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O Congresso dos horrores

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Com o título “O Congresso dos horrores”, eis artigo do cineasta e escritor Rosemberg Cariry. No O POVO desta quarta-feira, ele aborda o Congresso, a elite que, na sua visão, quer comandar o poder, e a força do povo para evitar golpes. Confira:

A elite brasileira quer estar no comando, custe o que custar. Por força do manuseio das leis e/ou das armas, recusa-se a sair do lugar de elite política e/ou aceitar qualquer partilha de natureza social ou econômica. Quando se sente ameaçado, esse poder levanta-se contra os de baixo, acusa-os de qualquer crime, real ou forjado, ergue bandeiras que variam do anticomunismo à da anticorrupção, com ares de mofado moralismo e/ou patriotismo de ocasião.

Foi assim desde o ano de 1889, quando a República foi proclamada, por meio de uma quartelada patética, sem nenhuma participação do povo. Reapareceu como ferramenta no chamado Estado Novo, em 1937; no golpe de 1964, quando, submissa aos Estados Unidos, aceitou que financiassem instituições, organizações, movimentos e ações políticas para desestabilizar o Governo João Goulart, que prometera tímidas reformas sociais de base. A famosa “marcha da família com Deus e pela liberdade” mobilizou setores da classe média interessada em ascensão social apenas para si e os seus, sob a desculpa de ser contra a “corrupção”. Até que tudo resultou em uma ação corruptora tenebrosa – a do autoritarismo, da quebra das liberdades cidadãs, das torturas, dos assassinatos, das perseguições e expulsões de integrantes da melhor inteligência do País.

A história se repete agora em feitio de ópera bufa. O que vimos no Congresso Nacional foi uma pavorosa farsa a demonstrar claramente a quem está entregue o País. Imitando outros momentos similares de infâmia, a bela bandeira brasileira foi tomada de assalto e, impregnada de uma dose qualquer de embuste ideológico, com doses calculadas de charlatanice e fascismo. Já vivemos algumas vezes isto, tanto que sabemos muito bem quando ocorre tão astuciosa apropriação desse símbolo precioso de uma nação. 

Grassa nos dias que correm o analfabetismo político, a subserviência aos mercados globalizados e aos grandes empresários, o fundamentalismo religioso dos mercadores da bíblia, a raiva dos latifundiários e do agronegócio, a violência da bancada da bala, homenageando torturadores. Afloram e boiam abjetos na lama da cupidez sem escrúpulo. Tudo dito em nome de Deus e da família.

Em verdade, esses políticos conservadores falam em defesa de suas propriedades e ganhos fabulosos, demarcando o ressurgimento das suas neocapitanias hereditárias, ampliando as novas formas de corrupção, aliados que são da cobiça internacional pelo Brasil. No meio das trevas, apenas alguns lampejos de posições firmes e lúcidas, inscritas em discursos proferidos por alguns poucos políticos sérios, que ainda pensam um projeto para o Brasil profundo. Em momentos como esses, perderíamos toda a esperança na grandeza dessa nação, se não restasse a dignidade do povo, a sua capacidade de resistência e fortaleza inegável. Afinal, a história aponta exemplos. 

Canudos não se rendeu!

*Rosemberg Cariry

cariri.filmes@uol.com.br

Cineasta e escritor.

Secretário da Segurança Pública do Ceará diz haver “glamourização” dos ataques criminosos

foto delegado PF delci teixeira

“Hoje, qualquer pirangueiro que joga uma pedra no vidro da janela de uma delegacia, por exemplo, já é considerado o novo Al Capone. Aí, chega no presídio como se fosse um bandido de extrema periculosidade”. A declaração é do titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Delci Teixeira. Segundo ele, existe uma “glamourização” dos ataques feitos a prédios públicos, que precisam ser tratados “com muito cuidado, para não criar um clima de histeria”.

As afirmações foram dadas pelo secretário à Rádio O POVO/CBN, enquanto esperava voo para Brasília (DF). Delci viajou para Brasília, onde se reunirá com representantes do Ministério da Justiça (MJ). Disse que iria “buscar parcerias, sobretudo, na área de inteligência”, conta Delci Teixeira. As reuniões ocorrem na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), no Departamento de Execução Penal (Depen) e na Polícia Federal (PF).

O secretário reitera que todos os presídios do País registram a ocorrência de facções criminosas. Ele diz que as organizações são formas dos recém ingressos se protegerem no Sistema Penitenciário. Assim, ele critica “distorções” da fala do governador Camilo Santana (PT) dando conta de que ele havia recebido ameaças. Segundo o secretário, é “absolutamente normal” comentários positivos e negativos feitos nas divulgações, em mídias eletrônicas, das ações do Governo do Estado. “Daí a dizer que têm delegados federais fazendo a segurança [do governador] é ir longe demais”, cita.

“É óbvio que ações estão sendo tomadas no âmbito da segurança e estão ocasionando esse tipo de reação da criminalidade. Mas, como o próprio governador acredita e tem determinado, a segurança pública não vai recuar um milímetro no que está fazendo”, afirma.

O secretário reconhece ser “grande” a sensação de insegurança, mas que, “apesar de todas as dificuldades”, a SSPDS está conseguindo aos poucos reverter o quadro. O secretário cita investimentos em cursos e concursos realizados pela pasta mesmo em uma situação financeira que leva outros estados a sequer conseguirem pagar em dia seus servidores. “Claro que [os investimentos] não ocorrem na quantidade que queremos, mas são feitos na quantidade que é possível”, diz.

Saiba mais

Entre 5 e 17 de abril, 13 atentados foram registrados na Grande Fortaleza, incluindo ataques a delegacias, antenas de telefonia incendiadas. Nos últimos dois meses, foram 28 ataques contra propriedades públicas e privadas no Estado.

As investigações ocorrem de maneira descentralizada e a Polícia Civil não acredita que um mesmo grupo tenha coordenado todas as ações. No entanto, existem indícios de que organizações criminosas do Sudeste que agem nos presídios cearenses podem estar articulando, pelo menos, alguns dos atentados. Seria uma retaliação à lei que proíbe as operadoras de telefonia de oferecer sinal telefônico em áreas de presídios.

(Colaborou Lucas Barbosa – POVO Online))

Justiça concede liminar interditando a CPPL II

A Defensoria Pública Geral do Estado, por meio do Núcleo de Assistência aos Presos Provisórios e às Vítimas de Violência (NUAPP), conseguiu da Justiça a interdição da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinho (CPPL II). Na petição, a Defensoria Pública relata os problemas da unidade. Na lista, superlotação, as condições de acomodação dos internos, deficiência no serviço de segurança e fugas.

O juiz corregedor de presídios da Comarca de Fortaleza, Cézar Belmino Barbosa Evangelista, concedeu liminar favorável à Defensoria Pública e proibiu, por tempo indeterminado, o ingresso de presos na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinho (CPPL II), diante do excedente de presos. Além disso, determinou que os presos condenados que, eventualmente, estejam lotados na CPPL II sejam transferidos para estabelecimento prisional adequado para os regimes fechado e semiaberto.

A CPPL II possui capacidade para 952 internos, mas atualmente conta com 1.810, representando uma taxa de ocupação de 190,13%, de acordo com dados do Sistema Penitenciário (Sispen), de abril deste ano. De acordo com a defensora pública Aline Solano Feitosa de Carvalho, autora da ação, existe um excedente de população carcerária “o que prejudica o cumprimento de prisão provisória”.

“No dia 18 de abril, solicitamos informações à direção da CPPL II sobre as condições de limpeza, segurança e confecção de certidões carcerárias do local. Recebemos como resposta que existem apenas quatro funcionários para realizar a limpeza e prestar outros serviços como entrega de alimentos aos internos. Existem 60 agentes penitenciários, mas apenas 15 ficam em regime de plantão e esse número ainda muda de acordo com as licenças e férias. Isso só retrata como a segurança e o serviço diário estão vulneráveis diante ao número elevado de detentos”, frisou a defensora pública.

Fortaleza terá 1º de Maio de manifestações pró-Dilma

foto dilma nova iorque

A Rede Sustentabilidade no Ceará marcou para 1º de maio, no aterrinho da Praia de Iracema, um ato por eleições gerais.

Já a CUT organiza uma caminhada em defesa do Governo Dilma Rousseff, saindo do kartódrfomo até o Cuca da Barra do Ceará.

A Intersindical, com apoio do Sindifort, também fará um ato. Uma caminhada em defesa da democracia, saindo do Cuca do Jangurussu até a Arena Castrelão

Praça do Ferreira vira a “Praça da Ureia”

praça do ferreira moradores de rua

Ícone de Fortaleza, a Praça do Ferreira (Centro) acomoda hoje cerca de 150 famílias que, após as 22 horas, transformam local em dormitório. No dia seguinte, haja mau cheiro, segundo lojistas e clientela.

A Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate à Fome garante que tem procurado atender aos moradores de rua com seus equipamentos. A maioria, no entanto, prefere recusar ajuda.

Copom pode manter taxa básica de juros em 14,25%

“O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define hoje (27) a taxa básica de juros. A expectativa do mercado é de que a Selic seja mantida em 14,25% ao ano. A reunião, a terceira do ano, começou ontem (26) à tarde.

De outubro de 2014, quando estava em 11% ao ano, a julho de 2015, a taxa Selic cresceu 3,25 pontos percentuais, resultado de sete elevações seguidas. Na reunião de setembro do ano passado, o Copom decidiu suspender o aperto monetário e parou de mexer nos juros básicos.

Manutenção da Taxa Selic

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2015 em 10,67%, bem acima do teto da meta, que é 6,5%. A meta para a inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para baixo ou para cima. Ao fim deste ano, o mercado prevê IPCA novamente acima do teto da meta, em 6,98%.

Depois de atingir, em janeiro, o pico de 11,31% na taxa acumulada em 12 meses, a inflação vem desacelerando. O IPCA acumulado havia caído para 9,91% nos 12 meses terminados em março. Além do fim do impacto da elevação de preços administrados (como energia e combustíveis), a queda do dólar tem contribuído para a diminuição dos índices de preços. Nos próximos meses, a expectativa é de que a inflação desacelere ainda mais por causa do agravamento da crise econômica.

A terceira decisão sobre a Selic em 2016 será anunciada à noite, já que a reunião do Copom dura dois dias. No primeiro dia, chefes de departamentos do BC apresentam uma análise da conjuntura doméstica, com dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais e o mercado monetário, entre outros assuntos.

Após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para a Selic, os diretores e o presidente do banco definem a taxa. Assim que a Selic é definida, o resultado é divulgado à imprensa. Na semana seguinte ao anúncio do resultado, o BC divulga a ata da reunião, com as explicações sobre a decisão.

Tasso Jereissati vai à CDL e deve falar sobre eventual Governo Temer

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Aécio e Temer – Unidos pelo impeachment de Dilma.

O senador Tasso Jereissati (PSDB) fará palestra nesta quinta-feira, às 18h30min, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza.

Dentro da segunda edição do Projeto Diálogos Empresarias, promoção da CDL, o tucano vai expor sobre a evolução de shoppings no Estado.

Mas o que o empresariado quer mesmo ouvir é sobre o cenário político e o eventual Governo de Michel Temer. Tasso, peça importante nas discussões com o peemedebista e amicíssimo de Aécio Neves (PSDB) – que fala constantemente com o peemedebista, terá muito o que falar.

 

Decisão do STF sobre redução de juros afeta consumidores, dizem especialistas

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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta quarta-feira (27) o mérito de liminares concedidas a unidades da Federação permitindo o pagamento da dívida com a União por juros não capitalizados.  Na avaliação de especialistas, caso haja decisão definitiva pelos juros simples, os consumidores terão um estímulo para entrar na Justiça e contestar o modelo vigente de cobrança.

O economista Miguel de Oliveira, diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), explica que a diferença entre os juros simples e os compostos, ou capitalizados, é que os primeiros são sempre aplicados sobre o valor original da dívida. Os juros capitalizados, por sua vez, são aplicados sobre o montante corrigido. “Em uma dívida de R$ 1 mil com juro de 1% ao mês, o juro, que corresponde a R$ 10, vai ser sempre calculado sobre R$ 1 mil. Já o juro composto vai ser calculado sobre a dívida devidamente corrigida – por exemplo, sobre R$ 1.010, passado o primeiro mês. Por isso, se diz que é juro sobre juro”.

“Se [a decisão] for juros simples, todo mundo poderia ir à Justiça. É um contrassenso, porque os próprios estados cobram do contribuinte juros compostos”, afirma. Para o economista, o problema não está na cobrança de juros capitalizados. “O problema não é se é abusivo [cobrar juros capitalizados]. O problema é que, como no Brasil as taxas de juros são muito altas, dá uma alteração grande”.

A advogada Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), defende que o cálculo dos juros deve ser transparente e sua aplicação, justa. “A gente sabe que, hoje, sobre qualquer financiamento para bens, insumos, serviços, limite de cheque especial, incidem juros compostos. Nós, consumidores, não temos o conhecimento técnico da sua aplicação. Sabemos que muitas vezes se tornam abusivos e até ilegais e são as instituições financeiras que acabam lucrando. Existe também uma súmula do próprio STF dizendo que é vedada a capitalização de juros”, afirma.

Segundo estimativa do Ministério da Fazenda, uma decisão do STF favorável aos juros simples traria um rombo de R$ 402,3 bilhões aos cofres públicos, levando em conta o estoque da dívida dos estados até dezembro de 2015.

(Agência Brasil)

Camilo Santana faz peregrinação por recursos em Brasília

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O governador Camilo Santana (PT) está em Brasília, onde fará uma verdadeira peregrinação por ministérios. O objetivo é acelerar alguns projetos e, principalmente, cobrar repasses para programas e ações desenvolvidas pelo Estado.

No giro ministerial estão a Fazenda, Planejamento, Integração Nacional, Saúde, Educação e Secretaria da Aviação Civil.

Na pasta da Fazenda, o governador contará com a assessoria do secretário Mauro Filho, pois o mote ali é a luta do Estado por rolagem de dívidas dentro dos mesmos critérios que o governo federal trata estados como São Paulo.

Camilo tratará sobre verbas para programas de combate à seca e vai se inteirar sobre o processo de concessão do aeroporto de Fortaleza, o que provocará impactos na luta estadual pelo Hub da TAM.

PEC que desvincula receitas levará saúde ao colapso, afirma Paim

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 143/2015 que permite a desvinculação de 25% da receita de estados e municípios até 31 de dezembro de 2023. Ele considerou a proposta “desproporcional e abusiva” e alertou para o risco “de desmonte expressivo da já precária situação da saúde pública brasileira”, com perda estimada de R$ 80 bilhões.

— Na prática, essa intervenção estabelecerá tanto um novo patamar de gastos mínimos a serem executados quanto um novo sistema tributário de financiamento da própria seguridade social, em que está a saúde, a assistência e a Previdência Pública, que dizem estar falida, mas toda hora metem a mão nela para tirar alguns bilhões — lamentou.

A PEC que tramita no Senado inclui a Desvinculação de Receitas da União (DRU), prorrogada em mais quatro anos, retirando 25% de impostos, contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico arrecadados pelo governo federal. O mesmo percentual valeria para alocação de recursos de estados e municípios. A única exceção é a contribuição social do salário-educação.

— Por que somente o piso constitucional da educação foi excetuado, quando igual proteção deveria ser conferida à saúde? Perda de recursos para o custeio do SUS no momento em que a saúde está tão debilitada? — questionou Paim.

(Agência Senado)

Henrique Meirelles ocupará o Ministério da Fazenda no eventual governo de Michel Temer

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“Com a ressalva de que não divulgará a nova equipe até a decisão do Senado sobre o afastamento da presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer admite que o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é o nome que tem para assumir o Ministério da Fazenda. Temer já encaminhou o desenho do que espera para os principais ministérios e os nomes que melhor se adaptam ao perfil que traçou para seu governo.

O enfoque na Fazenda será a execução de um ajuste fiscal gradual capaz de garantir a retomada da confiança, que impulsionará o crescimento. Meirelles se encaixa no diagnóstico feito ao vice-presidente pelo também ex-presidente do BC Armínio Fraga, de que o centro do problema da crise econômica do País é o desequilíbrio fiscal.

Em entrevista ao jornal O Globo, Temer admitiu que, se tivesse de assumir hoje a Presidência, o ministro da Fazenda seria Meirelles: “Fiquei muito bem impressionado com a conversa que tive com ele”.

Meirelles tem defendido o que batizou de “ajuste completo”. O acerto das contas deve ser parte de um plano de desenvolvimento econômico que, embora contracionista no curto prazo, vise ao crescimento ao fim do processo, com aumento da renda e do emprego. O ex-BC compartilha da visão de que a carga tributária atual é “pesada” demais.

Banco Central

A escolha do novo ministro da Fazenda será preponderante na definição do nome do futuro presidente do Banco Central. No entanto, o comando dos bancos públicos deve ser definido pelo próprio vice nas negociações da composição de apoio partidário para seu governo no Congresso.

A presidência da Caixa deve ficar com o PP. O nome mais cotado é o do ex-ministro da Integração Nacional do governo Dilma Gilberto Occhi, que é funcionário do banco.

O grupo de Temer já rediscute a junção de várias Pastas num superministério de infraestrutura. A avaliação é de que a união dos ministérios não deu certo no governo Collor, na década de 90, e não faria sentido repetir a receita agora.

Planejamento

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) é o mais cotado para o Planejamento. Ele terá papel fundamental na articulação das medidas com o Congresso, em especial na solução da “armadilha fiscal” que espera Temer caso assuma a Presidência. Para a Casa Civil, já está certo o nome de Eliseu Padilha (PMDB-RS).

O senador José Serra (PSDB-SP) tem poucas chances de ser nomeado para a Fazenda. Assessores de Temer tentam convencer o tucano a aceitar o Ministério da Educação. A resistência continua sendo de uma ala do PSDB que teme que um eventual bom desempenho de Serra no ministério o credencie como candidato do partido em 2018. O PSDB já tem dois presidenciáveis: o senador Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ESTADÃO conteúdo

Enquanto DEM trabalha cargos no ‘governo Temer’, Moroni defende eleições gerais

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Da Coluna Vertical, no O POVO desta quarta-feira (27):

Enquanto o DEM trabalha em Brasília pela derrubada da presidente Dilma Rousseff – de olho em possíveis cargos federais, o presidente regional do partido, deputado federal Moroni Torgan prefere aderir à tese das eleições gerais como saída para o Brasil.

Moroni votou pelo impeachment de Dilma, mas não vê saída para o Brasil com Michel Temer. Ele reconhece que o peemedebista tem capacidade de gestão, mas prefere apostar na ideia de que a democracia precisa continuar sendo fortalecida, o que não passaria simplesmente pela posse de Michel.

Sobre as eleições municipais, o dirigente do DEM, sempre cotado como pré-candidato, foi pragmático: isso depende do cenário pós-impeachment. “A Dilma vai cair, mas eu gostaria de eleições gerais!”, reforçou o parlamentar.

Collor apresenta a Temer plano de “reconstrução nacional”

Liderando um grupo de dez senadores, o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) apresentou nessa terça-feira (26) ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), uma proposta de “reconstrução nacional”. Único presidente cassado depois da redemocratização, Collor disse que o plano foi elaborado por senadores do PTB, PSC, PRB, PTC e PR.

“Pedimos a audiência para apresentar a ele [Temer], como já apresentamos ao Senado, à sociedade, e também ao Palácio do Planalto, um programa fruto de estudos realizados pelo próprio bloco de reconstrução nacional. Uma série de observações que entendemos importantes para que, em sendo seguidas, possam retirar o país da crise”, disse Collor.

A convite de Temer, os líderes do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), e na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), também estiveram à noite no gabinete da Vice-Presidência para tratar da transição de governo caso o Senado decida afastar Dilma do cargo.

“O importante agora é o compromisso com o país e com esses pontos que julgamos importantes para tirar o Brasil da crise”, disse o líder tucano, ao ressaltar que na terça-feira (3) o PSDB apresentará um documento de compromissos para com o “futuro governo” com a garantia de manutenção das investigações da Operação Lava Jato e mudanças conjunturais na economia.

(Agência Brasil)

João Alfredo confirma pré-candidatura de Roseno e diz que Roberto Cláudio tem ‘descuidado das pessoas’

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Uma gestão marcada pelo cimento e asfalto, mas que tem descuidado das pessoas.

Eis a definição do vereador João Alfredo (PSOL) sobre a gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), ao confirmar, nesta quarta-feira (27), a pré-candidatura do deputado estadual Renato Roseno (PSOL) à Prefeitura de Fortaleza, nas eleições de outubro próximo.

Para o vereador do PSOL, que não disputará reeleições, pois fará doutorado, as áreas da saúde e da educação precisam de melhor atenção da parte da gestão municipal.

Governistas cobram instalação da comissão do impeachment de Temer

Deputados do PT, do PCdoB, do Psol e da Rede entraram em obstrução na sessão dessa terça-feira (26) do Plenário. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) explicou que o seu partido é contra qualquer deliberação da Câmara dos Deputados até que o presidente da Casa, Eduardo Cunha, instale a comissão especial que vai analisar o pedido de impedimento do vice-presidente da República, Michel Temer.

“Queremos que ele [Cunha] dê a essa matéria o mesmo tratamento que deu ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff”, disse Pimenta.

O deputado também cobrou um posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os pedidos de afastamento de Cunha da Presidência da Câmara. “Já faz 132 dias que esse pedido está parado no Supremo”, disse Pimenta.

O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), acusou de hipócritas e cínicos os líderes partidários que, mesmo após terem pedido o afastamento de Eduardo Cunha, aceitaram que ele comandasse a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. “Não é mais aceitável que ele continue na Presidência da Câmara”, disse.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) criticou a estratégia de obstrução liderada pelo PT. “Classificar Michel Temer de golpista é um absurdo tão grande que avança pelas raias do ridículo. Se vocês pensam que não há crime praticado pela presidente Dilma Rousseff, como podem querer abrir um processo contra Temer. Sejam coerentes. Há ou não há crime?”, questionou Marun.

(Agência Câmara Notícias)

Tensão em reunião do Parlasul diminui após retirada de nota sobre impeachment

O Parlamento do Mercosul (Parlasul) retirou na noite dessa terça-feira (26) de seu site nota assinada pelo parlamentar argentino e presidente do colegiado, Jorge Taiana, sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A retirada do texto acalmou os ânimos de parte da representação brasileira no Parlasul que abandonou um evento, na segunda-feira (25), em comemoração dos 25 anos do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai.

A publicação que revoltou parlamentares brasileiros diz que o processo que tramita contra Dilma no Senado “é um golpe parlamentar e uma utilização forçada da lei do impeachment”.

O deputado Arthur Maia (PPS-BA) questionou a autoridade do presidente do Parlasul para publicar a nota em nome do colegiado. “O senhor não tem direito de fazer manifestações pessoais em nome da instituição. Sua declaração foi leviana”, disse Maia a Taiana em discurso. Segundo Maia, a nota dava a entender que a posição contrária ao impeachment era do Parlasul e não opinião pessoal do argentino.

Maia disse que pediu a Taiana que retirasse a nota do site, porque o texto “humilhou” os parlamentares brasileiros que defendem o afastamento constitucional da presidenta. “O senhor pode declarar, como parlamentar, suas opiniões, mas não pode fazer isso usando o Parlasul”, criticou o deputado baiano.

(Agência Brasil)

Operçaão Lava Jato – Justiça Federal manda PF concluir em 15 dias investigação sobre Gim Argelo

“A Justiça Federal em Curitiba deu prazo de 15 dias para que a Polícia Federal conclua as investigações da 28ª fase da Lava Jato, deflagrada no dia 12 deste mês. A operação prendeu, em Brasília, o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), acusado pela força-tarefa de procuradores da operação de receber propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de inquérito que investigavam a Petrobras.

No despacho, a juíza Gabrila Hardt, da 13ª Vara Federal em Curitiba, substituta do juiz Sérgio Moro, entendeu que a Polícia Federal precisa de mais prazo para finalizar a investigação.

“Apesar das provas já referidas na decisão em questão, apontando, em cognição sumária, provas de materialidade de crimes e indícios de autoria em relação ao investigado, afigura-se salutar conceder mais tempo à Polícia Federal para melhor análise do material apreendido”, decidiu a juíza.

A Operação Lava Jato investiga, em sua 28ª fase, denominada Vitória de Pirro, a comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado e a comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investigaram irregularidades na Petrobras em 2014.

Segundo os procuradores da Lava Jato, a prisão do ex-senador foi autorizada após terem sido recolhidas provas de que ele recebeu R$ 5 milhões em propina da empreiteira UTC Engenharia, conforme depoimento do dirigente da empresa, Ricardo Pessoa, em delação premiada.

Argello teria orientado o empreiteiro a destinar o dinheiro na forma de doações eleitorais aos diretórios nacionais de quatro partidos indicados por ele: DEM (R$ 1,7 milhão), PR (R$ 1 milhão), PMN (R$1,15 milhão) e PRTB (R$1,15 milhão). Em 2014, as siglas integravam uma coligação com o PTB, partido pelo qual o ex-senador tentava a reeleição.

Em depoimento prestado ontem na Polícia Federal em Curitiba, Argello ficou em silêncio e não respondeu às perguntas dos delegados. A defesa de Gim Argello alega que não há provas de que o ex-senador recebeu propina e que ele não tem mais influência política para interferir nas investigações.””

(Agência Brasil)