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Roberto Cláudio vai disputar prêmio nacional de ‘Prefeito Empreendedor’

foto RC prefeito

Vencedor da etapa estadual da IX Edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), se prepara agora para disputar a etapa nacional da disputa, que ocorre ainda este ano. Roberto Cláudio conquistou o primeiro lugar geral com o “Programa Empreendedorismo Sustentável”.

O Programa de Empreendedorismo Sustentável é uma iniciativa da Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE), que busca promover ações de apoio aos pequenos empreendedores, oferecendo capacitação gerencial, acesso ao microcrédito, formalização, consultoria dos negócios e espaço para comercialização de produtos e serviços.

Além de vencer no projeto de empreendedorismo, Roberto Cláudio também conquistou o primeiro lugar na categoria “Compras Governamentais”, com o projeto “Uso do poder
de compras do município de Fortaleza junto aos pequenos negócios para indução do
desenvolvimento local”.

Dragão do Mar encerra inscrições de projetos inéditos na Maloca Dragão 2016 neste domingo

No dia 28 de abril, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura completará 17 anos a serviço da arte e da cultura. Para celebrar a data, o CDMAC iniciou há 3 anos a Maloca Dragão, um festival artístico com quatro dias de duração que enaltece a força e a criatividade dos artistas e grupos cearenses.

Este ano, parte da programação, que acontecerá de 28 de abril a 1º de maio, será composta por projetos inéditos de artistas cearenses no festival, previamente inscritos e posteriormente selecionados pela direção do Dragão do Mar, nas categorias Teatro, Circo, Dança, Literatura, Música e Culturas Populares. As inscrições devem ser feitas até este domingo (20), exclusivamente através do endereço virtual (www.malocadragao.org.br).

Para inscrever um ou mais projetos, o proponente deve, inicialmente, criar um perfil pessoal ou coletivo, numa plataforma livre e gratuita que integrará uma rede de agentes culturais do Ceará. A inscrição é simples e gratuita e traz uma série de benefícios para quem participa. Além de habilitar o inscrito para participar da Maloca Dragão e outros projetos e editais realizados pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, o inscrito passa a integrar uma rede social da cultura, facilitando a construção do seu próprio networking na área, além de ter à mão uma rede para divulgação dos seus próprios eventos.

Segundo o presidente do Instituto Dragão do Mar, Paulo Linhares, “a ideia é mapear o que vem acontecendo na cultura cearense, ampliando o raio de conhecimento sobre novos artistas, coletivos e trabalhos de criativos já conhecidos. O Ceará tem se mostrado uma grande potência artística e fica cada vez mais difícil dar conta de todo esse caldeirão cultural”.

(Governo do Ceará / Secult)

Salmito destaca investimentos em saúde na gestão Roberto Cláudio

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foto salmito rádio quixadá

Vinte e cinco postos de saúde inaugurados em três anos anos de gestão. A observação
é do presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), durante
entrevista, nesse sábado (19), ao programa Sertão Cidadão, transmitido pelas rádios
Liderança FM e Monólitos AM, em Quixadá, nos Sertões Cearenses, a 167 quilômetros
de Fortaleza.

Salmito também falou da sua experiência de dois dois anos à frente da Secretaria de
Turismo de Fortaleza (Setfor) e ressaltou a vocação natural do Ceará para o
turismo, por meio de suas praias, serras, rede hoteleira e povo hospitaleiro. O
presidente do Legislativo de Fortaleza lamentou a queda no turismo de Quixadá, que
poderia usufruir melhor o seu potencial. “A indústria do turismo já foi montada por
Deus em Quixadá. Falta gestão”, avaliou.

O médico Ricardo Silveira, que também participou do programa, concordou com o ex-secretário de Turismo de Fortaleza. Pré-candidato à Prefeitura de Quixadá, Ricardo Silveira sugeriu uma parceria para atrair visitantes chineses a Quixadá, por meio de um projeto com o Banco Mundial. Com o maior mercado emergente nas últimas duas décadas, os chineses agora procuram conhecer o mundo.

“Se há dez, quinze ou vinte anos os gestores de Quixadá tivessem começado a
planejar e a investir no turismo, hoje esta seria uma cidade diferente, muito mais
desenvolvida. O turismo é uma grande indústria, ele injeta dinheiro na veia do
município”, observou Silveira.

Presidência diz que declarações de Delcídio são “estratégia de vingança”

A Presidência da República divulgou nota afirmando que o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) segue “sua estratégia de vingança contra todos os que não agiram para evitar que fosse mantido preso pela revelação de que tentava obstruir investigações que poderiam prejudicá-lo”. A nota foi uma reação à entrevista do ex-líder do governo no Senado à revista Veja, publicada na edição deste fim de semana.

Segundo a revista, Delcídio disse que “tanto Lula quanto Dilma tinham pleno conhecimento da corrupção na Petrobras e, juntos, tramaram para sabotar as investigações [da Operação Lava Jato], inclusive vazando informações sigilosas para os investigados”.

Para a Presidência, o senador repete as “inverdades e absurdos declarados na sua delação premiada” e “volta a fazer ataques mentirosos e sem qualquer base de realidade contra o governo da presidente Dilma Rousseff”. “Inventa estórias mirabolantes, busca vitimizar-se e atribui a outros condutas ilícitas e imorais de sua exclusiva autoria”, diz a nota.

(Agência Brasil)

Delcídio: Dilma sacrificaria Lula para virar “defensora intransigente do combate à corrupção'”

foto delcídio

“O Lula tinha a certeza de que a Dilma e o José Eduardo Cardozo (ex-ministro da
Justiça, o atual titular da Advocacia-Geral da União) tinham um acordo cujo
objetivo era blindá-la contra as investigações. A condenação dele seria a redenção
dela, que poderia, então, posar de defensora intransigente do combate à corrupção.
O governo poderia não ir bem em outras frentes, mas ela seria lembrada como a
presidente que lutou contra a corrupção”.

A declaração é do senador Delcídio do Amaral, em reportagem neste fim de semana na
revista Veja. Segundo Delcídio, Lula agiu com pragmatismo e zombou do ministro
Aloízio Mercadante, que convencia a presidente Dilma Rousseff que ela nada teria a
ver com o “petrolão” e que somente o governo anterior seria atingido.

“O Lula me disse uma vez bem assim: ‘Esse Mercadante… Ele não sabe o que eu fiz
para salvar a pele dele'”, ressaltou Delcídio, ao revelar que Lula se referia ao
“caso dos aloprados”, quando assessores de Mercadante, então candidato ao governo
de São Paulo, nas eleições de 2006, teriam tentado comprar um falso dossiê contra o
então candidato do PSDB, José Serra.

Delator na Operação Lava Jato, o senador afirmou na reportagem que a solidariedade
de Lula aos “companheiros” presos na operação da Polícia Federal na verdade era um
cuidado com o seu próprio futuro.

“Eu errei ao participar de uma operação destinada a calar uma testemunha, mas errei a mando do Lula. (…) O Lula queria parecer solidário, mas estava mesmo era cuidando dos próprios interesses. Tanto que me pediu que eu procurasse e acalmasse o Nestor Cerveró, o José Carlos Bumlai e o Renato Duque. (…) Errei, mas não roubei nem sou corrupto. Posso não ser santo, mas não sou bandido”, disse Delcídio.

(Com Agências)

O futuro exigirá suor e lágrimas

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Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (20):

Os contornos da crise política de 2015-16 foram delineados pelas manifestações de junho de 2013. A sucessão de acontecimentos é tão avassaladora que aquelas jornadas com multidões nas ruas já são pouco lembradas. Foi praticamente um mês inteiro de mobilização. Sem líderes, sem partidos, sem convicções organizadas. Não havia uma pauta só, mas o fundamento era a aposta de que a corrupção era o mal a ser combatido.

As grandes manifestações de 2013 refluíram no mesmo silêncio e na mesma velocidade com que começaram. De uma hora para outra. Isso se deu no contexto em que os manifestantes ordeiros e pacíficos, a esmagadora maioria, não aceitaram que suas atitudes de protesto fossem identificadas com os grupos mascarados que optaram pelo quebra-quebra, violência e confrontos.

A insatisfação se recolheu, mas ficou latente. Os mesmos problemas que levaram os manifestantes para as ruas de 2013 permaneceram e até se aprofundaram. No ínterim entre aquele e o atual momento, uma eleição presidencial. O grande vencedor naquela disputa foi o “não” a um e a outro. Milhões de votos se consolidaram na base da negação a um ou ao outro concorrente e não por convencimento pela proposta oferecida por eles.

Na sequência, se estabeleceu uma das mais graves crises econômicas de nossa História. Uma recessão em 2015 de quase 4% na sequência de um 2014 praticamente sem crescimento. No ano seguinte, o aprofundamento da queda da atividade econômica. Ou seja, uma recessão em cima de outra recessão. Não é pouco. Com ela, um processo inflacionário que sempre faz dos mais pobres as maiores vítimas.

Junte-se a esse fator, a Operação Lava Jato, iniciada no segundo semestre de 2014, que concedeu materialidade ao espírito das ruas de 2013. Em poucos meses, as investigações conseguiram expor as entranhas da promiscuidade entre público e privado, mostrando, de forma didática, como o dinheiro público financiava a política e as riquezas, deixando de chegar a quem mais importa.

Notem que o desenvolvimento dessa Operação só foi possível por causa de uma lei aprovada no Congresso Nacional e sancionada pela presidente da República na esteira das respostas institucionais aos anseios das manifestações de 2013. Sim, a lei da chamada “delação premiada” foi fruto dos protestos daquele ano. Sem ela, jamais a Lava Jato chegaria aonde chegou.

Agora, essa conjunção de fatores concede tons finais ao quadro que começou a ser desenhado em 2013. Como a política fracassou, milhões voltam às ruas. É provável que grande parte dos manifestantes daquele ano componha agora o grupo de milhões que se mostram profundamente impacientes. Com uma grande e decisiva diferença: seus protestos deixaram de ser difusos e passaram a ter alvos muito claros.

O quadro não terminou, mas o processo político tende a avançar com velocidade. Não convém à análise política fazer avaliações que se pretendam definitivas. Hoje, em nossa política, nada é definitivo. A crise é gravíssima. Não há soluções fáceis. O que quer que venha a seguir exigirá de todos, inclusive dos cidadãos, imensos esforços.

Especialistas temem pelo crescimento da intolerância em manifestações

Além da incerteza sobre o futuro cenário político do país, o acirramento das manifestações nas ruas têm elevado o nível de apreensão de especialistas que acompanham manifestações políticas e populares. Presidente do Instituto de Pesquisa Social DataPopular, criado em 2001, o pesquisador Renato Meirelles alertou que todo movimento fascista registrado no mundo foi iniciado com o aumento da intolerância.

“A intolerância está crescendo em uma velocidade muito maior do que qualquer democrata pode querer. Quando você fala e não ouve, quando agride, começamos a nos questionar se é possível sair deste momento politico que estamos. Não dá para agredir alguém pela cor da camisa, pela cor da bicicleta que usa”, afirmou Meirelles, ao apontar que parte da população começou a questionar se a Operação Lava Jato está sendo conduzida de forma isenta.

Doutor em ciências politicas e professor da PUC-MG, Malco Camargos compartilha da mesma preocupação. “Não tenho nenhuma dúvida de que os excessos dele [juiz Sergio Moro] nos últimos dias podem colocar por terra todo o ganho de capital que ele conseguiu ao longo dos anos com a Lava Jato.” Segundo Camargos, as últimas medidas adotadas por Moro foram parcialmente responsáveis por reforçar o movimento a favor do governo da presidente Dilma.

(Agência Brasil)

Quem não foi às manifestações critica corrupção e espera renovação na política

Manifestações a favor do impeachment e contra o governo levaram muitas pessoas às ruas no domingo passado (13) . Outros protestos a favor da democracia e do Estado de Direito e contra o impeachment levaram muitos outros às ruas nessa sexta-feira (18). Apesar da polarização existente no país, com manifestantes dos dois lados ocupando as ruas em diferentes cidades, muita gente não se sentiu motivada a aderir a nenhum dos protestos.

É possível notar o acirramento das opiniões durante a entrevista com o vigilante Francisco Manuel. Apesar de não participar de nenhuma das manifestações, ele explicava que defende a saída da presidenta Dilma Rousseff da presidência, quando foi interrompido por um grito de “Dilma fica, Cunha sai!” (em referência à presidenta e ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha) . O diálogo aconteceu na Rodoviária do Plano Piloto de Brasília, a poucos metros do Museu da República, onde os manifestantes a favor do governo se concentravam na noite de ontem.

O fato de a corrupção ser um problema histórico no Brasil também foi citado por quem não aderiu a nenhum dos lados de protesto. A melhora da economia e da situação do desemprego no país é uma das principais expectativas. Há uma insatisfação com o atual governo, mas muitos acham que uma troca não resolveria o problema e se preocupam com o nível de desemprego.

Além da dificuldade de votar e do entendimento de que a corrupção é histórica no Brasil e está em diversos partidos, aqueles que não optaram por nenhum dos lados citam a necessidade refundar a política para que não haja mais desvios.

(Agência Brasil)

‘Golpe em curso’ – Advogados cearenses divulgam nota pela democracia

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Advogados do Ceará divulgaram nas redes sociais uma nota contra ao que classificam de “uma afronta às instituições democráticas do país”. Segundo a nota, há uma “tentativa de aliança institucional com o golpe à democracia que está em curso o Brasil”. O grupo se reúne virtualmente no endereço eletrônico http://migre.me/th07y. Confira a nota:

foto carta advogados ceará

Delegacia de Maranguape deverá funcionar 24 horas

foto valentim e andrade junior

Sem delegado há quatro meses e com a estrutura física precária, a Delegacia de
Maranguape deverá no próximo semestre funcionar 24 horas. O novo atendimento foi
divulgado pelo delegado-geral Andrade Júnior, após reunião nessa sexta-feira (18)
com o deputado estadual George Valentim (PCdoB), na Superintendência da Polícia
Civil, no Centro de Fortaleza.

Enquanto o deputado destinou emenda parlamentar para a melhoria da estrutura e do ambiente de trabalho dos policiais, a Polícia Civil trabalha para junho a formação dos 773 novos inspetores e peritos.

Manter ganhos sociais depende de retomada do crescimento, dizem economistas

A inflação alta e o aumento do desemprego podem trazer de volta para a pobreza milhões de brasileiros que acumularam ganhos sociais nos últimos anos. Segundo especialistas, a retomada do crescimento pode reverter o quadro, mas tudo dependerá de quando a economia se recuperará da pior recessão em 25 anos.

Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram os efeitos da crise. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD contínua), o desemprego saltou para 9% em dezembro de 2015 depois de atingir o mínimo histórico de 6,5% em dezembro de 2014.

A inflação pesa mais para os pobres. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de até cinco salários mínimos, chegou a 11,08% nos aumulado dos últimos 12 meses até fevereiro. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) soma 10,36%.

As estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre o número de indivíduos em situação de pobreza e de extrema pobreza em 2015 só serão divulgadas no fim deste ano ou no início de 2017. Em 2014, o total de brasileiros nas duas situações tinha atingido o menor nível da história, com 25,9 milhões de pessoas em situação de pobreza e 8,2 milhões em extrema pobreza.

O presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Júlio Miragaya, diz que, com o fim de repasses de preços a tarifas, a inflação em 2016 cairá, o que reduzirá a perda de poder aquisitivo. No entanto, a população corre o risco de continuar empobrecendo por causa do aumento do desemprego, que pode atingir 12%.

(Agência Brasil)

Eunício diz que novo PMDB expressa o sentimento da população

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foto pmdb filiações

O PMDB é o partido de maior oposição à Prefeitura de Fortaleza e ao Governo do
Ceará. A garantia é do presidente estadual do partido, senador Eunício Oliveira,
após as filiações do deputado federal Moses Rodrigues, do deputado estadual Tomaz
Holanda, dos vereadores Vaidon Oliveira e Tamara Holanda (Fortaleza), do ex-prefeito de Santa Quitéria, Tomás Figueiredo, além de mais de 60 lideranças de todo Estado, sendo 11 vereadores somente de Sobral, na Região Norte do Ceará.

“O PMDB do Ceará está cada dia mais forte e unido. Nosso partido está preparado
para disputar as eleições de 2016”, ressaltou o senador, ao afirmar que o atualmente o PMDB expressa “o sentimento da população cearense”.

Segundo Eunício, Moses Rodrigues é o nome defendido para disputar a Prefeitura de
Sobral, enquanto Tomás Figueiredo deverá concorrer em Santa Quitéria. “Em Fortaleza formamos um arco de oposição e disputaremos o pleito com candidatura própria”, adiantou.

Valim fica no PMDB e vira opção para a Prefeitura de Fortaleza

foto valim deputado novembro 2015

O deputado federal Vitor Valim decidiu permanecer no PMDB, após avaliar convites para uma mudança de partido. Com a decisão, o parlamentar se credencia como uma das opções peemedebista à Prefeitura de Fortaleza, nas eleições de outubro próximo.

Além de Valim, o PMDB também possui como opções o vice-prefeito Gaudêncio Lucena e o deputado estadual Danniel Oliveira.

Aécio e o Brasil que abraça Berlusconi

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Em artigo no O POVO deste sábado (19), o jornalista Carlos Mazza alerta que atual momento de crise acena para políticos extremistas com discursos populistas. Confira:

Operação da justiça italiana no anos 1990 que desarticulou a sistêmica corrupção no poder público do País, a “Mani Pulite” também fez profundas transformações no arranjo político da Itália. Antes com 50% dos votos, partidos como o da Democracia Cristã e do Socialismo Italiano minguaram e acabaram extintos.

Já siglas marginalizadas, como o neofascista Movimento Social Italiano e a xenofóbica Liga Norte prosperaram sobre o “cansaço” da velha política, guiando a Itália a uma geração de governantes de discursos populistas e sorrisos de dentes perfeitos. O arquétipo teve representação máxima no magnata Silvio Berlusconi, eleito em 1994 sobre a plataforma de “derrotar os comunistas” (o muro de Berlim já havia caído cinco anos antes).

Nos Estados Unidos, evento semelhante ocorre na disputa pela sucessão de Barack Obama. Após anos instigando a opinião pública contra o establishment político, o Partido Republicano se desespera hoje ao ver suas mais tradicionais lideranças escanteadas por extremistas antes isolados (Donald Trump e Ted Cruz).

Talvez episódio mais simbólico das últimas manifestações no Brasil, o escracho feito contra o presidente do PSDB, Aécio Neves, no dia 13 mostra o País em rota semelhante. Instigado pelos tucanos por mais de uma década, o antipetismo passa a não enxergar mais diferenças entre qualquer legenda “bem estabelecida” no País. Faz sentido, estando PT e PSDB implicados até o talo na Lava Jato.

É aí que mora o perigo. Mais que simples abrigo para candidaturas, os partidos são uma ferramenta essencial para a democracia plena. Sem legendas com plataformas bem definidas, ficam abertas as portas para extremistas com discursos populistas.

Afinal, o que pensa sobre educação básica o deputado que fez carreira em cima de discursos sobre “defesa da família tradicional”? “Combate à corrupção” é, por si só, plataforma suficiente para guiar um País?

Se a população não fizer a distinção entre seus políticos e as bandeiras que cada legenda representa, corremos o risco de o antipartidarismo virar norma de vez – cenário em que a corrupção e a má política prosperam. O fim de Berlusconi todos sabem.

Ritos sob suspeição

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (19), pelo jornalista Érico Firmo:

Nem toda derrubada de presidente é golpe, mas não é por cumprir formalidades que uma destituição é legítima. A Constituição prevê mecanismos para afastamento de qualquer agente público. Isso ocorre em toda democracia digna do nome. Voto não é cheque em branco para se fazer o que bem quiser, sem dar satisfação.

Há mecanismos para afastar presidente e deveria haver mais. No parlamentarismo, a queda de governos é meio natural para recompor a governabilidade perdida. Mesmo no presidencialismo, há democracias com instrumentos para revogar mandatos presidenciais — o chamado recall. É adotado desde a Suíça à Venezuela, passando por estados norte-americanos, províncias do Canadá. No Brasil, já foi defendida pela OAB e por parlamentares petistas.

Porém, nem há parlamentarismo nem recall no Brasil, nem seria aceitável mexer nas regras para o atual mandato. Diante do que, há três caminhos para Dilma Rousseff (PT), eventualmente, ser afastada. Um seria a renúncia, que ela seguidamente descarta. Outro seria o impeachment, por decisão do Congresso Nacional. O terceiro, cassação da chapa eleita em 2014 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Esta semana, um qualificado interlocutor se irritou comigo porque disse que as possibilidades estão previstas na Constituição. Mas estão. Cumprir o que está na Carta não é golpe. Renúncia seria decisão da presidente e pressão política para que ocorra é do jogo.

Quanto ao impeachment, trata-se de julgamento político. Pode-se considerar injusto, mas, respeitados ritos e a livre opinião do Parlamento, é prerrogativa do Legislativo destituir presidente.

Já o TSE julgará denúncias graves de que dinheiro de empreiteiras financiou a campanha da presidente, em troca de favores governamentais. Se confirmadas, são motivo para cassar Dilma e Michel Temer. Porém, há risco de esses mecanismos institucionais — legítimos e necessários — serem manipulados e usados para dar verniz de legalidade a intenções, no fundo, de atingir quem está no cargo, como mera disputa de poder. Isso já ocorreu na história brasileira.