Blog do Eliomar

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Série A é logo ali – Fortaleza vence em Pelotas e abre seis pontos na liderança

Com um golaço do zagueiro Ligger, aos 28 minutos do segundo tempo, o Fortaleza derrotou o Brasil de Pelotas, na noite dessa sexta-feira (5), por 1 a 0, no estádio Bento Mendes de Freitas, no interior gaúcho, e abriu seis pontos de vantagem para o segundo colocado, o Goiás.

Com 56 pontos e a oito rodadas para o final da temporada, o Fortaleza deverá garantir presença na Série A do próximo ano com mais duas vitórias. O Leão volta a campo no próximo sábado (13), diante do Oeste, em Barueri, a 26 quilômetros de São Paulo.

(Fotos: Reprodução)

Guilherme Arantes – Amanhã

Recordista nos anos 1980 de arrecadação de direitos autorais, ao superar nomes como Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil, além de ter colocado 12 músicas em primeiro lugar nas paradas do sucesso, Guilherme Arantes ainda hoje influencia artistas das gerações mais recentes da música brasileira.

Minas Gerais – “Não desistam do Brasil”, pede Ciro em seu último discurso de campanha

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, encerrou na noite desta sexta-feira (5), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a 537 quilômetros de Belo Horizonte, seu discurso de campanha neste primeiro turno. Ciro falou para milhares de jovens e pediu para que a juventude não desista do Brasil.

“Revolta é uma boa energia, mas revolta sem causa é ódio. Revolta é um bom motino para a gente se mexer, mas revolta sem ideia, sem projeto, é violência”, disse Ciro, ao se referir ao que considera como extremismo nesta eleição.

O pedetista lamentou que, nos últimos três anos, 220 mil pontos de comércio fecharam as portas, “do desmantelo do governo Dilma para o desmonte final do governo Temer”.

Ciro Gomes afirmou que sente uma reação do eleitorado contra a polarização entre a extrema direita e a extrema esquerda. “Vai ser a eleição mais linda do Brasil”, idealizou.

(Foto: Divulgação)

TSE libera eleitor para votar com camiseta de candidato

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Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (5) orientar a Justiça Eleitoral a liberar o uso de camisetas de candidatos pelos eleitores nos locais de votação neste domingo (7), primeiro turno das eleições.

Conforme a decisão, o eleitor poderá usar camiseta com nome de seu candidato preferido, mas como forma de manifestação individual, sem fazer propaganda eleitoral a favor dele.

De acordo com a lei eleitoral, está proibida a aglomeração de pessoas com vestuário padronizado, além de manifestações coletivas e ruidosas e qualquer tipo de abordagem, aliciamento ou persuasão de eleitores. A camiseta não pode ser distribuída pelo candidato.

A questão foi decidida a partir de um questionamento do Ministério Público Eleitoral (MPE) diante de divergências criadas na atuação de promotores eleitorais em todo país, responsáveis pela fiscalização de propaganda eleitoral irregular.

Em todo o país, ambulantes aproveitaram o engajamento dos eleitores no pleito para comercializar camisetas de candidatos.

De acordo com o MPE, a lei eleitoral proíbe a distribuição de material de campanha no dia da eleição, como adesivos, broches, adesivos, mas a norma é omissa sobre o vestuário do eleitor.

Neste domingo (7), os eleitores votam, em primeiro turno, para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O segundo turno será no dia 28 deste mês.

(Agência Brasil)

Juazeiro e Caucaia encerram agenda de General com carreatas

As campanhas majoritárias do PSDB no Ceará encerram neste sábado (6) as atividades, com carreatas em Juazeiro do Norte, no Cariri, e em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. As duas atividades contarão com as presenças de General Theophilo, candidato ao Governo do Ceará, e com Dra, Mayra, candidata ao Senado. O senador Tasso Jereissati, também estará nas duas carreatas.

A primeira carreata, em Juazeiro do Norte, ocorrerá às 10 horas, enquanto a segunda, em Caucaia, será a partir das 16 horas.

(Foto: Divulgação)

CNJ recomenda que juízes não se manifestem sobre política nas eleições

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu hoje (5) uma recomendação para que todos os juízes brasileiros não emitam manifestações políticas nas redes socais, na imprensa e não participem de manifestações públicas durante as eleições.

A recomendação foi feita pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins. Segundo Martins, a recomendação tem o objetivo de resguardar a imagem da magistratura brasileira. A proibição do envolvimento de magistrados com atividades políticas já está prevista na Lei Orgânica da Magistratura (Loman).

“O CNJ recomenda a todos os magistrados brasileiros, com exceção do Supremo Tribunal Federal, no exercício ou não da função eleitoral, que se abstenham de participar de manifestações públicas ou de emitir posições político-partidárias em redes sociais, entrevistas, artigos ou através de qualquer outro meio de comunicação de massa, de modo a afastar mácula à imagem de independência do Poder Judiciário brasileiro perante a sociedade, bem como para evitar influência sobre o livre exercício do voto consciente por parte dos cidadãos”, diz a norma.

(Agência Brasil)

Creci abre Refis na próxima segunda-feira

O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) vai fazer um mutirão de conciliação a partir de segunda-feira, 8, em Fortaleza e no Interior. O Programa Nacional de Regularização e Conciliação Profissional (Refis) vai oferecer, até o fim deste mês, condições especiais para liquidação de débitos dos corretores de imóveis, como multas e anuidades, informa a assessoria de imprensa da entidade.

Os valores poderão ser pagos no cartão de crédito ou boleto bancário. As parcelas não devem ser inferiores a 25% do valor da anuidade. É vedado o parcelamento quando existir penhora ou protesto. O Presidente do Creci aponta que a medida é uma maneira de desburocratizar e facilitar o pagamento de anuidades e multas. “A diretoria do Conselho entende que o momento econômico do país contribuiu para a inadimplência dos profissionais do mercado imobiliário com o Creci. Por isso, estamos oferecendo condições de negociação nunca antes vista para proporcionar ao corretor de imóveis tranquilidade para quitar seus débitos”, explica o presidente do Conselho no Ceará, Tibério Benevides.

O passivo do Creci, na área das anuidades, é da ordem de R$ 12 milhões. Isso vira bola de neve desde 2015.

SERVIÇO

*Para mais informações sobre o mutirão, ligue: 3231-6744.

“O que me assusta é o fascismo”, diz articulista

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Com o título “O que me assusta é o fascismo”, eis artigo de André Bloc, jornalista do O POVO. “Assusta que mesmo gente consciente, inteligente e bem intencionada fique cega pelo ódio e adira a um candidato anti-democrático – para não antecipar aquele termo lá de cima. Assusta que o presidente da corte máxima do País relativize o golpe de 1964, que rendeu uma brutal ditadura militar”, diz o articulista. Confira:

As palavras têm poder. O uso, no entanto, pode enferrujar essa potência. Exemplo claro disso é o “golpe” alardeado em 2016 e amplamente criticado por toda a esquerda progressista. Ao usar o termo, perdeu-se a dimensão de quebra institucional como aquela do golpe militar de 1964 para esta de agora, de um conluio promíscuo dentro do sempre governista centrão. Outro termo podia dimensionar bem a ruptura que foi o impeachment de Dilma.

Daí, mudo de termo e falo de fascismo. O PT, como tantos, acusava o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) de ser fascista. A ideia era usar o termo forte para expor uma situação-limite que, sinceramente, estava longe de ser real. Se fascismo era aquilo, fascismo não é quebra, mas um desdobramento democrático.

Jair Bolsonaro (PSL), líder das pesquisas eleitorais há meses, não é um democrata. Mesmo com o discurso diluído que apresenta como candidato à Presidência, o capitão da reserva deixa claro que pretende governar para os dele – aqueles que insistem que o discurso escancaradamente machista, LGBTfóbico, racista e virulento do candidato é fabricação da mídia.

Assusta o quanto o discurso populista cola para uma parcela imensa de cerca de 30% dos votantes. Assusta saber que Bolsonaro está longe de ser exceção.

Assusta que mesmo gente consciente, inteligente e bem intencionada fique cega pelo ódio e adira a um candidato anti-democrático – para não antecipar aquele termo lá de cima. Assusta que o presidente da corte máxima do País relativize o golpe de 1964, que rendeu uma brutal ditadura militar.

Bolsonaro é a maior ameaça à democracia brasileira desde a redemocratização. O candidato se nega a apaziguar o ódio dos seguidores e faz questão de incitar uma polarização que já ultrapassou, há tempos, o limite do suportável. Para além de um projeto real e único para o País, falta ao capitão da reserva um compromisso inabalável com o jogo democrático. Até porque não seria o sangue dele derramado pela ditadura – quem sofre é quem não manda.

O Brasil é um País que esperneia contra a própria história. E me assusta o quanto ela corre o risco de se repetir. “Fascismo” e “golpe” deviam ter sumido do nosso vocabulário para só ressurgir em casos de crise profunda, quando só um termo extremo pudesse dar voz ao que se vive. Vivemos este momento. Vivemos esta ameaça.

*André Bloc

andrebloc@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.

Fenômeno “El Nino” ameaça o Nordeste

O ex-presidente da Funceme, Francisco de Assis Souza, avisa: o fenômeno “El Niño”, que não é sinal de bom inverno para o Nordeste, ameaça aparecer por aqui no começo de 2019. Isso pelas projeções do momento.

Assis Souza coordena atualmente, no âmbito da Universidade Federal do Ceará, um setor que estuda o clima. Também integra grupo que, com organismos internacionais, finaliza, no âmbito da Agência Nacional das Águas (ANA), um projeto de convivência do homem com a seca, tendo o Nordeste como ponto de estudo.

Inflação da construção civil fica em 0,45% em setembro

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou inflação de 0,45% em setembro, acima do 0,36% de agosto e do 0,27% de setembro de 2017.

Segundo dados divulgados hoje (5), o Sinapi acumula taxas de inflação de 3,48% no ano e de 4,33% nos últimos 12 meses. Com a alta, o custo da construção por metro quadrado passou de R$ 1.099,01 em agosto para R$ 1.103,98 em setembro deste ano.

Os materiais de construção apresentaram variação de preços de 0,68%, passando a custar R$ 570,79 por metro quadrado em setembro. Já o custo da mão de obra subiu 0,2%, indo para R$ 533,19 por metro quadrado. A inflação pelo IPCA teve alta de 0,48% em setembro, segundo o IBGE.

(Agência Brasil)

Barra do Ceará terá fim de semana de feira de pequenos negócios

Neste sábado e no domingo – antes ou depois de votar, vale conferir a nova edição da Feira da Villa, na Barra do Ceará, em Fortaleza. No evento, gastronomia, moda e arte a baixo preço e com qualidade. A iniciativa é de pequenos negociantes dessa banda da cidade.

A feira acontecerá das 16 às 22 horas, na rua Antônio Arruda, nº 300, ao lado do Supermercado Canadá.

Sem sombra de dúvidas, uma promoção que merece apoio, pois fomenta negócios fora dos corredores comerciais e turísticos tradicionais.

(Foto – Divulgação)

Defesa petista recorre ao TRF-4 para que Sergio Moro não julgue ação sobre Instituto Lula

A defesa de Lula vai entrar com um recurso no Tribunal Regional Federal-4ª Região, para que o juiz Sergio Moro não julgue a ação penal envolvendo o instituto que leva o nome do ex-presidente e um apartamento em São Bernardo do Campo, até que o Comitê de Direitos Humanos da ONU decida sobre o mérito do processo movido pelo petista na entidade. A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta sexta-feira.

Foi neste caso que o Ministério Público Federal pediu nova condenação de Lula nessa quinta-feira (4).

O petista alega que é vítima de uma caçada desleal de órgãos de Justiça. A expectativa é a de que a ONU só trate do assunto em março de 2019.

(Foto – Agência Brasil)

A saudade do professor Genuíno Sales

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A Organização Educacional Farias Brito manda rezar missa de sétimo dia em memória do professor Genuíno Sales, que também era membro da Academia Cearense de Letras.

O ato litúrgico ocorrerá às 19 horas desta sexta-feira, na Igreja das Missionárias.

SERVIÇO

*Igreja das Missionárias – Avenida Rui Barbosa, 1246 – Aldeota.

(Foto – Arquivo)

Segunda fase do eSocial começa no dia 10 de outubro

Empresas com faturamento inferior a R$ 78 milhões em 2016, não optantes pelo Simples, devem estar atentas ao início da segunda fase do eSocial. A partir da próxima quarta-feira (10), os empreendimentos que integram esse grupo devem informar os dados dos trabalhadores, bem como os seus vínculos empregatícios ao sistema. Essas informações são chamadas de eventos não periódicos e devem ser enviadas até 9 de janeiro de 2019.

De acordo com o auditor fiscal do trabalho João Paulo Machado, integrante do projeto eSocial no Ministério do Trabalho (MTb), as organizações precisam observar o cronograma, uma vez que o não envio dentro dos prazos pode gerar atraso nos recolhimentos e penalidades para as empresas. “A observância dos prazos é fundamental para que, ao final de cada fase, a empresa já esteja preparada para a próxima etapa”, afirmou. A resolução com as novas datas foi publicada nesta sexta-feira (5) no Diário Oficial da União.

Além de especificar o início da segunda fase para o segundo grupo, o documento traz importantes mudanças no cronograma do sistema. A partir de 10 de janeiro de 2019, as empresas integrantes do Simples Nacional, inclusive MEI, as instituições sem fins lucrativos e as pessoas físicas, que compõem o terceiro grupo, devem enviar informações ao sistema. Já o último grupo, formado pelos órgãos públicos e organizações internacionais, prestará suas informações ao e-Social a partir de 10 de janeiro de 2021.

“Após uma avaliação do comitê, a partir da experiência com a implantação do eSocial para o primeiro grupo, ficou clara a necessidade de um prazo maior para a implantação do projeto nas demais empresas”, explicou João Paulo. A terceira fase para o segundo grupo terá início em janeiro de 2019.

Os 30 anos da Constituição Federal e as ameaças da barbárie político-constitucional

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Com o título “Os 30 anos da Constituição Federal e as ameaças da barbárie politico-constitucional”, eis o artigo de Filomeno Moraes, professor universitário e cientista político. Ele destaca que a data coincide com uma campanha eleitoral que ressuscitou fantasmas político-institucional que se julgava já estivessem esconjurados, como os ataques autoritários e populistas…”Confira:

A Constituição Federal (CF/1988) completa o trigésimo ano da sua promulgação. É o texto que inaugurou o ciclo mais democraticamente virtuoso de toda a história político-constitucional brasileira, além de caracterizar-se como, depois das Constituições de 1824 e 1891, o mais duradouro. No entanto, na conjuntura, a campanha eleitoral-presidencial ressuscitou fantasmas político-institucional que se julgava já estivessem esconjurados, como os ataques autoritários e populistas ao texto constitucional vigente.

Evidentemente, aqui e alhures, constituições estão sujeitas às vicissitudes dos fatos e aos coeficientes de “sentimento constitucional”, isto é, a consciência social que, maior ou menor e transcendendo os antagonismos, integra detentores e destinatários do poder político. Assim, não é exótico que a CF/88 possua 99 emendas, além das seis realizadas durante a revisão constitucional de 1983/1984. É a vida que vai também para as constituições.

A CF/88 substituiu as cartas autoritárias oriundas dos desdobramentos do golpe militar de 1964, a saber, a carta de 1967, a qual, embora passando pelo Congresso Nacional, não se livrou do travo da imposição, e a carta outorgada de 1969, impropriamente chamada Emenda Constitucional nº 1, resultante do reforço da ditadura, a partir de 1968, com a edição do Ato Institucional nº 5. A situação verdadeiramente anárquica, do ponto de vista jurídico, foi observada então por Paulo Brossard, que realçou a “desordem” advinda da coexistência da “ordem constitucional” e da “ordem institucional”, mas, “em verdade, as duas ordens nem são duas, nem são ordens: a desordem é uma só”. De fato, do furor normativo-autoritário que se dá no período, resultaram duas constituições, dezessete atos institucionais e 73 atos complementares, além de decretos-leis em profusão, o “entulho autoritário” que a CF/88 veio a minorar.

Na verdade, o texto constitucional de 1988 pôde vir à luz em virtude da peculiar modalidade que o poder constituinte adquiriu na efervescência da sociedade brasileira nos 80. Na década de 80 do século passado, sobretudo na esteira da convocação do Congresso Constituinte estabelecida pela Emenda Constitucional no 26, de 27 de novembro de 1985, e prosseguindo até a promulgação do texto constitucional de 1988, o Brasil vivenciou um dos mais importantes momentos de ativação política da sociedade civil organizada, momento este que, dando continuidade ao processo de mudança política iniciado na década de 70, contribuiu para a inflexão do regime militar e a construção de instituições representativas, democráticas e republicanas.

Na conjuntura atual, no debate eleitoral presidencial, pelo menos duas propostas já foram sugeridas, que, embora com graus de gravidade diferentes, trazem preocupação. Uma, prenhe de ambiguidade, é a contida Programa de Governo da Coligação O Povo Feliz de Novo (PT-PCdoB-PROS), registrado no Tribunal Superior Eleitoral, que sugere uma nova constituição, para realizar o “desafio de refundar e aprofundar a democracia no Brasil”. É sabido o itinerário errático do Partido dos Trabalhadores em matéria constituinte, como foi, mais recentemente, a proposta de uma tal “constituinte exclusiva” para a reforma política, vocalizada pela então presidente Dilma Rousseff.

A outra, extremamente tosca, populista e autoritária, é a formulada pelo general da reserva Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Jair Bolsonaro, de fazer-se uma nova constituição por um conselho de notáveis – sabe-se lá à imagem e semelhança de quê e de quem – e submetê-la a um plebiscito. Uma verdadeira volta à barbárie político-constitucional, misturando “pronunciamento” a bolivarianismo caboclo.

Pelo menos desde que o Abade de Sieyès, autor do panfleto “Quem é o Terceiro Estado?” (há tradução no Brasil com o título de “A constituinte burguesa”) e trazido à luz durante a Revolução Francesa, cultiva-se o método liberal e, depois, o liberal-democrático, pelo qual uma constituição se faz por meio de uma assembleia constituinte, isto é, por meio de representantes eleitos para fazê-la. No Brasil, assim se fez em 1823, embora o primeiro imperador tiranicamente a abortasse, e, com sucesso, em 1890-1891, 1933-1943, 1946 e 1987-1988. A alternativa é a constituição outorgada, oriunda das ditaduras, totalitarismos e autoritarismos de diversos jaezes, em que bem cabe a proposta do general-candidato a vice-presidente. “Vade retro, Satana”!

*Filomeno Moraes

Cientista Político. Professor da Unifor e da Uece. Doutor em Direito na USP, mestre IUPERJ e livre-docente em Ciência Política Uece.

Banco Mundial reduz para 1,2% previsão de expansão do PIB do Brasil

O Banco Mundial reduziu pela metade a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano. No relatório regional semianual “Sobre Incertezas e Cisnes Negros: Como Gerenciar Riscos na América Latina e Caribe”, divulgado hoje (5), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 2,4% de 1,2%. Para 2019, também houve diminuição na estimativa para o crescimento do PIB: de 2,5% para 2,2%.

No relatório, o Banco Mundial lembra que, no fim de junho, o Banco Central reduziu sua estimativa de crescimento em 2018 para 1,6% (a previsão anterior era de 2,6%), após a greve dos caminhoneiros que paralisou setores da economia.

“A persistência de grandes e aparentemente intratáveis déficits fiscais, a falta de uma reforma previdenciária significativa e a crescente incerteza política sobre as eleições de outubro, em conjunto com a recente apreensão em mercados de capital internacional, colocaram em questão até mesmo esse crescimento modesto, com a previsão atual [do Banco Mundial] em 1,2% para 2018”, diz o relatório.

América Latina

A revisão da estimativa para o Brasil, responsável por mais de um terço do PIB da região, foi um dos motivos que determinaram a redução da expectativa de crescimento para a América Latina e Caribe. A previsão retraiu para 0,6% em 2018 e 1,6% em 2019. As previsões anteriores eram 1,8% neste ano, e 2,3% em 2019.

Além da desaceleração no Brasil, a estimativa para a região foi afetada pela instabilidade de mercado iniciada em abril na Argentina, pela deterioração continuada da situação na Venezuela, e uma piora do cenário internacional. Se fosse desconsiderada a Venezuela, o PIB da região cresceria 1,6% este ano e 2,1% em 2019.

O Banco Mundial destaca que a Venezuela “continua a implodir com uma crise econômica, financeira e social sem precedentes na história moderna da região”.

O PIB da Venezuela deverá cair 18,2% em 2018. A inflação acumulada esperada é de 1.000.000% até o fim do ano. O relatório cita que, de acordo com a Organização Internacional para Migrações (OIM) das Nações Unidas, mais de 1,6 milhão de pessoas deixaram a Venezuela desde 2015, sobrecarregando recursos sociais e habitacionais em países vizinhos, particularmente na Colômbia, que está hospedando cerca de 935 mil imigrantes venezuelanos.

Na América do Sul é esperada uma contração de 0,1% em 2018 e um crescimento de 1,2% em 2019. Ao desconsiderar a Venezuela, o crescimento seria de 1,2% em 2018 e 1,9% em 2019.

A expectativa de crescimento da América Central é de 2,8% em 2018 e 3,2% em 2019, no Caribe de 3,7% em 2018 e 3,5% em 2019 e no México de 2,3% em ambos os anos.

Taxas de juros

No relatório, o Banco Mundial cita ainda que fatores externos continuam relativamente favoráveis à região, como o crescimento robusto nos Estados Unidos, o ainda forte crescimento da China (apesar da desaceleração), e a recuperação no preço das commodities [produtos primários com cotação internacional].

Ainda assim, diz o relatório, os desafios persistem, como a normalização da política monetária nos Estados Unidos, onde taxas de juros mais altas contribuem para uma queda drástica no fluxo de entrada de capital na região. O Banco Mundial destaca ainda o fortalecimento do dólar e tensões comerciais.

Além disso, acrescenta que a América Latina e o Caribe estão extremamente expostos e vulneráveis a diversos desastres naturais – terremotos e enchentes que podem afetar áreas extensas e furações que têm devastado os países caribenhos.

(Agência Brasil)

III Feira de Livros da Livraria Dummar debate Jornalismo e Fake News

Nesta sexta-feira, das 16 às 18h30min, dentro da III Feira de Livros da Livraria Dummar, que acontece no Espaço O POVO de Cultura & Arte, tem seminário sobre Jornalismo e Fake News.

Com a participação dos jornalistas Lucinthya Gomes, que coordena no O POVO o projeto Comprova (parceria com 24 jornais brasileiros contra fake news); Érico Firmo, colunista de Política do O POVO e editor do Portal POVO Online; e Plínio Bortolotti, diretor institucional do O POVO e âncora da Rádio O POVO/CBN.

Eis um bom programa neste clima eleitoral.

SERVIÇO

*Espaço O POVO de ultrura & Arte – Avenida Aguanambi, 282 – Joaquim Távora.

(Foto – O POVO)

Petrobras antecipa pagamento de dívida de R$ 2 bilhões com o Banco do Brasil

A Petrobras efetuou ontem (4) o pré-pagamento de uma dívida de R$ R$ 2 bilhões com o Banco do Brasil, cujo vencimento só ocorreria em 2020. A informação foi divulgada hoje (5), em nota, pela estatal brasileira do petróleo. Na nota, a Petrobras informa, ainda, ter assinado, simultaneamente com a instituição, uma linha de crédito compromissada no valor dos mesmos R$ 2 bilhões, com vencimento estendido para outubro de 2025.

Segundo a Petrobras, a nova linha representa uma fonte adicional de liquidez para a companhia utilizar conforme suas necessidades. “Dessa forma, a Petrobras poderá usar seu caixa para liquidação antecipada de dívidas já existentes, propiciando a redução do custo com juros, sem perda de liquidez”.

A Petrobras disse que, com essa contratação, a companhia passa a ter em linha de crédito compromissada disponível um total de R$ 6 bilhões com bancos brasileiros e US$ 4,35 bilhões com bancos internacionais.

“As operações estão em linha com a estratégia de gerenciamento de passivos da companhia, que visa à melhora do perfil de amortização e do custo da dívida, levando em consideração a meta de desalavancagem prevista em seu Plano de Negócios e Gestão 2018 – 2022”.

(Agência Brasil)