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Zika – OMS nega pedido de cientistas para adiar Olimpíada do Rio

A Organização Mundial da Saúde (OMS) rebateu neste sábado (28) as declarações de um grupo de cientistas e afirmou que não há motivos para adiar ou cancelar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, previstos para agosto, devido ao surto do vírus Zika. Na avaliação da OMS, eventual mudança no calendário da competição não alteraria significativamente a propagação do vírus. O Brasil é um dos 60 países que registraram a presença do Zika em seu território.

“Com base na avaliação atual do vírus Zika circulando em quase 60 países globalmente e em 39 nas Américas, não há nenhuma justificativa de saúde pública para adiar ou cancelar os Jogos. A OMS continuará monitorando a situação e atualizando as recomendações, se necessário”, afirmou a entidade, em comunicado.

A manifestação da OMS foi provocada por uma carta aberta na qual pesquisadores de pelo menos 15 países pediram à organização e ao Comitê Olímpico Internacional (COI) o adiamento do evento esportivo em nome “da saúde pública” devido à presença do vírus Zika na cidade.

Em nota, a OMS também ressaltou que está fazendo recomendações ao governo brasileiro e ao Comitê Olímpico sobre formas de reduzir o risco de atletas e turistas de contraírem o vírus durante os Jogos, como o combate ao mosquito Aedes aegypti,que além do Zika, transmite a febre chikungunya, febre amarela e a dengue.

(Agência Brasil)

PPS deverá fazer três vereadores em Fortaleza, estima presidente estadual do partido

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O PPS deverá contar com 65 candidatos à Câmara Municipal de Fortaleza, nas eleições de outubro próximo. Para o presidente do partido no Ceará, Alexandre Pereira, o PPS deverá eleger três vereadores.

Sobre a sucessão ao Palácio do Bispo, o dirigente acredita na reeleição do prefeito Roberto Cláudio, pré-candidato pelo PDT.

Segundo Alexandre Pereira, a divulgação da gestão tem melhorado a imagem do prefeito, diante das obras de mobilidade urbana, reformulação das praças e inaugurações de postos de saúde.

Para os machos

Em artigo no O POVO deste sábado (28), o jornalista Marcos Sampaio aborda a questão da ‘mulher objeto’. Confira:

Próximo de me despedir da alfabetização, minha professora reuniu os alunos para organizar nossa festa de Doutor do ABC. O primeiro passo seria escolher um par para o baile e o procedimento adotado seria o seguinte: ela perguntaria aos meninos com que menina eles gostariam de dançar e ela diria se aceitava. Não abri mão do direito de escolher aquela que foi meu primeiro sex symbol, principalmente depois de perceber que, por opção ou constrangimento, todas as meninas aceitavam de pronto o garoto que as estava escolhendo.

Tenho orgulho das fotos ao lado da menina mais linda da minha sala, mas olho com certo horror esse processo onde cabia a ela só o papel de dizer sim ou não. Tamanha aberração só é aceita, uma vez que, historicamente, o machismo é ensinado para as crianças desde o berço, incentivado durante a juventude e formalizado na vida adulta. E as consequências são drásticas.

Lembrei-me dessa história quando soube que um homem abordou uma mulher dentro de uma boate de Fortaleza, forçando-a a lhe dar um beijo. Casos como esse se tornaram tão corriqueiros que há quem pense que se trata de algo normal. Desrespeitos que partem da ideia da mulher como um objeto à disposição do homem acontecem em todas as casas de shows, transportes coletivos, calçadas, bares e espaços públicos do mundo. Há até quem defenda atitudes como essa apostando numa certa molecagem sem muitas implicações. Não é o caso. Sem o devido consentimento, qualquer abordagem, venha de quem vier, é criminosa.

Infelizmente, agressões e abusos como esses já se tornaram tão corriqueiros nos nossos dias que, em muitos casos, ganham nome de frescura e são deixados pra lá até por quem sofre com eles. A desinformação é tamanha que mulheres são agredidas sem saber que são agredidas. Por isso, toda iniciativa que promova informação, denúncia e punição de casos como esses deve ser incentivada. Só assim, quem sabe, um dia os machos percebam que toda mulher tem direito de escolher quem elas querem ou não beijar.

Alô, solteironas! Festa do Pau da Bandeira de Barbalha começa neste sábado

foto barbalha foto

A tradicional Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha começa neste sábado, nesse município da Região do Cariri. É a primeira edição da festa após o reconhecimento nacional do Pau da Bandeira de Barbalha, com registro como patrimônio imaterial brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

“O reconhecimento nacional da Festa de Santo Antônio de Barbalha pelo Iphan é muito importante para a cultura cearense e reforça a dimensão dessa expressão da cultura tradicional popular, em que dezenas de grupos, artistas e mestres participam ativamente, em uma das mais marcantes manifestações do Cariri, do Ceará e do Brasil”, ressalta o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba.

A abertura da programação acontece com a festa “Noite das Solteironas”, neste sábado (28), e prosseguirá com o carregamento e o hasteamento do Pau da Bandeira, neste domingo (29). As festividades continuam com atividades todos os dias, até 13 de junho, com expectativa de que mais de 300 mil pessoas se reúnam em Barbalha.

A tradição do Pau da Bandeira começou em 1928. Trata-se do tronco de uma árvore previamente escolhida, simbolizando a promessa e a devoção ao santo casamenteiro. Os carregadores formam uma espécie de irmandade e centenas de homens se revezam para levar o pau sobre os ombros por cerca de seis quilômetros até a frente da Igreja Matriz de Barbalha, onde é hasteado com a bandeira de Santo Antônio, numa demonstração de força e fé.

Sinditaxi promete liminar contra Uber

O Sindicato dos Taxistas (Sinditaxi) promete entrar na Justiça na segunda-feira (30), com uma liminar pedindo a suspensão da atuação da Uber em Fortaleza.

Vicente de Paula, presidente do Sinditaxi, argumenta que o serviço prestado pela Uber é feito na ilegalidade. “Vamos mostrar para a Justiça o serviço feito pela Uber credenciando carros particulares para transporte de passageiros, que é ilegal”, afirma Vicente de Paula, complementando que o pedido de suspensão vai ser feito até que a Prefeitura tome algum posicionamento oficial a respeito da atuação da Uber na Capital.

O presidente do Sinditaxi diz ainda que a Uber é um transporte privado baseado na Lei de Mobilidade Urbana, mas ressalta que é necessário o poder municipal regulamentar o serviço para que ele seja considerado legal.

(O POVO)

Esclarecimentos necessários

Editorial do O POVO deste sábado (28) ressalta suspeições das reais motivações do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Confira:

A semana chega ao fim com os brasileiros perplexos com mais uma saraivada de gravações de diálogos privados entre figurões do mundo político, em torno do destino da República, visto sempre segundo o prisma de interesses nada republicanos. Um dos mais graves deles levanta suspeições sobre as motivações reais do impeachment, uma iniciativa que está mexendo com os referenciais básicos do Estado Social Democrático de Direito: as fontes de sua legitimidade.

Pelo conjunto das revelações já vindas a público, o processo do impeachment adviria não do flagrante de um crime de responsabilidade da titular do Poder Executivo, mas de uma articulação artificial para provocá-lo, com vistas a servir de cortina de fumaça para a obtenção de objetivos de contenção da Operação Lava Jato, de modo a livrar implicados ainda não levados a julgamento. Isso sem falar das movimentações mais profundas de segmentos corporativos interessados na mudança do modelo econômico para atender demandas próprias, ainda que legítimas.

Para o bem da paz pública, é imperioso que os esclarecimentos sejam feitos de forma clara e peremptória por todas as instituições – após investigação exaustiva -, já que, infelizmente, se tornou normal neste País dar crédito a qualquer gravação de conversas sigilosas, sem se atentar para a comprovação prévia de seu conteúdo e os propósitos reais que as movem.

Nestes momentos de transição política, é importante ancorar-se na legitimidade da soberania popular e nos lastros seguros da Constituição.

Relativizá-los é ingressar no mar revolto do casuísmo e do voluntarismo, abrindo brechas nas comportas da legalidade.

Ainda que alguns possam exercer a prerrogativa legítima, como cidadãos, de postular reformas profundas na economia e no Estado, e até se articular para tanto, buscando convalidação junto a segmentos de grande poder de fogo, isso não anula a exigência de tramitação pelos condutos da legitimação. Se algum segmento se arrogar o direito de passar por cima dessa exigência, a isonomia será exigida por quem discordar, e aí o Estado Social Democrático de Direito iria pelos ares. É isso que é preciso evitar a todo custo.

Morre o empresário Raimundo Ferreira, da Gráfica Encaixe

foto raimundo ferreira encaixe

Morreu neste sábado (28), em São Paulo, o empresário Raimundo Ferreira, da Gráfica Encaixe, após ser submetido a uma cirurgia, há seis dias, para a retirada de um tumor maligno.

O velório ocorre a partir das 14 horas deste domingo (29), no cemitério Jardim Metropolitano, no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Nossos pêsames aos familiares.

O alcance das gravações

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (28), pelo jornalista Érico Firmo:

As gravações realizadas pelo ex-senador cearense Sergio Machado abrem novo capítulo na crise política no Brasil. É o escândalo do pós-Dilma Rousseff (PT). Atinge os pilares sobre os quais está firmado o governo Michel Temer (PMDB). Complicam toda a cúpula política, de Dilma a Temer, do Executivo, Legislativo e Judiciário. Para quem se perdeu ao longo da semana, uma síntese dos principais enrolados nas gravações:

Ninguém se enrola tanto quanto Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney. O primeiro a cair e mais atingido foi Romero Jucá. O mais desbocado, tentou negar o óbvio. “Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem”, disse, sobre as punições na Lava Jato.

Calheiros orienta a defesa de Delcídio do Amaral, inclusive para deixar o processo parado no Conselho de Ética. “Então, o Conselho de Ética tem que requerer diligências requisição de peças e enquanto isso não chegar fica lá parado…”.

Sarney chega a citar participação direta da presidente afastada em negociação com empreiteira para uma campanha. E afirma: “A Odebrecht (…) vão abrir, vão contar tudo. Vão livrar a cara do Lula. E vão pegar a Dilma”.

Sobre o PSDB, Machado diz que Aécio “é o cara mais vulnerável do mundo”. Calheiros confirma.

As conversas atingem vários ministros de Temer: Mas, sobretudo, atingem as motivações para o impeachment e a ascensão do presidente em exercício. Jucá afirmou: “Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”. Machado completa: “Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel (Temer)”. A seguir, ele acrescenta: “É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional”. “Com o Supremo, com tudo”, diz Jucá. Machado completa: “Com tudo, aí parava tudo”. “É. Delimitava onde está, pronto”, afirma Jucá.

O STF sai mal nos diálogos. São constantes as referências a acordos e pressões sobre ministros. Fica clara a intenção dos ministros de afastar Dilma. “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘Ó, só tem condições de (inaudível) sem ela (Dilma)’”, diz Machado.

Visitas já estão liberadas no sistema prisional cearense

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Camilo pediu Força Nacional de Segurança nos presídios.
Após rebeliões, crise e 18 mortes registradas no sistema prisional cearense, as visitas aos presos foram liberadas neste sábado. A ação da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) é uma das medidas do plano de estabilização das unidades prisionais do Estado. Na manhã de hoje, esposas e mães de internos chegaram cedo aos presídios carregadas de mantimentos para a visita semanal.
Para Leonice Araújo, 52, o dia hoje amanheceu com a possibilidade de ver o filho que está detido há 10 meses na Casa de Privação Provisória de Liberdade Desembargador Francisco Adalberto de Oliveira Barros Leal (CPPL de Caucaia). Ela conta que no último sábado, devido a suspensão das visitas no local, várias mulheres e internos protestaram. “Foi muito pesado, teve bomba de gás lacrimogênio, spray de pimenta e nós ouvíamos o barulho de bombas e de tiros aqui fora”, conta.
Em Caucaia, muitos familiares aproveitaram a liberação de visitas para recompor o estoque de mantimentos: alimentos, produtos de higiene e de limpeza e até água. Semanalmente, elas levam os produtos pois dizem que não são disponibilizados no presídio. Neste sábado, o que chamou a atenção foi a quantidade de colchões. Muitos foram queimados nas rebeliões. Por fora da unidade prisional, as grades das celas podiam ser vistas com sinais de arrombamento.
No local, um dos agentes prisionais que pediu para não ser identificado, informou que os internos encontram-se todos soltos no pátio. Ele disse que não há nenhuma das dependências com grades, todas foram arrancadas. Nesta manhã, as juízas Joseana França e Luciana Teixeira foram ao local para acompanhar as visitas. Momentos antes da entrada, elas se reuniram com as mulheres e solicitaram “um pacto de paz e confiança” durante o ingresso delas ao presídio.
Agentes prisionais também se reuniram com Cézar Belmino, juiz da corregedoria dos Presídios e Estabelecimentos Penitenciários da Comarca de Fortaleza. Ele também compareceu à CPPL de Caucaia e ouviu as demandas dos profissionais que reivindicaram melhores condições de trabalho e melhores condições para os internos.
“Condições básicas para eles também são melhores condições para nós”, afirmou um dos agentes. Atualmente, a unidade prisional tem a população carcerária de cerca de 1.600 pessoas, no entanto só há capacidade para 900. Diariamente, somente sete agentes administram o local.
 (O POVO Online)

Lula foi o articulador do esquema de corrupção na Pettobras, diz delator

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lula em todo lugar

O ex-deputado do Partido Progressista, Pedro Corrêa, preso em Curitiba (PR) pela Operação Lava Jato, afirma, em documentos que integram seu acordo de delação premiada, que o ex-presidente Lula articulava pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras. Segundo a revista Veja, Corrêa relatou que parlamentares do PP se rebelaram com o que chamou de avanço do PMDB nos contratos da diretoria de abastecimento da estatal quando a área era dirigida por Paulo Roberto Costa.

Um grupo foi ao Palácio do Planalto na época que Lula era presidente para reclamar. Segundo a Veja, Corrêa relatou na delação que o petista passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles “estavam com as burras cheias de dinheiro” e que a diretoria era “muito grande “ e tinha que “atender aos outros aliados”.

A revista diz que, conforme o relato de Corrêa, Lula ordenou que os partidos se entendessem. O ex-deputado, então, representando o PP, teria se reunido com a cúpula do PMDB. Segundo a publicação, ele contou ter procurado o senador Renan Calheiros (AL) “para acertar a partilha”, além de peemedebistas como o deputado Eduardo Cunha (RJ) e o senador Romero Jucá (RR).

Na delação, Corrêa também citou vários deputados, senadores, ministros, ex-ministros e ex-governadores envolvidos em corrupção e confessou que recebeu dinheiro desviado de mais de 20 órgãos ligados ao governo.

Veja traz outro relato do ex-deputado sobre uma reunião com os ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró e Costa, com o lobista Jorge Luz, os senadores Calheiros, Jucá, Jader Barbalho (PMDB-PA) e o atual ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

No encontro, em 2006, os peemedebistas apresentaram uma conta de US$ 18 milhões em propina para apoiar a continuidade de Costa e Cerveró na estatal. Teriam sido pagos US$ 6 milhões antes da eleição daquele ano.

A revista relata novamente a atuação de Lula, quando foi presidente, para nomear Costa, indicado do PP. Em março, a Folha de S.Paulo revelou que na negociação de seu acordo de delação premiada o ex-deputado citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ministro do TCU Augusto Nardes, Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A delação aguarda homologação do ministro do STF Teori Zavascki.

(Com Agências)

Por dentro da meta fiscal: governo e famílias apertam o cinto

A meta fiscal prevê um déficit de R$ 170,5 bilhões nas contas do governo, valor superior à previsão anterior que era um déficit de R% 96 bilhões. A meta revela a política fiscal estabelecida pelo governo com o objetivo de mostrar a sua capacidade de saldar compromissos. Ela é resultado da diferença entre dois valores: a expectativa de receita e a expectativa de despesas. Desta conta, é possível obter um superávit (saldo positivo) ou déficit (saldo negativo).

O orçamento das famílias é menos complexo que o Orçamento da União.  Se o governo não consegue economizar o suficiente para fazer frente aos seus compromissos, ele passa a recorrer a medidas como aumentar impostos para as famílias e as empresas e cortar gastos que não são obrigatórios, como investimentos públicos.

Também pode emitir títulos públicos, que são comprados por investidores do mercado. É uma espécie de “empréstimo”: o governo põe à venda com o compromisso de resgatá-los de acordo com prazos, juros e outras condições predeterminadas.  Esses títulos compõem a chamada dívida pública.

O governo em exercício de Michel Temer resolveu fazer um esforço e criar um teto para o crescimento dos gastos públicos, além de cortar algumas despesas. O pacote fiscal anunciado contém entre outros pontos uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que será enviada para votação Congresso Nacional que restringe inclusive a expansão dos gastos com saúde e educação. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também não descartou a possibilidade de o governo propor aumento de tributos no futuro. Segundo ele, porém, a ideia é não elevar impostos “num primeiro momento”.

Desde 1997 até 2014, são 17 anos seguidos em que o Brasil sempre registrou superávits primários, valor que é destinado anualmente para o pagamento dos juros da sua dívida. Mas o modelo, que remonta à estruturação do Plano Real e à Lei de Responsabilidade Fiscal não é unanimidade. Em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) no dia 16 de maio, sindicalistas e outros convidados afirmaram que a política fiscal que vigora desde os anos 1990 garante a primazia do setor financeiro na economia.  A consequência disso, segundo eles, é que as políticas públicas começam o ano com poucos recursos.

Se não conseguisse aprovar a nova meta até a próxima semana, o governo seria obrigado a cortar R$ 137,9 bilhões nas despesas não obrigatórias, para garantir o superávit previsto na LDO, além dos R$ 44,6 bilhões já contingenciados no primeiro bimestre.

(Agência Senado)

A proibição do Uber em Fortaleza

Em artigo enviado ao Blog, o advogado Renato de Mello Cruz ressalta que a proibição da operação do Uber não é a mais correta. Confira:

O aplicativo de transporte privado urbano Uber acaba de aportar em Fortaleza e, como não pode deixar de ser em qualquer canto do mundo, já vem acompanhado de polêmicas. Sabidamente a categoria dos taxistas não admite o que acredita ser a concorrência desleal e ilícita promovida pela empresa de tecnologia e até realizou manifestações de protesto contra a operação.

Além desse desafio, o Uber já está enfrentando obstáculos impostos pelas autoridades reguladoras do trânsito. A Etufor manifestou-se pela ilegalidade do transporte e vem multando e apreendendo veículos de parceiros do aplicativo, gerando entraves desde os primeiros dias de disponibilização do serviço.

Pela via legislativa, o Sindicato dos Taxistas entregou à Prefeitura de Fortaleza um modelo de Projeto de Lei vedando o credenciamento de motoristas particulares pelo aplicativo. Além disso, dois projetos já foram apresentados à Câmara de Vereadores, tanto para regulamentar quanto para proibir.

A movimentação liderada pelos taxistas é natural e esperada, uma contraposição praticamente decorrente do instinto de sobrevivência, da mesma forma que já ocorreu com outras categorias ou modelos de negócio. Contudo, não se pode crer que a saída da proibição da operação do Uber seja a mais correta e, principalmente, a mais benéfica para o público.

A atividade realizada pelo Uber enquadra-se como transporte privado individual de passageiros, em contraposição com o transporte público que caracteriza o táxi. E, assim, apesar de ser evidente haver uma interseção entre os serviços, a verdade é que possuem natureza preponderamente complementar. Enquanto os taxistas serão sempre regulados estritamente pela autoridade pública, aplicações como o Uber devem ser regidas de forma prioritária pelo livre mercado, o que traz diferenças tanto para os usuários, quanto para a utilidade pública do serviço.

O caminho mais salutar se apresenta, portanto, na regulação básica do Uber, deixando-se ainda mais clara a relação de complementaridade do transporte por ele possibilitado e resolvendo questões relevantes como a tributação e as relações de trabalho com os motoristas credenciados. No lugar de tentar parar o tempo, as autoridades envolvidas devem entender o fluxo inevitável das mudanças e aproveitá-las para melhor servir a população.

Dedé Flanelinha ‘recrama’ dos ‘malas que num trabalham direito’

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Quem já não teve problemas com algum flanelinha na hora de estacionar o carro na rua ou da abordagem inesperada no retorno ao carro? Para falar sobre esse tipo de problema, nada melhor que o Dedé Flanelinha, personagem do jornalista e comediante cearense Glayco Salles, no canal Caco na Rede, no You Tube.

Médico diz que hospitais podem fazer mais com a mesma verba

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O oftalmologista Eron Moreira, diretor licenciado do Gonzaguinha de Messejana, destacou o atendimento humanizado na unidade de saúde municipal, que realiza cerca de 400 partos mensais. Segundo o médico, durante entrevista no programa Da Hora, na TV União, apresentado pelos jornalistas Alfredo Marques e Walter Bardawil, a otimização dos recursos permitiu que o hospital aumentasse a demanda e realizasse todos os três mil exames de mamografia que estavam “na espera” desde a gestão da então prefeita Luizianne Lins.

De acordo ainda com o médico, o prefeito Roberto Cláudio gasta cerca de 30% do orçamento de Fortaleza com a saúde pública municipal – a Constituição prevê 12% -, mas é a otimização do emprego dos recursos e o compromisso dos servidores que estão mudando o atendimento nas unidades de saúde.

“Não teríamos conseguido nada se não fosse o empenho dos nossos servidores, o compromisso com o atendimento”, comentou o médico, ao destacar o Gonzaguinha de Messejana no prêmio Ceará Gestão Pública, de iniciativa do Governo do Estado, que avalia o modelo de excelência em gestão nos setores público e privado e reconhece as organizações que comprovaram uma melhoria gerencial em relação à qualidade dos serviços prestados, satisfação do cidadão, redução de custos e inovação.

Suspensão do WhatsApp é tema de audiência pública na Câmara Federal

A recente suspensão dos serviços do WhatsApp pela Justiça brasileira será discutida na quarta-feira (1º), na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. O debate foi proposto pelo deputado Marco Tebaldi (PSDB-SC).

Segundo o parlamentar, a interrupção do serviço prejudicou, além dos consumidores, um número considerável de empresas que usam a plataforma, entre elas agências de comunicação digital, companhias de encomendas em geral, como buffets, lojas de cosméticos e farmácias, e prestadores de serviços como engenheiros, médicos, dentistas, veterinários, contadores e outros.

Tebaldi destaca que a decisão judicial, embora fundamentada na segurança pública, pune os usuários de todo o País e, portanto, deve ser debatida e, quem sabe, até repensada. “Esse aplicativo hoje é usado para tudo, inclusive para trabalho. A ideia é que os especialistas a ser ouvidos na comissão nos tragam informações importantes e apontem caminhos para evitar novas suspensões do serviço”, afirma o deputado.

No último dia 2 de maio, por determinação da Justiça de Sergipe, as operadoras de telefonia bloquearam os serviços do WhatsApp. A ordem foi expedida pelo juiz Marcel Montalvão, o mesmo que, no começo de março, mandou prender o vice-presidente do Facebook na América Latina, o argentino Diego Jorge Dzodan.

O juiz atendeu a pedido da Polícia Federal, uma vez que o Whatsapp não havia cumprido ordem judicial de quebra do sigilo das mensagens para fins de investigação sobre crime organizado de tráfico de drogas. Em março, a Justiça havia solicitado os endereços físicos de onde os traficantes trocavam mensagens tanto pelo Facebook quanto pelo WhatsApp, aplicativo de mensagens que também pertence à empresa de Mark Zuckerberg.

O Facebook argumentou, em casos anteriores, que não tem os dados pedidos pela Justiça brasileira, pois não armazena dados de conversas, e que possui apenas os números de telefone. Em dezembro do ano passado, o Judiciário mandou suspender o WhatsApp por motivo parecido.

Em fevereiro de 2015, a Justiça de Teresina, no Piauí, também determinou a interrupção temporária do aplicativo por não cumprir decisões judiciais. Mas as operadoras recorreram e, naquela oportunidade, o aplicativo não chegou a ficar fora do ar.

(Agência Câmara Notícias)

Sucessão em Fortaleza – Cenário nacional deverá ter forte influência nas urnas

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Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (28):

O mês de junho bate à porta e, com ele, vem o afunilamento do processo sucessório em Fortaleza. O que se sabe? O prefeito Roberto Cláudio (PDT) vai para a reeleição, aguardando apoio do governador Camilo Santana (PT), mas certo de que não deve contar com o apoio do governo federal. Vai ser alvo de críticas pelo apoio a Dilma.

No PT, Luizianne Lins quer construir uma postulação, prometendo mais experiência de quem já pilotou a máquina. Mas ela sabe que o desgaste do PT na Lava Jato não lhe deixará sem rusgas numa campanha.

O PR do Capitão Wagner também apareceu na Lava Jato, assim como o PSB do deputado estadual Heitor Férrer.

No cenário da sucessão, só escapa o Psol que, no entanto, não sabe ainda quem indicar para a peleja, pois Renato Roseno evita o mote.

Se o cenário nacional pesará tanto no local, ainda não dá para se dimensionar. Mas, há uma certeza: o fortalezense verá uma campanha onde o sujo não falará muito do mal lavado. Que as propostas, então, se sobressaiam. Ganhará o eleitorado.