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Pacientes estão demandando uso medicinal da cannabis, dizem médicos

Pacientes com diversos diagnósticos que não estão obtendo avanços com tratamentos tradicionais se interessam, cada vez mais, pelo uso medicinal da maconha. Essa percepção é compartilhada por diversos médicos reunidos neste fim de semana, no Rio de Janeiro, para a segunda edição do Seminário Internacional “Cannabis Medicinal, um Olhar para o Futuro”.

Segundo eles, a demanda crescente é influenciada pelos avanços científicos, pela cobertura da mídia e pela possibilidade de liberação do cultivo para fins medicinais, tema de uma consulta pública aberta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Não há dúvidas de que a demanda continuará crescendo cada vez mais. Precisamos estar preparados para atendê-la”, disse o neurologista Eduardo Faveret, diretor do Centro de Epilepsia do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, unidade vinculada ao governo do Rio de Janeiro.

Essa conclusão é compartilhada pelo ortopedista Ricardo Ferreira, especialista no tratamento clínico e cirúrgico de dores crônicas e patologias da coluna vertebral. “Pacientes têm buscado a melhora de sua qualidade de vida e procuram médicos que possam prescrever. Tenho recebido cada vez mais pacientes que já chegam com histórico de dores refratárias à métodos tradicionais, que foram tratados por outros médicos sem sucesso”, disse.

Ricardo disse que passou a se interessar pelo uso medicinal da maconha quando estava buscando alternativas para casos em que os remédios disponíveis no mercado se mostravam ineficazes. “Fui vendo que haviam evidências cada vez mais fortes do potencial do uso da cannabis para tratamento das dores crônicas. Em países como a Holanda e o Canadá e em alguns estados do Estados Unidos, já haviam estudos com conclusões nessa direção”.

Desde 2015, a Anvisa autoriza a prescrição médica da cannabis. A dificuldade fica por conta da obtenção do produto. Com a comercialização proibida no Brasil, os medicamentos precisam ser importados. De posse da receita médica, o paciente precisa assinar um termo de responsabilidade e aguardar a autorização da Anvisa. A importação por empresas, para distribuição no Brasil, é vetada. A autorização é concedida de forma individual para cada paciente.

A exceção é o Mevatyl, também conhecido como Sativex, que foi aprovado pela Anvisa e chegou nas farmácias do país no ano passado. Ele tem sido indicado, por exemplo, para alguns pacientes com esclerose múltipla, doença na qual ocorre a inflamação e destruição da mielina, camada protetora das células nervosas.

Segundo a Fioruz, existem hoje no Brasil mais de 8 mil pacientes autorizados a importar remédio à base de cannabis para diversos tipos de doenças. Desde o aval da Anvisa, em 2015, o ortopedista calcula ter prescrito esses medicamentos para mais de 300 pessoas. “Uns 150 seguiram os procedimentos para obter autorização de importação e conseguiram efetivamente o produto. E desses, metade conseguiu alívio significativo da dor e continua utilizando. Hoje faço cerca de 120 consultas semanais. Em 10 delas, em média, eu indico a cannabis. Continuo fazendo cirurgias, continuo prescrevendo remédios tradicionais. A cannabis entra como mais um arsenal terapêutico, sobretudo para os casos que não respondem às terapias tradicionais”, disse.

Substâncias

O Seminário Internacional “Cannabis Medicinal, um Olhar para o Futuro”, que ocorre até amanhã (30), no Instituto Europeu de Design (IED), é fruto de uma parceria entre a Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi) e a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), instituição científica vinculada ao Ministério da Saúde. A iniciativa também conta com o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Além dos médicos e pesquisadores brasileiros, estão reunidos no evento especialistas do Chile, da Espanha, da Argentina, da Colômbia, do Peru e do Panamá. Eles discutem as evidências dos benefícios para pacientes com câncer, epilepsia, dores crônicas, alzheimer, esclerose múltipla, entre outros. Substâncias como o canabidiol e o tetraidrocanabinol (THC) já possuem reconhecidos efeitos ansiolíticos, antidepressivos e anti-inflamatórios.

“Essas são as duas substâncias mais estudadas clinicamente. Mas há outras. Há um arsenal terapêutico de canabinoides e terpenos. E isso varia de planta para planta. Tem cannabis que é rica em canabidiol, outras em THC. A genética da planta interfere no tipo de óleo que ela vai oferecer. Aqui no Brasil, as que se cultivam são geralmente mais ricas em THC. O THC tem várias aplicações terapêuticas. Mas tem que ter um controle da dosagem, acompanhamento, observar a questão de idade”, alertou Feveret.

Ele destaca avanços na neurologia e na oncologia. “Já há pesquisas clínicas em fase 2 revelando uma melhora muito grande para pacientes com glioblastoma multiforme, o tipo mais grave do câncer cerebral. A cannabis aumentou bastante a sobrevida média, melhorou a qualidade de vida”, disse. O neurologista também cita investigações que apontaram melhores resultados de radioterapia quando o tratamento é associado ao uso da maconha.

As substâncias podem servir de base para pomadas, chás, óleos, manteigas. Fumar também tem efeitos terapêuticos, mas médicos afirmam que o efeito tem menor duração. A forma de uso deve ser definida na prescrição, considerando diversos fatores como o problema a ser tratado, a idade e a condição física do paciente

(Agência Brasil)

Peru elimina Uruguai nos pênaltis

Uma semana após ser goleado pelo Brasil, por 5 a 0, o Peru surpreendeu na Copa América ao eliminar o Uruguai, na tarde deste sábado (29), em Salvador, nas cobranças de pênaltis, após empate sem gols no tempo normal. Os peruanos converteram todas as cobranças, enquanto o experiente atacante uruguaio Suárez desperdiçou.

Com o resultado, o Peru enfrenta o Chile na semifinal, na noite da quarta-feira (3). A outra seminal será disputada na terça-feira (2), no Mineirão, entre Brasil e Argentina.

Caso chegue à final, o Peru conseguirá um feito que não alcança há 44 anos. A equipe somente chegou à decisão em duas oportunidades, em 1939 e em 1975, mas sagrou-se campeã nas duas vezes. Já o Chile, caso elimine o Peru, tentará o terceiro título consecutivo.

A partida foi toda dominada pelo Uruguai, que chutou 12 vezes em direção ao gol peruano, mas somente com três chances reais de gol. Já o Peru não ameaçou o gol uruguaio em nenhuma oportunidade.

Mundial Feminino

Pelo Mundial Feminino da França, a Itália e a Alemanha foram eliminadas neste sábado por Países Baixos (2 a 0) e Suécia (2 a 1), respectivamente. As duas seleções agora fazem uma das semifinais, na tarde da quarta-feira. No dia anterior, Inglaterra e Estados Unidos buscam vaga na final.

(Fotos: Reprodução)

Comissão aprova proposta que inclui policiais no atendimento prioritário do Minha Casa, Minha Vida

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A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou o Projeto de Lei 2460/19, que inclui os policiais civis e militares entre os beneficiários de atendimento prioritário do Programa Minha Casa, Minha Vida.

O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a Lei 11.977/09, que instituiu o programa e atualmente prioriza as seguintes famílias: que moram em áreas de risco; desabrigadas; com mulheres responsáveis pela unidade familiar; e das quais façam parte pessoas com deficiência.

Segundo o autor da proposta, deputado Amaro Neto (PRB-ES), o isolamento dos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida tem consequências diretas na segurança. “Com a proposta, insere-se nesses novos bairros agentes que certamente contribuirão na vigilância e na segurança da população local, elevando a qualidade de vida”, disse.

O relator na Comissão de Segurança, deputado Capitão Alberto Neto (PRB-AM), concordou com os argumentos ao recomendar a aprovação do texto. “O projeto pretende sanar a deficiência estrutural do programa no que tange à segurança pública, priorizando a indicação de policiais militares e civis como beneficiários”, disse.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Agência Câmara Notícias)

Circuito Viva São João chega neste sábado ao Parque Araxá

O Circuito Viva São João chega neste sábado (29), a partir das 19h30min, à praça Ari de Sá Cavalcante, no Parque Araxá, com apresentações de quadrilhas juninas adultas e infantis.

O circuito teve início no dia 31 de maio, promovendo “arraiás” em diversas ruas de oito bairros, com apresentações de bandas de forró, quadrilhas, parquinho de diversão para a criançada, concursos de forró e barracas de comidas típicas.

O Circuito é realizado com apoio da FEJUC (Federação dos Eventos Juninos e Culturais do Ceará), União Junina, Prefeitura Municipal de Fortaleza e Governo do Estado.

(Foto: Divulgação)

Ação recolhe lixo e resíduos de quatro quilômetros de praia no Porto das Dunas

Uma ação de limpeza foi realizada na praia do Porto das Dunas, no município de Aquiraz, na manhã deste sábado, 29. A iniciativa, promovida pelo Beach Park e pela Associação dos Moradores do Porto das Dunas (Pordunas), recolheu lixo e resíduos de aproximadamente quatro quilômetros do litoral.

Artur Bruno, titular da Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema), ressaltou a necessidade da participação da sociedade civil, tanto por meio de empresas quanto por ações individuais, na preservação da natureza. “O que as pessoas estão fazendo aqui é mais importante que muitas palestras e aulas. Elas estão cuidando da natureza na prática, isso convence muito mais do que as palavras”, comemorou.

Além do Beach Park, outras seis empresas estiveram presentes na ação deste sábado, que mobilizou cerca de 250 pessoas, em especial um grupo de 50 crianças de uma escola do município. “É preciso crescer economicamente sem deixar de cuidar da natureza, isso é desenvolvimento sustentável”, lembrou o secretário.

Raissa Bissol, coordenadora de Meio Ambiente do Beach Park, afirma que essa é uma ação que visa engajar as pessoas não só naquele dia, mas criar uma consciência cidadã. “Precisamos replicar essas práticas. Não é somente limpar, mas deixar de sujar”, pontua.

A empresa apoia mensalmente a Pordunas para que a limpeza seja realizada de uma forma contínua. A preservação do meio ambiente também foi reforçada por meio de um treinamento de funcionários do Beach Park para lidar com o período de desova das tartarugas marinhas. A parceria foi estabelecida com a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis).

Outras ações

O secretário Artur Bruno comentou que a principal ação da Sema para este ano é o trabalho com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Ele explicou a necessidade de desenvolvimento de hábitos de separação daquilo que pode ser reciclado ou reutilizado do que não tem nenhuma utilidade. “Fazendo isso pouparemos muitos recursos da natureza, pois deixaremos de tirar boa parte do que costumamos atualmente”, afirmou.

(O POVO Online / Leonardo Maia)

Moro será ouvido na terça por quatro comissões sobre vazamento de mensagens da Lava Jato

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Na terça-feira (2), o ministro da Justiça, Sergio Moro, deve ser ouvido por quatro comissões da Câmara: de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ); de Trabalho, Administração e Serviço Púbico; de Direitos Humanos e Minorias; e de Fiscalização Financeira e Controle.

Os deputados querem esclarecimentos sobre o conteúdo revelado pelo site de notícias The Intercept Brasil, que trouxe mensagens supostamente trocadas entre Moro, então juiz federal, e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o promotor Deltan Dallagnol.

Na última quarta-feira (26), o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), informou ter recebido correspondência do Ministério da Justiça sobre a disposição de Sérgio Moro em comparecer à Câmara.

O ministro deveria ter comparecido à Câmara no último dia 26 para dar esses esclarecimentos, mas cancelou a audiência porque estava nos Estados Unidos, o que revoltou o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Helder Salomão (PT-ES).

“Alguns deputados e as próprias comissões estão buscando entender por que o ministro não compareceu. Ele deve explicações à sociedade brasileira. Ele precisa se explicar. Ele precisa explicar os bastidores da Lava Jato.”

Em audiência pública realizada na Comissão de Direitos Humanos, o fundador do Intercept, o jornalista Glenn Greenwald, afirmou que houve conluio entre o então juiz Sergio Moro e os procuradores que atuam na Lava Jato. Para ele, as mensagens vazadas apontam parcialidade nas decisões do então juiz. Na reunião, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que os documentos vazados eram resultado de crime de hackeamento e que as conversas não eram autênticas.

O ministro da Justiça e os procuradores da Lava Jato negaram irregularidade nas conversas e duvidaram do conteúdo das mensagens. Moro afirmou ainda que o conteúdo tem origem ilícita.

(Agência Câmara Notícias)

Inclusão social e cristã – Câmara Municipal homenageia a Pastoral dos Surdos

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A Pastoral dos Surdos da Igreja Católica, do Estado do Ceará foi homenageada em sessão solene na Câmara Municipal de Fortaleza, na noite dessa sexta-feira (28), pelos 26 anos de criação da instituição. O requerimento foi do vereador Dr. Eron, que destacou a Pastoral como uma exitosa construção de acolhimento humanitário, nos vários processos de inclusão social e cristã, das pessoas portadoras de surdez.

“Sou médico, oftalmologista, gestor em saúde, estou vereador graças ao povo que me confiou o mandato. É importante para que passemos a imagem da Igreja Católica nessa função de formação e orientação espiritual. Quero destacar aqui o trabalho realizado pela querida Paróquia de Nazaré que me inspirou a realizar esse momento. Como sou deficiente, tive paralisia infantil, sei que nesse país, se não for a luta, ai você passa em brancas nuvens, deixa de ser uma pessoa que respeitem”, comentou o parlamentar.

Foram homenageados com placas em alusão aos 26 anos da Pastoral dos Surdos: Pedro Rodrigues da Silva Neto, que recebeu as placas também em nome do arcebispo Dom Antônio Aparecido Marques Tosi e do Padre Francisco de Assis Apolônio; irmã Liliane Veiga Pinheiro; Wagna Ferreira de Ávila; Sílvia Helena Mota; Carlos Augusto Oliveira Freire Mendes Braga e Veridiano Ferreira de Carvalho.

O interprete Carlos Augusto Oliveira fez um agradecimento em nome da Coordenação Nacional de Interpretes. “Aos vereadores Antônio Henrique, presidente da Câmara, e Francisco Eron Moreira, a Pastoral dos Surdos se alegra com essa solenidade comemorativa. Sem dúvida, a sensibilidade do vereador Dr. Eron e esse acontecimento vão muito além de homenagear esse instituto, mas se estende a toda comunidade surda que foi atendida direta ou indiretamente por essa pastoral, e até mesmo os surdos e surdas que sequer conhecendo esse trabalho são lembrados nessa solenidade”.

(Foto: Divulgação)

G20 exalta economia digital e combate ao terrorismo online

Além do documento final, a reunião de cúpula do G20 resultou em outras duas declarações que frisam a busca por um acordo de comércio eletrônico global e o combate ao terrorismo e ao extremismo violento conducente ao terrorismo (EVCT) na internet.

“A internet não deve ser um refúgio seguro para os terroristas recrutarem, incitarem ou prepararem atos terroristas”, diz o texto de uma das declarações, segundo a qual “o estado de direito se aplica tanto on-line como off-line”.

Sem citar empresas de tecnologia específicas, o documento convoca as plataformas on-line a se juntarem aos esforços dos estados nacionais no combate à disseminação do terrorismo na internet.

“Instamos as plataformas on-line a que aumentem a ambição e o ritmo de seus esforços para impedir que o conteúdo produzido por terroristas e pelo EVCT seja transmitido, enviado ou reenviado. Encorajamos vivamente um esforço concertado para estabelecer, implementar e fazer cumprir termos de serviço que detectem e impeçam que o conteúdo produzido por terroristas e pelo EVCT apareça nas respectivas plataformas”, diz o texto.

Comércio eletrônico
Em declaração separada, os países que integram o G20 se comprometeram com a continuidade de negociações em prol de um acordo global que facilite e amplie a economia digital e o comércio eletrônico.

“Afirmamos a importância de promover discussões políticas nacionais e internacionais para aproveitar todo o potencial dos dados e da economia digital para promover a inovação, para que possamos acompanhar o rápido crescimento da economia digital e maximizar os benefícios da digitalização e das tecnologias emergentes”, diz o texto.

O documento lança a chamada “Trilha de Osaka”, que visa o alcance de políticas e regras internacionais sobre aspectos do comércio eletrônico, a serem implementadas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Com base nesses esforços, nos engajaremos em debates sobre políticas internacionais a fim de aproveitar todo o potencial dos dados e da economia digital e ampliaremos esforços para trabalhar com os fóruns internacionais relevantes para esse fim”, conclui a declaração dos países do G20.

(Agência Brasil)

Aceji comemora 56 anos de fundação neste sábado

A Associação Cearense de Jornalistas do Interior (Aceji) comemorou na manhã deste sábado (29), no Náutico Atlético Cearense, 56 anos de fundação.

Em uma nova linha de gestão, o presidente da entidade, João Ferreira, disse que o momento é integrar jornalistas, radialistas e blogueiros em nome da boa informação e contra os chamados fake news.

Entre os presentes à homenagem o jornalista Vicente Alencar, o presidente da Acert Paulo César Norões e o escritor e pesquisador César Barreto.

(Foto: Divulgação)

O preço dos desacertos

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Editorial do Estadão neste sábado (29) aponta que há muitos eleitores e não eleitores de Bolsonaro insatisfeitos com os rumos do governo. Confira:

O presidente Jair Bolsonaro precisa tomar decisões todos os dias, a todo instante. A mais importante – porque dela dependem não só o futuro de seu governo, mas, principalmente, o do País – é se deseja continuar governando como um presidente de nicho ou, como esperamos, assumir como o presidente de toda a Nação, adotando um tom conciliador.

Até aqui, o presidente tem demonstrado, por meio de suas ações e palavras, ter uma compreensão equivocada do que representam os 58 milhões de votos que o levaram da Câmara dos Deputados para o Palácio do Planalto. Trata-se, é evidente, de uma eleição consagradora, mas nem remotamente o resultado das urnas significa carta branca para que Jair Bolsonaro leve adiante sua agenda programática a ferro e fogo, sem negociá-la com amplos setores da sociedade, sejam ou não seus eleitores. As diatribes da campanha eleitoral deveriam ter cessado em 29 de outubro do ano passado.

Desde sua posse, as faturas dos desacertos do governo de Jair Bolsonaro não param de chegar. A mais recente foi apresentada pelo Ibope na quarta-feira passada. Uma nova pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelou que a insatisfação da população com o governo federal subiu de 27% em abril para 32% em junho, o maior índice negativo do governo Bolsonaro nesses seis meses de mandato.

Em janeiro, só 11% consideravam o governo “ruim ou péssimo”, o que é compreensível, pois compõem esta fração da sociedade os que não ficaram satisfeitos com a vitória de Bolsonaro. À medida que o tempo passou e o presidente forneceu aos cidadãos mais elementos para análise de seu desempenho, o porcentual de insatisfeitos só subiu. Em fevereiro, aqueles 11% do mês anterior tornaram-se 19%. Em março, 24%. Em abril, 27%. E no mês passado, 32%, o pico até agora.

Quando questionados pelo Ibope “O (a) sr. (a) aprova ou desaprova a maneira como o presidente Jair Bolsonaro está governando o Brasil?”, 48% responderam que desaprovam. Em janeiro, este porcentual era de 21%. Os que aprovam o governo somam 46%, uma expressiva queda em relação aos 67% colhidos no início do ano.

No entanto, o que mais salta aos olhos no resultado da nova pesquisa Ibope/CNI é o índice de confiança no presidente Jair Bolsonaro. O porcentual de brasileiros que confiam no presidente vem caindo drasticamente entre janeiro e junho. No início do mandato, 62% dos pesquisados pelo Ibope disseram confiar no presidente. Em fevereiro, o número caiu para 55%. Em março, para 49%. Em abril, houve uma pequena melhora para 51%. Em junho, nova queda, atingindo 46%, o menor patamar de confiança pessoal no presidente até aqui. A curva dos que não confiam em Jair Bolsonaro percorreu a direção contrária, ou seja, só fez subir de janeiro até junho, de 30% para 51%. O resultado não é alvissareiro para um presidente que exerce liderança baseado primordialmente em seu apelo popular.

O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, preferiu ironizar a pesquisa. “Pelos números do Ibope, o presidente jamais seria Bolsonaro.” A atitude do ministro era previsível dado o comportamento de membros do governo adotado após a apresentação dos resultados anteriores. Ainda assim, não se trata de uma análise precisa porque o Ibope não se furtou a registrar o avanço do então candidato Jair Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto no decorrer da campanha.

Seria muito melhor para o governo e para o País que o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe recebessem os resultados dessa pesquisa, e de outras que lhes sobrevierem, com humildade e espírito público. A mesma sociedade que o elegeu, e que agora aponta seu desconforto, deseja que, ao fim e ao cabo, seu governo seja virtuoso para o País. Há, decerto, quem torça contra o sucesso do governo apenas por fazer parte do espectro político-ideológico diferente do que chegou ao poder. Mas não é a maioria da população que pensa assim. Há muitos eleitores e não eleitores de Jair Bolsonaro insatisfeitos com os rumos do governo. A pesquisa captura este sentimento. Que o presidente olhe para eles.

Presidente do PSL no Ceará diz que “mentira de André Fernandes e Delegado Cavalcante é estratégia perigosa”

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O presidente do PSL no Ceará, deputado federal Heitor Freire, disse em nota que “a mentira lançada com o engodo de prejudicar a agremiação partidária e seus membros é uma estratégia perigosa adotada pelos senhores André Fernandes de Moura, José Alberto Bastos Vieira Junior e Francisco de Assis Cavalcante Nogueira (Delegado Cavalcante)”.

Na quarta-feira (26), os deputados estaduais André Fernandes e Delegado Cavalcante protocolaram em Brasília um pedido de intervenção da executiva nacional da legenda no diretório cearense. Os dois parlamentares acusam Freire de agir ao “arrepio da lei” e de burlar o “estatuto da legenda” como presidente do partido no Ceará. Também alegam que o chefe da executiva estadual promoveu nomeações irregulares de membros, desgastou a imagem do PSL e descumpriu o regimento interno e o código de ética da agremiação.

Para Freire, “ou os denunciantes são revestidos de despreparo intelectual ou se valem da má-fé para uma ilação tão absurda”.

“Veja-se que os denunciantes, de má-fé ou por inércia intelectual mesmo, utilizam o art. 52 do Estatuto do PSL para dar azo às alegações infundadas de violação à preferência parlamentar. Ora, bastaria os denunciantes observarem o princípio da simetria ou simplesmente a simetria para não entrarem num limbo de descalabro, haja vista que o PSL nacional não aplica o art. 52 e não o faz justamente por não estar constituído na forma de Diretório, razão pela qual inaplicável o art. 52 do Estatuto. Da mesma forma ocorre com a agremiação do PSL no Estado do Ceará, a qual não está constituída em forma de Diretório. Aqui já se consegue ver o perigo de dar azo às fantasias e peripécias dos denunciantes, uma vez que se acham acima do próprio partido ao qual são filiados, pois buscam um direito inventado nas próprias mentes fétidas e ansiosas por poder”.

“Assim, além de leviana, a denúncia é passível de medidas mais drásticas para fins de responsabilizar os denunciantes em razão da desfaçatez e ausência de cautela na apresentação de denúncias que atingem não somente os membros do PSL do Ceará e seu presidente, mas atinge todo o PSL”, conclui a nota.

(Foto: Arquivo)

Mega-Sena paga R$ 10 milhões neste sábado

A Mega-Sena sorteia neste sábado (29) um prêmio de R$ 10 milhões, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal. As apostas podem ser feitas até as 19 horas, em qualquer agência lotérica, ao preço mínimo de R$ 3,50.

Já a Quina voltou a acumular e sorteia hoje um prêmio de R$ 4 milhões, de acordo ainda com a estimativa da Caixa. A aposta mínima custa R$ 1,50. Os números sorteados na noite dessa sexta-feira (28) foram: 13 – 19 – 28 – 34 e 54.

A segurança que as armas trazem

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (29), pelo jornalista Érico Firmo:

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) revogou, na terça-feira, 25, o decreto sobre regras para posse e porte de armas de fogo. Publicou três novos decretos e enviou projeto de lei ao Congresso Nacional. No mesmo dia, um vigilante foi baleado e teve a arma roubada numa escola do Jóquei Clube.

Muito tem sido discutido sobre a política de armas do governo Bolsonaro. O Senado aprovou a revogação do decreto original, tanto por discordância de mérito quanto, principalmente, pela compreensão de que não se podia legislar sobre algo tão sério por decreto. Depois dos novos decretos, o Ministério Público Federal (MPF) apontou inconstitucionalidade dos textos.

Para além dos aspectos jurídicos, o que se passou na escola no Jóquei Clube expõe a fragilidade de uma política de segurança pautada no cada um por si, no salve-se quem puder. Não se trata de desarmar todo mundo. Se a pessoa tiver preparo, treinamento e real necessidade de ter arma, ele tem direito, sim. O problema é que muita gente querendo arma não precisa, não tem preparo, muito menos equilíbrio. Quer apenas saciar a arrogância.

Por exemplo, o Senado aprovou esta semana a posse de armas para moradores da zona rural. Há discussão sobre as regras adotadas, mas penso ser legítimo haver regras distintas para o campo e para a cidade. Não faz sentido estabelecer uma política a partir dos escritórios das capitais e imaginar que ela valerá para toda a complexidade brasileira. Para regiões longínquas, a léguas das forças policiais.

O ponto é que dar posse de arma a alguém não dispensa a necessidade de políticas de segurança. Observe-se o caso do vigilante. Ele tem qualificação, espera-se, e estava armado. Mas, criminosos chegam de surpresa, em maior número. O fato de estar armado o transformou em alvo.

O próprio presidente Bolsonaro, quando deputado, foi mostra disso. Em 5 de julho de 1995, ele foi assaltado por dois homens, que levaram a moto e a arma que estava com ele. “Mesmo armado me senti indefeso”, ele disse. Na época, ele não tinha como bandeira maior a liberação de armas. Seu discurso era outro, com ênfase na presença até extrema do Estado: pena de morte.

Gonzaga Mota doa livros infantis para escolas públicas

O ex-governador Gonzaga Mota doou esta semana vários livros infantis para escolas públicas na periferia de Fortaleza, após reunir coletâneas por meio de amigos e instituições. A ideia do ex-governador é que as escolas possam montar mini bibliotecas com livros infantis e juvenis.

O professor Regis Frota, presidente da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF), acompanhou a entrega dos livros em duas escolas na Estrada do Fio.

(Foto: Facebook)

Pauta dos costumes é delicada, diz Mourão ao alertar sobre rumo do governo

Para o presidente em exercício Hamilton Mourão a pauta dos costumes é delicada, e que é preciso cuidado para não tirar o governo do rumo que pretende seguir.

“O presidente (Jair Bolsonaro) já se deu conta disso, ele não abandona o compromisso que ele tem com as pessoas que o elegeram, mas ele sabe que determinados movimentos não podem ser feitos pela conjuntura que se vive hoje no mundo como um todo”, disse.

Mourão apontou que o governo Bolsonaro trabalha com três eixos. O primeiro é o econômico, a cargo do ministro da Economia, Paulo Guedes. O segundo é o da segurança pública, sob o comando do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. E o terceiro é a agenda de costumes.

“É um projeto caro ao presidente, e isso está sendo conduzido por ele, pessoalmente”.

(Com a Agência Brasil)

Indústria e agronegócio elogiam acordo Mercosul–União Europeia

As duas principais entidades produtivas do país elogiaram o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, fechado nessa sexta-feira (28). A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) consideraram que o resultado das negociações criará oportunidades para produtos brasileiros.

Em nota, a CNI informou que o acordo pode aumentar em US$ 9,9 bilhões (23,6%) as exportações do Brasil para a União Europeia em dez anos, com potencial de criar 778,4 mil empregos. Os dois blocos, destacou o comunicado, formarão uma área de livre comércio que soma US$ 19 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB) e um mercado de 750 milhões de pessoas.

Na avaliação da indústria, esse aumento nas exportações não é trivial. Entre 2012 e 2016, as exportações brasileiras para os europeus caíram de US$ 49,1 bilhões para US$ 33,4 bilhões. Registrou leve recuperação em 2017 e encerrou 2018 em US$ 42,1 bilhões. Desse total, 56% foram de bens industrializados.

“Esse acordo pode representar o passaporte para o Brasil entrar na liga das grandes economias do comércio internacional. Cria novas oportunidades de exportação devido à redução de tarifas europeias, ao mesmo tempo em que abre o mercado brasileiro para produtos e serviços europeus, o que exigirá do Brasil aprofundamento das reformas domésticas. O importante é que essa mudança será gradual, mesmo assim as empresas devem começar a se adaptar a essa nova realidade”, escreveu o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, em nota oficial.

A CNI ressaltou que o acordo reduzirá, de 17% para zero, as tarifas de importação de produtos brasileiros como calçados. Outros manufaturados, como têxteis, químicos, autopeças, produtos madeireiros e aeronáuticos, se tornarão mais competitivos, segundo a entidade. De acordo com a confederação, dos 1.101 produtos que o Brasil tem condições de exportar para a União Europeia, 68% enfrentam tarifas de importação ou quotas.

Quando o acordo estiver totalmente implementado, informou a CNI, os produtos brasileiros terão acesso preferencial a 25% do comércio mundial com isenção ou redução do imposto de importação. Atualmente, os produtos brasileiros só têm isenção ou tarifas baixas em 8% dos mercados internacionais. A indústria também será beneficiada indiretamente pelo aumento esperado das exportações agropecuárias. Isso porque, conforme a CNI, o agronegócio consome R$ 300 milhões em bens industrializados no Brasil para cada R$ 1 bilhão exportado.

Agricultura

A CNA não soltou declarações sobre o acordo, mas divulgou estatísticas sobre os ganhos potenciais para o agropecuária brasileira, que exporta 18% da produção para a União Europeia. Segundo a confederação, o acordo simplifica operações comerciais e reduz ou elimina restrições ao comércio, aumenta a competitividade por meio do acesso facilitado a tecnologias e a insumos europeus que permitam a produção de bens de maior valor agregado e abre as portas para outros acordos comerciais.

A CNA destacou que a União Europeia vai liberalizar 99% das importações agrícolas do Mercosul. Ao todo, 81,7% dos produtos agropecuários terão tarifas de importação reduzidas ou eliminadas. Suco de laranja, frutas (melões, melancias, laranjas, limões, entre outras), café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais terão as tarifas zeradas.

Outro benefício do acordo, ressaltou a CNA, foi a eliminação de barreiras não tarifárias, com normas claras para protocolos sanitários, fitossanitários e normas técnicas, buscando evitar medidas injustificadas a arbitrárias e garantindo mais previsibilidade e transparência pela redução de inspeções físicas e harmonização de procedimentos aduaneiros.

A CNA, no entanto, ressaltou que o acordo não terá efeito imediato porque a União Europeia terá cerca de dez anos para reduzir tarifas, e porque o acordo precisa ser ratificado pelos parlamentos de cada um dos países do Mercosul e cada um dos países da União Europeia. Em alguns países, como a Bélgica, o acordo terá de ser votado pelos parlamentos das regiões flamenga e francesa.

(Agência Brasil)

PT e PDT: vai uma salada mista no Ceará?

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Da Coluna Eliomar de Lima, no o POVO deste sábado (29):

Com a decisão do PT de abrir o jogo sucessório 2020 já a partir de 1º de julho em todo o País, eis que por aqui o partido entrou em efervescência. O ex-presidente do PT/CE, deputado estadual Elmano Freitas, elogia a antecipação do debate e afirma que Fortaleza é uma das prioridades e que a deputada federal Luizianne Lins está no jogo e pode disputar.

Lembrado de que Camilo Santana seria o maior cabo eleitoral petista e tem parceria com Roberto Cláudio (PDT), soltou: “Na verdade, é o prefeito que está com Camilo, que estará com quem o apoiou para o Governo”.

Ele só se esquece de um detalhe: os Ferreira Gomes, que respaldam RC, apoiam Camilo desde a primeira gestão.

Elmano acha viável PT e PDT marcharem separados ano que vem. Mas naquela, quem sabe, de juntar os cacos num segundo turno.

Aneel define bandeira amarela nas contas de energia de julho

A bandeira tarifária utilizada como referência nas contas de luz do mês de julho será a amarela. O comunicado é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a medida, as cobranças terão um acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

O adicional retorna às contas após a autoridade reguladora ter definido bandeira verde em junho, situação em que não é cobrado acréscimo nas contas. No comunicado, a Aneel justificou a bandeira amarela pelo fato de julho ser um mês “típico da seca nas principais bacias hidrográficas do país”.

“A previsão hidrológica para o mês sinaliza vazões abaixo da média histórica e tendência de redução dos níveis dos principais reservatórios. Esse cenário requer o aumento da geração termelétrica, o que influenciou o aumento do preço da energia (PLD) e dos custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) em patamares condizentes com o da Bandeira Amarela”, justificou a agência.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado, de acordo com a Aneel, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias tem três cores, a verde, a amarela e a vermelha (nos patamares 1 e 2), que indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico e o preço da energia. Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.

No dia 21 de maio, a Aneel aprovou um reajuste no valor das bandeiras tarifárias. Com os novos valores, caso haja o acionamento da bandeira amarela, o acréscimo cobrado na conta passou de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha patamar 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh e no patamar 2, passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos. A bandeira verde não tem cobrança extra.

(Agência Brasil)