamente do BNDES. Os resultados foram pífios, mas a corrupção se fez magistral.

Atentem que o propinoduto da Transpetro funcionou com um sistema diferente daquele que funcionava na Petrobras. Havia um comando próprio que se reportava a outro comando político, que não era dominado pelo PT. No caso, tudo muito relacionado ao PMDB no Senado, como apontam as investigações. Durante mais de uma década, funcionou como um feudo rigorosamente controlado por Sérgio Machado. Dessa cartola, ainda sairão bilhões de coelhos.

O raciocínio é o seguinte: se a Petrobras e suas subsidiárias foram tomadas de assalto por gangues que, no fundo, as privatizaram para si, é bastante razoável acreditar que o mesmo foi feito com as dezenas de outras estatais que o Brasil mantém. Certo? Afinal, não há motivos para acreditar que fizeram o diabo com a Petrobras, mas foram probos e santinhos com as outras estatais.

O sistema Eletrobrás que o diga. A bandalheira com o BNDES começa a ser conhecida. Já se sabe muito acerca dos fundos de pensão dos funcionários de poderosas estatais. Alguns chegaram, como o dos Correios, perto de quebrar. Mal feitos no BNB estão vindo à tona.

Ainda em 2015, o País ficou boquiaberto quando se soube que um gerente da Petrobras, cargo do terceiro escalão da estatal, havia concordado em devolver 96 milhões de dólares que recebera de propina. Ora, se um gerente levava isso de jabaculê é de se imaginar a dimensão da coisa. As delações da Odebrecht vão dar mais clareza a tudo. É provável que as devoluções relacionadas à Transpetro sejam equivalentes a alguns Baruscos.

A fase mais pública e ostensiva da Lava Jato começou em março de 2015. Portanto, há dois anos e três meses. Desde então, o País bebe e come Lava Jato. A dinâmica da política passou a depender dos desdobramentos da Operação. A presidente foi afastada e o vice assumiu. No entanto, as investigações continuam e provavelmente completará três anos.

Um mundo de crimes e criminosos ainda será conhecido. Muitas sentenças serão proferidas. A coisa toda ainda vai para outras instâncias do Judiciário. Com sua lentidão bovina, o STF nem sequer iniciou sua cota de julgamentos. Os desdobramentos vão durar anos e anos. É um roteiro que dificilmente um ficcionista conseguiria montar. Um roteiro que o País não deve esquecer jamais.

Fortaleza escapou por pouco

Lembram-se do estaleiro que um grupo privado, com financiamento do BNDES, pretendeu montar em plena Praia do Titanzinho? Pois é. Na época foi uma articulação iniciada por Sérgio Machado, via Transpetro. Aqui, o então governador Cid Gomes se tornou o principal defensor da obra. O principal argumento de Cid era a geração de empregos. Cerca de 800, ou 10% do que projeta gerar o shopping Riomar.

O Ceará daria mundos e fundos para o negócio se viabilizar, incluindo o terreno e a infraestrutura necessária. Mas havia algumas pedras no caminho. Entre elas, a então prefeita Luizianne Lins, que disse “não” ao projeto. Os urbanistas também foram ao ataque contra a obra. Um artigo do arquiteto Fausto Nilo no O POVO foi um marco.

A cidade deve ser grata a todos os que ficaram contra a ideia do estaleiro em pleno litoral de Fortaleza. Além das inadequações urbanísticas e ambientais, se o projeto tivesse prosseguido teríamos hoje um imenso esqueleto privado e fechado, além de uma praia degradada na cidade. A quimera da nova indústria naval brasileira virou um pesadelo de corrupção e falências.

Camilo discute reajuste salarial nesta segunda-feira

foto camilo santana governador

O governador Camilo Santana recebe na manhã desta segunda-feira (6), a partir das  horas, no Palácio da Abolição, representantes do Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec), para tratar da recomposição salarial do funcionalismo público.

Segundo o estudo da assessoria técnica do Fuaspec, o reajuste reivindicado pelos servidores, de 12,67%, seria plenamente viável, diante do crescimento real do Estado, em 2,5%, na sua receita tributária, no primeiro quadrimestre de 2016, quando comparado com o mesmo período do ano de 2015.

O estudo ainda não foi incluiu o total do acréscimo de receita tributária, decorrente da Lei 15.892/2015, que entrou em vigor em março de 2016. De acordo com as projeções do Fórum, o superávit orçamentário continuaria em mais de R$ 1 bilhão.

Morre o ex-senador Jarbas Passarinho

foto jarbas passarinho

Morreu neste domingo (5), aos 96 anos de idade, o ex-presidente do Senado, ex-governador do Pará e ministro em quatro governos, Jarbas Passarinho. Tenente-coronel do Exército, Jarbas Passarinho ingressou na política, após a deposição do presidente João Goulart, em 1964.

É de autoria, do então ministro do Trabalho Jarbas Passarinho, a célebre frase que dirigiu ao presidente e marechal Costa e Silva por ocasião da assinatura do AI-5 (fechou o Congreso Nacional e oficializou a repressão): “Sei que a Vossa Excelência repugna, como a mim e a todos os membros desse Conselho, enveredar pelo caminho da ditadura pura e simples, mas me parece que claramente é esta que está diante de nós. […] Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência”.

O velório ocorrerá no Oratório do Soldado, em Brasília, a partir das 12 horas. O sepultamento está marcado para as 16 horas no cemitério Campo da Esperança, também em Brasília.

(com agências)

Aliados de Cunha sugerem renúncia da presidência e manutenção do mandato

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O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) poderia até abrir mão da presidência da Casa, mas nunca do mandato. É o que garantem parlamentares aliados de Cunha, que tentam convencê-lo a não mais voltar para o comando da Mesa Diretora.

Segundo os aliados, a estratégia seria uma compensação para a derrubada do relatório do Conselho de Ética, que apresenta como parecer a cassação do mandato e dos direitos políticos de Cunha por oito anos. Com a queda do relatório, Cunha receberia uma punição mais branda, pelo fato de ter mentido sobre suas contas bancárias no exterior.

(com agências)

Prefeito Roberto Cláudio reabre zoológico neste domingo

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Após dois anos e oito meses, o Zoológico Municipal Sargento Prata será oficialmente reaberto na manhã deste domingo (5) pelo prefeito Roberto Cláudio, como parte das comemorações ao Dia do Meio Ambiente e também do lançamento da Autarquia de Urbanismo e Paisagismo de Fortaleza (Urbfor).

Além de um Sistema de Segurança Interna, com câmeras distribuídas estrategicamente de modo a garantir a segurança de toda a área, o zoológico também apresenta um novo projeto arquitetônico e executivo de suas instalações, com a confecção de plantas georeferenciadas, instalações elétrica e hidrosanitária; atualização de todos os cadastros de acervo do zoológico e documentações no sistema do Ibama-Sisfauna e Cadastro Técnico Federal; readequação do ambulatório veterinário, que foi também equipado com novos medicamentos, materiais cirúrgicos e de atendimento clínico; contratação de biólogo, médico veterinário e zootecnista, responsáveis técnicos pelo Zoológico; compra de equipamento de contenção animal, como zarabatana, puçás, ganchos de serpentes e cambão americano para jacarés

Atualmente, o Zoológico Municipal Sargento Prata abriga cerca de 140 animais de 40 espécies diferentes, entre aves, mamíferos e répteis, sendo a maioria da fauna brasileira, em uma área de quatro hectares.

(com informações da Prefeitura de Fortaleza)

Zika – Pesquisadores brasileiros não veem motivos para mudar data da Olimpíada

Pesquisadores brasileiros que participam do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (PROCC/Fiocruz) e da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV) prepararam um artigo com uma série de evidências científicas indicando que não há motivo para alterar as datas dos Jogos Olímpicos [5 a 21 de agosto] e Paralímpicos [7 a 18 de setembro] do Rio de Janeiro. A mudança das datas foi proposta por cientistas internacionais em carta aberta à Organização Mundial da Saúde (OMS), preocupados com a chegada de turistas à cidade e que poderiam levar o vírus Zika para os seus países de origem.

O artigo publicado na revista científica Memórias, do Instituto Oswaldo Cruz, contesta o argumento porque a atividade do Aedes aegypti é muito baixa no Rio de Janeiro nos meses de agosto e setembro. A coordenadora do programa da Fiocruz, Claudia Codeço, informou que o estudo levou em consideração dois fatores: a biologia do mosquito Aedes aegypti com a sua ação em temperaturas mínimas na cidade entre 22 graus Celsius (ºC) e 24ºC e os dados de casos de dengue registrados desde 2010.

Com base nas estatísticas, os pesquisadores estimam que, entre os 350 mil e 500 mil turistas esperados nas Olimpíadas, devem ocorrer quatro casos de dengue com sintomas, com a margem de erro variando entre um e 36.

O artigo foi assinado pelos pesquisadores Claudia Codeço, Daniel Villela, Marcelo F. Gomes, Leonardo Bastos, Oswaldo Cruz, Claudio Struchiner, Luis Max Carvalho, do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz; e Flavio Coelho, da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas.

(Agência Brasil)

Hora dos negociadores

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (5):

A fragilidade do governo em exercício, em face da escassez de sua legitimidade, acentua a preocupação com a economia, os negócios e o desemprego, que estão desmilinguindo, trazendo sofrimento e desespero ao povo.

Os políticos responsáveis amadurecem a convicção da necessidade de um acordo político que traga de volta a legitimidade na condução do País. Isso passa, necessariamente, pela recondução da presidente constitucional Dilma Rousseff, mas, sob o compromisso de trabalhar com o Congresso para a convocação de um plebiscito, aproveitando as eleições municipais deste ano.

O povo seria consultado quanto à necessidade ou não de eleições para presidente da República, Câmara dos Deputados, Senado (pois não adianta eleger apenas o presidente da República, mantendo o viciado Congresso atual, governos estaduais e assembleias legislativas), ainda este ano.

Dada a presente conjuntura, seria a melhor solução – devolveria o poder ao povo e a tranquilidade à Nação, permitindo dar rumo ao País.

Da forma que está é que não pode ficar.

Uece realiza neste domingo 1ª fase do vestibular 2016.2 com 9.929 inscritos

A 1ª Fase do Vestibular de 2016.2 da Universidade Estadual do Ceará (Uece) será realizada neste domingo (5), das 9h às 13h. Ao todo 9.929 candidatos disputam 1.821 vagas – 1.242 para os cursos da Capital cearense e 579 para as unidades no Interior. A Comissão Executiva do Vestibular (CEV) orienta aos candidatos que cheguem ao local de prova com uma hora de antecedência, ou seja, às 8 horas.

Na 1ª fase, os candidatos farão uma prova de Conhecimentos Gerais de múltipla escolha, incluindo Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Geografia, História, Matemática, Física, Química e Biologia.

A 2ª Fase será realizada nos dias 26 e 27 de junho (domingo e segunda-feira, respectivamente), com a realização de quatro provas: uma de redação e três específicas, de acordo com o curso de opção do candidato.

O segundo Vestibular de 2016 será realizado na sede da Uece, no Campus do Itaperi e no Centro de Humanidades. No interior, as provas serão realizadas nas unidades da Uece em Itapipoca, Crateús, Limoeiro do Norte, Iguatu e Quixadá, além de colégios da rede particular.

(O POVO Online)

Garoto muda versão sobre morte de menino de 10 anos em São Paulo

O garoto que estava junto com o menino de 10 anos morto pela Polícia Militar na última quinta-feira (2) mudou a sua versão sobre os fatos do ocorrido. Em novo depoimento, ele agora disse que não houve confronto com a polícia, e que três disparos foram feitos com o carro em movimento, e nenhum depois de o carro ter parado, durante a abordagem da polícia.

No novo depoimento, o garoto diz que o tiro que matou o menino de 10 foi disparado por um policial da Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas (Rocam) imediatamente após de o carro ter colidido e parar. Disse ainda que o mesmo policial que atirou o deitou no chão e deu um tapa no seu rosto. Segundo o relato do jovem, os policiais disseram ainda que seria morto caso não tivesse pai e mãe.

Segundo advogado Ariel de Castro Alves, do Conselho Estadual de Direitos Humanos, a ação pode ser considerada uma execução, de acordo com o relato da criança no depoimento. “O principal é que não houve confronto no desfecho, no momento que o carro parou”, disse Ariel, que acompanhou o segundo depoimento.

Pela versão policial, o menino foi baleado em confronto após ter atirado três vezes contra os policiais com uma arma calibre 38. Os primeiros dois tiros foram dados com o veículo ainda em movimento, antes de o carro bater contra um ônibus e, depois, contra um caminhão que estava estacionado, até perder o controle. Um terceiro tiro teria sido disparado pelo menor após as colisões. Vídeos de câmeras de segurança mostram o carro parado, desgovernado, e um policial se aproximando do veículo e atirando.

(Agência Brasil)

Bispos negligentes em casos de abusos sexuais poderão perder cargos, diz o papa

foto papa francisco

Os bispos que foram negligentes em relação aos casos de abusos sexuais contra menores e adultos vulneráveis serão removidos dos cargos, decretou neste sábado (4) o papa Francisco no Motu Proprio (documento de iniciativa pessoal do papa), cujo título é “Como uma Mãe Amorosa”. O papa diz ainda que a missão de proteger e do cuidar se refere a toda Igreja, mas envolve em particular os bispos.

Destaca também, entre outras coisas, que, após os argumentos apresentados pelo bispo, a congregação pode “decidir por uma investigação suplementar” e mais aprofundada. A “missão de proteção e do cuidar diz respeito a toda Igreja, mas é especialmente por meio de seus pastores que este deve ser exercido”, informa o documento. Especifica-se, outrossim, que este dano pode ser “físico, moral, espiritual ou patrimonial”.

O Vaticano anunciou ainda que quando os indícios são “sérios” a Cúria Romana pode “iniciar uma investigação” informando ao interessado que tem “a possibilidade de defender-se”. Depois dos todos os procedimentos de apuração, a decisão final deve ser apresentada ao papa antes da “decisão definitiva”, que será assessorado por um colégio de juristas.

(Agência Brasil)

Comida di Buteco – Box no mercado São Sebastião desbanca competidores tradicionais

foto nem comida de buteco

Almôndegas recheadas com queijo, acompanhadas de farofa e molho agridoce. Esse é o prato vencedor do “Comida de Buteco”, que neste ano reuniu 20 estabelecimentos, avaliados nos quesitos tiragosto, atendimento e higiene.

Para quem pensa que o prato vencedor é servido em algum boteco da Varjota, Praia de Iracema, Parquelândia ou Beira Mar, certamente nunca apreciou a culinária do mercado São Sebastião, no Centro. Além da boa panelada, buchada, carneiro e do sarrabulho, o mercado agora também se orgulha do Francisco Antônio Serafim, o Nem, autor do prato vencedor do “Comida di Buteco 2016” e que disputará no segundo semestre o concurso nacional.

Além das “Almôndegas do Nem”, Fortaleza também irá competir com o prato “Aqui Não Tem Trouxa” (porção de trouxinhas recheadas com costela bovina assada e temperos especiais, acompanhadas por geleia de pimenta e molho especial), do boteco Teresa e Jorge; e do tiragosto Sarrabulho (guisado com miúdos de porco à moda), do Bar do Helano.