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Segurança Pública – Desastrosa não é a abordagem, é a política

Com o título Desastrosa não é a abordagem, é a política”, eis artigo de Ricardo Moura, jornalista, que pode ser conferido no O POVO desta segunda-feira. Confira:

O Governo Cid Gomes provocou uma grande mudança no modo como a polícia interagia com a população. O policiamento comunitário levado a cabo pelo Ronda do Quarteirão aproximou a PM dos moradores no que se propunha ser uma relação de parceria mediada pelo acesso facilitado às equipes. O conhecimento interpessoal era uma das chaves do sucesso da iniciativa. Prova disso era o slogan do programa: a “polícia da boa vizinhança”.

O entusiasmo era tamanho que Roberto Monteiro, então titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), afirmou, em dezembro de 2008, que o Governo do Estado estava promovendo uma “revolução” naquela área e acrescentou: “Acabou-se o tempo da polícia violenta, que se impõe pela força. Vamos nos impor pela inteligência e pelo conhecimento”.

A comemoração veio cedo demais. Com o passar do tempo, o programa foi se descaracterizando. A novidade do policiamento comunitário foi dando lugar a práticas que não se distinguiam tanto das tradicionais, em especial quando se tratavam de denúncias sobre corrupção e violência. Não é por acaso que, em julho de 2010, o adolescente Bruce Cristian foi morto por um policial do Ronda do Quarteirão enquanto estava na garupa da moto do pai.

O policiamento tático do Raio sucedeu o Ronda do Quarteirão tanto no modo de atuação quanto na propaganda governamental. A aposta em uma polícia mais “enérgica” foi dobrada no governo Camilo Santana em detrimento a uma política de segurança pública que atuava de forma mais consequente nas causas da violência.Soa incongruente considerar a proposta inicial das Unidades Integradas de Segurança (Uniseg) – que previa a reestruturação do Ronda do Quarteirão – e a expansão do Raio como pertencentes ao mesmo Ceará Pacífico. Embora possam estar juntas no material de divulgação, tratam-se de modelos completamente diferentes de abordagem da segurança pública.

Como se vê, mudar uma cultura organizacional tão consolidada é uma tarefa dificílima. Enquanto diversos setores da sociedade passam por profundas transformações, a atividade policial permanece resistente a mudanças. Por mais atualizados que sejam os equipamentos, por mais modernas que sejam as viaturas e os uniformes, a PM norteia suas ações por um binômio quase tão antigo quanto a centenária corporação: hierarquia e disciplina. Se esses dois princípios funcionam como importantes fatores de integração e de organização interna das forças policiais, o modelo militarizado de segurança pública traz consigo um anacronismo incompatível com uma sociedade democrática.

Em sua essência, o militarismo só funciona com a figura de um inimigo a ser combatido. Tal lógica pode até ser válida em um conflito armado entre países, mas está fadada ao fracasso quando se trata da aplicação a situações muito mais complexas como a que vivemos. A morte de Giselle Távora Araújo, de 42 anos, durante uma abordagem policial na avenida Oliveira Paiva é um exemplo disso. Muito se comenta de que houve despreparo por parte do PM que efetuou os disparos. No entanto, se o modelo vigente é o do enfrentamento e do confronto, como podemos afirmar ter se tratado de uma “abordagem desastrosa”? É injusto atribuir a responsabilidade do ocorrido apenas a uma falha humana e deixar de lado uma cultura policial que faz com que atitudes como essa sejam encorajadas. O “desastre” começa na definição sobre a forma de policiamento a ser adotada. Todo o resto é consequência.

OPJ. Quando o assunto é mudança de cultura organizacional, o projeto Oficial de Polícia Judiciária (OPJ), que unifica as carreiras de escrivão e inspetor, é a aposta do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) para tornar mais ágil a atuação das delegacias. De acordo com o sindicato, o Ceará possui 616 escrivães e 1.846 inspetores.

Com a adoção do OPJ, a Polícia Civil contaria com 2.462 servidores para desempenhar essas mesmas funções.

A proposta foi tema da coluna em junho de 2015 (https://www20.opovo. com.br/app/colunas/segurancapublica/2015/06/15/noticiassegurancapublica,3453705/uma-revolucao-na-policia-civil.shtml), mas só agora saiu a autorização do projeto-piloto.

A Delegacia Regional de Aracati receberá essa novidade no próximo dia 21, com todos os escrivães e inspetores da equipe atuando a partir de agora como oficiais de polícia judiciária. Se essa experiência realmente der bons resultados, todos nós sairemos ganhando.

*Ricardo Moura,

Jornalista e pesquisador.

Presidente da Unimed Fortaleza lança livro sobre Gestão

O presidente da Unimed Fortaleza, Elias Leite, lançará o livro “Líder de resultado: o poder da gestão que entende de gente, desenvolve pessoas e multiplica resultados” – (ufa!). A publicação, que aborda sobre liderança e gestão, será lançada durante evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivo e Finanças, do Ceará, às 19 horas desta terça-feira, no auditório do BS Tower Multi Office (Bairro Aldeota)

“O objetivo do lançamento do livro para o nosso público de finanças está relacionado ao apoio e incentivo que o Ibef promove junto às boas práticas de gestão. O médico e executivo Elias Leite tem realizado um belo trabalho na Unimed Fortaleza, onde já atuou como diretor e atualmente ocupa a presidência da companhia”, destaca o presidente do Ibef-CE, Raul dos Santos.

A publicação trata a respeito do modelo de gestão baseado em liderança e com foco na gestão de pessoas. Aborda, ainda, a questão das práticas de desenvolvimento e treinamento de equipes, da resiliência, inteligência emocional e ética no trabalho. “O grande segredo de qualquer empresa está nas pessoas. O livro é o modelo de gestão que defendo fortemente, que é a cortesia com resultado. Só cortesia sem resultado não serve, e resultado a qualquer custo eu não prezo”, ressalta o autor.

Para Elias Leite, médico otorrinolaringologista, gestor há 18 anos, o segredo é formar equipes com pessoas que tenham comportamento que se adequem a essa visão.

SERVIÇO

*BS Tower Multi Office (Rua Gonçalves Lêdo, 777 – bairro Aldeota).

(Foto – Divulgação)

Apesar da crise, Bancos seguem lucrando mais do que outros setores

Nem mesmo a maior recessão da história do país foi capaz de derrubar a rentabilidade dos bancos brasileiros, sobretudo, dos grandes e privados. Uma das justificativas, a política de juros altos, não se sustentou quando a taxa Selic recuou a 6,5% ao ano e as principais instituições financeiras continuaram com retorno sobre o patrimônio (ROE) em trajetória ascendente. Segundo levantamento da empresa de informações financeiras Economatica, o ROE subiu de 10,35% em 2016 para 13,59% em 2017, o dobro da rentabilidade dos demais setores da economia, que tiveram média de 6,6%.

Outra explicação para a saúde invejável do setor é o alto spread bancário praticado no país. A diferença entre o que os bancos pagam pelo dinheiro e o que cobram dos clientes é uma das maiores do mundo no Brasil. Conforme o Banco Central, o Indicador de Custo do Crédito (ICC) passou de 20,64 pontos percentuais em 2015 para 22,25 no ano passado. Estudo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostra, numa comparação com outros 12 países, que o índice brasileiro é, disparado, o mais alto, sendo que o do segundo colocado, o México, é de 9,1 pontos.

Como os grandes bancos não deixam de lucrar a despeito da conjuntura econômica e mantêm rentabilidade acima, inclusive, da média de instituições financeiras de países como Estados Unidos e Canadá (veja no quadro ao lado), é de se supor que a margem tem parcela significativa no spread recorde. Porém, no mais recente Relatório de Economia Bancária (REB), divulgado na semana passada pelo BC, a partir de uma nova metodologia, o peso do lucro no custo do crédito caiu para 14,9%, enquanto que o da inadimplência ficou em 37,4%.

O diretor de política econômica do BC, Carlos Viana de Carvalho, explica que a metodologia era de 2004, e a atualização foi necessária. “Não se pensava nos serviços como receita, mas ganharam importância”, diz. Atualmente, os grandes bancos (chamados complexos) não concedem apenas crédito e atuam como tesouraria, mas oferecem uma diversidade enorme de produtos e serviços.

Para o ex-economista-chefe da Febraban Roberto Luis Troster, o cálculo do BC é passível de discussão. “A metodologia não inclui IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) na conta e isso distorce o resultado”, critica. O especialista reconhece, no entanto, que a rentabilidade do setor é alta. “Os lucros são legais. A inadimplência tira a legitimidade da margem de lucro, porque a contribuição social do setor financeiro é baixa”, sustenta.

O relatório da autoridade monetária aponta que a rentabilidade média do sistema financeiro é de 13,8%, sendo que a dos bancos complexos é de 15,1% e a dos regionais públicos, 16,3%. O ROE de instituições que operam apenas crédito, contudo, foi de 8,5% no ano passado. “Esses bancos sentiram a crise”, diz Viana. “Enquanto os complexos ganharam mais com serviços do que com crédito. São mais eficientes e diversificados”, justifica.

“O senso comum diz que a concentração é o motivo do alto spread. Mas países com alta concentração, como Suécia, Holanda, Canadá e Austrália, têm spread baixo. Ou seja, não são coisas interligadas”, argumenta o diretor do BC, para quem a racionalidade na gestão garante desempenho acima da média aos grandes bancos privados.

Na opinião de Luis Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin Rating, houve um grande esforço de racionalização de custos. “Os bancos investiram em tecnologia, sistemas e reduziram despesas. Ao longo do tempo, os grandes foram comprando os pequenos e incorporando ativos e clientes. Isso fez com que ganhassem escala, mas também provocou a concentração”, avalia. “No entanto, as taxas de juros e o spread são altos, e colaboram para rentabilidade. Além disso, os bancos não fazem só crédito, prestam serviços, seguros, capitalização, gestão de investimentos e o lucro também vem dessas receitas”, diz.

No entender do ex-diretor do BC Carlos Eduardo de Freitas, a alta rentabilidade dos bancos brasileiros é compatível com a de países pares. “O ambiente de negócios é arriscado. Se não sentiram a crise foi porque conseguiram escalonar as dívidas financeiras dos outros setores com eles e também porque, atualmente, são como supermercados e os serviços contrabalançaram a falta de crédito”, observa. Freitas descarta a possibilidade de cartel em função da alta concentração, porque dois bancos públicos detêm parcela significativa do mercado. “As operações de bancos são muito caras”, justifica.

Outro lado

Segundo a Febraban, a razão principal dos spreads mais altos no Brasil em comparação com outros países está nos custos elevados da intermediação financeira. “Os custos associados a inadimplência, tributação, depósitos compulsórios e outros elementos do sistema de regulação são bem mais altos no Brasil”, afirma, em nota. A federação garante que os bancos aproveitaram a queda da Selic para diminuir o custo do crédito ao consumidor. “Em abril de 2018, o spread alcançou 48,6 pontos percentuais nas operações de crédito com recursos livres para pessoa física ante 62,2 pontos registrados em outubro de 2016, redução de 13,6 pontos.”

O ItaúUnibanco, que figura com o maior ROE entre 41 instituições internacionais com ativos acima de US$ 100 bilhões, informa que a rentabilidade no país está em posição intermediária em comparação aos pares internacionais. “A rentabilidade é resultado do esforço da instituição para melhorar de forma contínua a eficiência as operações, identificando oportunidades de redução de custos e administrando os investimentos para obter ganhos de qualidade e agilidade”, diz, em nota. Caixa, Banco do Brasil, Santander e Bradesco também foram procurados e preferiram ser representados pela Febraban.

(Correio Braziliense)

CNJ regulamenta teletrabalho nos cartórios de notas e de registro

O teletrabalho, também conhecido como home office, pode ser feito por escreventes, prepostos e funcionários de cartórios extrajudiciais, enquanto os titulares e seus substitutos estão proibidos. Essa foi a regra firmada pela Corregedoria Nacional de Justiça em norma que regulamenta o trabalho a distância para os serviços notariais e de registro. O Provimento 69/2018 foi assinado pelo corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha. A implantação da medida é facultativa, cabendo a cada gestor decidir se a prática será adotada. Mas a atividade remota só pode alcançar 30% dos funcionário. A informação é do site do CNJ.

Caso a modalidade seja adotada, os titulares dos cartórios terão de enviar à corregedoria do respectivo tribunal os dados dos empregados escolhidos. Esses funcionários deverão estar presentes às correições ordinárias promovidas pelas corregedorias locais e pela Corregedoria Nacional de Justiça. A norma determina ainda que os atos para os quais a lei exija a prática exclusiva pelo titular do cartório não poderão ser realizados por meio de teletrabalho.

Além disso, será obrigatório manter a capacidade plena de funcionamento dos setores de atendimento ao público externo, visto que deve ser feito como um serviço auxiliar. Se for constatado prejuízo na prestação dos serviços, os juízes responsáveis pela fiscalização das serventias extrajudiciais poderão determinar adequações ao serviço ou até suspender o trabalho remoto.

Resolução

Em 2016, o Conselho Nacional de Justiça regulamentou o teletrabalho no Poder Judiciário. A Resolução CNJ 227 foi editada com o discurso de melhorar a eficiência e aprimorar a gestão de pessoas.

Existem critérios para que o servidor faça suas tarefas fora das dependências judiciárias. Ele deve produzir mais do que os servidores presenciais, deve comparecer nas dependências do órgão sempre que convocado, deve manter os telefones ativos, consultar a caixa de correio eletrônico diariamente e outras exigências. Caso não as cumpra, o supervisor do servidor poderá suspender imediatamente a condição.

Advogados de Lula vão usar tratado internacional para questionar Lei da Ficha Limpa

Os advogados do Partido dos Trabalhadores pretendem questionar a Lei da Ficha Limpa para defender a candidatura de Lula. Segundo informa o jornal Folha de S.Paulo, um dos caminhos seria afirmar que a norma fere a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, o Pacto de San José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário desde 1992.

A tese apresentada é a de que artigo da convenção que trata dos direitos políticos diz que um cidadão só pode ser impedido de participar de eleições caso tenha condenação transitada em julgado –quando não cabe mais recurso.

Os advogados do PT separaram precedentes internacionais para sustentar o questionamento.

Copa 2018 e a despedida de Messi, Iniesta e Cristiano Ronaldo

Com o título “Copa 2018 e a despedida de uma geração”, eis artigo do jornalista Bruno Balacó, do Caderno de Esportes do O POVO. Para ele, Messi, Iniesta e Cristiano Ronaldo, no certame mundial, entrarem em clima de despedidas do futebol. Confira:

Estamos prestes a testemunhar a despedida em Copas de uma geração de craques que ocupou o topo do futebol mundial nas últimas duas décadas. Isso porque, ao tudo que indica, o Mundial na Rússia pode ser o último de três ícones da atualidade: o espanhol Andrés Iniesta, o argentino Lionel Messi e o português Cristiano Ronaldo. Tudo bem que o trio pode até estar na ativa na Copa de 2022, no Catar, mas certamente em um nível técnico bem abaixo do apresentado atualmente, em ritmo de fim de carreira.

Ou seja, cada um deles não poupará esforços para consolidar o legado com atuações de gala em solo russo. Especialmente porque, no caso de Messi e Cristiano Ronaldo, um bom rendimento na Copa (associado ao êxito de suas seleções) é vital na corrida pelo prêmio de Melhor do Mundo. Os dois, aliás, se revezam na conquista da Bola de Ouro desde 2008. Para ambos, o título seria a cereja do bolo de uma carreira perfeita e completa em títulos. Iniesta já teve essa honra, em 2010, ao levantar a taça com a Espanha, sendo ainda responsável pelo gol do título. Agora, luta pelo bicampeonato para se isolar como a maior lenda do futebol espanhol.

O lado positivo da possível despedida de Messi, Cristiano Ronaldo e Iniesta em Copas é que suas seleções não ficarão plenamente órfãs de craques nos próximos mundiais. A Argentina, por exemplo, tem o promissor meia-atacante Paulo Dybala (em grande fase no seu clube, a Juventus, da Itália), que tem tudo para herdar a vaga de Messi no time. Já a Espanha, de Iniesta, tem uma joia que promete ter vida longa da Seleção: Marco Ansensio, atacante de 22 anos, que joga no Real Madrid. Já os portugueses apostam que Bernardo Silva, meia de 23 anos e que vem de grande temporada pelo Manchester City, da Inglaterra, como sucessor de Cristiano Ronaldo nos próximos ciclos de Copa. Se por um por um lado uma geração brilhante está se despedindo da Copa, por outro, uma também talentosa geração está despontando.

*Bruno Balacó

brunobalaco@opovo.com.b

Jornalista do O POVO.

OAB/CE debate massificação dos cursos de Direito

A Ordem dos Advogados do Brasil, regional do Ceará, vai promover nesta segunda-feira, a partir das 14 horas, em sua sede, uma audiência pública sobre o tema “Massificação dos Cursos de Direito”.

No Brasil, de acordo com levantamento da OAB nacional, são 1.350 cursos, com o detalhe de que mais 300 já estão aguardando a liberação do Ministério da Educação.

A OAB não soube precisar quantos cursos de Direito já são oferecidos no Ceará.

Eleições 2018 – Ciro prevê passar para o segundo turno e enfrentar o tucano Geraldo Alckmin

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Ciro Gomes, o pré-candidato do PDT à Presidência da República, acredita que irá disputar o segundo turno das eleições deste ano com o tucano Geraldo Alckmin e não com o deputado Jair Bolsonaro, que é o presidenciável do PSL, atualmente o primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Foi o que ele disse para a Revista Exame: “Acho que o Alckmin é quem vai para o segundo turno comigo. Minha questão com o Bolsonaro não é com ele, é contra o fascismo”, disse o pedetista, ao ser questionado sobre por quê tem preferido rivalizar com o deputado fluminense em suas aparições públicas.

“Acho que todos os democratas do País temos responsabilidade em arrancar a raiz desse fenômeno protofascista que ele representa, felizmente com grande vulgaridade”, complementou Ciro Gomes.

MEC divulga nesta segunda-feira resultado do SiSU 2018

O Ministério da Educação divulga hoje (18) o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Nesta edição, o programa oferece 57.271 vagas em 68 instituições públicas de ensino superior em todo o país. O resultado será divulgado na página do programa na internet.

Os estudantes selecionados deverão fazer a matrícula nas instituições de ensino entre 22 e 28 de junho. Aqueles que não foram selecionados poderão participar da lista de espera. O prazo para que isso seja feito é de 22 a 27 de junho. A convocação dos candidatos em lista de espera será de 3 de julho a 21 de agosto.

Podem concorrer às vagas os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017 e obtiveram nota acima de zero na redação. As vagas serão oferecidas em oito instituições públicas estaduais, uma faculdade pública municipal e 59 instituições públicas federais, com dois centros de Educação Tecnológica, 27 institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia e 30 universidades.

(Com Agências)

Camilo quer apoio de Eunício para incluir refinaria no acordo Brasil-China

Para incluir o projeto da refinaria de petróleo do Ceará no Acordo Brasil-China, o governador Camilo Santana (PT) está batendo, mais um vez, à porta do senador Eunício Oliveira (MDB). Por meio do deputado federal Antonio Balhmann, que, como assessor para Asssuntos Internacionais do Governo, negociou com grupo chinês participação no projeto.

“Estamos buscando o apoio do senador Eunício Oliveira para incluir o projeto da refinaria no acordo, o que facilitará as negociações entre o governo cearense e investidores chineses”, explica Balhmann.

O Acordo

Veja alguns dos acordos fechados entre Brasil e China:, assinado em setembro de 2017 entre os dois países:

Acordos para facilitação de vistos de turismo e de negócios entre os dois países

Parceria para coprodução cinematográfica entre Brasil e China

Memorando de entendimento sobre comércio eletrônico

Licenciamento da Fase 2 da Usina de Belo Monte

Memorando de entendimento entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Associação Chinesa de Futebol (CFA) sobre cooperação no esporte

Acordo-quadro entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Sinosure para prestação de garantias a investidores chineses no Brasil

Contrato de Financiamento da China Communication and Construction Company (CCCC) para Construção do Terminal de Uso Privado no Porto de São Luís.

Depois da Lava Jato, PT decide não contratar marqueteiro

A direção nacional do Partido dos Trabalhadores decidiu não contratar marqueteiro para a campanha presidencial. A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

O partido vai usar a Agência PT, delegando a dois publicitários ligados à sigla a produção das peças eleitorais.

Os escolhidos Otavio Antunes e Raul Rabelo ficarão à frente do projeto. Eles são os autores do vídeo e do jingle da pré-campanha de Lula. O filme reúne imagens captadas por Ricardo Stuckert.

(Foto – Jardiel Carvalho, da Folhapress)

PT de Fortaleza passará para controle do grupo de Luizianne, a partir de sexta-feira

O senador José Pimentel e a deputada federal Luizianne Lins têm conversado com o futuro presidente do PT de Fortaleza, Deodato Ramalho, cuja posse ocorrerá na próxima sexta-feira, às 19 horas, na sede da legenda, em Fortaleza.

Alguém adivinharia o mote?

Deodato Ramalho é ligado a Luizianne que, por sua vez, não engole acordo do governador Camilo Santana com os Ferreira Gomes (PDT).

A deputadas até admitiu bater chapa com Camilo em convenção, caso o governador queira, por exemplo, endossar a candidatura de Ciro Gomes a presidente e não a de Lula.

Brasil não é mais o Deus do futebol, diz Sílvio Luiz

Com 64 anos de coberturas de futebol e nove Copas do Mundo no currículo, o narrador esportivo Silvio Luiz é taxativo ao afirmar que o Brasil não tem mais a hegemonia do mundo da bola. “Nós, no futebol, não somos mais aquilo que nós éramos, os deuses soberanos. O futebol de hoje está muito nivelado”, avalia.

Em entrevista ao programa Conversa com Roseann Kennedy, que vai ao ar na TV Brasil, hoje (18), às 21h45, Silvio ressalta, porém, que é otimista em relação ao desempenho da seleção canarinho. “Digamos assim, 80%. Tudo depende do andar da carruagem. Gente, a gente tem, mas os outros também têm. A França tem, a Alemanha principalmente tem, a Espanha tem, a Inglaterra, apesar desses problemas políticos, tem”, pontua.

Para Silvio, é importante entrar na torcida. “Torcer, porque o futebol indo bem, a minha profissão vai bem, o país vai bem.”

Com experiência que vai além da cobertura jornalística, Silvio, que já atuou como bandeirinha e árbitro de futebol, apresenta uma lista de elogios ao comando da Seleção. “Há muito tempo, a gente não tinha um técnico como o Tite. Consciente, estudioso, trabalhador, compreensivo, educado”, diz o narrador, apostando que o técnico reuniu um grupo a sua maneira e não por pressões externas.

A opinião em relação às celebridades do futebol é bem diferente. “É muita frescura hoje. Jogador, hoje, só te procura quando tem interesse dele ou do empresário. Afora isso, se você quiser uma entrevista com um jogador, você tem que ligar para o assessor de imprensa, que por sua vez vai ligar para o empresário, que por sua vez vai consultar a secretária, para ver se a agenda está disponível”, reclama.

No passado, segundo ele, era bem diferente, lembrando que já entrevistou e viajou de avião junto com Pelé. “Agora eu estou preocupado com esses caras? Eu não quero nem saber. Quando o contrato dele está para terminar, ou quando ele faz uma besteira, querendo desmentir uma imagem, aí ele procura você. É assim que funciona”, enfatiza.

O jeito de falar sem meias palavras é uma das principais marcas de Silvio Luiz que criou bordões como o famoso “Olho no lance!”.

Na forma irreverente de narrar futebol, Silvio se recusa a gritar gol. “Se a bola entra e a torcida grita gol, por que eu tenho que gritar gol? A minha função é dizer de quem foi. Não há necessidade de você gritar gol como um desesperado.”

Atualmente, ele está no ar no programa Bola Dividida, da RedeTV!, e na Rádio Transamérica. Sempre antenado com as novas tecnologias e super atuante nas redes sociais, o narrador expande seu campo de trabalho e sua legião de fãs.

SERVIÇO

O* programa Conversa com Roseann Kennedy vai ao ar na TV Brasil, nesta segunda (18), às 21h45min.

General Theophilo faz pré-campanha em Fortaleza sem Tasso

O senador tucano Tasso Jereissati não participou, no fim de semana, das atividades de pré-campanha do General Theophilo (PSDB). O fato tem desmotivado a tucanada. E o jogo eleitoral ainda nem começou de verdade.

O General Theophilo, que vai disputa o Governo, cumpriu agenda bem movimentada no fim de semana, que inclui encontro com lideranças católicas, passeio de moto pelas ruas da cidade e circulada na feirinha de Messejana.

(Foto – Folhapress)

Anvisa quer fazer consulta prévia sobre uso medicinal da maconha

O diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, deve apresentar na próxima reunião da diretoria colegiada a proposta de colocar em consulta pública o uso medicinal da maconha. A informação é do O Globo.

Apesar de o tema estar sob a relatoria de Renato Porto, Jarbas quer tentar deixar o assunto resolvido antes do fim do seu mandato, em julho próximo.

No momento, no entanto, o diretor-geral da Anvisa avalia que a consulta pública é o que dá pra fazer.

Governo vai construir estátua de Santo Antônio em Barbalha

 

A cidade de Barbalha vai ganhar uma estátua de Santo Antônio, que é seu padroeiro.

Saiu no Diário Oficial do Estado, na última semana, o resultado da licitação para a construção desse monumento religioso. Venceu a Construtora Evolution Ltda. A obra está orçada em R$ 2,2 milhões.

Ano passado, o governo estadual mandou construir uma estátua na cidade do Crato. Era a de Nossa Senhora de Fátima.

(Foto – Gazeta do Cariri)

PIS/Pasep – Saques começam nesta segunda-feira

A partir desta segunda-feira (18), os brasileiros com mais de 57 anos, que são titulares de contas inativas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), poderão sacar esses recursos.

Entre os dias 14 e 28 de setembro, a autorização será ampliada para todas as idades, diferentemente do que ocorria até então, quando o saque total só podia ser feito quando o trabalhador completasse 70 anos, se aposentasse, tivesse doença grave ou invalidez ou fosse herdeiro de titular da conta.

A mudança da regra ocorreu na última semana, quando o presidente Michel Temer assinou decreto que amplia as possibilidades de saque até o dia 28 de setembro. A estratégia do governo é impulsionar a economia, seguindo o modelo adotado na liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que representaram cerca de R$ 43 bilhões em movimentação.

Pelas contas do governo, 28,7 milhões de pessoas serão beneficiadas. Em cifras, são R$ 34,3 bilhões disponíveis para saque no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Isto porque 3,6 milhões de pessoas já resgataram R$ 5 bilhões em recursos dos dois programas.

Quem tem direito

Tem direito ao saque servidores públicos e pessoas que trabalharam com carteira assinada de 1971, quando o PIS/Pasep foi criado, até 1988. Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque.

Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

SERVIÇO

*Para saber se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar os sites www.caixa.gov.br/cotaspis e www.bb.com.br/pasep.

(Agência Brasil)

Seminário vai debater o futuro da água no Ceará

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

Tudo pronto para o II Água Innovation. Trata-se de um seminário que discutirá soluções e inovações para a segurança hídrica do Ceará, que acontecerá nas próximas quarta e quinta-feira, no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). Segundo o deputado estadual tucano Carlos Matos, presidente do Comitê Técnico do evento, o objetivo é avaliar a situação hídrica cearense, a partir de novas fontes hídricas e do uso racional da água.

Matos destaca que, nesse seminário, participarão especialistas nacionais e internacionais e, principalmente, dois temas: dessalinização e transposição das águas do rio São Francisco. Entre convidados, técnicos da Codevasf, pesquisadores das universidades cearenses e o ex-presidente da Agência Nacional de Águas, Jerson Kelman, também conhecido por ter modernizado a Sabesp, a companhia de águas do estado de São Paulo.

Vale destacar que eventos do gênero precisam ser fomentados. É que quando acaba a seca pós-inverno, todo mundo se esquece da cisterna vazia do passado.