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Bolsonaro diz que quer fazer uma transformação cultural no país

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (13) nas redes sociais que, se for eleito, vai promover uma grande transformação cultural no país, “onde a impunidade, a corrupção e o crime não serão maios associados à nossa identidade nacional”.

“A lei e a constituição serão nossos instrumentos. A Justiça será independente e deverá acelerar as punições aos culpados! Esse é o Brasil que juntos poderemos construir. Um país que respeita seus cidadãos e que é respeitado por eles e pelo mundo todo”, disse o candidato.

Na noite de ontem (12), o candidato fez uma transmissão ao vivo ao lado de Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, deputado federal eleito por São Paulo. Bolsonaro disse que aconteceu um “fenômeno” no primeiro turno das eleições, quando o PSL fez 52 deputados federais.

O candidato comentou ainda a questão da urna eletrônica. “Se eu for presidente, podem ter certeza, nós vamos ter já na eleição de 2020 uma forma segura de se votar, onde se possa fazer uma auditoria. A pessoa que for votar terá a certeza de que votou realmente naquela pessoa”.

Bolsonaro conclamou ainda os eleitores para se mantenham mobilizadas no segundo turno. “Se houver um problema urna de votação que peça ao mesário que troque a urna ou passe para o voto de papel, apesar de nós termos uma diferença de 17 milhões de votos a mais em relação ao Haddad [adversário do PT],a gente não pode bobear”, avaliou o candidato.

Ao chegar para gravar o programa de propaganda eleitoral na casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio, Bolsonaro disse que não vai apoiar nenhum candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro. O candidato Eduardo Paes (DEM) disputa o segundo turno com o candidato Wilson Witzel (PSC).

Bolsonaro disse também que não desmarcou encontro ontem (12) com o candidato ao governo do estado de São Paulo, João Dória (PSDB), que esteve no Rio para conversar com ele. “Eu não havia combinado esse encontro e não sei quem marcou isso. Eu encontro com ele sem problema. Bato papo com ele sem problema algum. Eu sei que ele é oposição ao PT, somos oposição ao PT. Eu sei que o outro lado o [Marcio] França (PSB) tem o apoio velado do PT. Então, no momento, eu desejo boa sorte ao Dória”, disse.

(Agência Brasil)

O que o povo desfez, Camilo poderá refazer

Após 24 anos como deputado federal pelo Ceará, o carioca e cirurgião-dentista Aníbal Ferreira Gomes, 65, acabou derrotado nestas eleições, ao somar apenas pouco mais que 45% da sua última votação à Câmara Federal. Bem longe dos 173.736 votos recebidos em 2014, os 78.930 votos deste ano, no entanto, garantiram ao candidato do Democratas a primeira suplência na coligação que elegeu seis candidatos do PDT, um do PTB e outro do PSB, no grupo encabeçado por Mauro Filho (157.510 votos), que possui ainda os deputado eleitos Idilvan Alencar, Robério Monteiro, Pedro Bezerra (PTB), Denis Bezerra (PSB), André Figueiredo, Leônidas Cristino e Eduardo Bismarck.

E é justamente por meio do campeão de votos da coligação que Aníbal Gomes deverá voltar a Brasília, diante do provável retorno de Maurinho à Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz), de onde se ausentou para disputar as eleições. A titularidade de Mauro Filho a uma das secretarias mais importantes de qualquer governo, é um desejo conhecido do governador reeleito Camilo Santana (PT).

Aníbal é um dos políticos “cassados” pelo voto popular, após se envolver com denúncias da Lava Jato, mas rejeitada posteriormente pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de provas. Ele havia sido citado pelo delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, que apontou o deputado como o político que representava o senador alagoano Renan Calheiros na negociação de propinas para o PMDB, atual MDB.

Em suas últimas votações, Aníbal foi favorável à PEC do Teto dos Gastos Públicos e à Reforma Trabalhista. Também votou contra o pedido da abertura de investigação contra o presidente Michel Temer.

(Foto: Arquivo)

ONU exige “a verdade” sobre desaparecimento de jornalista saudita

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, exigiu “a verdade” sobre o desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi, visto pela última vez no dia 2 ao entrar no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia.

Em entrevista à emissora britânica BBC, Guterres expressou o temor de que esse tipo de desaparecimento ocorra de maneira mais frequente e seja considerado como algo “normal”.

Khashoggi, forte crítico ao governo de Riad, desapareceu no último dia 2, mas a Arábia Saudita chamou de “mentirosas” e acusações “sem fundamento” as informações sobre o assassinato do jornalista no consulado saudita.

“Precisamos saber exatamente o que aconteceu e precisamos saber exatamente quem é o responsável”, disse Guterres à “BBC”, em Bali, por ocasião da reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“No momento em que essas situações se multiplicam, acredito que necessitamos encontrar uma maneira de que a responsabilidade por esses atos também seja exigida”, ressaltou o secretário.

Ele admitiu estar “preocupado” com o fato de que esse tipo de desaparecimento seja considerado “normal” e ressaltou que é “essencial” garantir que a comunidade internacional “diga claramente que isso não pode acontecer”.

Em sua opinião, uma vez esclarecido o que ocorreu, os governos deveriam responder de maneira “apropriada” sobre se participariam de uma conferência de investimento prevista para este mês em Riad.

O desaparecimento de Khashoggi, que escrevia para o jornal The Washington Post, gerou indignação contra o reino saudita.

A BBC afirma que uma fonte de segurança turca, cuja identidade não foi revelada, indicou que funcionários de seu país parecem ter material em áudio e vídeo que demonstra que Khashoggi foi assassinado nas instalações do consulado saudita.

(Agência Brasil com Agência EFE)

Conheça os sete sinais de uma gestão financeira ineficiente

Em artigo sobre os riscos na atividade empresarial, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças, MBA em Gestão de Negócios, aponta os possíveis pontos de evasão de capital. Confira:

Grande parte das empresas trava uma batalha diária em busca de aumentar suas vendas, através da conquista de mais clientes, ou mesmo da busca por atingir novos mercados. Seu foco passa a estar muito direcionado para o aumento compulsivo do seu faturamento, como se isso fosse a única maneira de aumentar sua lucratividade, e trazer mais saúde para suas operações. Acabam deixando em segundo plano um dos pontos mais cruciais para a sustentação do seu negócio, que é a forma como faz a sua gestão financeira. Aí se esconde, grande parte das imperícias que podem fazer ruir todos os esforços empresariais.

Uma gestão financeira eficaz, deve ser capaz de conter os possíveis pontos de evasão de capital da empresa, desenvolvendo controles que possam fazer o monitoramento de suas operações, de uma maneira sistêmica e, até mesmo, conseguindo isolar a visão de cada área, para se ter a possibilidade de se visualizar onde se pode fazer alguma ação de redução de custos, com base na margem de contribuição que cada Centro de Custos apresenta no todo. Além dos controles, é necessário que essa gestão financeira tenha a capacidade de construir uma boa rede de relacionamentos, com todos os componentes de sua cadeia produtiva (Clientes, Fornecedores, Parceiros, etc).

Existem alguns sinais que devem ser vistos como alarmes para definir que a sua Gestão Financeira está ineficiente e causando graves riscos para a continuidade das atividades da sua empresa. São estes alguns:

A – Faturamento despencando

Vamos ter na cabeça sempre que, toda venda deve ser seguida de lucro, e que esse lucro deve ser capaz de ser suficiente para amparar todos os custos que estejam atrelados ao seu negócio. E ainda auferir um resultado líquido que atenda às expectativas dos acionistas. A questão aqui é que, o gestor financeiro tem de ser capaz de saber calcular essa margem de lucro de uma maneira que obedeça a dois critérios essenciais: o primeiro é, que o lucro seja capaz de suprir os custos agregados e ainda sobrar um líquido que esteja dentro das expectativas de lucro dos acionistas, como já comentado anteriormente. O segundo é, que esta margem de lucro não deixe o produto acima dos preços praticados no mercado, sob pena de fazer com que não se consiga vender, ficando assim retido no estoque e acarretando mais dispêndio financeiro (Produto parado em estoque é dinheiro parado – quanto maior for seu giro de estoque, maior é a capacidade de a empresa gerar caixa).

O fato do preço estar acima dos praticados no mercado, pode acarretar uma queda drástica no faturamento porém, outros fatores externos também podem estar provocando esta queda. O Gestor financeiro deve ter a capacidade de identificar quais pontos estão contribuído para esta baixa e, de uma forma planejada, tomar as medidas necessárias para reverter esse quadro.

B – Tomadas constantes de empréstimos, sejam em bancos ou outros agentes.

Aqui se encontra um dos sinais mais críticos de uma gestão financeira ineficaz. Quando a empresa começa a tomar empréstimos para “apagar incêndios”, ou seja, para pagar contas essenciais que deveriam estar sendo cobertas pela sua atividade operacional convencional, realmente se chegou a um ponto muito crítico, e ficou claro que a gestão financeira não foi capaz de tomar medidas preventivas para não se chegar a esse ponto.

Ocorrerá um afogamento do caixa da empresa, pois o acumulo de juros, IOF e outros encargos provenientes dos empréstimos sucessivos, irão corroer os já depreciados lucros, e isso empurrará a empresa para uma rua sem saída. Surgirão então as restrições financeiras, e aí todos os outros fornecedores também começarão a inflexibilizar suas negociações. O cerco se fecha.

C – Mistura das finanças da empresa com as pessoais

Um dos erros mais comuns, principalmente em empresas familiares, é a confusão que se faz entre o caixa da empresa e a retirada dos sócios. A empresa tem suas obrigações bem definidas para se conseguir manter operando, os sócios devem conseguir sobreviver com uma retirada “X”, que esteja dentro da capacidade de pagamento da empresa. Se o caixa fiar sofrendo sangrias constantes e sem programação, é obvio que as contas que estavam previstas como pagamento de impostos, pagamentos de fornecedores, pagamentos de funcionários, etc, ficarão comprometidas.

Esse é um clássico indicador de que a sua gestão financeira precisa de uma reordenamento disciplinar urgente.

D – Fornecedores enviando títulos para protesto

Uma das maneiras mais saudáveis de se financiar a operação de uma empresa, é através dos créditos e prazos concedidos pelos fornecedores porém, se a situação financeira da empresa chegou ao ponto de não estar mais permitindo cumprir com as obrigações assumidas com os mesmos, e estes já começaram a enviar seus títulos para protesto, é porque a forma como a sua gestão financeira vinha atuando, não se antecipou de forma clara e coerente ao ponto de conseguir desgastar o relacionamento do seus principais agentes financiadores. É preciso então reverter essa imagem através de negociações plausíveis. Lembre-se sempre que os seus fornecedores são um dos ativos mais preciosos da sua empresa.

E – Impostos atrasados

Como dito anteriormente, o gestor financeiro deve ser capaz de calcular sua margem de lucro de uma maneira que este supra seus custos e deixe um líquido que atenda às expectativas dos acionistas. Dentre esses custos estão os impostos. Logo, ao auferir a venda, a gestão financeira já deve ir provisionando o recurso necessário para pagamento dos impostos, caso isto não esteja sendo feito, logicamente ela acabou destinando os recursos para outro fim que não o devido. A consequência desse não pagamento de impostos, pode ser inclusive a execução judicial dos bens da empresa, e se caso essa penhora não seja suficiente, os bens dos sócios podem ser arrolados no processo.

Não deixem as dívidas com impostos se acumularem, procurem com urgência o respectivo órgão, e façam um parcelamento que esteja o mais próximo possível de sua capacidade financeira.

F – Não possuir controle do fluxo de caixa

Uma empresa que não possui um fluxo de caixa está à deriva em mar aberto, está entregue à própria sorte. Pois não consegue ter uma visão dos compromissos já assumidos, e isso pode acarretar em um endividamento incontrolável. Não possuir uma controle eficiente de fluxo de caixa é a prova cabal de que a empresa não possui uma gestão financeira.

G – Uso constante do cheque especial

Usar o cheque especial de forma constante, é a mesma coisa de se estar tomando doses diárias de veneno. Essa é a linha de crédito mais cara que existe, e não foi desenhada para ser usada como capital de giro, como muitas empresas fazem. Ela só deve ser usada em momentos extremos e de forma isolada. E mesmo assim, existem outras linhas que são muito mais baratas e que podem ter a mesma finalidade do cheque especial, como por exemplo, uma conta garantida.

O volume impagável de juros que superam em muito a margem de lucro, que se pode colocar em seus produtos, acabará aumentando em progressão geométrica chegando a um ponto que obrigará a empresa a fazer um parcelamento, ou mesmo a tomar uma linha mais barata para cobrir esse buraco. Fujam ao máximo do cheque especial.

Como vimos, a gestão financeira se constitui como o alicerce de qualquer negócio. Todas as operações da empresa dependem do bom funcionamento do financeiro, e por isso ele deve ser administrado de forma profissional e responsável.

Fabiano Mapurunga

Diretor Executivo da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário. Contato: fabianomapurunga@hotmail.com / Whatsapp: (85) 99602.4558

Mucuripe – Campeonato de Crossfit Selva 2018 oferece R$20 mil de premiação

O Terminal Marítimo de Passageiros será palco da 3ª Edição do Campeonato de Crossfit – Selva 2018. A competição faz parte da programação do Maior Festival Fitness das Américas, Oktober Fitness, que vai ser realizado entre os dias 18 e 21 deste mês. Para participar da etapa presencial, os atletas precisam passar por um qualifier (classificatório). As inscrições custam R$ 30.

Segundo o headcoach Thiago Pressão, um dos pioneiros do Crossfit no Nordeste do País, e responsável técnico do evento, o atleta precisa passar por cinco provas filmadas, para concorrer no campeonato. O resultado dos wods, com os vídeos anexos, deve ser enviado ao site do Ceará Games para elaboração do ranking e a classificação por categoria.

O classificatório servirá para separar os participantes nas categorias Sub-18; 19-39 anos, subdividida em Scaled, Intermediário, RX e Elite; 40-44 anos e +45 anos. A novidade desta edição, é que haverá também o formato por times, em trios do mesmo sexo, nas categorias Scaled, Intermediário e RX.

O evento, que chega à sua terceira edição, oferecerá premiação de R$ 20 mil. A estreia do Selva ocorreu em 2013, quando só existia um box de Crossfit em Fortaleza. A segunda disputa aconteceu em 2015, na Praia do Futuro.

De acordo com Pressão, a modalidade vem crescendo a cada ano. “O Crossfit teve um crescimento exponencial, mais que dobrando a quantidade de estabelecimentos, bem como o número de praticantes. Hoje no Ceará somos o maior Estado do Nordeste em número de boxes de Crossfit. E a nossa expectativa é de receber cerca de 400 atletas.”, destacou.

Neste ano, o Selva ocorre dentro do Festival Oktober Fitness, que trará uma vasta programação de congressos, palestras, workshops, oficinas de aperfeiçoamento nas áreas de educação física, fisioterapia, psicologia, nutrição, saúde e bem-estar. Além de feira de produtos, serviços, beleza, cosméticos e estética, competições de várias modalidades, jogos e shows com a cantora internacional Elettra Lamborghini e o cantor de funk, Nego do Borel.

SERVIÇO

Selva 2018
Inscrições: No site https://www.oktoberfitness.com.br ou no Shopping Aldeota (Loja Orktober Fitness – 3ª Andar (Endereço: Av. Dom Luís, nº 500).
Quando: 19, 20 e 21 de outubro
Onde: Terminal Marítimo de Passageiros (Av. Vicente de Castro – Mucuripe)
Premiação: R$ 20 mil reais.

(Foto: Divulgação)

Bancada sindical perde representação na Câmara

A bancada sindical na próxima legislatura, que começa no dia 1º de fevereiro de 2019, será menor do que na atual. Foram eleitos somente 33 representantes de sindicatos na última eleição para a Câmara Federal, contra os 51 que atualmente exercem mandato.

O levantamento foi feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base nos dados oficial da Justiça Eleitoral. A partir do próximo ano serão 18 deputados a menos no debate dos interesses dos trabalhadores, como direitos previdenciários e trabalhistas.

A queda segue uma tendência que já vinha se verificando desde as eleições de 2014, quando a bancada sindical caiu de 83 para 51 membros. Segundo o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Diap, um conjunto de fatores levou à redução da bancada sindical, que já foi uma das mais atuantes e representativas na Câmara.

Primeiro, as reformas trabalhista e sindical enfraqueceram as entidades que perderam poder para investir nas campanhas eleitorais. “Além disso, houve um erro de estratégia do movimento sindical, lançando muitas candidaturas, o que pulverizou os esforços”, afirmou.

Queiroz prevê momentos de dificuldades na atuação da bancada. “Com um ambiente hostil, de desregulamentação de direitos trabalhistas, e uma bancada menor, as dificuldades serão enormes”, disse.

Dos 33 deputados da bancada sindical, 29 foram reeleitos e quatro são novos. Com 18 eleitos, o PT é o partido com maior número de deputados sindicalistas, seguido do PCdoB (quatro), do PSB (três) e do PRB (dois). PDT, Pode, PR, PSL, PSol e SD elegeram um integrante cada. (Agência Brasil)

DETALHE – O Congresso Nacional também perde dirigentes de associações, como o cearense Cabo Sabino (Avante), que presidiu a Associação de Cabos e Soldados e defendia em Brasília os interesses de policiais e vigilantes.

Líder da extrema direita na França diz que Bolsonaro tem posições “extremamente desagradáveis”

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (13), pelo jornalista Érico Firmo:

Marine Le Pen criticou as manifestações de Jair Bolsonaro (PSL), disse que as posições são “extremamente desagradáveis” e não seriam aceitas na França. Disse ser uma cultura diferente.

Le Pen é ícone da extrema-direita europeia. Suas posições assustam muita gente. Mas, para ela, Bolsonaro é demais. Bolsonaro também tem posições mais extremas que de Donald Trump, por exemplo. Nem ela nem ele defendem regime ditatorial e fazem apologia de torturador.

O Brasil caminha para eleger o presidente mais conservador entre as democracias relevantes do mundo.

Cid Gomes utiliza o Blog para agradecer votação ao Senado

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O senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) agradeceu neste sábado (13), por meio do Blog, aos mais de 3,2 milhões de votos recebidos nestas eleições.

Cid Gomes teve a maior votação na história das eleições no Ceará, para o cargo de senador, com 3.228.533 votos. A votação também foi na terceira maior que o eleitorado cearense proporcionou a um candidato. Cid foi superado somente por Dilma Rousseff, nas duas vezes que a petista disputou a Presidência da República, ambas no segundo turno.

Em 2010, Dilma somou 2,7 milhões de votos no Ceará, no primeiro turno, e 3.288.570 votos no segundo turno. Já em 2014, a votação de Dilma subiu no segundo turno, com 3,5 milhões de votos.

Na contramão da História

Em artigo no O POVO deste sábado (13), a jornalista Regina Ribeiro aponta que os “discursos em torno do que temos chamado de direita brasileira mais parece uma epidemia de cegueira histórica e social que quer impor pela violência que seja, ou por quaisquer outros métodos um modelo de família, de povo, de País”. Confira:

Dia desses, li um artigo da atriz e escritora Fernanda Torres no qual ela narrava a luta pessoal que trava há anos com a filosofia. No texto, abordava a dificuldade de encarar algumas leituras que parecem prescindir de outras e como as larga, para depois retomá-las. Senti-me em plena identificação. Há anos que luto para ler Espinosa. Comecei com Ética e abandonei a leitura até o lançamento de A nervura do real, de Marilena Chauí, que eu dei início na esperança de retornar ao próprio filósofo. Não avancei muito. Isso até semana passada, quando li A tirania do amor, de Cristóvão Tezza.

Foi o novo livro de Tezza que me abriu uma nova vontade de retornar Espinosa, desta vez com determinação. O personagem central de A tirania do amor é um economista, Otávio Espinhosa que, no pior de sua vida, decide abandonar por completo a vida sexual. Criado apenas pelo pai, Espinhosa é um gênio da matemática. Consegue fazer de cabeça qualquer operação complexa do tipo a raiz quadrada de qualquer número absurdo. Quando jovem, escrevera um livro de autoajuda, A Matemática da Vida, assumindo um pseudônimo de Kelvin Oliva. Numa só tacada, o autor aborda o imbróglio político em vigor no Brasil e os dilemas das elites interesseiras que nos regem, tudo isso sem perder o bom humor e ainda com um toque filosófico.

Esse Espinhosa de ficção me fez querer voltar a Espinosa de verdade, o filósofo escorraçado da própria comunidade judaica, em 1656, aos 23 anos, por ousar ter pensamentos próprios sobre Deus e religião. Isso aconteceu bem antes dele escrever Ética e o Tratado Teológico-Político, esse último, sim, foi o que motivou um escarcéu em nível ainda maior, mesmo que tenha sido publicado anonimamente. Se a excomunhão tinha feito dele um homem que devia ser evitado e combatido por suas ideias nefastas para o povo, após o Tratado, que contém o que hoje chamamos de era secular, tornou-se a bem dizer um verdadeiro inimigo da reunião dos Países Baixos.

Desde o último fim de semana, estou às voltas, portanto, com Um livro forjado no inferno, do filósofo Steven Nadler, que se propõe a contar a história da obra que mudou a forma de concebermos e defende a não participação de eclesiásticos nos negócios do Estado e que apresenta uma nova leitura para a Bíblia e o Espinosa chamava de uma verdadeira religião. Era o século XVII, mas enquanto leio sobre o ambiente em que Espinosa viveu, não há como não pensar nos religiosos contemporâneos que insistem em defender um Evangelho que esteja de acordo com o barbarismo em torno da campanha de Bolsonaro.

Espinhosa estava frente a frente com os dilemas do seu século: o que fazer com o conservadorismo religioso diante do liberalismo econômico da época. No Brasil de hoje o que temos é uma tentativa de empurrar um falso liberalismo que não respeita as liberdades em nome de um conservadorismo perigoso. O que isso produziu até o momento foi uma violência, um ódio que alguns sequer tentam dissimular, e agressões que não mais se conformam com a retórica beligerante das mídias sociais e que estão extravasando em corpos reais. Espinosa lutou pela liberdade de filosofar. No Brasil, se instalou uma luta surda e cega para que não tenhamos mais tal liberdade, conquistada a duras penas há séculos de construção social e política.

Aliás, os discursos em torno do que temos chamado de direita brasileira mais parece uma epidemia de cegueira histórica e social que quer impor pela violência que seja, ou por quaisquer outros métodos um modelo de família, de povo, de País. Estamos visivelmente na contramão da História.

Regina Ribeiro

Jornalista do O POVO

Campanha de Haddad tem atividades intensas neste sábado no Ceará

Minicarreatas, caminhadas, roda de conversa e panfletagens marcam a agenda da candidatura de Haddad, neste sábado (13), no Ceará. As atividades tiveram início desde as 8h30min, em Fortaleza e no Crato, e serão encerradas por volta das 20h30min, em Guaiúba e Sobral.

A agenda também se estende aos municípios de Pacatuba, Maranguape, Caucaia e Juazeiro do Norte.

Doria vai ao Rio encontrar Bolsonaro, mas presidenciável não aparece

O candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, João Doria, chegou a confirmar nessa sexta-feira, 12, que se encontraria à tarde com o presidenciável mais votado no primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL), a quem o tucano declarou apoio no segundo turno. Mas o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, disse que desconhecia a informação.

“Da nossa parte, não foi agendado absolutamente nada com o Jair”, afirmou, em frente à casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio, onde, do lado de dentro o ex-prefeito de São Paulo o aguardava, já no fim do dia.

“Não haverá esse encontro”, disse Bebianno, reiterando o que Bolsonaro havia recomendado aos partidários em encontro num hotel da zona oeste do Rio na quinta-feira: que mantenham neutralidade nas disputas eleitorais nos estados. Segundo o presidente do PSL, a aproximação com o seu partido parte do candidato ao governo paulista e tem uma única via.

“Existe uma conversa institucional, no sentido do PSL agradecer o apoio que gentilmente está sendo oferecido pelo candidato João Doria em São Paulo à candidatura de Jair Bolsonaro”, afirmou.

(Veja)

Há 14 anos – Pirambu mantém tradição de festa no Dia das Crianças

Pipoca, algodão doce e outras guloseimas recepcionaram cerca de 1,5 mil crianças, nessa sexta-feira (12), na rua Santa Inês, no bairro Pirambu, em comemoração ao Dia da Criança. A data também marcou o dia de Nossa Senhora Aparecida, também muito festejada pelos moradores.

A iniciativa ocorre há 14 anos e os moradores arrecadam os brinquedos durante todo o ano. A festa contou ainda com música infantil, brincadeiras com palhaços e brinquedos infláveis.

“É muito gratificante saber que podemos fazer o bem sem muito esforço e com a ajuda do coletivo”, disse Carla Brasil, uma das organizadoras. “Estamos cansadas, mas emocionadas por conseguirmos realizar mais uma festinha. Foi difícil arrecadar doações, mas conseguimos e animamos”, concluiu Nena Rodrigues.

(Foto: Divulgação)

Mais mestrados e doutorados para a UFC

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (13):

Nem tudo é cofre apertado na Universidade Federal do Ceará em matéria de investimentos. No plano da pós-graduação, a Instituição vai fechar o ano em alta, pois a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) aprovou a criação de mais cinco cursos de mestrado e doutorado e um programa voltado para o Interior. A informação é do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Antonio Gomes.

A partir de 2019, a UFC oferecerá mestrado e doutorado em Biodiversidade, um mestrado em Ciências Cardiovasculares para a Faculdade de Medicina, um doutorado em Comunicação Social e um doutorado em Economia Rural para o Centro de Ciências Agárias que completou 100 anos. Também virá um programa de mestrado em Computação para o campus de Quixadá (Sertão Central).

A previsão, segundo Antonio Gomes, é de que cada um desses cursos ofereça até 10 vagas.

Apoiadores de Bolsonaro – TSE determina retirada de vídeo com ataque ao STF

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada do ar, até este sábado (13), de um vídeo suposgtamente produzido por apoiadores do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, que inclui ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como alvos de crítica.

A retirada foi solicitada pela própria direção da campanha de Bolsonaro, que alegou que “o vídeo em questão prejudica a imagem do candidato representante, na medida em que o coloca em linha de colisão com a atuação do Poder Judiciário brasileiro”.

No vídeo, com o refrão da música “Meus pais”, de Zezé di Camargo e Luciano, ao fundo, aparecem os ministros do STF Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Alexandre de Moraes. “Feito um mal que não tem cura, estão levando à loucura o Brasil que a gente ama”, diz a canção, enquanto se sucedem as imagens, nas quais aparecem também políticos do PT e do MDB.

Os advogados de Bolsonaro alegaram ao TSE que o vídeo deveria ser retirado do ar por induzir ao internauta que, caso eleito, o candidato não respeitaria as decisões emanadas do Poder Judiciário, “o que não é verdade”, afirmaram na representação. A defesa destacou que, apesar de trazer a identidade visual da candidatura, o material audiovisual não foi produzido pela campanha.

Ao acolher os argumentos e ordenar a retirada do vídeo hospedado no YouTube, o ministro Carlos Horbach escreveu que o material “tem evidente potencial lesivo para os representantes, que involuntariamente são vinculados a ideias que não corroboram, cuja repercussão negativa no eleitorado lhes prejudica”.

(Agência Brasil)

Chuva de gols – Goiás marca cinco vezes no segundo tempo e segue na cola do Fortaleza

Após deixar o primeiro tempo na desvantagem por 2 a 0, o Goiás reagiu na segunda etapa e venceu o Juventude, por 5 a 3, na noite dessa sexta-feira (12), no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, e segue na cola do Fortaleza pelo título da Série B do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o Goiás chegou a 53 pontos em 31 rodadas, três pontos a menos que o Fortaleza, que na tarde deste sábado (13), em Barueri, enfrenta a equipe do Oeste. O Goiás volta a campo na sexta-feira (19), em Maceió, contra o CRB.

Goiás e Fortaleza se isolam na disputa pelo título, após favorecidos pelas surpreendentes derrotas de CSA (1 a 2 Ponte Preta) e Atlético Goianiense (1 a 2 Sampaio Corrêa), na noite dessa sexta-feira, apesar de jogarem em seus estádios.

(Foto: Reprodução)

O próximo presidente não terá vida fácil

Confira o Editorial do O POVO deste sábado, com o título “Difícil começo”.

O presidente que será eleito no dia 28 de outubro, independentemente do nome que sairá das urnas, não terá vida fácil. O novo mandatário terá de administrar o País sob o mesmo sistema de governo em vigor – o chamado presidencialismo de coalizão – com um Congresso ainda mais fragmentado.

Esse sistema – que exige negociações, nem sempre republicanas, com partidos e bancadas de corporações – já mostrou o seu potencial de produzir crises em série. E, por enquanto, nada indica que será diferente, tendo em vista o resultado das eleições parlamentares, que fizeram aumentar o número de partidos na Câmara Federal e no Senado.

A nova legislatura terá 30 partidos contra as 25 siglas representadas atualmente na Câmara. Para se ter uma ideia da fragmentação, a maior bancada disporá de pouco mais de 10% dos votos da Casa. No Senado também houve crescimento na quantidade de partidos, que passaram de 16 para 21. Todas as grandes legendas encolheram, no entanto, os que mais perderam foram o MDB e o PSDB. Em direção contrária seguiu o PSL, que passou de oito para 52 deputados.

Nas eleições de 2018, começou a vigorar a cláusula de barreira, lei criada com o objetivo de reduzir a pulverização partidária, estabelecendo o fim das coligações para as eleições proporcionais a partir de 2020. Para restringir o acesso dos partidos a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV, a proposta estabelece medidas com exigências gradativas até 2030.

Portanto, como se disse no início, o novo governo vai funcionar com as antigas regras. Acresça-se a isso que o presidente a ser eleito – qualquer que seja o nome preferido dos eleitores – vai encontrar um País dilacerado pelos graves conflitos ocorridos durante a campanha, que opôs de forma praticamente inconciliável os dois grupos de apoiadores.

O eleito terá de lidar com um País em que, pouco menos da metade dos eleitores, terá revelado nas urnas preferência pelo outro candidato. Ao mesmo tempo, se quiser obter algum sucesso na administração, o presidente que assumir terá de tomar medidas tão urgentes quanto impopulares, algumas delas só possíveis com emendas constitucionais, que exigem três quintos dos votos nas duas Casas Legislativas.

Assim, nada indica que o novo mandatário conseguirá, pelo menos no curto prazo, apaziguar os ânimos. Será preciso muita habilidade para pacificar o País, para que as questões econômicas e sociais passem a ser o centro dos debates, de modo a submeter os conflitos políticos e ideológicos aos interesses do País, pois é isso o que importa a todos os brasileiros.

(Editorial do O POVO)