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Corrupção como sistema de governo

Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (23):

Fato: a dura denúncia apresentada no Supremo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), suga boa parte das forças do mais efetivo (e declarado) opositor da presidente Dilma Rousseff. Antes da denúncia, já era bastante frágil a credibilidade de Cunha para liderar um processo de impeachment da presidente.

Vamos à trajetória do carioca Eduardo Cunha: na política, o começo se deu a convite de PC Farias, o Caixa 2 de Fernando Collor. Mais tarde, se alinha ao grupo de Anthony Garotinho e passa a ser um liderado do então governador do Rio, quando se notabilizou pela capacidade de levantar recursos para as campanhas eleitorais.

É deputado federal desde 2003, reeleito em 2006 e 2010. Foi exatamente entre esses dois últimos mandatos que começaram as estripulias detectadas pela Operação Lava Jato. Na época (2006-07) em que o Ministério Público situa a primeira acusação, Cunha era um parlamentar sem expressão nacional, sendo um membro do grupo que a crônica política costuma chamar de “baixo clero”.

Na eleição de 2010, foi o quinto deputado federal mais votado do Rio de Janeiro. Coincidência? Talvez não. Nessa fase, segundo o Ministério Público, Cunha já era o beneficiário do absurdo propinoduto que funcionou na Petrobras. Caso tenha sido mesmo assim, certamente seu caixa de campanha teve papel importante no tamanho de sua votação.

Agora, uma questão que não pode escapar: como um deputado que nem era da linha de frente da Câmara dos Deputados conseguiu ter tanta influência nos negócios da Petrobras? Ora, era um poder concedido. Por quem? A resposta é óbvia e pode ser respondida por uma nova pergunta: quem manda na Petrobras?

Um deputado jamais vai conseguir ter grande influência em qualquer estatal se não receber o aval do Poder Executivo para tal. E foi isso o que aconteceu. Em nome de um projeto de poder, os esquemas de corrupção se estabeleceram. Em tempo: a Petrobras é entre as estatais a que possui os melhores padrões de governança, apesar de tudo. Imagine-se então o que pode ter ocorrido nas estatais, digamos… mais frouxas.

A propósito, vale reproduzir recente declaração do ministro do Supremo, Gilmar Mendes. Atentem: “Me parece que há uma mesma raiz tanto para o fenômeno do mensalão quanto este do chamado petrolão, e agora eletrolão, e quantos ‘ãos’ venham ainda. Parece-me que há uma mesma matriz, é uma forma de governar, é um modelo de governança. E isso que é problemático nessa história toda. Acho algo realmente de proporções inimagináveis. A corrupção como sistema de governo, como forma de organizar a administração, realmente é algo impensável”.

Como diria um velho amigo, sem mais.

Fortaleza envergonhada

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Em artigo no O POVO deste domingo (23), a professora universitária e integrante do Instituto Latino Americano de Estudos (ILAEDP), Sandra Helena de Souza, comenta da visita do deputado Bolsonaro a Fortaleza. Confira:

Imaginei esses dias a principal associação empresarial de qualquer cidade alemã recebendo um palestrante deputado que desembarcado no aeroporto local dissesse publicamente: “nós já vencemos uma vez, fomos derrotados, mas voltaremos” referindo-se ao 3º Reich. Soa absurdo, eu sei. Se mudarmos de continente e colocarmos a sandice no Chile, Uruguai ou mesmo Argentina, países que enfrentaram seus passados de ditadura como recomenda a internacional “Justiça de Transição” para consolidar consensos democráticos nacionais, haverá enorme dificuldade de crer razoavelmente em acontecimento dessa espécie. Mas a realidade costuma superar nossas piores distopias.

O protagonismo político do CIC colocou o Ceará na primeira página do País, o que se costuma chamar “A Era Tasso”, dos empresários “esclarecidos” no poder. Inúmeros trabalhos acadêmicos se referem a uma revolução burguesa tardia entre nós, uma “modernização conservadora” que, não obstante, representou avanços em setores diversos, da economia aos direitos humanos, como de resto em todo o País, desde o período da redemocratização. Os avanços, sociais e político-institucionais, ficaram bem aquém das promessas; negá-los, entretanto, é equívoco crasso.

Mas momentos políticos conturbados como o que vivemos promovem provas a céu aberto onde todos somos testados. E a pergunta fundamental é: o que entendemos por democracia? Ao desembarcar em Fortaleza, depois de proferir as bizarrices de praxe, Jair Bolsonaro bradou: “nós os derrotamos em 64 e vamos derrotá-los de novo”, ovacionado por uma ruidosa claque. Fiquei estupefata ao saber que ele daria uma palestra no CIC sobre “Ética na Política”. Compromissos não me permitiram comparecer. Procurei e soube que não há registro audiovisual algum desse sinistro.

O epíteto de “polêmico” hoje encobre discursos tenebrosos, assim como a ideia mal concebida entre nós de “liberdade de expressão”. Não há pactos consensuais sobre o que significa ao menos Estado de Direito, não só entre manifestantes ignorantes, mas entre uma entidade que já teve peso político determinante. Eu gostaria imensamente de ver a entrevista a que o deputado foi submetido na ocasião. As perguntas da imprensa são todas sobre corrupção, esse nosso encobrimento preferido. Queria ter podido entrevistá-lo. Meu aluno mais negligente faria perguntas consistentes sobre golpe de Estado, torturas e desaparecidos políticos. Sobre misoginia, homofobia e racismo, não seria necessário. Já conhecemos amplamente sua posição.

Esse acontecimento fala mais alto do que os cartazes infames perguntando por que a presidente não foi enforcada no Doi-Codi. Não se trata apenas de malucos nas ruas, mas de uma instituição respeitável que acolhe, a título de “democracia”, a palavra de alguém que estaria disposto, sem reservas, a defender isso hoje mesmo. Com convicção e aplausos. Alguém duvida?

Ética na Política? Bolsonaro? Façam-me o favor. Nada mais que um acinte. Vergonha moral, para nós e para o mundo civilizado.

Acusados de tráfico e homicídios fogem quatro dias após presos em operação policial

Quatro dias após policiais civis conseguirem prender integrantes de uma das quadrilhas mais perigosas da Região Metropolitana de Fortaleza, de acordo com os levantamentos da investigação, os acusados de tráfico de drogas, homicídios e porte ilegal de drogas fugiram neste domingo (23) da Delegacia de Itaitinga.

A Polícia ainda não informou como três dos cinco detidos na operação policial da última quarta-feira (19) saíram da delegacia, mas um grande número de policiais realiza um cerco na localidade de Jabuti, para recapturar os acusados.

Atual estrutura do Hospital Nossa Senhora da Conceição está com os dias contados

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Pacientes do Hospital Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará, serão transferidas esta semana para o Hospital Zilda Arns (Hospital da Mulher), no bairro Jóquei Clube. Segundo a Secretaria de Saúde de Fortaleza, a unidade do Conjunto Ceará dará início à troca de sua subestação elétrica. Mas a secretária Socorro Martins acredita que a solução definitiva para os problemas do hospital especializado em partos é a construção de um novo prédio.

“Nós já temos o projeto de construir um novo prédio para abrigar o hospital que, como todos sabem, está funcionando em uma edificação que não foi erguida para esse tipo de equipamento. Estamos nos termos finais da equação financeira e, ainda este ano, devemos iniciar o que vai ser, sim, a solução definitiva, dando à cidade um prédio adequado e de qualidade”, comentou a secretária.

Pré-selecionados no Fies têm até hoje para concluir inscrição na internet

Os estudantes pré-selecionados para obter o financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) têm até este domingo (23) para concluir a inscrição na internet, no SisFies. Basta acessar o site e clicar na opção “Conclua sua inscrição”. A lista com os pré-selecionados está também disponível no site.

Após a conclusão no SisFies, estudante deve validar as informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino em até dez dias, contados a partir do dia seguinte ao da conclusão da inscrição.

Por fim, deve comparecer a um agente financeiro do Fies em até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil seguinte à data da validação das informações pela CPSA.

Com o Fies, os estudantes financiam cursos superiores em instituições privadas de ensino superior. Os estudantes têm até três anos depois de formados para quitar o empréstimo. Ao todo, serão ofertadas 61,5 mil vagas.

Ao longo do curso, os alunos pagam parte da mensalidade de acordo com a faixa de renda familiar. Todos os beneficiados pelo Fies têm 5% de desconto nas mensalidades dos cursos.

(Agência Brasil)

Raimundo dos Queijos completa 80 anos

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O comerciante Raimundo Oliveira Araújo, o Raimundo dos Queijos, completa 80 anos de idade. Familiares, amigos e clientes se reúnem na manhã deste domingo (23) para comemorar a data.

Há 37 anos, o comerciante mantém o ponto na Travessa Crato, no Centro de Fortaleza, mas somente há 13 anos o local passou a funcionar também aos domingos, das 8 horas às 16 horas.

Para o vereador e secretário de Acolhimento aos Movimentos Sociais do Estado, Acrísio Sena, o comércio do Raimundo dos Queijos é um dos locais pulsantes do Centro.

A matemática do PT

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Em artigo enviado ao Blog, o professor e leitor Leonardo Silveira comenta dos números absolutos e percentuais das manifestações da última semana. Confira:

Após assistir a todos os noticiários da tevê, na noite da quinta-feira, 20, vi o PT tentar impor o discurso que os manifestantes do domingo, 16, eram brasileiros da elite da nossa sociedade, enquanto os manifestantes daquela quinta-feira eram trabalhadores e pessoas da classe social menos favorecida. Diante dos 879 mil manifestantes do domingo, de acordo com a PM (2 milhões, segundo os organizadores), e dos 73 mil “trabalhadores” e “pessoas da classe social menos favorecida”, de acordo com a estimativa da PM (190 mil, segundo os organizadores), foi de fácil dedução que o Brasil, por milagre, conseguiu reverter a pirâmide social. Estamos com mais ricos no país do que pobres, seguindo a lógica do então discurso dos estrategistas petistas – os mesmos que apostaram no esvaziamento das ruas no último domingo.

Foi então que o PT, com a sua habitual manipulação da realidade, abandonou os números absolutos das duas manifestações e se agarrou aos números percentuais dos dois movimentos, após a divulgação de pesquisa DataFolha, na sexta-feira. Estratégia que poderá lesar os menos atentos.

Segundo a pesquisa, 24% das pessoas que participaram do movimento da quinta-feira possuem renda mensal de até dois salários mínimos, enquanto 6% dessa faixa salarial compareceram à manifestação do domingo. A pesquisa também apontou 5% de manifestantes com renda salarial acima de 20 salários mínimos no movimento da quinta-feira, enquanto 17% representaram essa faixa salarial na manifestação do domingo.

Em números absolutos, 52.740 pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos participaram da manifestação do domingo, enquanto 17.520 pessoas, na mesma faixa salarial, estiveram no movimento da quinta-feira.

Ao desprezar os números absolutos, o PT quer fazer a população crer na ideológica bandeira do partido. Ao mesmo tempo, políticos, lideranças e interlocutores do partido omitem outros dados da pesquisa, como o fato de 46% dos manifestantes da quinta-feira não aprovarem o governo Dilma, sendo que 20% o classificam como ruim ou péssimo. Claro, não precisa citar que o PT por certo inclui os 5% com renda salarial acima dos 20 salários mínimos nesse percentual do ruim ou péssimo.

Diante dessa manipulação da matemática, o PT também é reprovado em outra matérias: História.

Segmentos populares foram mais presentes na manifestação de quinta-feira, diz pesquisa

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (23):

Na última quinta-feira, segmentos populares deixaram claro que a base da pirâmide social não está disposta a voltar para a senzala, como quer a Casa Grande. Como bem disse Lula: “quem provou filé não quer mais voltar a comer apenas bucho”. Tampouco aceita que se mele o jogo da democracia com um impeachment sem base jurídica real para tirar do governo quem foi eleita por 54 milhões de votos.

A percepção de que seria uma temeridade sacar Dilma por meio de uma chicana descarada levou o grande capital a botar o pé no freio da conspiração. É que isso provocaria inevitavelmente uma crise não só institucional, mas, social, com chances reais de levar a economia para o fundo, arrastando a todos – e não apenas os trabalhadores e os segmentos mais frágeis da sociedade. Antes, um manifesto de juristas e intelectuais (ao qual acaba de aderir o ex-governador paulista Cláudio Lembo) havia denunciado o complô.

A composição dos públicos de ambas as manifestações – a de domingo e a de quinta-feira – ajuda a compreender o quadro. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto DataFolha: “pessoas de famílias com renda mensal de até 2 salários mínimos eram 24% da manifestação de quinta-feira. No domingo, somavam 6%. No polo oposto, o grupo dos mais ricos (acima de 20 salários) representava 5% dos presentes, na quinta, ante 17% do ato anti-Dilma. No protesto de quinta-feira, pardos e pretos somavam 49%. No domingo, eram 20%”.

E entre os de quinta não tinha nenhum psicopata nazista lamentando que Dilma não tivesse sido enforcada no Doi/Codi, nem que todos os opositores da ditadura não tivessem sido exterminados.

Ademais, não basta a comparação numérica presencial: os manifestantes de quinta-feira representavam segmentos organizados, cuja influência vai muito além dos indivíduos ali presentes. Os de domingo foram instigados e estimulados escancaradamente por monopólios de comunicação social eletrônica – o que é um escândalo, pois são concessões públicas.

Aprovada na Câmara, redução da maioridade pode acabar engavetada no Senado

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Depois da aprovação pelo plenário da Câmara dos Deputados, na última semana, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93 que reduz, em alguns casos, a maioridade penal de 18 para 16 anos, a responsabilidade por levar a discussão adiante está com os senadores, que precisam submeter o texto a dois turnos de votação. A tarefa, no entanto, não será fácil. Após o resultado da Câmara, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a dizer que pessoalmente é contrário à proposta.

“Eu não sou a favor, mas não significa que a matéria não vá tramitar no Senado Federal, que já votou a atualização do ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente] que eu acho que, do ponto de vista da sociedade, é uma resposta mais consequente”, disse.

Renan se referia ao PLS 333/15, que altera o ECA, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que teve o substitutivo do senador José Pimentel (PT-CE) aprovado pela Casa. O texto aumenta o tempo de internação de jovens infratores que tenham cometido crimes hediondos dos atuais três para até dez anos. Aprovada em julho pela Casa, a matéria seguiu para análise da Câmara.

O mesmo texto prevê uma alteração no Código Penal para agravar a pena do adulto que praticar crimes na companhia de um menor de 18 anos ou que induzir o menor a praticá-lo. A pena do maior será de dois a cinco anos, mas poderá dobrar para os casos de crimes hediondos.

Outro ponto proposto por Pimentel prevê que os adolescentes passarão por avaliação, a cada seis meses, feita pelo juiz responsável pelo caso. Assim, o magistrado poderá analisar e optar por liberar antecipadamente, se for o caso, o jovem da reclusão. Nos centros de internação, os jovens também terão que estudar até concluir o ensino médio profissionalizante e não mais somente o ensino fundamental, como é previsto no ECA hoje.

(Agência Brasil)

Ministério da Fazenda confirma antecipação do 13º dos aposentados

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Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) receberão em setembro a primeira parcela da antecipação do 13º salário. De acordo com o Ministério da Fazenda, antecipação será dividida em duas vezes, sendo 25% no mês que vem e o mesmo percentual em outubro. Os 50% restantes serão pagos normalmente em dezembro.

Desde 2006, segundo o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), a antecipação era paga em agosto. Na sexta-feira (21), o Ministério da Fazenda havia informado que a proposta de parcelamento da primeira parcela do 13º salário dos aposentados ainda dependia do aval da presidente da República, Dilma Rousseff.

Antes mesmo da confirmação da mudança no pagamento da primeira parcela do 13º salário, o Sindnapi criticou a medida e entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal. “Somos contra [o parcelamento], porque, na verdade, a antecipação já é a metade [do valor do 13º]. O benefício do aposentado e pensionista não é crediário. O aposentado conta com esse dinheiro”, disse o presidente do Sindnapi, Carlos Ortiz.

(Agência Brasil)

Times da zona do rebaixamento pontuam e complicam situação do Ceará

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Luverdense, ABC e Mogi Mirim, todos até então na zona de rebaixamento, estrearam no segundo turno da Série C com pontuações em seus jogos. Com a surpreendente vitória de 5 a 1 sobre o Náutico, na tarde deste sábado (22), o Luverdense saiu da zona de rebaixamento e agora é o 13º colocado na tabela de classificação, com 24 pontos. Com um empate em dois gols, diante do Atlético Goianiense, o Boa Esporte agora é o 17º colocado, com 23 pontos, o primeiro na zona de rebaixamento, mesma pontuação do Paraná Clube, adversário do Ceará, neste domingo (23), na Arena Castelão.

Pela Série C, o Fortaleza perdeu para o ASA, em Arapiraca, por 1 a 0, com gol no último minuto da partida. Com o resultado, o time cearense poderá perder a liderança do Grupo A, neste domingo (23), caso o Vila Nova consiga golear o Icasa, no estádio Romeirão.

Congresso em Foco – Moroni atribui crimes a crianças e adolescentes, sem dados oficiais

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O deputado Moroni Torgan acertou ao dizer que a criminalidade contra a criança e o adolescente aumentou nos últimos 25 anos, mas errou ao afirmar que houve crescimento nos crimes cometidos por crianças e adolescentes no período.

Isso porque não existem dados que comprovem a afirmação do parlamentar. Faltam também estatísticas unificadas sobre esse tema. O único cálculo disponível usando números oficiais indica uma quantidade mínima de homicídios cometidos por menores. A estimativa – feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância no Brasil (Unicef) a partir de dados de 2012 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) – aponta que 0,013% dos 21 milhões de adolescentes cometeram atos contra a vida no país.

Já o número de homicídios cometidos contra adolescentes aumentou nos 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). De acordo com o Unicef, o número de vítimas aumentou de 5 mil casos, em 1990, para 10,5 mil em 2013. O dado foi coletado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus).

(Congresso em Foco)

Brasil: A saída está em nossas mãos

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Em artigo enviado ao Blog, o presidente da Juventude do PSDB/Ceará, Mateus Montenegro, chama a atenção para a crise de moralidade. Confira:

Estamos entrando em uma época de muitas incertezas em nosso país, que vão desde a solidez da nossa economia e o que tudo isso simboliza em termos de fortificar ou fragilizar (saúde, educação, segurança, emprego, renda…), a séria crise de moralidade na nossa política. Ainda que possam ser imprevisíveis os rumos que teremos, uma coisa é unanimidade: o importante teste de amadurecimento da nossa sociedade enquanto politizada.

Estamos a vinte e sete anos da redemocratização do nosso país, temos uma das Cartas Magnas mais jovens do mundo, mas sua juventude nada deixa a desejar, possui um conjunto de leis robustas, complexas e, em muitos casos, vanguardistas. Nossa Constituição, bem como o conjunto do nosso ordenamento jurídico, é por vezes, emprestada e tomada como modelo para outros países. E é exatamente por isso, acreditando na eficiência das nossas leis, somado ao despertar da nossa sociedade, que vejo de uma forma muito mais realista, que otimista, que nós brasileiros cumpriremos nosso papel, que agora ultrapassa nossa simples obrigação de votar e perpassa como um verdadeiro estado de necessidade, a nossa capacidade, em alinhamento com as leis, para a moralização da nossa política.

Hoje vivemos em um momento pós-eleição que, para além de um vitorioso nas urnas, restou-nos um país dividido em opiniões. As seqüelas do vale tudo eleitoral ainda serão contadas nos livros de história. A desconstrução das figuras políticas nessas últimas eleições, serviu muito mais que determinar um “tipo de vitória” nas urnas; contribuiu para um rompimento muito profundo da credibilidade entre o cidadão comum e os políticos em nosso país. É visível a descrença e a angústia da sociedade ao creditar em alguém com soluções para dias melhores.

Hoje temos uma Presidente da República em um isolamento fatídico, sem governabilidade, pertencente a um partido desmoralizado, que é o Partido dos Trabalhadores (PT), com os maiores líderes julgados e condenados pela mais alta corte do país (o Supremo Tribunal Federal) e, ainda assim, tratados como heróis. O nosso Poder Legislativo é comandado por figuras com um histórico deplorável, investigados e denunciados pelo Ministério Público e mantêm-se em seus cargos para manobrar afim de tentarem escapar dos julgamentos e condenações; é o caso do Presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, e do Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Concomitante a tudo isso, temos alguns partidos políticos a se aproveitarem da fragilidade do todo, para emplacarem seus quadros no festival da mamata do governo federal, em um verdadeiro quem-dá-mais entre os cargos dos chamados segundo e terceiro escalões do poder, e as suntuosas emendas parlamentares que a tudo parece comprar e a toda voz parece calar.

Para nossa sorte, nem todos os partidos são assim, e a oposição se engrandece e busca ocupar seu lugar e ter parte na moralização e no resgate da credibilidade da nossa política. Muito do que a sociedade tem notícia é por causa dessa mesma oposição que atua incessantemente na fiscalização dos desmandos do governo federal. Sem esquecer do importante papel investigativo desempenhado por parte da imprensa brasileira.

Hoje no Brasil o que muito se fala é da tão sonhada reforma política, que tramitando de forma pífia no Congresso Nacional, anuncia pouco ou nada mudar ao seu término. Entre as discussões mais plausíveis temos a situação atual dos partidos, um verdadeiro negócio lucrativo nas mãos de maus políticos, virando um comércio de tempo de televisão em horário eleitoral e legenda de cabide para as forças retrógradas que insistem em permanecer no poder. É necessário o regate das ideologias partidárias e mais que verbalizar, é necessário praticá-las. Hoje vivemos isso de forma muito sólida no PSDB, não só a nível nacional como estadual.

Hoje o PSDB, que tem sob sua responsabilidade ser o maior partido de oposição no Brasil, é composto por verdadeiros Sociais Democratas que estão longe das benesses do poder e mais próximos das necessidades da nossa sociedade, focados em buscar soluções para as mazelas sociais que nos afligem. O PSDB tem procurado compor seus quadros com gente nova, para renovar a política, e que traga consigo garra, propostas, mais que isso, que traga consigo ideais.

Vivemos em um país cheio de esperanças, ainda que ausente de heróis. Os nossos heróis já não figuram na seleção brasileira de futebol, nem nas curvas dos domingos na F-1. Incrivelmente estamos encontrando nossos heróis nas pessoas comuns, gente como a gente, que acorda todas as manhãs na luta entre estudos e trabalhos para sobreviver em meio às incertezas, mas de forma firme seguem construindo, a seu modo, vislumbre de dias melhores.

Os nossos heróis estão nos juízes (Mouro) espalhados pelo país, que cumprem diariamente tão somente seu papel, com foco e lisura, nada além. Os nossos heróis estão nos Lucas Yure Bezerra, que com dezesseis anos encontra uma carteira perdida no lixo, com mil e seiscentos reais, e incansavelmente procura o dono para devolvê-la, enquanto sua mãe procura emprego, mesmo assim, apesar da pouca idade e da adversidade, não desvia do que é o certo, não desvia da honestidade.

Os nossos heróis são cada um de nós brasileiros, que não pensa em se mudar do Brasil, mas sim, mudar para o Brasil para melhor.

CMA pode votar normas para a revitalização do Rio São Francisco

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) se reúne na terça-feira (25) para cumprir sua pauta de votações. O destaque é o PLS 86/2015, da senadora Lídice de Mata (PSB-BA), que normatiza as ações de revitalização da bacia do Rio São Francisco.

O projeto lista ações prioritárias para os trabalhos de revitalização da bacia, concentrando esforços e recursos. A proposta trata da criação de órgãos para gestão de recursos hídricos nos governos estaduais e municipais, a destinação específica de recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da água do rio e o estabelecimento ou a ampliação de unidades de conservação em áreas essenciais da bacia hidrográfica.

A matéria tem a aprovação do relator e presidente da CMA, senador Otto Alencar (PSD-BA). A decisão da comissão será terminativa. A CMA também dará a palavra final sobre o PLS 326/2015, que inclui o aproveitamento de águas pluviais entre os objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos.

(Agência Senado)

Reta final de agosto

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Em artigo no O POVO deste sábado (22) o médico, antropólogo e professor universitário Antonio Mourão Cavalcante afirma que ser a favor da preservação do governo Dilma não significa ser a favor de membros corruptos que participam de seu governo. Confira:

Agosto é um mês perigoso para nós. Muitas crises políticas aconteceram nesse período. Afastamentos e morte de presidentes. Tentativas de golpes. Agora, o clima estava novamente encrespado. Anúncio de marchas pelas avenidas principais das grandes metrópoles. A imprensa toda anunciando catástrofes. Afastamento da presidente, prisão de Lula e fim do PT. Digo logo que em política não voga tomar desejos por realidade.

A nação mostrou-se mais madura e está sabendo suportar crises na dimensão do que deve ser uma democracia. Fazendo apelo aos instrumentos de moderação e regramento que possui.

Ser a favor da preservação do governo Dilma não significa ser a favor de membros corruptos que participam de seu governo. Ou que eles devam ficar impunes. O Brasil mostra equilíbrio e amadurecimento. Todos esperamos que os faltosos sejam punidos exemplarmente.

Queremos avançar com firmeza e sem concessões. E esse é um longo caminho. Não dá para pensar estreito e imediato. Na marra. Queremos construir uma grande nação onde as contradições sejam resolvidas de forma consensual. Não comungo de a ideia de quanto pior, melhor.

Aliás, se formos estender a análise econômica, veremos que ela tem raízes mais profundas e distantes. Em termos de economia, todos são unânimes em afirmar que há algo mais grave se passando no mundo. E o Brasil está dentro desse sistema. A concentração de riqueza faz-se em maior velocidade. Os grandes grupos econômicos dominam o mundo e os governos locais são impotentes para se confrontar e controlar a fúria do lucro. Há agências bancárias em cada esquina da Big Apple. Máquinas nos esperam e são vorazes no atendimento. Quem pode contra estes monstros da pós-modernidade?

Estou longe de casa há alguns dias. Poucas notícias e quase nenhum comentário sobre o Brasil. Parece que fazemos parte de uma outra galáxia. Isso reforça o sentimento de distância e saudade. Deve estar tudo bem. No Facebook a agressividade diminuiu. E os posts insultantes tornam-se mais reduzidos e fora de moda. A onda passou.

Na volta, quero apenas minha rede e uma edição do O POVO cheia de notícias boas…

Horizonte inaugura equipamento para pessoas com deficiência

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Com investimento de R$ 400 mil, o município de Horizonte inaugurou nessa sexta-feira (21) o Centro de Atendimento Clinico e Educacional (Cace) Maria de Nazaré Domingos, que terá atendimento especializado em crianças e adultos com deficiência.

A solenidade de inauguração contou com as presenças do prefeito Manoel Gomes de Farias Neto, o Nezinho, além da ex-deputada Eliane Novais, que destinou R$ 100 mil em menda parlamentar para as obras do equipamento. Para a ex-deputada, outros municípios deveriam investir em igual atendimento.

(Foto – Divulgação)

Vitória diante do São Paulo ainda não impõe respeito ao ‘lanterna’ da Série B

Apesar de uma campanha medíocre na Série B do Campeonato Brasileiro, principalmente em partidas fora de casa, quando conquistou somente uma vitória, o Paraná Clube acredita poder derrotar o Ceará, neste domingo (23), em plena Arena Castelão, pela 20ª rodada da competição, na partida que encerra a rodada de abertura do segundo turno.

É que o time paranaense aposta da fraca campanha do adversário, que soma apenas uma vitória em casa – no estádio Presidente Vargas, diante do Atlético Goianiense, por 2 a 0 -, mas nenhuma nas seis partidas disputadas na Arena Castelão.

Na décima quarta posição na tabela de classificação, com 23 pontos – dois apenas da zona de rebaixamento -, o Paraná precisa da vitória para se afastar da ameaça do Série C, pois o Boa Esporte e o Atlético Goianiense, que se encontram logo abaixo do Paraná, se enfrentam na tarde deste sábado (22), e um dos dois irá superar o time paranaense, mesmo em caso de empate.

Já o Ceará, com 14 pontos, é o lanterna da Série B. O time, no entanto, ganhou ânimo com a vitória sobre o São Paulo, por 2 a 1, em pleno Morumbi, na quinta-feira (20), pela Copa do Brasil. Antes, no sábado (15), a equipe alvinegra surpreendeu o Macaé, no Rio, por 2 a 1, pela 19ª rodada da Série B.

Dos 20 clubes que disputam a Segundona, somente Botafogo, Bahia, Náutico e Sampaio Correa não perderam em seus estádios. ABC (seis vezes), Ceará (quatro) e Mogi Mirim (quatro) foram as equipes que mais perderam em casa, enquanto Botafogo, Vitória e ABC são os times com maior número de vitórias no campo adversário, todos com quatro jogos.

A 20ª rodada da Série teve início nessa sexta-feira (21), com duas partidas: Santa Cruz 1 a 0 Macaé; Criciúma 0 a 0 Mogi Mirim.