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Polícia apreende pendrives e anotações em cela de Geddel Vieira e Luiz Estêvão na Papuda, em Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal fez buscas, nesse domingo (17), na cela que abriga o ex-senador Luiz Estevão e o ex-ministro da Articulação Política do governo Michel Temer, Geddel Vieira Lima (MDB-BA). Os dois dividem um alojamento com outros presos no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Segundo a polícia, as buscas foram autorizadas pela Justiça e motivadas pela denúncia, feita por um detento, de que os políticos estariam recebendo “regalias” na prisão. Barras de chocolate, anotações que seriam de Geddel e pelo menos cinco pendrives – supostamente, de Luiz Estevão – foram apreendidos.

À TV Globo, o advogado de Geddel Vieira Lima disse que “estranha, mais uma vez, a defesa técnica não saber da operação antes da imprensa”. A defesa de Luiz Estevão também disse desconhecer as buscas, e não quis se pronunciar.

De acordo com a Polícia Civil, durante as buscas, Estevão tentou se livrar de um pendrive jogando o dispositivo na privada. O aparelho foi recuperado e passará por perícia.

Além do conteúdo dos itens apreendidos, os investigadores querem descobrir quem facilitou a entrada dos alimentos e das mídias.

A ação foi realizada pela Coordenação de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF e pela Promotoria de Execução Penal do Ministério Público do DF. Até a noite deste domingo, nenhum dos órgãos tinha detalhado as possíveis medidas a serem tomadas com base no material encontrado.

(Com TV Globo)

Um País é maior do que uma crise, sempre

Confira o Editorial do O POVO desta segunda-feira. O título é “Um País é maior do que uma crise, sempre”.

Acumulam-se as informações colhidas nas pesquisas realizadas por institutos acreditados que confirmam um momento de desalento do brasileiro como poucas vezes há registrado na história do País. Um quadro preocupante, alarmante em alguns aspectos, e que exige uma estratégia de reversão que parecerá ineficaz se entendermos, como sociedade, ser uma tarefa unicamente de governo ou de políticos. É a alma do brasileiro que está ferida, significando que lidamos com um problema maior do que os efeitos de uma crise conjuntural que, como todas as outras, um dia será superada.

O instituto Datafolha, que foi às ruas das cidades brasileiras entre os dias 9 e 15 de maio último, colheu números assustadores. Um deles, para exemplificar o desafio que está posto: cerca de 43% da população adulta do País manifestou desejo de morar no exterior.

Quase a metade, demonstrando-se ainda mais absurdo que o índice suba a 62% quando o público consultado tem o limite de 24 anos de idade, ou seja, entre os jovens.

Há uma parte do sentimento captado que se pode atribuir ao efeito direto de um momento que acumula crises simultâneas e graves em quase todas as áreas importantes à vida do cidadão. A economia anda mal, a política experimenta fase de grande fragilização, as instituições de segurança não conseguem se impor sobre as instâncias marginais e, o que afeta de maneira definitiva a esperança no amanhã, o Judiciário nunca esteve tão exposto e questionado na sua credibilidade. Um conjunto de fatores que dificultam qualquer olhar otimista acerca do momento que o País vive e quanto às suas perspectivas quando se olha em direção ao futuro.

Um quadro grave? Sim. Preocupante? Claro. Porém, mesmo que a proporção fuja a uma certa lógica média nos momentos de depressão coletiva de um País, à medida em que as dificuldades econômicas, políticas e da vida pública em geral sejam superadas, e elas o serão, tais índices cairão e se poderá discutir com maior serenidade as necessidades de uma arrumação que nos permita ter de volta a alma autêntica do brasileiro, povo que tem sabido trabalhar limites e adversidades acreditando sempre no amanhã melhor.

O pessimismo não é de todo ruim, especialmente quando calcado numa realidade inegavelmente dura, mas uma sociedade precisa dosá-lo de maneira que não mate sonhos e nem inviabilize futuros. O Brasil é muito maior do que qualquer crise.

Gol contra a Alemanha causa terremoto “artificial” no México

Nada de fake news. O gol de Lozano, do México, contra a Alemanha, aos 35 minutos do 1º tempo, na tarde desse domingo (17), durante a Copa da Rússia, causou um terremoto “artificial” na Cidade do México, segundo informações do Instituto de Investigações Geológicas e Atmosféricas A.C., em seu perfil no Twitter.

Exatamente no momento do gol, foi registrado o tremor de terra. O instituto ressaltou que o terremoto foi causado de “forma artificial”, possivelmente causado por “saltos massivos” durante o gol.

O Sismologia Chile, outro instituto que investiga tremores, confirmou em seu perfil o terremoto artificial gerado pelas comemorações dos torcedores. “Aparentemente devemos desativar alguns sensores para evitar que isso aconteça durante o mundial”, informou.

(Com G1/Foto Agência Brasil)

Brasil deixou de arrecadar R$ 354,7 bi com renúncias fiscais no ano passado

Com meta de déficit primário de R$ 159 bilhões neste ano e com um teto de gastos pelas próximas duas décadas, o governo teria melhores condições de sanear as contas públicas, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), concedendo menos incentivos para determinados setores da economia. O relatório do TCU das contas do governo em 2017, aprovadas com ressalvas na semana passada, revelou que as renúncias fiscais somaram R$ 354,7 bilhões no ano passado.

O montante equivale a 30% da receita líquida do governo no ano e supera os déficits da Previdência Social e do regime de aposentadorias dos servidores federais, que somaram R$ 268,8 bilhões em 2017. Segundo o TCU, 84% das renúncias têm prazo indeterminado, o que faz a perda de arrecadação ser incorporada às contas do governo.

A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que cada renúncia fiscal seja custeada com alguma receita, seja com o aumento de outros tributos ou com a alta da arrecadação gerada pelo desenvolvimento da economia. O TCU, no entanto, constatou que 44% dos incentivos fiscais não são fiscalizados por nenhum órgão, o que levou o ministro Bruno Dantas a recomendar que os ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil montem um grupo de trabalho para verificar a eficácia das renúncias fiscais.

Segundo a Receita Federal, as desonerações (que compõem uma parte das renúncias fiscais) estão estabilizadas em 2018, depois de caírem levemente em 2017. De janeiro a abril deste ano, segundo os dados mais recentes, somaram R$ 27,577 bilhões, contra R$ 27,631 bilhões no mesmo período do ano passado. Os números da Receita são inferiores aos do TCU porque o Fisco leva em conta apenas as renúncias mais recentes e incorpora ao fluxo normal de arrecadação as perdas com regimes especiais instituídos há bastante tempo.

(Agência Brasil)

Deputado cearense expõe bandeira do Fortaleza durante jogo da Copa

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Vestido com a camisa do Fortaleza e em clima de Brasil.

O deputado estadual Odilon Aguiar(PSD) aproveitou, que estava em clima de Copa da Rússia, para divulgar, em sua ágina no Facebook, uma de suas paixões: o time do Fortaleza.

Odilon, que não vai disputar a reeleição e apoiar Patricia Aguiar, ex-prefeita de Tauá, para a Assembleia Legislativa, ganhou espaço considerável nas redes sociais.

E, com certeza, no coração dos tricolores.

(Foto – Facebook do Parlamentar)

Audic Mota conquista adesões em Quiterianópolis e amplia base de apoio

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Audic Mota, fechou acordos que devem ampliar sua liderança no município de Quiterianópolis. O suplente de vereador Raimundinho Marques, os empresários Civaldo Dielo e Civaldo Souza e o ex-vereador Tonho confirmaram apoio à reeleição do parlamentar.

Com isso, Audic, segundo sua assessoria de imprensa, aumentará sua base eleitoral na Região dos Inhamuns e em todo o Estado.

(Foto – Divulgação)

Copa da Rússia – Salmito é vítima de fake news

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), foi vítima neste domingo (17) de fake news (notícias falsas), quando foi divulgado nas redes sociais que o parlamentar estaria na Copa da Rússia, diante do mau uso do dinheiro público, inclusive tendo financiado a viagem de outras pessoas.

Enquanto a falsa informação se propagava por diversos grupos no WhatsApp, Salmito se encontrava na igreja Jesus, Maria e José, no bairro Vila União, participando de missa em Ação de Graças pelo aniversário do vereador Benigno Júnior. Na noite do sábado (16), Salmito esteve nos bairros Bom Jardim e Parque Araxá, na companhia dos vereadores Dr. Porto e Michel Lins, respectivamente.

O presidente do Legislativo de Fortaleza não quis comentar a falsa divulgação, apenas lamentou que pessoas não checam a informação, tampouco confrontam os dados não verdadeiros com o trabalho sério das vítimas dos fake news.

Salmito disse ainda que irá procurar a Polícia Federal, formalmente e pessoalmente, para solicitar uma investigação que aponte o autor ou autores do crime contra a honra.

(Fotos: Facebook)

Ivan Duque é eleito presidente da Colômbia

O ex-senador Ivan Duque, candidato da direita, foi eleito presidente da Colômbia neste domingo (17), derrotando seu rival da esquerda, o ex-guerrilheiro do M-19 e ex-prefeito de Bogotá, Gustavo Petro. Com 99,67% dos votos apurados, Duque conquistou 53,95% dos votos e Petro, 41,83%.

Essa foi a primeira eleição desde a assinatura do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em 2016, que colocou fim a meio século de guerra entre o governo a maior guerrilha do país. Sete mil rebeldes aceitaram depor as armas em troca de anistia e do direito de formar um partido político, com oito assentos garantidos no novo Parlamento.

Durante a campanha, Duque prometeu “rever o acordo”, negociado pelo atual presidente Juan Manuel Santos, que ganhou o prêmio Nobel da Paz. Seu padrinho político, o ex-presidente Álvaro Uribe, foi um dos maiores críticos do documento, por considerar que tinha sido demasiado generoso com os ex-guerrilheiros.

(Agência Brasil)

Índice Ibovespa, o que é e como funciona

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Em artigo sobre o Ibovespa, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Gestão Empresarial, aponta que o índice se propõe a medir o comportamento das ações mais negociadas. Confira:

Diariamente os jornais apontam o comportamento do chamado índice Ibovespa mas, para boa parte das pessoas, ele ainda é bem desconhecido. Vamos tentar esclarecer esse que é o principal indicador do mercado de ações brasileiro, e que começou a ser utilizado há 50 anos.

O Ibovespa praticamente, ao longo dessas cinco décadas, não sofre mudanças metodológicas em sua constituição, ele é uma referência para investidores de todo o mundo, salientando que o mesmo viveu as transformações econômicas vividas em nosso país.

O Ibovespa foi criado em 1968 pelo departamento Técnico da Bolsa de Valores de São Paulo (hoje chamada de B3). Explica Walter Cestari, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), “Tal índice surge em um momento que o país precisa mais técnico e objetivo para se medir o mercado”. Na época as negociações de ativos eram tratadas no Rio de Janeiro, em outra bolsa. Daí surgiu um dos primeiros índices chamado Índice Bolsa de Valores (IBV). Tal indicador contemplava as ações mais negociadas. No dia 02 de janeiro de 1968 o Ibovespa começou a ser computado e segue até hoje de forma ininterrupta.

O Ibovespa se propõe a medir o comportamento das ações mais negociadas, ou seja, as que apresentam maior liquidez. Basicamente sua composição possui 80% de ações com as melhores liquidez. Ele funciona como se fosse uma carteira de ações e se verifica o comportamento de compra e venda destas e assim se passa a medir a variação do índice.

Quando o Ibovespa nasceu, foi atribuído a ele o valor de 100 cruzeiros novos, que foram convertidos em 100 pontos. É como se aquela carteira iniciasse sua vida valendo 100 pontos. O valor absoluto do índice não é o que nos importa, mas sim, a sua variação entre duas datas. Periodicamente a composição da carteira é revisada, mais precisamente, a cada quadrimestre é reavaliada a participação de cada ação no índice, podendo algumas serem excluídas e outras incluídas. Para tal análise alguns critérios são levados em conta como a negociabilidade das ações nos últimos 12 meses, o volume de negócios e o volume de pregões que a ação participou. Os critérios se mantiveram inalterados por 45 anos, porém em 2014 a Bolsa passou a excluir do índice os papeis que valem centavos, que levam o nome de “penny stocks”. Outra mudança foi que as ações passaram a serem medidas pelo valor de mercado em circulação (free float). Além de tudo isso ficou definido que nenhuma empresa poderá ter mais de 20% na composição do Ibovespa.

Considerando a inflação, o Ibovespa acumulou ganhos de 2481,39% desde sua fundação. Segundo a empresa de informações financeiras Economatica, dos cinquenta anos de existência, 25 operaram em baixa e 25 operaram em alta. O pior comportamento do Ibovespa foi em 1990 quando apresentou uma queda de 74,11% após o anúncio do Plano Collor que fez o bloqueio das poupanças até o limite de R$ 50 mil cruzados novos. No ano seguinte o índice atingiu o seu ápice onde teve ganhos de 316,38%, com o ânimo dos investidores acarretado pelo anuncio do Plano Collor II para o controle da inflação.

O maior valor nominal já conquistado pelo Ibovespa foi 76.990 pontos, alcançados em 12 de outubro de 2017.

Em valores ajustados pelo dólar, a máxima registrada foi de 44.616 pontos, em 19 de maio de 2008.

Alguns apontas críticas quanto ao Ibovespa referentes a representatividade de sua carteira quanto ao todo do mercado. Alegam que são poucas empresas e que estas não expressam o todo. Três empresas representam 30% o problema é que elas três não representam 30% do mercado corporativo.

Atualmente os cinco ativos com maior representatividade na composição do Ibovespa são: Itaú Unibanco PN, com 10,492% do índice, Vale ON, com 9,946%, Bradesco PN, com 7,755%, Ambev ON, com 6,875% e Petrobras PN, com 5,251%. Importante salientar que para uma empresa estar compondo o índice Ibovespa é muito favorável pois causa muito mais atratividade para seus ativos.

Poderemos perceber um movimento de mais concentração de empresas em função do nosso cenário econômico ruim.

O fato de ele apresentar uma variação negativa, expressa que naquele período nossa economia apresentou perdas e o inverso apresenta ganhos. Ele é nosso índice de base, porem para se ter uma análise de cenário mais profunda não se pode apenas o utilizar de forma isolada.

Fabiano Mapurunga

CEO da Go Partners Consultoria em Finanças e Negócios. Mestre em Gestão Empresarial. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria

Árbitro mexicano ignora tecnologia e Brasil não passa de empate com a Suíça

Após sair na frente da Suíça, com gol de Philippe Coutinho, aos 19 minutos do primeiro tempo, o Brasil não passou de um empate na estreia da Copa do Mundo, em 1 a 1, na tarde deste domingo (17), em Rostov.

Os brasileiros reclamaram do do árbitro mexicano Cesar Ramos no gol de empate, aos 4 minutos do segundo tempo, quando o atacante Zuber teria empurrado o zagueiro Miranda, antes de cabecear sozinho para o gol.

O Brasil voltou a reclamar do árbitro mexicano, nos minutos finais, após Gabriel Jesus ter sido agarrado e derrubado na área, mas o árbitro não marcou a penalidade, tampouco solicitou as imagens.

No ano passado, Cesar Ramos se envolveu em polêmica na partida entre Honduras e Costa Rica, pelas Eliminatórias. A equipe de Costa Rica garantiu presença na Rússia, após empate em 1 a 1, com gol aos 50 minutos do segundo tempo. Honduras reclamou que o árbitro poderia ter encerrado antes a partida, pois não haveria motivo para uma extensa prorrogação. Na sexta-feira (22), o Brasil enfrenta a Costa Rica, pela segunda rodada do grupo E.

(Fotos: Reprodução)

General Theophilo participa de passeio de moto e visita feira da Messejana

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O pré-candidato ao Governo do Ceará, General Theophilo (PSDB), visitou neste domingo (17) a feira da Messejana, acompanhado de lideranças dos feirantes e de correligionários.

A visita foi antecedida de um passeio de moto, iniciado no Parque do Cocó. “Foi muito importante visitar a feira, pois percebi a falta de melhor infraestrutura para esse espaço tão importante para o comércio local. Também conversei com os motoqueiros do bairro e soube dos problemas da categoria”, disse.

Nesse sábado (16), o General se reuniu com lideranças dos movimentos católicos e discutiu pontos para montar seu plano de governo.

(Divulgação)

Rússia: hospitalidade ou preconceito?

Editorial do O POVO neste domingo (17) aborda a proibição da Rússia de manifestação homoafetiva na Copa. Confira:

Vendida como uma festa de congregação entre os povos, a Copa do Mundo de Futebol costuma expor – para o bem e para o mal – características e costumes menos comentadas dos países onde se realiza.

Também é ocasião para o governante do país-sede tentar melhorar a sua imagem perante os seus cidadãos e o mundo. É o que busca fazer o presidente russo, Vladimir Putin, devido aos problemas internos e externos que enfrenta. Depois dos 5 a zero que Rússia aplicou na Arábia Saudita, Putin discursou: ”Nós amamos o futebol. A Rússia é um país aberto, hospitaleiro e amigável”.

Porém, nem tanto. Há muita intolerância contra os adversários do regime e repressão aos homossexuais. Na quinta-feira, o ativista britânico Peter Tatchell, fazia manifestação solitária e pacífica na proximidades da Praça Vermelha, segurando um cartaz com os dizeres: “Putin não age contra a tortura de homossexuais na Chechênia”. Ele foi detido pela polícia e liberado logo depois.

Desde 2013 existe na Rússia uma lei que proíbe “propaganda gay”. A coisa é tão séria que o governo brasileiro preparou um Guia Consular do Torcedor Brasileiro com alertas sobre o comportamento a ser observado na Rússia, principalmente os LGBTs. O guia alerta, por exemplo, para que se evitem “demonstrações homoafetivas em ambientes públicos”, atitude que ser enquadrada em “propaganda de relações sexuais não tradicionais feita a menores”, que pode resultar em multa e deportação.

A Fifa proíbe qualquer tipo de discriminação durantes os jogos, mas nada faz para proteger torcedores de tais abusos. A entidade não pode, é verdade, interferir nas leis do país, mas pode fazer pressão, como fez contra o Brasil, para que bebidas alcoólicas pudessem ser vendidas em estádios, por exemplo. Portanto, a Fifa poderia demandar um pouco mais de esforço para que a Copa, seja, de fato, uma festa da alegria e da celebração da diversidade entre as diversas nacionalidades, independentemente de preferência política, de etnia, cor, ou de orientação sexual.

Revitalização do São Francisco não está vinculada à privatização da Eletrobras, diz dirigente

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, criticou proposta que vincula a destinação de recursos para a revitalização da bacia do rio São Francisco à eventual privatização da Eletrobras. Ele participou de audiência pública promovida pela comissão externa da Câmara dos Deputados.

O debate foi proposto pela deputada Raquel Muniz (PSD-MG), coordenadora do coegiado, para discutir o aporte de recursos previsto no Projeto de Lei 9463/18, do Executivo, que trata da privatização e está em análise na Câmara. O texto original prevê que, após a desestatização, serão destinados R$ 9 bilhões, ao longo de 30 anos, para a revitalização do São Francisco. O relator da proposta, deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), elevou esse montante para R$ 15 bilhões.

Conforme a proposta, o dinheiro para a revitalização será repassado ou pela Eletrobras ou pela subsidiária Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Segundo Ricardo Brandão Silva, representante do Ministério de Minas e Energia no debate, o PL 9463/18 é uma contribuição do setor elétrico, um dos principais usuários do rio. A Chesf, que tem no São Francisco oito de suas 12 hidrelétricas, já repassa em média R$ 20 milhões por ano para a revitalização da bacia hidrográfica. Se aprovado o substitutivo de Aleluia, esse montante subiria para R$ 500 milhões anuais.

Durante o debate, o deputado Adelmo Carneiro Leão (PT-MG) rechaçou afirmações de que os contrários à privatização da Eletrobras também recusam a recuperação da bacia hidrográfica. “Queremos a revitalização do São Francisco e dos afluentes, mas vamos resistir contra a privatização da Eletrobras porque ela é a entrega de patrimônio, a quebra da soberania e o empobrecimento do povo às custas do enriquecimento de poucos”, declarou.

Irani Braga Ramos, representante do Ministério da Integração Nacional, lembrou que decreto de 2016 reestruturou, no âmbito do Executivo, as ações para revitalização do rio São Francisco. Por conta do teto dos gastos, houve necessidade de buscar novas fontes de financiamento. Além do dinheiro oriundo da privatização da Eletrobras, deve haver ainda o repasse de parte das multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

(Agência Câmara Notícias)

Sindasp/CE requer nomeação dos candidatos remanescentes

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Após apontar uma defasagem no sistema penitenciário no Ceará, o Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp/CE) requereu a retificação do edital do concurso para agentes penitenciários e a nomeação dos candidatos remanescentes.

Neste fim de semana, o sindicato se reuniu com os candidatos do cadastro de reserva do concurso, no seminário da Prainha, na Praia de Iracema, quando o explicou ao grupo que já protocolou um pedido de audiência pública com a secretária Socorro França, titular da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) requerendo a nomeação de todos.

Os diretores Natanael Andrade e Paulo Sérgio informaram que o Sindasp/CE já esteve com a titular da Sejus e apontou a necessidade da nomeação do cadastro de reserva e do grupo remanescente, seguindo as regras do Organização Internacional do Trabalho (OIT). Atualmente são cerca de 2.150 agentes para aproximadamente 28 mil presos.

(Foto: Divulgação)

3 a 0 – Ciro aposta em boa estreia do Brasil na Copa

O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, não esteve na manhã deste domingo (17), no Centro de Fortaleza, para a reinauguração da estátua de Leonel Brizola, porque se encontra em João Pessoa/PB, onde participou de evento.

Da capital paraibana, Ciro seguirá para São Paulo, onde participará de novos compromissos.

Apesar da correria, o presidenciável assegura que não descuida da torcida pela Seleção Brasileira, que logo mais enfrenta a Suíça, na estreia das duas equipes na Copa da Rússia. Ciro até aposta na boa estreia do Brasil, diante do placar de 3 a 0, gols de Marcelo, Neymar e Gabriel Jesus.

Quando a partida começar, Ciro se encontrará no aeroporto de João Pessoa. No final da partida, o presidenciável estará em voo para a capital paulista.

(Foto: Arquivo)

O valor da existência

Em artigo no O POVO deste domingo (17), o psiquiatra Cleto Pontes alerta para a publicização ao suicídio. Confira:

Estudos têm demonstrado, vezes e mais vezes, que a forma como você aborda e dá publicidade ao suicídio pode trazer consequências irreversíveis. Quando ocorrem em comunidade escolar, por exemplo, ou em cidades com predominância de imigrantes, experts chamam suicídio clusters, tornam-se contagiantes e modelo social. A propagação na mídia motiva o ato, principalmente, na população jovem.

O suicídio ou o seu reflexo de forma contundente faz esta aferição. Entre o desejo de morrer e se matar, existe uma vala abissal. De um lado a vontade cristalina de viver e do outro as armadilhas, o paradoxo de existir, ou seja, o absurdo em grego. São quatros pecados, seguindo uma linha teológica: pensamento, palavra, obra e omissão. O primeiro tende a universalidade; o segundo, a um apelo velado ou não, mas, sincero; o terceiro a uma falha na comunicação e, finalmente, a banalização como sendo o pior pecado. São trilhas comuns no nosso dia a dia terapêutico.

Qualquer teórico ou teoria unifocal, tende a cometer erro e a grave com repercussão, a priori ou a posteriori. Três judeus que se tornaram agnósticos, debruçaram-se no tema suicídio. E. Durkheim, o maior deles, diz que o “fato social” era destituído de subjetividade.

Na sua visão sociológica objetiva, a sociedade define os quatros tipos de suicídios: anômico, egoístico, altruístico e fatalista. Vulgarmente diríamos: pau era pau e pedra era pedra. Difícil explicar a sua morte precoce em 1917, meses depois que o seu querido filho André morreu na Primeira Grande Guerra.

K. Marx publicou um opúsculo “sobre o suicídio”, em 1846, baseado em estatísticas de Jacques Peuchet, e tirou lições que impõem de forma contrária a lei sociológica de Durkheim, ou seja, a miséria protege do suicídio, valorizando assim o conceito de “existência social”, invertendo o conceito de R. Descartes sobre a consciência, cogito ego sum. Marx teve vários filhos, educando três filhas sobreviventes. Em 1863, a filha mais velha, Jenny, morreu de uma enfermidade, diferentemente das duas mais novas que se suicidaram. A morte dela o levou para eternidade no mesmo ano.

Para construir a sua doutrina , S. Freud também não hesitou em “matar” Moisés, afim de arregimentar o seu rebanho dantes hipnotizado e com ele psicanalisado. Para isto evitava o suicídio como o diabo foge da cruz. Thanatos era o seu inconsciente mal trabalhado, ele se dizia neurótico de carteirinha, e Eros a sua deificação. Em 19 38, embora totalmente debilitado por câncer de mandíbula, era o homem mais poderoso da Áustria não alinhado ao Hitler, daí usar a sua frase de efeito: fujo para Londres para morrer em liberdade. Uma ano depois com seu médico particular e sua filha, babá eterna, tomou a injeção letal. Devemos falar de eutanásia se o desejo é valorizar ainda mais a língua alemã e eternizar a doutrina psicanalítica e suas franquias, pois, o suicídio não condiz com a valorização que se faz de um gênio e muito menos a sua imagem idealizada.

Cleto Pontes, psiquiatra