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Vila Nova só empata em casa e Fortaleza garante acesso com vitória neste sábado

O Vila Nova não passou de um empate com o Paysandu, em 0 a 0, na noite dessa sexta-feira (2), diante de quase 20 mil torcedores no Serra Dourada, e desperdiçou a chance de alcançar o Goiás em número de pontos, último clube a compor o G4, o grupo de acesso à Série A do próximo ano.

O resultado também beneficiou o Fortaleza, líder da Série B, que matematicamente garantirá o acesso à elite do futebol brasileiro, em caso de vitória sobre o Atlético, neste sábado (3), a partir das 17 horas, no estádio Antonio Accioly, em Goiânia. O Fortaleza passaria a somar 64 pontos e não mais poderia ser alcançado por nenhuma equipe fora do G4.

Nos jogos dessa sexta-feira, o CSA venceu de virada o Sampaio Corrêa, por 3 a 2, em São Luís, e retornou à vice-liderança da Série B. Mas terá que aguardar o resultado de Avaí e Londrina, neste sábado, na capital catarinense. O Avaí retomará a vice-liderança, em caso de vitória, e seguirá na cola do Fortaleza na briga pelo título.

(Foto: Reprodução)

Maduro diz que sanções dos EUA são “dementes” e encurralam empresários

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou nessa sexta-feira (2) como “dementes, loucas e esquizofrênicas” as sanções dos Estados Unidos (EUA) contra o seu país e afirmou que elas prejudicam o setor privado e “encurralam” os empresários.

“Se alguém está sendo prejudicado pelas sanções criminosas e loucas que, de vez em quando, o governo dos Estados Unidos toma contra a Venezuela, é o setor privados, são os empresários”, disse Maduro em rede obrigatória de rádio e televisão.

O presidente venezuelano acrescentou que essas decisões do governo americano afetam o povo da Venezuela, porque quando o Estado vai pagar os remédios e alimentos de que o país necessita, não pode fazê-lo por essa perseguição “criminosa”.

“Temos que inventar mil atalhos para pagar e trazer o remédio, mas às vezes demora mais que o normal e temos que comprá-lo mais caro, pois, se um remédio te custa US$ 1, com esses atalhos, acaba pagando US$ 5”, afirmou.

Além disso, ele voltou a responsabilizar o deputado opositor Julio Borges, exilado na Colômbia, e os “vende-pátria”” pelas decisões que os EUA tomam contra a Venezuela.

O presidente venezuelano comentou, além disso, que talvez o governo de Donald Trump “torne a situação um pouquinho mais difícil”, mas garantiu que a Venezuela não vai se render.

O pronunciamento de Maduro ocorre um dia depois que o governo Trump anunciou sanções sobre as transações “ilícitas” do governo da Venezuela, relacionadas com o setor do ouro.

Trump estabeleceu sanções ainda à principal empresa estatal, Petróleos da Venezuela (PDVSA) e a vários altos funcionários do governo de Maduro.

(Agência Brasil com Agência EFE)

Campanha natal de luz terá três atrações especiais

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (3):

Uma atração nacional está sendo fechada, nas próximas horas, para o XXII Ceará Natal de Luz 2018. A campanha, que objetiva incrementar vendas e reforçar o espírito de solidariedade da época, será aberta no próximo dia 23, a partir das 18 horas, na Praça do Ferreira.

Toda a programação será divulgada terça-feira, em clima de café da manhã, na sede da CDL, pelo presidente dessa entidade, Assis Cavalcante.

Ele adianta: além do tema já definido – “Somos Luz. Somos da Paz”, a ação contará com atrações de peso nacional também na Praça Portugal (Bairro Aldeota) e no Cineteatro São Luiz, bem como decoração à vontade nas ruas do Centro, em parceria com a Prefeitura e o Governo do Estado. Haverá também distribuição de mudas, chegada festiva do Papai Noel e, claro, o coral infantil, com apresentações em sacada de prédio histórico da Praça do Ferreira.

Pena, no entanto, que essa campanha, com decoração festiva e tudo, continue sem bater à porta de muitas praças dos bairros da cidade. Nesse ponto, a parceria nunca saiu do papel.

Horário de verão começa à meia-noite deste sábado

O horário de verão terá início na madrugada deste domingo (4), mesmo dia de aplicação da primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). À meia-noite deste sábado (3), os brasileiros das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, que abrangem dez estados e o Distrito Federal, devem adiantar o relógio em uma hora.

Com a vigência do horário especial, o Brasil terá quatro fusos diferentes, uma vez que os estados das regiões Norte e Nordeste permanecerão no horário normal. O ministro da Educação, Rossieli Soares, em entrevista coletiva na última quarta-feira (31) fez um alerta aos estudantes que vão fazer as provas do Enem para que fiquem atentos aos horários. Ele disse que acionou as instâncias responsáveis para que as operadoras não errem na atualização dos relógios, como ocorreu há duas semanas.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) explicou que a alteração do relógio no último dia 21 não ocorreu nas plataformas de rede das operadoras, e sim em aplicativos externos instalados nos aparelhos, fora do domínio de controle dessas operadoras. A entidade reforçou que o horário das plataformas de rede e serviços segue o calendário oficial e que há monitoramento online nos dias de mudança para garantir que a alteração da hora ocorra conforme o esperado.

As provas aplicadas neste domingo serão: Redação Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias. Os estudantes terão cinco horas e meia para fazer o exame.

Os portões dos locais de realização do exame serão abertos e fechados em horários diferentes nos estados, de acordo com o fuso, tendo como referência o horário de Brasília.

(Agência Brasil)

Notícias falsas influenciaram eleições deste ano, dizem pesquisadores

Pesquisadores e analistas destacaram a relevância e a influência, nas eleições deste ano, da disseminação de notícias falsas (ou fake news, no termo em inglês popularizado no Brasil) pelas redes sociais.

Segundo o consultor em direitos digitais que atuou no Conselho Consultivo do TSE sobre Internet e Eleições, Danilo Doneda, as redes sociais e a disseminação de notícias falsas tiveram maior relevância do que se esperava. “Alguns indicativos são o volume de material que pode ser classificado como desinformação, que foi extremamente relevante”, avalia.

Para o pesquisador Marco Konopacki, do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS), entidade que elaborou relatórios sobre a desinformação nas eleições, um ponto importante no Brasil foi a migração do uso das redes sociais de plataformas públicas ou semi-públicas, como Facebook e Twitter, para serviços de mensagem, em especial o WhatsApp. Essa movimentação não ocorreu em outros países, como os Estados Unidos.

O WhatsApp é usado por mais de 120 milhões de brasileiros – quase a totalidade dos usuários de internet no país. Segundo o Relatório de Notícias Digitais do Instituto Reuters, um dos mais notórios do mundo, o Brasil é um dos países onde o aplicativo é mais popular, atrás apenas da Malásia.

A três dias do 2º turno das eleições, o Instituto Datafolha divulgou pesquisa destacando que metade das pessoas entrevistadas disse acreditar nas mensagens recebidas. Outra metade relatou desconfiança. Levantamento anterior apontou que 46% dos eleitores disseram se informar pelo WhatsApp.

Para a pesquisadora do instituto Internetlab Mariana Valente, o Whatsapp foi o “grande diferencial” dessas eleições e teve um papel proeminente, especialmente na reta final. No caso da candidatura do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), ela destaca que houve uma articulação de redes multi-plataformas construída desde 2013, envolvendo também redes sociais como Facebook e YouTube, mas que teve grande atuação dentro do Whatsapp.

A campanha do candidato do PSL, conforme levantamento do instituto, não gastou nada com impulsionamento de conteúdos em plataformas como Facebook e Google, recurso permitido pela primeira vez nessas eleições. De acordo com a pesquisadora, no entanto, é difícil saber o alcance do WhatsApp dado o caráter privado do aplicativo.

Danilo Doneda destaca que essa natureza da plataforma, originalmente de comunicação interpessoal, foi subvertida para outros usos nessas eleições. Campanhas aproveitaram redes orgânicas, formadas anteriormente, mas utilizaram também permissões do aplicativo, como a possibilidade de 9.999 grupos por uma mesma conta, listas de transmissão com até 256 destinos por conta e a funcionalidade de enviar mensagens a quaisquer números, não apenas aqueles salvos na agenda do telefone.

Segundo o consultor, esse conjunto de recursos abriu espaço para envios em massa, muito além da comunicação somente entre pessoas e pequenos círculos. “O Whatsapp parece ferramenta insuspeita de ser um grande veículo de difusão de informação. Mas ao mesmo tempo tem esse vetor de grandes grupos que não são compatíveis de uso para mensagem interpessoal”, pontua.

O ITS acompanhou centenas de grupos públicos do WhatsApp nessas eleições e identificou tanto uma articulação para envios em massa como a presença de contas automatizadas, os chamados robôs (ou bots, no termo popularizado em inglês). Segundo Marco Konopacki, um dos autores do estudo, foram identificados dois elementos.

O primeiro é o fato de perfis inscritos em vários grupos com função de difusão das notícias. Eles enviaram 25 vezes mais mensagens do que a média dos demais integrantes do grupo. “Existia distribuição estratégia desses usuários. Um deles com perfil de envio massivo em cada grupo analisado”, relata.

Mariana Valente afirma que será preciso muita pesquisa para compreender o fenômeno das notícias falsas mais profundamente. Pesquisas como as realizadas por instituto de pesquisa sobre consumo e influência de conteúdos enganosos devem ser vistas com cuidado. “O entrevistado não quer dizer que foi influenciado, pois você nunca acha que foi influenciado. Estamos falando de comportamento eleitoral, que é complexo”, comenta.

No meio do 2º turno das eleições deste ano, em 17 de outubro, a agência de checagem de informações Lupa realizou levantamento em conjunto com os professores Pablo Ortellado (USP) e Fabrício Benvenuto (UFMG) em que mapeou as imagens mais compartilhadas em um uma amostra de 347 grupos e descobriu que 8% apenas eram verdadeiras.

No dia 26, às vésperas da votação do 2º turno, pesquisa do instituto Atlas Político divulgada pelo jornal Valor Econômico apontou que duas notícias desmentidas por agências de checagem teriam alcançado cerca de 1/3 do eleitorado: a de que o candidato Fernando Haddad (PT) teria criado um “kit gay” e a de que o jornal Folha de São Paulo teria sido “comprada pelo PT”.

Após o resultado do pleito, a agência de checagem Aos Fatos divulgou balanço segundo o qual 113 notícias falsas verificadas por ela chegaram a 3,84 milhões de pessoas no Facebook e no Twitter. Apenas no fim de semana do 2º turno, 19 conteúdos enganosos desmentidos pelo site tiveram 290 mil compartilhamentos. O projeto do Grupo Globo Fato ou Fake relatou ter checado mais de 200 boatos ao longo das eleições.

O fenômeno de disseminação de fake news já preocupava entidades da sociedade civil, autoridades e partidos antes do início da campanha e foi apontado pela missão internacional que acompanhou a disputa no Brasil como um fenômeno “sem precedentes”.

O tema entrou no centro da disputa com a denúncia pelo jornal Folha de S.Paulo de que empresas teriam financiado serviços de disparo em massa no pleito, o que foi objeto de ações judiciais junto ao Tribunal Superior Eleitoral e de investigação da Polícia Federal a pedido da Procuradoria-Geral da República.

(Agência Brasil)

“Ceará Natal de Luz” será lançado na próxima terça-feira

O Ceará Natal de Luz 2018, com lema “Somos luz. Somos da paz”, será lançado na próxima terça-feira, às 8 horas, em clima de café da manhã. Mais precisamente na sede da CDL de Fortaleza.

À frente do evento, com anúncio de todos os detalhes da campanha, o presidente da CDL, Assis Cavalcante, que, inclusive, está otimista quanto às vendas durante o Natal.

Assis Cavalcante não arrisca percentuais, mas destaca que, mesmo em épocas de arrocho, o consumidor nunca deixa a data passar em branco. Nem que compre uma “lembrancinha”.

(Foto  Paulo MOska)

PSDB vai decidir na próxima semana seu rumo na Era Bolsonaro

Na próxima semana, a executiva nacional do PSDB avaliará as eleições e seu futuro. Hora de juntar cacos do ninho e decidir por uma reestruturação defendida, há tempos, pelo senador Tasso Jereissati.

Isso, com um bode na sala: João Doria, governador eleito de São Paulo, que quer os tucanos apoiando o governo de Jair Bolsonaro. No ninho tucano, Tasso se posicionou, desde a campanha, contra aproximações com o então candidato a presidente pelo PSL.

(Foto – Agência Brasil)

Câmara Federal promove audiência pública sobre educação midiática

A Comissão de Educação da Câmara vai promover na terça-feira (6) uma audiência pública para tratar de educação midiática. Entre os convidados, estão representantes do governo, da UNESCO e professores.

Política pública já adotada na Europa e nos Estados Unidos, a educação midiática é o ensino de competências que permitam às pessoas interagirem em uma sociedade marcada pela diversidade de informações e de plataformas de mídia. É também adquirir posicionamento crítico em meio à enorme quantidade de conteúdo e a uma sociedade em constante mudança.

A deputada que solicitou a audiência, Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), ressaltou que vivemos em um momento muito preocupante, com a disseminação em massa das chamadas fake news. Por isso, ela considera essencial que os cursos de licenciatura sejam capazes de preparar o professor para lidar com esse cenário.

“É saber distinguir qual informação é correta e qual não é, como o professor consegue lidar com essa diversidade, saber abordar e enfrentar o tema e aproveitar essa riqueza, essa produção de conteúdo diversa, que está disponível ao aluno e ao professor.”

Segundo a deputada Dorinha Seabra, o encontro na Comissão de Educação tem o objetivo de debater a adequação curricular no que se refere à utilização da mídia e da tecnologia a serviço da educação, que é um dos maiores desafios da atualidade.

(Agência Câmara Notícias)

Ivo firma parceria de combate à extrema pobreza

O prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PDT), firmou parceria com o Banco do Nordeste, nessa quinta-feira (1º), para parcerias de desenvolvimento de projetos de combate à extrema pobreza no município da Região Norte do Estado, a 222 quilômetros de Fortaleza.

Entre as políticas firmadas estão a implementação de programa de transferência de renda e de nano crédito (pequenas linhas de crédito), além de investimentos em ações de desenvolvimento econômico na área rural e implantação de fontes de energia renováveis, em especial, a solar.

(Foto: Divulgação)

Sergio Moro na Justiça é certeza de combate ao crime organizado, diz cúpula do PSL do Ceará

Para o secretário-geral estadual do PSL, Aldairton Júnior, o ingresso do juiz federal Sergio Moro na futura equipe de Jair Bolsonaro foi decisão acertada.

“Ele vem com total autonomia para agir, principalmente nos crimes financeiros e combate à corrupção. Não haverá tolerância para roubos.”

Da mesma opinião comunga o presidente estadual do partido, o deputado federal eleito Heitor Freire. Ele diz que Moro é a garantia de que a promessa de Bolsonaro – combate ao crime organizado, vai sair do papel de fato.

(Foto – Divulgação)

Como será contada a história de Moro, Bolsonaro e Lula?

Da Coluna Política, no O POVO desta sexta-feira (2), pelo jornalista Érico Firmo:

A história do Brasil nesta década é a história da operação Lava Jato. E esse enredo está em curso. Estão em disputa as narrativas sobre esse processo. Querer dizer que o veredicto da história “é este e pronto” é pretensioso e inútil. Não faz muito tempo, era dada por encerrado o debate sobre a ditadura militar. Agora, há quem queira reescrever essa narrativa. Pode-se não gostar – há revisionismos espúrios e esse é um deles – mas não se pode proibi-los. A história não tem fim. Mesmo o passado não termina de ser revisto.

Mas, falava da Lava Jato. Falo de Sérgio Moro. Como juntar as peças dessa história? A investigação começou com esquema de lavagem de dinheiro e chegou a grandes empreiteiros. Daí aos mais altos escalões da política nacional. O motivo oficial não foi esse, mas, sem a Lava Jato e o ambiente de suspeição e instabilidade criado por ele, não haveria impeachment de Dilma Rousseff (PT), não haveria governo Michel Temer (MDB), não haveria a derrocada de Aécio Neves, levando junto o PSDB todo. A candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não seria barrada. Logo, seria pouco provável que Jair Bolsonaro (PSL) fosse hoje presidente.

Como encaixar essa sequência de fatos? Como contar essa história? Como Sérgio Moro será visto no futuro?

A narrativa tem capítulo crucial que só começa a ser escrito: o desempenho de Moro no Poder Executivo. O desafio do novo Ministério da Justiça e Segurança Pública é gigantesco. Terá de combater crime organizado, fiscalizar orçamento federal, monitorar movimentações financeiras suspeitas, coibir financiamento de atividades criminosas e terroristas, além de cuidar de direitos dos povos indígenas, direito do consumidor, tratar de assuntos relacionados a migrações, política sobre drogas. Administra a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o sistema penitenciário nacional. Também auxilia o presidente da República em quaisquer questões que não sejam da responsabilidade de outros ministérios. Coisa demais. Um balaio de desgastes em potencial. A chance de dar errado possivelmente seja maior que a de dar certo.

Moro joga alto. O simples fato de aceitar o convite fornece mais argumentos do que jamais tiveram os que o acusam de politizar julgamentos e perseguir adversários ideológicos. Ele se vincula a um partido e um governo. Ganha esse carimbo e isso será sempre arguido contra ele. A entrada de Moro num cargo político introduz novos tópicos na história da Lava Jato. Movimento do presente que interfere no olhar sobre o passado.

O juiz é ícone e ídolo nacional. Empresta reputação, admiração e respaldo ao governo Bolsonaro. O presidente tem demais a ganhar. Moro tem mais a perder. É difícil pensar que possa sair mais popular. Caso consiga, terá tamanho para ser o que quiser. A aposta é alta e o potencial ganho, também. A possível perda, também.

Moro arrisca, inclusive, o legado da Lava Jato. Já há os questionamentos, a politização que muitos apontam, a alegação de seletividade. Tudo isso ganha mais contundência agora. Caso Moro saia chamuscado do governo, o arranhão na imagem, a depender da dimensão que tenha, não irá poupar a Lava Jato.

A Lava Jato ainda merecerá avaliação mais serena, longe do calor dos acontecimentos. Quando as personagens não estiverem tão enfronhadas na política. Houve excessos e isso já é reconhecido por quem chegou a ser entusiasta, vide Gilmar Mendes. Mas, há, também, tarefa importante e monumental.

A Lava Jato fez algo ainda mais improvável que prender um ex-presidente da República e colocar na cadeia um ex-presidente da Câmara. Prendeu grandes empreiteiros, gigantes do empresariado nacional. Gente detentora do verdadeiro poder, que não se submetia a alternâncias. Mantinha-se governo após outro. A operação revelou engrenagem da promiscuidade entre público e privado e isso foi crucial.

Trajetória que estaria mais bem preservada se o maior responsável por ela não acabasse ministro no governo que veio a seguir.

Servidores de Fortaleza antecipam debate sobre campanha salarial 2019

A campanha salarial dos servidores da Prefeitura de Fortaleza já começou.

O Sindicato dos Trabalhadores e Empregados Públicos de Fortaleza (Sindifort) fechou com o economista Aécio Oliveira (Caen/UFC), que vai elaborar estudos sobre o quadro financeiro nacional da inflação e perspectivas acerca de percentuais de aumento.

A ideia da entidade é antecipar a discussão sobre tema, sempre polêmico, para que o prefeito Roberto Cláudio se posicione antes de janeiro, a data-base da categoria, informa a direção do Sindifort.

(Foto – Sindifort)

Corpo dissolvido – Príncipe saudita disse a Trump que Khashoggi era islamita perigoso

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, afirmou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o jornalista Jamal Khashoggi era um “islamita perigoso”, dias depois do seu desaparecimento.

No telefonema entre Trump e o príncipe também participaram o assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, John Bolton, e o genro de Trump, Jared Kushner, segundo informou ontem “The Washington Post”.

De acordo com o jornal, que cita fontes que sabiam da ligação, esta aconteceu depois do desaparecimento do jornalista no dia 2 de outubro e antes que a Arábia Saudita reconhecesse seu assassinato no dia 20.

Nela, o príncipe Mohammed tenta justificar a seus interlocutores que Khashoggi pertencia aos Irmãos Muçulmanos e pediu a Kushner e a Bolton que Washington mantivesse sua forte aliança com Riad.

Um funcionário saudita negou a “The Washington Post” que o príncipe saudita tenha feito estes comentários.

A família do jornalista, por sua vez, os rejeitou em comunicado: “Jamal Khashoggi não pertencia aos Irmãos Muçulmanos. Ele negou estas acusações repetidamente ao longo dos últimos anos”.

“Jamal Khashoggi não era de nenhuma maneira uma pessoa perigosa. Afirmar o contrário seria ridículo”, acrescentou o comunicado da família.

O corpo do jornalista foi esquartejado e dissolvido em uma substância química, afirmou Yasin Aktay, assessor da Presidência da Turquia, ao jornal Hürriyet.

(Agência Brasil com Agência EFE)

Fortaleza e Jericoacoara em alta neste feriadão

O Aeroporto Internacional Pinto Martins registrou bom movimento nas últimas horas.

O clima de feriadão, turbinado por pacotes turísticos, fez pousadas e hotéis do litoral cearense manterem boa taxa de ocupação.

Fortaleza – com sua Praia do Futuro e roteiro de praias da Região Metropolitana, e Jericoacoara (Litoral Norte) estão em alta neste período, segundo as agências de turismo.

(Foto – Paulo MOska)

 

Imprensa internacional destaca perfil anticorrupção de Sergio Moro

A indicação do juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, para o cargo de ministro da Justiça repercutiu na imprensa internacional, desde antes mesmo de Moro, aceitar o cargo, o que ocorreu ontem (1º). Jornais estrangeiros apontam que a indicação é uma sinalização de que o Brasil vai intensificar a luta contra a corrupção. Veículos também fazem críticas à conduta do juiz na Lava Jato, dizendo que as investigações teriam dado mais peso às acusações ao PT.

Moro assumirá o superministério da Justiça, que deverá englobar as áreas de Segurança Pública, Controladoria-Geral da União e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A indicação ganhou destaque em veículos como os americanos The New York Times e The Wall Street Journal, o inglês The Times, o espanhol El País, o francês Le Monde, a agência de notícias britânica Reuters, a empresa pública BBC e a agência americana Associated Press.

Em artigo intitulado “O juiz brasileiro que condenou Lula aceita cargo na equipe de Bolsonaro”, The New York Times mostra que o juiz é visto como agente importante de combate à corrupção, mas ressalta que na reta final das eleições, ações de Moro beneficiaram o então candidato Jair Bolsonaro (PSL). A Reuters também destaca que o juiz foi responsável pela prisão de Lula, rival do presidente eleito.

No artigo “O novo líder do Brasil escolhe juiz anticorrupção como ministro da Justiça”, The Wall Streeet Jornal afirma que “Moro estará em posição de ajudar a impulsionar as reformas estruturais. Mudanças que ele argumenta há muito são necessárias para combater as causas da corrupção”.

O inglês The Times destacou o fato de Bolsonaro oferecer um emprego no novo governo “para o juiz anticorrupção, cuja investigação levou à prisão de seu rival político”.

Para o El País, a entrada de Moro no Executivo brasileiro marca “um antes e depois nas investigações da Lava Jato”, que afeta “praticamente toda a classe política do Brasil”.

A Associated Press destaca que a decisão “será aclamada por brasileiros ansiosos por uma repressão ao suborno, mas também [será marcada] por uma profunda polarização após uma campanha presidencial contundente”.

Para a emissora britânica BBC, a nomeação de Moro deve impulsionar as alegações de que a Operação Lava Jato teve “motivações políticas”. A reportagem destaca a fala de Bolsonaro de que Moro é “uma peça muito importante para o governo dele”. A BBC informa ainda que o presidente eleito está reduzindo o tamanho do governo por meio da criação de superministérios, juntando algumas pastas.

Já o jornal francês Le Monde faz um compilado de toda a equipe já anunciada por Bolsonaro no artigo “Brasil: militar, juiz anticorrupção, astronauta…Os futuros ministros do governo Bolsonaro”.

Além de Moro, já estão confirmados no novo governo os ministros da Defesa (general Augusto Heleno), da Ciência e Tecnologia (o astronauta Marcos Pontes), o da Economia (Paulo Guedes) e o da Casa Civil (Onyx Lorenzoni).

(Agência Brasil)